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ANA PAULA DE SOUSA ITO Nutricionista – Centro Médico Gastroclínica; Membro Coesa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – SBCBM; Especialista em nutrição bariátrica, endossutura gástrica, balão intragástrico e plasma de argônio; Especialista em Fitoterapia aplicada a Nutrição; Especialista em Nutrição clínica e hospitalar; Mestre em Biociências e Saúde – UNI0ESTE; Doutoranda em Biociências e Saúde – UNIOESTE. Acúmulo de gordura excessiva; Condição complexa e multifatorial = Interação entre componentes genéticos e ambientais; Alterações neuroendócrinas. (WHO, 2021; HALPERN et al., 2022) CONCEITOS DA OBESIDADE Ao contrário do que muitos imaginam a obesidade não é uma questão de escolha, ESTIGMA; Por ser uma doença multifatorial e tão complexa, seu tratamento é difícil e o objetivo é muito mais amplo do que baixar o ponteiro da balança e satisfazer o que, muitas vezes, é um desejo social de ser magro. EQUIPE INTERDISCIPLINAR (DE LORENZO et al., 2019; WHO, 2021) CAUSAS COMPLEXAS E MULTIFATORIAIS INGESTÃO DE ALIMENTOS GASTO ENERGÉTICO GANHO DE PESO VISÃO ANTIGA O tecido adiposo é o principal local onde o corpo armazena energia na forma de gordura. Quando há um excedente calórico , esse excesso é armazenado no tecido adiposo. Com o tempo, esse armazenamento contínuo pode levar ao aumento de peso e obesidade. TECIDO ADIPOSO (CYPESS, 2022) Atua como um órgão endócrino, produzindo hormônios que podem afetar o metabolismo e o apetite. (Leptina, adiponectina, Resistina, TNF-alfa, IL-6 e estrogênio) TECIDO ADIPOSO (CYPESS, 2022) Inflamação Crônica: Essa inflamação pode afetar a função metabólica e promover condições associadas à obesidade, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. TECIDO ADIPOSO (CYPESS, 2022) Sensibilidade à Insulina: O excesso de tecido adiposo pode prejudicar a capacidade do corpo de usar insulina de maneira eficaz, levando à resistência à insulina. TECIDO ADIPOSO (CYPESS, 2022) Distribuição do Tecido Adiposo: A maneira como o tecido adiposo é distribuído no corpo também é importante. A gordura abdominal (visceral) está mais fortemente associada a problemas metabólicos e cardiovasculares do que a gordura subcutânea (que fica abaixo da pele). TECIDO ADIPOSO (CYPESS, 2022) ADIPOGÊNESE – Formação do tecido adiposo O aumento da massa adiposa que ocorre na obesidade é determinada pelo tamanho do adipócito (hipertrofia) e ou do seu número (hiperplasia). As alterações ocorrem em reposta à lipólise ou lipogênese. Estado nutricional do indivíduo, gasto energético, influência hormonal, atividade enzimática. Adipócitos muito grandes tornam-se lipolíticos e liberam AGL (ácidos graxos livres) no plasma – lipotoxidade aos órgãos vitais. ADIPOGÊNESE Adipócitos expressam receptores para vários hormônios, citocinas e fatores de crescimento – adipocinas – comunicação entre órgãos e tecidos – músculo esquelético, endotélio vascular e SNC. Hipertrofia do adipócito = Desregulação da função endócrina = processos patólogicos. Quando em excesso, leva à hiperplasia e obesidade. Inicia antes do nascimento – Puberdade – 40/45 anos (Período de maior ativação). A leptina é um hormônio produzido principalmente pelo tecido adiposo. Função Principal: A leptina sinaliza ao cérebro a quantidade de energia armazenada no corpo, principalmente na forma de gordura. Quando os níveis de leptina são altos, isso indica que há bastante energia armazenada e, portanto, o cérebro reduz o apetite e aumenta o gasto energético. Quando os níveis são baixos, o apetite aumenta e o gasto energético diminui para promover a ingestão de alimentos e a conservação de energia.. Mecanismo de Ação: A leptina atua ligando-se a receptores específicos no hipotálamo, uma região do cérebro que regula a fome e o metabolismo. A interação da leptina com esses receptores ajuda a controlar o apetite e o gasto energético. LEPTINA Indivíduos obesos apresentam níveis elevados de leptina (fenômeno conhecido como resistência à leptina). OUTROS HORMÔNIOS ENVOLVIDOS NA OBESIDADE (CYPESS, 2022) FATORES ENVOLVIDOS NA ETIOLOGIA OBESIDADE CYPESS, 2022 ADIPONECTINA É uma proteína produzida especialmente pelo tecido adiposo subcutâneo. Regulação do Metabolismo da Glicose: Aumenta sensibilidade à insulina. Efeitos Anti-inflamatórios. Regulação da Lipólise: A adiponectina promove a lipólise, o processo de quebra de gorduras armazenadas, o que ajuda a reduzir a quantidade de gordura no corpo. Proteção Cardiovascular Ela ajuda a proteger contra a aterosclerose (acúmulo de placas nas artérias), melhora a função endotelial e pode ter efeitos benéficos sobre a pressão arterial. Em indivíduos obesos, a quantidade de adiponectina circulante no sangue frequentemente diminui. Esse fenômeno pode ocorrer devido à inflamação crônica e às mudanças no tecido adiposo associadas à obesidade. FATORES ENVOLVIDOS NA ETIOLOGIA OBESIDADE CYPESS, 2022 RESISTINA É um hormônio produzido principalmente pelo tecido adiposo, mas também pode ser secretado por outros tipos de células, como as do sistema imunológico. Resistência à Insulina: A resistina está associada à resistência à insulina, um estado em que as células do corpo não respondem adequadamente à insulina, resultando em níveis elevados de glicose no sangue. Estudos sugerem que a resistina pode interferir na ação da insulina, contribuindo para o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Inflamação: A resistina também está envolvida na regulação da inflamação. Ela pode promover processos inflamatórios, o que é relevante para condições como a obesidade, onde a inflamação crônica é uma característica comum. A inflamação pode agravar a resistência à insulina e outras complicações metabólicas. FATORES ENVOLVIDOS NA ETIOLOGIA OBESIDADE CYPESS, 2022 FATOR DE CRESCIMENTO TRANFORMADOR BETA (TGF-beta) Inflamação e Fibrose: O TGF-beta está associado à promoção da inflamação crônica e à fibrose (formação excessiva de tecido cicatricial) no tecido adiposo. Em condições de obesidade, níveis elevados de TGF-beta podem contribuir para a inflamação crônica e a fibrose do tecido adiposo, o que pode exacerbar a disfunção metabólica. Regulação da Crescimento Celular e Apoptose: O TGF-beta regula vários processos celulares, incluindo crescimento, diferenciação e apoptose (morte celular programada). Na obesidade, o TGF-beta pode afetar a proliferação e a morte de células, influenciando a dinâmica do tecido adiposo e a resposta inflamatória. FATORES ENVOLVIDOS NA ETIOLOGIA OBESIDADE CYPESS, 2022 IL - 6 Produção e Níveis Elevados: A IL-6 é uma citocina inflamatória produzida por várias células do corpo, incluindo células do tecido adiposo, como adipócitos e células do sistema imunológico. Em indivíduos obesos, especialmente com acúmulo de gordura visceral, os níveis de IL-6 tendem a estar elevados. O tecido adiposo em excesso pode liberar IL-6, contribuindo para um estado de inflamação crônica. Resistência à Insulina: A IL-6 interfere na sinalização da insulina e pode afetar negativamente o metabolismo da glicose e a função das células beta pancreáticas, que produzem insulina. FATORES ENVOLVIDOS NA ETIOLOGIA OBESIDADE CYPESS, 2022 ESTROGÊNIOS Estrogênios: O tecido adiposo também pode converter andrógenos em estrogênios, o que pode influenciar a distribuição de gordura e o risco de certas condições associadas à obesidade, como cânceres hormonodependentes (por ex: CA mama). Produzida em maiores concentrações no estômago e em menores concentrações no intestino, rins, placenta e hipotálamo. Atividade orexígena – Atua no metabolismo da glicose, diminui o gasto enérgetico e acelera o esvaziamento gástrico. Jejum prolongado e hipoglicemia – níveis elevados. Pós prandial – Reduzidos. Inibe a leptina. GRELINA Obesos não apresentam queda nos níveis após as refeições, o que pode estar associado com à obesidade.OUTROS HORMÔNIOS ENVOLVIDOS NA OBESIDADE (CYPESS, 2022) Secretado e liberado pelas células L do intestino. Sua secretação é estimulada por nutrientes, como a glicose e lípideos no lúmen intestinal, em proporção ao valor calórico (de 5 a 10 minutos após as refeições). Efeito sacietógeno. Aumenta a secreção da insulina. GLP-1 A secreção de GLP-1 está diminuída em obesos. OUTROS HORMÔNIOS ENVOLVIDOS NA OBESIDADE (CYPESS, 2022) Hormônio peptídico intestinal; Ação no hipotálamo = Retarda o esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal = SACIEDADE. PYY Obesos apresentam níveis de jejum e pós-prandiais baixos quando comparados com não obesos; Deficiência pode contribuir para à obesidade. OUTROS HORMÔNIOS ENVOLVIDOS NA OBESIDADE (CYPESS, 2022) Desde a revolução industrial a população mundial vem sendo exposta ao aumento exponencial de diversos compostos químicos. Evidências científicas vem demonstrando que a exposição a certas toxinas podem afetar a regulação de diversos hormônios que controlam o centro da fome a saciedade no hipotálamo. Contribuindo para o desenvolvimento da obesidade. PesticidasCosméticos com fitalatos Suplementos adicionados às rações animais Drogas e produtos farmacêutcos Bisfenol A DISRUPTORES ENDÓCRINOS FATORES GENÉTICOS DE LORENZO et al., 2016 PAIS OEBSOS – 50 a 70% = Filhos obesos; 40 – 70% do fenótipo associado a obesidade = Caráter hereditário Influência genética = Alterações no apetite ou gasto enérgetico 30 genes envolvidos na obesidade: Gene da Leptina (LEP); Receptor da Leptina (LEPR) Epigenética (Pré concepção, gestação, infância e adolescência. Programação metabólica MICROBIOTA INTESTINAL ABESO, 2021 Dietas ricas em gorduras saturadas e açúcares. A falta de exercício físico regular. E Certos hormônios associados à obesidade, como a leptina e a grelina, podem influenciar a integridade da barreira intestinal e a resposta inflamatória. MICROBIOTA INTESTINAL ABESO, 2021 Mudanças na composição e na diversidade do microbioma intestinal, resultando no aumento das bactérias patogênicas. Isso pode permitir que toxinas, como os lipopolissacarídeos (LPS) das bactérias gram-negativas, atravessem a parede intestinal e entrem na corrente sanguínea. Inflamação sistêmica de baixo grau pode comprometer a integridade da mucosa intestinal, contribuindo para uma maior permeabilidade intestinal e facilitando a translocação bacteriana. PRIVAÇÃO DO SONO ABESO, 2021 CORTISOL NOTURNO DE GH Aumento do apetite Aumento da ingestão alimentar Baixo gasto energético Aumento do centro de recompensas SNC REGANHO DE PESO ABESO, 2021 REGANHO DE PESO (ABESO, 2021) Fonte: SKELTON; KLISH, 2021 (Traduzido) COMPLICAÇÕES DA OBESIDADE OBESIDADE NO MUNDO + 1 Bilhão 650M adultos 340M Adolescentes 39M Crianças (WHO, 2022) 66,5 % (SBCBM, 2023) OBESIDADE NO BRASIL AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE Circunferências Pontos corte Riscos Pescoço >=39,5 *DCV e SAHOS Cintura >=102H >=88M *DCV Quadril RCQ >CC/CQ *DCV (WHO, 2000) Bioimpedância elétrica, DEXA e Ressonância Magnética. ( ABESO, 2016 ; STEFAN, 2020) Radiação AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE Genética Familiar Programação metabólica Ambiente obesogênico Disruptores endócrinos (Toxinas que causam desregulação do centro da fome e saciedade Stress e o aumento da recompensa Sono (Privação do sono - SAHOS Metabólicos: Resistência a Leptina Redução da GLP-1 /PYY Grelina aumentada mesmo após as refeições Inflamação de Baixa grau: > IL6, Adiponectina, TNF Microbiota Intestinal - Redução na absorção de nutrientes; Translocamento bacteriano Sedentarismo: Dores, limitações ortopédicas, falta de ar SÍNDROME METABÓLICA A Síndrome Metabólica (SM) é um conjunto de alterações metabólicas e hormonais caracterizada por intolerância à glicose ( ou diabetes) , hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade troncular ou abdominal. O acúmulo da gordura na circunferência abdominal- é critério essencial da síndrome, e uma vez combinado às demais comorbidades – todas relacionadas à resistência à insulina- forma um complexo de fatores de risco que contribuem, de forma independente, para o desenvolvimento de doença cardiovascular por aterosclerose. CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÃO DA SÍNDROME METABÓLICA Critérios para diagnóstico clínico da SM 1. Pressão arterial elevada: Pressão arterial sistólica/diastólica >= 130/85 mmHg ou uso de medicação anti- hipertensiva. 2. Concentração plasmática elevada de triglicerídeos: triglicerídeos >= 150 mg/dL uso de medicamentos hipolipemiantes. 3. Diminuição da concentração de HDL: HDL = 100 mg/dL ou uso de medicação hipoglicemiante. 5. Circunferência de cintura elevada: >= 102 cm para homens e >= 88cm para mulheres. Apresentar 3 ou + dos critérios definidos: DIETOTERAPIA NA OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA A terapia nutricional para a obesidade deve ser personalizada: Perfil individual do paciente, Suas necessidades nutricionais, Condições de saúde associadas e objetivos específicos. DIETOTERAPIA NA OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA 1. Avaliação Individual: Histórico Clínico e Nutricional: Avaliar o histórico médico, condições de saúde associadas, hábitos alimentares, nível de atividade física e fatores psicológicos. Objetivos e Preferências: Definir metas realistas e alcançáveis, considerando as preferências alimentares e o estilo de vida do paciente. 2. Criação de um Plano Alimentar Personalizado: Déficit Calórico Moderado: Perda de peso gradual e sustentável, déficit calórico de 500 a 1000 Kcal/dia, o que pode resultar em uma perda de peso de aproximadamente 0,5 a 1 kg por semana. Distribuição Balanceada de Macronutrientes: Equilíbrio adequado entre carboidratos, proteínas e gorduras. A ingestão de proteínas deve ser suficiente para preservar a massa muscular, enquanto os carboidratos devem vir principalmente de fontes integrais e ricas em fibras. As gorduras devem incluir ácidos graxos insaturados e ser consumidas com moderação. DIETOTERAPIA NA OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA 3. Foco em Alimentos Nutrientes e de Baixa Densidade Calórica: Aumentar o Consumo de Vegetais e Frutas: Eles são ricos em fibras, vitaminas e minerais e têm baixa densidade calórica. Escolher Grãos Integrais: Optar por grãos integrais em vez de refinados para melhorar a saciedade e fornecer nutrientes adicionais. Incluir Fontes de Proteínas Magras: Como carnes magras, peixes, ovos, leguminosas e produtos lácteos com baixo teor de gordura. DIETOTERAPIA NA OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA 4. Controle das Porções e Comportamento Alimentar: Educação sobre Tamanho das Porções: Ensinar sobre o controle das porções e a importância de evitar o consumo excessivo de alimentos. Promoção de Hábitos Alimentares Saudáveis: Incentivar a prática de comer com atenção, evitar o comer emocional e desenvolver um relacionamento saudável com a comida. DIETOTERAPIA NA OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA 6. Incorporação da Atividade Física: Recomendar Exercício Regular: Aumentar a atividade física ajuda a melhorar o gasto energético, promover a perda de peso e melhorar a saúde geral. Recomendar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, como caminhada, e incorporar exercícios de força para preservar a massa muscular. DIETOTERAPIA NA OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA 6. Monitoramento e Ajuste: Monitorar o progresso do paciente, ajustar o plano alimentar conforme necessário e lidar com quaisquer dificuldades ou barreiras encontradas.Ajustes Baseados no feedback. TRATAMENTO DA OBESIDADE E DA SÍNDROME METABÓLICA A CB “padrão ouro” para o controle da doença. Técnicas cirúrgicas mais realizadas no mundo são: Gastrectomia vertical (GV) e pela Derivação Gástrica em Y-de-Roux(DGYR). TRATAMENTO CIRURGICO DA OBESIDADE MECANISMOS DE AÇÃO DA CIRURGIA BARIÁTRICA Perda de peso 30 a 40% Consenso - para CB desde 1991 (NIH): - IMC; - Doenças associadas; - Tratamento clínico falho. CFM 2017: DM2 com IMC a partir 30 Kg/m² e laudo médico comprobatório de insucesso no tratamento clínico. ( SBCBM, 2017; CFM, 2017) CRITÉRIOS PARA A CIRURGIA BARIÁTRICA Balão intragástrico BIG - >25 - Dispositivo de ocupação; - Promove saciedade precoce; - Limita o volume gástrico; - Promove perda de peso em média de 10 a 15%. TRATAMENTOS ENDOSCÓPICOS PARA A OBESIDADE (NEGI et al., 2022) TRATAMENTOS ENDOSCÓPICOS PARA A OBESIDADE Gastroplastia Endoscópica (NEGI et al., 2022) ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL EM CIRURGIA BARIÁTRICA - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL: - Anamnese nutricional; - Consumo alimentar; - Alergias, intolerâncias e aversões; - Histórico de obesidade e tratativas de emagrecimento. - Avaliação Antropométrica; - Exames Bioquímicos; - Exame de composição corporal - BIA (PEREIRA et al., 2022) ANTROPOMETRIA EM CIRURGIA BARIÁTRICA - PESO - ALTURA - CIRCUNFERÊNCIA PESCOÇO - CIRCUNFERÊNCIA CINTURA - CIRCUNFERÊNCIA DE QUADRIL - CIRCUNFERÊNCIA DE BRAÇO E PANTURILHA - PREGAS CUTÂNEAS?????? (PEREIRA et al., 2022) EXAMES BIOQUÍMICOS EM CIRURGIA BARIÁTRICA - HEMOGRAMA - PERFIL GLICÊMICO: Glicemia, Hemoglobina glicada e insulina; - PERFIL LIPÍDICO: Colesterol total, LDL, HDL, VLDL e triglicerídeos; - PERFIL HEPÁTICO: TGO, TGP, GAMA, FERRITINA, BILIRRUBINAS E FOSFATASE ALCALINA; - VITAMINAS E MINERAIS: Ferro, B12, Cálcio, Zinco, ácido fólico e vitamina D. - TSH E T4 LIVRE - CREATININA, URÉIA E ÁCIDO ÚRICO. (PEREIRA et al., 2022) PREPARO PARA CIRURGIA BARIÁTRICA Orientações: - Mastigação; - Fracionamento; - Consumo de água; - Orientações sobre a exclusão de bebidas calóricas; - Redução dos alimentos estimulantes: Café, chá preto e chimarrão; - Redução dos açúcares simples e gorduras - Perda de peso pré-op 5 a 10% Benefícios: Redução da gordura intra-abdominal e do fígado; Melhora da pressão arterial e da glicemia Melhor comportamento alimentar ; Hidratação eficiente; Menores riscos operatórios e recuperação mais efetiva no pós-op. (PEREIRA et al., 2022) PREPARO PARA CIRURGIA BARIÁTRICA PREPARO PARA CIRURGIA BARIÁTRICA Dieta do dia anterior à cirurgia: Dieta líquida (água, água de coco, Suco naturais, caldo salgado, chás claros, iogurtes e vitaminas) Esvaziamento do trato-gastrointestinal; Melhora da mucosa gástrica (PEREIRA et al., 2022) (PEREIRA et al., 2022) FASES DE DIETA PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA 1)Dieta líquida restrita 2) Dieta líquida completa sem resíduos 3) Dieta pastosa 4) Dieta geral sólida Repouso gástrico Cicatrização cirúrgica DIETA LÍQUIDA RESTRITA – 1ª FASE Hospital Água, chás claros e água de coco Volume e frequência: 50 ml a cada 30 ou 60 minutos (PEREIRA et al., 2022) FASES DE DIETA PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA FASES DE DIETA PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA DIETA LÍQUIDA COMPLETA SEM RESÍDUOS – 2ª FASE Duração de 15 dias p.o Alimentos batidos e coados Volume e frequência: 50 ml a cada 20 minutos Totalizando 2000 ml / diários Alimentos recomendados – 2ª FASE Água, água de coco, isotônicos e sucos naturais não ácidos; Vitaminas de fruta com leite vegetal + suplemento proteico; Caldo de sopas (proteína + legumes + carbo) Chás claros e gelatinas - Temperatura fria ou morna; - Evitar alimentos ácidos e alimentos fermentativos; - Não consumir nenhum tipo de alimentos sólido. (PEREIRA et al., 2022) FASES DE DIETA PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA DIETA PASTOSA – 3ª FASE Duração de 15 dias p.o Alimentos cozidos – textura purê, mingau ou papinha; Volume e frequência: 60 a 100g – 6 refeições por dia Hidratação livre demanda – 1500 -2000ml água Alimentos recomendados – 3ª FASE Água e chás claros sem açúcar; Iogurtes, queijos moles e suplementos proteicos; Purê de frutas amassadas ou trituradas; Purê de legumes, purê de batatas, polenta mole; Carnes bem moídas ao molho (PEREIRA et al., 2022) FASES DE DIETA PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA DIETA GERAL – 4ª FASE APÓS 30 dias p.o Reintrodução dos alimentos na sua textura normal Volume e frequência: 100 a 200g – 6 refeições por dia Hidratação livre demanda – > 2000ml água REPOSIÇÃO DE VITAMINAS Polivitamínico (Baristar, Barivit, Quelatus bari, BariatXR) Vitaminas complexo B (Nevrix, Citoneurim, Neo B) Ferro (Folifer, Neutrofer, Dexfer) LITERATURAS RECOMENDADAS