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EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO 
Me. Daty Costa 
GUIA DA 
DISCIPLINA 
 
 
 
1 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1. EMPREENDEDORISMO: CONCEITO, CARACTERÍSTICAS E 
PROCESSO EMPREENDEDOR 
 
Objetivo: 
Definir os conceitos de Empreendedorismo e empreendedor, trabalhar o 
comportamento empreendedor dos alunos e a construção do processo empreendedor. 
 
Introdução: 
Quem poderia imaginar que o empreendedorismo seria uma força tão 
transformadora, né? Sabia que o Empreendedorismo é tão antigo quanto a humanidade? 
Sim, ele existe desde a primeira ação inovadora do homem, com a criação de ferramentas 
para caçar e sobreviver na idade da pedra. Imaginem vocês que na Idade Média, a maior 
parte da humanidade trabalhava por conta própria e não sabiam que eram 
empreendedores. No presente, a ascensão do Empreendedorismo começou nos Estados 
Unidos e em seguida se espalhou para o mundo. O Empreendedorismo no Brasil começou 
depois de 1990, porque o ambiente político e econômico do país não era propício ao 
desenvolvimento de novos empreendimentos. Somente com o investimento do governo e 
com a parceria de novas entidades que o Empreendedorismo é valorizado. 
 
Durante os últimos quarenta anos, ocorreram pelo menos quatro transformações 
empreendedoras que impactaram o modo de como as pessoas vivem, trabalham, 
aprendem e aproveitam o tempo de lazer. Segundo Dornelas: 
 
 O empreendedorismo sendo um novo paradigma administrativo, ou seja, 
pensamento e raciocínio empreendedor, tornando-se parte da estratégia e 
práticas das empresas. 
 O empreendedorismo sendo um novo paradigma educacional para o 
aprendizado e para o ensino. 
 O empreendedorismo tornando-se um modelo administrativo dominante para 
empresas sem fins lucrativos e no desenvolvimento de empreendimentos 
sociais. 
 E como não dizer, que o empreendedorismo está transcendendo as faculdades 
de Administração, engenharia, ciências biológicas, arquitetura, medicina, 
 
 
2 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
estendendo do ensino pré-escolar ao ensino médio, adotando o 
empreendedorismo aos seus currículos. 
 
No currículo, os professores das faculdades de administração estão incluindo mais 
assuntos relacionados ao empreendedorismo, de contabilidade e finanças a marketing e 
tecnologia da informação. No corpo docente de finanças, marketing e contabilidade estão 
surgindo novos cursos com foco na perspectiva empreendedora. 
1.1 Empreendedorismo 
O Empreendedorismo surge a partir de uma nova ideia empreendedora, que começa 
a partir de um problema e acaba se transformando em uma proposta de solução. É através 
dessa solução, que ocorre a criação de um novo negócio. Audretsch (2012), identifica dois 
elementos chave para o entendimento do comportamento empreendedor: o primeiro é a 
habilidade de reconhecer a oportunidade e o segundo é a de explorá-la. 
 
Mas não podemos deixar de apontar o perfil das pessoas que sofreram mudanças 
significativas em termos de Empreendedorismo. Antes a preocupação era entrar no 
mercado de trabalho em empresas de grande nome e que trouxessem estabilidade 
financeira. Hoje, no contexto atual, a colocação não envolve mais ter registro em carteira 
de trabalho e sim, empreender. 
 
Atualmente existem muitas explicações para o conceito de Empreendedorismo. 
Então, vamos saber o que é Empreendedorismo? 
 
O termo Empreendedorismo tem origem no capitalismo, no qual o desenvolvimento 
econômico é o agente condutor de mudanças de produtos e serviços. 
 
Empreendedorismo (entrepreneurship) significa colocar em prática uma ideia, ou 
levá-la adiante, com a intenção de atingir objetivos e resultados; e definindo tecnicamente 
empreendedorismo é a área do conhecimento dedicada a estudar os processos de 
idealização de empreendimentos, destacando o valor de uma ideia como a sua capacidade 
de agregar valor ao que já existe, no tocante à produto e processo (BIAGIO, 2012). 
 
Para Jeffry Timmons – professor do Babson College, “O Empreendedorismo é uma 
revolução silenciosa, que será para o século XXI mais do que a Revolução Industrial foi 
 
 
3 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
para o século XX”. Já para Dornelas, “empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e 
processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades”. 
 
Para Bressant (2009), o Empreendedorismo é essencial nas sociedades, porque é 
por meio dele que as empresas buscam a inovação, transformando conhecimentos em 
novos produtos. Para Chiavenato (2012 p.3), classifica o empreendedor como a pessoa 
que inicia ou dinamiza um negócio para realizar uma ideia ou projeto pessoal, assumindo 
riscos e responsabilidades e inovando sempre. O empreendedorismo reflete a prática de 
criar novos negócios ou revitalizar negócios já existentes. Contudo, a atividade do 
empreendedor é muitas vezes associada à incerteza, principalmente quando seu negócio 
envolve algo realmente novo ou quando o mercado é inexplorado. 
 
Os estudos sobre o empreendedor e o empreendedorismo têm duas correntes 
principais de autores. Primeiro, existem os economistas, que associam o empreendedor à 
inovação e ao desenvolvimento econômico. Depois, os comportamentalistas, que enfatizam 
as atitudes como a criatividade, a intuição e a disposição para correr riscos. Entre os 
economistas que estudaram os empreendedores, destacam-se três: Cantillon, Say e 
Schumpeter. Naquela época, as diferenças entre gestor/administrador e empreendedor já 
existiam. Acreditava-se que o empreendedor tinha características superiores à de um 
administrador e também, que nem todo administrador fosse um empreendedor. Diferentes 
dos tempos de hoje, não é verdade? 
 
Você irá tratar do Empreendedorismo em pelo menos uma das três situações 
apontadas abaixo: 
 Iniciar uma nova empresa, partindo de uma ideia inovadora, partindo desde os 
estudos de viabilidade, implantação e criação de valor, para desenvolver uma 
operação geradora de resultados; 
 Pegar uma empresa já existente, implementando ajustes e mudanças e 
assumindo riscos, com uma nova inovação, uma nova proposta, gerando novos 
valores e melhores resultados; 
 Visualizar oportunidades de melhoria, e com uma inovação, agregar novos 
valores a uma empresa de terceiros, seja como consultor ou como empregado. 
 
Será que uma ideia inovadora é suficiente para ter sucesso? De acordo com 
Dornelas “não importa se a sua ideia é inovadora ou única: o que importa é como o 
 
 
4 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
empreendedor utiliza sua ideia, inédita ou não, de maneira a transformá-la em um produto 
ou serviço que faça sua empresa crescer”. 
 
O Empreendedorismo é essencial nas sociedades, porque as empresas buscam 
inovação, preocupando-se em transformar novos conhecimentos em novos produtos. 
 
Portanto, quando se fala em Empreendedorismo, associa-se diretamente à inovação 
e a criatividade. Neste caso, a inovação está diretamente ligada às coisas que nunca tinham 
sido feitas anteriormente, aplicando uma criatividade. Um exemplo podemos citar a 
impressora 3D, uma inovação tão importante que a Unisanta possui. 
 
O Brasil possui diversos órgãos e iniciativas de apoio ao Empreendedorismo, como 
o Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com programas 
como Empretec e Jovem Empreendedor, a Associação Nacional de Entidades Promotoras 
de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), Endeavor, a Sociedade Brasileira para 
Exportação de Softwares (Softex), estimulando o Empreendedorismo no ramo de 
softwares, impulsionando a abertura de novas startups, fundações estaduais de amparo à 
pesquisa, incubadoras de novos negócios, além de Universidades que oferecem cursos 
sobre o Empreendedorismo. Ou seja,pequena, média ou grande empresa. 
 
 Dados da Empresa: ramo de atividade, apresentar seus clientes, o que oferece 
aos clientes e como, área de atuação. 
 
 Estrutura Legal: Explicar como será feita a distribuição de lucros e de quem é 
a responsabilidade financeira em caso de perda. Para que a empresa seja 
constituída, o contrato social deve ser registrado na Junta Comercial para 
adquirir o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), depois buscar o 
registro na Prefeitura Municipal (Inscrição Municipal), no qual receberá o Alvará 
de Funcionamento. Para empresas industriais e comerciais, precisa da Inscrição 
Estadual. Se for empresa industrial, devem procurar a legalização do 
empreendimento na Companhia Estadual de Tratamento de Esgotos e 
Saneamento Básico (Cetesb). As instalações devem ser aprovadas pelo Corpo 
de Bombeiros e de acordo com a legislação de zoneamento urbano do Município. 
Importante também se preocupar com o ramo de atividades e seu 
enquadramento dentro das classificações fiscais municipais (referente 
pagamento de taxas e tributos). Nem sempre optar pela tributação simples é bom 
 
 
36 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
negócio para a empresa, principalmente para empresas industriais, pois ele 
perderá o benefício do crédito do ICMS e IPI e a empresa perderá a vantagem 
de operar com preços menores em função de menor tributação. Um advogado 
especializado em tributação poderá orientar sobre a elaboração do contrato 
social. Um prestador de serviços sobre Contabilidade também é essencial. Outro 
serviço que pode ser contratado é o de marcas e patentes. Através do site do 
Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), ou por empresas 
especializadas que conhecem todos os problemas e soluções de burocracia. 
 
 Equipe Gerencial: A equipe de gestão é o principal foco dos investidores 
quando analisam um plano de negócios. Em uma sociedade, informar por que 
os sócios foram escolhidos. A contribuição de cada um na empresa e suas 
habilidades individuais. Só depois eles avaliam a oportunidade de mercado, a 
ideia inovadora e as perspectivas de altos lucros. Muitos investidores, ao 
receberem um plano de negócios, depois de lerem o Sumário Executivo do 
plano, vão direto para os curriculum vitae da equipe de gestão da empresa 
(anexar estes curriculuns no final do plano de negócios, junto com a cópia do 
contrato social e cópia do CNPJ). Isso porque sem uma equipe de primeira linha, 
qualquer outra parte do plano de negócios dificilmente se concretizará. 
 
 Localização: a localização influencia muito, dependendo do ramo de atividade, 
como fornecimento de materiais, disponibilidade de mão de obra, proximidade 
com os clientes, etc. Exemplo: Se for indústria, situar em áreas que tenham 
infraestrutura mínima (água, energia, estradas, transportes, etc) se for comércio 
locais onde existam tráfego de pessoas, veículos e principalmente clientes. 
Portanto, é necessário descrever o bairro e o motivo pelo qual esta localização 
foi escolhida. Não se deve levar em consideração somente o valor do aluguel, 
pois tem casos que o cliente ou fornecedor definem o local. Se o local for 
alugado, os valores mensais devem constar no fluxo de caixa. Se for imóvel 
próprio, o valor deve constar na folha de balanço atual e projetado. 
 
 Manutenção de Registros: indicar o sistema contábil e o motivo da escolha 
deste fornecedor. O responsável pela manutenção dos registros será ou um 
contador externo, ou um contador interno. O objetivo é deixar clara a forma pelo 
qual a empresa arquiva seus registros, levando em conta as questões legais, de 
 
 
37 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
segurança e também questões em relação às necessidades dos clientes e 
também dos fornecedores. Esta parte de Registros é importante para a empresa, 
que pretende implantar a ISO 9000 ou mesmo a ISO 14000, e também para dar 
credibilidade ao cliente, porque qualquer informação sobre produto ou serviço 
será informada precisamente. 
 
 Seguro: Para que o empreendedor não corra risco de perder todo o investimento 
realizado, é necessário provisionar recursos para o pagamento do seguro anual. 
Todo empreendimento deve contar com uma seguradora, preocupando-se 
principalmente com a cobertura. Exemplo: se for uma seguradora, o seguro deve 
contemplar o uso dos veículos. Porque na visão do analisador do plano de 
negócios, a empresa estará preparada para qualquer tipo de sinistro que venha 
ocorrer. A proteção do patrimônio da empresa, por meio de uma apólice de 
seguro, é a segurança que a empresa tem contra roubo, incêndio e ocorrências 
naturais. O seguro inclui o imóvel, os bens como máquinas, equipamentos, 
computadores, móveis, além das mercadorias produzidas. 
 
 Segurança: A empresa precisa demonstrar que está preparada para enfrentar 
a desonestidade das pessoas e dos clientes. Portanto, a empresa deverá 
descrever os produtos e processos que deverão estar patenteados (caso 
precise), as marcas registradas, etc. A carteira de clientes deve ser protegida, 
assim como informar sobre a segurança física dos funcionários, para que não 
sejam expostos à situação de risco. Antecipar aos problemas de segurança e 
adotar as medidas adequadas. 
 
5º PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
O Planejamento Estratégico é composto de técnicas que ajudam as empresas na 
realidade ambiental, estimulando para uma mudança cultural, porque é o item que define 
os caminhos que a empresa irá seguir, como: posicionamento atual, objetivos, metas, 
missão, visão e valores em um período não inferior a cinco anos. Enfim, é uma metodologia 
de posicionamento da empresa frente o mercado, e serve também de alicerce para novas 
implantações de ações da empresa. 
 
Todo empreendedor deve se preocupar com o futuro da sua empresa e fazer o 
planejamento estratégico é necessário para expressar essa preocupação. 
 
 
38 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A grande vantagem do Planejamento Estratégico é a sua proatividade, porque a 
empresa consegue antecipar os problemas dando alternativas para as consequências. 
Fazer este item, é enxergar as perspectivas da empresa, para o seu futuro. 
 
 Missão é a razão de existir da empresa, explicando melhor, é o que ela entrega 
aos seus clientes. A declaração da missão é captar o propósito da empresa e 
traçar um plano, destacando as atividades da empresa, o mercado que ela serve, 
as áreas que atua e seus produtos ou serviços oferecem. 
 
 Visão: a visão da empresa representa as aspirações futuras, ou seja, como a 
empresa gostaria de ser vista no futuro. Ou seja, são as intenções e a direção 
que a empresa pretende chegar lá. Ela representa as esperanças e o sonho da 
empresa, apontando um caminho para o futuro, motivando a empresa a andar 
sempre para frente. 
 
 Valores são como o coração da empresa, e vale ressaltar que a empresa terá 
garantia de sucesso, em função de como seus clientes atribuem seus produtos 
e ou serviços. Pode ser através do valor monetário, ou seja, o quanto seus 
clientes estão dispostos a pagar, pode ser através de sua vantagem competitiva, 
ou seja, seu diferencial competitivo, ficando à frente de seus clientes, e pode ser 
também através de crenças que definem os padrões da empresa, perante 
comunidade, cliente e fornecedores. 
 
 Objetivos: os objetivos estratégicos detalham as estratégias, definindo os 
resultados que a empresa pretende realizar. Exemplos: manter ou aumentar 
participação de mercado; diversificar a linha de produtos; investir em uma nova 
unidade produtiva, etc. 
 
Outro fator importante é em relação ao processo, que alinha a administração da 
empresa com a visão do cliente. Tanto a estrutura hierárquica e suas responsabilidades, 
quanto as relações de operação e a estrutura deprocessos gera valor. De acordo com 
Michael Porter, a organização gera pelo menos cinco atividades básicas. São elas: 
 
 
 
39 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Logística interna: é a disponibilização dos materiais para a empresa, 
abrangendo recebimento, estocagem, manuseio interno, controle de estoques, 
programação de retirada, devolução de materiais, distribuição interna de 
materiais e armazenamento dos mesmos. 
 
 Operações: ou seja, a transformação dos insumos em produtos, 
compreendendo fabricação, montagem, manutenção, testes em processo, 
embalagem, impressão, etc. 
 
 Logística externa: é o relacionamento da empresa com seus clientes, com 
exceção de vendas. Compreende coleta, armazenamento de produto acabado, 
distribuição física dos produtos, entrega, manuseio de produtos na expedição, 
processamento de pedidos e programação de entrega. 
 
 Marketing e vendas: despertar no cliente a necessidade de obter o produto e 
fazer com que o cliente possa adquirir o produto. Incluem propaganda, 
promoção, força de vendas, relação com canais de vendas e fixação de preço. 
 
 Serviço: é a compra dos insumos empregados na empresa. Como exemplo 
podem ser novos fornecedores, aquisição de diferentes insumos, supervisão dos 
fornecedores. 
 
Esta é a de cadeia de valores do Porter, consideradas primárias, dividindo as 
atividades da empresa. Vale lembrar que o processo de inovação para algumas empresas, 
serve como processo de apoio. Ou seja, a empresa dentro de um mercado altamente 
competitivo, é interessante uma cadeia de valores com a inovação em destaque. 
 
Para a empresa, uma cadeia de valores, é identificar os pontos que a empresa cria 
valor para os seus clientes. 
 
 Competências: as competências neste caso são as habilidades. Se a empresa 
não tiver, ela terá que desenvolver ou adquirir para que o ciclo estratégico seja 
atuante. As habilidades servem para transformar suas atividades na cadeia de 
valores em benefícios para o cliente e devem estar no coração do processo de 
 
 
40 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
criação e de novas oportunidades de negócios. Já as grandes empresas usam 
o benchmarking comparando suas competências com a de outras empresas. 
 
 Análise ambiental: o ambiente de uma empresa é dividido em quatro níveis: 
ambiente geral, operacional, intelectual e interno. O ambiente geral possui 
componentes que não estão sob o controle da empresa. Seus componentes são: 
econômico (como os recursos são distribuídos), social (características da 
sociedade onde a empresa está inserida), político (postura governamental), legal 
(regras que as sociedades devem seguir) e tecnológico (processos de produção 
de mercadorias e serviços). O ambiente operacional é parte do ambiente 
externo. Podem ser clientes (são as características e comportamentos de quem 
consomem os produtos/serviços), fornecedores (recursos para a empresa 
operar), concorrentes (características das empresas que buscam os mesmos 
recursos), etc. Ambiente intelectual é formado pelo Capital intelectual que 
compreende o capital humano, o capital estrutural e o capital do cliente. 
Ambiente interno são os fatores que estão dentro da empresa que implicam nas 
ações que a empresa vai atuar e para que as metas sejam atingidas. Portanto é 
muito importante que a empresa acompanhe os fatores macro ambientais que 
são as políticas, sociais, legais, demográficas, tecnológicas e econômicas, 
quanto os fatores micro ambientais que são os canais de distribuição, os 
fornecedores, consumidores, concorrentes, etc. 
Dentro do planejamento estratégico, existem muitas ferramentas para a 
análise ambiental, identificando ameaças e oportunidades, no ambiente externo 
e forças e fraquezas no ambiente interno, daí a importância da SWOT. 
 
 Análise SWOT: esta matriz apresenta a análise da situação atual do negócio, 
portanto, sempre que possível, refazer, para atualizá-la sempre. Tem o objetivo 
de ajudar a empresa na identificação de pontos fortes e fracos da mesma. A 
análise do macro ambiente possibilita conhecer oportunidades e ameaças que 
interferem no negócio, mostra como o mercado se apresenta para a empresa. A 
SWOT é uma boa técnica para identificar essas oportunidades e ameaças (do 
ambiente externo), forças e fraquezas da sua empresa (do ambiente interno). A 
sua estratégia é eliminar os pontos fracos em áreas que possam ocorrer riscos 
e por consequência fortalecer os pontos fortes, identificando as oportunidades. 
 
 
41 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Eliminando os pontos fracos, otimizando as oportunidades, para que sejam 
definidos os objetivos e suas respectivas metas. 
As metas devem ser SMART, ou seja, específicas, mensuráveis, atingíveis, 
relevantes e temporais. 
 
 Formulação e implementação da estratégia: a empresa deve escolher a 
melhor forma de atuar no mercado cumprindo as metas e atingindo seus 
objetivos da melhor forma possível. Existem três abordagens estratégicas que 
podem ser abordadas: estratégico, tácito e operacional. É importante saber que 
o planejamento estratégico é feito para toda a empresa. As ações são pensadas 
à longo prazo de 5 a 10 anos. Existe o planejamento tácito que está diretamente 
ligado a metas e ações para atingir o planejamento estratégico e são ações a 
um futuro mais próximo de 1 a 3 anos e para completar, o planejamento 
operacional que são ações de curto prazo com o objetivo de que as tarefas sejam 
executadas. Geralmente de 3 a 6 meses. Estes níveis do planejamento 
estratégico são importantes, para determinar os planos de ações e as pessoas 
a se comprometerem com o resultado. 
 
 Controle Estratégico: verificar se os resultados esperados da empresa estão 
sendo alcançados, ou seja, ter a capacidade de mudança no mercado. Um 
exemplo é identificar necessidades de correção ou alteração na implementação 
de estratégias em relação ao futuro, como tendências e inovação. Serve também 
para monitorar e controlar gastos financeiros no longo prazo. 
 
 
 
42 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
4. PRODUTOS E SERVIÇOS E ANÁLISE DE MERCADO 
 
Objetivo: 
Apresentar os itens Produtos e Serviços, com seu respectivo ciclo de vida e 
estratégias, além da Análise de Mercado, conhecendo o ambiente de negócios que a 
empresa atuará, fazendo análise do setor e também da concorrência. 
 
Continuando com a sequência dos itens do Plano de Negócios 
 
6º PRODUTOS E SERVIÇOS 
Introdução 
É neste item que as empresas vendem sua ideia aos investidores. Perceber o que 
os concorrentes estão fazendo e através dos erros dos mesmos, criar uma estratégia para 
ganhar novos clientes. É neste item também que se verifica a necessidade de direito de 
propriedade, se o logotipo é registrado, além das vantagens do produto/serviço, se terá 
condições de fornecê-los, e a descrição dos produtos. 
 
É importante apresentar seus produtos ou serviços, descrevendo suas 
características e suas vantagens competitivas em relação à concorrência, evidenciando os 
benefícios para o consumidor. É importante acrescentar um também as vantagens 
competitivas dos produtos da sua empresa, em comparação aos produtos dos concorrentes 
diretos. Ex: qualidade do produto, assistência técnica pós-venda, prazo de entrega, etc. 
 
Se for um novo produto, qual a estratégia de desenvolvimento desse produto da 
empresa, e em que fase de desenvolvimento se encontra. Já para produtos atuais deve 
informar em que fase do ciclo de vida se encontra. 
 
Ciclo de vida do produto: os produtos possuem um ciclo de vida, passando por 
quatro etapas: introdução (nascimento), crescimento, maturação e declínio. O ciclo de 
desenvolvimento do produto: É quando surge a ideia e começa todo um estudo deviabilidade, produtividade e desenvolvimento, até o lançamento. Neste período o produto 
ainda não está no mercado, portanto, suas vendas estão zeradas e os investimentos são 
crescentes. 
 
 
 
43 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A fase de introdução ou nascimento é quando um produto for lançado, com a 
necessidade de investir mais em promoção; o custo fixo é alto, por conta da pequena 
produção; o fluxo de caixa fica negativo, em razão dos investimentos serem altos e as 
vendas baixas. No crescimento, começa a haver uma demanda pelo produto, com 
consequente aumento dos lucros, ou seja, a receita aumenta por conta do aumento das 
vendas; o fluxo de caixa continua negativo e os custos fixos diminuem. Na maturação, o 
crescimento das vendas começa a diminuir e o lucro a se estabilizar; os custos fixos se 
estabilizam também e no declínio, as vendas decrescem e os lucros desaparecem, 
ocorrendo o desaparecimento do produto no mercado. As tentativas de desconto ou 
promoção já não resolvem mais. Portanto, faça uma descrição do desenvolvimento do 
produto, desde o recebimento da matéria prima, até o produto acabado. 
 
Estratégia de Produto: é importante que as empresas testem seus produtos, antes 
de comercializá-los. Em relação ao serviço podem ser testados através de pesquisa de 
mercado, com o uso de entrevistas ou questionários para descobrir o que o mercado irá 
aceitar, porque existem dois momentos críticos neste momento: um é o de lançar o 
produto/serviço no mercado e o outro é o momento de a empresa retirá-lo do mercado. Esta 
pesquisa é primordial, para saber a real intenção de compra do consumidor, em relação ao 
mercado. É necessário fazer uma pesquisa quantitativa com o objetivo de identificar os 
consumidores potenciais. Aplicar um método amostral para ter um percentual 
representativo do universo de consumidores que se pretende atingir. Ou seja, um cálculo 
para conseguir o tamanho da amostra, trabalhando com um erro amostral em torno de 5%. 
É necessário passar por todo este processo, porque o mundo dos negócios não permite 
aventuras, daí a importância da pesquisa. 
 
Em relação ao produto, aplicando um pré-teste, poderá passar por modificações, de 
acordo com o resultado. Mudando ou não a logomarca, a embalagem, a cor, o design e a 
qualidade do mesmo. Pode ocorrer que a empresa retire o produto do mercado, quando ele 
pode ser tecnologicamente mais eficaz. Portanto, a empresa pode descrever os produtos 
futuros com estas tecnologias. Existe também uma técnica muito utilizada que é a matriz 
BCG, possibilitando a análise dos produtos com base em dois fatores: crescimento de 
mercado e participação de mercado. 
 Crescimento de mercado: como uma linha de produtos pode crescer dentro de 
um mercado e definir como será seu portfólio de produtos na empresa. 
 
 
44 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Participação de mercado: o produto ou linha de produtos, sendo comparado em 
termos de participação de mercado em relação aos principais concorrentes que 
dependendo da situação podem ser de: 
 Dúvida: são os produtos com baixa participação em um mercado em 
crescimento. 
 Estrela: possuem alta participação em mercado em crescimento. São os 
chamados produtos ideais que toda empresa gostaria de vender. É necessário 
grande investimento para eliminar concorrentes em potencial. 
 Vaca leiteira: são produtos que possuem grande participação em mercados com 
baixo crescimento. Como o mercado é de baixo crescimento, é um mercado 
consolidado, com produtos estabelecidos. 
 Abacaxi: produtos com pouca participação de mercado e com baixo crescimento. 
Os produtos consomem muito dinheiro, porque as receitas e os lucros são 
pequenos. 
 
Produtos atuais: é quando os produtos são apresentados através de sua descrição 
mostrando seu diferencial em relação à concorrência. A descrição do produto deve ressaltar 
as características (tamanho, peso, formato, cor) e os benefícios (conveniência, segurança, 
garantia, facilidade de uso, felicidade), etc. O produto deve satisfazer os desejos e as 
necessidades do cliente, de forma diferente dos concorrentes. É importante também 
descrever as vantagens que o produto oferece explicando porque o cliente compraria seu 
produto com característica única e não do concorrente. A identificação da vantagem 
competitiva é necessária. 
 
Tecnologia: Em tempos modernos, se a empresa desenvolve produtos 
tecnológicos, deve dominar o máximo de tecnologia possível. Se o produto é único e 
inovador, ele merece destaque. Portanto, saber se estas tecnologias são espalhadas e se 
existem patentes ou propriedades intelectuais para essas tecnologias são de vital 
importância, identificando as tecnologias de ponta e as potencialmente relevantes em 
outros setores do mercado, determinando também a trajetória de transformação dessas 
tecnologias e avaliando as capacidades da empresa em tecnologias de aperfeiçoamento. 
 
Pesquisa e desenvolvimento: no mercado globalizado e competitivo que vivemos, 
é impossível não fazer investimento em pesquisa e desenvolvimento, portanto é necessário 
 
 
45 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
manter-se atualizado em relação às tendências. Demonstrar como a empresa irá 
desenvolver novos produtos e serviços além de suas alianças estratégicas que devem ser 
evidenciadas. Não esquecendo que hoje tem os negócios escaláveis que podem ser 
desenvolvidos e ampliados, sem aumento de custos. 
 
7º ANÁLISE DE MERCADO 
A análise do mercado mostra o conhecimento da empresa sobre seu ambiente 
externo e suas relações com este ambiente. A análise de mercado é considerada por 
muitos, uma das mais importantes seções do plano de negócios, e também a mais difícil de 
fazer, porque toda estratégia de negócio depende de como a empresa abordará seu 
mercado, agregando valor aos seus produtos/serviços, com o intuito de conquistar seus 
clientes. O mercado é a principal razão de existência de uma empresa e é composto por 
concorrentes, fornecedores e clientes. Portanto, a definição do mercado passa pela análise 
de setor, descrição do segmento de mercado e análise da concorrência. Começando sobre 
o microambiente e depois para o ambiente externo ou macro ambiente, é válido verificar as 
tendências que podem influenciar o desempenho da empresa. Conhecer o ambiente de 
negócios em que a empresa atuará é o principal objetivo dessa etapa do plano de negócios. 
 
Começando pelo macroambiente, ou seja, o ambiente externo. Vamos conhecer: 
 Político-legais: são definições políticas que afetam as organizações e suas 
legislações. Envolvem itens como medidas do governo, novas regras tributárias, 
medidas sanitárias, atividade sindical, e a certificação de produtos. 
 Demográfico: é a taxa de crescimento da população em relação à gênero, sexo, 
geografia, etc. 
 Econômico: contempla a conjuntura econômica que determina tanto o 
desenvolvimento, quanto a retração econômica. Aspectos macroeconômicos, 
como o produto interno bruto (PIB). As taxas de juros e de câmbio, também 
devem ser levadas em conta, porque trazem reflexos sobre os custos do 
empreendimento. A influência de aspectos do meio ambiente, também não pode 
ser descartada, como regime pluviométrico, catástrofes naturais, escassez de 
matéria-prima, níveis de poluição e epidemias, etc. 
 Socioculturais: é a cultura do povo. Itens como nível educacional, crescimento 
populacional, estilos de vida e padrões de consumo, devem ser considerados. 
 
 
46 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Natural: Refere-se à natureza. Itens como poluição, consumo de energia, 
resíduos, formam organizações que influenciam as organizações. 
 Tecnológico-setorial: novas tecnologias e processos de produção podemmudar 
completamente a dinâmica de um setor. 
 
Passando pelo microambiente que é o ambiente operacional da empresa. São eles: 
 Clientes: são pessoas físicas ou jurídicas que compram os produtos ou serviços. 
 Concorrentes: toda empresa tem concorrentes que disputam os clientes. 
 Intermediários: são empresas que regulam ou fiscalizam as atividades como 
Sindicatos, ONGs, associações de classe, etc. 
 Fornecedores: os insumos são fornecidos pelos fornecedores. 
 
E finalizando com o ambiente interno que é a empresa em si. 
 
Análise do setor: Quando a avaliação do ambiente estiver concluída, deve ser feito 
uma análise do setor, com dados referentes ao tamanho, índice de crescimento e estrutura 
do setor de mercado que a empresa irá atuar. As informações devem ser com base nos 
objetivos da empresa, já definidos no planejamento estratégico, que podem estar ligadas 
com a estrutura do setor, as práticas de marketing e o composto de marketing. 
 
Segmento do mercado: aqui é definido o mercado alvo, porque nenhuma empresa 
atende todo tipo de cliente, analisando a partir das características do produto, estilo de vida 
do consumidor (idade, sexo, renda, profissão, família, personalidade etc) e outros fatores 
que afetam de uma maneira direta o consumo do produto, como localização geográfica por 
exemplo. O mercado-alvo não é aquele que você gostaria e sim aquele que pode consumir 
o seu produto. Conhecer o seu público-alvo também é importante, principalmente para 
oferecer à ele, uma solução eficaz. Para segmentar um mercado é necessário ter um 
conhecimento maior, não somente qualitativo, mas também quantitativo. São eles: 
 Geográfica: sua empresa vai atender a todas as regiões do país ou apenas 
algumas cidades? 
 Demográfica: sua empresa vai oferecer produtos e/ou serviços. 
 Psicográfica: sua empresa vai oferecer produtos e/ou serviços que atendam qual 
estilo de vida? (atletas, médicos, advogados, pescadores)? 
 Comportamental: sua empresa vai trabalhar no Natal, casamentos, batizados? 
 
 
47 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Socioculturais: como será a cultura das pessoas que sua empresa irá atuar. Itens 
como nível educacional, crescimento populacional, estilos de vida e padrões de 
consumo, devem ser considerados. 
 Tecnológico-setorial: que tecnologias e processos de produção podem mudar 
completamente a dinâmica da sua empresa? 
 
Um fator que não pode ser esquecido são os ligados ao comportamento do 
consumidor diante da decisão de compra. Esses fatores são divididos em quatro grupos: 
culturais, sociais, pessoais e psicológicos. 
 
Os fatores culturais são os relacionados ao conjunto de valores, percepções, 
preferências e comportamentos transmitidos pela família. Os fatores sociais são compostos 
pela família, grupo social ou grupos de referência que são as pessoas que interagem com 
você no dia a dia. Os fatores pessoais são os comportamentos do consumidor diante do 
estágio do ciclo de vida da família ou comportamento de compra. Dentro dos pessoais, 
existem os individuais que são o nível de demanda, a perspectiva econômica, o custo do 
dinheiro, etc. E quanto aos fatores psicológicos, é identificar o que os clientes estão 
procurando, o que consideram importantes e como eles escolhem o que comprar e de quem 
comprar. 
 
A influência das pessoas, dos grupos é destacada no ciclo de vida do produto. São 
eles: 
 Quando o produto é lançado no mercado, a decisão de comprá-lo é forte 
influenciada pelas pessoas, mas a marca não tem tanta importância. 
 No estágio de crescimento de mercado, a influência das pessoas é forte tanto na 
decisão de compra do produto, quanto da marca do mesmo. 
 No estágio de maturidade, a influência das pessoas está mais na marca, do que 
na decisão de compra. 
 No estágio de declínio, as pessoas não possuem influência nem sobre a decisão 
de compra, nem sobre a marca. 
 
É importante perceber que pessoas e organizações são diferentes e precisam ser 
separadas em segmentos, ou seja, com características semelhantes, não iguais, mas 
semelhantes. Nicho é um segmento de mercado no qual se percebe uma necessidade não 
 
 
48 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
atendida. O próximo passo é saber sobre a demanda, que é um dos principais sistemas do 
ambiente econômico em que atuam os mercados. Segundo Philip Kotler, “a demanda de 
mercado para um determinado produto, é a quantidade total de unidades que podem ser 
compradas por um determinado grupo de consumidores, de uma dada área geográfica, 
durante um determinado período de tempo, em um certo ambiente de mercado, como 
resposta aos programas de ação mercadológica que foram empregados na busca por 
resultados”. A demanda para um determinado produto, é o quanto ele está presente em um 
mercado. A demanda pode ser expressa em quantidades de unidades e é com base nessa 
quantidade que são tomadas as decisões em relação à demanda, ou seja, é a fatia do bolo 
que cabe a empresa. 
 
A previsão da demanda é que determina a capacidade produtiva da sua empresa, 
incluindo o número de empregados, máquinas e equipamentos necessários, além do 
retorno sobre os investimentos, porque a demanda influencia diretamente no preço de 
venda e este na sua margem de lucro. Aumentando a produtividade, a ajuda na gestão de 
estoques, auxilia na tomada de decisões e diminui desperdícios e excessos de produção. 
 
Análise da Concorrência: Identificar os concorrentes reais e potenciais. Conhecer 
a concorrência é dever de qualquer empreendedor que queira competir e vencer no 
mercado. Nunca se pode dizer que a empresa não possui concorrentes. Existem quatro 
níveis de concorrência. São eles: 
 Concorrência de marca: é a concorrência de empresas que oferecem produtos 
ou serviços similares, com a mesma faixa de preço. 
 Concorrência industrial: é a concorrência entre empresas que fabricam o mesmo 
produto, ou marca de produtos. Exemplo: número de vendedores e grau de 
diferenciação. 
 Concorrência de forma: é a concorrência entre empresas que fabricam produtos 
diferentes 
 Concorrência genérica: é a concorrência entre empresas que buscam os 
mesmos recursos do consumidor. 
 
É necessário identificar as principais forças e fraquezas. Deve-se reunir dados sobre 
os negócios dos concorrentes, como vendas, participação de mercado, retorno sobre 
investimentos, capacidade de produção, fluxo de caixa, etc. 
 
 
 
49 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A análise dos concorrentes provoca reações de perfil como: 
 Concorrente cauteloso: não reage tão rápido aos movimentos do mercado, 
porque pensa que seus clientes são leais. 
 Concorrente seletivo: reage a certos tipos de ataques e outros não. 
 Concorrente arrojado: reage de maneira rápida e forte diante de qualquer 
movimento do mercado. 
 Concorrente imprevisível: não é possível prever sua reação. 
 
A análise da concorrência deverá levar em consideração quais são seus reais 
concorrentes, ou seja, quais empresas irão disputar seu cliente alvo, qual o tamanho desse 
concorrente em relação ao produto, preço, distribuição e comunicação. A análise de 
concorrência é de suma importância em qualquer plano de negócios. A concorrência de 
uma empresa não se limita aos concorrentes diretos, aqueles que produzem produtos 
similares ao da empresa. Devem ser considerados também os concorrentes indiretos, 
aqueles que de alguma forma desviam a atenção dos seus clientes, convencendo-os a 
adquirir seus produtos. 
 
Vantagens competitivas: estão ligadas a diferenciais que podem proporcionar ganho 
material, ou seja, são atributos do produto/serviço, motivando através do ganho material ou 
psicológico, uma vantagem para o cliente, ou mesmo para o mercado. 
 
Market-share, um dos principais indicadores dedesempenho da empresa. A 
participação do mercado (MS) é a porcentagem, proporção ou parcela do mercado total ou 
do segmento de mercado que a empresa controla. 
 
 
 
50 Empreendedorismo e Inovação 
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5. PLANO DE MARKETING E PLANO OPERACIONAL 
 
Objetivo: 
Apresentar os itens: Plano de Marketing e Plano Operacional. 
 
Introdução 
No Plano de Marketing, apresentar sua função através do marketing mix, mercado e 
planejamento de marketing e no plano operacional, conhecer a forma de operação da 
empresa, seus equipamentos e recursos. 
 
8º PLANO DE MARKETING 
No mundo exponencial que estamos vivendo atualmente com muitas 
transformações, os gestores precisam tomar decisões mais rápidas e inovadoras, e isto 
acaba gerando dúvidas e incertezas em muitas situações. 
 
Por isto, é necessário descrever de maneira adequada, como a empresa levará seus 
produtos às mãos do consumidor, levando a necessidade em adquiri-los e fazer com que 
se lembrem da sua marca no momento da compra. A empresa não ficará muito tempo no 
mercado, se ela não puder atingir seus clientes. Deve-se estar atento em como as vendas 
deverão ser realizadas, se preparando, conhecendo melhor os benefícios e características 
de seus produtos/serviços. 
 
Um bom plano de marketing deve ter como premissa: a forma que a empresa tornará 
seus produtos conhecidos pelo cliente; a forma como a empresa despertará a necessidade 
de adquirir seus produtos ou serviços; a forma como a empresa fará com que lembrem sua 
marca no momento da compra, como a empresa se comunicará com seus clientes e definir 
a estrutura de vendas e distribuição dos produtos ou serviços da empresa. Tudo para que 
seus clientes deixem de comprar no concorrente e comprem os produtos da sua empresa. 
 
O Plano de Marketing se baseia nos 4 P’: Produto, Preço, Praça (ou distribuição), 
Promoção (ou comunicação), e também na previsão de vendas, tendo um resultado 
proporcional à eficiência do Plano de Marketing. 
 
 
 
 
 
51 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Produto: Conhecer bem seu produto é o primeiro passo de uma boa estratégia de 
vendas. A empresa precisa entender o motivo pelo qual o produto/serviço é adquirido pelo 
consumidor e conhecer bem a embalagem, entendendo o motivo de cada cor utilizada, 
fazendo uma relação com a funcionalidade do produto. Promover mudanças nos produtos, 
mudar a embalagem, o tamanho, o estilo, enfim, suas características. 
 
Preço: é o valor monetário atribuído a alguma coisa disponível para a venda. Quem 
determina o preço é o cliente, quando a oferta for maior que a demanda, indicando o quanto 
ele estará disposto a pagar por determinado produto. Quem determina o preço é o 
fornecedor, quando a demanda for maior que a oferta, indicando por quanto estará disposto 
a vender um produto. A empresa deve identificar faixas de preço tendo como parâmetro 
preço mínimo, preço ideal, margem de contribuição e também de lucro, para cada produto 
comercializado. 
 
Um dos maiores desafios que as empresas enfrentam é quanto ao cálculo de custo 
e por consequência, a determinação do preço de venda. Em geral, as empresas não fazem 
um bom controle dos seus custos operacionais e não consegue estabelecer um preço de 
venda adequado. 
 
O preço de venda é determinado por três formas diferentes, todas, porém, 
importantes e necessárias, para efeito de comparação de valores: o preço de venda 
formado a partir dos custos de produção, o preço de venda formado a partir dos valores 
que os clientes estão dispostos a pagar pelo produto e o preço de venda formado a partir 
do valor que o mercado está ofertando com produtos semelhantes. Acima de tudo, é preciso 
que haja coerência na decisão. Para ajudar, o preço pode ser influenciado por três fatores: 
 Objetivos de Marketing: combinar o preço com a estratégia de marketing. 
 Regulamentação Governamental: Proteger o consumidor e preservar a 
competição, o governo acaba interferindo nos mercados. 
 Percepção dos consumidores: é a percepção da qualidade que o preço acaba 
causando nos consumidores, despertando para algo diferente. 
 
Formação dos preços: os preços são formados através da percepção do cliente, e 
ao valor atribuído ao produto, portanto, quem estabelece o preço é o próprio mercado. 
 Preço Premium: produto que possui uma larga vantagem competitiva e pode ser 
vendido acima da média de mercado. 
 
 
52 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Preço de Penetração: é quando a empresa pretende conquistar uma boa 
participação no mercado, trabalhando com preços mais baixos. 
 Preço de desnatação: quer dizer que a empresa vai praticar um preço alto na 
fase de introdução do produto, e diminuir quando o preço deixa de ser novidade. 
 Preço de Defesa: A empresa irá reduzir o preço de sua mercadoria, quando 
perceber que o preço de mercado está caindo. Então para não perder o cliente, 
acompanha o mercado. 
 
Existem muitas opções que a empresa pode chegar, através da política de preço que 
o mercado possui. 
 
O cálculo de preço de venda inicia-se pelos custos variáveis de cada produto, 
incluindo os custos de matéria prima e mão de obra direta. Deve-se levar em consideração 
despesas sobre vendas, como fretes, inadimplência, etc e os impostos (IPI, ICMS, PIS, 
COFINS, IRPJ, CSLL, simples, etc), além de despesas financeiras e administrativas, caso 
a venda seja para pagamento a prazo. Hoje as micro e pequenas empresas adotam uma 
margem de lucro médio de 12% a 15% de lucro. 
 
Os valores de mark-up (índice aplicado sobre o custo de um produto para a 
formação de preço de venda) são importantes, porque esse valor subtraído de 100%, dá 
origem a um número que aplicado ao custo do produto, resulta no preço de venda. 
 
Preço = custo unitário total / 1 – taxa de retorno sobre vendas. 
 
Política de preço: A base de formação de preço pode ser adotada por meio de 
custo, da percepção dos clientes e baseado na concorrência. 
 
As políticas de fixação de preço mais utilizadas pelas empresas são: 
 Estratégia oportunista: acompanhar o preço dos concorrentes, aumentar o preço 
com o aumento da demanda e reduzir o preço quando o concorrente fará o 
mesmo, ganhando maior volume de vendas. 
 Estratégia predatória: quando se reduz temporariamente o preço para tirar o 
concorrente do mercado, ou para aumentar a participação no mercado (Market-
share), ou para forçar os concorrentes a recuar ou aceitar um acordo. 
 
 
53 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Estratégia contingencial: adota uma postura de preços baixos para se manter no 
mercado, enquanto aguarda um momento econômico melhor; desnatamento (é 
quando fixa um preço elevado para atingir a classe de maior poder aquisitivo 
conseguindo lucros extraordinários e depois abaixo o preço para atingir 
consumidores de menor poder aquisitivo); apresenta um produto de alta 
necessidade com preço mais baixo e fixa preços mais altos nos produtos 
complementares. Ex: leite com preços mais baixos e produtos matinais com 
preços mais baixos. 
 
De olho na lucratividade, grandes empresas estão apostando em iniciativas que 
visam inserir seus negócios em atividades de compartilhamento. 
 
Definir preço é definir, inclui questões como prazos, formas de pagamento e políticas 
de desconto. Especialmente no Brasil, onde a consciência financeira é baixa e as pessoas 
dão pouca importância para as taxas de juros de um financiamento, o prazo de pagamento 
pode ser fator preponderante para a concretização da venda. Formas eletrônicas de 
pagamento, como cartões de débito e crédito, são cada vez mais usadas pelos 
consumidores. 
 
A política de preços acaba sendo como um jogo de cartas: o vence aquele que tiver 
a melhor capacidade financeirade aposta, onde os jogadores não terão condições de 
acompanhar. 
 
Distribuição: Aqui deve-se expor a maneira com que a empresa fará para que seus 
produtos cheguem à mão do consumidor. Existem duas maneiras de o produto ser 
oferecido: 
 Venda direta: equipe de vendas ofertando diretamente os produtos aos 
consumidores. 
 Venda indireta: quando uma empresa vende seus produtos através de 
atacadistas e varejistas. 
 
A escolha da forma de distribuição, pode impactar na empresa. A distribuição é 
classificada em três níveis: 
 Distribuição intensiva: disponibilizar o produto em maior número de pontos de 
venda possível, para que o consumidor veja o produto diversas vezes. 
 
 
54 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Distribuição seletiva: identificar intermediários que tenham condições de vender 
seu produto, acompanhado de assessoria técnica, incluindo instalações e 
orientações sobre o funcionamento. 
 Distribuição exclusiva: é recomendado para produtos com demanda por serviços 
técnicos especializados, tanto durante a venda, quanto durante a pós-venda com 
direito a treinamento especial para comercialização. 
 
É necessário que o produto esteja disponível quando o cliente o adquirir e a 
importância deste produto chegar até o consumidor. Se o produto não for entregue, de nada 
adiantou tanto as vendas, quanto a produção. 
 
Promoção: são ações de curto prazo para incentivar o consumidor a comprar mais 
rápido e em quantidade maior, os produtos ou serviços. Pode ser: propaganda, publicidade, 
relações públicas, promoção de vendas, venda pessoal, etc. Para micro e pequenas 
empresas, somente três tipos são utilizados. São eles: propaganda, promoção de vendas 
e venda pessoal. 
 Propaganda: a sua elaboração consiste na definição clara de seus objetivos, na 
quantia a ser paga, na mensagem que será divulgada e na avaliação dos 
resultados. Pode ser por meio de rádio, televisão, telefone, revistas, jornais, 
internet como websites, e-mail, mídias sociais, além de folhetos e cartazes, 
telemarketing ou outdoors. 
 Vendas Diretas ou pessoais: Também conhecida como venda porta a porta. São 
vendedores, funcionários da organização, que fazem os contatos comerciais da 
empresa. Sendo funcionários, representam um custo fixo para a empresa. Sendo 
representantes, não há encargos fixos, ou seja, a remuneração se faz por 
comissão sobre as vendas; porém, este profissional não será exclusivo, 
trabalhando para outras empresas também. A venda pessoal passou por uma 
modernização e hoje é muito utilizado as vendas on-line. 
 Promoção de vendas: São muito usadas no lançamento de novos produtos no 
mercado, para se desfazer de produtos estocados, estimular a repetição da 
compra, aumentar o volume de vendas no curto prazo para encorajar a 
experimentação ou a compra de um produto ou serviço. A diferença entre 
Propaganda e Promoção de Vendas, é que a Propaganda leva o produto ao 
 
 
55 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
consumidor e a Promoção de Vendas leva o consumidor ao produto, por oferecer 
algum nível de vantagem. 
 Relações públicas e publicidade: Possui uma variedade de programas 
elaborados para promover ou proteger a imagem de uma empresa e de seus 
produtos. 
 Marketing Direto: utilização de correio, telefone, e-mail ou internet para se 
comunicar diretamente com clientes específicos e potenciais ou lhes solicitar 
uma resposta direta. 
 
Previsão de vendas: é uma projeção de volumes e quantidades ou valor de vendas 
a longo prazo. A projeção de vendas começa pela determinação do tamanho do mercado. 
A partir do público-alvo, ou seja, seu nicho, é que tudo é calculado. Ela influencia toda a 
empresa, desde a programação de compra da matéria prima e a previsão de recursos, seja 
de mão de obra, de máquinas e equipamentos, até o planejamento financeiro e o fluxo de 
caixa. Deve-se atentar para o fato da sazonalidade, quando esta influi nas vendas que será 
observado através das previsões mensais e o ideal é fazer previsões anuais, por um 
período de cinco anos. Geralmente as empresas procuram obter a maior participação 
possível do mercado, mas a preocupação é que esta participação deve estar atrelada à 
capacidade produtiva e de atendimento da empresa. 
 
Existem muitas ações de comunicação. É importante analisar cada uma delas, cada 
detalhe, pensando no custo/benefício, para que a empresa obtenha sucesso. 
 
9º PLANO OPERACIONAL 
É a forma de operação da empresa, ou seja, como a administração gerencia o 
negócio até sua execução, distribuição e controle. Irá mostrar como a empresa realiza o 
trabalho, incluindo a qualidade dos produtos e processos, como utiliza seus equipamentos 
e recursos e como controla seus custos. 
 
Estrutura funcional: refere-se aos funcionários que estão ligados diretamente à 
produção. Com suas respectivas responsabilidades e nível de autoridade de cada cargo, 
além de sua posição na hierarquia da empresa. 
 
O organograma mostra sua estrutura funcional, o cargo, a responsabilidade, 
autoridade e inter-relação dos funcionários que executam o trabalho. Sendo que os cargos 
 
 
56 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
mais importantes devem ser colocados no topo do organograma, e os cargos subordinados 
e níveis descendentes, utilizando somente os cargos e não o nome das pessoas. É 
importante também que seja feita uma tabela contendo o nome do funcionário, o cargo, 
suas responsabilidades, suas qualificações e seus subordinados diretos. Essa estrutura é 
comum para as empresas que pretendem implantar a ISO 9001. 
 
Descrição da unidade física: esta parte é a infraestrutura da empresa. Nela é 
mostrado a planta da construção civil, mais conhecido com layout. Mostrar que a empresa 
tem condições de ter instalações que possam suportar o crescimento planejado. É 
importante destacar também como é o restaurante, estacionamento, jardins, áreas de lazer, 
auditórios, etc. 
 
Produção: é a maneira de como a empresa produz seus produtos/serviços, 
começando pelo processo de produção. Para atender as necessidades do cliente externo, 
é necessário atender toda a cadeia cliente/fornecedor ao longo do processo. A produção e 
a instalação de processos afetam a produção que deverá ser identificada, planejada e 
conduzida incluindo: 
 Identificação e planejamento da produção e instalação; 
 Procedimentos documentados e instruções de trabalho para produção e 
instalação; 
 Equipamentos adequados; 
 Conformidade com os padrões e plano de qualidade; 
 Monitoramento, controle e aprovação de processos. 
 
É importante destacar que a quantidade de equipamentos e insumos, definirá a sua 
capacidade produtiva. Esta capacidade depende do volume planejado das operações e 
também do crescimento do negócio, que está ligado as informações da demanda, e por 
consequência também do seu nicho. A capacidade produtiva é a maior quantidade que sai 
de uma produção, o maior número de serviços prestados ou qualquer outro tipo de saída 
de um empreendimento (MARTINS; LAUGENI, 2005). 
 
Quando é feita análise da capacidade produtiva, deve-se considerar a mão de obra 
utilizada, o tempo disponibilizado, os dias de trabalho, a demanda e o objetivo de 
atendimento. Muitas empresas não usufruem da capacidade máxima, principalmente 
 
 
57 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
quando iniciam no mercado. Outro fato que deve ser levado em consideração é a 
sazonalidade, levando em consideração os períodos específicos com maior número de 
vendas. 
 
Aquisição: demonstrar que os fornecedores atuam em conformidade com as 
características específicas, incluindo as de qualidade através do contrato de fornecimento. 
A atividade de compras é o elo entre a empresa e seus fornecedores.Isto exige 
procedimentos e detalhes do que a empresa precisa e realmente ela obterá através da 
aquisição de bens com um preço justo, com prazos e condições de entrega rigorosa e 
qualidade adequada. Inicialmente é feita uma lista com os produtos que serão comprados 
pela empresa. É importante também descrever as metodologias de seleção e aprovação 
dos fornecedores, além dos critérios de qualidade. Fazer uma tabela com as informações 
dos fornecedores, irá ajudar às necessidades da empresa, quando necessitar. 
 
Custos: se a empresa possuir um programa de redução de custos, demonstrará a 
preocupação em relação ao futuro, por conta de escassez de material e aumento de salário 
dos funcionários. Os relatórios de custos devem existir e servir de base para a tomada de 
decisões gerenciais. Este relatório, deve constar custos mensais, além de despesas fixas 
e variáveis para cada atividade da empresa. O resultado deve ser transferido para o 
demonstrativo de resultados no plano financeiro, para apuração da margem de contribuição 
e também do ponto de equilíbrio. Se existir terceirização, é necessário explicar qual é e 
seus custos respectivos. 
 
Qualidade: um dos pontos de avaliação da empresa é a qualidade, porque através 
dos seus indicadores pode-se verificar a produtividade, eficiência e até a sobrevivência da 
empresa no mercado. Dentro de um fluxo, relatório ou plano de qualidade, devem constar 
os seguintes procedimentos: 
 Pontos do processo que necessitam de verificação; 
 Verificar se o equipamento a ser utilizado é relevante; 
 Qualificação da pessoa responsável pela verificação; 
 Critérios de aceitação ou rejeição de acordo com os padrões aprovados. 
 Registros a serem mantidos e certificados; 
 Responsabilidade pela verificação de todas as atividades do plano de qualidade. 
 
 
 
58 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Como complemento de roteiro de fabricação, existe o plano de controle da qualidade 
descrevendo como o produto é controlado, como os processos são aprovados e como a 
empresa define se o produto está em conformidade com o que foi produzido. 
 
Dentro do plano de qualidade, deve-se levar em consideração como a empresa 
realiza inspeção e os testes finais, conscientes de que garanta todas as necessidades e 
documentações exigidas. Se tiver a certificação ISO 9001 ou a ISO 14000, melhor para a 
empresa. 
 
Sistema de Gestão: Deve existir um controle de estoque. Tanto na indústria, quanto 
no comércio ou para empresa prestadora de serviços, sempre é necessário ter o controle 
de estoques. Por exemplo, no comércio, os estoques representam em torno de 70% do 
capital de giro. O gerenciamento do controle de estoque, está ligado diretamente à 
lucratividade. Além de controle de contas a pagar, a receber, compras, contabilidade e 
manutenção. Existem inúmeros programas disponíveis no mercado, mas deverá ser 
escolhido pela empresa, o programa de gestão informatizado que mais se encaixa com 
suas necessidades, como por exemplo: 
 Preço: custo de aquisição, custo de produção, formação de preço, etc. 
 Movimentação: estoque, ordem de produção, ordem de serviço, vendas, 
compras, nota fiscal, etc. 
 Financeira: caixa, bancos, título em aberto, contas a pagar, contas a receber, 
fluxo de caixa, controle de impostos e demonstração de resultados. 
 Manufatura: lista de materiais, roteiros de fabricação, postos de trabalho, custos 
e ferramentas. 
 
Embalagem e transporte: a embalagem possui duas funções: uma de proteger o 
produto do ambiente externo e outra de se diferenciar de outros produtos. Portanto, o 
produto deve estar seguro e protegido. 
 
Serviço pós-venda: manter o contato com o cliente, mesmo depois do produto 
entregue ou serviço efetuado. O serviço pós-venda indica que a empresa mantém o vínculo 
com o cliente. 
 
 
 
 
 
59 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6. PLANO DE GESTÃO DE PESSOAS E PLANO FINANCEIRO 
 
Objetivo: 
Explicar as funções da administração de recursos humanos e avaliar a situação 
econômica financeira da empresa, mostrando como fazer o planejamento financeiro e 
demonstrando sua viabilidade econômica. 
 
10º PLANO DE GESTÃO DE PESSOAS 
Introdução 
Toda empresa precisa de pessoas qualificadas, motivadas e produtivas para realizar 
seus objetivos. A mão de obra deve ser avaliada no tocante à faixa salarial e à 
disponibilidade de pessoas. Nem toda empresa tem um departamento de recursos 
humanos, que acaba sendo administrado pelo proprietário ou um gerente ligado a ele. 
 
Existem quatro processos básicos, que é função de recursos humanos. São eles: 
 Aquisição de pessoas: processos compostos por novas pessoas que assegurem 
a continuidade das operações e da empresa. Engloba planejamento de mão de 
obra, pesquisa, recrutamento, seleção e contratação de pessoas. 
 Desenvolvimento de pessoas: processos ligados à competência. Inclui 
atividades e programas de capacitação, desenvolvimento de carreira e 
comunicação. 
 Gestão do desempenho das pessoas: define atividades que as pessoas vão 
realizar na empresa, através de análise e descrição de cargos, acompanhamento 
e desenvolvimento de pessoas, pensando em carreiras e objetivos da empresa. 
 Manutenção de pessoas: promover motivação e satisfação das pessoas, através 
de atendimento das necessidades e interesses individuais e da criação de 
condições psicológicas e ambientais que favorecem as atividades das pessoas 
na empresa. Podem ser: programas de remuneração, recompensa, benefícios, 
qualidade de vida no trabalho, etc. 
 
Cargos: são uma coleção de responsabilidades e funções que o funcionário deve 
desempenhar. É necessário elaborar a descrição de cargos, fazendo uma lista de 
responsabilidades, tarefas e funções do ocupante ao cargo. Ele serve para informar o 
funcionário sobre o desempenho que dele se espera, definir as competências necessárias 
 
 
60 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
para o desempenho das responsabilidades do funcionário, definição de objetivos e 
avaliação de desempenho e competências que o funcionário deve apresentar. 
 
Competências: são atributos que uma pessoa deve ter para aprender para 
desempenhar as funções e responsabilidades do cargo. Enquanto os cargos descrevem 
tarefas, as competências descrevem comportamentos e ações que são traduzidas em 
habilidades, conhecimentos, atitudes e experiências, que o cargo exige para um 
desempenho superior. Ela serve como uma prática moderna de gestão de pessoas. É 
usada para planejamento de mão de obra, recrutamento e seleção e remuneração. 
 
Como especificar as competências genéricas, segue abaixo: 
 Saber identificar, organizar, planejar e alocar recursos; 
 Participar como membro de uma equipe e contribuir para o esforço coletivo; 
 Ensinar novas habilidades aos colegas; 
 Exercer liderança; 
 Adquirir, avaliar, organizar, manter, interpretar e transmitir informações; 
 Melhorar, sugerindo modificações nos sistemas existentes, para melhorar o 
desempenho. 
 
Planejamento de mão de obra: analisar e atender as necessidades de recursos 
humanos da empresa, ou seja, saber quantas pessoas são necessárias para que a 
empresa possa atingir seus objetivos, no tocante aos funcionários, porque vai depender do 
volume de operações que a empresa irá utilizar. Uma regrinha é fácil para calcular: 
demanda dos clientes gera a quantidade de produtos vezes o tempo padrão, resultando na 
quantidade de mão de obra para cada operação. Deve-se considerar para os custos do 
pessoal: salários, benefícios, custos trabalhistas, além da necessidade financeira para 
cobrir estes custos. 
 
Recrutamento: é o planejamento dos recursos humanos, resultando na demanda 
quantitativa e qualitativa das pessoas. Recrutamento é o processo de atrair candidatos comsuas respectivas competências, sendo selecionados e treinados para ocupar as vagas da 
empresa. Existem dois tipos: o interno e o externo. O interno acontece por meio de 
transferência de cargos, através da movimentação horizontal, ou por promoções dentro da 
empresa. A externa é quando a empresa busca no mercado, profissionais capacitados para 
 
 
61 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
ocupar determinada vaga. Pode ser através de internet, indicação, anúncios em mídias, 
etc. 
 
Seleção: a seleção pode ser feita por funcionários, gerentes, proprietários ou 
agências especializadas. Feito isto, a próxima etapa é a escolha do candidato para a vaga. 
O ideal é três candidatos para uma vaga, assim haverá uma folga para escolher o melhor 
candidato para a vaga escolhida. A entrevista é a técnica mais simples, depois vem a 
elaboração de perfis psicológicos, testes, dinâmica de grupo, etc. 
 
Treinamento: o processo de treinamento oferece aos funcionários a oportunidade 
de desenvolver ou corrigir falta de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para 
os cargos que ocupam. A empresa pode contratar uma consultoria para aplicar o 
treinamento. Os novos funcionários devem receber uma atenção especial quando entram 
na empresa, passando por um período de adaptação. Incluindo informações sobre a história 
da empresa, e mostrando também seus objetivos e metas. 
 
Avaliação de Desempenho: é o processo para medir o desempenho do funcionário. 
Ela está ligada ao processo de administração de salários e planos de desenvolvimento e 
carreira, fazendo com que aprimore seu desempenho, sem diminuir sua motivação e 
independência para fazer um trabalho compensador. A avaliação de desempenho por 
objetivos é uma técnica orientada para resultado do trabalho, não para procedimentos 
formalizados. São definidos objetivos, metas, e resultados práticos. Já as avaliações de 
desempenho por fatores mostram o comportamento desejado para o cargo específico, 
existindo assim uma padronização. 
 
Remuneração: é o valor fixo que a empresa pagará ao seu funcionário. Além disto, 
deve haver o enquadramento deste, em algum sindicato, que irá definir o salário base da 
categoria. Existem também os custos trabalhistas, mais conhecidos como encargos sociais, 
ou seja, para o empregador, além dos custos com o funcionário, existem os custos com os 
encargos, dobrando sua remuneração. A remuneração pode ser variável (dependendo do 
desempenho do funcionário ou da equipe), ou seja, por desempenho individual 
(incentivando o funcionário a atingir o nível de ganho que deseja), ou por desempenho em 
equipe (quando toda a equipe é beneficiada). Algumas empresas utilizam o PLR 
(participação nos lucros e resultados) como motivação, e também concedem benefícios 
 
 
62 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
que são formas indiretas de remuneração, como por exemplo o vale transporte, vale 
refeição e plano de saúde. 
 
A chamada Revolução 4.0 veio trazendo muitas mudanças, entre elas a substituição 
de atividades humanas por máquinas e sistemas inteligentes, mas mesmo assim, as 
empresas apostam no potencial humano. 
 
11º PLANO FINANCEIRO 
Objetivo: 
Os recursos financeiros devem ser avaliados e a possibilidade de terceiros também, 
como bancos, etc, para cobrir as despesas de registro, regularização, instalação e 
funcionamento do negócio. 
 
É por meio deste plano, que a decisão final de viabilidade financeira do projeto é 
concretizada, portanto o plano financeiro traz a consolidação, em dados de investimento, 
custos, despesas e receitas, das demais informações do plano de negócios. A primeira 
etapa para analisar a viabilidade é determinar o investimento para implantação do negócio. 
Geralmente, procura-se encontrar soluções futuras, com base nos dados financeiros do 
passado. E procurando desempenhar o desempenho futuro da empresa, na elaboração do 
plano financeiro irá contemplar: balanço patrimonial, demonstração de resultados, plano de 
investimentos, fluxo de caixa, planilha de custos e plano de vendas. 
 
Balanço Patrimonial: o balanço patrimonial mede o nível de endividamento de uma 
empresa, o índice de liquidez, a lucratividade, o capital de giro, o giro de estoque e a 
capacidade de pagamento. No plano de negócios, pelo menos uma projeção de 5 anos 
deve ser utilizada. O balanço patrimonial apresenta o equilíbrio entre os bens e direitos da 
empresa e a soma das obrigações, dívidas e recursos dos sócios que investiram na 
empresa. O balanço é dividido em 3 partes: ativo (bens e direitos da empresa), passivo 
(obrigações e dívidas da empresa), patrimônio líquido (recursos dos sócios da empresa). 
 
O balanço compõe o capital de terceiros e o capital próprio. Lembrando que quanto 
maior for o valor do capital de terceiros, maior será o endividamento da empresa. 
 
O capital de giro é calculado sobre a diferença entre o ativo circulante líquido e o 
passivo circulante. 
 
 
63 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
Demonstrativo de Resultados: acaba sendo uma análise mais dinâmica do 
comportamento financeiro da empresa durante um período. O demonstrativo de resultados 
é a forma sistemática e ordenada de apresentar o resumo das receitas, lucro e despesas, 
além de dar uma ideia da quantidade de dinheiro que a empresa irá ganhar. Os principais 
itens do demonstrativo de resultados são: 
 Receita bruta de vendas: soma bruta de todo o faturamento da empresa em 
relação às vendas. 
 Deduções: gastos que a empresa tem resultantes da venda bruta. Ex: 
pagamento de impostos, comissão de vendedores, etc. 
 Receita líquida de vendas: é o resultado da receita bruta de vendas menos as 
deduções, ou seja, é o faturamento líquido, descontando as despesas. 
 Custos dos produtos vendidos: são os custos fixos e variáveis. Os custos 
variáveis são acrescidos dos valores gastos com mão de obra direta e seus 
encargos. 
 Margem de contribuição: é a diferença entre as receitas líquidas e os custos 
variáveis. É o valor que sobra para a empresa, após a dedução de custos, 
impostos e comissões. 
 Despesas operacionais: soma das despesas que não pertencem à produção. 
São as despesas administrativas, de marketing, despesas gerais, depreciação e 
salário indireto. 
 Despesas administrativas: gastos com mão de obra indireta. São aqueles 
funcionários que não trabalham na produção. Pode ser honorário de diretores, 
pagamentos aos gerentes e empregados ligados à área de apoio; profissionais 
autônomos, etc. 
 Despesas gerais: são todas as despesas para manter o sistema de operação. 
Ex: despesas de água, luz, material de limpeza, material de escritório, etc. 
 Despesas de marketing e vendas: despesas com promoções, publicidade, 
propaganda, etc. 
 Resultado Operacional: é o resultado com a produção e comercialização dos 
produtos/serviços da empresa. 
 Receitas Financeiras: é a receita adicional da empresa. Ex: fundos de renda fixa 
ou qualquer outro tipo de aplicação financeira. 
 
 
64 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Depreciação acumulada: é o valor referente o desgaste dos equipamentos, 
máquinas e instalações. 
 Juros de financiamento: se a empresa tomar valores emprestados, é neste local 
que devem colocar. 
 Resultado antes do Imposto de Renda: é o lucro bruto. 
 Imposto de Renda: é aplicado somente no lucro real. 
 Lucro líquido: resultado final da empresa, já subtraído o imposto de renda. 
 
Vale destacar que a depreciação é um fundo de proteção do investimento feito pela 
empresa, tudo isto, porque as máquinas, equipamentos, e veículos passam por um 
processo de obsolescência, ou seja, um desgaste natural, devido a utilização do processo 
produtivo. 
 
Fluxo de Caixa: é o acompanhamento de entradas e saídasdos recursos financeiros 
no caixa da empresa. É uma ferramenta excelente para o controle financeiro de curto prazo. 
Representa a soma de todas as entradas financeiras, menos as saídas financeiras com seu 
respectivo saldo. Principais itens: 
 Investimento Inicial: valor que inicia as atividades da empresa mais o capital de 
giro para os primeiros meses. 
 Saída de caixa inicial: é o saldo do primeiro de operação do fluxo de caixa. 
 Total de entradas: é o total de dinheiro que entrou no caixa que são as receitas 
de vendas, receitas financeiras, empréstimos e outras receitas. 
 Total de saídas: são todos os pagamentos realizados. Ex: depreciação que 
aparece duas vezes no fluxo de caixa (entrada e saída), para que a empresa 
saiba que ela terá que repor este dinheiro, em relação à uma máquina, ou 
equipamento. 
 Reserva de capital: é o dinheiro que a empresa pode poupar. 
 Depreciação: desgaste de máquinas e equipamentos, precisando de uma 
reserva financeira para repor o ativo. 
 Fluxo líquido de caixa: o saldo é a diferença entre o total de entradas e o total de 
saídas. 
 
Demonstrativo de custos e despesas: O demonstrativo é dividido nas seguintes 
etapas: 
 
 
65 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Mão de obra direta: total de salários dos funcionários que trabalham na 
produção. 
 Mão de obra indireta: total de salários dos funcionários que trabalham na função 
de apoio à produção, como por ex: engenharia, manutenção e controle da 
qualidade e também em funções administrativas como compras, custos, além 
dos encargos. 
 Custos variáveis: são os custos referente a quantidade produzida ou vendida. 
 Custos fixos: são todos os custos que não dependem da quantidade produzida. 
 Impostos e contribuições: são os valores destinados para o governo federal, 
estadual ou municipal que incide sobre as vendas. 
 Despesas operacionais e despesas pré-operacionais. 
 
Plano de Investimentos: quanto é necessário para iniciar as atividades de uma 
empresa? O plano de investimentos é dividido em quatro investimentos: investimentos pré-
operacional, investimentos fixos, capital de giro e capacitação do pessoal. Estes 
investimentos nunca são realizados ao mesmo tempo. 
 Investimentos pré-operacionais: são os gastos antes da empresa abrir. Ex: 
Gastos com pesquisa de mercado, registro da empresa, etc. 
 Investimentos fixos: gastos com compra de máquinas e equipamentos, reformas, 
veículos, etc 
 Capital de Giro: são os gastos para dar início às atividades da empresa. Depois 
são cobertos pela receita. Pode ser aluguel do imóvel, gastos com estoque, 
água, luz, etc. 
 
Ponto de equilíbrio: O ponto de equilíbrio é o valor ou a quantidade que a empresa 
precisa vender para cobrir os custos das mercadorias vendidas, as despesas variáveis e 
as despesas fixas. Com isto, a empresa não terá lucro, nem prejuízo. Representa o 
momento em que todas as receitas da empresa, se tornam iguais a todos os seus custos. 
O ponto de equilíbrio pode ser calculado pela fórmula: 
 
Ponto de equilíbrio = Custos + despesas fixas / margem de contribuição * 100 
 
Lucratividade: é o indicador que mede a capacidade da empresa gerar lucros, de 
modo que uma empresa lucrativa será mais competitiva no mercado e alcançará maior 
 
 
66 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
capital para investimentos em novas tecnologias, divulgações e pagamentos de salários. 
Seu cálculo é: 
 
Lucratividade = Lucro líquido / Receita total * 100 
 
Rentabilidade: é o indicador que demonstra a atratividade do negócio e o potencial 
de retorno da empresa, sendo uma ferramenta utilizada para futuros investidores ou 
aquisições de investidores anjos. Seu cálculo é: 
 
Rentabilidade = lucro líquido / investimento total * 100 
 
Os três indicadores de viabilidade financeira mais usados são: 
 
Payback: O payback corresponde ao prazo para recuperação do investimento. Um 
projeto é mais atraente quanto menor for o seu prazo de payback. O período para 
recuperação, porém, varia de negócio para negócio. Enquanto no varejo um retorno pode 
ser obtido em um ano, em usinas de açúcar e álcool o retorno acontece em prazos próximos 
a dez anos. 
 
VPL (valor presente líquido): Apresenta uma estimativa do valor atual para o fluxo 
de caixa gerado pela empresa, descontados a uma taxa de oportunidade deduzido o 
investimento inicial. Se o VPL for positivo, significa que o empreendedor terá um retorno 
maior com a empresa do que seu custo de oportunidade; ou seja, o VPL é a diferença entre 
o retorno possibilitado pelo negócio e o retorno que seria obtido no mercado financeiro. O 
método de VPL consiste em calcular o fluxo de caixa atual (receitas e despesas) usando a 
taxa mínima de atratividade. A taxa mínima de atratividade é a taxa mínima de juros que 
leva o investidor a optar por determinado projeto de investimento. 
 
TIR (taxa interna de retorno): apresenta a mesma informação do VPL, porém sob 
forma de taxa de juros. O negócio será favorável se a TIR do empreendimento for maior do 
que a taxa de desconto, utilizada como custo de oportunidade. Quando a TIR for igual a 
taxa de desconto, o VPL será zero, o que significa que, em termos de retorno financeiro, 
tanto faz o empreendedor investir no negócio ou no mercado financeiro. Tanto a TIR quanto 
o VPL podem ser calculados no Excel, que já vem com a fórmula, bastando selecionar as 
células, ou em calculadoras financeiras. 
 
 
67 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Se a TIR for maior que a TMA, o investimento consegue se pagar. 
 
Se a TIR for igual ao TMA, o investimento se paga, mas não gera lucro. 
 
Se a TIR for menor que a TMA, o investimento não se paga. 
 
Lembrando que a TMA é a taxa mínima de atratividade, que representa o mínimo 
que um investimento deve remunerar, para que seja considerado viável. 
 
Valuation é um termo em inglês que significa Avaliação de Empresas, ou seja, é 
estimar quanto uma empresa vale, aplicando um preço justo e o retorno de um investimento 
em ações. Serve para determinar o valor justo do ativo, servindo de negociação de compra 
ou venda da empresa. 
 
Após a conclusão do plano de negócios, é importante ressaltar que o plano de 
negócios leva a empresa a entender o que ela precisa ter e o que ela precisa controlar. 
Com um plano de negócios bem escrito, fica fácil enxergar a ideia do negócio. 
 
O plano de negócios é um documento vivo. Ele nunca vai acabar, pois é necessário 
mantê-lo sempre atualizado. 
 
Anexos: Você poderá incluir todos os documentos que comprovam a verocidade 
das informações, como mini currículos e até a tabulação de dados da pesquisa de campo. 
 
 
 
 
 
68 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7. COMO PLANEJAR A SUA EMPRESA 
 
Objetivo: 
Enxergar os riscos, acompanhando o processo empreendedor, entrando na fase de 
captação de recursos, apresentando as assessorias para planejar a empresa. 
 
Introdução: 
Para planejar uma empresa, é necessário primeiramente fazer uma análise de 
mercado para saber se é viável a sua ideia ou não, evitando a mortalidade prematura da 
empresa. 
 
Para que não ocorra a morte prematura, é necessário conhecer as causas. São elas: 
desconhecimento do mercado, falta de capital de giro, concorrência mais ágil apresentando 
preços melhores, desconhecimento técnico, modismo, saques de dinheiro para despesas 
pessoais, baixo investimento em comunicação, etc. 
. 
Fazer um estudo de viabilidade econômica e técnica identificando as ações 
necessárias para que a sua ideia dê certo e levante voo e determinar o que a empresa 
deseja ser no futuro. Esta análise irá proporcionar um grau elevado de subjetividade. Esta 
análise deve ser compartilhada com as pessoas responsáveis pelo seusetor e que sejam 
de confiança, assim, todas irão contribuir. Através deste levantamento, dá para saber se a 
empresa ganhará dinheiro, pois precisará ter investimento, dimensionamento de mercado, 
estimativa de demanda, estimativa de custos, despesas e receitas, além de uma análise da 
tecnologia que irá adotar tanto para a produção, quanto para o gerenciamento. 
 
O estudo da viabilidade econômica e técnica devem ser divididos em caracterização 
da empresa, aspectos mercadológicos operacionais e financeiros e análise do retorno de 
investimento. 
 
É preciso estimar os índices de crescimento do mercado, os custos de oportunidade 
(opção de investimento em outras oportunidades no mercado financeiro), para saber se 
existem chances de ganhar dinheiro com a empresa. 
 
Depois fazer uma projeção dos resultados e do fluxo de caixa para os próximos cinco 
anos. 
 
 
69 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Escolhido o negócio, decidido o produto ou serviço, a fase seguinte será reconhecer 
e administrar o risco. Apresentar sua ideia, que gera uma oportunidade de negócio, é ter 
esperança e arriscar, porque assumir riscos é necessário para evitar o insucesso. Portanto, 
o ideal é fazer as escolhas certas. 
 
Existem cinco fases para avaliar um negócio: 
 Reconhecer e estruturar as opções de risco 
 Avaliar os riscos das opções 
 Ajustar a situação de risco das opções ao aceitável 
 Escolher entre as opções 
 Monitorar mudanças de risco. 
 
O risco de um negócio cresce quanto menor for a capacidade da pessoa em prevê-
lo, planejando soluções para administrar os possíveis riscos. 
 
Muitas pessoas abrem uma empresa por necessidade, porque não identificaram uma 
oportunidade de negócio. Muitos perdem o emprego com o objetivo de suprir os recursos 
que tinham antes, preferem abrir uma empresa sem técnica, sem perspectivas de 
resultados, influenciados por suas experiências pessoais. 
 
Devido a muitos problemas que aparecem pelo caminho, como por exemplo, os 
problemas financeiros, acabam dando prioridade para a sobrevivência da empresa e não o 
planejamento a médio e longo prazo. 
 
Tão importante quanto conseguir um financiamento inicial para abrir uma empresa, 
são as assessorias que serão de grande ajuda para passar à fase da sobrevivência. Porque 
no começo as empresas não são conhecidas e nem conhecem o mercado direito que irão 
atuar. Daí a importância de ter uma ajuda externa. Algumas assessorias abaixo, devem ser 
consideradas no momento da criação do negócio. Vamos a elas: 
 
Empresa familiar: geralmente as empresas familiares dividem as tarefas iniciais e 
também os benefícios. Muitos membros vão sendo envolvidos, ou seja, muitos familiares 
entrando na empresa. Depois de um certo tempo, começam a acontecer problemas 
complexos tanto na parte administrativa, quanto na operação. Existem participação de 
 
 
70 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
descendentes, cônjuges, divisão de lucros, passagem para sucessores, etc. Pode 
acontecer que a empresa passe por muitas gerações, mas sempre com muitas implicações, 
principalmente no tocante a sucessores. 
 
Incubadora de Empresas: A importância dos governos no incentivo às empresas 
de base tecnológica é fundamental assim como parques e polos tecnológicos. No Brasil, o 
primeiro polo tecnológico foi criado em 1984. Esta experiência motivou o surgimento de 
outros parques e polos tecnológicos, daí surge o conceito de incubadoras de empresas de 
base tecnológica, para receber as iniciativas empreendedoras. 
 
As incubadoras de empresas são entidades sem fins lucrativos, com o objetivo de 
acolher o estágio inicial das empresas nascentes, em algumas áreas de negócios. Ela tem 
um ambiente flexível, no qual são oferecidas facilidades para o surgimento e crescimento 
de novos empreendimentos. A Incubadora dá assessoria na área de gestão técnica e 
empresarial, oferecendo serviços compartilhados como laboratórios, telefone, internet, 
correio, luz, água, aluguel da área física, etc. 
 
A Incubadora é mantida por entidades governamentais, universidades, grupos 
comunitários, com a intenção de acelerar o desenvolvimento de empreendimentos através 
de um regime de negócios, serviço e suporte técnico compartilhado, e também de 
orientação profissional e prática. 
 
A taxa de mortalidade de empresas das incubadoras é muito menor do que das micro 
e pequenas empresas, por conta das facilidades que ela oferece, a custos bem reduzidos. 
É importante ressaltar que a procura por incubadoras pelas empresas nascentes, aumenta 
progressivamente. 
 
Seu principal objetivo é a produção de empresas de sucesso, em desenvolvimento, 
financeiramente viáveis e que sejam competitivas no mercado. Geralmente as empresas 
que entram, ficam de dois a quatro anos nas incubadoras, mas para entrar, precisa passar 
por um processo de seleção para ser admitido, além do plano de negócios da empresa. 
 
Em todo o país, existem mais de quatrocentas incubadoras de empresas, e está 
crescendo muito. Tudo isto, porque o Sebrae nacional e os estaduais vem financiando 
grande parte das incubadoras com renovação de convênios firmados. 
 
 
71 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Aceleradoras: as aceleradoras ou também conhecidas como incubadoras de 
empresas ponto com (empresas baseadas na internet), começaram a partir de 1990. As 
empresas ponto com, podem optar por uma vaga em uma incubadora tecnológica, porém 
elas são privadas, e visam lucros, porque atuam como capitalistas de risco, embora 
ofereçam infraestrutura, auxílio e suporte de gestão, além de entrar com o capital inicial do 
negócio, porém isto não fica de graça, porque a empresa precisa ceder uma parte das 
ações da empresa, em troca destes benefícios. 
 
Geralmente, as aceleradoras escolhem as empresas e seus negócios em apenas 
um final de semana, usando como base o negócio da empresa, avaliando inclusive se a 
ideia é inovadora. 
 
As aceleradoras não exigem o plano de negócios e geralmente procuram jovens 
criativos, selecionando os melhores projetos para participar deste programa de 
investimento. 
 
Fintechs: são empresas de tecnologia financeira que atuam no segmento de crédito. 
Hoje, é um mercado sem barreiras. Fintechs é a combinação da palavra financial (finanças) 
com technology (tecnologia). Não existe muita diferença em relação aos serviços oferecidos 
pelos bancos, mas estes serviços são oferecidos pelas start-ups. 
 
É uma start-up inovadora de forte base tecnológica, que já nasce 100% digital, 
oferecendo serviços financeiros que rompem os paradigmas tradicionais, oferecendo 
desburocratização em seus processos. 
 
Sebrae: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas é a entidade 
que mais apoia os empreendedores. Esta instituição é resultado de uma decisão política 
que atende os empresários que se associaram para cria-la, e cooperam na busca de 
objetivos comuns. Começou também em 1990, sendo regulamentado pelo Decreto nº 
99.570. 
 
As unidades do Sebrae estão espalhadas por todo os Estados da Federação, com 
dezenas de agências espalhadas em várias cidades do Brasil. 
 
 
 
72 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O papel do Sebrae é ser agente de promoção do empreendedorismo, ele está ao 
lado das empresas, dando conselhos desde a forma de abertura da empresa, dando 
consultorias, até cursos sobre gestão da qualidade, fluxo de caixa, marketing, finanças, etc. 
Além disto, organiza Feiras e Eventos internacionais, promovendo rodadas de negócios, 
auxiliando em questões ligadas ao comércio exterior, apoiando incubadoras de empresas 
e eventos voltados à pequenas empresas. Tem possibilitado aos empreendedores 
iniciantes, o acesso à informação e ao conhecimentotem apoio de governos, universidades e sociedade 
em geral. 
 
Com o objetivo de incentivar futuros empreendedores e ajudar na obtenção de capital 
financeiro, o Governo Federal criou em 1999, o programa Brasil Empreendedor, que 
destinou cerca de 8 milhões a micro e pequenas empresas, com a ajuda da Caixa 
Econômica Federal, Banco do Brasil e a participação do SEBRAE, responsável pelo 
cadastro e treinamento dos empreendedores. 
 
O Empreendedorismo vem crescendo no mundo inteiro. São criadas organizações 
para difundir este assunto e transformá-lo em uma vantagem competitiva. Só para 
conhecimento, a GEM – Global Entrepreneurship Monitor tem a missão de estabelecer 
critérios para medir o grau de Empreendedorismo de um país e aplicar esse critério em 
diversos países a cada ano, ajudando séries históricas que permitem mostrar a evolução 
do Empreendedorismo no mundo, inclusive revelando que o nível de atividade 
empreendedora do país, se relaciona com a riqueza gerada e medida pelo PIB. Só para ter 
uma base, de acordo com a pesquisa GEM, 67% da população brasileira adulta está 
 
 
5 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
envolvida com empreendedorismo. De um universo de 93 milhões de brasileiros entre 18 e 
64 anos, sendo 42 milhões para empreendedores e outros 51 milhões para potenciais 
empreendedores. E os fatores que contribuíram para esta atividade empreendedora foram: 
percepção da oportunidade, fatores sociais e culturais, educação, participação das 
mulheres, experiência e suporte financeiro para start-ups. 
 
Existe também o empreendedorismo corporativo, que amplia em dois conceitos: 
empreendedorismo organizacional e alianças corporativas. O empreendedorismo 
corporativo acontece quando a empresa é capaz de criar uma cultura interna que acaba 
incentivando o empreendedorismo e a inovação entre os seus funcionários. Já as alianças 
corporativas, é o desenvolvimento da capacidade inovadora através do relacionamento 
com pequenos negócios por meio de alianças. 
 
O empreendedorismo corporativo também é conhecido como 
intraempreendedorismo que nada mais é do que a capacidade que os funcionários de uma 
empresa têm para agir como empreendedores, ou seja, dentro da empresa, promovendo a 
inovação a qualquer tempo e em qualquer lugar da empresa. Eles direcionam sua energia 
e são capazes de se dedicar de corpo e alma à sua empresa. A globalização faz com que 
as empresas busquem resultados e redução de custos. Por isso, a procura por profissionais 
que tenham espírito empreendedor, que precisem de espaço para a exposição de suas 
ideais. Com isto, cada vez mais empresas estão investindo em profissionais com perfil 
empreendedor, capazes de transformar a realidade das empresas. 
 
Existe também o empreendedorismo na maturidade. O aumento da expectativa de 
vida das pessoas e a preocupação com a qualidade de vida, fez surgir a entrada de 
profissionais da terceira idade no mercado de trabalho, e com a falta de oportunidades de 
trabalhar com carteira assinada, ou na situação de aposentados, aumentou o número de 
pessoas que contribuindo com seu capital humano e social, terão mais chances de obter 
sucesso. 
 
O empreendedorismo social contempla iniciativas de negócios que transformam 
seus lucros em preocupação com o meio ambiente e com as pessoas, produzindo bens e 
serviços que beneficiem a sociedade cujo foco são os problemas sociais que a sociedade 
acaba enfrentando. O empreendedorismo social é um modelo de desenvolvimento humano, 
social e sustentável. 
 
 
6 Empreendedorismo e Inovação 
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O empreendedorismo digital é a criação de negócios através de canais digitais, ou 
seja, é quando um produto/serviço pode ser levado para outras pessoas, em um negócio 
on-line. Vem se tornando um caminho sem volta, aumentando a renda de quem optar por 
este estilo de vida. Cada vez mais as pessoas estão comprando pela internet. A velocidade 
das transformações tecnológicas afeta a maneira de empreender. Muitos estudantes e 
recém-formados procuram no modelo digital como forma de iniciar um negócio. O 
empreendedorismo digital tornou-se mais importante, depois da pandemia porque todos os 
empreendedores e também as demais pessoas precisaram parar suas atividades e apostar 
no trabalho remoto e nas compras on-line. Vale destacar que mesmo sem pandemia, os e-
commerces já vinham se fortalecendo a cada ano, porque as redes sociais são aliadas dos 
negócios. 
 
Podemos citar também os coworkers que são os empreendedores ou start-ups que 
optam por ter escritórios virtuais para reduzir o custo de sua infraestrutura com um espaço 
diferenciado e coletivo, como salas de reuniões, espaço de treinamento, salas executivas, 
etc. Outra prática comum também que está acontecendo é o escritório virtual no qual os 
profissionais trabalham em casa e podem optar por ter uma secretária que atenda as 
demandas do escritório no coworking, ou seja, é a onda do compartilhamento, cuja 
modalidade está crescendo cerca de 20% ao ano. 
 
E por falar em start-ups, vamos à explicação: Uma startup é uma empresa que está 
em seu início, sem plano de negócios ou produto completamente definido, porém, quando 
uma startup encontra um modelo de negócios e um produto certo para o mercado, ela se 
torna uma empresa, ou seja, as incubadoras ganharam espaço no mercado. Também pode 
ser conceituada como empresa de caráter inovador que visa aperfeiçoar sistemas, métodos 
ou modelos de negócios. Por desenvolver suas inovações em condições de incerteza, 
possuem experimentos e validações constantes, inclusive mediante comercialização 
experimental provisória. Muitas empresas, estão utilizando novas tecnologias digitais 
atuando com diversas finalidades, tornando-se uma realidade tangível. Muitas start-ups 
trabalham em redes que se fazem e desfazem com muita rapidez, tendo vínculos 
temporários de colaboração. 
 
Por causa disto, não dá mais para falar em criatividade, inovação e 
empreendedorismo da maneira tradicional, porque hoje, as empresas criam suas próprias 
estratégias e táticas, chegando ao sucesso de maneira mais curta. Um exemplo são as 
 
 
7 Empreendedorismo e Inovação 
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empresas de tecnologia que expandiram rapidamente porque não seguiram o planejamento 
estratégico tradicional. Com isto, surgem novos modelos de negócios que não tentam 
responder apenas uma necessidade de mercado, mas muitas vezes uma oportunidade e 
valores que as pessoas acreditam. 
 
No Brasil e no mundo, novos empreendedores e as startups surgem com novas 
tecnologias digitais apresentando diversas finalidades. São empresas escaláveis com alto 
poder de crescimento, ou seja, o crescimento de receita é desproporcional ao crescimento 
dos custos. Existe também a startup unicórnio que é aquela que pode ser avaliada em 1 
bilhão de dólares antes de abrir seu capital em bolsas de valores. Vale destacar também 
que como o empreendedorismo digital, as startups sendo inovadoras e ágeis, cresceram 
exponencialmente na pandemia, principalmente aquelas ligadas à tecnologia. 
 
Atualmente, o Brasil está entre os vinte principais países que mais possuem startups. 
Esses negócios estão gerando um impacto positivo muito grande, porque tem grande 
potencial de escalabilidade e grandes chances de crescimento, embora com alto grau de 
risco. 
 
A seguir, algumas start-ups que se destacaram, tornando-se unicórnios: Pagseguro, 
Nubank (fintech que faz intermediação financeira), Stone, Ifood, etc.. 
 
Deve-se ao fato de que com a inovação e o empreendedorismo tecnológico, o 
cenário é muito promissor para as startups. Assim, você que é meu aluno e tem uma ideia 
embrionária ou já oferece uma inovação disruptiva, basta captar recursos e escalar um novo 
projeto. 
 
1.2 Empreendedor 
O empreendedorismode se administrar um pequeno 
negócio. 
 
Assessoria Jurídica e Contábil: Para quem abre empresa, é necessário que seja 
bem assessorado desde o começo em relação aos aspectos jurídicos e contábeis do seu 
negócio. Por conta disto, precisam procurar tanto advogados, quanto contabilistas que 
passem segurança e entendimento sobre o assunto, ajudando na gestão do seu 
empreendimento. Por exemplo: o contador deve orientar o empresário ou empreendedor 
quanto aos impostos, taxas, tributos e todos os demais itens que compõe o fluxo de caixa. 
Por isso a importância de pesquisar muito antes de contratar um profissional, tanto de 
contabilidade, quanto na área jurídica. Outro fator importante é o preço desta assessoria: 
os que cobram muito abaixo da média, não oferecem o serviço completo, portanto, uma 
boa pesquisa é inevitável. 
 
Universidades e institutos de pesquisa: as pessoas que abrem empresas, não 
tem o costume de procurar universidades ou institutos de pesquisa, para resolver os 
problemas de tecnologia da sua empresa, ou promover uma inovação tecnológica. Neste 
modelo, são vários atores envolvidos: de um lado os pesquisadores, que possuem 
conhecimento e tecnologia e de outro, são empresas carentes de soluções para aperfeiçoar 
seus processos e produtos. 
 
Existe um programa chamado Disque Tecnologia, em uma Universidade de São 
Paulo, ajudando empresas de pequeno porte a resolver problemas em relação à processos 
e produtos, para aqueles que não possuem know-how. Outras opções de ajuda, é que a 
maioria das universidades possuem empresas júniores, fazendo a ponte entre o meio 
acadêmico e as pequenas empresas. A USP é um exemplo. As empresas juniores acabam 
sendo agentes intermediários e facilitadores do processo, porque são formados por 
estudantes de vários cursos de graduação empenhados na consolidação do modelo. Outro 
exemplo é que por meio do Sebraetec, que arca com uma parte dos custos de consultoria 
 
 
73 Empreendedorismo e Inovação 
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da empresa, existe também o Dique Tecnologia, que além de solucionar problemas da 
empresa, possui baixo custo, resolvendo os problemas tecnológicos. 
 
Nas universidades públicas estaduais de São Paulo, a forma mais conhecida de se 
promover a transferência de tecnologia ao setor privado, são as fundações. Elas são 
entidades criadas pelas universidades que atuam como elo entre o meio acadêmico e as 
empresas. No geral, essas fundações, por mais que sejam utilizadas, não são tão eficazes 
em promover a transferência de tecnologia e a inovação tecnológica, por não possuírem 
caráter proativo e sim reativo, porque essas fundações esperam que o empresário ou 
empreendedor procure a universidade ou que o pesquisador, seja um vendedor de 
tecnologia. 
 
As universidades podem ser aproveitadas de maneira mais eficiente através de uma 
ação mercadológica mais evidente, com um papel de agente facilitador tanto para a 
academia, quanto para a empresa. É necessária também uma equipe qualificada e 
especializada em tecnologia, atuando como identificadores de oportunidades e soluções 
para os problemas tecnológicos nas empresas brasileiras. Outra oportunidade também em 
relação às universidades são as agências de inovação que buscam facilitar o processo de 
transferência de tecnologia e visam a promoção da inovação. 
 
Existem também os institutos de pesquisa com administração independente, que 
possuem relacionamento com as Universidades. Estes institutos desenvolvem pesquisas 
de alto valor agregado, e promovem a transferência de tecnologia para o setor privado, 
através de parcerias ou criação de novas empresas tecnológicas. 
 
Portanto, as empresas juniores que estão localizadas dentro das Universidades, e 
por serem formadas por alunos e não possuem fins lucrativos, são a alternativa mais 
lucrativa tendo ainda o apoio dos professores que ajudam os alunos na resolução dos 
problemas. 
 
Instituto Empreender Endeavor: o Instituto Empreender Endeavor é uma entidade 
internacional que também não tem fins lucrativos e sua principal área é o 
empreendedorismo em países em desenvolvimento. Esta entidade começou no Brasil, a 
partir do ano 2000 e seu objetivo é eliminar os fatores que tem limitado o surgimento de 
empreendimentos inovadores. Fatores estes que tem a dificuldade de acesso à capital, a 
 
 
74 Empreendedorismo e Inovação 
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desinformação e carência de serviços de suporte qualificado. Outro ponto da Endeavor, é 
o apoio ao desenvolvimento de modelos de empreendimentos bem-sucedidos, que servem 
de referência para futuros empreendedores. 
 
Franchising: também conhecido como franquia. É o sistema no qual o franqueado 
cede o direito do uso da marca ou patente, o direito de comercialização exclusiva ou semi 
exclusiva do produto/serviço. É um modelo de negócio cujo objetivo é estabelecer uma 
estratégia para distribuição e comercialização de produtos e serviços. Os atores principais 
são: o franqueador e o franqueado. É importante a relação de parceria entre os dois. Para 
entender melhor o franqueador é a empresa detentora da marca, idealizando, formatando 
e concedendo a franquia do negócio ao franqueado. Já o franqueado é a pessoa física ou 
mesmo jurídica que se liga à rede de franquia, investindo recursos do próprio negócio, que 
será operado com a marca do franqueador de acordo com os padrões estabelecidos da 
franquia. O franqueado remunera direta ou indiretamente o franqueador, sem vínculo 
empregatício. Exemplo: Mc Donald’s. 
 
O Brasil é um dos países com maior número de franquias das mais variadas. Entrar 
neste sistema é uma excelente possibilidade para quem pretende abrir uma empresa com 
mais segurança. Este segmento traduz em vontade de empreender, e é necessário ter visão 
generalista de negócios. Esses programas dão suporte às questões de legislação, 
oferecendo capacitação em gestão empresarial, crédito e assessoria técnica aos 
franqueados e franqueadores. 
 
Vantagens da franchising: a marca é conhecida e não precisa investir na imagem; o 
valor do investimento é pré-estabelecido sendo possível determinar o planejamento 
financeiro; o franqueado recebe orientações do franqueador que tem interesse no seu 
sucesso; o sistema de suprimento de matéria prima já é montado para o franqueado; a 
operação da empresa, treinamento, uniformes é tudo padronizado para o franqueado, etc. 
 
Desvantagens da franchising: os preços são tabelados não podendo alterá-los; o 
investimento inicial costuma ser alto; o franqueado não tem liberdade para colocar alguma 
inovação; não existe garantia de que irá dar certo. 
 
 
 
75 Empreendedorismo e Inovação 
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 Dados estatísticos mostram que 75% dos negócios independentes abertos no Brasil 
fecham num período de 10 anos. Porém, no segmento de franquias, apenas 15% encerram 
as atividades neste mesmo período. 
 
E por que essas empresas são encerradas? Por falta de capital, por problemas de 
sociedade, por falta de planejamento, por questões pessoais, etc. 
 
 
 
76 Empreendedorismo e Inovação 
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8. EM BUSCA DE FINANCIAMENTO 
 
Objetivo: 
Apresentar as alternativas de financiamento para capitalizar uma empresa nascente 
ou já constituída. Além de programas do governo voltados à micro e pequena empresas. 
 
Introdução: 
Para ter uma empresa, o ideal seria abrir com recursos próprios, mas como em 
muitos casos, requer muito dinheiro, é necessário buscar ajuda financeira. Para obter um 
financiamento, muitas pessoas se queixam das altas taxas de juros, e também da 
dificuldade de pagar o financiamento, depois que ele é feito. 
 
Infelizmente o Brasil é um dos países que mais possuem alta taxa de juros, além das 
incertezas que o cenário político sempre apresenta.Outro fato que deve destacar é que as 
políticas públicas não são claras, prejudicando quem precisa de financiamento, devido as 
oscilações que acontecem. Portanto, quem precisa de financiamento, deve usar a 
capacidade de networking, planejamento e habilidade de negociação, identificando assim, 
as melhores oportunidades do mercado para obter seu dinheiro. 
 
A informação é imprescindível neste momento. Toda e qualquer alternativa que tiver 
e seja bom, deve-se ir em busca, para tomar a melhor decisão sobre qual meio utilizar. 
 
Os tipos de financiamento são divididos em dívida, quando o dinheiro emprestado é 
assegurado com algum tipo de garantia e pode ser feito a longo prazo ou equidade sendo 
o capital injetado nos negócios, em dinheiro ou em forma de ativo, acontecendo a 
participação no negócio. Geralmente os empreendedores combinam dívida com equidade, 
mas dependendo do risco que cada uma traz aos negócios. 
 
Como vantagem do empréstimo, é que costuma ser rápido e simples, em 
compensação, existe um risco quando se contrata uma dívida, principalmente se for a longo 
prazo, porque a empresa não sabe se vai ter condições de arcar com seus compromissos, 
ou seja, se a empresa vai crescer ou não. 
 
 
 
 
 
77 Empreendedorismo e Inovação 
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Quando uma empresa está no início, as melhores opções são empréstimos, 
economias pessoais da família, investidores de pessoa física, ou entrar em incubadoras de 
empresas, ou mesmo aceleradoras de empresas (que é um misto de incubadora e fundo 
de investimento), até a hipótese de programas especiais de governo. 
 
Quanto às startups, elas buscam investimento financeiro de forma diferente da 
maioria das pequenas empresas. Elas tendem a depender do capital que vem de 
investidores anjos ou companhias de capital de risco, enquanto as companhias regulares 
geralmente contam com empréstimos e doações. Startup é um termo usado para 
classificar empresas novas e que oferecem produtos inovadores. 
 
Já as empresas com dois anos ou mais, quando já saíram das incubadoras, 
compensa mais os capitalistas de riscos, porque as empresas já passaram pela parte de 
entrada no mercado e agora mais consolidada, necessitam de mais capital para um 
crescimento mais rápido, tendo um retorno maior de investimento. É importante também a 
elaboração do plano de negócios, que é uma excelente ferramenta, pois com ele a busca 
de capital será menos burocrática junto aos bancos. 
 
Economia pessoal, família e amigos: é o financiamento que primeiro é utilizado, 
devido os fatores pessoais. Neste caso, o plano de negócios ficará em segundo plano. O 
que conta em primeiro lugar é a amizade, a família e a confiança principalmente. 
 
O fato de emprestar o dinheiro não está relacionado com o rendimento do dinheiro, 
mas sim, de ajudar um amigo, um familiar. Isto muitas vezes, pode prejudicar a própria 
amizade, porque no futuro, o empreendedor pode não conseguir quitar a dívida. 
 
Além de amigos, ou família, recorrer às economias pessoais também é uma opção. 
Exemplo: venda de imóvel, venda do carro, dinheiro do fundo de garantia por tempo de 
serviço ou até a utilização do cartão de crédito, caso precise de dinheiro a curto prazo. 
 
Investidor de Pessoa Física: Também conhecido como investidor anjo, é um 
capitalista de risco que tem dinheiro e busca alternativas para ter maior rentabilidade com 
este dinheiro. Ele coloca o seed money, ou seja, coloca o dinheiro inicial, importante para 
 
 
78 Empreendedorismo e Inovação 
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a criação de muitos negócios, mas antes de tudo, ele precisa analisar o plano de negócios 
para ver se tem potencial a empresa que ele estará emprestando o dinheiro. 
 
O dinheiro emprestado, está ligado diretamente à uma participação acionária ou uma 
cota do capital social, caso a empresa esteja nascendo. 
 
Este investidor é mais conhecido no Brasil devido as aceleradoras de negócios de 
internet e tecnologia. O investidor anjo é mais conhecido nos Estados Unidos, no qual é um 
dos grandes responsáveis pelo financiamento dos startups. Geralmente são homens que 
já alcançaram uma posição de sucesso nos negócios, com educação superior e idade entre 
40 e 60 anos, que querem rentabilidade acima da média do mercado, daí o motivo, pelo 
qual aceitam o risco. Gostam de inovação e procuram ter o retorno do investimento no prazo 
máximo de 3 a 5 anos. 
 
Fornecedores, parceiros estratégicos, clientes e funcionários: eles também 
podem ser fontes de financiamento, principalmente para recursos como capital de giro e 
fluxo de caixa positivo. Pode ser através de uma boa negociação com os fornecedores, 
como por exemplo o parcelamento da matéria prima, ou também pode ser adotando a 
carência para o pagamento. 
 
Quanto aos parceiros estratégicos, são alternativas de financiamento de curto prazo, 
ou indiretos, porque sabem que serão recompensados no futuro próximo. 
 
Em relação aos clientes, eles podem antecipar o pagamento das mercadorias em 
troca de descontos, financiando a produção dos bens adquiridos. 
 
Os funcionários podem contribuir, caso queiram abrir mão de um salário alto, por 
ações da empresa, ficando mais motivados para trabalhar, e conseguir maiores resultados. 
 
Capital de Risco: Também conhecida como venture capital, começou a se destacar 
com os startups, depois passou para os bancos de investimento com profissionais de nível 
e experiência no mercado financeiro. 
 
A função das empresas que optam pelo capital de risco, são empresas com alto 
potencial de desenvolvimento com cerca de três a cinco anos, com retornos sobre o capital 
 
 
79 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
investido. Funciona da seguinte forma: as empresas formam uma carteira de investimentos 
com negócios de alto potencial de retorno, porém com alto risco. 
Este tipo de investimento, é para empresas que estão saindo da fase de startup e 
querem crescer rapidamente. Exemplo: empresas de base tecnológica e com foco em 
inovação. 
 
Para convencer um capitalista de risco, deve mostrar que seu negócio tem pelo 
menos quatro características: excelente equipe de gestão, um bom plano de negócios, um 
mercado alvo expressivo e em crescimento e uma ideia inovadora. 
 
Os principais estágios de investimento de risco em empresa são: 
 Fase pré-inicial ou da ideia: uma quantidade inicial de capital, que pode ser do 
proprietário, amigos, investidores anjo, etc, é investida para validar a ideia e 
finalizar o desenvolvimento do produto. As empresas incubadas e aceleradas 
estão nesta fase. 
 Fase inicial: a empresa já está constituída, o produto está sendo melhorado e a 
aceitação piloto em alguns mercados, sendo analisada. Neste período, a 
empresa tem menos um ano de existência. É difícil o capitalista de risco investir, 
por ser alto risco do negócio. 
 Fase da expansão: a empresa está crescendo e precisa financiar o seu rápido 
crescimento. Neste período, a empresa está com dois ou três anos de existência. 
As negociações com o capital de risco são inevitáveis nesta fase, porque a 
cobrança por resultado é muito grande. 
 Fase de consolidação e saída dos angels e capitalistas de risco: pelo fato da 
empresa buscar uma expansão maior, e começa a gerar os resultados da 
empresa, os investidores conseguem seu lucro e saem da empresa. Começa o 
novo ciclo com a possibilidade de abrir seu capital em Bolsa de Valores ou oferta 
pública inicial de ações. 
 
Geralmente os capitalistas de risco não participam da gestão do negócio que 
entraram, e sim do Conselho de Administração, sabendo que o proprietário deve ter ciência 
de que não será 100% independente, a partir do momento que pegou dinheiros desses 
capitalistas. 
 
 
 
80 Empreendedorismo e Inovação 
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Existem diversas fontes de financiamento resultantes dos governos municipais, 
estaduais e federais. Muitos são programas de fundo perdido, muito abaixo do mercado. 
Alguns exemples seguem abaixo: 
Programas da FINEP e de Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs): 
existem os seguintes programas: 
 
Incubadora de fundos da FINEP e Programa Inovar: a Financiadora de Estudos e 
Projetos (FINEP), agência de inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia, foca esforços 
no desenvolvimento do Projeto Inovar. O Projeto Inovar dá apoio ao empreendedorismo 
nacional, principalmente a empresas em crescimento e expansão, enquanto que a FINEP 
criou uma incubadora de fundos de investimento visando a criação de novos fundos de 
capital semente (capital de risco para empresas nascentes). É a continuação do programa 
de apoio ao mercado venture capital. As ações acontecem em parceira com o Banco 
Interamericano de Desenvolvimento (BID), promovendo algumas realizações de atividades 
como estímulo ao setor, através de rodadas de negócios, seminários e campanhas de 
divulgação. 
 
Programa de subvenção econômica: a FINEP lançou este programa visando 
promover a aplicação de recursos públicos não reembolsáveis, ou seja, não precisarão 
retornar os recursos aos cofres públicos diretamente, porque irá gerar empregos, impostos 
e riqueza. É compartilhar com as empresas os custos e riscos das atividades de pesquisa, 
desenvolvimento tecnológico e inovação. No site da FINEP mostra os formulários 
necessários para submeter seu projeto, além de prazos e requisitos detalhados. O 
importante é mostrar que seu projeto é inovador trazendo novidades ao mercado. 
 
Programas das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa: visa apoiar projetos de 
pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos, construção de plano de negócios e 
estudo de mercado, dando ênfase em empresas de base tecnológica, ou seja, este projeto 
apoia o pesquisador com uma empresa já existente, ou em criação, em fase de pré 
comercialização, financiando seu projeto, com os seguintes itens: auxílio ou bolsa do 
financiador, material usado para a pesquisa, serviços de consultoria para o projeto, além 
de equipamentos e material permanente. Para solicitar apoio, entrar em contato com as 
FAPs – Fundação de Amparo à Pesquisa de cada estado, pois encontrarão os editais. 
 
 
 
81 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Programa Criatec do BNDES: O BNDES criou este programa com o objetivo de 
investir recursos de capital de risco em empresas inovadoras. Este programa é utilizado 
principalmente pelos startups, por utilizarem produtos inovadores e tecnologias de ponta. 
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o 
Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), fornecem ao investidor recursos financeiros 
ou bolsas de estudo que ajudam na abertura de um novo negócio. 
 
Fapesp (PIPE) que apoia a pesquisa científica e tecnológica para micro, pequenas 
e médias empresas, e também Microcrédito (Empreenda rápido do Estado de São Paulo). 
 
Programa RHAE Inovação: o programa de capacitação de Recursos Humanos para 
Atividades Estratégicas apoia projetos de inovação inserindo recursos humanos em 
atividades de pesquisa e desenvolvimento nas empresas. O programa é administrado pelo 
CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, dando bolsas 
para as empresas que empregam especialistas de projetos tecnológicos. As bolsas podem 
ser de curta duração, ou seja, até 3 meses, ou de longa duração até 36 meses. Além de 
enviar especialistas para o exterior, devido seus projetos de pesquisa. 
 
Microcrédito: apoio aos pequenos empreendimentos com empréstimos de menores 
valores e com juros mais acessíveis. Esta opção também pode apoiar negócios informais. 
 
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), tem desenvolvido 
metodologias que operam com microcrédito, protagonizando sua permanência no mercado. 
 
Progex: é o programa de apoio tecnológico à exportação, prestando assistência 
tecnológica às micro e pequenas empresas que queiram se tornar exportadoras 
 
Ou mesmo aquelas que já são exportadoras e desejam melhorar seu desempenho 
no mercado externo. O progex apoia a adaptação do produto no mercado externo, na 
melhoria da qualidade e do processo produtivo, na redução de custos, no atendimento das 
normas técnicas, design e embalagens. O apoio tecnológico é feito através do Estudo de 
viabilidade técnica com profissionais de entidade tecnológica que acaba fazendo um 
primeiro diagnóstico para analisar o produto, o processo produtivo, além da identificação 
dos problemas técnicos a serem resolvidos, estimativas de custos e investimentos 
 
 
82 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
necessários para implementar as soluções e também através da adequação tecnológica 
que acabam implementando soluções para os problemas diagnosticados. 
 
 
Programa Sebraetec e Sebrae Mais: O programa sebraetec, permite que as micro e 
pequenas empresas possam acessar os conhecimentos existentes, através de consultorias 
que irão fazer um diagnóstico tecnológico, outras oportunidades como atendimento 
tecnológico in loco, inovação tecnológica e clínicas tecnológicas. O Sebraetec apoia 80% a 
100% do custo do projeto. 
 
Quanto ao projeto Sebrae mais, ele estimula implantar modelos avançados de 
gestão empresarial e também estratégias para estimular a inovação na empresa. Para 
complementar, ajuda a analisar aspectos como gestão financeira e também o processo de 
tomada de decisões gerenciais. Basta procurar o Sebrae. 
 
As instituições que dão mais suporte para o Empreendedorismo são: 
- De grande porte: SEBRAE, ENDEAVOR, INOVATIVA BRASIL, ETC. 
- Hubs de Inovação e Empreendedorismo: Cubo Itaú, Inovabra Habitat, Google 
Campus, State, Acate, Wework, Onovo. 
- Iniciativas Acadêmicas: Centros de Empreendedorismo (Insper, FGV), além de 
Incubadoras (Cietec e Incamp). 
- Coworkings: Wework, Beer or Cofee. 
- Corporações: Aceleradoras Corporativas (Oxigênio), chamadas de Startups (scale 
up Endeavor) e as Incubadoras (Eretz Eistein). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
9. CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA ATRAVÉS DAS QUESTÕES LEGAIS 
 
Objetivo: 
Apresentar aspectos jurídicos da abertura da empresa e da proteção da ideia, 
apresentando as marcas e patentes. 
 
Introdução: 
Para abrir uma empresa, existem as obrigações burocráticas a serem cumpridas, 
demorando em média 53 dias, dependendo da cidade. Independente disto, existe a 
preocupação de juridicamente, como ela deverá ser representada. O novo Código Civil 
brasileiro adotou novas definições e novos tipos de sociedade. 
 
Abaixo as alternativas para abertura da empresa: 
 
Sociedade Simples: é formada por pessoas que exercem uma profissão 
considerada pessoa jurídica. “É aquela sociedade que é constituída por pessoas que se 
obrigam a constituir bens e serviços para o exercício de atividade econômica e partilha 
entre si os resultados, não tendo o exercício de atividade própria de empresário. São 
sociedades que costumam ser formadas por pessoas que exercem profissão intelectual 
como gênero e características comuns, de natureza científica, literária ou artística, contando 
com colaboradores, salvo se o exercício da função constituir elemento de empresa” 
Exemplo: dois médicos constituem um consultório. Se quiser, a sociedade simples pode 
adotar regras próprias ou pode ser sociedade em nome coletivo no qual os sócios são 
solidários e respondem ilimitadamente pelas dívidas, sociedade em comandita simples no 
qual tem responsabilidade limitada e responde pela integralização das quotas, ou 
sociedade limitada que é quando duas ou mais pessoas se juntam para formaruma 
empresa, uma sociedade empresária através de um contrato social. 
 
Sociedade empresária: a sociedade empresária é considerada pessoa jurídica e 
tem registro na Junta Comercial. Pode ser constituída por meio das seguintes sociedades: 
 Sociedade em nome coletivo; 
 Sociedade em comandita simples; 
 Sociedade limitada; 
 Sociedade em comandita por ações. 
 
 
84 Empreendedorismo e Inovação 
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“A sociedade empresária tem por objeto o exercício de atividade própria de 
empresário sujeito ao registro, inclusive a sociedade por ações, independentemente de seu 
objeto, devendo inscrever-se na Junta Comercial do respectivo estado, isto é, sociedade 
empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a 
produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de empresa”. 
Exemplo: duas ou mais pessoas constituem uma empresa de comércio e prestação de 
serviços na área de câmeras e serviços de manutenção. 
 
Sociedade Limitada: a responsabilidade dos sócios, ou seja, de todos, 
correspondem solidariamente pela integralização do capital social e é restrita ao valor de 
suas quotas. Abaixo, suas características: 
 O capital social é dividido em quotas, iguais ou desiguais, tanto uma quanto 
diversa a cada sócio. 
 Os sócios não podem distribuir lucros ou realizar retiradas, se forem distribuídos 
com prejuízo de capital. 
 A sociedade limitada é regida pelo novo Código Civil, pelas normas da sociedade 
simples, ou sociedade anônima, dependendo do contrato. 
 Os sócios respondem solidariamente até o prazo de cinco anos da data de 
registro da sociedade. 
 
Sociedade Limitada Unipessoal: o patrimônio dos sócios é protegido, separado do 
patrimônio da empresa. Não existem sócios e toda a responsabilidade do negócio é do 
único proprietário da empresa. 
 
Sociedade por ações: esta sociedade é muito utilizada pelos grandes 
empreendimentos, pelo fato de dar maior segurança aos acionistas, através de regras mais 
rígidas. O capital social é dividido em ações, e cada sócio responde somente pelo preço de 
emissão das ações que possuem. Esta sociedade é regida pela Lei nº 6.404/76, e nos casos 
omissos, pelas disposições do novo Código Civil. 
 
Sociedade Estrangeira: esta sociedade acontece quando a empresa constituída é 
organizada em conformidade com a legislação do país de origem, ou seja, quando a 
empresa é fora do Brasil. Precisa de autorização do Poder Executivo, e tem que ser 
protocolado pelo Departamento Nacional do Registro do Comércio (DNRC). 
 
 
 
85 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Sociedade Cooperativa: ela acontece com um número mínimo de sócios que 
compõem a administração da sociedade. Não tem limite máximo. Existe somente uma 
limitação das quotas do capital social que cada sócio poderá ter. Abaixo algumas 
características: 
 A responsabilidade dos sócios pode ser limitada ou ilimitada. 
 As quotas do capital mesmo que sejam por herança são intransferíveis a 
terceiros. 
 Cada sócio tem direito a um só voto em relação ao seu valor de participação no 
capital societário. 
 A distribuição dos resultados acontece proporcionalmente ao valor das 
operações feitas pelos sócios. 
 
Associações: é uma entidade de direito privado, com personalidade jurídica feita 
por um agrupamento de pessoas com objetivos e ideais comuns, sem interesse de lucro. 
As associações são constituídas por fins não econômicos. 
 
Fundações: é importante a necessidade de patrimônio na constituição da fundação, 
além disto, na criação de uma fundação, o seu instituidor faz uma doação dos seus bens, 
através de escritura ou testamento, especificando a que o seu fim se destina e sua maneira 
de administrar. Pode ser: de assistência, cultural, moral ou religioso. 
 
Estatuto das micro e pequenas empresas: o Estatuto Nacional das 
Microempresas e Empresas criou regras e condições diferenciadas para as micro e 
pequenas empresas no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e municípios, como: 
 Facilitar o cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias; 
 Permitir o acesso ao crédito e ao mercado, quanto à preferência em aquisições 
de bens e serviços por Poderes Públicos; 
 Desburocratizar a apuração e recolhimento de impostos e contribuições. 
 
Com a Lei Geral, houve o aperfeiçoamento do Regime Especial Unificado de 
Arrecadação de Tributos e Contribuições, também conhecido como Simples Nacional, 
criando tributos e contribuições como: 
 
 
 
 
86 Empreendedorismo e Inovação 
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Tributos da competência federal 
 Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) 
 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) 
 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 
 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) 
 Contribuição para o PIS 
 Contribuição para a Seguridade Social (INSS) 
 
Tributos da competência estadual 
 Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre 
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de 
Comunicação (ICMS). 
 
Tributo da competência municipal 
 Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) 
 
Estas são as possibilidades de constituir uma empresa, porém a ajuda de uma 
assessoria jurídica e também contábil, além de procurar o Sebrae, terá mais informações 
para a abertura de empresa. Um exemplo: as empresas que se encaixam no Simples 
Nacional, devem ter um limite de faturamento de até 3,6 milhões por ano, porém existem 
exceções por conta da participação dos estados brasileiros no Produto Interno Bruto (PIB) 
do país. 
 
 
Microempreendedor individual (MEI): é o empreendedor que trabalha sozinho e 
torna-se um pequeno empresário nas modalidades de serviços, comércio ou indústria. Ele 
pode faturar máximo até R$ 81.000,00 por ano, com limite de faturamento proporcional a 
mais ou menos R$ 6.750,00 por mês. A lei complementar nº 128, de 19 de dezembro de 
2008, criou condições especiais para que o empreendedor informal seja um empreendedor 
individual legalizado. 
 
Para ser um empreendedor individual é necessário faturar no máximo R$ 81.000,00 
por ano, não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular, e contratar até 
dois empregados que receba salário mínimo ou piso da categoria.. Como vantagem, pode 
 
 
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ter o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), facilitando abertura de 
conta bancária, pedido de empréstimos e emissão de nota fiscal. O empreendedor 
individual enquadra-se no Simples Nacional e não precisa pagar tributos como Imposto de 
Renda, Pis, Cofins, IPI e CSLL. O seu compromisso é somente um valor fixo mensal que é 
destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ISS. Existem benefícios ainda como auxílio 
maternidade, aposentadoria, auxílio doença, etc. 
 
Para ter uma microempresa, seu faturamento anual deve ser superior a R$ 97.200,00 
e permanência no Simples Nacional até R$ 360.000,00. E passar a ser Empresa de 
Pequeno Porte, caso o faturamento seja até R$ 4.800.000,00. Neste caso, passa a recolher 
tributos pelo sistema Supersimples, com percentuais iniciais de 4%, 4,5% ou 6% sobre o 
faturamento sobre as atividades de Comércio, Indústria ou Serviços. 
 
EIRELI - Não existe mais 
As empresas individuais de responsabilidade limitada existentes na entrada em vigor 
desta lei serão transformadas em sociedades limitadas unipessoais não sendo necessário 
alteração em seu ato constitutivo. 
 
Marcas e Patentes: Nem todas as pessoas que tem uma ideia, pensa em protegê-
la, depositando a patente de seu invento e registrando a marca da empresa ou produto, 
porém esta é a forma jurídica de se proteger da concorrência e ganhar espaçono mercado. 
A entidade responsável por marcas e patentes é o Instituto Nacional da Propriedade 
Industrial (INPI), que tem a finalidade de executar as normas que regulam a propriedade 
industrial, protegendo sua função social, econômica, jurídica e técnica. Além disto, o INPI 
é responsável pela averbação dos contratos de transferência de tecnologia, pelo registro 
de programas de computador, contratos de franquia empresarial, registro de desenho 
industrial e de indicações geográficas. 
 
Marca: De acordo com o INPI, a definição de marca é “Segundo a lei brasileira, é 
todo sinal distintivo, visualmente perceptível, que identifica e distingue produtos e serviços 
de outros análogos, de procedência diversa, bem como certifica a conformidade dos 
mesmos com determinadas normas ou especificações técnicas”. Quanto aos tipos, 
apresentação e uso da marca, segue abaixo: 
 
 
 
 
88 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Classificação da marca quanto à origem: 
 Brasileira: é aquela regularmente depositada no Brasil, por pessoa domiciliada 
no país. 
 Estrangeira: é aquela regularmente depositada no Brasil, por pessoa não 
domiciliada no país; aquela que, depositada regularmente no Brasil seja 
participante e cujo depósito no país contenha reivindicação de prioridade em 
relação à data do primeiro pedido. 
 
Classificação da marca quanto ao uso: 
 De produto ou serviços: aquelas usadas para diferenciar de semelhantes ou 
afins, de origem diversa. 
 Coletivas: aquelas usadas para identificar produtos ou serviços provenientes de 
membros de determinada entidade. 
 De certificação: aquelas que se destinam a atestar a conformidade de um 
produto ou serviço com determinadas normas ou especificações técnicas, e 
também quanto à qualidade, natureza, material utilizado e metodologia 
empregada. 
 
Classificação da marca quanto à apresentação, pode ser: 
 Nominativa: é constituída por uma ou mais palavras no sentido amplo do alfabeto 
romano, compreendendo também os neologismos e as combinações de letras 
e/ou algarismos romanos e/ou arábicos. 
 Figurativa: é constituída por desenho, imagem, figura ou qualquer forma 
estilizada de letra e número, isoladamente, bem como por ideogramas de línguas 
como japonês, chinês, hebraico etc. Nessa última hipótese, a proteção jurídica 
recai sobre o ideograma em si, não sobre a palavra ou termo que ele representa, 
ressalvada a hipótese de o requerente indicar no requerimento a palavra ou o 
termo que o ideograma representa, desde que compreensível por uma parcela 
significativa do público consumidor, caso em que se interpretará como marca 
mista. 
 Mista: é constituída pela combinação de elementos nominativos e de elementos 
figurativos ou nominativos, cuja grafia se apresente de forma estilizada. 
 Tridimensional: é constituída pela forma plástica (entende-se por forma plástica 
a configuração ou a conformação física) de produto ou de embalagem, que deve 
 
 
89 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
ter capacidade distintiva em si mesma e estar dissociada de qualquer efeito 
técnico. 
 
As marcas têm um prazo de validade de dez anos, contados a partir da data de 
concessão, podendo ser prorrogado por períodos sucessivos. 
 
Patente: Durante o prazo de vigência da patente, o titular tem o direito de excluir 
terceiros, sem sua prévia autorização, de atos relativos à matéria protegida, como 
fabricação, comercialização, importação, uso, venda, etc. Segundo o INPI, “patente é um 
título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado 
pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de 
direitos sobre a criação. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente 
todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente”. 
 
Para concluir esta disciplina é importante saber que o mais difícil em todo o processo 
de abrir uma empresa, é a obtenção do capital inicial para o negócio, mais conhecido como 
seed money. Outros pensam que o investimento ou financiamento é o que precisa para 
abrir um negócio. E também pensam que o mais difícil é a concepção da ideia até a 
elaboração do plano de negócios. 
 
Realmente, a obtenção do capital é necessária, mas o mais complicado é construir 
uma empresa e fazê-la crescer, cumprindo as fases do plano de negócios, criando 
empregos, gerando lucro, atendendo às necessidades dos clientes e recompensando o 
investidor. 
 
A pessoa que abrir uma empresa, deve reconhecer suas limitações e saber montar 
um time de gestão excelente que leve a empresa para frente sempre. A partir do momento 
que a empresa conseguir andar com suas próprias pernas, deve-se profissionalizar cada 
vez mais a gestão, sem perder autoridade ou autonomia, inovando, criando e pensando 
estrategicamente. 
 
Além disto, deve-se entender as limitações do mercado, dos funcionários, dos 
clientes, dos fornecedores, e aprender com os erros para não voltar a cometer novamente. 
 
 
 
90 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Ficar rico é sonho de toda pessoa que trabalha e almeja, mas deve-se enxergar que 
ganhar dinheiro é consequência de muito esforço e dedicação ao negócio, o que pode levar 
anos sem descanso. 
 
Ser empreendedor não é uma opção de vida, mas uma missão de vida. O 
empreendedor não arrisca apenas o seu futuro, mas também de todos aqueles que estão 
em sua volta, que trabalham para o sucesso e dependem de atitudes e decisões. 
 
Os empreendedores são responsáveis pelo desenvolvimento de uma empresa, de 
uma cidade, de uma região, ou seja, pela construção de uma nação. Ter consciência disto 
fará com que o papel social seja o mais importante que o empreendedor assuma em toda 
a sua vida. 
 
 
 
 
ALESSI, Ana Cristina Martins. Gestão de startups: desafios e oportunidades. 
Curitiba: Intersaberes, 2022. 
DORNELAS, José. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 6ª 
edição. São Paulo: Empreende/Atlas, 2016. 
FABRETE, Tereza Cristina Lopes. Empreendedorismo – 2ª Ed. – São Paulo: 
Pearson Education do Brasil, 2019. (BV) 
FERNANDES, Ciro Francisco Burgos; RIBEIRO, Edelclayton. O empreendedor: 
plano de negócios do empreendedor: material do aluno – 1ª Ed. – São Paulo: 
Pearson Education do Brasil, 2012. (BV) 
GONÇALVES, Silvia Carolina Afonso. Da ideia ao plano de negócios. Curitiba: 
Contentus, 2021. (BV). 
ORTIZ, F. C. Criatividade, Inovação e Empreendedorismo: startups empresas digitais 
na economia criativa - 1ª edição – São Paulo: Phorte, 2021. 
PAIXÃO, Márcia Valéria. Inovação em produtos e serviços (livro eletrônico) – 
Curitiba: Intersaberes, 2014. (BV) 
RAZZOLINI FILHO, E. Empreendedorismo: dicas e planos de negócios para o 
século XXI. Curitiba – Intersaberes, 2012. (BV) 
SERTEK, Paulo. Empreendedorismo. Curitiba: Intersaberes, 2012. (BV) 
SILVA, Marcos Ruiz. Empreendedorismo. Curitiba: Contentus, 2020. (BV) 
SCHNEIDER, Elton Ivan; CASTELO BRANCO, Henrique José. A caminhada 
empreendedora: a jornada de transformação de sonhos em realidade. 
Curitiba: Intersaberes, 2012. (BV) 
STADLER, Adriano. (ORG). Empreendedorismo e responsabilidade social. 2ª Ed. 
Curitiba: Intersaberes, 2014. (BV) 
TESSARI, Anthony Beux; HEREDIA, Vania Beatriz Merlotti (org). 
Mulheres empreendedoras: a construção de uma caminhada. Caxias do Sul, 
RS: Educs, 2017. 
VALENTIM, Isabela Christina Dantas. Comportamento Empreendedor. 
Curitiba: Intersaberes, 2021. (BV) 
 
 
91 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
VOLPATO, M. Desenvolvimento em ciência, tecnologia e inovação. Curitiba: 
Contentus, 2020. 
ZAVADIL, Paulo Ricardo. Plano de Negócios: uma ferramenta degestão. 
Curitiba – Intersaberes, 2013. (BV) 
SEBRAE - Conheça o mapa de empatia. Disponível em 
https://inovacaosebraeminas.com.br/conheca-o-mapa-da-empatia/ - 
Acesso= em 26.11.20 
SEBRAE – Entenda o Design Thinking, Disponível em 
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-o-design-
thinking,369d9cb730905410VgnVCM1000003b74010aRCRD - Acesso em 
26/11/2024 
 
https://inovacaosebraeminas.com.br/conheca-o-mapa-da-empatia/
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-o-design-thinking,369d9cb730905410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-o-design-thinking,369d9cb730905410VgnVCM1000003b74010aRCRD
	1. EMPREENDEDORISMO: CONCEITO, CARACTERÍSTICAS E PROCESSO EMPREENDEDOR
	1.1 Empreendedorismo
	1.3 Processo Empreendedor
	2. OPORTUNIDADE E INOVAÇÃO
	2.1 Oportunidade
	2.2 Inovação
	3. PLANOS DE NEGÓCIOS
	4. PRODUTOS E SERVIÇOS E ANÁLISE DE MERCADO
	5. PLANO DE MARKETING E PLANO OPERACIONAL
	6. PLANO DE GESTÃO DE PESSOAS E PLANO FINANCEIRO
	7. COMO PLANEJAR A SUA EMPRESA
	8. EM BUSCA DE FINANCIAMENTO
	9. CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA ATRAVÉS DAS QUESTÕES LEGAISsignifica criação de novos negócios. Mas ele é muito mais do 
que isto, como você vai descobrir deste curso. Agora vamos conhecer o que é ser um 
empreendedor. 
 
A definição mais simples é: Empreendedor é a pessoa que vê oportunidades onde 
outras pessoas veem somente ameaças. Para Joseph Schumpeter, “o empreendedor é 
uma pessoa que destrói a ordem econômica existente introduzindo novos produtos e 
serviços, criando novas formas de organização e explorando novos materiais”. Já para José 
 
 
8 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Dornelas, “O empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se antecipa aos fatos 
e tem uma visão futura da organização.” 
 
O termo “empreendedor” foi usado pela primeira vez em 1725 pelo economista 
Richard Cantillon que dizia ser entrepreneur é um indivíduo que assume riscos. Em 1814, 
o economista francês Jean-Baptiste Say usou a palavra para identificar o indivíduo que 
transfere recursos econômicos de um setor de produtividade baixa para um setor de 
produtividade mais elevado. Pouco depois o economista austríaco Joseph Schumpeter, 
voltou a abordar o empreendedor e seu impacto sobre a economia. Para Schumpeter 
(1950), um empreendedor é uma pessoa que deseja e é capaz de converter uma nova ideia 
ou invenção em uma inovação bem-sucedida e sua principal tarefa é a “destruição criativa”, 
a qual se dá por intermédio da mudança. 
 
Para Dolabella (2008), autor de O Segredo de Luisa, “o empreendedor se desenvolve 
à partir do convívio em família, com amigos, no trabalho, na sociedade, o que favorece o 
desenvolvimento de alguns talentos e características. Quanto maior a motivação oferecida 
pelo meio para iniciativas empreendedoras, maior o número de empreendedores. 
 
Para ser um empreendedor, não basta ter uma boa ideia e querer concretizá-la, sem 
antes se dedicar muito ao trabalho e aos estudos. Conhecer o que você quer, é o primeiro 
passo de um longo caminho. 
 
O autêntico empreendedor é alguém muito conectado, atento, dinâmico, bem 
relacionado, enxerga o que os outros não veem, e produz até quando está dirigindo, e 
diante disto tudo, ainda arranja tempo para os familiares e amigos. Um estudo realizado 
pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), aponta que os empreendedores brasileiros 
estão na faixa de 18 a 34 anos 
 
O empreendedor quando é nato, já nasce com grande inclinação para construir 
grandes empresas a partir do zero. Um exemplo, podemos citar Steve Jobs da Apple, Bill 
Gates da Microsoft, Jeff Bezos da Amazon, Mark Zuckerberg do Facebook, Alexandre 
Costa da Cacau Show, Abílio Diniz do Grupo Pão de Açúcar, Luiza Helena Trajano do 
Magazine Luiza, etc são empreendedores que enxergaram uma oportunidade de negócio, 
planejaram tudo muito bem, antes de abrir seu empreendimento. 
 
 
 
9 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A pessoa que assume o risco de começar uma empresa é um empreendedor. 
Preferem abrir mão da segurança de um emprego, para se aventurar no mundo dos 
negócios. É um indivíduo capaz de estimular a criação do futuro. É dotado de rara 
sensibilidade para antever uma situação determinada. Quando empreende, não só 
vislumbra o que irá acontecer, mas possibilita também a todos os seus funcionários a 
escolha do melhor caminho para o sucesso do empreendimento. Os empreendedores são 
indivíduos que montam seu próprio negócio e que organizam, administram e assumem o 
risco do resultado do empreendimento. O empreendedor é aquele que faz as coisas 
acontecerem, se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização. Eles sabem 
que tentar e falhar são, no mínimo, aprender; não chegar a tentar é sofrer a perda 
incalculável do que poderia ter conseguido. 
 
Fatores de sucesso da caminhada empreendedora: 
A – Amor pelo que faz. 
E - Experiência e ou estratégia na construção de um sonho. 
I - Inovação em processos, em produtos, na criação de novas formas de 
relacionamento com o cliente e com o mercado. 
O – Oportunidade, reconhecimento, análise e implementação. 
U - União, ou seja, capaz de trazer outras pessoas para ajudar na construção de um 
sonho e fazer com que vivam e queiram o sonho. 
 
Como exemplo, vale ressaltar o empreendedorismo feminino, no qual, mulheres 
empreendedoras, que acabam tendo papéis redobrados na família; dando atenção para o 
marido, orientando na educação dos filhos, administrando a casa, tendo habilidade e 
personalidade para gerenciar tudo isto, dentro do domínio interno e ultrapassando o 
domínio externo, com suas atividades profissionais com maestria. Com o passar dos anos, 
cresce a participação de mulheres na abertura de novos negócios. As mulheres tendo a 
oportunidade de sonharem alto, realizando seu potencial, porque o mundo dos negócios 
não tem gênero e as mulheres podem e devem chegar a cargos de liderança tanto quanto 
os homens. 
 
Portanto, o empreendedor possui traços de personalidade bem marcantes e 
peculiares, conhecidos pelos estudos feitos sobre esse assunto. A vontade e a vocação do 
brasileiro em empreender, é um dos grandes diferenciais do nosso país. 
 
 
 
10 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Mas será que uma personalidade empreendedora já nasce com alguns indivíduos 
ou ele vai adquirindo esse comportamento com o passar do tempo? Abaixo, alguns 
comportamentos empreendedores: 
 Pró-Atividade diante de uma oportunidade: Capacidade do empreendedor de ter 
iniciativa, ou seja, fazer as coisas antes que elas aconteçam, identificando 
oportunidades e transformando em negócios. 
 Substituição da sorte por estimativa de riscos: avaliar alternativas, calculando 
riscos e agindo de forma a minimizar estes riscos ou mantê-los sob controle. 
 Eficácia nas atividades: compromisso pessoal de fazer as coisas mais baratas, 
rápidas e melhores, satisfazendo ou superando padrões de excelência, seja no 
preço, no prazo de entrega ou no desempenho do produto. 
 Persistência: a fim de superar um desafio, o empreendedor acredita sempre ser 
possível, agindo repetidamente ou mudando as suas estratégias. 
 Comprometimento: sacrifício pessoal ou esforços extraordinários para executar 
uma tarefa, colaborando com os subordinados. Na hora de cumprir o prazo, o 
empreendedor deixa o cansaço de lado, o lazer e a família para atingir seu 
objetivo. 
 Pesquisas, desenvolvimento E informações: pesquisa, muitas informações e 
empenho pessoal. A pesquisa sobre clientes, fornecedores e concorrentes, são 
primordiais para a obtenção de conhecimento técnico. No mundo globalizado, é 
impossível fazer sucesso, sem informações de mercado. 
 Foco nas metas e objetivos: definição de metas claras, especificas e 
mensuráveis, associado ao prazo que você irá cumpri-las e quanto aos objetivos 
que devem ser desafiadores e atingíveis. As metas devem ser SMART 
(específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais). 
 Planejamento e controle: imaginar uma situação futura e traçar os caminhos para 
atingi-la. Planejar significa diminuir tarefas maiores em menores, estipulando 
prazos e obtendo resultados. 
 Capacidade de convencimento: manter uma rede de relações comerciais e 
pessoais, fazendo com que as pessoas ajudem na concretização dos objetivos 
planejados. 
 Inovador: segue a sua linha de pensamento independente de resultados 
desanimadores ou de oposição, confiando em si próprio, superando os desafios. 
 
 
11 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Por ser independente, sempre busca formas de fazer coisas diferentes, 
rompendo paradigmas. 
 Autoconfiança: o empreendedor irradia realização. 
 
Vale ressaltar que existem três fatores chave no processo de desenvolvimento de 
competências de um empreendedor: saber, querer e fazer. Ou seja, sabe o que tem que 
fazer (saber),quer levar para frente um empreendimento (querer) e; começar e recomeçar 
várias vezes (fazer). 
 
O empreendedor de sucesso possui características extras, que somados a 
características sociológicas e ambientais, nasce uma empresa. Ou seja, de uma ideia surge 
uma inovação e como consequência, a empresa. 
São características dos empreendedores de sucesso: 
 Visionários; 
 Sabem tomar decisões; 
 São persistentes; 
 São indivíduos que fazem a diferença; 
 Sabem explorar ao máximo as oportunidades; 
 São determinados e dinâmicos; 
 São dedicados; 
 São otimistas e apaixonados pelo que fazem; 
 São independentes e constroem o próprio destino; 
 São líderes; 
 Possuem conhecimento; 
 Assumem riscos e criam valor para a sociedade. 
 
As características do empreendedor de sucesso, segundo SEBRAE, são: imaginação, 
determinação, autoavaliação, habilidade de organizar e habilidade de liderar pessoas. 
 
As habilidades de um empreendedor são classificadas em três áreas: técnicas, 
gerenciais e características pessoais. Ou seja, as técnicas são: saber escrever, ouvir as 
pessoas, captar informações, possuir know-how, ser organizado, saber liderar e trabalhar 
em equipe. Já as gerenciais estão mais ligadas à área de criação, desenvolvimento e 
gerenciamento de uma nova empresa, incluindo as áreas de administração, marketing, 
 
 
12 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
finanças, operacional, etc. e ser um bom negociador. Quanto às características, já 
comentadas acima, assumir riscos, ser inovador, ser orientado a mudanças, persistente, 
enfim, ser um líder visionário. Essa tríade empreendedora são os três componentes 
essenciais do empreendedor e precisam estar harmonizados, integrados e balanceados, 
resultando no equilíbrio necessário perante os desafios de cada passo desta caminhada 
empreendedora. 
 
Existem inúmeras vantagens concretas em operar ou criar um negócio próprio, 
porém, existem aspectos desfavoráveis que devem ser considerados. Portanto, abaixo, 
vantagens e desvantagens de ser um empreendedor: 
 Vantagens: Autonomia – ter independência e liberdade para tomar decisões, 
resolver os problemas sem precisar consultar os outros, é ter a sensação de ser 
chefe de você mesmo. Desafio – a oportunidade de transformar uma ideia em 
negócio é um grande desafio, pois o sucesso ou o fracasso, só dependem de 
você. Controle financeiro – você está livre de ser demitido, mas deve saber seus 
limites, para poder crescer, dentro das suas condições, sempre tendo o controle 
sobre o seu negócio. 
 Desvantagens: sacrifício pessoal – ter uma empresa significa trabalhar por 
muitas horas, e muitas vezes deixando de lado família e lazer, pois a pergunta 
é: quanto de sacrifício é necessário para tornar seu empreendimento um 
sucesso? Sobrecarga de trabalho – o empreendedor tem responsabilidades 
muito grandes, diferentes dos seus funcionários, portanto a sobrecarga. 
Pequena margem de erro – se o empreendedor errar pode acarretar em prejuízo 
para a empresa e grandes perdas, até mesmo falência, portanto, deve-se pensar 
muito antes de agir. 
 
O talento empreendedor é resultado de percepção, direção, dedicação e muito 
trabalho das pessoas que fazem acontecer, porém talento sem ideia é como semente sem 
água. Quando o talento é somado à tecnologia, as pessoas têm ideias viáveis e o processo 
empreendedor acontece. 
 
Quando uma pessoa tem a decisão de ser tornar um empreendedor, até para definir 
o seu negócio, ela precisa responder algumas perguntas, como: 
 O que o levou a criar a sua empresa? É um sonho, uma ideia, uma oportunidade, 
uma realização? 
 
 
13 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Quem será o seu cliente? Não basta saber quem é o cliente, mas como ele é, 
quais são seus desejos e expectativas. 
 O que é de valor para o seu cliente? O que é importante para o cliente que se 
pretende conquistar: marca, preço, qualidade, facilidade de uso, tamanho, 
potência, beleza, inovação? O importante é ajustar o seu produto e ou serviço. 
Visualize o seu negócio de fora para dentro, isto é, a partir daquilo que o cliente 
valoriza e procura para que você compreenda o que o cliente busca. Se você 
não sabe, pesquise. 
 
E para ser um melhor empreendedor, é necessária formação de grupos com outros 
empreendedores da sua região, ter interação com grandes empreendedores, e além disto, 
buscar mentores relevantes do seu setor, porque sempre abre portas. 
 
Outra dica é sempre se atualizar, assistindo palestras, ter acesso aos e-books, blogs, 
cursos on-line, podcast, etc. 
 
Sempre que possível, assistir o programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios 
e também dicas de livros como: Da ideia ao bilhão e O Lado difícil das situações difíceis. 
 
Vale ressaltar que, a missão de vida das pessoas é encontrar a felicidade, portanto, 
as pessoas empreendem pela felicidade, não pensando nela como um alvo, mas como uma 
empreitada no qual vai colhendo momentos de felicidade na busca de realização de seus 
sonhos. 
 
E para a realização dos sonhos, é necessário planejar muito bem o futuro, e para 
isso, é importante agir no presente, não é verdade? E para transformar seu sonho em ações 
concretas, é importante ter um sonho bem claro e definido, através do SMART. 
Especificidade – coloque informações específicas, tornando seu sonho claro e 
objetivo. 
Mensurável – medindo seu avanço ao encontro do seu sonho. 
Alcançável – como tornar seu sonho alcançado. 
Relevante – seu sonho, sendo importante para você. Enxergando seus benefícios, 
se sentindo orgulhoso de sua conquista. 
Temporal – definindo o tempo para realizar seu sonho. Que prazo é possível para 
realizar o sonho. 
 
 
14 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
É ter responsabilidade sobre as estratégias e ações, aprendendo sempre para poder 
evoluir. Um exemplo que podemos citar é a Luiza Helena Trajano, que levantou a Magazine 
Luiza, com seu sonho. 
 
O empreendedor do século XXI precisa estar consciente para planejar sua ação 
empreendedora, e ter também consciência sustentável e os passos são: decidir, criar, 
inovar, ter consciência sustentável, planejar e agir. Portanto, cabe ao empreendedor 
sempre pensar no todo, a qualquer momento e em toda a situação. 
1.3 Processo Empreendedor 
De acordo com Dornelas (2014, p.30), o processo empreendedor inicia em virtude 
de “fatores externos, ambientais e sociais, e as aptidões pessoais ou um somatório de todos 
esses elementos são críticos para o surgimento e o crescimento de uma nova empresa, ou 
seja, inicia-se quando um evento gerador desses fatores possibilita o início de um novo 
negócio”. 
 
O processo empreendedor inicia-se quando todas estas perguntas são respondidas, 
possibilitando o início de um novo negócio. Além disto, a inovação é a semente do processo 
empreendedor e depende de quatro fatores críticos para entender melhor. De acordo com 
Smillo & Gill, são eles: 
 
1- Talento – Pessoas 
2- Tecnologia – Ideias 
3- Capital – Recursos 
4- Know-how – Conhecimento 
 
Que geram negócios de sucesso. O talento é resultado da percepção, direção, 
dedicação e muito trabalho de pessoas que fazem acontecer, porém o talento sem ideia é 
como uma semente sem água. Quando o talento é somado à tecnologia e as pessoas têm 
boas ideias, o processo empreendedor está prestes a acontecer. O capital é necessário 
para que o negócio saia do papel e o conhecimento vão tornar a empresa viável. Diante 
disto, podem-se entender as fases do processo empreendedor que são: 
 Identificar e avaliar a oportunidade 
 Desenvolver o plano de negócios 
 Determinar e captar os recursos necessários 
 
 
15 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Gerenciar a empresa criada. 
Figura 1 –O Processo Empreendedor (adaptado de Hisrich, 1998) 
Fonte: Google Imagens 
 
Por mais que na figura 1, seja apresentada uma sequência, nenhuma das fases 
precisa ser completamente concluída para iniciar outra. 
 
 Identificar e avaliar a oportunidade: Esta fase implica em identificar uma 
oportunidade e analisar a sua potencialidade no que se refere a itens como: 
necessidades e potencial de mercado, potencial da concorrência e de mercado, 
ciclo de vida do produto, retorno econômico, etc porque uma ideia não é 
necessariamente uma oportunidade. É válido o empreendedor testar a sua ideia 
com seus potenciais clientes, na possibilidade em adquirir seu produto ou serviço 
através de pesquisas de mercado. A pesquisa lhe fornecerá o tamanho do 
mercado, se está em crescimento, estável ou estagnado, quem é a concorrência 
e quais são seus pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades do ambiente 
de mercado. Nesta etapa é muito importante o talento, a percepção, o 
conhecimento e o feeling do empreendedor. 
 Desenvolver o plano de negócios: Talvez seja a fase que mais dê trabalho, 
para os empreendedores de primeira viagem. Ele é um documento que resume 
toda a empresa, sua estratégia, seu mercado e concorrentes, sua estrutura, o 
financeiro explicando como vai gerar receitas e crescer, dentre outros aspectos, 
como dicas e ferramentas para ajudar o empreendedor nesta fase. 
 Determinar e captar os recursos necessários: Determinar os recursos 
necessários é consequência do que foi feito e executado no plano de negócios. 
 
 
16 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Já a captação dos recursos pode ser feita por meio de várias fontes distintas. O 
empreendedor deve saber utilizar a sua capacidade de planejamento para 
relacionar no mercado as melhores oportunidades de financiamento para seu 
empreendimento recorrendo a bancos, economias pessoais, até a familiares e 
amigos. Ou recorrer a um investidor que prefere arriscar em novos negócios, do 
que deixar seu dinheiro aplicado em bancos. 
 
Gerenciar o negócio: gerenciar a empresa pode parecer a parte mais fácil do 
processo empreendedor, pois já foi identificada a oportunidade, desenvolvido o plano de 
negócios e relacionada a fonte de financiamento. Ou seja, quando é hora de colocar as 
ações em prática, é quando começam os problemas. Por isso o empreendedor deve saber 
das suas limitações, escolher uma equipe de trabalho muito boa para colaborar na gestão 
da empresa, implementar ações que minimizem os problemas e maximizem os lucros, ou 
melhor, produzir mais com o mínimo de recursos necessários, conjugando eficiência e 
eficácia. Vale destacar que nem sempre a equipe inicial estará completa. Não adianta 
identificar uma excelente oportunidade de negócio, desenvolver detalhadamente o plano 
de negócios, captar os recursos necessários para iniciar as atividades se o empreendedor 
não tiver capacidade administrativa para gerir o seu negócio. Existe outra forma de analisar 
os aspectos críticos do processo empreendedor, segundo Timmons. A primeira fase é a 
oportunidade, que deve avaliar se continua ou não com o projeto. A segunda fase é a 
equipe, que estará atuando em conjunto e por último a captação dos recursos. 
 
De acordo com a figura 2, o planejamento feito pelo plano de negócios (business 
plan), é a ferramenta que o empreendedor precisa, pois junto com a sua equipe, saberá 
lidar com os riscos de forma calculada, analisando as possibilidades e consequências para 
a realização do negócio. 
 
 
Figura 2 – Processo Empreendedor (adaptado de Timmons) 
 
 
 
17 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Fonte: Google Imagens 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2. OPORTUNIDADE E INOVAÇÃO 
 
Objetivo: 
Analisar o que é uma oportunidade de negócios, conhecer os tipos de inovação e o 
entendimento sobre empreendedorismo por oportunidade e por necessidade. 
 
Introdução: 
Quando um empreendedor tem uma ideia, não quer dizer que seja uma 
oportunidade. Uma boa ideia deve atender uma necessidade de mercado. Na verdade, as 
boas ideias, não surgem de um jeito tão simples. Porque não adianta ter uma ideia que não 
chega a lugar nenhum, que não agregue valor a nada. Quando se trata de abertura de 
novos negócios, é imprescindível que as ideias sejam bem direcionadas. 
 
2.1 Oportunidade 
Quando uma ideia isolada acaba não tendo valor, se ela não for transformada em 
uma situação viável, que atenda um público-alvo e faça parte de um nicho de mercado, ela 
pode virar uma oportunidade, ou seja, uma boa ideia de negócio, pode sim, virar uma boa 
oportunidade. 
 
O empreendedor com uma ideia, conhece o mercado no qual atua, tem visão de 
negócio e com determinação, identifica suas deficiências protegendo suas ideias, além de 
conhecer a concorrência. Mas não é só isto. 
 
Muitas pessoas se queixam de boas ideias, falta de criatividade, que trabalham muito 
e não são reconhecidas, se acomodando e achando tudo normal. Os empreendedores são 
diferentes: eles estão sempre atentos a tudo que acontece à sua volta, atrás de novas ideias 
de negócios e oportunidades de mercado. 
 
O potencial criativo do empreendedor é sempre exigido, seja inovando em produtos 
ou serviços, ou seja, em suas atitudes, decisões, ações e percepções. Predebon (2002, 
p.34), diz que: “criatividade é característica da espécie humana: o homem criativo não é o 
homem comum ao qual se acrescentou algo; o homem criativo é o homem comum do qual 
nada se tirou”. 
 
 
 
19 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O empreendedor precisa ter criatividade, porque oportunidades de negócios estão 
em toda a parte, mas também de predisposição para identificar, avaliar e conhecer a fundo 
o negócio que pretende investir, para ter sucesso. É com a criatividade que pode 
transformar um simples negócio em um imponente sucesso empresarial. É necessário 
coletar muitas informações, muitas ideias que deram certo e também as que não deram, 
para não errar no mesmo problema. Observar faz parte do processo. 
 
A criatividade quando gerida como fator primordial, pode conduzir a concretização 
das ideias em inovações que, quando bem administradas, contando com a expansão do 
trabalho em equipe e das novas tecnologias, geralmente conduz o crescimento do 
empreendedor em larga escala. Um exemplo disto é a economia criativa, que utiliza de 
maneira inovadora o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual das pessoas para 
gerar renda e valor econômico. 
 
Portanto, a Economia Criativa com foco no compartilhamento de ideias em produtos 
ou serviços, e também na satisfação do indivíduo, resulta em Criatividade/Inovação, 
trabalho em equipes/redes e Empreendedorismo que tem sua base na Gestão Ambiental, 
Inovação Social e Empreendedorismo Social, ou seja, aquele que não está preocupado 
apenas com o lucro, mas também produzir bem-estar para a sociedade e para a equipe. 
 
Falando em predisposição, o empreendedor é aquele que não se cansa de observar 
os negócios, na intenção de enxergar novas ideias e oportunidades, porque para 
desenvolver um negócio, o empreendedor sabe que o sucesso só acontece para aquele 
que trabalha muito para alcançar o seu objetivo. Entender e compreender porque alguns 
negócios dão certo e outros não, é primordial para seu aprendizado. Com muita dedicação 
e esforço, degrau por degrau, o conhecimento e a experiência fazem a diferença para poder 
avaliar e escolher um bom negócio. Ter vivência prática ou teórica já é um grande ponto 
positivo na escolha. Enxergar a importância estratégica em detectar tendências, 
comportamentos e mudanças. Além de entender o ambiente econômico, político e social, 
assuntosnecessários para elaboração do Plano de Negócios. 
 
Informação é a base de novas ideias, porque a informação está ao alcance de 
qualquer pessoa e em veículos diferentes como: revistas, rádio, televisão, jornais, livros, 
internet, etc. Diante de tantas opções, tantas fontes de informação, identificar uma 
 
 
20 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
oportunidade não é tarefa fácil. Saber o que pode dar certo ou não, o que pode virar um 
sucesso ou fracasso. 
 
Por que alguns comércios são abertos em determinado local dando certo e outros 
não? Por que os clientes optam por um produto, ao invés de outro mais barato? Qual a 
fórmula do sucesso? Para isto tem que ter foco. 
 
A seguir, três caminhos que o empreendedor pode optar: 
 Entender as necessidades dos clientes e procurar as necessidades não 
atendidas; 
 Observar as deficiências no atendimento das necessidades dos clientes e 
atender melhor. 
 Entender as tendências que mudam as necessidades dos clientes e atender as 
suas novas necessidades. 
 
Crises e transformações, acabam exigindo novos comportamentos dos 
empreendedores para atender as novas necessidades dos clientes, porque eles estão mais 
conectados, mais digitais, mais apressados e por consequência, mais exigentes. 
 
O futuro não será feito amanhã, porque ele está sendo construído hoje. Os 
empreendedores inteligentes, com visão naquilo que pretendem empreender, deve-se levar 
em conta a eficácia, porque muitos são dotados de conhecimento técnico, mas não são 
bons na parte gerencial. Daí a importância da eficácia, para melhor desempenho dos seus 
atos e a escolha no alvo certo para focar as suas energias. 
 
Saber se uma oportunidade é realmente viável, envolvem muitos fatores como o 
conhecimento em que a oportunidade está inserida, o mercado que irá atuar, seus 
diferenciais competitivos e sua concorrência. Mas como identificar e selecionar a melhor 
oportunidade? Toda e qualquer oportunidade, deve ser analisada pelos menos, sobre as 
seguintes questões: 
 
 Que mercado que ela atende? 
 E quanto ao retorno econômico, o que ela proporcionará? 
 Quais as vantagens competitivas que ela trará ao negócio? 
 
 
21 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Qual a equipe que transformará essa oportunidade de negócio? 
 Até que ponto o empreendedor está comprometido com o negócio? 
 
Não existe uma regra para saber se a oportunidade é boa ou ruim. Cabe ao 
empreendedor, explorar a oportunidade. 
 
E falando em oportunidade, mais uma ajuda para saber se a sua ideia é viável ou 
não, é utilizar o Canvas. É um método muito recomendado para analisar novos modelos de 
negócios, antes de fazer um plano de negócios detalhado. Business Model Canvas é uma 
ferramenta de planejamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de 
negócios já existentes ou novos e vai ajudar na organização de ideias e conhecimentos. 
Foi uma ferramenta desenvolvida em 2009 por Alexander Osterwalder, resultado da sua 
tese de doutorado. 
 
O Canvas vai ajudar a tirar sua ideia do papel e com essa ferramenta, ter uma visão 
mais estratégica, organizando todos os elementos da sua ideia de empreendimento em um 
quadro visual. 
 
O Canvas possui nove blocos. São eles: 
- Proposta de valor: o que sua empresa vai oferecer para o mercado que realmente 
terá valor para os clientes. A etapa de proposta de valor é a celula mater da técnica, porque 
refletimos sobre a real existência da empresa, ou seja, porque ela de fato existe. 
- Segmento de clientes: que segmentos serão foco da sua empresa 
- Os canais: como o cliente compra e recebe seu produto/serviço 
- Relacionamento com clientes: como a empresa se relacionará com cada segmento 
de cliente 
- Atividade-Chave: quais são as atividades essenciais para que seja possível 
entregar a proposta de valor. 
- Recursos principais: recursos necessários para realizar as atividades chave. 
- Parcerias principais: são as atividades chave realizadas de maneira terceirizada e 
os recursos principais adquiridos fora da empresa; 
- Fontes de renda: formas de obtenção de receita por meio de propostas de valor; 
- Estrutura de custos: custos necessários para que a estrutura proposta funcione. 
 
 
 
22 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Para melhor entendimento, as ideias sendo representadas nos nove blocos, formam 
o conceito do seu negócio, ou melhor, a forma como irá operar e gerar valor ao mercado, 
permitindo uma análise e melhor visualização da sua atuação no mercado. 
 
A partir do Canvas, onde foi definido o seu segmento alvo, deve-se definir a figura 
do Persona que representa de forma mais clara, quem irá se beneficiar de seus 
produtos/serviços. Compreender quem são seus clientes, é essencial para os negócios. 
Assim, com o Persona definido, deve-se fazer o Mapa de Empatia. 
 
Portanto, outra opção para ajudar a clarear suas ideias, é o mapa de empatia. É uma 
ferramenta bem simples que além de visual, faz você observar as pessoas e como elas se 
comportam (persona), ou seja, o cliente que você irá trabalhar. Enxergar as dores e 
necessidades do seu cliente. 
Figura 2.1 – Mapa de Empatia 
 
Fonte: Sebraeminas – Mapa de Empatia 
 
As soluções inovadoras e disruptivas, acabam ganhando destaque, porque trazem 
respostas ao seguinte desafio: resolver as dores da persona e gerar valor para o cliente. 
 
 
 
23 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Outro ponto que deve ser levado em consideração, é o timing da ideia, ou seja, o 
momento que a ideia foi gerada. Dando como exemplo empresas de base tecnológica, o 
timing é importante, porque como a tecnologia costuma evoluir muito rapidamente, o ciclo 
de vida do produto de base tecnológica, é cada vez mais curto, acontecendo uma maior 
inovação e agilidade das empresas, para que se mantenham competitivas. A velocidade 
das transformações tecnológicas afetou também a maneira de empreender. Cada vez mais 
recém-formados ou jovens estudantes, procuram no modelo digital, formas de começar um 
negócio e pretender o sucesso. Por isso, alguns mercados, não sendo de tecnologia, 
acabam atuando em menor velocidade, mas o que realmente importa, é o bom serviço 
prestado ao cliente. Isso sim, é prioridade. 
 
O empreendedor, de acordo com Schumpeter, é um agente de processo de 
destruição criativa, ou seja, manifesta-se por meio da formação de pequenas empresas 
inovadoras e agressivas. Como consequência, acabam desafiando empresas 
consolidadas. Às vezes, uma pequena empresa inovadora pode provocar a queda de uma 
empresa grande. Porque a pequena empresa inovadora pode atender às necessidades do 
mercado, o que a empresa já estabelecida no mercado, não atende. Ou seja, é o processo 
da destruição criativa. 
 
2.2 Inovação 
Não seria possível falar de empreendedorismo sem citar a inovação, porque ela é a 
peça-chave para o nascimento e para a manutenção de um empreendimento, porque 
segundo Drucker (1987), a inovação é o instrumento específico do empreendedor. 
 
De acordo com Bueno (2007), inovar significa renovar, reformar, modernizar, 
atualizar, resultado da ideia de transformação constante, melhoria contínua, que traduz 
ampliação de visão e também de mudança. 
 
Deve existir um esforço tanto da sociedade quanto do governo, para atender as 
demandas do processo de inovação de um país, criando um ambiente por meio de 
incubadoras e aceleradoras, no objetivo de um maior desenvolvimento tecnológico, 
revolucionando o sistema de produção e consumo. 
 
 
 
24 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
A criatividade é o pontapé da inovação, porque a inovação só realmente acontece, 
quando o produto se viabiliza no mercado. A cada minuto, o estudoe a análise da 
Criatividade, da cocriação e da Inovação devido as grandes mudanças em tempo real do 
tempo dinâmico que vivemos. Com o surgimento de novas tecnologias de comunicação, 
estão ocorrendo muitos grupos e comunidades de trabalho, lazer e também novos 
interesses, fazendo a criatividade e a inovação se transformarem em possibilidades 
infinitas. 
 
Vocês lembram quando a Nokia lançou o famoso tijolão? E a Blackberry quando 
criou o telefone inteligente e proporcionou as pessoas enviar mensagem de texto? E as 
máquinas fotográficas, quando deixaram de revelar fotos, lembram? Fax, Blu-ray, raio x, 
quantos produtos e serviços mudaram o comportamento das pessoas para aceitar o novo, 
não é verdade? Todos esses produtos começaram da criatividade. Além disso, as 
empresas, devem tratar a questão da inovação com muita análise e pesquisa, estimando 
que para cada produto ou serviço que faz sucesso, existem cerca de 3 mil ideias excelentes, 
ou seja, em possibilidades infinitas. 
 
Com uma grande concorrência acontecendo nos mercados atuais, além da demanda 
dos clientes e seu poder de escolha, forçam as empresas a buscarem uma elevação dos 
níveis de qualidade nos produtos/serviços, e a redução de custos. Para se manter 
competitivo, tem que investir em tecnologia e inovação. Uma empresa pode ser 
considerada inovadora, por causa da sua capacidade de gerar inovação. Com isto, o 
investimento em inovação para o lançamento de novos produtos/serviços, ou mesmo a 
renovação dos já existentes, é motivo para garantir a sobrevivência e abrir novos caminhos 
no mercado. 
 
A inovação é um processo dividido em quatro etapas: geração de ideias, priorização 
de ideias, teste e validação de ideias e o lançamento dessas ideias. Apenas quando esse 
ciclo é completo, que a ideia se transforma em inovação. 
 
Na geração de ideias, é quando se identifica um problema, que impede a empresa 
de entregar valor para o seu cliente e esses problemas, leva à grandes oportunidades. A 
priorização de ideias, deve ser feita de maneira estruturada, com rotinas e tecnologia 
adequada. Quanto a validação e teste de ideias, dependem das hipóteses do mercado, dos 
clientes, da competição e da capacidade de execução. E por fim, o lançamento dessas 
 
 
25 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
ideias. Exemplo: as Casas Bahia, criou um mercado ao oferecer opções de financiamento 
que desse às pessoas de baixa renda, oportunidade de adquirir móveis e eletrodomésticos. 
 
Outra inovação que não podemos deixar de apresentar é o Design Thinking e sua 
utilidade para ter agilidade na produção da ideia, criando soluções nos negócios e também 
no dia a dia. A base do DT é composta de 5 etapas: empatia, definição, ideação, 
prototipação e testes. Na fase da empatia, é se colocar no lugar do outro identificando suas 
dores e necessidades. Já na fase da definição, é importante analisar os resultados da 
pesquisa e definir o problema. A próxima fase, a da ideação, acontece um brainstorming 
para definir a solução do problema, enquanto que na prototipação, é criado um primeiro 
modelo, passando por ajustes e possíveis detalhes, e a última fase que é a de testes, ou 
seja, é testar os resultados obtidos e caso não dê certo, poder voltar a etapas anteriores 
até encontrar a solução. 
 
Ou seja, o processo de inovação de uma empresa, começa com uma nova ideia, que 
vai gerar uma inovação, resultando em novo produto ou serviço, e está diretamente 
relacionado ao monitoramento das necessidades de mercado, e também a mudança 
contínua para atender as demandas. 
 
Em um mundo de negócios, cheio de mudanças e transformações, a inovação é a 
solução para muitas situações no tocante à tecnologia e também à produtos novos. A 
expectativa com relação às novidades, tornou a fidelidade dos clientes em relação às 
marcas, diminuída. Para Joseph Alois Schumpeter (1883-1950) a inovação é o motivo do 
processo de expansão da economia, pois causa um desequilíbrio no mercado, e é 
introduzida por um empreendedor. Com isto, este autor faz uma classificação para as 
principais formas de inovação: 
- Um produto não existente; 
- Um novo método de produção por meio de uma nova descoberta científica; 
- A abertura de um novo mercado; 
- Uma nova fonte de matéria prima 
- Uma nova organização, como a conquista de uma posição de monopólio. 
 
A inovação requer fazer algo criativo, novo, diferente. Apesar da inovação ter 
diferentes tipos de conceitos, podemos qualificar da seguinte maneira: Inovação é o 
processo de transformar as oportunidades em novas ideias que tenham amplo uso prático. 
 
 
26 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Vale destacar que não se deve confundir a criação de algo novo ou a exploração de novas 
ideias com invenção, porque ela precisa agregar valor e suprir uma necessidade. E dentre 
as possibilidades de inovar, existem as inovações de produto ou de processo que são 
conhecidas como inovações tecnológicas. E outros tipos de inovações podem se relacionar 
a novos mercados, novos modelos de negócios e novos processos. 
 
A inovação pode ser classificada em: 
 Inovação de produtos e serviços: com o desenvolvimento e comercialização 
de produtos ou serviços novos; 
 Inovação de processos: com o desenvolvimento de novos meios de 
fabricação de produtos ou de novas formas de relacionamento para prestação 
de serviços. 
 Inovação de negócios: com o desenvolvimento de novos negócios que 
forneçam uma vantagem competitiva sustentável. 
 Inovação em Gestão: com o desenvolvimento de novas estruturas de poder e 
liderança. 
 
Existem também os hubs de inovação, que são iniciativas para gerar novos negócios 
e inovar de forma compartilhada, conhecimentos, habilidades e tecnologias. Possuem um 
espaço físico ou plataformas digitais nas quais empresas jovens, geralmente startups, 
colocam em prática, suas ideias inovadoras Exemplo: o Cubo, que é uma iniciativa do 
Banco Itaú, conectando soluções para construir grandes casos de inovação para o 
mercado. 
 
Portanto, fica claro que podemos encontrar a inovação nas mais diversas formas e 
as empresas que não inovam, podem estar correndo riscos de fracassar, porque é a 
inovação que mantém vivas as empresas. Isto não afeta somente os novos entrantes no 
mercado, como também as empresas já existentes, inclusive aquelas que um dia foram 
inovadoras, mas por algum motivo, deixaram de ser. A seguir, os tipos de Inovação mais 
utilizados: 
 
 Inovação Evolucionária: melhora e aperfeiçoa a tecnologia ou produtos de forma 
contínua, de maneira incremental. É a mais utilizada nas empresas porque extrai 
o máximo valor possível de produtos existentes sem a necessidade de fazer 
 
 
27 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
mudanças significativas ou grandes investimentos Exemplo: as empresas de 
carros que fazem pequenas melhorias em seus modelos e lançam no mercado. 
 
 Inovação Revolucionária: é a inovação que rompe paradigmas. As mudanças 
são rápidas nas tecnologias ou produtos atuais, tornando velho, aquilo que é 
novo, e trazendo soluções e negócios novos. Cria novas expectativas. Ex: 
supermercado utilizando o QR Code 
 
 Inovação disruptiva: começa com um produto ou uma tecnologia mais barata e 
com desempenho inferior para preencher um espaço que as organizações não 
estão dispostas a ocupar, ou seja, quando um produto ou serviço se transforma 
em algo totalmente novo. Ex: Airbnb. 
 
As mudanças e transformações que ocorrem no mundo dos negócios, não é 
suficiente a inovação evolucionária, muito menos a revolucionária. É preciso passar à frente 
das transformações e mudanças e partir para a inovação disruptiva. É o que está 
acontecendo com o mercado hoje. 
 
Estamos num momento de mudanças em que muitas oportunidades são criadas.O 
emprego antes era o sonho da maioria das pessoas, e hoje, em um ambiente de maior 
competição, pensar em ser empreendedor, já é uma realidade para muitos. Ter chance de 
ganhar mais dinheiro, vender uma ideia, transformá-la em uma oportunidade, é muito 
melhor. Podemos dizer que estamos no momento da era do compartilhamento, do consumo 
participativo. Uber e Airbnb são os melhores exemplos de empresas criadas a partir do 
compartilhamento. 
 
A criação de uma empresa de base tecnológica, é o embrião das transformações 
radicais e em futuro bem próximo, poderá ter um papel decisivo na economia brasileira e 
mundial. Elas podem ser criadas via incubadora, com as seguintes vantagens: 
 Produtos ou serviços de alta qualidade; 
 Existência de know-how superespecializado; 
 Flexibilidade estrutural; 
 Proximidade e conhecimento de clientes; 
 Mercado com forte crescimento e tecnologia de ponta; 
 
 
28 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 Capital humano. 
 
A Era Industrial deu origem a era da informação para ter vantagem competitiva, 
gerando informação e conhecimento. Todos estamos ficando mais inteligentes, mas a 
quantidade de informações, nos tornam mais ignorantes. 
 
Enfim, o capital humano, o capital intelectual, possuindo mais conhecimento, mais 
informação, mais experiência, pode gerar mais riqueza. 
 
A figura do empreendedor inovador, surge com força a partir da década de 70. 
Depois disso, criar o próprio emprego é fundamental para a sociedade. A mobilidade e a 
autonomia de saber fazer e fazer serão decisivas para que o crescimento econômico seja 
sustentável a longo prazo. Pessoas mais cultas, comprometidas com a ética e 
responsabilidade social, e por consequência, mais empreendedores com inovação. 
 
É importante destacar que a evolução dos negócios tem levado a uma procura de 
produtos inovadores e exigindo das pessoas, maior formação acadêmica, científica e 
profissional. 
 
A competitividade e a inovação colocam as empresas em desafios como: 
 Uma cultura do saber científico e tecnológico; 
 Um espírito empreendedor e de capacidade de inovação; 
 Capacidade de autoaprendizagem ao longo da vida, criando estímulos para a 
melhoria da produtividade individual e de equipe; 
 Capacidade estratégica e de visão sobre novas oportunidades de negócios ou 
novas atividades; 
 Capacidade de liderança, de organização por processos e de gestão por 
projetos. 
 
Portanto, a necessidade de novos modelos de organização, gestão, produção, com 
o desenvolvimento de novos produtos e serviços, em um modelo de competitividade, 
inovação e empreendedorismo dos seus colaboradores, para não cair no erro da Kodak 
(maior empresa de fotografia do mundo) que por não inovar, faliu em 2012. 
 
 
 
29 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
As empresas estão cada vez mais unindo forças para desenvolver inovações, como 
parcerias da cadeia de abastecimento ou alianças entre concorrentes, para ter 
oportunidades maiores. 
 
Falando em oportunidade, inovação, necessidade, é importante entender o 
empreendedorismo por necessidade e por oportunidade. O empreendedor nasce a partir 
de um sonho, uma ideia (oportunidade) ou de uma necessidade imediata. 
 
O empreendedorismo por necessidade está ligado à necessidade de sobrevivência, 
portanto: são empreendedores que perderam seu emprego ou mesmo aqueles que querem 
complementar sua renda, pela falta de um salário satisfatório de trabalho. O 
empreendedorismo por necessidade geralmente não possui um planejamento adequado, 
se aventurando, na esperança de ter a chance de ganhar seu dinheiro, investindo em um 
pequeno negócio. 
 
Já o Empreendedorismo por oportunidade: são aqueles que identificam uma nova 
oportunidade de negócio, uma oportunidade de explorar uma atividade de sucesso. Sabem 
onde querem chegar, fazem um planejamento prévio, conhecem o mercado, possuem visão 
de negócio, conhecem também seus concorrentes e tudo o mais que foi apresentado neste 
capítulo. Vale ressaltar que o empreendedorismo por oportunidade é considerado o maior 
motivo de abertura de novos negócios. Atualmente, 70% dos empreendimentos no Brasil 
são criados por oportunidades e não mais por necessidade, como ocorria nos anos 
anteriores. 
 
Silva (2020), apresenta nove perfis de empreendedores, suas características e a 
relação sobre necessidade e/ou oportunidade. Vale ressaltar que as motivações (tanto 
necessidade, quanto oportunidade), são centrais para entender o Empreendedorismo, 
conforme quadro abaixo: 
 
Quadro 2.1 - Os nove perfis de empreendedores, suas características e relação com 
a motivação por necessidade ou oportunidade. 
 
Perfil Característica Necessidade ou Oportunidade 
Informal Busca ganhar dinheiro 
imediatamente 
Necessidade 
 
 
30 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Cooperado Sua produção é agregada a de 
outros trabalhadores 
Necessidade 
Individual Formalizado, sem perspectiva de 
crescimento 
Necessidade 
Franqueado Comanda um negócio criado por 
outra pessoas 
Necessidade 
Social Busca resolver problemas, gerar 
emprego e renda 
Necessidade 
Corporativo Cria novos projetos na empresa 
em que trabalha 
Oportunidade 
Público Cria novos projetos na repartição 
pública na qual atua 
Oportunidade 
Conhecimento Utiliza experiência e domínio na 
área para ganhar dinheiro 
Oportunidade 
Negócio Próprio Procuram satisfação pessoal e 
pensam em grande crescimento 
Oportunidade 
 
No próximo capítulo, será apresentado o Plano de Negócios (business plan). Ele é 
um documento em forma de texto no qual é apresentada uma proposta de negócios para 
um mercado e serve também de apresentação das empresas no intuito de análise de um 
financiamento, além de ser um documento de planejamento para as empresas tanto de 
pequeno porte, quanto de médio e grande porte, ou seja, uma empresa precisa imaginar 
como será o seu futuro, identificando ameaças e traçando planos para eliminar essas 
ameaças. 
 
Apesar da importância do plano de negócios no Brasil, ele começou nos Estados 
Unidos por volta da década de 60, quando o assunto planejamento estratégico, tornou-se 
imprescindível para as empresas norte americanas. Inicialmente este documento era 
conhecido como plano mestre ou sistema de planos. O plano era usado como uma 
ferramenta gerencial de resolução sistemática de problemas organizacionais, porque antes, 
os problemas eram na base da tentativa e erro. Com o implemento do planejamento 
estratégico, este documento tornou-se abrangente com objetivos, estratégias, etc. 
 
Porém, o plano de negócios só se tornou conhecido no Brasil, a partir do ano 2000, 
por consequência da importância do Empreendedorismo, principalmente das pessoas que 
estavam interessadas em abrir seu próprio negócio. Além disto, incubadoras de empresas 
 
 
31 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
passaram a pedir este documento no processo de seleção e investidores privados, 
passaram a exigir este documento para tomada de decisão de investimento. 
 
No final da década de 1990, o desenvolvimento do plano de negócios, começou a 
ser ensinado nas principais faculdades de Ciências e Engenharias, e o curso pioneiro, foi 
Administração de Empresas. 
 
Este plano continua inalterado e não há indicações de que o método de 
desenvolvimento do plano de negócios seja superado pelos próximos anos. De acordo com 
o Sebrae (2013), o Plano de Negócios é um documento que descreve por escrito os 
objetivos de um negócio e os passos que devem ser dados, para que os objetivos sejam 
alcançados. 
 
À saber, o desempenho das empresas incubadoras é medido pelo cumprimento das 
metas estabelecidas pelo Plano de Negócios, diminuindo riscos e incertezas, identificando 
o potencialde negócio, como também as falhas, erros e ameaças, antes de colocá-lo em 
prática no mercado. É através do plano de negócios é que você poderá analisar se o seu 
negócio é viável ou não. 
 
 
 
32 Empreendedorismo e Inovação 
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3. PLANOS DE NEGÓCIOS 
 
Objetivo: 
Entender o que é e para que serve um Plano de Negócios. Conhecer a estrutura de 
um plano de negócios com seus respectivos itens. Além da capa, sumário e sumário 
executivo, também a descrição da empresa e planejamento estratégico. 
 
Introdução: 
A abertura de uma empresa, vem sempre acompanhada de muitas ideias, planos, e 
grandes expectativas. Mas só a intenção não é suficiente para se iniciar um negócio. É 
necessário planejamento, muita análise para transformar a ideia em oportunidade de 
negócio. Além disso, existem dados e informações necessárias, taxas, documentos, 
pesquisas, pessoas, enfim, uma série de decisões a serem tomadas antes de produzir e 
vender. 
 
Muitas pessoas que abrem uma empresa, não conseguem ficar por muito tempo, por 
falta de dinheiro no mercado, escassez de recursos próprios, falta de habilidade 
administrativa, financeira, tecnológica, etc. E para isto, o primordial seria um bom plano de 
negócios. 
 
E o que é um plano de negócios? O termo plano de negócios vem da expressão em 
inglês business plan. É um documento usado para descrever o negócio e serve para que a 
empresa se apresente para os investidores, clientes, fornecedores, parceiros, empregados, 
etc. O plano de negócios tem como objetivo ter uma visão melhor do seu 
empreendimento e testar sua viabilidade economica. Além disto, serve como 
ferramenta de avaliação do desempenho da empresa e também como guia para a tomada 
de decisão. É importante dizer que é uma estratégia empresarial além de simplesmente 
convencer o investidor de que o negócio é viável, tudo porque o plano de negócios hoje é 
muito mais que um documento, ele considera estratégia, mercado, operações, gestão 
financeira, etc. Quando o plano de negócios é feito exclusivamente para atender os 
objetivos de um financiamento, ele deixa de servir como plano de voo, que deve ter 
atualização permanente. 
 
Outro ponto importante é saber que o plano de negócios não serve apenas para 
empresas novas, e sim para empresas que já existentes, principalmente quando elas estão 
 
 
33 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
em crescimento, porque leva o empreendedor a pensar no futuro, avaliando seus riscos e 
oportunidades. Define os pontos fortes e fracos do concorrente; identifica aquilo que agrega 
valor para o cliente, conhecer as vantagens competitivas da empresa, que características 
os clientes procuram nos produtos ou serviços, planejar e implantar uma estratégia de 
marketing, calcular o retorno sobre o capital investido, além da sua lucratividade e 
produtividade, etc. 
 
O plano de negócios serve para diversos fins. Internamente como ferramenta de 
acompanhamento, planejamento e gestão e externamente para buscar recursos de 
investidores ou financiamento, mas deve ser feito principalmente para o empreendedor, 
como um exercício de planejamento e motivação para o crescimento do seu negócio, 
contemplando seu sonho, deixando claro seu produto ou serviço. 
 
Existem cinco razões básicas para que uma empresa desenvolva um plano de 
negócios. São eles: 
 O empreendedor tem oportunidade única de olhar para o negócio de maneira 
objetiva, crítica e imparcial, ajudando a focalizar as ideias e apresentando a 
viabilidade do empreendimento; 
 O plano de negócios serve como uma ferramenta operacional para definir a 
posição presente e as possibilidades futuras da empresa; 
 O plano de negócios ajuda na administração da empresa, preparando-a para o 
sucesso, sendo uma ferramenta pró-ativa na previsão e na solução dos 
problemas; 
 O plano de negócios é uma ferramenta de comunicação, porque nela são 
definidos os propósitos da empresa, sua estratégia competitiva, suas 
competências e o conhecimento da sua equipe, tornando-se um excelente guia 
para a tomada de decisões; 
 O relatório final do plano de negócios, pode prover a base para uma proposta de 
financiamento. 
 
Muitos empreendedores, após a conclusão do Plano de Negócios, desistem da ideia 
inicial e acabam identificando uma nova oportunidade de negócio mais lucrativa, mais 
rentável, que possa ocasionar mais sucesso. Por isso é tão importante a elaboração de um. 
 
 
34 Empreendedorismo e Inovação 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
As seções que compõem o Plano de negócios costumam ser padronizadas, pois 
cada uma tem seu propósito. Geralmente é dividido em itens para melhor compreensão dos 
vários aspectos envolvidos. Não existe um tamanho ideal e ele pode ser complementado 
com anexos, fotos, mapas, cálculos de custos, certidões e autorizações como licenças 
ambientais. São documentos que, embora não fundamentais, ajudam a trazer credibilidade 
para o negócio. Existem muitos modelos, mas será apresentado este, para esta disciplina, 
onze itens. São eles: 
 
Capa, Sumário, Sumário Executivo, Descrição da Empresa, Planejamento 
Estratégico, Produtos e Serviços, Análise de Mercado, Plano de Marketing, Plano 
Operacional, Plano de Gestão de Pessoas e Plano Financeiro. 
 
1º CAPA 
 Geralmente a capa contém a razão social da empresa, uma logomarca da empresa 
se tiver, nome do projeto, data (mês e ano da elaboração), etc. A capa causa a primeira 
impressão da empresa. 
 
2º SUMÁRIO 
O sumário serve para que o leitor veja as informações rapidamente e deve conter o 
título de cada parte do plano de negócios e a sua respectiva página. Costuma funcionar 
como um índice. 
 
3º SUMÁRIO EXECUTIVO 
É a seção mais importante do plano de negócios. Deve ser direcionado ao seu 
público alvo. É neste local que são apresentados os objetivos de uma forma bem definida, 
apresentando um resumo das principais informações do plano, como por exemplo, a 
localização do negócio e seu ramo de atuação, tempo de existência, quem são seus 
parceiros estratégicos, missão da empresa, capacidade do empreendedor/gestor; 
características do mercado e diferenciais da empresa para atingi-lo; requisitos tecnológicos 
e capacidade produtiva; necessidade de capital e indicadores de viabilidade econômica; e 
de preferência, não ultrapassar três páginas. 
 
O sumário executivo é o primeiro item que aparece no documento (obviamente após 
capa, e sumário), e por isso deve ser muito bem escrito de modo a conquistar o leitor, 
apresentando de maneira objetiva a essência do empreendimento e suas potencialidades, 
 
 
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Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
pois está ligado à geração de interesse imediato. Mas é o último a ser feito. O Sumário 
Executivo é o momento de vender a ideia do seu negócio. 
 
4º DESCRIÇÃO DA EMPRESA 
Inicialmente deve-se definir o ramo de atividades que irá atuar, porque existem 
muitas atividades a serem exploradas, e para isto uma série de fatores influenciam o seu 
ramo de negócios. Deve-se levar em consideração a experiência profissional, analisar o 
mercado fornecedor e o mercado consumidor, escolher os recursos humanos e financeiros, 
uma boa localização e um bom ponto de venda. Para isto vamos começar a estratégia. 
 
 Apresentação da empresa: Neste item, você deve se preocupar com as 
questões legais da empresa. Deve-se descrever a empresa procurando mostrar 
o porquê da sua criação, apresentando a empresa, sua localização, sua história 
e sua situação atual e futura. Enfatizando as características únicas, o seu 
propósito, a natureza dos seus produtos ou serviços e os benefícios que a 
empresa pode trazer ao cliente. Apresentando também sua razão social/nome 
fantasia, o porte da empresa e como estará sendo enquadrada na legislação: 
micro,

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