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CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS: SISTEMA OFTÁLMICO: Pálpebras: ENTRÓPIO: Inversão da pálpebra; 1º primário - anormalidade conformacional que pode envolver comprimento e flacidez excessiva; Sharpei; chow chow; bulldog inglês; labrados, rottweiler; Espástico: ocorre pelo desconforto ocular e subsequente blefaroespasmo crônico; Diferenciar espástico de primário: aplicação de colírio anestésico; Sem cirurgia, somente colírio; 2º secundário – decorrente da contratura pós inflamação ou cicatriz; Decorrente do tamanho do globo – definhamento; Decorrente de posicionamento do globo: enoftalmia; atrofia muscular, atrofia de gordura; Histórico: desconforto ocular; Sinais: blefaroespasmos, secreção mucoide, ulcera de córnea; Diagnóstico diferencial: corpo estranho, pelos anormais, conjuntivite; Tratamento: cirúrgico, em casos de filhotes esperar até a maturidade (2 anos), colírios lubrificantes, pontos ‘’falsos’’. BLEFARITE: Inflamação das pálpebras; Causas: Congênitas: má formação; Imunomediada: atropia, lúpus, pênfigo, DAAP; Trauma; Infecciosas: Sthapyloou Strepto, dermatofitose, rinotraqueite; Parasitarias: dermodiciose; Nutricional: dermatoses por zinco, deficiência de ácidos graxos; Endócrinas: hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo; Sinais gerais: blefaroespasmo, alopecia, edema, eritema; Diagnóstico diferencial: todas as doenças citadas; Exames físicos: presença de cílios, corpos estranhos; Hemograma: raspado de pele, culturas, dosagens hormonais; Tratamento: causa base, idiopáticos (colírios a base de polimixina B + neomicina + dexa 0,1% (maxitrol)). Imunomediadas: Doenças dermatológicas primarias imunomediadas = afetam região facial, nasal, periocular e junções mucocutâneas. Pênfigo Lúpus eritematoso Síndrome uveodermatológica Sinais e sintomas: Erosões, Ulcerações, Dermatites, Despigmentação. Demodiciose: condição corporal ruim, doença debilitante, estresse, imunossupressão; Sinais e sintomas: eritema, dermatite úmida, alopecia, liquenificação, hiperpigmentação; TRIQUIASE: Cílios ou pelos faciais crescem em direção ao olho; Irritação da córnea = desconforto, ceratite e/ou ulceração da córnea; Histórico: Cocker spaniel, shih tzu, pug e poodle miniatura; Sinais: epífora, ceratite, prurido, desconforto; Diagnóstico: exame físico; Tratamento: retirada manual dos pelos ou cílios, ressecção parcial da pálpebra superior, ressecção dobrada nasal; Conjuntiva e sistema lacrimal: CONJUNTIVITE EM GATOS: Inflamação ou infecção da conjuntiva; Causas: Viral: herpes vírus, calicivirose Bacteriana: clamidiose, micoplasmose Imunomediada: alérgica, eosinofílica Trauma; Ambiental: fumaça, pólen, pó Secundárias: doenças palpebrais, ceratoconjuntivite seca, glaucoma, uveíte Sinais: Edema; Secreção ocular; Blefarospamos; Secreção; Quemose; Sintomas respiratórios (secundários); Exames: Exame físico ocular; Testes sorológicos (identificar a causa); Tratamento: Colírios antivirais: cidofovir Colírios antibióticos: tobramicina, eritromicina, cloranfenicol, ciprofloxacino; Colírios imunossupressores: dexametasona, ciclosporina, tacrolimus CONJUNTIVITE EM CÃES: Inflamação ou infecção da conjuntiva; Causas: Viral: cinomose, herpes vírus, adenovírus Parasitária: leishmaniose Imunomediada: atopia, pênfig Trauma: corpo estranho Ambiental: fumaça, pólen, pó, produtos químicos Secundária: ceratoconjuntivite seca Sinais: Edema; Prurido; Secreção; Quemose; Exames: Exame físico ocular; Testes sorológicos (identificar causa); Tratamento: Colírios antibióticos: Ciprofloxacina, tobramicina Colírios antivirais: ganciclovir Colírios imunomodulares/antialérgicos: dexametasona, Prednisolona, ciclosporina PROTUSÃO DA TERCEIRA PÁLPEBRA: Prolapso da glândula lacrimal: Frouxidão do ligamento por desenvolvimento defeituoso do tecido conjuntivo; Parcial ou total; Raças predispostas: Cocker, bulldog inglês, shih tzu; Sinais: Uni ou bilateral Massa hiperêmica atras da 3ª pálpebra Conjuntivite Blefarospasmo Secreção ocular Ceratite Inflamação Infecção bacteriana secundária Exames: biopsia; Tratamento: cirúrgico – sepultamento; Não retirar a glândula; CERATOCONJUNTIVI TE SECA - KCS: Deficiência do filme lacrimal: Deficiência qualitativa: resultante insuficiência / deficiência de secreção lipídica; Deficiência quantitativa: secreção insuficiente da glândula lacrimal; Causas: Congênita Trauma Idiopática Iatrogênica – fármacos como sulfa ou retira da glândula Infecciosa: cinomose, herpes vírus, leishmaniose Neurológica: perda da inervação parassimpática Sinais: Conjuntivite Ceratite pigmentar Blefarospasmo Dor Hiperemia Secreção ocular acentuada Ressecamento e úlceras de córnea Diagnóstico diferencial: conjuntivite alérgica ou bacteriana; Exames: Teste de Schirmer Normal: > 15 mm Suspeito: 10-15 mm Positivo:B e bacitracina). Colírios anti-inflamatórios não esteroidais: diclofenaco, Flurbiprofeno (Ocufen) Cirúrgico: Úlceras profundas Úvea: UVEÍTE ANTERIOR FELINA: Inflamação de qualquer região da Úvea. Ruptura da barreira hemato ocular Aumento da permeabilidade da barreira hematoaquosa Causas: Tumores oculares; Traumas ou lesões no olho; Infecções: Protozoário: Toxoplasmose; Vírus: FIV, FeLV, Herpersviruse PIF Bactéria: Bartoneallaspp; Fungo: Crytococcus, Cocciodiomycosis, Aspergillus, Blastomyces, Histoplasmosis Sinais: Ceratite vascular Edema corneal Acumulo de fibrina Blefarospasmo Proliferação iridalnodular Hiperemia Irite Diagnóstico: identificar causa base (PCR, cultura fúngica / bacteriana); Tratamento: AINEs ou corticoides sistêmicos, clindamicina sistêmica (inicial); UVEÍTE ANTERIOR CANINA: Inflamação de qualquer região da úvea; Ruptura da barreira hemato ocular; Aumento da permeabilidade da barreira hematoquosa; Causas: Trauma Virus: Adenovírus; parvovirose Protozoário: Toxoplasma Bacteriana: Ehrlichiacanis, Rickettsia rickettsia, Leptospira spp, Borelliaspp Fungos: Coccidiomycosis, Aspergillus; Blastomyces, Histoplasmosis Sinais: Ceratite vascular Edema corneal Acumulo de fibrina Blefarospasmo Proliferação iridalnodular Hiperemia Irite Diagnóstico: identificar causa base (PCR, cultura fúngica / bacteriana); Tratamento: AINEs ou corticoides sistêmicos ou tópicos, doxiciclina sistêmica (inicial); Lente: LUXAÇÃO DE LENTE: Deslocamento da lente anterior: deslocamento pela pupila para frente; Deslocamento da lente posterior: deslocamento para o vítreo; Causas: Congênita: mutação do gene ADAMTS17 ( terrier, sharpei) Secundária: Uveíte crônica, neoplasias, trauma, catarata Sinais: dor, glaucoma, uveíte, tremores, edema da córnea; Exames: oftálmico completo; Tratamento: Cirúrgico: enucleação ou extração da lente; Colírios mióticos: brometo de demacarium Luxação posterior; CATARATA: Opacificação do cristalino Desarranjo das células e fibra Causas: Hereditárias e congênitas Iatrogênica: cetoconazol Diabetes Mellitus Senilidade Catarata incipiente: opacificação de 10 a 15%; Catarata imatura: opacificação varíavel entre 15 a 80%, função visual de grau varíavel, reflexo tapetal presente; Catarata Matura: Opacificação completa, sem reflexo tapetal (fundo vermelho), Sem visão: Catarata Hipermatura (morganiana): Reabsorção do cristalino, Inflamação intensa, Deslocamento de retina, Hifema: Diagnóstico: físico completo; Tratamento cirúrgico: Facoemulsificação: remoção por incisão corneal usando ondas ultrassónicas para emulsificar e aspirar a lente; Lentes artificiais Tratamento colírios: Anti-inflamatório flurbiprofeno, Aliviar dor e evitar uveíte; Glaucomas: GLAUCOMA CONGÊNITO: Má formação severa dos canais de drenagem do humor aquoso; Hereditário e congênito. Sinais: Aparecem no início da vida Forma bilateral e severa. Edema corneal Úlceras de córnea Buftalmia Alteração no nervo óptico Cegueira Tratamento: Difícil salvar a visão; Procedimento cirúrgico: enucleação, crioblação, prótese intrascleral; GLAUCOMA PRIMÁRIO: Predisposição hereditária para aumento da pressão intraocular; Atrofia da malha trabecular Sinais: Normalmente agudo Blefarospasmo Edema corneal Elevação da terceira pálpebra Déficits visuais Episclerite Diagnóstico: tonometria, gonoscopia – avaliar o ângulo, ultrassonografia; Tratamento: Causa base Aliviar pressão com uso de Manitol se necessário Combater lesão do nervo óptico: Anti-inflamatório + bloqueadores de canal de cálcio + inibidores da liberação do glutamato + antioxidantes Inibidor de anidrase carbônica: Dorzolamida 2% -1 gota TID Parassimpatomimético: Pilocarpina 1% colírio –1 gota TID - Proteger retina; β-Bloqueador: Timolol 0,25% -2 gotas BID – Anti hipertensivo Casos graves: Enucleação; Crioablação; Prótese intraescleral GLAUCOMA SECUNDÁRIO: Aumento da PIO secundária: Doenças sistêmicas – diabetes, hipertensão sistêmica; Doenças oculares – luxação de lente, uveíte crônica, síndrome uveodermatológica / neoplasia; Sinais: Blefarospasmo Edema corneal Buftalmia Episclerite Uveíte Miose/midríase Cegueira Diagnóstico: Tonometria Gonoscopia–avaliar o ângulo Ultrasonografia Tratamento: Causa base Aliviar pressão com uso de Manitol se necessário Combater lesão do nervo óptico; Inibidor de anidrase carbônica: Dorzolamida 2% -1 gota TID Parassimpatomimético: Pilocarpina 1% colírio –1 gota TID - Proteger retina; β-Bloqueador: Timolol 0,25% -2 gotas BID – Anti hipertensivo Casos graves: Enucleação; Crioablação; Prótese intraescleral AFECÇÕES DO SISTEMA DIGESTÓRIO: Cavidade oral - SIALOCELE: Acúmulo de saliva no subcutâneo; Causas: obstrução do ducto salivar; Aumento de volume subcutâneo ou embaixo da língua; Disfagia; Úlceras; Sinais: Cervical: aumento de volume e tumefação Sublingual: saliva sanguinolenta, dificuldade na preensão e relutância a se alimentar Faríngea: dispneia e dificuldade de deglutição Diagnóstico diferencial: Neoplasia e abcesso; Diagnóstico: Drenagem; CAAF; Tratamento: Drenagem: ineficiente; Cirúrgico; __________________________________ PERIODONTITE: Periodonto: Tecidos que recobrem parcialmente, sustentam e protegem o dente. 1.Gengiva (periodonto de proteção): revestimento de cada dente. 2. Osso alveolar: cristas dos ossos da mandíbula ou maxila que sustentam os dentes. 3.Cemento: fixa às fibras do ligamento periodontal a raiz do dente 4.Ligamento periodontal (periodonto de sustentação): liga o cemento da raiz ao osso alveolar. Gengivite ocorre pelo acúmulo de placa bacteriana junto gengiva e nos sulcos dentários; - Manifestação reversível não desenvolvendo perda de ligamento periodontal; Periodontite ocorre inflamação acompanhada de perda do ligamento; - Deslocamento de colágeno do cemento com reabsorção do osso alveolar, sendo um processo irreversível; Sinais e sintomas: Halitose Putrefação dos tecidos e fermentação bacteriana Sialorreia Mobilidade dentária Gengivite severa Retração gengival Exposição de raiz Hemorragia gengival Secreção nasal Fistulas oronasais Diagnóstico: Sonda periodontal; Valor normal: 1-2mm em cães 1-4mm em cães de grande porte; 0-0,5mm em gatos; Radiografia; Tratamento: Remoção dos cálculos dentários (tartarectomia); Polimento dos dentes; Medicação: Antibióticos - Espiramicina + metronidazol (stomorgyl) – 7 dias antes; - Clindamicina; - AINES; _______________________________ GENGIVITE LINFOCÍTICA – PLASMOCÍTICA FELINA: Doença idiopática – Imunomediada Resposta excessiva aos ativadores de linfócitos B Concentração salivar de IgA menor Resposta imune insuficiente para antígenos - Resposta suficiente para inflamação crônica Inflamação crônica intensa da gengiva e da mucosa oral com presença de ulcerações; Sinais: Halitose; Sialorreia; Hiporexia; Lesões eritematosas e ulcerativas; Gengiva, arcos glossopalatinos, língua, palato, lábios e mucosa bucal; Reabsorção óssea; Proliferação de gengiva; Perda de peso, desidratação, anorexia, disfagia; Diagnóstico: Histopatológico; Infiltrado linfocítico – plasmocítico; Corpos de Russel; Tratamento: Hemograma semanalmente (neutrófilos abaixo de 3000/ul – suspender o tratamento; Cirúrgico; Tratamento periodontal; Extração dentária; Medicação: Antibióticos: Amoxi+ clavulanato; metronidazol + espiramicina; Corticoides: prednisolona1-2 mg/kg BID -Reduzir até a menor dose eficaz; Imunossupressores: Clorambucil: 0,1 a 0,2mg/kg/ SID –estabilizar paciente -a cada 48 horas Cicloporina: 50mg/m2 VO por 04 dias - pausa de 03 dias _________________________________ GRANULOMA EOSINOFÍLICO FELINO: Causa incerta: hipersensibilidade? Predisposição genética? Complexo: cavidade oral, dermato; Sinais: Disfagia; Halitose; Anorexia; Prurido; Ulceras indolentes; Lábios e mucosa oral; Placas eosinofílicas; Região medial da coxa e abdômen; Granuloma eosinofílico; Membros posteriores, coxins, língua, palato e mucosa oral; Diagnóstico: Histopatológico profundo Eosinofilia periférica é inconstante Áreas multifocais irregulares eosinofílicas ao redor de fibras de colágeno Citologia –infecções secundárias Tratamento: Antibióticos sistêmicos (amoxicilina + clavulanato) Glicocorticoides: Prednisolona: 2.2 –4.4mg/kg SID Metilprednisolona: 20 mg a cada 2-3 semanas. Ciclosporina: 50 mg/m² VO durante 04 dias com pausa de 03 dias ___________________________________ Esôfago – MEGAESÔFAGO: Dilatação difusa generalizada ou focal com diminuição ou ausência de motilidade; Comida estimula o peristaltismo por receptores vagais aferentes – SNC – impulsos eferentes vagais estimulam a musculatura – relaxamento do esfíncter inferior – alimento para o estomago – esfíncter fecha para prevenir refluxo; Congênito: Pastor-alemão, Labrador, Shar-pei, Golden Retriever, SetterIrlandês, Dogue- alemão, Dálmata, Fox Terrier de pelo duro e Schnauzerminiatura Idiopático: Sem causa secundária. Adquirida: 1. Miastenia gravis; 2. Substancias causticas; 3. Iatrogênico (doxi; clinda); 4. Miopatias por fungos; 5. Hipotireoidismo / hipoadreno; 6. Botulismo; 7. Lúpus sistêmico; 8. Refluxos; Sinais: Regurgitação; Disfagia; Sialorreia; Perda de peso; Polifagia; Pneumonia aspirativa – tosse, dispneia, crepitação pulmonar; Diagnóstico: Radiografia simples; Radiografia contrastadas; Exames laboratoriais; Raio x contrastado; Tratamento: Tratar causa base: endocrinopatia, miastenia gravis, refluxo; Congênito: Omeprazol: 1mg/kg BID Sildenafil – relaxa a musculatura; Manejo nutricional: Dieta liquida/pastosa ou sólida Refeições pequenas e frequentes Alimentação na posição vertical 5-10 minutos Cirúrgico: 1. Esofagomiotomia de Heller modificada 2. Cardioplastia de Wendel 3. Cardioplastia esôfagodiafragmática Efeitos colaterais: refluxo gástrico, esofagite; _________________________________ ESOFAGITE: Inflamação da parede esofágica; Barreira mucosa esofágica - Epitélio pavimentoso estratificado queratinizado; - Tecido linfoide disperso; Glândulas mucosas - Protegem e lubrificam a parede; Causas: Refluxo gastresofágico; Medicamentos (doxiciclina, clindamicina, AINES); Corpo estranho; Êmese crônica / frequente; Agentes cáusticos (produtos de limpeza); Sinais: Regurgitação; Disfagia; Perda de peso; Hiporexia / anorexia; Sialorreia; Dor; Halitose; Pneumonia por aspiração; Diagnostico: Esofagoscopia; Radiografia simples e contrastada; Tratamento: Omeprazol: 0,5 –1mg/ kg VO ou IV Sucralfato: 0.5 –1g VO TID Lidocaína viscosa: 2mg/kg VO 4-6x ao dia Procinético: Metoclopramida: 0,2 –1 mg/kg VO, SC ou IV Casos graves – comprometimentos submucosos e muscular Corticoides ___________________________________ Estômago – GASTRITE AGUDA: Inflamação da mucosa gástrica; Pepsina e ácido gástrico; Histamina estimula mais ácido gástrico; Causas: Corpo estranho. Plantas tóxicas. Fármacos; Hipotensão; Sinais: Êmese intermitente; Hematêmese; Melena; Anorexia; Dor abdominal cranial; Diagnóstico: Exclusão: Anamnese e exame físico; Radiografia e ultrassonografia; Hemograma; Função hepática e renal; Definitivo: Endoscopia; Tratamento: Jejum alimentar e hídrico -24 horas Fluidoterapia baseada na perda e manutenção Antieméticos: Ondasetrona 0.1 –1 mg/kg SC Maropitant 1mg/kg SC ou 2mg/kg VO ________________________________ GASTRITE CRÔNICA: Inflamação crônica da mucosa gástrica 1-2 semanas Causas: Reação imune: Intolerâncias / alergias alimentares Infecciosas/parasitárias: Helicobactere Physaloptera Doenças sistêmicas: Azotemia; Alterações hepáticas; Pancreatite Neoplasias Sinais: Êmese frequente; Maior ingestão de água; Emagrecimento; Anorexia; Dor abdominal; Diagnóstico: Achar causa base; Radiografia / ultrassonografia; Exames hematológicos; Endoscopia; Biópsia de mucosa gástrica; Tratamento: Causa base Antibióticos: Azitromicina; Amoxicilina Alterar dieta –baixo teor de gordura e fibra Glicocorticoides: Prednisolona 2.2 mg/kg SID Antieméticos: ondasetrona ou maropitant Omeprazol Procinéticos: metoclopramida Sucralfato ___________________________________ DILATAÇÃO / TORÇÃO VÓLVULO GÁSTRICA: Mal esvaziamento gástrico; Distensão crônica com alongamento dos ligamentos hepatogástricos e duodeno gástricos Congestão e torção esplênica Causas: Ingestão de grande conteúdo de alimento; Ingestão de grande quantidade de água pós refeição Exercício intenso Aerofagia Sinais: Alimentação recente Inquietação Náuseas improdutivas Distensão abdominal Dor abdominal Abdômen timpânico Mucosas hipocoradas Diagnóstico: Ácido láctico – grau de isquemia e lesão celular 0,5-2,5 mmol/L Radiografia – lateral direita Estabilizar paciente Tratamento: Clínico: Tratamento para choque: Cristaloide: *50 mℓ/kg nos primeiros 15 min *50 mℓ/kg em 35-40 min Coloides *11 mℓ/kg em bolus, em 10 a 15 min Antibioticoterapia: *Ampicilina (22 mg/kg), enrofloxacino (5 mg/kg) e cefalexina (20 mg/kg). Corticoides: *Altas doses, no início, podem melhorar o fluxo sanguíneo, diminuir a permeabilidade dos vasos e reduzir a absorção intestinal. *Succinato sódico de prednisolona(40 mg/kg IV, a cada 1 a 3 h) ou *Fosfato sódico de dexametasona (10 mg/kg IV, a cada 3 a 6 h, conforme a necessidade) Antagonistas de Receptor H2 e Omeprazol Sondagem orogástrica – descomprimir; Na torção não é possível passar a sonda; Descompressão com agulha calibrosa; Flanco esquerdo, atrás da caixa torácica; Cirúrgico: Reposicionamento do estômago; Retirada de áreas necrosadas; Gastropexia; Esplenectomia: Necrose devido a torção conjunta; Monitorar: Aferição de pressão venosa central ou pressão arterial sistêmica, Débito urinário Pulso Tempo de preenchimento capilar Exames complementares Volume globular Proteína total plasmática ___________________________________ Intestinos – DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL DO INTESTINO DELGADO: Inflamação idiopática Resposta inadequada do sistema imune a antígenos bacterianos ou alimentares; As alterações estruturais levam a síndrome de má absorção. Os sinais vão variar de acordo com a doença base. Local; célula inflamatória envolvida; alterações do tecido Enterite linfocítica plasmocítica é a mais comum Enterite eosinofílica Enterite granulomatosa Sinais: Diarreia crônica; Perda de peso; Vômitos; Perdas de proteínas; Diagnóstico: Excluir causas para sinais; Score de gravidade? Biopsia; Infiltrados inflamatórios, alterações de arquitetura; alterações epiteliais; Tratamento: Dieta hipoalergênica ou de eliminação; Hidrolisadas para facilitar a absorção; Imunossupressores:- Prednisolona 1-2 mg/kg; 2-4 semanas. Desmame até a menor dose possível; - Azatioprina associada ou não ao corticoides Pacientes refratários ou com efeitos colaterais graves. Não utilizar em gatos - Budesonidaassociada ou não ao corticoides. Uso em gatos ___________________________________ LINFOMA ALIMENTAR: Proliferação neoplásica de linfócitos Mais comum em gatos; Acomete principalmente intestinos; Nódulos linfáticos, fígado e baço; 03 tipos de linfoma: Linfoma linfoblástico (LL): - Encontrado em cães e gatos - Sintomas agudos e graves Linfoma linfocítico (LCP): - Células pequenas e diferenciadas - Sintomas progressivos e lentos - Gatos Linfoma de linfócitos grandes e granulares: - Raro e grave - Gatos Sinais: Perda de peso crônica e progressiva Anorexia Diarreia de intestino delgado Êmese Espessamento difuso das paredes Nódulos e massas Linfadenopatia mesentérica Diagnóstico: Histopatologia de 3 segmentos intestinais; Citologia guiada por US; Ultrassonografia; Espessamento de alças, perda de definição de camadas da parede; Hipomotilidade, liquido livre; Tratamento: Varia de acordo com cada caso; Quimioterápico = clorambucil; Glicocorticoides = prednisolona; Prognóstico: sobrevida de 2 a 4 anos; ________________________________ CORPOS ESTRANHOS: Ingestão de qualquer coisa que possa obstruir vias digestórias; Panos, roupas, bolinhas, ossos; Sinais: Êmese; Hipo/anorexia; Desconforto abdominal; Diagnóstico: Ultrassonografia; Radiografia; Endoscopia; Corpo estranho linear: Pode ocorrer intussuscepção; Pode ocorrer perfuração – peritonite; ___________________________________ SISTEMA ENDÓCRINO: Glândulas adrenais – HIPERADRENOCORTICISMO: Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal normal: Hipotálamo libera CRH Estimula secreção de ACTH na hipófise ACTH estimula a síntese a secreção de cortisol no córtex. Feedback negativo: Cortisol inibe a liberação de CRH e ACTH. Síndrome de Cushing 03 tipos: Hiperadreno hipófise-dependente 80 –85% dos casos –tumores hipofisários Secreção excessiva de ACTH pela hipófise Hiperplasia adrenal Ausência de feedback negativo Secreção excessiva de ACTH persiste Hiperadreno adrenal-dependente 15 –20% -tumores adrenocorticais Tumores secretam cortisol de maneira aleatória Suprime concentrações de CRH e ACTH Atrofia do córtex da adrenal não acometida Hiperadreno iatrogênico Administração excessiva de glicocorticoides exógenos Suprime a função adrenocortical Suprime concentrações de CRH e ACTH Atrofia adrenal bilateral Histórico: Animais de meia idade (6 – 10 anos); Mais comum em fêmeas; Poodle, pastor alemão, dachshund, terriers, beagle, labrador e pastor australiano; Sinais: Poliuria e polidipsia: Produção excessiva de urina (50ml/kg/dia) Ingestão de agua acima de 60ml/kg/dia Aumento da taxa glomerular Inibição do hormônio antidiurético (ADH) Polifagia: Somente em cães Abdômen pendular: Acúmulo de tecido adiposo Redistribuição omento e peritônio Atrofia e astenia dos músculos abdominais Catabolismo proteico Hepatomegalia: Acúmulo de glicogênio nos hepatócitos Estenose hepática, edema e vacuolozação hepatocelular Dispneia / taquipneia: Intensa fadiga e dispneia; Redução do volume torácico – acumulo de gordura; Aumento da pressão abdominal; Fraqueza dos músculos respiratórios; Tromboembolismo pulmonar. Alterações cutâneas: Diminuição da síntese de colágeno Suprime mitose folicular e a fase de anágeno Supressão imunopática local Alopecia simétrica e bilateral Rarefação pilosa Disqueratinização Atrofia cutânea Estriações Comedos Hematomas Piodermite Calcinose cutânea Deposição de sais minerais Diagnóstico inicial: Hemograma Leucocitose neutrofílica Linfopenia, eosinopenia Trombocitose Urinálise: Densidade :inicio – destruição das camadas fasciculada e reticular; Meses para desenvolver alterações de aldosterona; Secundário: Diminuição da produção/secreção do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) = déficit na produção de glicocorticoides Neoplasias, processos inflamatórios ou infecciosos. Sinais: Intermitentes Êmese e Diarreia Perda de peso Letargia e Depressão PU/PD Bradicardia Hipotermia Pulso femoral fraco Choque Diagnóstico inicial: Eletrocardiograma: Arritmias graves –hiperpotassemia Ultrassonografia: Visualizar adrenais Hemograma: Anemia normocítica normocrômica Desidratação Bioquímicos: Hipoglicemia Hipoalbuminemia Aumento de enzimas hepáticas Azotemia Urinálise: *Densidade urinária baixa Diagnóstico definitivo: Testes hormonais: Estimulação com ACTH 250 μg/animal ACTH sintético Cortisol antes e 1 hr após aplicação Tratamento choque: Corrigir hipovolemia e hiperpotassemia NaCl0,9% -não contem potássio Corrigir hipoglicemia Suplementação com glicocorticoide Dexametasona IV 0,1 –5mg/kg BID ou SID Tratamento manutenção: Animais devem estar sem êmese, diarreia, fraqueza e depressão. Primário: Prednisona Acetato de fludrocortisona Mineralocorticoide Secundário: Prednisona ________________________________ Tireóide – Hormônios da tireoide: Iodo absorvido no intestino = iodeto = transporte para o tireoide Tireoperoxidase = oxida o iodeto = reage com resíduos da tirosina Formam monoiodotirosina (MIT) e a diiodotirosina (DIT) Junção de 2 DIT = hormônio T4 Junção de 1 DIT e 1 MIT = hormônio T3 Tireoglobulina é armazenada no interior do folículo. Estoque extracelular = manutenção das taxas hormonais no sangue. TSH –hormônio estimulante da tireoide Regula a atividade da tireoide e secreção hormonal. Ocorre feedback negativo realizado por hormônios tireoidianos TRH –hormônio liberador da tireotropina hipotalâmica Redução dos hormônios livres estimula a hipófise a produzis TSH Excesso dos hormônios reduz a secreção de TSH Responsáveis pela regulação do metabolismo: Termogênicos Regulam diferenciação e metabolismo de lipídios –catabolismo Estimulam o anabolismo de proteínas em dietas adequadas Estimulam o catabolismo proteico quando não há fonte de energia. Regulam metabolismo de carboidratos – efeito hiperglicemiante Síntese de vitaminas e minerais Efeitos cronotrópicos e inotrópicos no coração Atuam no centro respiratório e eritropoese Formação ou reabsorção óssea. Em filhotes estimulam o desenvolvimento do sistema nervoso. ____________________ HIPOTIREOIDISMO CANINO: Histórico e sinais: Cães de meia idade; Doberman, Golden, Labrador, Cocker, Schanauzer, Boxer, Beagle, Dogue alemão. Sinais dermatológicos: Alopecia não pruriginosa Tronco Ponta de rabo Piodermite e seborreia Pelos opacos com crescimento lento Hiperpigmentação Otite externa crônica Mixedema: Acumulo de mucopolissacarídeos na derme com retenção de liquido Sinais neuromusculares: Fraqueza Intolerância ao exercício Desorientação Paralisia de nervo facial Ataxia Postura plantígrada/palmígrada Sinais metabólicos: Letargia. Inatividade; Ganho de peso; Intolerância ao frio; Embotamento mental; Sinais cardiológicos: Bradicardia Aumento do tamanho ventricular Decréscimo dos efeitos cronotrópicos do miocárdio Diminuição do debito cardíaco Arritmias -bloqueio atrioventricular de primeiro grau; fibrilação atrial Alterações oftálmicas: Lipidose corneal Ulcera de córnea Uveíte anterior Glaucoma secundário Deslocamento de retina Diagnóstico: Hemograma: Anemia normocítica normocrômica arregenerativa Bioquímico: Colesterol: hipercolesterolemia LDL: hiperlipidemia Triglicerídeos: hipertrigliceremia Diagnóstico por imagem: Ultrassonografia: Normal: fusiforme, triangular a oval, ecogenicidade homogênea Hipo: redução de tamanho, hipoecoicos com áreas hiperecogênicas Diagnóstico hormonal: Concentração sérica de T4 total: Triagem Normal = exclusão de hipotireoidismo Corticoides e anticonvulsivantes abaixam os valores de T4 Radioimunoensaio Método de ELISA Concentração sérica de T4 livre – 0.01%: Concentração normal exclui hipotireoidismo Radioimunoensaio Dialise –separar T4 livre das proteínas plasmáticas Não sofre interferências Exame caro e difícil acesso Concentração sérica de TSH: Não deve ser usada isoladamente –sérica de T4 Baixa sensibilidade e baixa especificidade TSH é liberado de forma pulsátil Uso de sulfas aumenta a concentração Concentração sérica de T3 total: Não é indicativo e é pouco utilizado; Teste de estimulação por TRH: Diferencial hipotireoidismo primário do secundário; Dificuldade de conseguir TRH. Teste de estimulação por TSH: Alto custo Dosagem basal de T4total Aplicação de 0,1U/kg TSH bovino IV Coleta de T4total após 6 hrs Pacientes doentes tem a segunda dosagemdosagem de T4, função renal. Aumentar 2,5 mg Reavaliar a cada 2 semanas. Dose máxima 7mg/dia Tratamento – IODO RADIOATIVO: Lobo ectópico e carcinoma da tireoide Tratamento de escolha Não pode ser usado em IR Salas especiais para aplicação -Perigoso para humanos Monitorar T4 e creatinina 1 vez no mês Pode ser utilizado uma segunda aplicação –3 meses Tratamento – TIREOIDECTOMIA: Não indicada em acometimento renal ou cardiovascular Terapia definitiva Níveis de T4 devem estar normais Pode ocorrer hipocalcemia pós cirúrgica PÂNCREÁTICO: – ENDÓcrino: Ilhotas de Largerhans: Células Alfa (A) –Glucagon Células Beta (B) –Insulina Células Delta (D) –Somatostatina Células G – Gastrina Células PP –polipeptídeo pancreático DIABETES MELLITUS EM GATOS: Doença multifatorial Diminuição da secreção de insulina Aumento do fator de resistência insulínica. Combinação de fatores Obesidade, dieta, fármacos Doenças imunomediadas, amiloidose, pancreatite crônica Obesidade: Adiponectina –anti-inflamatória e sensibilidade a insulina Leptina –supressão de apetite, gasto de energia e modulação da sensibilidade a insulina Diminui a adiponectina e causa resistência a leptina Secretam citocinas pró-inflamatórias que levam a resistência insulínica Amiloidose é a causa mais comum Polipeptídio amiloide de ilhota (PPAI) ou amilina. PPAI é um produto secretório normal das células βe é cossecretado com a insulina. O depósito de amiloide está associado a perda significativa das células βou B das ilhotas. Fisiopatogênica: Alterações nas proteínas transportadoras de glicose (GRUT) Alterações na síntese e secreção de insulina nas células B Alterações nos receptores de insulina Hiperglicemia crônica = glicotoxicidade Redução da secreção da insulina Resistencia insulínica em tecidos Histórico e sinais: PU/PD Glicose acima de 300 mg/dl = glicosúria = diurese osmótica Perda de peso Glicose é fonte de energia Polifagia Insulina que controla a entrada de glicose no centro de saciedade Histórico e sinais: Letargia Ataxia Fraqueza de membros posteriores Postura plantígrada Ausência de grooming Pelame seco e sem brilho Diagnóstico: Hiperglicemia >300 mg/dl Transitória: induzida por estresse –não tem glicosúria Mensuração da frutosamina Exames laboratoriais Hemograma, função renal, função hepática, T4 Ultrassonografia Tratamento Insulina –resposta é imprevisível Origem bovina é semelhante a felina Preferencial: Insulina glargina ou humana recombinante 0,2 –0,5 U/kg BID Dieta: Alto teor de proteína e baixo teor de carboidratos Associar a exercícios físicos Monitoração: glicemia em jejum ou no horário de pico da insulina; Remissão: insulina pode ser suspensa por 4 semanas; Gatos tratados com glargina tem maior chance de remissão; 6 meses de tratamento; _________________ DIABETES MELLITUS EM CÃES: Perda das células B com hipoinsulinemia e redução do transporte de glicose associado a aceleração da gliconeogênese. Predisposição genética Insulite imunomediada Obesidade Fármacos/doenças antagônicos a insulina Hiperadreno, corticoides, progestógenos, IR, doenças cardíacas Deficiência da liberação de insulina pelas células β = redução na utilização tecidual de glicose, aminoácidos e ácidos graxos. Fígado = processos de glicogenólise e gliconeogêne = excesso de glicose no sangue Glicose da dieta = hiperglicemia = prejudica a secreção de insulina e a sensibilidade tecidual Glicose circulante é filtrada nos glomérulos renais = túbulos apresentam capacidade limitada de reabsorver = glicemia acima de valores de 180 a 220 mg/dℓ = glicosúria Glicosúria = diurese osmótica = impede a água de ser reabsorvida ao longo do néfron Histórico: Dieta: Guloseimas Alimentação rica em carboidratos e/ou gorduras Doenças prévias: Pancreatite, infecções, insuficiência cardíaca congestiva, Hiperadrenocorticismo, estro recente (2 meses), piometra Tratamentos anteriores: Glicocorticoides Progestógenos (anticoncepcionais) Sinais: Desidratação Catarata diabética PU/PD Polifagia Perda de peso Pelos secos e quebradiços Diagnóstico: Hiperglicemia em jejum persistente 250 e 450 mg/dℓ Cuidado com animais estressados Urinálise Glicosúria Infecções urinárias Cultura e antibiograma Diagnóstico: Hemograma: Policitemia Leucocitose Desvio a esquerda Neutrófilos degenerados ou tóxicos Bioquímicos: Triglicerídeos: aumento Colesterol: aumento Ureia: baixa Albumina: baixa Aumento de ALT, FA e ácidos biliares Tratamento: Insulinas de ação intermediária Após alimentação NPH : ação intermediária 360 mg/dℓ-0.5 U/Kg BID Mensurar glicemia de 2-2 hrs no primeiro dia. Deve estar em torno de 150 mg/dl após primeira aplicação e 270 mg/dl no momento da próxima aplicação Revisar 7 dias depois. Tratamento: Dieta com alto teor de fibras solúveis e 12% insolúveis e baixo teor de gordura (- 30%) Retardo do esvaziamento gástrico absorção de nutrientes Melhora controle glicêmico –retardam absorção de glicose intestinal Exercícios: Ajuda a eliminar a resistência insulínica Se possível sempre no mesmo horário Apenas para pacientes controlados Complicação crônica: Hipoglicemia: sobredose da insulina fraqueza; agitação; ataxia; cegueira; taquicardia; desmaios e coma Cataratas: metabolismo do cristalino é facilitado pela glicose Uveíte: proteínas da lente são expostas ao sistema imune local Hipertensão sistêmica: vasculopatiae aumento da resistência vascular periférica Nefropatia diabética: raro; hipertensão glomerular crônica e hiperperfusão renal. ___________________ DIABETES MELLITUS GESTACIONAL: Elevação de hormônios contrarreguladores da insulina Estresse fisiológico Resistencia a insulina (hormônio prolactina e progesterona) Supressão do transporte intracelular de glicose Redução na utilização da glicose Deficiência de energia intracelular Sinais: PU/PD Polifagia Perda de peso Pelos secos e quebradiços Distocia Exames: Hiperglicemia Aumento de ALT e FA Glicosuria Macrossomia fetal no US Sofrimento fetal Tratamento: Insulina NPH Hipoglicemiantes via oral Normalmente após o parto a hiperglicemia normaliza ____________________ CETOACIDOSE DIABÉTICA: Complicação mais grave da diabetes Emergência – alterações metabólicas = hiperglicemia + acidose metabólica + cetonemia +desidratação + perda de eletrólitos Letargia Anorexia Êmese Dor abdominal - pancreatite Desidratação Fraqueza Taquicardia e taquipneia Diagnóstico: Urinalise –glicosúria e cetonúria Hemograma –leucocitose Infecções ou pH Função renal -IRA Eletrólitos –Baixa de potássio, sódio, cloro e fosforo Gasometria –TCO2 Aplicar de hora em hora até atingir glicemia em torno de 250 mg/dl Aplicação na dose de 0,1 a 0,4 U/kg, a cada 4 a 6 h SC ou IM Insulina cristalina regular IV infusão continua 2,2 U/kg (cães) e 1,1 U/kg (gatos) em 250 ml de fisiológico Taxa de infusão varia de 0,05 a 0,1 U/kg/h 10 ml/kg/hr até chegar em 250mg/dℓ Após 5 ml/kg/hr Avaliar glicemia a cada hora Fluidoterapia: Potássio: Checar a cada 2 horas Fraqueza muscular, arritmias cardíacas, paralisia e letargia Valores normais ou baixos –suplementar potássio Valor deve ficar em >3,3 mEq/l para poder aplicar insulina Velocidade da infusão é de 0,5 mEq/kg/hr Caso seja impossível mensurar potássio a cada 2 horas e avaliar fluxo urinário: 5 mEqde potássio a cada 250 mℓde líquido Ampola -19,1% em 10 ml ou seja: 2,5 mEqpara cada 1 ml Monitorar glicemia de hora em hora Verificar hidratação e pulso a cada 2-4 hrs Mensurar concentrações de eletrólitos e de CO a cada 6 hrs Monitorar debito urinário, glicosúria e cetonuria a cada 2-4 hrs Monitorar peso, hematócrito e temperatura a cada 6-8 hrs Transição de insulinas: Paciente estável sem sinais de cetonuria, com apetite e melhora de estado mental começamos a mudar o tipo de insulina A insulina NHP leva em torno de 2-3 hrs para agir. Associar aplicação da regular com a NHP ___________________ PÂNCREAS – EXÓcrino: Secreção de enzimas digestivas, bicarbonato e fator intrinseco Secreção de amilase e lipase Fonte significativa de lipase Secreção ocorre pelo enchimento estomacal e pela presença de gordura e proteína no ID INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA: Secreção inadequada de enzimas pancreáticas Atrofia acinar–destruição imunomediada do pâncreas 90 % destruído = sintomas Histórico: Pastor alemão é mais comum Chow Chow; Cocker Inglês; West Highland White terrier Mais comum em fêmeas Cães jovens entre 2-5 anos Pode estar associada a pancreatite crônica em estágio final Sinais: Diarreia pastosa, volumosa e amarelada Alimentos não digeridos Caquexia Seborreia Borborigmos Polifagia ou Parorexia Coprofagia Diagnóstico: Hemograma: normalmente sem alteração Triglicérides e colesterol: abaixo do normal Coproparasitológico funcional: pesquisa de gordura, amido e fibras nas fezes Teste de digestão de filme Mensuração de concentração sérica de cobalamina NormalmenteDiagnóstico: Histórico de exposição à venenos, fármacos Aumento de enzimas hepáticas –10-100x Aumento de FA e bilirrubina Hipoglicemia e hipopotassemia Trombocitopenia e prolongamento de tempo de coagulações Tratar causa base: Paracetamol Uso de N-acetilcisteína150mg/kg em 200 ml de glicose 5% durante 15 minutos 50 mg/kg em 500 ml durante 4 horas 100 mg/kg em 1L durante 16 horas Fluidoterapia NaCl0,9 % com glicose e potássio Monitorar glicemia e eletrólitos a cada 2 hrs Hepatite infecciosa canina: Adenovírus canino tipo 1 (CAV-1) Virus não envelopado Se replicam no núcleo da célula Lesão celular em hepatócitos e endotélio vascular Transmissão: Eliminado na urina Contaminação oronasal 3 formas de manifestação: Hiperaguda: O animal é encontrado morto sem ter apresentado nenhum sintoma nas 3 ou 4 horas antes. Pode ser confundida até com envenenamento Aguda: Incubação de 2-5 dias e duração de 2-7 dias. Animal apresenta sinais variados. Branda: Modificação vacinal Sinais: Febre Anorexia Apatia Sede Secreção ocular serosa Ascite Depressão Icterícia Perda de apetite Linfadenopatia Tosse Êmese Petéquias ou sangramentos Mucosas pálidas Tonsilite-faringite Sinais de SNC: Decorrentes de encefalopatia hepática, hipoglicemia ou encefalite. Desorientação Estupor Coma Crises epilépticas. Sinal ocular –“olho azul da hepatite” Aparece 14-21 dias pós infecção Edema inflamatório da íris, no aparelho ciliar, na própria córnea e de abundante infiltrado inflamatório no ângulo de filtração. Opacidade corneal bilateral Desaparece espontaneamente Diagnóstico: Hemograma: Leucopenia –linfopenia e neutropenia Trombocitopenia Testes de coagulação: Tempo de coagulação aumentado Tempo de protrombina aumentado Urinálise: Presença de albumina Diagnóstico definitivo: PCR; Sorologia; Necropsia; Histopatológico; Imunofluorescência; Tratamento: Sintomático: Fluidoterapia Transfusões Antibiotico de amplo espectro Pomadas oftálmicas de atropina Antiémeticos Tratamento de Encefalopatia hepática Não usar corticoides Prevenção: Vacinas inativadas e atenuadas Vacinação anual é recomendada Anticorpos maternos interferem até 12 semanas de vida. Limpeza: Virus sobrevive por meses abaixo de 4° Sensível ao calor 56-60°por 5 minutos Sensível a desinfetantes quaternários à base de amônia Hepatite crônica: Apoptose ou necrose Hepatocelular Infiltrado invariável de células inflamatórias mononucleares ou mistas, regeneração e fibrose. Raças predispostas: Cocker Dálmata Labrador West Highlander Terrier Perda da massa hepática e perda da função Hipertensão portal – ascite + úlcera GI + encefalopatia hepática Maior que a pressão da veia cava Congestão esplênica – edema de parede intestinal Abertura de vasos não funcionais Aumento de volume dos hepatócitos Colestase e icterícia Desnutrição proteica Coagulopatias Sinais: Estágios terminais (75%) Intermitentes e inespecíficos Êmese, diarreia, PU/PD Ascite e icterícia Encefalopatia hepática = fase terminal Desnutrição proteico-calórica Diagnóstico: Histopatológico –diagnóstico definitivo: Bioquímicos: Aumento de enzimas hepatocelulares de AST e ALT Aumento de enzimas colestáticas como FA e GGT Aumento de ácidos biliares e bilirrubinas Baixas concentrações de ureia e albumina Doença terminal = enzimas estão normais Ausência de tecido hepático Diagnóstico ultrassonográfico: Fígado pequeno e hiperecóico; Hiperplasias nodulares; Ascite; Tratamento: Tratar causa base Dieta: Proteína de alta digestibilidade e qualidade –fonte láctea ou vegetal Pequenas quantidades várias vezes ao dia. Queijo cottage Antioxidantes: Ursacol: ácido biliar hidrofílico Torna a bile menos tóxica para os hepatócitos Vitamina E: 400 UI/dia para 30 kg VO Cães menores fazer a proporção SAMe: Sinergismo com ursacol e vit. E 20 mg/kg SID VO Uso em jejum Silimarina: Inibem a peroxidação lipídica Antibióticos: Casos de infeccões: Leptospira. Bortonella. Encefalopatia hepática: Reduzir absorção intestinal de toxinas Ampicilina ou amoxicilina Lactulose– acidifica o conteúdo do cólon Reduz absorção da amônia Espironolactona –se necessário associar furosemida Monitorar eletrólitos diariamente Susceptíveis a ulcerações GI –congestão esplênica Evitar uso de corticoides ou AINES Evitar jejum prolongado Com sangramento –utilizar omeprazol Não utilizar cimetidina Usar ranitidina ou famotidina Colangite e colecistite: Colangite: Mais comum em gatos Inflamação do trato biliar; Neutrofílica, linfocítica e crônica Associado com pancreatite e/ou doença inflamatória intestinal Colecistite; Inflamação da vesícula biliar Colangite e colecistite - NEUTROFÍLICA: Infecção bacteriana ascendente do intestino delgado E.coli, Streptococcusspp, Enterococcusspp... Pode ocorrer colecistite ou abcessos hepáticos associados Normalmente associado a enterite e/ou pancreatite (Triadefelina) Infiltração neutrofílicano lúmen do ducto + infiltrados de neutrófilos na parede do ducto Edema com neutrófilos em áreas portais. Casos crônicos: Infiltrados inflamatórios com neutrófilos, linfócitos e plasmócitos Sinais: Estase biliar; Letargia; Febre; Icterícia; Êmese; Diarreia; Desidratação; Sepse; Diagnóstico: Hemograma: Aumento de neutrófilos segmentados e bastonetes Bioquímico: Aumento de ALT e bilirrubina total Ultrassom: Fígado hiperecoico, dilatação das veias biliares, Citologia Infiltração neutrofílicaao redor e dentro dos ductos Cultura e antibiograma Bile. Colhidas com cuidado –ruptura da vesícula Tratamento: Antibiótico baseado em cultura e antibiograma 4 –6 semanas Escolha inicial: amoxicilina 15-20 mg/kg TID. Alimentação rica em proteína Evitar lipidosehepática Suporte: Fluidoterapia Antieméticos Colangite e colecistite - LINFOCÍTICA: Linfocítica: Crônica de progressão lenta Células inflamatórias em ductos biliares Infiltrações de pequenos linfócitos nas áreas portais Predominantes os linfócitos T Etiologia desconhecida Histórico intermitente de sinais Sinais: Icterícia; Perda de peso; Anorexia; Letargia; Ascite proteica; Diagnóstico: Ultrassom Dilatação dos ductos biliares Lama biliar Dilatação da vesícula biliar Bioquímico: Aumento leve de enzimas hepáticas Biopsia: Coletar de vários locais Uso de vit.k3 dias para evitar sangramentos. 0.5 mg/kg SC ou IM BID Tratamento: Corticoide –Prednisolona? Ursacol: Efeito anti-inflamatório e antioxidante Redução de ácido biliares tóxicos. 15mg/kg SID SAMe–20 mg/kg SID em jejum VitE –100 UI por dia Alimentação com alta digestibilidade sem restrição proteica Evitar lipidosehepática Colangite e colecistite CRÔNICA: Infestação de trematódeos hepáticos Platynosomumfastosum Ingestão de lagartos Intestino –ductos biliares –fígado 8-10 semanas Gravidade depende da carga parasitária Ocorre: Inflamação peribiliare fibrose hepática Pode ocorrer obstrução Sinais: Icterícia Anorexia Depressão Perda de peso Letargia Diarreia Êmese Hepatomegalia Ascite Diagnóstico: Achado de ovos nas fezes ou bile Aumento de enzimas hepáticas ALT e AST aumentadas Bilirrubinas aumentadas FA pouco aumentada Ultrassonografia: Dilatação dos ductos biliares Tratamento: Praziquantel 20 mg/kg 3 dias Protetores hepáticos e antioxidantes Prognósticoruim em cargas parasitárias grandes _________________________________