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Resumo Pos Cranio

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Jean Carlos

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ESQUELETO PÓS-CRANIANO 
 
 Kevillyn Naiara, Jean Carlos e Arthur Vinicius 
 
O O esqueleto pós-craniano inclui as 
vértebras, que possuem diversas 
estruturas com funções específicas: 
• Arco vertebral (ou neural): protege a 
medula espinhal. 
• Forames intervertebrais: passagem para 
nervos. 
• Arco hemático: presente na região 
caudal, protege a artéria e veia caudal. 
• Espinhas neurais e hemáticas: projeções 
que aumentam a área para a fixação 
muscular. 
• Corpo vertebral: estrutura central da 
vértebra. 
• Zigapófises: processos que se encaixam 
entre vértebras adjacentes, limitando 
torções e estabilizando a coluna. 
• Processos transversos: podem se 
originar do corpo vertebral, do arco 
neural ou de ambos, servindo para a 
fixação de costelas e músculos. 
• Costelas desempenham diversas funções 
nos vertebrados: 
- Protegem as paredes corporais e as 
vísceras. 
- Servem como pontos de inserção para 
músculos do tronco e da cauda. 
- Foram importantes na transição para 
a vida terrestre, ajudando a proteger os 
pulmões contra o peso corporal e 
auxiliando na respiração. 
 • Esterno: 
- Está presente na maioria dos 
vertebrados, mas ausente em quelônios 
(tartarugas) e serpentes. 
- É altamente especializado em aves, 
onde se adapta para a fixação dos 
músculos do voo. 
Tipos de Vértebras 
As vértebras anficélicas possuem ambas 
as extremidades côncavas e são 
encontradas em muitos peixes e nos 
primeiros tetrápodes. 
- Discos intervertebrais compostos por 
tecido conjuntivo, cartilagem ou 
derivados da notocorda. 
- A notocorda pode atravessar o centro 
vertebral. 
- Adaptadas para resistir a forças de 
compressão, proporcionando suporte 
estrutural e flexibilidade. 
As vértebras acélicas não possuem 
cavidades nas extremidades e 
apresentam discos intervertebrais entre 
elas. 
- Estrutura robusta, sem cavidades 
côncavas. 
- Presença de discos intervertebrais que 
auxiliam na absorção de impacto. 
- Apófises ajudam na sustentação e 
estabilização da coluna. 
- Encontradas nas vértebras do tronco 
de alguns Reptilomorpha, além de aves e 
mamíferos. 
As vértebras heterocélicas possuem 
extremidades em forma de sela, 
permitindo grande mobilidade. 
- Encontradas nas vértebras cervicais de 
aves. 
- Permitem ampla movimentação lateral 
e vertical do pescoço. 
- Estrutura que reduz a torção excessiva, 
protegendo a medula espinhal. 
- Essencial para a flexibilidade do 
pescoço das aves, auxiliando na visão e 
na alimentação. 
Evolução do Esqueleto Axial 
A estrutura, ossificação e regionalização 
do esqueleto axial evoluíram de acordo 
com o meio em que os vertebrados se 
locomovem. 
• Peixes 
- A coluna vertebral tem um papel menor 
na sustentação do corpo em relação à 
gravidade, pois a flutuabilidade do meio 
aquático reduz a necessidade de um 
suporte rígido. A principal força atuante 
sobre a coluna é a compressão, já que o 
corpo dos peixes se move por ondulações 
laterais. 
- Feiticeiras e lampreias: a notocorda 
persiste ao longo da vida, sem uma 
coluna vertebral ossificada. 
Regionalização da coluna: 
- Vértebras do tronco: apresentam pouca 
diferenciação, sendo a primeira 
levemente modificada. 
- Vértebras caudais: responsáveis pelo 
movimento ondulatório, contendo arco 
hemático, que protege vasos sanguíneos. 
- Últimas vértebras: modificadas para 
dar suporte à cauda, otimizando a 
propulsão na água. 
• Tetrapoda basais e anfíbios 
Com a transição para o ambiente 
terrestre, houve um aumento da rigidez 
da coluna vertebral e o desenvolvimento 
de elementos estruturais para suportar o 
peso do corpo fora da água. Isso 
permitiu melhor sustentação e 
resistência a forças como torção e 
compressão, além de adaptações para a 
locomoção terrestre. 
- Maior rigidez da coluna, reduzindo a 
flexibilidade excessiva presente nos peixes. 
- Separação da cabeça do tronco, com 
diferenciação das vértebras cervicais 
para maior mobilidade. 
Regionalização da coluna: 
- Vértebra cervical (Atlas): única e pouco 
diferenciada, permitindo apenas 
movimentos limitados da cabeça. 
- Vértebras do tronco: sustentam o corpo 
e possibilitam a movimentação. 
- Vértebra sacral + costelas 
sacrais: conecta a coluna à cintura 
pélvica, ajudando na locomoção 
terrestre. 
- Vértebras caudais: variam conforme o 
grupo, influenciando equilíbrio e 
locomoção. 
• Répteis 
Os répteis apresentam uma 
maior regionalização da coluna 
vertebral, conferindo maior mobilidade e 
suporte estrutural para a vida terrestre. 
- Aumento do número de vértebras 
cervicais, permitindo maior flexibilidade 
do pescoço. 
- Surgimento do Axis, a segunda vértebra 
cervical, que junto com o Atlas possibilita 
maior amplitude de movimentos da 
cabeça. 
- Duas vértebras sacrais, melhorando a 
fixação da coluna à cintura pélvica e 
proporcionando mais estabilidade na 
locomoção terrestre. 
- Vértebras caudais e autotomia, com 
algumas espécies apresentando 
capacidade de perder parte da cauda 
como mecanismo de defesa. 
- Costelas auxiliam na ventilação 
pulmonar, permitindo uma respiração 
mais eficiente do que nos anfíbios. 
- Presença da gastrália, um conjunto de 
ossos dérmicos no ventre, que auxilia na 
proteção e no suporte do corpo. 
• Therapsida 
- Diferenciação entre vértebras torácicas 
e lombares, aumentando a 
regionalização da coluna. 
- Ondulação da coluna, um movimento 
característico que auxiliava na 
locomoção, semelhante ao que ocorre em 
alguns mamíferos modernos, como 
felinos e mustelídeos. 
 
Evolução do Esqueleto Apendicular 
• Condrichthyes primitivos 
- Nadadeiras raiadas, sustentadas por 
pterigióforos radiais. 
- Os pterigióforos radiais eram 
ossos/cartilagens que davam suporte 
interno às nadadeiras. 
- Esses elementos estavam diretamente 
conectados às cinturas (peitoral e 
pélvica), sem a presença de um esqueleto 
intermediário longo, como ocorre em 
vertebrados terrestres. 
• Condricthyes atuais 
- Nadadeiras peitorais alargadas, 
cobrindo grande parte do corpo. 
- Essas nadadeiras estão presas da 
cabeça até a metade do tronco, 
proporcionando maior sustentação e 
estabilidade no fundo do mar. 
- Locomoção primária ocorre por 
ondulações das nadadeiras peitorais, ao 
invés das ondulações do esqueleto axial, 
como nos tubarões. 
• Actinopterygii 
- Nadadeiras tribásicas com base muito 
fina, oferecendo flexibilidade e controle 
nos movimentos. 
- Suporte por lepidotríquias, estruturas 
ósseas ou cartilaginosas que sustentam as 
nadadeiras e auxiliam na propulsão. 
- Escápula e coracóide ossificados, 
formando parte do suporte esquelético 
da cintura peitoral. 
- Cleitro ossificado, compondo a maior 
parte da porção dérmica da cintura 
peitoral, fundamental para a fixação 
muscular e sustentação das nadadeiras. 
- Clavícula presente apenas em espécies 
primitivas, enquanto alguns outros 
elementos ósseos surgem ao redor do 
cleitro em certos grupos. 
• Sarcopterygii 
- Nadadeiras monobásicas: Possuem um 
único pterigióforo basal. 
- Formas primitivas e Neoceratodus: 
apresentam nadadeira bisserial, 
caracterizada pelo desenvolvimento do 
pterigióforo basal e presença de 
pterigióforos radiais em ambos os lados. 
- Formas atuais: Elementos muito 
reduzidos, mantendo apenas vestígios da 
estrutura ancestral. 
• Celacantos e Peixes Coanados Basais 
- Nadadeira monobásica semelhante aos 
apêndices dos tetrápodes: 
- 1 único elemento basal (homólogo ao 
úmero ou fêmur). 
- 2 elementos homólogos a rádio/ulna e 
tíbia/fíbula. 
- Presença de interclavícula, estrutura 
importante na sustentação da cintura 
peitoral. 
- Cintura pélvica apresenta extensões 
púbica, ilíaca e isquiática, porém não se 
une ao esqueleto axial, diferentemente 
dos tetrápodes. 
• Tetrapoda 
- Cintura escapular apresenta a fossa 
glenóide, permitindo a articulação com o 
úmero (presente desde os peixes 
coanados). 
- Cintura pélvica adaptada para 
sustentação do corpo fora d'água, 
composta por: 
* Ílio: Conecta-se ao esqueleto axial(costela e vértebra sacral) e serve de 
ponto de fixação para músculos caudais. 
* Ísquio: Localizado posteriormente. 
* Púbis: Localizado anteriormente. 
- Sínfise púbica: União das estruturas do 
púbis e ísquio esquerdo e direito. 
- Acetábulo: Estrutura onde se encaixa a 
cabeça do fêmur, permitindo a 
articulação do membro posterior. 
Divisão do esqueleto apendicular dos 
tetrápodes: 
- Estilopódio: Úmero (membro anterior) e 
fêmur (membro posterior). 
- Zeugopódio: Rádio e ulna no membro 
anterior; tíbia e fíbula no membro 
posterior. 
- Autopódio: Carpos/metacarpos e 
tarsos/metatarsos, além das falanges. 
Essa regionalização permitiu a 
adaptação a diferentes tipos de 
locomoção nos vertebrados terrestres. 
Modificações do Esqueleto Axial e 
Apendicular em Testudines 
- Coluna vertebral fundida à carapaça, 
formando uma estrutura rígida. 
- Cintura escapular dentro da carapaça, 
um arranjo único entre vertebrados. 
- Casco formado pela fusão de costelas e 
vértebras: 
* Plastrão: Parte ventral. 
* Carapaça: Parte dorsal. 
Essas modificações proporcionam 
proteção e adaptação a diferentes 
ambientes (aquático ou terrestre).

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