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1.3 Pirâmide de Kelsen:
A Pirâmide de Kelsen, também conhecida como hierarquia das normas jurídicas,
organiza as normas de um sistema jurídico em diferentes níveis, de acordo com
sua importância e função. 
O objetivo desse modelo é demonstrar a estrutura de um ordenamento jurídico
coerente e hierarquizado, onde normas de menor hierarquia devem obediência
às normas de nível superior.
Estrutura da Pirâmide de Kelsen:
1. NORMAS CONSTITUCIONAIS:
1.1 Constituição Federal e Emendas Constitucionais:
No topo da pirâmide está a Constituição e todas as suas emendas, tornando-a,
assim, fundamento de validade de todas as outras normas do sistema.
Dessa forma, nenhuma outra norma pode negar ou ser contrária a algo imposto
pela Constituição Federal.
Entre as normas constitucionais temos:
Normas constitucionais originárias: São aquelas elaboradas pelo Poder
Constituinte Originário (é o poder que desenvolve uma nova constituição).
Tais normas estão na Constituição da República Federativa do Brasil desde
sua promulgação em 1988.
Normas constitucionais derivadas: São as emendas da constituição, aquelas
que foram adicionadas à Constituição Federal posteriormente à sua
promulgação pelo Poder Constituinte Derivado (poder que altera a
Constituição).
1.2 Tratados e Convenções Internacionais de Direitos Humanos
com Status Constitucional:
Os que tratam sobre os temas de direitos humanos, nos quais o Brasil é
signatário e são aprovados por meio de um rito especial (deve ser aprovado
segundo o Art. 5º, §3º da CF) como se fossem emendas constitucionais,
tornando-se hierarquicamente igual à Constituição Federal e suas demais
emendas.
2. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS:
As normas infraconstitucionais são leis, regulamentos e outras normas que estão
hierarquicamente abaixo da Constituição Federal.
Leis Complementares:
Lei Ordinária:
São normas jurídicas de caráter geral que regulam matérias de competência
do Poder Legislativo, sendo o tipo mais comum no ordenamento jurídico.
Ex.: Regula matérias específicas que a CF/88 reserva a esse tipo de lei,
como criação de Ministérios, organização do Judiciário, etc.
Ex.: Regula matérias que não são reservadas à lei complementar ou à
Constituição, como direito civil, comercial, penal, processual, entre outros.
As Leis Complementares são normas previstas pela CF/88 que têm a função
de complementar, detalhar e regulamentar dispositivos constitucionais que
não podem ser tratados por leis ordinárias.
Leis Delegadas:
As Leis Delegadas são normas jurídicas elaboradas pelo Presidente da
República com autorização expressa do Congresso Nacional. 
Ex.: O Presidente da República pode elaborar leis sobre determinadas
matérias, mediante delegação expressa do Congresso Nacional.
Medidas Provisórias:
As Medidas Provisórias são atos normativos com força de lei, editados pelo
Presidente da República em situações de urgência e relevância.
Ex.: Após a sua publicação, uma MP entra em vigor imediatamente. Porém,
para continuar produzindo efeitos, ela deve ser aprovada pelo Congresso.
Decretos Legislativos:
Os Decretos Legislativos são atos normativos aprovados pelo Congresso
Nacional que têm a função de regulamentar situações específicas.
Ex.: Ato normativo do Congresso que trata de matérias exclusivas do
Legislativo.
Resoluções:
São atos normativos internos editados pelo Poder Legislativo ou por outros
órgãos públicos para regulamentar matérias de sua competência exclusiva ou
para disciplinar o funcionamento interno e procedimentos de suas atividades.

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