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apostila anatomia do sistema locomotor

Roteiro de aula prática de Anatomia do sistema locomotor de animais domésticos (Profa. Emanuelle Karine Frota Batista). Inclui termos de posição e planos de secção, osteologia (classificação e funções dos ossos), artrologia, miologia e atividade para pintar e nomear planos.

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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Roteiro de aula prática de Anatomia do sistema locomotor 
de animais domésticos 
 
 
Profa. Emanuelle Karine Frota Batista 
2 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
Termos de posição e Planos de secção do corpo dos animais domésticos ........................ p. 03 
 
Aparelho locomotor – Osteologia.......................................................................................... p. 07 
 
Aparelho locomotor – Artrologia............................................................................................p. 48 
 
Aparelho locomotor – Miologia...............................................................................................p. 58 
- 3 - 
 
 
 
 
Termos de posição e Planos de secção do corpo 
dos animais domésticos 
 
Posição Anatômica 
 
 
Para evitar divergências na descrição do corpo dos animais, foi 
estabelecido uma oposição de descrição anatômica para os quadrúpedes que 
determina: 
O animal está de pé, com os quatro membros estendidos e apoiados no 
solo, o pescoço está encurvado para cima, formando um ângulo de cerca de 145º 
com o dorso, a cabeça se mantém mais ou menos ereta num plano horizontal de 
modo que as narinas estejam voltadas para à frente. E os olhos voltados para o 
horizonte. 
 
 
 
- 4 - 
 
 
 
Planos e eixos do corpo dos animais domésticos 
 
 
Na descrição anatômica do corpo dos animais, são delimitados seis planos 
tangentes à superfície corporal. 
 
1. DOIS PLANOS HORIZONTAIS: 
Um tangente ao dorso: Plano Dorsal. 
Um tangente ao ventre: Plano Ventral. 
Todos os planos paralelos a estes dois e que cortam o corpo dos animas são 
chamados de planos frontais. 
 
2. QUATRO PLANOS VERTICAIS: 
Dois tangente a um dos lados dos animais: Plano laterais Direito e Esquerdo. 
Todos os planos paralelos a estes dois e que cortam o corpo dos animais são 
denominados de Planos Sagitais ou Paramedianos. 
O Plano Sagital Mediano passa pelo meio do animal, dividindo-o em metades ou 
ANTÍMEROS direito e esquerdo. 
Um plano tangente à cabeça: PLANO CRANIAL; e um tangente à cauda: 
PLANO CAUDAL. 
Todos os planos paralelos a estes dois e que cortam o corpo dos animais são 
denominados PLANOS TRANSVERSAIS. 
 
➢ Eixos: 
 
 
Linhas imaginarias ou eixos que atravessam o corpo dos animais. 
✓ Eixo Sagital: No sentido vertical unindo o centro do Plano Dorsal 
ao do Ventral. 
✓ Eixo Longitudinal: No sentido horizontal unindo o centro do Plano 
Cranial ao Caudal. 
✓ Eixo Látero-lateral ou Transversal: No sentido horizontal unindo 
os centros dos Planos Laterais Direito e Esquerdo. 
- 5 - 
 
 
 
 
6 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
Pinte e denomine os Planos de Construção a seguir e Assinale os termos 
de posição indicados na figura pelas setas 
 
 
 
7 
 
APARELHO LOCOMOTOR - OSTEOLOGIA 
 
Osteologia é o estudo dos ossos; inclui o estudo das formações 
intimamente relacionadas ou ligadas com os ossos e com eles formando 
um todo: o esqueleto, que é o conjunto de ossos, cartilagens e ligamentos 
que se interligam para formar o arcabouço do corpo dos animais 
domésticos e desempenham várias funções. 
Algumas funções do esqueleto: 
 
 
o Proteção – órgãos delicados como o coração, S.N.C. etc. 
o Armazenamento de íons – Ca e P. 
o Sistema de alavancas movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento. 
o Local de produção de certas células do sangue 
 
➢ Divisão do esqueleto 
 
 
Divide-se em 3 partes: 
 
 
o ESQUELETO AXIAL: Coluna vertebral, costelas, esterno e crânio. 
o ESQUELETO APENDICULAR: Ossos dos membros. 
o ESQUELETO ESPLÂNCNICO OU VISCERAL: Ossos do pênis do cão e ossos 
do coração no boi e carneiro e hióide das aves. 
A união entre os esqueletos axial e apendicular é feita por meio cinturas. 
A cintura escapular une o membro torácico ao tronco e a cintura pelvina une o 
membro pelvino ao tronco. 
 
➢ Classificação dos ossos: 
 
 
De acordo com a morfologia e função: 
✓ LONGO OU TUBULAR: ossos longos de forma cilíndrica, com 
comprimento maior que a largura e a espessura, e extremidades alargadas. 
Ex.: Fêmur, tíbia, metatarso, úmero. 
Função: servir de alavanca para locomoção, elementos de sustentação. 
Um osso longo apresenta duas extremidades – epífises, e um corpo, a diáfise. 
Esta possui no seu interior uma cavidade – o canal medular – que aloja a 
8 
 
 
medula óssea. 
 
 
✓ LAMINAR OU PLANO: comprimento e a largura equivalentes e 
muito maiores que a espessura, expandidos em duas direções. Função: proteção 
dos órgão que cobrem e inserção dos músculos pela grande área de superfície. 
 
✓ CURTO: comprimento, largura e espessura quase iguais. Exemplo: 
Ossos do tarso, carpo e sesamóides, etc. Função: proteção contra choques; 
diminuir a fricção ou mudança de direção dos tendões ou aumentar a força de 
alavanca para os músculos e tendões. 
 
✓ IRREGULARES: conformações irregulares. Exemplo: vértebras e 
ossos da base do crânio. 
 
➢ Estrutura dos ossos: 
 
 
Constam principalmente de tecido ósseo, uma membrana que os 
envolvem o periósteo, a medula óssea e os vasos e nervos. Os ossos 
apresentam uma bainha externa, a substância compacta, que é densa, e 
dentro desta se encontra a substância esponjosa, menos densa, logo após, tem-
se a medula óssea. 
Esta ocupa os interstícios dos ossos esponjosos, e a cavidade medular 
dos ossos longos. Quanto à função e estrutura há três tipos de medula óssea: 
nos animais jovens a medula se encarrega da produção de corpúsculos 
vermelhos do sangue e células brancas (granulócitos) e por se apresentar 
avermelhada é denominada de medula óssea vermelha ou rubra. Nos animais 
adultos as células hemopoéticas são substituídas por células adiposas e a 
medula passa a ser chamada de medula óssea amarela ou flava. Com o avançar 
da idade as células adiposas são alteradas tornando-se amarelo- róseo, com 
aparência de gelatina e é chamada de medula óssea gelatinosa. 
 
❖ Cartilagem Epifisial: 
 
 
Os ossos longos apresentam um corpo ou diáfise e duas extremidades 
9 
 
 
ou epífises. A porção de transição entre a epífise e a diáfise é denominada de 
metáfise e neste ponto se encontra a cartilagem epifisial que por 
desenvolvimento, multiplicação e substituição por tecido ósseo promove o 
crescimento dos ossos em comprimento e com avançar da idade a cartilagem 
desaparece e o osso deixa de crescer. 
10 
 
 
 
-8- 
 
ESTRUTURA DO OSSO LONGO 
Epífise proximal 
 
 
Epífise proximal 
 
Cartilagem 
Metafisária 
Epífise proximal 
 
Cartilagem 
Metafisária 
 
Metáfise 
 
 
 
 
 
 
 
Diáfise 
 
 
Canal medular 
Diáfise 
 
 
 
 
Metáfise 
 
 
 
 
 
Cartilagem 
Metafisária 
 
 
Epífise distal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 
ESQUELETO DO EQUINO 
 
 
 
 
 
vista lateral 
 
 
 
1 - crânio 
2 - face 
3 - mandíbula 
4 - vértebras cervicais 
5 - vértebras torácicas 
6 - vértebras lombares 
7 - vértebras sacrais 
(osso sacro) 
8 - vértebras caudais 
9 - escápula 
10 - úmero 
11 - esterno 
12 - ulna 
13 - rádio 
14 - ossos do carpo 
15 - ossos do metacarpo 
16 - falanges (proximal, 
média, distal) 
 
17 - costelas 
18 - ílio 
19 - ísquio 
20 - púbis 
21 - fêmur 
22 - patela 
23 - fíbula 
24 - tíbia 
25 - ossos do tarso 
26 - ossos do metatarso 
27 - falanges (proximal, média, distal) 
12 
 
 
Identifique ossos apontados a seguir no esqueleto do equino. 
Pinte cada osso de uma cor diferente. 
 
 
vista lateral 
 
 
1- 
2 - 
3 - 
4 - 
5 - 
6 - 
7 - 
8 - 
9 - 
10 - 
11 - 
12 - 
13 - 
14 - 
 
15 - 
16 - 
17 - 
18 - 
19 - 
20 - 
21 - 
22 - 
23 - 
24 - 
25 - 
26 - 
27 - 
-13 
 
 
Contornos e acidentes ósseos 
 
 
A superfície dos ossos apresenta áreas irregulares, com saliências e 
depressões. Os acidentes dos ossos servem, na maioria das vezes, como 
superfície de articulação com ossos vizinhos, como ponto de inserção de tendões 
e ligamentos ou ainda são impressões deixadas pelo contato próximo com outrosórgãos. 
As saliências articulares proeminentes são denominadas de côndilo, 
cabeça, capítulo, troclea ou dente. Saliências ósseas que se prestam a 
inserção de tendões ou ligamentos recebem diferentes denominações, tais como: 
túber, tubérculo, tuberosidade, maléolo, trocânter, processo e epicôndilo. 
As saliências lineares são denominadas de: linhas, crista, espinha e 
promontório. Freas lisas na superfície óssea, articulares ou não, são conhecidas 
como: Asa, ramo ou lâmina. Depressões, articulares ou não, são denominadas: 
cavidades, fossas, fossetas ou fóveas. Já as Fissuras, incisura, sulco, colo, 
arco e canal, são denominações que indicam os vários tipos de depressões não 
articulares encontradas nos ossos. Um buraco no osso é denominado forame e, 
geralmente, ele dá passagem a um vaso sangüíneo. 
 
➢ RELAÇÃO DOS OSSOS: 
 
 
o CRÂNIO: ossos - Occipital, interparietal, basiesfenóide, pré-esfenóide, 
pterigóide, temporal, parietal, frontal, etmóide, vômer; Nasal, concha nasal 
ventral, maxilar, lacrimal, incisivo, palatino, zigomático, mandíbula e hióide. 
o COLUNA VERTEBRAL: vértebras Cervicais, torácicas, lombares, 
sacrais, coccígeas, costelas, cartilagens costais e esterno. 
o CINCULO ESCAPULAR: Escápula, clavícula, coracóide (aves). 
o MEMBRO TORÁCICO: Úmero, rádio, ulna, ossos do carpo, metacarpo, 
falanges proximais, média, distal, ossos sesamóides. 
o CINTURA PÉLVICA: Íleo, ísquio, pube, sacro. 
o MEMBRO POSTERIOR OU PELVINO: Fêmur, tíbia, fíbula, ossos do 
tarso, metatarso, falanges proximal, média distal, sesamóides (patela) 
-14 
 
 
 
 
Cartilagem daescápula 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fossa supra-espinhal 
 
 
Tuberosidade da 
espinha da escápula 
 
Espinha da escápula 
 
 
 
Colo 
 
 
 
tubérculo supraglenóide 
fossa infra-espinhal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cavidade glenóide 
 
 
 
Cartilagem da 
escápula 
 
 
 
 
Face serrátil 
 
 
 
 
Fossa 
subescapular 
Face serrátil 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colo 
 
 
 
Cavidade glenóide tubérculo supraglenóide 
ESCÁPULA 
Vista 
Lateral 
Vista 
Medial 
-15 
 
 
 
 
 
Tubérculo 
Menor 
Tubérculo 
Maior 
 
 
 
 
 
 
Tuberosidade 
Deltóide 
 
Tuberosidade Redonda 
maior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tubérculo 
Maior 
 
Côndilo do Úmero 
 
 
Cabeça do Úmero 
 
 
 
 
Tuberosidade 
Deltóide 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Côndilo do 
úmero 
 
 
Fossa do Olécrano 
ÚMERO 
Vista 
Cranial 
Vista 
Lateral 
-16 
 
 
 
 
 
Tubérculo 
Maior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deltóide 
 
 
Cabeça do Úmero 
Colo 
 
 
 
 
 
 
Tuberosidade Redonda 
maior 
 
 
 
 
 
 
 
Fossa do Olécrano 
 
 
Tubérculo 
Menor 
 
 
Cabeça do Úmero 
 
 
 
Colo 
 
 
 
 
Tuberosidade Redonda 
maior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Côndilo do 
úmero 
ÚMERO 
Vista 
Medial 
Vista 
Caudal 
-17 
 
 
 
 
 
Tuberosidade do Olécrano 
 
 
 
Processo Ancône 
 
 
 
 
 
 
 
Tuberosidade 
do rádio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Corpo 
do Rádio 
RÁDIO e ULNA 
Espaço 
Corpo 
da Ulna 
Corpo 
do Rádio 
Vista 
Lateral 
Vista 
Cranial 
-18 
 
 
 
 
VISTA CRANIAL OU DORSAL 
 
 
 
extremidade distal do rádio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
osso carpo 
acessório 
 
 
 
 
 
osso carpo 
intermédio 
 
 
 
osso carpo 
radial 
 
 
 
 
 
 
 
II osso 
cárpico 
osso carpo 
ulnar 
 
 
 
 
 
 
 
IV osso 
cárpico 
 
 
 
III osso 
cárpico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
extremidade proximal dos 
ossos do metacarpo 
 
OSSOS DO CARPO 
-19 
 
Metacarpos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
III Osso 
Metacárpico 
III Osso 
Metacárpico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vista dorsal vista palmar 
 
III Osso 
Metacárpico 
 
II Osso 
Metacárpico 
 
IV Osso 
Metacárpico 
 
 
 
secção transversal proximal dos ossos metacárpicos 
OSSO METACARPO 
-20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
III Osso metacárpico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Falange proximal 
 
osso 
sesamóide 
proximal 
 
 
Falange média 
Processo extensório 
Falange distal 
Processo basilar 
Processo retrosal 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: O osso sesamóide distal (navicular) não pode ser visualizado. 
Ele localiza-se caudalmente entre a falange média e a falange distal 
OSSOS DOS DÍGITOS DOS MEMBROS 
TORÁCICO e PÉLVICO 
Vista 
Lateral 
-21 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osso Coxal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patela Fêmur 
 
 
 
 
 
Fíbula 
Fêmur Patela 
 
 
 
 
Tíbia 
 
 
 
Ossos do 
Tarso 
 
 
 
Metatarso 
 
 
 
Sesamóide 
Proximal 
 
Falanges 
 
 
vista lateral vista medial 
MEMBRO PÉLVICO 
-22 
OSSO COXAL 
 
 
 
 
 
 
Tuberosidade 
do coxal 
Tuberosidade 
Sacral 
Tuberosidade do 
coxal 
 
 
 
Osso Sacro 
Osso Íleo 
Face Lunata 
Fossa do 
Acetábulo 
Forame 
obturado 
Sínfise Pélvica Osso Ísquio 
Arco Isquiático 
Tuberosidade 
Isquiática 
Íleo 
Íleo 
Vista 
Ventral 
-23 
OSSO COXAL 
 
 
 
 
Tuberosidade 
Sacral 
 
 
 
Crista Ilíaca 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Asa do Ílio 
 
Tuberosidade do 
coxal 
 
 
 
 
 
 
Face Lunata 
 
 
 
 
Púbis 
Ísquio 
 
 
Tuberosidade 
Isquiática 
Vista 
Lateral 
-24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colo do fêmur 
 
Trocanter 
maior 
Trocanter 
maior 
 
 
 
 
 
Cabeça do 
Fêmur 
 
 
Cabeça do 
Fêmur 
 
 
Trocanter 
Menor Terceiro 
Trocanter 
 
 
 
Corpo 
do Fêmur 
 
Terceiro 
Trocanter 
 
 
 
 
Corpo 
do Fêmur 
 
 
 
 
 
 
 
Côndilo 
Medial 
 
 
 
 
Côndilo 
lateral 
 
Fossa 
Supracondilar 
 
Côndilo Medial 
 
 
 
 
 
Côndilo 
Medial 
Tróclea 
Côndilo 
lateral Tróclea 
 
 
 
Côndilo lateral 
 
 
 
 
FÊMUR 
Vista 
Cranial 
Vista 
Lateral 
-25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colo 
do Fêmur 
 
 
Trocanter Maior 
 
Cabeça do 
Fêmur 
 
 
 
Fóvea Fóvea 
 
 
Fossa Trocantérica 
 
 
Trocanter Menor 
 
 
 
 
 
 
 
Terceiro 
Trocanter 
Corpo 
do fêmur 
 
 
 
 
 
Fossa 
Supracondilar 
 
Corpo 
do Fêmur 
 
 
 
 
 
Côndilo lateral 
 
 
 
 
 
 
Fossa 
Intercondilar 
 
Côndilo Medial 
Tróclea 
 
 
 
 
FÊMUR 
Vista 
Caudal 
Vista 
Medial 
-26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patela 
Base 
Face Cranial 
Superfície 
articular 
Ângulo 
Lateral 
Superfície 
articular 
Ângulo Medial 
Ápice da Patela 
Ângulo 
Medial 
Vista 
Cranial 
Vista 
Caudal 
-27 
 
 
 
 
 
 
 
Côndilo 
Medial 
 
Eminência 
Intercondilar 
 
Eminência 
Intercondilar 
 
 
Tuberosidade da Tíbia 
 
Côndilo lateral 
 
 
 
 
Fíbula Fíbula 
 
Crista 
da tíbia 
Crista da tíbia 
 
 
 
 
 
 
 
Corpo da 
Tíbia 
 
 
 
Corpo da 
Tíbia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maléolo 
Medial 
 
Maléolo lateral 
 
 
Superfície Articular Distal 
 
TÍBIA e FÍBULA 
Vista 
Cranial 
Vista 
Lateral 
-28 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tuberosidade 
da Tíbia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eminência 
Intercondilar 
 
Eminência 
Intercondilar 
 
 
Côndilo 
Lateral 
 
 
Côndilo 
Medial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÍBIA e FÍBULA 
Vista 
Dorsal 
-29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
extremidade 
distal da tíbia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
calcâneo 
 
 
tálus 
 
 
 
 
 
 
 
osso tarso 
central 
 
 
I e II osso 
társico 
(fusionados) 
 
 
 
 
III osso 
társico 
IV osso 
társico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
metatarsos 
OSSOS DO TARSO 
-30 
 
 
 
 
 
 
 
IV osso 
metatársico 
 
 
 
II osso 
metatársico 
 
 
 
 
 
 
III osso 
metatársico 
IV osso 
metatársico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
III osso 
metatársico 
 
 
 
 
 
 
vista lateral vista plantar 
 
 
 
 
II osso metatársico 
 
 
 
 
 
III osso metatársico 
IV osso metatársico 
 
 
 
secção transversal proximal dos ossos metatársicos 
OSSO METATARSO 
1 
-31 
 
 
 
 
 
 
 
Osso 
Incisivo 
1 
Osso 
Incisivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
Mental Osso 
Maxilar 
 
Osso nasal 
 
 
 
Osso 
lacrimal 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mandíbula 
 
 
 
 Órbita 
Forame 
Supra-orbitário 
Osso 
Frontal 
 
 
 
 
 
 
 
Osso 
Parietal 
 
 
 
Osso 
Temporal 
 
 
Osso Zigomático 
Osso Occipital 
 
OssoOccipital 
OSSO DA CABEÇA (crânio e face) DO EQUINO 
Forame 
Infra-orbitário 
-32 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osso Parietal 
Osso Temporal 
 
 
 
 
Osso Temporal 
 
 
 
 
 
 
 Osso Frontal 
 
 
 
Órbita 
 
Forame 
Supra-orbitário 
 
 
 
Osso Lacrimal 
 
 
Osso Zigomático 
 
 
 Osso Nasal 
 
 
Osso Maxilar 
 
 
Osso Maxilar 
 
 
Forame 
Infra-orbitário 
Forame 
Infra-orbitário 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osso Incisivo 
OSSO DA CABEÇA (crânio e face) DO EQUINO 
Vista 
Dorsal 
-33 
 
 
 
 
Forame Magno do 
occipital 
 
 
Côndilo do 
Occipital 
 
 
 
Meato Acústico 
externo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osso Maxilar 
 
 
 
 
Osso Palatino 
 
 
 
Processo jugular 
 
 
Bulha Timpânica 
 
Osso temporal 
Osso esfenóide 
Asa do esfenóide 
 
 
 
 
Osso Pterigóide 
Vômer 
Coanas 
Osso Pterigóide 
Vômer 
 
 
 
Coanas 
 
Processo palatino 
do Osso maxilar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osso Incisivo 
OSSO DA CABEÇA (crânio e face) DO EQUINO 
Vista 
Ventral 
-34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
Mandibular 
Processo 
Coronóide 
Côndilo 
Da 
Mandíbula 
 
 
 
Dentes 
Molares 
 
 
Dentes 
Pré- Molares 
Ramo
 
Vertical da 
Mandíbula 
 
 
 
Dente 
Canino 
 
 
Dentes 
Incisivos 
 
 
Forame 
Mental 
 
Ramo Horizontal 
da Mandíbula 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mandíbula 
Vista 
Crânio-lateral 
-35 
 
 
 
 
 
 
Timpanohióideo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estilohióideo 
Timpanohióideo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estilohióideo 
 
 
 
 
Epihióideo 
 
 
 
 
 
 
Ceratohióideo 
 
Tirohióideo 
 
 
Basohióideo 
 
 
Processo lingual 
Basohióideo 
 
 
 
 
APARELHO HIÓIDEO 
Vista 
Lateral 
 
-36- 
 
 
 
Processo 
transverso Tubérculo Dorsal 
Face articular 
cranial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
Transverso 
 
Forame 
vertebral 
 
 
 
Tubérculo Dorsal 
 
Tubérculo ventral 
Forame 
Vertebral 
Lateral Forame Alar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo 
transverso 
ou 
Asa do Atlas 
 
 
Forame 
vertebral 
 
 
 
 
 
 
 
Face articular 
caudal 
 
 
Face articular 
caudal 
Forame 
transverso 
Atlas -1ª vértebra cervical 
OSSOS DA COLUNA VERTEBRAL 
-37- 
 
 
 
 
 
Tubérculo Dorsal 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo 
transverso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
vertebral 
 
 
 
 
Tubérculo ventral 
 
 
 
Face articular 
caudal 
 
Forame 
Transverso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame Alar 
 
Processo 
transverso 
ou 
Asa do Atlas 
 
Processo 
transverso 
ou 
Asa do Atlas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
Transverso 
Tubérculo 
ventral 
Face articular 
cranial 
Forame 
vertebral 
ATLAS -1ª VÉRTEBRA CERVICAL 
38 
 
 
 
 
 
 
 
Tubérculo Dorsal 
 
 
 
 
Forame Vertebral 
lateral 
 
Forame 
vertebral 
 
Forame Transverso 
 
 
 
 
 
Dente 
do áxis 
 
Processo 
transverso 
 
Face articular 
Cranial 
 
 
Crista ventral 
 
 
 
Face articular 
Caudal 
 
Tubérculo 
Dorsal 
 
 
 
 
Forame Vertebral 
lateral 
Forame vertebral 
 
 
 
Dente 
do áxis Face articular 
Caudal 
 
 
 
 
 
Forame Transverso 
 
Crista ventral 
AXIS -2ª VÉRTEBRA CERVICAL 
-39- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Face Articular 
caudal 
 
 
 
 
Forame 
Vertebral 
 
Forame 
Transverso 
 
 
 
Processo 
Transverso 
 
Face Articular 
caudal 
 
 
 
 
 
 
 
Crista ventral 
3ª A 7ª VÉRTEBRA CERVICAL 
-40- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo 
Espinhoso 
 
 
 
 
 
Processo 
Transverso 
 
 
 
Faceta articular p/ o tubérculo da costela 
 
 
 
Faceta articular p/ a cabeça da costela 
Corpo da vértebra 
 
Forame Vertebral 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo 
Espinhoso 
 
 
 
Processo 
Transverso 
 
Faceta articular p/ o tubérculo da 
costela 
 
Faceta articular p/ a cabeça da 
costela 
 
Corpo da vértebra 
 
Crista ventral 
Vista 
Caudal 
Vista 
Cranial 
-41- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo 
Espinhoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Faceta articular p/ o 
tubérculo da costela 
 
 
 
 
Faceta articular 
p/ a cabeça da costela 
Faceta articular p/ a cabeça da 
costela 
 
 
Corpo da 
vértebra 
 
Crista Ventral 
 
 
Vértebra torácica 
Vista 
Lateral 
-42- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo Espinhoso 
Forame vertebral 
Processo 
Mamilar 
Corpo da Vértebra Processo transverso 
Crista Ventral 
Vista 
Cranial 
Processo Espinhoso 
Canal vertebral 
Processo 
Mamilar 
Corpo da Vértebra 
Processo transverso 
Crista Ventral 
Vista 
Caudal 
-43- 
 
OSSO SACRO 
 
Canal Sacral 
 
 
 
 
 
 
 
Asa do sacro 
 
 
Forame 
sacral dorsal 
 
Forame 
sacral dorsal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo Articular cranial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame 
sacral ventral 
 
 
 
 
 
Forame sacral ventral 
 
Vista 
Ventral 
Vista 
Dorsal 
-44- 
 
OSSO SACRO 
 
 
 
Processos Espinhosos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo 
Articular 
cranial 
 
 Forame sacral dorsal 
 
 
 
 
 
 
 
 
Forame sacral ventral 
 
Asa do sacro com 
superfície articular p/ o 
osso coxal 
 
 
 
Vista 
Lateral 
-45- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tubérculo 
da Costela 
 
Colo da 
costela 
 
 
Cabeça da 
costela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tubérculo 
da Costela 
Colo da 
costela 
 
Cabeça da 
costela 
COSTELAS 
-46- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tubérculo da 
costela Cabeça da 
costela 
Tubérculo 
da 
costela 
 
 
 
Cabeça da 
costela 
 
 
 
 
 
 
Corpo da 
costela 
 
 
 
 
 
 
 
Corpo da 
costela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Articulação 
Costocondral 
 
 
 
 
 
Articulação 
Costocondral 
COSTELAS 
-47- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manúbrio Esternal 
Corpo da costela 
 
Esternebra 
 
 
Cartilagem 
Costal 
 
Articulação 
Costocondral 
Corpo da costela 
 
 
 
 
Esternebra 
 
 
Esternebra 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cartilagem 
Xifóide 
 
 
Corpo 
da costela 
 
 
 
 
ESTERNO DO CÃO 
Vista 
Ventral 
-48- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APARELHO LOCOMOTOR 
ARTROLOGIA 
-49- 
 
ARTICULAÇÕES 
 
➢ CONCEITO: 
Meios pelos quais as partes rígidas do organismo (ossos e cartilagens) se 
unem para formar o esqueleto. Articulação sinovial: função de união, e permite 
o movimento de um seguimento em relação a outro. 
 
➢ CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES 
 
 
Três tipos: Fibrosa, Cartilaginosa e Sinovial. 
o Fibrosas: união entre dois ossos contíguos e constituída por tecido conjuntivo 
fibroso. Três tipos. 
• Suturas: ocorrem entre os ossos do crânio. 
o Planas - bordas articulares mais ou menos retilíneas (sutura 
internasal) 
o Escamosas - bordas articulares encaixando-se em bisel 
o Serradas - bordas articulares unindo-se em linha denteada 
• Sindesmoses: ocorrem entre outros ossos que não os do crânio. Ex.: 
ocorre entre os osso metacárpicos e metatársicos do equino. Com a idade, 
estas junturas também se ossificam. 
• Gonfose: entre a raiz do dente e seu alvéolo. 
 
o Cartilagíneas: meio de união entre as superfícies articulares é constituído por 
tecido cartilaginoso (fibrocartilagens ou cartilagem hialina, ou uma 
combinação de ambas). Classificam-se em dois tipos: 
• Sincondrose: meio de união é constituído por cartilagem hialina. 
A maioria das articulações de cartilagem hialina é substituída por osso quando 
cessa o crescimento. Exemplos: sincondrose mandibular nos bovinos, 
sincondrose, esfeno-occipital. Com a idade as sincondroses frequentemente se 
ossificam. 
• Sínfise: ossos estão unidos por cartilagem fibrosa. Ex.: sínfise pelvica 
e a união entre os corpos das vértebras (disco intervertebral). Tambem podem 
se ossificar com a idade, reduzindo progressivamente a mobilidade entre os 
ossos unidos. 
-50- 
 
 
 
 
 
 
o Sinovias: meio interposto entre as superfícies articulares é um fluído especial, 
o líquido sinovial. Constituem as articulações propriamente ditas, que têm a 
função de unir dois ou mais elementos ósseos, possibilitar o deslocamento de 
um em relação a outro, resultando em movimento dos seguimentos corporais. 
Estas são caracterizadas pela presençade uma CÁPSULA ARTICULAR, 
que consiste n uma estrutura membranácea que envolve as extremidades dos 
ossos que se articulam. Assim, a cápsula articular delimita uma cavidade – 
cavidade articular – na qual esta contido o líquido sinovial. A cápsula articular 
é constituída por duas camadas: uma externa, Membrana Fibrosa [resistente, 
formada por tecido conjuntivo denso; em alguns pontos, ela pode ser reforçada 
por faixas fibrosas mais espessas, os ligamentos capsulares], e outra interna, 
membrana sinovial [lisa, brilhante e reveste inteiramente toda a cápsula articular]. 
É bastante inervada e vascularizada. 
O líquido sinovial, produzido pela membrana sinovial, é um fluido claro, 
transparente e dotado de viscosidade, devido a presença de mucinas; contém 
albumina, sais, gotículas lipídicas e resíduos celulares. Função - lubrificar as 
superfícies articulares de modo a reduzir o atrito e desgaste entre elas. Admite-
se também que desempenha função no transporte de nutrientes para as 
cartilagens articulares, que são avasculares, bem como na remoção de seus 
catabolitos. 
As cartilagens articulares são de natureza hialina e revestem toda a 
superfície de contato de um osso com outro. Elas são desprovidas de 
vascularização e de inervação. A função de união da cápsula articular é 
reforçado pela presença de ligamentos. 
o Ligamentos capsulares: na espessura da própria cápsula articular, 
existem ligamentos extra-capsulares (externamente à cápsula 
articular) e ligamentos intra-articulares (interior da cavidade 
articular). 
Em algumas articulações encontram-se, interpostas entre as superfícies 
articulares, estruturas fibrocartilagíneas, os discos e os meniscos intra- 
articulares. Para eles, admitem-se duas funções: 
a) amortecer as pressões sobre a articulação; 
-51- 
 
 
 
b) possibilitar melhor adaptação ou concruência de uma superfície 
articular a outra, facilitando o deslizamento. Meniscos são encontrados na 
articulação do joelho, enquanto disco intra-articular ocorre na articulação 
temporamandibular. 
Dentro da cavidade articular podem ser encontrados acúmulos de tecidos 
adiposo, revestidos por membrana sinovial, formando coxins mais ou menos 
desenvolvidos. 
Em algumas articulações, a borda da superfície articular côncava é 
guarnecida por um anel de fibrocartilagem, formando o chamado lábio 
glenoidal, na cavidade glenóide da escápula e lábio acetabular, no acetábulo 
do quadril. Os lábios aumentam a profundidade da superfície articular e tendem 
a evitar fraturas de suas bordas. 
 
➢ PRINCIPAIS MOVIMENTOS EXECUTADOS NAS ARTICULAÇÕES 
SINOVIAIS 
 
Numa articulação, o movimento faz-se em torno de um eixo, perpendicular 
do plano nos quais os segmentos ósseos envolvidos se movimentam. Os 
principais movimentos executados nas articulações são os seguintes: 
o Movimentos angulares: há diminuição ou aumento do ângulo entre o 
segmento que se desloca e aquele que se mantém fixo. No primeiro caso ocorre 
flexão e no segundo extensão. Quando o segmento móvel se aproxima do plano 
mediano ocorre adução e quando se afasta do mesmo plano ocorre abdução. 
o Rotação: o segmento gira em torno de seu próprio eixo longitudinal. 
Distinguem-se uma rotação no sentido do plano mediano ou pronação e uma 
rotação em sentido oposto ou supinação. Estes movimentos são muito limitados 
nos animais domésticos, mas rotação típica ocorre na articulação entre atlas e 
áxis. 
o Circundação: é um movimento complexo, resultante da combinação 
dos movimentos de adução, extensão, abdução, flexão e rotação. O extremo 
distal do segmento que se desloca descreve um círculo e o corpo do segmento. 
De acordo com o número de eixos em torno dos quais se realizam 
os movimentos, as articulações se classificam em 3 tipos: 
-52- 
 
 
 
 
o Mono-axiais: movimentos se realizam em torno de um único eixo e em um 
único plano. Permitem apenas flexão e extensão, ocorrendo na grande maioria 
das articulações entre ossos dos membros. 
o Bi-axiais: movimentos podem se realizar em torno de dois eixos e, portanto, 
em dois planos, permitindo flexão e extensão, adução e abdução. Ex.: 
articulação temporomandibular. 
o Tri-axiais: movimentos podem ser executados em torno de três eixos, 
permitindo flexão, extensão, adução, rotação e resultando da combinação de 
todos, circundação. Ex.: articulação do quadril. 
 
➢ CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
 
De acordo com a forma das superfícies articulares, as articulações 
classificam-se nos seguintes tipos: 
o Plana: superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo 
deslizamento de uma sobre a outra em qualquer direção. Ex.: articulação entre 
os ossos do carpo. 
o Gínglimo: permite movimentos angulares de flexão e extensão. Ex.: 
articulação do cotovelo. 
o Cilindróide: superfícies articulares são segmentos de cilindro, permitindo 
movimentos de rotação. Ex.: articulação entre o atlas e o dente do áxis. 
o Condilar: o côndilo se aloja em uma cavidade elíptica. É do tipo bi-axial, 
permitindo flexão e extensão, adução e abdução. Ex.: articulação 
temporomandibular. 
o Esferóide: uma das superfícies articulares é um segmento de esfera e a 
oposta é uma concavidade na qual a primeira se encaixa. É do tipo tri-axial, 
permitindo movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação e 
circundação. Ex.: articulações entre a cavidade glenóide da escápula e cabeça 
do úmero (ombro), entre o acetábulo e cabeça do fêmur (quadril). 
-53- 
 
ARTICULAÇÕES FIBROSAS Sutura 
Escamosa 
GONFOSE 
 
 
 
úmero 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
rádio 
 
 
ulna 
 
ligamento interósseo 
antebraquial 
 
membrana interóssea 
antebraquial 
 
 
 
SINDESMOSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
ossos do 
carpo 
 
Sutura 
Serreada 
Sutura 
Folhosa 
Sutura 
Plana 
(Suíno) 
cabeça de eqüino 
antebraço de cão; vista lateral 
-54- 
 
ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINCONDROSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNFISE 
EPÍFISE PROXIMAL 
 DIÁFISE 
CARTILAGEM METAFISÁRIA 
EPÍFISE DISTAL 
vista medial de secção 
mediana das vértebras 
osso rádio de cão jovem 
-55- 
 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
ARTICULAÇÃO ESCÁPULO- UMERAL 
 
 
Espinha da 
Escápula 
 
 
Escápula 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cápsula 
Articular Cápsula 
articular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tuberosidade 
Deltóide 
 
Úmero 
 
 
 
 
 
 
 
vista cranial vista lateral 
 
 
 
 
 
 
Classificação: esferóide 
 
Movimentos: extensão, flexão, adução, abdução e circundação (primatas) 
Escápula 
Cápsula 
Articular 
Úmero 
Tuberosidade 
Deltóide 
-56- 
 
Úmero 
 Rádio 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
ARTICULAÇÃO ÚMERO-RÁDIO-ULNAR ou ARTICULAÇÃO CÚBITA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cápsula 
Articular Cápsula 
Articular 
 
 
Ligamento Colateral Medial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vista cranial 
 
 
Classificação: gínglimo angular perfeito 
 
Movimentos: extensão e flexão 
-57- 
 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
ARTICULAÇÃO ÚMERO-RÁDIO-ULNAR ou ARTICULAÇÃO CÚBITA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Úmero 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cápsula 
Articular 
 
Ligamento 
Colateral 
Lateral 
 
Úmero 
 
 
 
 
 
Ligamento 
Colateral 
Medial 
 
Espaço Interósseo 
Cápsula 
Articular 
 
 
Ligamento 
Colateral 
Medial 
Ligamento 
Colateral 
Medial 
 
 
 
 
Rádio 
Rádio 
 
 
 
 
 
 
 
 
vista lateral vista medial 
-58- 
 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
 ARTICULAÇÃO CÁRPICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rádio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento Intercárpico dorsal Ligamento Intercárpico Dorsal 
Ligamento Colateral Lateral 
Ligamento Colateral Medial 
Ligamento Intercárpico Dorsal 
 
 
Ligamento Carpometacárpico dorsal 
 
 
Osso II Metacárpico Osso IV Metacárpico 
 
 
 
 
 
Osso III Metacárpico 
 
 
 
 
 
 
vista cranial ou dorsalClassificação: elipsóide 
 
Movimentos: extensão, flexão, adução, abdução e circundação (primatas e ursídeos) 
-59- 
 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
 ARTICULAÇÃO CÁRPICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento Acessório-ulnar 
 
 
 
 
 
Ligamento colateral lateral 
 
 
Ligamento intercárpico dorsal 
Ligamento colateral lateral 
Ligamento Acessório-ulnar do carpo 
Ligamento Acessório-quartal 
Ligamento Acessório-metacárpico 
Ligamento colateral lateral 
 
 
 
 
 
Osso IV Metacárpico 
 
Osso III Metacárpico 
 
 
 
 
 
vista lateral 
 
 
 
Rádio 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento Acessório-metacárpico 
Ligamento colateral 
lateral 
 
 
 
 
 
 
Osso III Metacárpico 
 
Osso IV Metacárpico Osso II Metacárpico 
 
vista medial 
-60- 
 
 
ARTICULAÇÃO METACARPOFALANGEANA ou METATARSOFALANGEANA 
 
 
 
 
 
Osso 
Metacarpo 
Ligamento 
Interósseo 
 
 
Ligamento 
Interósseo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento 
Extensor 
comum dos dedos 
 
 
Ligamento Sesamóideo 
Colateral Lateral 
 
Ligamento 
Palmar 
ou Plantar 
 
 
 
 
 
 
Tendão Flexor 
Digital Superficial 
e Tendão Flexor 
Digital Profundo 
 
Ligamento 
Sesamóideo 
Reto 
 
Ligamento 
Sesamóideo 
Oblíquo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vista lateral vista palmar 
 
 
 
Classificação: gínglimo 
 
Movimentos: extensão, flexão, adução, abdução 
-61- 
 
 
 
 
 
Ligamento Acessório do 
Fêmur 
Cápsula 
Articular 
ARTICULAÇÃO COXAL 
Ligamento 
transverso 
do acetábulo 
 
 
 
 
Cartilagem 
articular 
 
 
 
Púbis 
 
 
 
 
 
 
 
Ísquio Ísquio 
 
Fêmur Ligamento da cabeça 
 
Cápsula 
Articular 
 
 
 
vista ventral 
Lig. 
Acessório 
do Fêmur 
do Fêmur 
 
 
 
 
Ligamento transverso do 
acetábulo 
Cartilagem articular 
 
 
Classificação: 
Cotílica 
 
Movimentos: 
extensão, 
flexão, 
abdução, 
adução e 
circundação 
 
 
 
 
Ligamento Redondo ou 
Ligamento da cabeça do Fêmur 
Ligamento Acessório do Fêmur 
Tuberosidade 
Isquiática 
-62- 
 
 
ARTICULAÇÃO FÊMURO-TIBIO-PATELAR 
 
 
 
Fêmur 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento patelar intermédio 
 
Ligamento patelar medial 
Ligamento colateral medial 
Menisco medial 
Ligamento patelar lateral 
 
 
Menisco lateral 
 
 
 
Tuberosidade da Tíbia 
 
 
Fíbula 
 
 
 
Classificação: 
Condilar 
 
Movimentos: 
extensão, flexão, 
abdução e adução 
 
 
 
 
 
Ligamento femuropatelar lateral 
 
 
 
Ligamento Colateral Lateral 
Menisco lateral 
Ligamento tibial do 
menisco lateral 
 
Ligamento femural 
do menisco lateral 
 
Ligamento cruzado caudal 
Menisco medial 
 
 
Fíbula 
Tíbia 
-63- 
 
 
ARTICULAÇÃO FÊMURO-TIBIO-PATELAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fêmur 
Ligamento 
femuropatelar medial Lig. Patelar 
medial 
 
 
 
 
Lig. 
Patelar 
medial 
Ligamento 
femuropatelar 
lateral 
 
 
 
Lig. 
Colateral 
Lateral 
 
 
 
Fíbula 
 
 
 
 
Menisco 
medial 
Lig. 
Colateral 
medial 
 
 
Lig. Patelar 
lateral 
Lig. Patelar 
intermedio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista lateral vista medial 
-64- 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
 
ARTICULAÇÃO TÁRSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento colateral 
lateral curto 
Ligamento colateral 
lateral longo 
Ligamento colateral 
medial longo 
 
 
 
Ligamento dorsal 
 
 
 
 
 
 
III osso Metatársico IV osso metatársico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vista cranial ou dorsal 
 
 
Classificação: gínglimo angular perfeito 
 
Movimentos: extensão e flexão 
-65- 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
 
ARTICULAÇÃO TÁRSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento colateral 
lateral curto 
Ligamento colateral 
lateral longo 
Ligamento colateral 
lateral curto 
 
 
 
Ligamento plantar longo 
 
 
 
 
Ligamento dorsal 
 
 
 
 
 
 
 
III metatársico IV metatársico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
vista lateral 
-66- 
ARTICULAÇÕES SINOVIAIS 
 
 
 ARTICULAÇÃO TÁRSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ligamento plantar longo 
 
 
 
Ligamento colateral 
medial curto 
 
Ligamento colateral 
medial longo 
 
Ligamento colateral 
medial curto 
Tálus 
 
 
 
 
 
 
Ligamento dorsal do 
tarso 
 
 
 
 
 
 
 
 
II osso metatársico III osso Metatársico 
 
 
 
 
 
 
 
 
vista medial 
-67- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APARELHO LOCOMOTOR 
MIOLOGIA 
-68- 
 
MIOLOGIA 
 
 
➢ CONCEITO: 
Os músculos são os órgãos responsáveis pelo movimento que os animais 
são capazes de realizar. O movimento deve-se a contração executada pela 
célula ou fibra muscular de determinado músculo. 
O tecido muscular e os músculos, são classificados, sob os pontos de 
vista morfológico e fisiológico, em três categorias: liso, cardíaco e esquelético. 
] 
Músculo liso: constitui uma das camadas da maioria das vísceras ocas e 
dos vasos sangüíneos. Suas células são fusiformes e não possuem 
estriações. O movimento resultante da contração das fibras musculares 
lisas é lento e escapa ao controle voluntário do animal. 
Músculo cardíaco: constituído por células alongadas e ramificadas, que 
se anastomosam com as vizinhas e possuem estriações transversais. O 
movimento resultante é rítmico, vigoroso e involuntário. 
Músculo esquelético é constituído por fibras estriadas esqueléticas, que 
são carcteristicamente longas e com estriações transversais. A 
contração do músculo esquelético é rápida, vigorosa e está sob a 
vontade do individuo. 
 
➢ COMPONENTES ESTRUTURAIS DO MÚSCULO ESQUELÉTICO: 
 
 
Os músculos esqueléticos são encontrados em situações diversas. A 
maioria deles apresenta-se individualizada, dispõe-se ao longo do esqueleto e 
cruza uma ou mais articulações. A contração destes músculos provoca 
o movimento dos seguimentos ósseos interessados. Outros músculos não se 
encontram diretamente presos ao esqueleto. Neste caso, eles podem ser 
superficiais, de modo tal que estão ligados à pele. A sua contração provoca o 
movimento da própria pele. Eles são denominados músculos cutâneos. Há ainda 
outros músculos esqueléticos que se encontram relacionados com vísceras, nas 
quais eles guardam seus orifícios naturais; são os denominados esfíncteres. 
Cada fibra muscular é envolvida por uma tênue película de tecido 
-69- 
 
conjuntivo denominado ENDOMÍSIO. Por sua vez, as fibras são agrupadas em 
feixes pelo PERIMÍSIO, de composição morfológica semelhante à do endomísio. 
O EPIMÍSIO envolve externamente todos os feixes de fibras de um determinado 
músculo. Os feixes musculares constituem a parte carnosa ou ventre de um 
músculo esquelético típico que, geralmente, situa-se na parte média deste 
músculo. As extremidades servem para fixação do músculo e são denominadas 
tendões ou aponeuroses. Os tendões têm a forma aproximadamente cilíndrica 
ao passo que as aponeuroses são largas e finas. Em muitos músculos, seus 
tendões são tão curtos que dão a impressão de estarem se prendendo no osso 
no meio de suas fibras musculares. 
 
 
 
 
 
Figura. Organização do músculo esquelético com seu tendão. Figura retirada no 
livro de Anatomia dos Animais Domésticos – getty. Observe nas duas figuras 
acima, a organização do músculo esquelético com seu tendão. 
-70- 
 
➢ Origem e Inserção 
 
 
Toda a vez que um músculo se contrai, uma de suas extremidades 
permanece fixa enquanto a outras se desloca. Extremidade que permanece fixa 
durante a contração denomina-se origem ou cabeça e a que se desloca 
constitui a inserção ou cauda do músculo. Todavia, como estes são 
convencioais, existem muitas situações em que se torna difícil reconhecer a 
origem e a inserção de um músculo. 
 
➢ Bainhas Sinoviais 
 
 
Em determinados locais, os tendões correm em contato com extensas 
superfícies ósseas. Aí, estes tendões são envolvidos por dupla membrana 
conjuntivo-sinovial, interligados pelo mesotendão. A cavidade limitada pelas 
membranas é preenchida por líquido semelhante ao líquido sinoval das 
cavidades articulares.Este sistema facilita o deslocamento do tendão pela 
diminuição de seu atrito com as partes duras. Estas membranas são altamente 
vascularizadas e podem, ocasionalmente, inflamar-se, ocasionando graves 
infecções, especialmente nos membros daqueles animais de corrida. 
 
➢ Bolsas Sinovias 
 
 
São sacos de tecido conjuntivo revestidas internamente por membrana 
sinovial e preenchidas por líquidos viscoso semelhante ao sinovial. Elas 
aparecem em pontos de atrito entre tendões e ossos e entre a pele e ossos. 
Tal como as bainhas, elas também auxiliam o movimento pela diminuição do 
atrito entre as partes em contacto. Algumas bolsas inflamam-se (bursites) com 
certa facilidade. 
-71- 
 
 
 
 
 
 
Figura. Um tendão com suas bainhas sinoviais e fibrosa. 
Figura retirada do livro de Anatomia dos Animais Domésticos - getty 
 
 
➢ Fáscias 
 
 
Lâminas de tecido conjuntivo que envolvem os músculos e separam- 
nos uns dos outros. Elas funcionam como uma bainha elástica para os 
músculos. A separação entre os músculos é feito por septos intermusculares 
que partem profundamente da fáscia e que podem se prender nos ossos. As 
fáscias proporcionam espaço para que os nervos atinjam os músculos. 
 
➢ Nomenclatura dos Músculos 
 
 
Os músculos são denominados de acordo com sua posição no 
esqueleto, como por exemplo: intercostal, peitoral, parótido-auricular, nasal. 
Forma – por exemplo: trapézio, rombóide, serrátil, deltóide, bíceps, tríceps, 
grácil, piriforme. Direção de suas fibras – exemplo: reto, oblíquo, transverso 
ou ainda com a ação que executa – exemplo: flexor, extensor, abdutor, tensor. 
 
➢ Classificação dos Músculos 
 
 
Os músculos podem ser classificados segundo vários critérios. 
-72- 
 
 
o Quanto à disposição das fibras musculares 
As fibras dos músculos esqueléticos estão paralelas ou obliquamente 
dispostas em relação no eixo de contração do músculo. Fibras paralelas são 
encontradas nos músculos longos e nos largos. Nos músculos longos dos 
membros, as fibras tendem a convergir para os tendões, conferindo aspecto 
fusforme ao músculo. Músculo que possuem fibras oblíquas em relação aos 
tendões são denominados peniformes (em forma de pena). Quando as fibras 
se prendem numa só borda do tendão, o músculo é do tipo unipendado, 
quando as fibras se prendem em duas bordas, ele é bipenado e, quando elas 
se prendem em dois ou mais tendões, ele é classificado como multipenado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura Várias disposições de fibras musculares esqueléticas. 
 
 
➢ Quanto à origem 
 
 
Os músculos que se originam por dois, três ou quatro tendões são 
denominados bíceps, tríceps, ou quadríceps, respectivamente. Cada um 
destes tendões de origem é denominado cabeça, daí a razão da denominação 
destes músculos. 
 
➢ Quanto ao ventre muscular 
A maioria dos músculos esqueléticos possui apenas um ventre. 
Entretanto, alguns apresentam dois ou mais ventres. Os músculos com dois 
ventres são denominados digástricos. Músculos poligástricos são aqueles que 
-73- 
 
 
 
possuem mais de dois ventres. 
 
 
➢ Quanto a inserção 
 
 
Alguns músculos inserem-se por dois tendões. Eles são denominados 
bicaudados. Músculos policaudados são aqueles que se inserem por mais de 
dois tendões. 
 
➢ Quanto a função 
 
 
o Agonista: músculo ou um grupo do músculos que provocam diretamente o 
movimento desejado. A ação da gravidade pode também agir como um 
agonista. Ex: Flexão do braço. 
o Antagonista: músculos que diretamente se opõem ao movimento desejado. 
Assim, o tríceps do braço, o qual é extensor do antebraço quando age como 
um agonista, é o antagonista dos flexores do antebraço. Dependendo da 
intensidade e força do movimento, os antagonistas podem relaxar-se, ou, 
por processo de alongamento durante a contração, eles podem controlar o 
movimento e torna-lo suave, livre e vibrações e preciso. Sinergista: quando um 
músculo atua no sentido de eliminar algum movimento indesejado que poderia 
ser produzido pelo agonista. 
o Inervação e nutrição: atividade muscular é controlada pelo SNC. Nenhum 
músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo, se 
acaso o nervo for seccionado, o músculo deixa de funcionar e por esta razão 
entra em atrofia. Para executar seu trabalho mecânico, os músculos 
necessitam de considerável quantidade de energia. Em vista disso os 
músculos recebem eficiente suprimento sangüíneo através de uma ou mais 
artérias, que neles penetram e se ramificam intensamente, nervos e artérias 
penetram sempre pela face profunda do músculo. Pois assim estão melhor 
protegidos. 
-74- 
 
MÚSCULOS SUPERFICIAIS DA CABEÇA DO EQUINO 
Vista Lateral 
 
 
 
 
M. 
Orbicular 
da boca M. Canino 
 
 
 
 
 
M. Levantador do lábio superior 
 
 
 
M. Bucinador 
 
 
M. depressor do 
lábio inferior 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. Masséter 
 
M. Levantador nasolabial 
 
 
M. zigomático 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. 
Orbicular 
do olho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. Parótido Auricular 
-75- 
 
MÚSCULOS DO MEMBRO TORÁCICO DO EQUINO 
VISTA LATERAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. supra-espinhal 
 
 
 
 
M. infra-espinhal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. bíceps braquial 
 
 
M. braquial 
 
 
 
M. extensor 
radial do carpo 
 
M. extensor 
digital comum 
 
M. extensor 
digital lateral 
 
M. Deltóide 
 
 
 
 
 
 
 
M. deltóide 
 
 
M. tríceps braquial 
Cabeça longa 
 
M. tríceps braquial 
Cabeça lateral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. extensor 
ulnar do carpo 
-76- 
 
MÚSCULOS DO MEMBRO TORÁCICO DO EQUINO 
VISTA MEDIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 Escápula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. subscapular 
 
 
M. redondo maior M. supra-espinhal 
 
 
M. tríceps braquial 
Cabeça longa 
 
 
 
 
M. coracobraquial 
M. braquial 
 
M. coracobraquial 
 
 
M. tríceps braquial 
Cabeça média M. bíceps braquial 
 
 
 
 
 
M. flexor 
ulnar do carpo 
 
M. flexor 
 
 
M. braquial 
radial do carpo M. extensor 
radial do carpo 
-77- 
 
VISTAS LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS 
DA REGIÃO DO ANTEBRAÇO DO EQÜINO 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. extensor radial do carpo 
 
 
 
 
M. extensor Digital comum 
M. extensor ulnar do carpo 
M. extensor Digital lateral 
 
 
M. flexor ulnar do carpo; 
cabeça ulnar 
 
M. flexor digital profundo 
M. extensor oblíquo do carpo 
-78- 
 
VISTAS MEDIAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS 
 DA REGIÃO DO ANTEBRAÇO DO EQUINO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. flexor digital superficial 
 
 
 
 
 
 
 
M. flexor 
radial do carpo 
M. flexor ulnar do carpo; cabeça ulnar 
M. flexor ulnar do carpo; cabeça umeral 
M. extensor 
radial do carpo 
 
 
Rádio 
 
 
M. flexor 
digital profundo 
-79- 
 
MÚSCULOS DO MEMBRO PÉLVICO DO EQUINO 
VISTA LATERAL 
 
 
 
M. Glúteo Médio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. Tensor 
da fáscia lata 
 
M. Glúteo superficial 
 
M. Tensor 
da fáscia lata 
M. Semitendinoso 
 
 
Reto Femoral 
 
M. Bíceps 
Femoral 
-80- 
 
 
MÚSCULOS DO MEMBRO PÉLVICO DO EQUINO 
VISTA MEDIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. tensor da fáscia lata 
 
 
M. Pectíneo 
 
 
 
M. Adutor 
 
M. retofemoral 
 
 
M. Vasto medial 
 
 
M. Semimembranoso 
 
M. Semitendinoso 
-81- 
 
VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS 
DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO EQUINO 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. Gastrocnêmio 
Cabeça lateral 
 
 
M. Flexor digital superficial 
 
 
 
 
 
M. Extensor digital longo 
M. Extensor digital lateral 
 
 
Tendão calcâneo 
M. Flexor digital profundo 
-82- 
 
VISTA MEDIAL DOS MÚSCULOS 
 DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO EQUINO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. Gastrocnêmio 
Cabeça medial 
 
 
 
 
M. poplíteo 
 
 
M. Flexor digital profundo 
(Tibial caudal) 
 
M. Flexor digital profundo 
M. Flexor digital profundo 
M. extensor digital longo 
M. tibial cranial 
-83- 
 
VISTA VENTRAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS 
 DA CABEÇA, PESCOÇO E TÓRAX DO CÃO 
 
 
 
 
 
M. digástrico 
 
M. masseter 
 
M. milohióideo 
M.digástrico 
 
 
M. masseter 
 
 
 
 
M. esternohióideo 
 
M. esternocefálico 
 
M. braquiocefálico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. peitoral 
Superficial 
 
M. peitoral 
Superficial 
M. esternohióideo 
 
M. esternocefálico 
 
M. braquiocefálico 
 
 
M. braquiocefálico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. peitoral profundo 
 
 
 
 
M. grande dorsal 
M. oblíquo 
externo do abdômen 
 
M. peitoral profundo 
-84- 
 
VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS 
DO PESCOÇO E TÓRAX DO CÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. esternocefálico 
M. braquiocefálico 
 
M. braquiocefálico 
 
M. trapézio 
 
M. omotransverso 
M. grande dorsal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. esternohióideo 
 
 
M. esternocefálico 
 
 
M. braquiocefálico 
 
M. braquiocefálico 
 
M. peitoral 
superficial 
 
 
M. oblíquo externo 
do abdômen 
M. peitoral profundo 
M. tríceps braquial 
M. deltóide 
M. braquial 
-85- 
 
VISTA VENTRAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO PESCOÇO, 
TÓRAX, ABDÔMEN E REGIÃO FEMORAL DO CÃO 
 
 
 
M. braquiocefálico 
(cleidocervical) 
 
 
M. braquiocefálico 
(cleidobraquial) 
M. esternohióide 
M. esternocefálico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. grande dorsal 
 
M. peitoral 
superficial 
 
M. peitoral 
profundo 
 
M. peitoral profundo 
 
M. Oblíquo externo 
do abdômen 
 
 
 
M. reto 
do abdômen 
 
M. oblíquo externo 
do abdômen 
 
 
 
umbigo 
 
 
Linha alba 
ou branca 
 
M. transverso 
do abdômen 
 
 
M. Oblíquo interno 
do abdômen 
M. Sartório cranial 
 
M. Sartório caudal 
M. Grácil 
-86- 
 
VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO ANTEBRAÇO DO CÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. extensor radial do carpo 
 
 
M. extensor digital comum 
 
 
M. extensor digital lateral 
 
 
M. extensor ulnar do carpo 
 
 
M. flexor ulnar do carpo; 
cabeça ulnar 
 
 
 
 
 
M. flexor ulnar do carpo; 
cabeça umeral 
 
 
 
M. extensor oblíquo 
do carpo 
-87- 
 
VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO ANTEBRAÇO DO CÃO 
 
 
M. flexor ulnar do carpo 
 
 
 
 
 
M. extensor radial do carpo 
 
M. pronador redondo 
 
 
M. flexor radial do carpo 
 
M. flexor digital superficial 
 
 
 
 
 
 
 
M. flexor digital profundo 
-88- 
 
VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS DA REGIÃO 
DA ARTICULAÇÃO COXAL E FEMORAL DO CÃO 
 
 
 
 
 
M. glúteo 
médio 
M. glúteo 
superficial 
M. glúteo 
médio 
 
 
 
 
 
 
 
M. adutor 
 
 
 
 
M. 
Sartório 
 
 
 
 
 
 
 
M. 
Tensor da 
fáscia lata 
M. 
Semi- 
membranoso 
 
 
 
M. 
Semi- tendinoso 
M. vasto 
lateral 
 
 
M. 
Semimembranoso 
 
M. Bíceps 
femoral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
músculos superficiais músculos profundos 
-89- 
 
VISTA MEDIAL DOS MÚSCULOS DA REGIÃO 
 DA ARTICULAÇÃO COXAL E FEMORAL DO CÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M. reto femoral 
 
 
 
 
M. semimembranoso 
 
M. vasto medial 
 
M. pectíneo 
 
M. adutor 
 
M. sartório cranial 
 
M. sartório caudal 
 
M. semimembranoso 
 
M. vasto medial 
 
 
M. semitendinoso 
 
M. gastrocnêmio 
M.grácil 
-90- 
 
VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS 
 DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO CÃO 
 
 
Fêmur 
 
 
 
 
 
 
 
M. fibular longo M.gastrocnêmio 
 
M. tibial cranial 
 
 
 
M. flexor digital profundo 
 
M. extensor digital longo 
M.flexor digital 
superficial 
 
 
M.extensor digital lateral 
 
 
 
Tendão calcâneo 
-91- 
 
VISTA MEDIAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS 
DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO CÃO 
 
 
Fêmur 
 
 
Patela 
 
 
 
M. gastrocnêmio 
cabeça medial 
 
 
 
M. poplíteo 
 
 
M. flexor digital profundo 
M. flexor digital superficial 
 
 
M. flexor digital profundo 
 
M. tibial cranial 
 
 
 
Tendão calcâneo

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