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1 Roteiro de aula prática de Anatomia do sistema locomotor de animais domésticos Profa. Emanuelle Karine Frota Batista 2 SUMÁRIO Termos de posição e Planos de secção do corpo dos animais domésticos ........................ p. 03 Aparelho locomotor – Osteologia.......................................................................................... p. 07 Aparelho locomotor – Artrologia............................................................................................p. 48 Aparelho locomotor – Miologia...............................................................................................p. 58 - 3 - Termos de posição e Planos de secção do corpo dos animais domésticos Posição Anatômica Para evitar divergências na descrição do corpo dos animais, foi estabelecido uma oposição de descrição anatômica para os quadrúpedes que determina: O animal está de pé, com os quatro membros estendidos e apoiados no solo, o pescoço está encurvado para cima, formando um ângulo de cerca de 145º com o dorso, a cabeça se mantém mais ou menos ereta num plano horizontal de modo que as narinas estejam voltadas para à frente. E os olhos voltados para o horizonte. - 4 - Planos e eixos do corpo dos animais domésticos Na descrição anatômica do corpo dos animais, são delimitados seis planos tangentes à superfície corporal. 1. DOIS PLANOS HORIZONTAIS: Um tangente ao dorso: Plano Dorsal. Um tangente ao ventre: Plano Ventral. Todos os planos paralelos a estes dois e que cortam o corpo dos animas são chamados de planos frontais. 2. QUATRO PLANOS VERTICAIS: Dois tangente a um dos lados dos animais: Plano laterais Direito e Esquerdo. Todos os planos paralelos a estes dois e que cortam o corpo dos animais são denominados de Planos Sagitais ou Paramedianos. O Plano Sagital Mediano passa pelo meio do animal, dividindo-o em metades ou ANTÍMEROS direito e esquerdo. Um plano tangente à cabeça: PLANO CRANIAL; e um tangente à cauda: PLANO CAUDAL. Todos os planos paralelos a estes dois e que cortam o corpo dos animais são denominados PLANOS TRANSVERSAIS. ➢ Eixos: Linhas imaginarias ou eixos que atravessam o corpo dos animais. ✓ Eixo Sagital: No sentido vertical unindo o centro do Plano Dorsal ao do Ventral. ✓ Eixo Longitudinal: No sentido horizontal unindo o centro do Plano Cranial ao Caudal. ✓ Eixo Látero-lateral ou Transversal: No sentido horizontal unindo os centros dos Planos Laterais Direito e Esquerdo. - 5 - 6 ATIVIDADE Pinte e denomine os Planos de Construção a seguir e Assinale os termos de posição indicados na figura pelas setas 7 APARELHO LOCOMOTOR - OSTEOLOGIA Osteologia é o estudo dos ossos; inclui o estudo das formações intimamente relacionadas ou ligadas com os ossos e com eles formando um todo: o esqueleto, que é o conjunto de ossos, cartilagens e ligamentos que se interligam para formar o arcabouço do corpo dos animais domésticos e desempenham várias funções. Algumas funções do esqueleto: o Proteção – órgãos delicados como o coração, S.N.C. etc. o Armazenamento de íons – Ca e P. o Sistema de alavancas movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento. o Local de produção de certas células do sangue ➢ Divisão do esqueleto Divide-se em 3 partes: o ESQUELETO AXIAL: Coluna vertebral, costelas, esterno e crânio. o ESQUELETO APENDICULAR: Ossos dos membros. o ESQUELETO ESPLÂNCNICO OU VISCERAL: Ossos do pênis do cão e ossos do coração no boi e carneiro e hióide das aves. A união entre os esqueletos axial e apendicular é feita por meio cinturas. A cintura escapular une o membro torácico ao tronco e a cintura pelvina une o membro pelvino ao tronco. ➢ Classificação dos ossos: De acordo com a morfologia e função: ✓ LONGO OU TUBULAR: ossos longos de forma cilíndrica, com comprimento maior que a largura e a espessura, e extremidades alargadas. Ex.: Fêmur, tíbia, metatarso, úmero. Função: servir de alavanca para locomoção, elementos de sustentação. Um osso longo apresenta duas extremidades – epífises, e um corpo, a diáfise. Esta possui no seu interior uma cavidade – o canal medular – que aloja a 8 medula óssea. ✓ LAMINAR OU PLANO: comprimento e a largura equivalentes e muito maiores que a espessura, expandidos em duas direções. Função: proteção dos órgão que cobrem e inserção dos músculos pela grande área de superfície. ✓ CURTO: comprimento, largura e espessura quase iguais. Exemplo: Ossos do tarso, carpo e sesamóides, etc. Função: proteção contra choques; diminuir a fricção ou mudança de direção dos tendões ou aumentar a força de alavanca para os músculos e tendões. ✓ IRREGULARES: conformações irregulares. Exemplo: vértebras e ossos da base do crânio. ➢ Estrutura dos ossos: Constam principalmente de tecido ósseo, uma membrana que os envolvem o periósteo, a medula óssea e os vasos e nervos. Os ossos apresentam uma bainha externa, a substância compacta, que é densa, e dentro desta se encontra a substância esponjosa, menos densa, logo após, tem- se a medula óssea. Esta ocupa os interstícios dos ossos esponjosos, e a cavidade medular dos ossos longos. Quanto à função e estrutura há três tipos de medula óssea: nos animais jovens a medula se encarrega da produção de corpúsculos vermelhos do sangue e células brancas (granulócitos) e por se apresentar avermelhada é denominada de medula óssea vermelha ou rubra. Nos animais adultos as células hemopoéticas são substituídas por células adiposas e a medula passa a ser chamada de medula óssea amarela ou flava. Com o avançar da idade as células adiposas são alteradas tornando-se amarelo- róseo, com aparência de gelatina e é chamada de medula óssea gelatinosa. ❖ Cartilagem Epifisial: Os ossos longos apresentam um corpo ou diáfise e duas extremidades 9 ou epífises. A porção de transição entre a epífise e a diáfise é denominada de metáfise e neste ponto se encontra a cartilagem epifisial que por desenvolvimento, multiplicação e substituição por tecido ósseo promove o crescimento dos ossos em comprimento e com avançar da idade a cartilagem desaparece e o osso deixa de crescer. 10 -8- ESTRUTURA DO OSSO LONGO Epífise proximal Epífise proximal Cartilagem Metafisária Epífise proximal Cartilagem Metafisária Metáfise Diáfise Canal medular Diáfise Metáfise Cartilagem Metafisária Epífise distal 11 ESQUELETO DO EQUINO vista lateral 1 - crânio 2 - face 3 - mandíbula 4 - vértebras cervicais 5 - vértebras torácicas 6 - vértebras lombares 7 - vértebras sacrais (osso sacro) 8 - vértebras caudais 9 - escápula 10 - úmero 11 - esterno 12 - ulna 13 - rádio 14 - ossos do carpo 15 - ossos do metacarpo 16 - falanges (proximal, média, distal) 17 - costelas 18 - ílio 19 - ísquio 20 - púbis 21 - fêmur 22 - patela 23 - fíbula 24 - tíbia 25 - ossos do tarso 26 - ossos do metatarso 27 - falanges (proximal, média, distal) 12 Identifique ossos apontados a seguir no esqueleto do equino. Pinte cada osso de uma cor diferente. vista lateral 1- 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17 - 18 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23 - 24 - 25 - 26 - 27 - -13 Contornos e acidentes ósseos A superfície dos ossos apresenta áreas irregulares, com saliências e depressões. Os acidentes dos ossos servem, na maioria das vezes, como superfície de articulação com ossos vizinhos, como ponto de inserção de tendões e ligamentos ou ainda são impressões deixadas pelo contato próximo com outrosórgãos. As saliências articulares proeminentes são denominadas de côndilo, cabeça, capítulo, troclea ou dente. Saliências ósseas que se prestam a inserção de tendões ou ligamentos recebem diferentes denominações, tais como: túber, tubérculo, tuberosidade, maléolo, trocânter, processo e epicôndilo. As saliências lineares são denominadas de: linhas, crista, espinha e promontório. Freas lisas na superfície óssea, articulares ou não, são conhecidas como: Asa, ramo ou lâmina. Depressões, articulares ou não, são denominadas: cavidades, fossas, fossetas ou fóveas. Já as Fissuras, incisura, sulco, colo, arco e canal, são denominações que indicam os vários tipos de depressões não articulares encontradas nos ossos. Um buraco no osso é denominado forame e, geralmente, ele dá passagem a um vaso sangüíneo. ➢ RELAÇÃO DOS OSSOS: o CRÂNIO: ossos - Occipital, interparietal, basiesfenóide, pré-esfenóide, pterigóide, temporal, parietal, frontal, etmóide, vômer; Nasal, concha nasal ventral, maxilar, lacrimal, incisivo, palatino, zigomático, mandíbula e hióide. o COLUNA VERTEBRAL: vértebras Cervicais, torácicas, lombares, sacrais, coccígeas, costelas, cartilagens costais e esterno. o CINCULO ESCAPULAR: Escápula, clavícula, coracóide (aves). o MEMBRO TORÁCICO: Úmero, rádio, ulna, ossos do carpo, metacarpo, falanges proximais, média, distal, ossos sesamóides. o CINTURA PÉLVICA: Íleo, ísquio, pube, sacro. o MEMBRO POSTERIOR OU PELVINO: Fêmur, tíbia, fíbula, ossos do tarso, metatarso, falanges proximal, média distal, sesamóides (patela) -14 Cartilagem daescápula Fossa supra-espinhal Tuberosidade da espinha da escápula Espinha da escápula Colo tubérculo supraglenóide fossa infra-espinhal Cavidade glenóide Cartilagem da escápula Face serrátil Fossa subescapular Face serrátil Colo Cavidade glenóide tubérculo supraglenóide ESCÁPULA Vista Lateral Vista Medial -15 Tubérculo Menor Tubérculo Maior Tuberosidade Deltóide Tuberosidade Redonda maior Tubérculo Maior Côndilo do Úmero Cabeça do Úmero Tuberosidade Deltóide Côndilo do úmero Fossa do Olécrano ÚMERO Vista Cranial Vista Lateral -16 Tubérculo Maior Deltóide Cabeça do Úmero Colo Tuberosidade Redonda maior Fossa do Olécrano Tubérculo Menor Cabeça do Úmero Colo Tuberosidade Redonda maior Côndilo do úmero ÚMERO Vista Medial Vista Caudal -17 Tuberosidade do Olécrano Processo Ancône Tuberosidade do rádio Corpo do Rádio RÁDIO e ULNA Espaço Corpo da Ulna Corpo do Rádio Vista Lateral Vista Cranial -18 VISTA CRANIAL OU DORSAL extremidade distal do rádio osso carpo acessório osso carpo intermédio osso carpo radial II osso cárpico osso carpo ulnar IV osso cárpico III osso cárpico extremidade proximal dos ossos do metacarpo OSSOS DO CARPO -19 Metacarpos III Osso Metacárpico III Osso Metacárpico vista dorsal vista palmar III Osso Metacárpico II Osso Metacárpico IV Osso Metacárpico secção transversal proximal dos ossos metacárpicos OSSO METACARPO -20 III Osso metacárpico Falange proximal osso sesamóide proximal Falange média Processo extensório Falange distal Processo basilar Processo retrosal Obs.: O osso sesamóide distal (navicular) não pode ser visualizado. Ele localiza-se caudalmente entre a falange média e a falange distal OSSOS DOS DÍGITOS DOS MEMBROS TORÁCICO e PÉLVICO Vista Lateral -21 Osso Coxal Patela Fêmur Fíbula Fêmur Patela Tíbia Ossos do Tarso Metatarso Sesamóide Proximal Falanges vista lateral vista medial MEMBRO PÉLVICO -22 OSSO COXAL Tuberosidade do coxal Tuberosidade Sacral Tuberosidade do coxal Osso Sacro Osso Íleo Face Lunata Fossa do Acetábulo Forame obturado Sínfise Pélvica Osso Ísquio Arco Isquiático Tuberosidade Isquiática Íleo Íleo Vista Ventral -23 OSSO COXAL Tuberosidade Sacral Crista Ilíaca Asa do Ílio Tuberosidade do coxal Face Lunata Púbis Ísquio Tuberosidade Isquiática Vista Lateral -24 Colo do fêmur Trocanter maior Trocanter maior Cabeça do Fêmur Cabeça do Fêmur Trocanter Menor Terceiro Trocanter Corpo do Fêmur Terceiro Trocanter Corpo do Fêmur Côndilo Medial Côndilo lateral Fossa Supracondilar Côndilo Medial Côndilo Medial Tróclea Côndilo lateral Tróclea Côndilo lateral FÊMUR Vista Cranial Vista Lateral -25 Colo do Fêmur Trocanter Maior Cabeça do Fêmur Fóvea Fóvea Fossa Trocantérica Trocanter Menor Terceiro Trocanter Corpo do fêmur Fossa Supracondilar Corpo do Fêmur Côndilo lateral Fossa Intercondilar Côndilo Medial Tróclea FÊMUR Vista Caudal Vista Medial -26 Patela Base Face Cranial Superfície articular Ângulo Lateral Superfície articular Ângulo Medial Ápice da Patela Ângulo Medial Vista Cranial Vista Caudal -27 Côndilo Medial Eminência Intercondilar Eminência Intercondilar Tuberosidade da Tíbia Côndilo lateral Fíbula Fíbula Crista da tíbia Crista da tíbia Corpo da Tíbia Corpo da Tíbia Maléolo Medial Maléolo lateral Superfície Articular Distal TÍBIA e FÍBULA Vista Cranial Vista Lateral -28 Tuberosidade da Tíbia Eminência Intercondilar Eminência Intercondilar Côndilo Lateral Côndilo Medial TÍBIA e FÍBULA Vista Dorsal -29 extremidade distal da tíbia calcâneo tálus osso tarso central I e II osso társico (fusionados) III osso társico IV osso társico metatarsos OSSOS DO TARSO -30 IV osso metatársico II osso metatársico III osso metatársico IV osso metatársico III osso metatársico vista lateral vista plantar II osso metatársico III osso metatársico IV osso metatársico secção transversal proximal dos ossos metatársicos OSSO METATARSO 1 -31 Osso Incisivo 1 Osso Incisivo Forame Mental Osso Maxilar Osso nasal Osso lacrimal Mandíbula Órbita Forame Supra-orbitário Osso Frontal Osso Parietal Osso Temporal Osso Zigomático Osso Occipital OssoOccipital OSSO DA CABEÇA (crânio e face) DO EQUINO Forame Infra-orbitário -32 Osso Parietal Osso Temporal Osso Temporal Osso Frontal Órbita Forame Supra-orbitário Osso Lacrimal Osso Zigomático Osso Nasal Osso Maxilar Osso Maxilar Forame Infra-orbitário Forame Infra-orbitário Osso Incisivo OSSO DA CABEÇA (crânio e face) DO EQUINO Vista Dorsal -33 Forame Magno do occipital Côndilo do Occipital Meato Acústico externo Osso Maxilar Osso Palatino Processo jugular Bulha Timpânica Osso temporal Osso esfenóide Asa do esfenóide Osso Pterigóide Vômer Coanas Osso Pterigóide Vômer Coanas Processo palatino do Osso maxilar Osso Incisivo OSSO DA CABEÇA (crânio e face) DO EQUINO Vista Ventral -34 Forame Mandibular Processo Coronóide Côndilo Da Mandíbula Dentes Molares Dentes Pré- Molares Ramo Vertical da Mandíbula Dente Canino Dentes Incisivos Forame Mental Ramo Horizontal da Mandíbula Mandíbula Vista Crânio-lateral -35 Timpanohióideo Estilohióideo Timpanohióideo Estilohióideo Epihióideo Ceratohióideo Tirohióideo Basohióideo Processo lingual Basohióideo APARELHO HIÓIDEO Vista Lateral -36- Processo transverso Tubérculo Dorsal Face articular cranial Forame Transverso Forame vertebral Tubérculo Dorsal Tubérculo ventral Forame Vertebral Lateral Forame Alar Processo transverso ou Asa do Atlas Forame vertebral Face articular caudal Face articular caudal Forame transverso Atlas -1ª vértebra cervical OSSOS DA COLUNA VERTEBRAL -37- Tubérculo Dorsal Processo transverso Forame vertebral Tubérculo ventral Face articular caudal Forame Transverso Forame Alar Processo transverso ou Asa do Atlas Processo transverso ou Asa do Atlas Forame Transverso Tubérculo ventral Face articular cranial Forame vertebral ATLAS -1ª VÉRTEBRA CERVICAL 38 Tubérculo Dorsal Forame Vertebral lateral Forame vertebral Forame Transverso Dente do áxis Processo transverso Face articular Cranial Crista ventral Face articular Caudal Tubérculo Dorsal Forame Vertebral lateral Forame vertebral Dente do áxis Face articular Caudal Forame Transverso Crista ventral AXIS -2ª VÉRTEBRA CERVICAL -39- Face Articular caudal Forame Vertebral Forame Transverso Processo Transverso Face Articular caudal Crista ventral 3ª A 7ª VÉRTEBRA CERVICAL -40- Processo Espinhoso Processo Transverso Faceta articular p/ o tubérculo da costela Faceta articular p/ a cabeça da costela Corpo da vértebra Forame Vertebral Processo Espinhoso Processo Transverso Faceta articular p/ o tubérculo da costela Faceta articular p/ a cabeça da costela Corpo da vértebra Crista ventral Vista Caudal Vista Cranial -41- Processo Espinhoso Faceta articular p/ o tubérculo da costela Faceta articular p/ a cabeça da costela Faceta articular p/ a cabeça da costela Corpo da vértebra Crista Ventral Vértebra torácica Vista Lateral -42- Processo Espinhoso Forame vertebral Processo Mamilar Corpo da Vértebra Processo transverso Crista Ventral Vista Cranial Processo Espinhoso Canal vertebral Processo Mamilar Corpo da Vértebra Processo transverso Crista Ventral Vista Caudal -43- OSSO SACRO Canal Sacral Asa do sacro Forame sacral dorsal Forame sacral dorsal Processo Articular cranial Forame sacral ventral Forame sacral ventral Vista Ventral Vista Dorsal -44- OSSO SACRO Processos Espinhosos Processo Articular cranial Forame sacral dorsal Forame sacral ventral Asa do sacro com superfície articular p/ o osso coxal Vista Lateral -45- Tubérculo da Costela Colo da costela Cabeça da costela Tubérculo da Costela Colo da costela Cabeça da costela COSTELAS -46- Tubérculo da costela Cabeça da costela Tubérculo da costela Cabeça da costela Corpo da costela Corpo da costela Articulação Costocondral Articulação Costocondral COSTELAS -47- Manúbrio Esternal Corpo da costela Esternebra Cartilagem Costal Articulação Costocondral Corpo da costela Esternebra Esternebra Cartilagem Xifóide Corpo da costela ESTERNO DO CÃO Vista Ventral -48- APARELHO LOCOMOTOR ARTROLOGIA -49- ARTICULAÇÕES ➢ CONCEITO: Meios pelos quais as partes rígidas do organismo (ossos e cartilagens) se unem para formar o esqueleto. Articulação sinovial: função de união, e permite o movimento de um seguimento em relação a outro. ➢ CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES Três tipos: Fibrosa, Cartilaginosa e Sinovial. o Fibrosas: união entre dois ossos contíguos e constituída por tecido conjuntivo fibroso. Três tipos. • Suturas: ocorrem entre os ossos do crânio. o Planas - bordas articulares mais ou menos retilíneas (sutura internasal) o Escamosas - bordas articulares encaixando-se em bisel o Serradas - bordas articulares unindo-se em linha denteada • Sindesmoses: ocorrem entre outros ossos que não os do crânio. Ex.: ocorre entre os osso metacárpicos e metatársicos do equino. Com a idade, estas junturas também se ossificam. • Gonfose: entre a raiz do dente e seu alvéolo. o Cartilagíneas: meio de união entre as superfícies articulares é constituído por tecido cartilaginoso (fibrocartilagens ou cartilagem hialina, ou uma combinação de ambas). Classificam-se em dois tipos: • Sincondrose: meio de união é constituído por cartilagem hialina. A maioria das articulações de cartilagem hialina é substituída por osso quando cessa o crescimento. Exemplos: sincondrose mandibular nos bovinos, sincondrose, esfeno-occipital. Com a idade as sincondroses frequentemente se ossificam. • Sínfise: ossos estão unidos por cartilagem fibrosa. Ex.: sínfise pelvica e a união entre os corpos das vértebras (disco intervertebral). Tambem podem se ossificar com a idade, reduzindo progressivamente a mobilidade entre os ossos unidos. -50- o Sinovias: meio interposto entre as superfícies articulares é um fluído especial, o líquido sinovial. Constituem as articulações propriamente ditas, que têm a função de unir dois ou mais elementos ósseos, possibilitar o deslocamento de um em relação a outro, resultando em movimento dos seguimentos corporais. Estas são caracterizadas pela presençade uma CÁPSULA ARTICULAR, que consiste n uma estrutura membranácea que envolve as extremidades dos ossos que se articulam. Assim, a cápsula articular delimita uma cavidade – cavidade articular – na qual esta contido o líquido sinovial. A cápsula articular é constituída por duas camadas: uma externa, Membrana Fibrosa [resistente, formada por tecido conjuntivo denso; em alguns pontos, ela pode ser reforçada por faixas fibrosas mais espessas, os ligamentos capsulares], e outra interna, membrana sinovial [lisa, brilhante e reveste inteiramente toda a cápsula articular]. É bastante inervada e vascularizada. O líquido sinovial, produzido pela membrana sinovial, é um fluido claro, transparente e dotado de viscosidade, devido a presença de mucinas; contém albumina, sais, gotículas lipídicas e resíduos celulares. Função - lubrificar as superfícies articulares de modo a reduzir o atrito e desgaste entre elas. Admite- se também que desempenha função no transporte de nutrientes para as cartilagens articulares, que são avasculares, bem como na remoção de seus catabolitos. As cartilagens articulares são de natureza hialina e revestem toda a superfície de contato de um osso com outro. Elas são desprovidas de vascularização e de inervação. A função de união da cápsula articular é reforçado pela presença de ligamentos. o Ligamentos capsulares: na espessura da própria cápsula articular, existem ligamentos extra-capsulares (externamente à cápsula articular) e ligamentos intra-articulares (interior da cavidade articular). Em algumas articulações encontram-se, interpostas entre as superfícies articulares, estruturas fibrocartilagíneas, os discos e os meniscos intra- articulares. Para eles, admitem-se duas funções: a) amortecer as pressões sobre a articulação; -51- b) possibilitar melhor adaptação ou concruência de uma superfície articular a outra, facilitando o deslizamento. Meniscos são encontrados na articulação do joelho, enquanto disco intra-articular ocorre na articulação temporamandibular. Dentro da cavidade articular podem ser encontrados acúmulos de tecidos adiposo, revestidos por membrana sinovial, formando coxins mais ou menos desenvolvidos. Em algumas articulações, a borda da superfície articular côncava é guarnecida por um anel de fibrocartilagem, formando o chamado lábio glenoidal, na cavidade glenóide da escápula e lábio acetabular, no acetábulo do quadril. Os lábios aumentam a profundidade da superfície articular e tendem a evitar fraturas de suas bordas. ➢ PRINCIPAIS MOVIMENTOS EXECUTADOS NAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS Numa articulação, o movimento faz-se em torno de um eixo, perpendicular do plano nos quais os segmentos ósseos envolvidos se movimentam. Os principais movimentos executados nas articulações são os seguintes: o Movimentos angulares: há diminuição ou aumento do ângulo entre o segmento que se desloca e aquele que se mantém fixo. No primeiro caso ocorre flexão e no segundo extensão. Quando o segmento móvel se aproxima do plano mediano ocorre adução e quando se afasta do mesmo plano ocorre abdução. o Rotação: o segmento gira em torno de seu próprio eixo longitudinal. Distinguem-se uma rotação no sentido do plano mediano ou pronação e uma rotação em sentido oposto ou supinação. Estes movimentos são muito limitados nos animais domésticos, mas rotação típica ocorre na articulação entre atlas e áxis. o Circundação: é um movimento complexo, resultante da combinação dos movimentos de adução, extensão, abdução, flexão e rotação. O extremo distal do segmento que se desloca descreve um círculo e o corpo do segmento. De acordo com o número de eixos em torno dos quais se realizam os movimentos, as articulações se classificam em 3 tipos: -52- o Mono-axiais: movimentos se realizam em torno de um único eixo e em um único plano. Permitem apenas flexão e extensão, ocorrendo na grande maioria das articulações entre ossos dos membros. o Bi-axiais: movimentos podem se realizar em torno de dois eixos e, portanto, em dois planos, permitindo flexão e extensão, adução e abdução. Ex.: articulação temporomandibular. o Tri-axiais: movimentos podem ser executados em torno de três eixos, permitindo flexão, extensão, adução, rotação e resultando da combinação de todos, circundação. Ex.: articulação do quadril. ➢ CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS De acordo com a forma das superfícies articulares, as articulações classificam-se nos seguintes tipos: o Plana: superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento de uma sobre a outra em qualquer direção. Ex.: articulação entre os ossos do carpo. o Gínglimo: permite movimentos angulares de flexão e extensão. Ex.: articulação do cotovelo. o Cilindróide: superfícies articulares são segmentos de cilindro, permitindo movimentos de rotação. Ex.: articulação entre o atlas e o dente do áxis. o Condilar: o côndilo se aloja em uma cavidade elíptica. É do tipo bi-axial, permitindo flexão e extensão, adução e abdução. Ex.: articulação temporomandibular. o Esferóide: uma das superfícies articulares é um segmento de esfera e a oposta é uma concavidade na qual a primeira se encaixa. É do tipo tri-axial, permitindo movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação e circundação. Ex.: articulações entre a cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero (ombro), entre o acetábulo e cabeça do fêmur (quadril). -53- ARTICULAÇÕES FIBROSAS Sutura Escamosa GONFOSE úmero rádio ulna ligamento interósseo antebraquial membrana interóssea antebraquial SINDESMOSE ossos do carpo Sutura Serreada Sutura Folhosa Sutura Plana (Suíno) cabeça de eqüino antebraço de cão; vista lateral -54- ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS SINCONDROSE SÍNFISE EPÍFISE PROXIMAL DIÁFISE CARTILAGEM METAFISÁRIA EPÍFISE DISTAL vista medial de secção mediana das vértebras osso rádio de cão jovem -55- ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO ESCÁPULO- UMERAL Espinha da Escápula Escápula Cápsula Articular Cápsula articular Tuberosidade Deltóide Úmero vista cranial vista lateral Classificação: esferóide Movimentos: extensão, flexão, adução, abdução e circundação (primatas) Escápula Cápsula Articular Úmero Tuberosidade Deltóide -56- Úmero Rádio ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO ÚMERO-RÁDIO-ULNAR ou ARTICULAÇÃO CÚBITA Cápsula Articular Cápsula Articular Ligamento Colateral Medial vista cranial Classificação: gínglimo angular perfeito Movimentos: extensão e flexão -57- ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO ÚMERO-RÁDIO-ULNAR ou ARTICULAÇÃO CÚBITA Úmero Cápsula Articular Ligamento Colateral Lateral Úmero Ligamento Colateral Medial Espaço Interósseo Cápsula Articular Ligamento Colateral Medial Ligamento Colateral Medial Rádio Rádio vista lateral vista medial -58- ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO CÁRPICA Rádio Ligamento Intercárpico dorsal Ligamento Intercárpico Dorsal Ligamento Colateral Lateral Ligamento Colateral Medial Ligamento Intercárpico Dorsal Ligamento Carpometacárpico dorsal Osso II Metacárpico Osso IV Metacárpico Osso III Metacárpico vista cranial ou dorsalClassificação: elipsóide Movimentos: extensão, flexão, adução, abdução e circundação (primatas e ursídeos) -59- ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO CÁRPICA Ligamento Acessório-ulnar Ligamento colateral lateral Ligamento intercárpico dorsal Ligamento colateral lateral Ligamento Acessório-ulnar do carpo Ligamento Acessório-quartal Ligamento Acessório-metacárpico Ligamento colateral lateral Osso IV Metacárpico Osso III Metacárpico vista lateral Rádio Ligamento Acessório-metacárpico Ligamento colateral lateral Osso III Metacárpico Osso IV Metacárpico Osso II Metacárpico vista medial -60- ARTICULAÇÃO METACARPOFALANGEANA ou METATARSOFALANGEANA Osso Metacarpo Ligamento Interósseo Ligamento Interósseo Ligamento Extensor comum dos dedos Ligamento Sesamóideo Colateral Lateral Ligamento Palmar ou Plantar Tendão Flexor Digital Superficial e Tendão Flexor Digital Profundo Ligamento Sesamóideo Reto Ligamento Sesamóideo Oblíquo vista lateral vista palmar Classificação: gínglimo Movimentos: extensão, flexão, adução, abdução -61- Ligamento Acessório do Fêmur Cápsula Articular ARTICULAÇÃO COXAL Ligamento transverso do acetábulo Cartilagem articular Púbis Ísquio Ísquio Fêmur Ligamento da cabeça Cápsula Articular vista ventral Lig. Acessório do Fêmur do Fêmur Ligamento transverso do acetábulo Cartilagem articular Classificação: Cotílica Movimentos: extensão, flexão, abdução, adução e circundação Ligamento Redondo ou Ligamento da cabeça do Fêmur Ligamento Acessório do Fêmur Tuberosidade Isquiática -62- ARTICULAÇÃO FÊMURO-TIBIO-PATELAR Fêmur Ligamento patelar intermédio Ligamento patelar medial Ligamento colateral medial Menisco medial Ligamento patelar lateral Menisco lateral Tuberosidade da Tíbia Fíbula Classificação: Condilar Movimentos: extensão, flexão, abdução e adução Ligamento femuropatelar lateral Ligamento Colateral Lateral Menisco lateral Ligamento tibial do menisco lateral Ligamento femural do menisco lateral Ligamento cruzado caudal Menisco medial Fíbula Tíbia -63- ARTICULAÇÃO FÊMURO-TIBIO-PATELAR Fêmur Ligamento femuropatelar medial Lig. Patelar medial Lig. Patelar medial Ligamento femuropatelar lateral Lig. Colateral Lateral Fíbula Menisco medial Lig. Colateral medial Lig. Patelar lateral Lig. Patelar intermedio Vista lateral vista medial -64- ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO TÁRSICA Ligamento colateral lateral curto Ligamento colateral lateral longo Ligamento colateral medial longo Ligamento dorsal III osso Metatársico IV osso metatársico vista cranial ou dorsal Classificação: gínglimo angular perfeito Movimentos: extensão e flexão -65- ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO TÁRSICA Ligamento colateral lateral curto Ligamento colateral lateral longo Ligamento colateral lateral curto Ligamento plantar longo Ligamento dorsal III metatársico IV metatársico vista lateral -66- ARTICULAÇÕES SINOVIAIS ARTICULAÇÃO TÁRSICA Ligamento plantar longo Ligamento colateral medial curto Ligamento colateral medial longo Ligamento colateral medial curto Tálus Ligamento dorsal do tarso II osso metatársico III osso Metatársico vista medial -67- APARELHO LOCOMOTOR MIOLOGIA -68- MIOLOGIA ➢ CONCEITO: Os músculos são os órgãos responsáveis pelo movimento que os animais são capazes de realizar. O movimento deve-se a contração executada pela célula ou fibra muscular de determinado músculo. O tecido muscular e os músculos, são classificados, sob os pontos de vista morfológico e fisiológico, em três categorias: liso, cardíaco e esquelético. ] Músculo liso: constitui uma das camadas da maioria das vísceras ocas e dos vasos sangüíneos. Suas células são fusiformes e não possuem estriações. O movimento resultante da contração das fibras musculares lisas é lento e escapa ao controle voluntário do animal. Músculo cardíaco: constituído por células alongadas e ramificadas, que se anastomosam com as vizinhas e possuem estriações transversais. O movimento resultante é rítmico, vigoroso e involuntário. Músculo esquelético é constituído por fibras estriadas esqueléticas, que são carcteristicamente longas e com estriações transversais. A contração do músculo esquelético é rápida, vigorosa e está sob a vontade do individuo. ➢ COMPONENTES ESTRUTURAIS DO MÚSCULO ESQUELÉTICO: Os músculos esqueléticos são encontrados em situações diversas. A maioria deles apresenta-se individualizada, dispõe-se ao longo do esqueleto e cruza uma ou mais articulações. A contração destes músculos provoca o movimento dos seguimentos ósseos interessados. Outros músculos não se encontram diretamente presos ao esqueleto. Neste caso, eles podem ser superficiais, de modo tal que estão ligados à pele. A sua contração provoca o movimento da própria pele. Eles são denominados músculos cutâneos. Há ainda outros músculos esqueléticos que se encontram relacionados com vísceras, nas quais eles guardam seus orifícios naturais; são os denominados esfíncteres. Cada fibra muscular é envolvida por uma tênue película de tecido -69- conjuntivo denominado ENDOMÍSIO. Por sua vez, as fibras são agrupadas em feixes pelo PERIMÍSIO, de composição morfológica semelhante à do endomísio. O EPIMÍSIO envolve externamente todos os feixes de fibras de um determinado músculo. Os feixes musculares constituem a parte carnosa ou ventre de um músculo esquelético típico que, geralmente, situa-se na parte média deste músculo. As extremidades servem para fixação do músculo e são denominadas tendões ou aponeuroses. Os tendões têm a forma aproximadamente cilíndrica ao passo que as aponeuroses são largas e finas. Em muitos músculos, seus tendões são tão curtos que dão a impressão de estarem se prendendo no osso no meio de suas fibras musculares. Figura. Organização do músculo esquelético com seu tendão. Figura retirada no livro de Anatomia dos Animais Domésticos – getty. Observe nas duas figuras acima, a organização do músculo esquelético com seu tendão. -70- ➢ Origem e Inserção Toda a vez que um músculo se contrai, uma de suas extremidades permanece fixa enquanto a outras se desloca. Extremidade que permanece fixa durante a contração denomina-se origem ou cabeça e a que se desloca constitui a inserção ou cauda do músculo. Todavia, como estes são convencioais, existem muitas situações em que se torna difícil reconhecer a origem e a inserção de um músculo. ➢ Bainhas Sinoviais Em determinados locais, os tendões correm em contato com extensas superfícies ósseas. Aí, estes tendões são envolvidos por dupla membrana conjuntivo-sinovial, interligados pelo mesotendão. A cavidade limitada pelas membranas é preenchida por líquido semelhante ao líquido sinoval das cavidades articulares.Este sistema facilita o deslocamento do tendão pela diminuição de seu atrito com as partes duras. Estas membranas são altamente vascularizadas e podem, ocasionalmente, inflamar-se, ocasionando graves infecções, especialmente nos membros daqueles animais de corrida. ➢ Bolsas Sinovias São sacos de tecido conjuntivo revestidas internamente por membrana sinovial e preenchidas por líquidos viscoso semelhante ao sinovial. Elas aparecem em pontos de atrito entre tendões e ossos e entre a pele e ossos. Tal como as bainhas, elas também auxiliam o movimento pela diminuição do atrito entre as partes em contacto. Algumas bolsas inflamam-se (bursites) com certa facilidade. -71- Figura. Um tendão com suas bainhas sinoviais e fibrosa. Figura retirada do livro de Anatomia dos Animais Domésticos - getty ➢ Fáscias Lâminas de tecido conjuntivo que envolvem os músculos e separam- nos uns dos outros. Elas funcionam como uma bainha elástica para os músculos. A separação entre os músculos é feito por septos intermusculares que partem profundamente da fáscia e que podem se prender nos ossos. As fáscias proporcionam espaço para que os nervos atinjam os músculos. ➢ Nomenclatura dos Músculos Os músculos são denominados de acordo com sua posição no esqueleto, como por exemplo: intercostal, peitoral, parótido-auricular, nasal. Forma – por exemplo: trapézio, rombóide, serrátil, deltóide, bíceps, tríceps, grácil, piriforme. Direção de suas fibras – exemplo: reto, oblíquo, transverso ou ainda com a ação que executa – exemplo: flexor, extensor, abdutor, tensor. ➢ Classificação dos Músculos Os músculos podem ser classificados segundo vários critérios. -72- o Quanto à disposição das fibras musculares As fibras dos músculos esqueléticos estão paralelas ou obliquamente dispostas em relação no eixo de contração do músculo. Fibras paralelas são encontradas nos músculos longos e nos largos. Nos músculos longos dos membros, as fibras tendem a convergir para os tendões, conferindo aspecto fusforme ao músculo. Músculo que possuem fibras oblíquas em relação aos tendões são denominados peniformes (em forma de pena). Quando as fibras se prendem numa só borda do tendão, o músculo é do tipo unipendado, quando as fibras se prendem em duas bordas, ele é bipenado e, quando elas se prendem em dois ou mais tendões, ele é classificado como multipenado. Figura Várias disposições de fibras musculares esqueléticas. ➢ Quanto à origem Os músculos que se originam por dois, três ou quatro tendões são denominados bíceps, tríceps, ou quadríceps, respectivamente. Cada um destes tendões de origem é denominado cabeça, daí a razão da denominação destes músculos. ➢ Quanto ao ventre muscular A maioria dos músculos esqueléticos possui apenas um ventre. Entretanto, alguns apresentam dois ou mais ventres. Os músculos com dois ventres são denominados digástricos. Músculos poligástricos são aqueles que -73- possuem mais de dois ventres. ➢ Quanto a inserção Alguns músculos inserem-se por dois tendões. Eles são denominados bicaudados. Músculos policaudados são aqueles que se inserem por mais de dois tendões. ➢ Quanto a função o Agonista: músculo ou um grupo do músculos que provocam diretamente o movimento desejado. A ação da gravidade pode também agir como um agonista. Ex: Flexão do braço. o Antagonista: músculos que diretamente se opõem ao movimento desejado. Assim, o tríceps do braço, o qual é extensor do antebraço quando age como um agonista, é o antagonista dos flexores do antebraço. Dependendo da intensidade e força do movimento, os antagonistas podem relaxar-se, ou, por processo de alongamento durante a contração, eles podem controlar o movimento e torna-lo suave, livre e vibrações e preciso. Sinergista: quando um músculo atua no sentido de eliminar algum movimento indesejado que poderia ser produzido pelo agonista. o Inervação e nutrição: atividade muscular é controlada pelo SNC. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo, se acaso o nervo for seccionado, o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia. Para executar seu trabalho mecânico, os músculos necessitam de considerável quantidade de energia. Em vista disso os músculos recebem eficiente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias, que neles penetram e se ramificam intensamente, nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo. Pois assim estão melhor protegidos. -74- MÚSCULOS SUPERFICIAIS DA CABEÇA DO EQUINO Vista Lateral M. Orbicular da boca M. Canino M. Levantador do lábio superior M. Bucinador M. depressor do lábio inferior M. Masséter M. Levantador nasolabial M. zigomático M. Orbicular do olho M. Parótido Auricular -75- MÚSCULOS DO MEMBRO TORÁCICO DO EQUINO VISTA LATERAL M. supra-espinhal M. infra-espinhal M. bíceps braquial M. braquial M. extensor radial do carpo M. extensor digital comum M. extensor digital lateral M. Deltóide M. deltóide M. tríceps braquial Cabeça longa M. tríceps braquial Cabeça lateral M. extensor ulnar do carpo -76- MÚSCULOS DO MEMBRO TORÁCICO DO EQUINO VISTA MEDIAL Escápula M. subscapular M. redondo maior M. supra-espinhal M. tríceps braquial Cabeça longa M. coracobraquial M. braquial M. coracobraquial M. tríceps braquial Cabeça média M. bíceps braquial M. flexor ulnar do carpo M. flexor M. braquial radial do carpo M. extensor radial do carpo -77- VISTAS LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DA REGIÃO DO ANTEBRAÇO DO EQÜINO M. extensor radial do carpo M. extensor Digital comum M. extensor ulnar do carpo M. extensor Digital lateral M. flexor ulnar do carpo; cabeça ulnar M. flexor digital profundo M. extensor oblíquo do carpo -78- VISTAS MEDIAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DA REGIÃO DO ANTEBRAÇO DO EQUINO M. flexor digital superficial M. flexor radial do carpo M. flexor ulnar do carpo; cabeça ulnar M. flexor ulnar do carpo; cabeça umeral M. extensor radial do carpo Rádio M. flexor digital profundo -79- MÚSCULOS DO MEMBRO PÉLVICO DO EQUINO VISTA LATERAL M. Glúteo Médio M. Tensor da fáscia lata M. Glúteo superficial M. Tensor da fáscia lata M. Semitendinoso Reto Femoral M. Bíceps Femoral -80- MÚSCULOS DO MEMBRO PÉLVICO DO EQUINO VISTA MEDIAL M. tensor da fáscia lata M. Pectíneo M. Adutor M. retofemoral M. Vasto medial M. Semimembranoso M. Semitendinoso -81- VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO EQUINO M. Gastrocnêmio Cabeça lateral M. Flexor digital superficial M. Extensor digital longo M. Extensor digital lateral Tendão calcâneo M. Flexor digital profundo -82- VISTA MEDIAL DOS MÚSCULOS DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO EQUINO M. Gastrocnêmio Cabeça medial M. poplíteo M. Flexor digital profundo (Tibial caudal) M. Flexor digital profundo M. Flexor digital profundo M. extensor digital longo M. tibial cranial -83- VISTA VENTRAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DA CABEÇA, PESCOÇO E TÓRAX DO CÃO M. digástrico M. masseter M. milohióideo M.digástrico M. masseter M. esternohióideo M. esternocefálico M. braquiocefálico M. peitoral Superficial M. peitoral Superficial M. esternohióideo M. esternocefálico M. braquiocefálico M. braquiocefálico M. peitoral profundo M. grande dorsal M. oblíquo externo do abdômen M. peitoral profundo -84- VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO PESCOÇO E TÓRAX DO CÃO M. esternocefálico M. braquiocefálico M. braquiocefálico M. trapézio M. omotransverso M. grande dorsal M. esternohióideo M. esternocefálico M. braquiocefálico M. braquiocefálico M. peitoral superficial M. oblíquo externo do abdômen M. peitoral profundo M. tríceps braquial M. deltóide M. braquial -85- VISTA VENTRAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO PESCOÇO, TÓRAX, ABDÔMEN E REGIÃO FEMORAL DO CÃO M. braquiocefálico (cleidocervical) M. braquiocefálico (cleidobraquial) M. esternohióide M. esternocefálico M. grande dorsal M. peitoral superficial M. peitoral profundo M. peitoral profundo M. Oblíquo externo do abdômen M. reto do abdômen M. oblíquo externo do abdômen umbigo Linha alba ou branca M. transverso do abdômen M. Oblíquo interno do abdômen M. Sartório cranial M. Sartório caudal M. Grácil -86- VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO ANTEBRAÇO DO CÃO M. extensor radial do carpo M. extensor digital comum M. extensor digital lateral M. extensor ulnar do carpo M. flexor ulnar do carpo; cabeça ulnar M. flexor ulnar do carpo; cabeça umeral M. extensor oblíquo do carpo -87- VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO ANTEBRAÇO DO CÃO M. flexor ulnar do carpo M. extensor radial do carpo M. pronador redondo M. flexor radial do carpo M. flexor digital superficial M. flexor digital profundo -88- VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS DA REGIÃO DA ARTICULAÇÃO COXAL E FEMORAL DO CÃO M. glúteo médio M. glúteo superficial M. glúteo médio M. adutor M. Sartório M. Tensor da fáscia lata M. Semi- membranoso M. Semi- tendinoso M. vasto lateral M. Semimembranoso M. Bíceps femoral músculos superficiais músculos profundos -89- VISTA MEDIAL DOS MÚSCULOS DA REGIÃO DA ARTICULAÇÃO COXAL E FEMORAL DO CÃO M. reto femoral M. semimembranoso M. vasto medial M. pectíneo M. adutor M. sartório cranial M. sartório caudal M. semimembranoso M. vasto medial M. semitendinoso M. gastrocnêmio M.grácil -90- VISTA LATERAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO CÃO Fêmur M. fibular longo M.gastrocnêmio M. tibial cranial M. flexor digital profundo M. extensor digital longo M.flexor digital superficial M.extensor digital lateral Tendão calcâneo -91- VISTA MEDIAL DOS MÚSCULOS SUPERFICIAIS DA REGIÃO CRURAL (PERNA) DO CÃO Fêmur Patela M. gastrocnêmio cabeça medial M. poplíteo M. flexor digital profundo M. flexor digital superficial M. flexor digital profundo M. tibial cranial Tendão calcâneo