Apostila Direito Constitucional com Esquemas
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Apostila Direito Constitucional com Esquemas


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se-á nos moldes do artigo 80 da Carta Magna. 
O vice, o substituto e sucessor natural do Presidente da República, no caso de vacância deste cargo, 
assumindo para cumprir integralmente o mandato do primeiro. 
Aula 3
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O Vice-presidente da República
O Vice-presidente da República possui funções próprias e impróprias. Estas são as que decorrem de 
convocação do Presidente da República, para missões especiais, decorrentes da administração da União 
(Chefia de Governo), ou da República Federativa do Brasil (Chefia de Estado).
Já as funções próprias são a de substituir e suceder o Presidente, de participar nos conselhos da República e 
da Defesa, que veremos mais a frente e outras, previstas na lei complementar encomendada pelo Parágrafo 
Único do artigo 79 da Constituição Federal.
Os Ministros de Estado
Os ministros de Estado são tratados pelos artigos 87 e 88 da Constituição Federal, o primeiro afirmando a 
necessidade de que tenham vinte e um anos e estejam em pleno exercício dos direitos políticos. 
Terá a competência de coordenar a pasta que lhe foi atribuída, bem como "referendar os atos e decretos 
assinados pelo Presidente da República", ou seja, concordar com todos os decretos do Presidente, que 
também são assinados pelos ministros pertinentes. Assim, se o decreto visar a regulamentação de lei sobre 
transgênico, deverá ser assinado também pelos ministros da Agricultura e da Ciência e Tecnologia. E se um 
ministro negar-se ao referendo, o decreto será, segundo a melhor doutrina, meramente irregular, incapaz de 
tornar invalido o ato presidencial.
Por último, cabe dizer que o ministério deve ser criado e extinto por lei, porém a sua organização interna, 
desde que não implique em aumento de despesa, caberá ao próprio Presidente da República.
Do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional
O Conselho da República é o mais importante órgão de consulta do Presidente e dele participam, além das 
autoridades elencadas no artigo 89 da Carta Constitucional, "seis cidadãos brasileiros natos, com mais de 
trinta e cinco anos de idade, nomeados, paritariamente, pelo Chefe de Estado, pelo Senado e pela Câmara 
dos Deputados". Compete-lhe discutir questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas, 
bem como a viabilidade de intervenção federal, estado de defesa e de sítio, sempre mediante convocação 
presidencial.
Responsabilidade Penal e Política do Presidente da República
A Responsabilidade Penal do Presidente
Convém aduzir a inexistência de imunidade penal do Presidente da República. Ao contrário dos 
parlamentares, ele responde por crimes de palavra, como por difamação, injúria ou calúnia, o que ocorre é 
a impossibilidade, na vigência de seu mandato, de ser "responsabilizado por atos estranhos ao exercício de 
suas funções".
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Sendo apresentada denúncia ou queixa-crime ao Supremo Tribunal Federal, órgão competente para julgá-
lo, este, antes de recebê-la, deverá submeter a acusação à Câmara dos Deputados, que poderá permiti-la, 
porém, com o voto de 2/3 dos seus membros. Sem que haja a autorização, o STF não poderá dar início ao 
processo, inobstante não correr o prazo prescricional.
Após a licença, e a defesa prévia, se recebida a denúncia ou a queixa-crime, será o Chefe de Estado afastado 
de suas funções, por até 180 dias, de acordo com o Parágrafo Primeiro, do artigo 86 da Constituição 
Federal.
No caso de condenação, em decorrência disto, perderá o mandato. Quem definitivamente, é condenado 
criminalmente tem suspensos os direitos políticos, nos termos do artigo 15, Inciso III e, sem estes, não poderá 
ocupar cargo eletivo, como dispõe o Inciso II, do Parágrafo 2º, do artigo 14.
A Responsabilidade Política do Presidente
Ao lado do tratamento constitucional dos crimes cometidos pelo Chefe de Governo, os artigos 85 e 86 da 
Constituição Federal também prevêem as infrações políticas, consubstanciadas no que denomina crimes de 
responsabilidade.
O crime de responsabilidade decorre de lei, não da mera vontade do julgador.
A análise será política, portanto, não meramente jurídica, razão pela qual descabido seria o trâmite no 
Judiciário. Ao contrário correrá apenas perante o Legislativo.
Apresentada a acusação à Câmara dos Deputados, por qualquer cidadão brasileiro, esta poderá ou não 
autorizar o processo. Para admiti-lo, necessário será o voto favorável de 2/3 dos deputados (do total, não 
dos presentes), sem o qual estará a acusação rejeitada, com encaminhamento ao arquivo.
No caso da admissão, os autos serão encaminhados ao Senado que, assim que receber a denúncia da 
Câmara, mandará citar o Presidente, para que apresente defesa, disso decorrendo imediato afastamento de 
suas funções, por até 180 dias. O Senado não poderá deixar de recebê-la, visto ser o juízo de 
admissibilidade, atribuição exclusiva da Câmara dos Deputados, não do Senado. 
Iniciado o processo, será dada ampla defesa ao denunciado, que terá direito a produzir as provas que 
entender convenientes, utilizando-se se quiser do auxílio jurídico de advogado. Assim, duas situações são 
de possível ocorrência:
1- absolvição: o Presidente retorna ao cargo, se isto já não houve em virtude de se ter estourado o prazo de 
afastamento. De qualquer modo, o processo será arquivado;
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2- condenação: sempre por 2/3 dos votos dos senadores, presidido, sem voto, pelo Presidente do Supremo 
Tribunal Federal. Perderá o mandato, é o que se denomina "impeachment", ficando inabilitado para o 
exercício de cargo público por oito anos, de acordo com o Parágrafo Único, do artigo 52 da Carta 
Constitucional.
Da Administração Pública 
Administração Pública é o conjunto de órgãos instituídos para o desempenho das funções de governo, 
tipicamente do Executivo, porém também exercida pelo Legislativo e Judiciário, de forma atípica. É atividade 
"sub-lege", isto é, infralegal, de quem segue o princípio da legalidade estrita. 
Dos Princípios da Administração Pública
Art. 37: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade 
e eficiência. 
Do Princípio da Legalidade
O princípio setorial da legalidade é estrito, também chamado de reserva legal, ou seja, determina ação 
apenas no caso de lei, razão pela qual a Administração só poderá fazer o que previamente contido em lei.
Do Princípio da Moralidade
O princípio em tela determina que aja com lealdade, com a conduta esperada pelos administrados, sempre 
pautada no aspecto ético. 
Do Princípio da Impessoalidade
Já em relação ao princípio da impessoalidade, determina a Administração sem identificação, impessoal, 
não se confundido com a figura do governante. Ora, proibido está, de forma expressa, a publicidade 
objetivando identificar a obra ou o serviço público com símbolos do Governante ou mesmo partidários. A 
obra é do Estado ou do Município tal, somente.
Do Princípio da Publicidade
Ao aduzir ao princípio da publicidade, o "caput" do artigo 37 reza serem os atos administrativos acessíveis ao 
público em geral, mesmo sem interesse direto, o que é expressão direta da República, segundo a qual quem 
administra o faz em nome de outrem, do povo, razão de dever prestar contas dos seus atos. 
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Do Princípio da Eficiência
O princípio da eficiência foi incorporado à Constituição pela Emenda 19, de 04 de junho de 1998. 
Pretendeu dar poder às agências reguladoras, contemporâneas ao novo texto, e também maior poder ao 
Judiciário no controle dos atos discricionários da Administração, aquele em que a lei não traça todos os 
elementos, deixando margem de liberdade ao servidor. 
DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL
Capítulo