A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
162 pág.
Exercicios de Portugues - Verbo

Pré-visualização | Página 24 de 50

também deverá se flexionar da mesma forma – “Deverão 
interessar”. 
Algumas pessoas poderiam imaginar um erro de pontuação a vírgula que separa o verbo 
“fazer” de “as correções”. Contudo, deve-se observar que “fazer” faz parte da oração de 
natureza adverbial que se encontra intercalada na oração principal (“no pronunciamento que 
Hawking se prepara para fazer”). Essa opção está correta. 
Comentamos, em nossa aula de verbos, que você deve tomar muito cuidado também na 
concordância verbal dos derivados de ter, vir, pôr e outros verbos cujas terminações sejam 
nasais, pois, nesses casos, não há alteração fonética entre as formas de 3ª pessoa do singular 
e do plural. Lembra-se disso? Pois é, temos agora bons exemplos. 
(B) O pronome “se” com o verbo “opor” tanto pode ser reflexivo como apassivador (no primeiro, 
significaria “colocar-se em oposição a algo” e, no segundo, “algo ser apresentado em oposição 
a outra coisa”). 
O sujeito apresenta como núcleo o substantivo “método”, devendo, pois, manter o verbo no 
singular – “Opõe-se às mais variadas formas de fundamentalismo todo e qualquer método 
científico...”. 
Como o verbo termina de forma nasal (-õe / -õem) e está próximo de um elemento no plural 
(mais variadas formas), o candidato poderia “não ver nem ouvir” o erro de concordância. 
(C) Novamente, temos um verbo de terminação nasal – supor. Este verbo está acompanhado 
do pronome “se” e apresenta idéia passiva, além de possuir transitividade direta (Alguém 
supõe algo). O núcleo do sujeito é dinamismo, levando o verbo para o singular – “... que 
se supõe todo o dinamismo das verdades da ciência.”. 
Logo no início do parágrafo, também vemos uma das construções “princípios se deve ensinar”, 
que, já sabemos, está correta (deve-se ensinar princípios). 
(D) O verbo desanimar é transitivo DIRETO (Algo desanima alguém). Contudo, nessa 
construção, houve a necessidade de se empregar uma preposição antes do objeto direto para 
diferenciá-lo do sujeito (objeto direto preposicionado), evitando, assim, uma possível 
ambigüidade, dada a alteração da ordem direta (o sujeito está posposto ao verbo). Assim, 
pergunta-se: o que não desanima os verdadeiros cientistas? “Um eventual tropeço”. Como o 
núcleo do sujeito está no singular (tropeço), o verbo também segue esse número – “Não 
desanima aos verdadeiros cientistas (...) umeventual tropeço...”. 
(E) Novamente, a banca explora o verbo “caber” (ninguém agüenta mais, não é?). O que cabe 
aos cientistas sérios e honestos? 
 
 
“Reformular suas teorias...” - sujeito oracional leva o verbo para a 3ª pessoa do singular: 
“Cabe aos cientistas (...) reformular suasteorias...”. 
 
26 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005) 
Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é: 
(A) Não costumam ocorrer, em reuniões de gente interessada na discussão de um problema 
comum, conflitos que uma boa exposição dos argumentos não possam resolver. 
(B) Quando há desrespeito recíproco, as razões de cada candidato, mesmo quando justas em 
si mesmas, acaba por se dissolverem em meio às insolências e aos excessos. 
(C) O maior dos paradoxos das eleições, de acordo com as ponderações do autor, se 
verificariam nos caminhos nada democráticos que se trilha para defender a democracia. 
(D) Quando se torna acirrado, nos debates eleitorais, o ânimo dos candidatos envolvidos, é 
muito difícil apurar de quem provém os melhores argumentos. 
(E) Insatisfeitos com o tom maniqueísta e autoritário de que se valem os candidatos numa 
campanha, os eleitores franceses escolheram o que lhes pareceu menos insolente. 
 
Gabarito: E 
 
Comentário. 
(A) Caso clássico – “... conflitos que uma boa exposição dos argumentos não possa resolver”. 
(B) “... as razões de cada candidato (...) acabam por se dissolv....” (???) – o verbo auxiliar 
“acabar”, sem dúvida, deve ser flexionado para concordar com o núcleo do sujeito – razões. 
Na seqüência, vemos um caso de flexão do infinitivo. O sujeito do infinitivo “dissolver” é o 
mesmo de “acabar” – razões. Como o sujeito já foi apresentado, o verbo no infinitivo poderia 
se flexionar ou não – “acabam por se dissolver” ou “acabam por se dissolverem”. 
Note que a primeira forma apresenta um texto mais conciso, limpo, do que a segunda, em que 
se flexionou o infinitivo. Vamos estudar, agora, os casos em que o infinitivo pode, deve ou não 
pode nem deve se flexionar. 
 
 
INFINITIVO 
O infinitivo é uma das três formas nominais do verbo, junto com o gerúndio e o particípio. 
O infinitivo pode ser IMPESSOAL (não se flexiona em número ou pessoa) ou PESSOAL 
(possui sujeito e com ele pode concordar, havendo, nesse caso, flexão de número e pessoa). 
O infinitivo PESSOAL pode se flexionar ou não, a depender da construção. 
Flexionar quer dizer conjugar em todas as pessoas, por exemplo: 
vender, venderes, vender, vendermos, venderem. 
 
CASOS EM QUE O INFINITIVO FLEXIONA 
1. Quando o sujeito da forma nominal está claramente expresso, ou seja, o infinitivo estiver 
acompanhado de um pronome pessoal ou de um substantivo – é o único caso de flexão 
obrigatória. 
A eleição de 2006 será o momento de os eleitores decidirem por uma renovação do 
Congresso Nacional. 
O sujeito da primeira construção (eleição) não é o mesmo do da forma infinitiva (eleitores). 
2. Quando se deseja indicar o sujeito não expresso a partir da desinência verbal: 
Está na hora de irmos embora. 
 
 
Observe que, se não houvesse a indicação pela desinência, não ficaria claro quem deveria ir 
embora. 
 
CASOS DE FLEXÃO FACULTATIVA DO INFINITIVO 
Quando o sujeito do infinitivo já estiver expresso em outra oração, geralmente na oração 
principal, a flexão torna-se facultativa (caso apresentado na questão). Recomenda-se, 
inclusive, omitir a flexão para o texto mais enxuto e objetivo, a não ser que exista o risco de 
ambigüidade, caso em que a flexão será necessária para dissipar qualquer dúvida. De 
qualquer forma, a flexão do infinitivo, nesses casos, é opcional – pode-se flexionar ou não, a 
critério do autor. 
As mulheres se reuniram para decidir/decidirem a melhor forma de conduta. 
As trabalhadoras discutiram uma forma de se proteger/protegerem dos abusos no ambiente de 
trabalho. 
O ministro convidou os índios para participar/participarem do debate 
. 
CASOS DE FLEXÃO DO INFINITIVO EM VOZ PASSIVA 
Com relação à flexão do infinitivo passivo (questão da prova de Auditor RN/2005), no esquema 
SUJEITO / PREPOSIÇÃO / SER / PARTICÍPIO, há duas possibilidades: 
1 - Quando os sujeitos das orações são distintos e o do infinitivo vem logo após a preposição, 
as duas formas – FLEXIONADA OU NÃO - estão certas, dando-se preferência à flexão verbal. 
O objetivo é coletar informações mais precisas para ser / serem cruzadas com outros 
bancos de dados. 
Indique as providências a ser / serem tomadas. 
Envio os documentos para ser / serem analisados. 
 
 
2 - Prefere-se a não-flexão: 
a) quando o sujeito (plural) das duas orações for o mesmo: 
Doenças desse tipo levam até cinco anos para ser / serem tratadas. 
Eles estão para ser / serem expulsos. 
Saíram sem ser / serem percebidos. 
Os pedidos levaram dez dias para ser / serem analisados. 
b) quando se tem um adjetivo antes da preposição: 
São obras dignas de ser / serem imitadas. 
Os alimentos estavam prontos para ser / serem comercializados. 
As presas pareciam fáceis de ser / serem apanhadas. 
Apresentamos exercícios simples de ser / serem feitos. 
Observe que se trata de PREFERÊNCIA, a depender da ênfase que o autor queira dar. Não 
podemos tachar de certo ou errado. Ao não flexionar, valoriza-se a ação; com a flexão, dá-se 
ênfase ao sujeito que a pratica. Muitas vezes, a escolha é feita por questão de eufonia ou de 
clareza textual. 
(C) Caso clássico combinado com construção de voz passiva – “O maior dos paradoxos das 
eleições, de acordo com as ponderações do autor, se verificaria nos caminhos