Livro SUS 20 anos
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Livro SUS 20 anos


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a regionalização 
e a organização 
de redes de 
atenção à Saúde 
201
I. Introdução
Ao longo desses 20 anos, os gestores do SUS buscaram alternativas 
para melhorar o acesso dos cidadãos às ações e serviços de saúde com 
equidade, adequando a disponibilidade de recursos às necessidades 
e demandas da população. Desde a década de 1990, com a publi-
cação das normas operacionais do SUS, a descentralização das ações e 
serviços tem sido uma diretriz do sistema de saúde. 
A Norma Operacional de Assistência à Saúde (Noas/SUS, 2001) 
promoveu no país uma ampla discussão sobre a conformação de 
regiões de saúde com vistas a organizar a assistência à saúde, porém, 
devido à sua rigidez normativa e à impossibilidade de contemplar 
as diferentes realidades do país, acabou por não atingir os seus 
objetivos. Nesse contexto, nasceu o Pacto pela Saúde, que retoma 
a discussão da regionalização e, a partir da experiência da Noas 
2001/2002, propõe um movimento dinâmico e flexível, indicando, 
para tal, espaços regionais de planejamento e gestão compartilhada 
entre os gestores municipais e estaduais, por meio dos Colegiados de 
Gestão Regional (CGR) visando à implementação da Regionalização 
Solidária e Cooperativa.
A regionalização oferece os meios para melhorar a coordenação 
e integração do cuidado em saúde, melhorar os custos e propor-
ciona a escala mais adequada e maior participação dos cidadãos no 
processo de tomada de decisão. Contudo, a regionalização, apesar 
dos benefícios, apresenta desafios, tais como as dificuldades para 
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integrar e coordenar as ações e serviços, em diferentes espaços 
geográficos, com distintas gestões e gerências para atender às 
necessidades de saúde e demandas da população na escala, quali-
dade e custos adequados. Para isso requer a existência de sistemas 
de informação em tempo real para orientar a tomada de decisão e a 
busca constante de alternativas para otimizar recursos e organizar 
a gestão compartilhada.
II. a regionalização da atenção à Saúde
A regionalização é uma diretriz do SUS e deve orientar a descen-
tralização de ações e serviços de saúde.1 A conformação de regiões de 
saúde no país é o fator determinante para a construção das redes de 
atenção à saúde no SUS. Ao se constituirem as regiões, é necessário 
considerar alguns critérios, tais como: contiguidade intermunicipal; 
a existência, entre esses municípios, de alguma identidade social, 
econômica e cultural; a existência de um sistema de transporte e de 
comunicação entre os municípios e as regiões; a identificação dos 
fluxos assistenciais; e a avaliação da disponibilidade de recursos 
humanos, físicos, equipamentos e insumos em escala adequada à 
qualidade e ao acesso.
No setor saúde, verifica-se uma relação estreita entre qualidade 
e quantidade, assim como pode ocorrer uma relação dialética entre 
escala e acesso, nesses casos apesar de ter serviços com baixa escala, 
deve-se garantir o acesso.2 Todos esses critérios precisam ser anali-
sados na conformação das regiões em cada estado para que de fato 
se definam territórios sanitários, que diferem dos territórios político-
administrativos ainda vigentes em várias regiões do país. Os territórios 
1 PESTANA, 2004.
2 MENDES, 2006
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político administrativos são pré-definidos pela divisão político-admi-
nistrativa do país, dos estados e dos municípios e necessariamente não 
são considerados na sua conformação os critérios de conformação dos 
territórios sanitários (MENDES, 2004).
Ao definirem-se os territórios sanitários, é preciso estabelecer a 
abrangência das ações e serviços e a responsabilidade dos gestores do 
SUS. Dessa forma, o Pacto pela Saúde propõe que no território muni-
cipal se desenvolvam todas as ações e serviços de atenção primária à 
saúde e ações básicas de vigilância em saúde; nas microrregiões ou 
regiões de saúde, haja a suficiência em serviços especializados; e na 
macrorregião de saúde, haja serviços especializados de maior densi-
dade tecnológica.
objetivos da Regionalização
1. Garantir acesso, resolutividade e qualidade às ações e serviços 
de saúde cuja complexidade e contingente populacional trans-
cendam a escala local/municipal. 
2. Garantir o direito à saúde, reduzir desigualdades sociais e terri-
toriais e promover a equidade.
3. Garantir a integralidade na atenção à saúde por meio da organi-
zação de redes de atenção à saúde integradas.
4. Potencializar o processo de descentralização, fortalecendo 
estados e municípios para exercerem papel de gestores