Sexualidade no idoso

Sexualidade no idoso


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Disfunção Erétil
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Os \u201cIS\u201d da GERIATRIA
Immobility
 Instability
 Incontinence
 Intellectual Impairment
 Infection
 Impairment of vision and hearing
 Irritable Colon
 Isolation 
 Inanition
 Impecunity
 Iatrogenesis
 Insomnia
 Immune Deficiency
 Impotence
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EM BUSCA DA
O BEM ESTAR DEPENDE DE UMA 
SÉRIE DE CONDIÇÕES:
 A predisposição genética
 O ambiente em que vivemos
 Estilo de Vida
 Doenças Concomitantes
QUALIDADE DE VIDA
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Definição de Disfunção Erétil:
DISFUNÇÃO ERÉTIL (D.E.) é a incapacidade permanente em obter e/ou manter uma ereção adequada para um desempenho sexual satisfatório.
Disfunção Erétil é um termo mais atual e apropriado do que Impotência Sexual.
NIH Consensus Development Panel on Impotence. JAMA 1993; 270:83\u201390
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Epidemiologia da Disfunção Erétil
DE é altamente prevalente:
>150 millhões no mundo1
30 milhões de homens nos EUA
11 milhões no Brasil
Mais de 90 milhões de homens: EUA, França, Alemanha, Itália, Espanha, Inglaterra, Japão e Brasil.
Prevalência em 2025: 322 milhões2
1 Feldman HA et al. J Urol. 1994;151:54. 2 Aytac IA et al. BJU International. 1999;84:50-56.
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Prevalência e gravidade da disfunção erétil 
por idade em 1.164 homens, Brasil, 2000 
Moreira et al. Urology 58:583-588, 2001.
47%
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Mecanismo da Ereção
Estímulos sexuais apropriados 
geram sinais nervosos
Sinais nervosos são transmitidos
 pela medula espinhal até o pênis
Aumento do fluxo sanguíneo para o pênis
Enchimento dos corpos cavernosos do pênis
EREÇÃO
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Aparelho Reprodutor Masculino
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GMPc específica -
 proteina quinase
Nervo
Cavernoso
NO
Célula endotelial
L-Arginine
O2
Guanilil
ciclase
GTP
cGMP
Célula músculo liso
ESTÍMULO SEXUAL
cGMP
EREÇÃO
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Epidemiologia da Disfunção Erétil
Prevalência de DE por gravidade, em homens de 40 a 70 anos de idade (MMAS - Massachusetts Male Aging Study)
N = 1290
Feldman HA et al. J Urol. 1994;151:54-61.
52%
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Epidemiologia da Disfunção Erétil
40	 45	 50	 55	 60	 65 70
Idade
Prevalência %
25
0
50
75
Feldman, H.A. et al. J Urol 1994; 151:54\u201361
Completa
Moderada
Leve
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Epidemiologia da DE - Brasil
Prevalência de DE
2.862 Homens, Brasil, 2003
Moderada
12,2%
Sem DE
54,9%
Completa
1,7%
Leve
31,2%
45,1%
Abdo, CH et al, 2003 (EVSB)
Eli Lilly do Brasil
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Epidemiologia da Disfunção Erétil
Subtratamento da Disfunção Sexual
 
Pacientes com problemas sexuais: 49%
Pacientes que receberam ajuda médica: 12%
Dunn KM et al. J Sex Marital Ther. 2000;26:141-151.
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Razões para o Subtratamento da DE: 
Falta de abordagem pelo profissional médico:
Falta de conhecimento médico (currículo)
\u201cTratar doenças (câncer, diabetes, etc) é mais importante!\u201d
Falta de tempo
Desconforto
Falta de abordagem pelo paciente:
Vergonha em falar sobre o assunto
Relutância em ir ao médico
Falta de conhecimento dos tratamentos existentes
\u201cProblema é uma parte normal da idade\u201d
Dunn KM et al. IJIR. 2000:54a.
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A disfunção erétil é um distúrbio com várias causas potenciais: 
Psicogênica
Orgânica ou fisiológica =
neurológica
vascular
hormonal
farmacológica
Mista
 Etiologia da Disfunção Erétil
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Etiologia da Disfunção Erétil
Etiologia Psicogênica:
ansiedade
depressão
stress (emprego, problemas econônicos)
conflitos de relacionamentos
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Etiologia da Disfunção Erétil
Etiologia psicogênica:
Homens afetados por D.E. de origem orgânica também podem sentir depressão, culpa e baixa auto-estima, que pode agravar seu problema sexual (D.E. mista).
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Etiologia Orgânica - Vascular
Por alterações nas artérias penianas, veias ou ambos. 
O fluxo deficiente de sangue ao pênis ou fluxo de saída venoso excessivo podem causar problemas na ereção. 
hiperlipidemia
diabetes
hipertensão arterial
tabagismo
\uf0ae
aterosclerose
Etiologia da Disfunção Erétil
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Etiologia Orgânica - Vascular
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Etiologia da Disfunção Erétil
Etiologia Orgânica - Neurológica
neuropatia periférica do diabético
cirurgias na região pélvica, com lesão nervosa
radioterapia pélvica
lesão nervosa por etilismo crônico
esclerose múltipla
lesões da medula espinhal
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Etiologia da Disfunção Erétil
Etiologia Orgânica - Agentes farmacológicos
Existem vários medicamentos que estão associados com a Disfunção Erétil.
Medicações de prescrição ou não, e drogas recreacionais. 
Drogas que atuam no sistema nervoso ou diretemente no pênis, prejudicando o processo de ereção. Mas os mecanismos precisos pelos quais isto acontece é obscuro. 
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Etiologia da Disfunção Erétil
Agentes farmacológicos:
anti-hipertensivos e vasodilatadores
anti-depressivos e ansiolíticos
digoxina
beta-bloqueadores
alguns antiácidos (cimetidina e ranitidina)
drogas anti-testosterona (flutamide, ciproterona, finasteride)
álcool
maconha
cocaína
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Etiologia da Disfunção Erétil
Etiologia Orgânica - Hormonal
Alterações hormonais são responsáveis por menos de 5% dos casos de DE
Testosterona, o principal hormônio sexual masculino, se diminuído ou ausente pode interferir com a ereção e com a libido
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Diagnóstico
História
Uma história médica e sexual completa é necessária para eficazmente avaliar e tratar a DE. 
Incluir perguntas designadas para excluir causas psicogênicas da DE, como fatores de estresse social, status de relacionamentos e problemas familiares.
 A história médica do paciente, como doenças do passado ou atuais, cirurgias, ferimentos pélvicos e radioterapia.
Avaliação de fatores de risco.
O uso de álcool, tabaco e drogas de prescrição e recreacionais
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Diagnóstico
História Sexual
problema em obter ereção
problema em manter ereção
gradativa ou repentina
intermitente ou permanente
leve, moderada ou grave
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Diagnóstico
Exame físico
Detectar sinais de alterações cardiovasculares, neurológicas, endócrinas e urogenitais.
O exame físico deve incluir: 
Avaliação da pressão arterial
Exame da área genital em relação às características sexuais secundárias, para excluir distúrbios hormonais
Exame dos pulsos arteriais periféricos nos membros inferiores para determinar a integridade do sistema vascular
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Diagnóstico
Exame físico
Exame neurológico da região genital, incluindo avaliação da sensação peniana e perineal e o tônus do esfíncter anal. 
Exame físico do pênis para detectar quaisquer anormalidades estruturais e problemas vasculares ou neurológicos evidentes
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Diagnóstico
Exames Laboratoriais
DE pode ser uma manifestação de doença grave subjacente
Devem ser solicitados os exames:
perfil lipídico (colesterol e triglicérides)
testosterona
glicemia
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Tratamento
DE é atualmente tratável na maioria dos casos
Grande número de opções de tratamento atualmente disponíveis
O urologista é um especialista no diagnóstico e tratamento de DE
Uma vez que a razão específica para DE esteja determinada, as opções de tratamento podem ser discutidas
Recomenda-se envolver a parceira no processo de tratamento
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Tratamentos Disponíveis
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Terapia de 1a Linha - DE
Modificação do estilo de vida
Terapia psico-social
Reposição hormonal androgênica
Terapia oral
1st International Consultation on Erectile Dysfunction In: Jardin A, et al, eds. Erectile Dysfunction.
Plymouth, UK: Health Publication Ltd; 2000:711-726.
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Terapia de 2a Linha - DE
Aparelhos de vácuo1
Injeção intracavernosa:
Alprostadil1
papaverina + fentolamina + alprostadil1
Terapia transuretral (MUSE®)1-3
1. Lue TF. N Engl J Med. 2000;342:1802-1813.
2. Padma-Nathan H, et al. N Engl J Med. 1997;336:1-7.
3. Lewis R. Int J Impot Res. 2000;12(suppl 4):S86-S90. 
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Sistema MUSE
Tratamento da DE
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Com cuidado, introduza
o MUSE vagarosamente
na uretra
Pressione o botão para
inserir a medicação
na uretra
Friccione o pênis entre