AULA - PCO I - PARTE 1
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AULA - PCO I - PARTE 1


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ao processo por alguma razão. O fato é novo em 
relação aos autos, e não em relação a tempo. 
Art. 297. O réu poderá oferecer, no prazo de 15 (quinze) dias, em petição escrita, dirigida ao juiz da causa, contestação, exceção  e 24
reconvenção. 
CONTESTAÇÃO 
Art. 300. Compete ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o 
pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. 
É a defesa por excelência. É a contestação o ambiente em que o réu consegue realizar de modo mais 
amplo a sua defesa. É o meio processual no qual o meio mais eficaz consegue o réu exercitar a sua 
defesa. 
É lá que o réu consegue argumentar que os fatos alegados pelo autor não são verdadeiros; é lá que ele 
pode dize que o direito postulado pelo autor não lhe assiste; é o onde o réu delimita a controvérsia etc. 
A contestação, então, vai versar sobre todas as matérias que o réu entender pertinentes, exceto aquelas 
que a lei determinar procedimento específico (exemplo: exceções de suspeição e impedimento possuem 
regime jurídico diferente, ou seja, há uma forma específica para alegá-las). Toda defesa que a lei não 
disser expressamente que há um procedimento específico pode ser feito na contestação. 
Como toda defesa do réu, exceto algumas específicas, precisa ser alegada na contestação sob pena de, 
como regra, preclusão. 
A contestação se rege pelo princípio da eventualidade e pelo ônus da impugnação específica. 
a. Princípio da eventualidade. 
Argumentos subsidiários 
Exemplo: o réu diz na contestação que o processo deve ser extinto porque não é legítima. Mas mesmo 
que o processo não seja extinto por conta disso, a pretensão do autor foi atingida pela prescrição. Se o 
juiz não acolher este, acolherá o próximo. 
Obs.: ofereci minha contestação agora, não posso aditar minha contestação. 
b. Ônus da impugnação específica 
Diz respeito àquilo que já estudamos em revelia, especialmente no defeito material da revelia, qual seja, 
presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. 
Por que surge essa presunção? Porque aquilo que não é impugnado pelo réu, ou seja, se ele não refuta os 
fatos, esses fatos se tornam incontroversos, e, por isso, verdadeiros. 
O ônus da impugnação específica diz respeito a esse \u201cencargo\u201d que tem o réu de, na sua contestação, 
rebater todos os fatos alegados pelo autor, sob pena de, deixando de rebater qualquer dos fatos, esse fato 
não rebatido se tornará presumidamente verdadeiro. Presumidamente verdadeiro porque não se 
estabeleceu controvérsia acerca dele. 
Obs.: o réu também deverá especificar as provas para sua defesa, tal como o art. 283 determina ao réu. 
Antes de alegar mérito, tem-se que alegar as matérias ditas preliminares, que são as defesas processuais. 
Art. 301. Compete-lhe, porém, antes de discutir o mérito, alegar:  
I - inexistência ou nulidade da citação;  
Defesa processual dilatória. 
Se o réu alegar que a citação é nula e se de fato isso for verdadeiro, anula-se a citação. Nulidade atinge o 
campo da validade. Se o ato não é valido, eu retiro ele do mundo jurídico. Se o réu não foi citado 
validamente, é preciso que seja feita uma nova citação. O processo então, não é extinto. 
II - incompetência absoluta;  
Defesa processual dilatória. 
Uma vez incompetente, o juiz deve remeter para o juízo competente. 
! Exceção em latu sensu significa defesa. Exceção em sentido estrito significa uma defesa dilatória que 24
vai atacar um vício de parcialidade e competência. 
Obs.: objeção, para a doutrina, significa aquela defesa processual que tanto a parte pode suscitar quanto 
o juiz pode reconhecer de ofício. Aquelas que podem ser suscitadas só pela parte são chamadas de 
exceção. 
 
III - inépcia da petição inicial;  
Defesa processual peremptória 
Se o juiz, no inicio do processo, fazendo juízo de admissibilidade, der conta da inépcia, deve ele 
oportunizar ao autor emendar a PI na forma do art. 284 (pois a inépcia é um vício sanável). Porém, se a 
inépcia da PI for alegada na contestação, essa defesa é do tipo peremptória. O autor não pode se 
beneficiar com a alegação de inépcia constatada pelo réu. 
IV - perempção; 
Perempção é pressuposto processual negativo. Se o autor der causa a extinção do processo pela razão do 
art. 267, III, por 3 vezes consecutivas, na quarta vez que ele ajuizar essa ação, o processo deverá ser 
extinto sem resolução de mérito. 
Obs.: o autor não fica privado de ajuizar ação, tanto que ele ajuíza a ação e o processo é extinto sem 
resolução de mérito (na quarta vez). Ele exerce seu direito de ação. Ele não está obstado de exercer seu 
direito de ação. Ele só não vai ter é resolução de mérito. 
V - litispendência; 
Vl - coisa julgada;   
VII - conexão;   
Vlll - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;   
IX - convenção de arbitragem;  
X - carência de ação;  
Xl - falta de caução ou de outra prestação, que a lei exige como preliminar. 
§ 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada, quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. 
§ 2o Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido.  
§ 3o  Há litispendência, quando se repete ação, que está em curso; há coisa julgada, quando se repete ação que já foi decidida por 
sentença, de que não caiba recurso.  
§ 4o Com exceção do compromisso arbitral, o juiz conhecerá de ofício da matéria enumerada neste artigo.