Proc. Conhecimento 1
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Proc. Conhecimento 1


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Comumente estão ligados aos atos das partes); Impróprios (o descumprimento do prazo não acarreta a perda da faculdade de praticar o ato. Comumente estão ligados aos atos do MP e do juiz).
Especiais: Art. 188, CPC. Art. 191: Só servem para os atos de cartório.
Em regra os prazos para citação servem para intimação.
A intimação deve ser feita preferencialmente pela seguinte ordem: publicação do ato intimatório no diário oficial (art. 236) ou pessoalmente através de mandado, ciência em cartório, carta ou edital. As intimações feitas em capitais, no DF e onde tenham diário oficial já é suficiente para se certificar a ciência das partes. As partes são intimadas na pessoa do seu advogado, como regra, porque, como regra, a razão do ato praticado nesse processo se dá para certificar os atos (ampla defesa e contraditório). A intimação via ciência em cartório se dá quando o sujeito comparece à Secretaria, o secretário certifica que o sujeito tomou conhecimento e não se publica no diário oficial. O secretário tem fé pública, ou seja, se o sujeito comparecer à secretaria e não quiser ler, o secretário certifica que o sujeito tomou conhecimento e o intima.
Quando a intimação é feita por diário oficial, a contagem do prazo se dá de modo diverso. Quando o diário é em papel, conta-se o prazo a partir do dia da circulação do diário, o dia em que esse diário foi entregue no Tribunal, ficando assim a disposição de todos. 
Se o Diário tramitar em meio eletrônico, se identifica o evento ao primeiro dia útil após a divulgação. Ou seja, considera-se publicado no primeiro dia útil após a sua divulgação, começando a fluir o prazo no primeiro dia útil após a publicação. 
A citação obedece a regra da pessoalidade (feita como regra ao próprio réu pessoalmente).
O lugar em que se faz a citação é no endereço da pessoa que está sendo citada. O réu pode ser citado em qualquer lugar, mas preferencialmente na residência, exceto em cultos religiosos, cerimônias fúnebres, lua de mel (ver art. 216 e 217, CPC). Se ocorrer nesses lugares ela será considerada nula, em regra.
O tempo da citação obedece o previsto no art. 172. 
Tanto a citação quanto a intimação podem ser real ou ficta É muito mais comum na citação. A citação ficta vai acontecer por edital ou por hora certa. É uma forma de intimação ficta aquela realizada mediante portal dedicado.
Os efeitos da citação estão concentrados o art. 219, CPC. Os efeitos principais da citação válida são prevenção (tem haver com uma atração de outras causas que sejam com aquelas primeiras conexas ou continentes. É recomendo que seja julgado pelo mesmo juiz do outro processo conexo ou continente. Essa regra deve ser vista em conjunto com os art. 106 \u2013causas conexas entre juízos de mesma competência territorial-; aplica-se o 219 quando as causas conexas tramitarem em juízos com competência territorial distinto, ou seja, pela citação válida), litispendência, litigiosidade (existe um objeto litigioso naquele processo, podendo ter efeitos inclusive para terceiros), induz o devedor em mora (o devedor em mora pode ser por decurso do tempo ou por outra ação. Se não tiver ocorrido nenhuma dessas duas hipóteses, o devedor será considerado em mora a partir da citação válida). Interrupção da prescrição é a cessão do tempo do evento que ocorreu, devendo retomar do 0. A citação válida é que interrompe a prescrição, com efeitos retroativos à data da propositura da ação (em princípio). 
Formação do Processo: art. 263. 
Segundo o Código, o momento da propositura da ação nas comarcas onde houver mais de uma Vara é o momento da distribuição, do sorteio da Vara.
No dia em que protocoliza a petição inicial, o juiz despacha e está proposta a ação. O processo só existe no dia que o juiz determinar a citação. A ação deverá ser considerada proposta no dia em que o juiz foi ao juízo e entregou a petição inicial. 
O réu se integra à relação processual mediante a citação inicial (constituindo nesse momento a relação triangular do processo). 
O surgimento do processo se dá com o exercício do direito de ação, com a entrega da petição inicial e começa com uma feição linear. 
Suspensão do processo: Nesse estado de crise do processo não se pratica, em regra, atos processuais, salvo para evitar perecimento de direito ou tratar de casos urgentes. 
Art. 265, CPC. Nem todas as hipóteses de suspensão estão nesse artigo.
I: Morte: No caso de morte da parte, é suspenso até que os herdeiros assumam o papel de parte. A morte do representante legal ou do procurador faz com que a parte fique sem o pressuposto processual da capacidade postulatória, com isso necessita-se da presença de outro advogado.
II: Convenção das partes: O período máximo de suspensão do processo pelas partes é de 6 meses.
III: Exceções, suspeição e impedimento: Suspeição (questões subjetivas), Impedimento (questões objetivas). Enquanto se decide se o juiz é impedido ou suspeito, o processo é suspenso.
IV:
 a) Hipótese de prejudicialidade externa: Remonta a questões prévias (devem ser analisadas antes de alguma coisa. Normalmente são prévias ao mérito). As questões prévias se dividem em questões preliminares (devem ser analisadas antes e sua resolução vai definir se a questão subsequente vai ser analisada ou não) e prejudiciais (vai definir como as questões subsequentes serão analisadas). A prejudicialidade externa depende de outra questão que deve ser analisada antes, mas que tá sendo analisada em outro processo. 
b) Não é caso de prejudicialidade externa. Trata-se de um caso de suspensão do processo em que, somente após certas providencias o juiz vai determinar a sentença. 
c) Declaração incidental. Ver art. 5º e 325, CPC. É um caso de ampliação subjetiva. O pedido de declaração incidental suspende o processo.
V: Força maior. 
VI: Demais casos que o Código regule. Ver os parágrafos e incisos.
Obs.: se a parte falecer, já iniciada a audiência de instrução, não se suspende o processo. O processo só vai ser suspenso após o deferimento da sentença. Falecendo o advogado do autor, este tem 20 dias para constituir novo advogado (idem para o réu).
Extinção do processo: Art. 267, 269 e 463. 
Sentença não extingue o processo. Quando muito, termina com o módulo processual. A doutrina mais moderna tem entendido que a extinção do processo tem haver com o momento em que a obrigação foi satisfeita ou quando o Estado mais nada tem a fazer naquele processo. Uma posição intermediária diz que o processo se extingue com o trânsito em julgado.
Petição inicial: é o instrumento da demanda, que deve seguir alguns requisitos. O não seguimento desses requisitos pode levar à extinção do processo. Esses requisitos da P. I. estão elencadas nos art. 282 e 283.
Art. 282.
Significa que se conhece as regras de competência.
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A parte tem que expor as causas de pedir (razoes de ato e razoes jurídicas que levaram a formular aquele \u201cprocesso\u201d). 
O pedido deve decorrer da causa de pedir.
 Toda P.I tem que ter um valor da causa, ainda que a minha pretensão não tenha nada haver com requisitos patrimoniais.
Ver art. 333 e 337 (exceção). A regra é que se especifique as provas que se pretende.
O requerimento da citação tem sido entendido como indispensável ao desenvolvimento do processo. Não havendo esse requerimento o juiz não pode citar.
Valor da Causa: deve ser atribuída mesmo que a minha pretensão não tenha reflexo econômico. Para atribuir valor da causa deve se observar 3 requisitos: critério legal (o que a lei diz que é o valor da causa. art. 259), critério de proveito econômico indireto da minha pretensão (quanto é que eu vou lucrar se o juiz julgar procedente o meu pedido. Se aplica se a pretensão não tiver enquadrada nos exemplos do art. 259), se não encontrar hipótese no art. 259 e se a minha pretensão não tiver provento econômico direto ou indireto, faz-se por estimativa para fins fiscais, atribuindo-se qualquer valor.
O Valor da causa serve para fixar competências, assim como p/ estabelecer o valor das custas processuais (art. 19), p/ fixação de honorários advocatícios e base de cálculo p/ multa.