Processo de Conhecimento 1
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Processo de Conhecimento 1


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tratar o conceito de parte pela segunda perspectiva- parte segundo o aspecto formal, considerado então aquela pessoa que participa do processo. Isso é o que autoriza, por outro lado, eu falar que o juiz é parte imparcial do processo. 
Há uma contradição a respeito de que se a assistência faz ou não parte de intervenção de terceiro (pois o CPC trata de litisconsórcio, assistência e logo depois começa as intervenções de terceiros, faz crer então que a assistência não seria intervenção de terceiro, porque não incluída no capitulo próprio de intervenção de terceiros). Não obstante isso, é bem tranqüilo na doutrina, sobretudo na moderna, a natureza jurídica da assistência como intervenção de terceiros, e mais ainda: diz os autores que de todas as modalidades interventivas previstas no código, a assistência seria a única que genuinamente seria intervenção de terceiros. Porque a doutrina diz isso? Porque todas as hipóteses de intervenção que não a assistência, permitem que aquele que era terceiro ingresse no processo, e uma vez ingressando no processo passa a ser parte. Isso porque, segundo a doutrina, o assistente seria o único terceiro que ingressa em relação processual de que não faz parte e que não obstante ingressar nessa relação processual continua a ser terceiro. Nas demais, o terceiro quando ingressa no processo passa a ser parte. Que a intervenção de terceiro na modalidade de assistência permitiria que o terceiro ingressasse na relação processual alheia, pendente e que continuasse sempre \u2013até o final- terceiro. Ao passo que as outras modalidades interventivas o terceiro ingressa como terceiro e passa a ser parte.
Quando é que cabe a assistência? Artigo 50. Quando o terceiro tiver interesse. Essa intervenção de terceiros é uma modalidade que a doutrina chama de intervenção do tipo adcoadjuvane (é uma intervenção de terceiro em que o terceiro ingressa no processo pendente com a finalidade de auxiliar uma das partes, de ser coadjuvante naquele processo, e não ser o principal. Para tanto é necessário que o assistente tenha interesse jurídico., e sim o coadjuvante). Diz o código: \u201cpendente causa entre duas ou mais pessoas, aquele que tiver interesse jurídico em que a sentença seja favorável a uma delas, pode intervir no processo, na qualidade de assistente\u201d, que vai ingressar a qualquer tempo, em qualquer grau de jurisdição, qualquer procedimento admite assistência e que o terceiro recebe o processo no estado em que se encontra. 
Então a estrutura da assistência é \u201cmais ou menos\u201d assim: A e B em processo pendente e C pretende auxiliar ou A ou B, a intenção de C assistente é a vitória de A ou a vitória de B. A chave da questão para se entender como funciona a assistência é a expressão interesse jurídico que habilita o terceiro a intervir na qualidade de assistente, como é que ele se classifica? Obviamente, se o legislador fala de interesse jurídico é porque não é qualquer interesse que habilita o terceiro a ser assistente. O legislador quando diz que o interesse deve ser classificado de jurídico, isso já exclui de antemão o sujeito que só pelo fato de ser amigo do outro ingressa no processo, para auxiliá-lo. Então diz a doutrina, a jurisprudência que não qualifica o interesse de terceiro para fins de assistência, o interesse altruístico, religioso, moral, meramente econômico. 
Como é que se identifica o interesse jurídico? O interesse jurídico se qualifica pela identificação de uma outra relação jurídica mantida entre o pretenso assistente e o pretenso assistido CONEXA a relação jurídica discutida em juízo. É por isso que uma relação autônoma não enseja assistência. Conexa como? Ex: A faz contrato de locação com B, que por sua vez faz um contrato de sublocação com C. A não tem nenhuma ligação com C. Mas para que o contrato de sublocação exista é necessário que também exista o de locação. Digamos que A ingressa ação em face de B, pretendendo a rescisão do contrato, por que B deixou de pagar. Logo C pensa: se o contrato de locação for rescindido, o contrato de sublocação também não vai subsistir porque ele é acessório, logo a relação jurídica de B com C que é de dependência enseja a assistência. C que tem interesse jurídico dependente da relação entre A e B pode ser assistente. C NÃO poderá ser parte nesse processo porque ele não tem relação jurídica discutida em juízo. Então o interesse de C é de coadjuvar uma das partes e auxiliá-la para que ela saia vitoriosa do processo, pois uma vez saindo vitoriosa a sua esfera jurídica identificada por outra relação conexa também será atingida. 
Não basta um atingimento da esfera jurídica de terceiro para classificá-lo como terceiro. É necessário que essa esfera jurídica seja atingida, que haja uma relação jurídica autônoma com uma das partes em relação ao adversário da parte de seu assistente, mas ao mesmo tempo conexa. Tem que haver duas relações jurídicas: a mantida entre aqueles que são partes originarias no processo e uma outra mantida entre o terceiro e com uma das pessoas que é parte no processo.
A assistência pode ser simples e qualificada (também chamada de litisconsorcial). O regime jurídico da assistência em simples e litisconsorcial vai definir a qualidade ou o modo de participação dos assistentes no processo. Simples é a assistência quando o terceiro tiver interesse exclusivamente jurídico na vitória de uma das partes, e qualificada vai ocorrer todas as vezes que o terceiro tenha não só o interesse jurídico por uma relação jurídica própria e dependente, mas se tiver relação jurídica SUA discutida em juízo. Eu identifico o assistente litisconsorcial pela identificação de que ele tem relação jurídica discutida em juízo que por alguma razão não participa do processo. O assistente litisconsorcial é aquele que poderia ter participado do processo na qualidade de litisconsorte facultativo e por alguma razão não foi. Mas há relação jurídica que lhe diz respeito discutida no processo. Ex: Há relação processual discutida entre o administrador do condomínio e um dos condôminos referente a administração geral do condomínio. B é um condômino que vai ser afetado pela decisão desse processo, uma vez que mora no condomínio. Então ele pode participar do processo como assistente litisconsorcial (todos os poderes de B serão poderes de litisconsortes, afinal de contas B não vai defender interesse alheio, e sim próprio) ou litisconsorte facultativo.
O momento da formação da assistência, então é quando A QUALQUER TEMPO, inclusive na fase recursal. A legitimidade prevista no artigo 499 do código, quando se refere ao terceiro prejudicado também contempla uma hipótese de recurso de terceiro, de recurso formulado por assistente. É obvio que o código faz questão de ressaltar algo que já é notório. É de que o assistente quando ingressa no processo, depois da sua formação \u201cpega o bonde andando\u201d, pois processo é o ato de caminhar para a frente. E que o fato de ter sido o terceiro admitido de intervir no processo na qualidade de assistente, não faz com que os atos voltem a ser praticados. 
É possível que o assistente seja auxiliado a parte autora. Tanto a parte autora quanto a ré depende do interesse jurídico que visa a ser protegido, tutelado na hipótese. Todas as vezes que o assistente ingressa no processo, passa ele a ser parte do processo, porque atua formalmente no processo, porque pratica atos processuais. É parte do processo, porque participa do processo. 
Sob a primeira perspectiva (a majoritária), dita anteriormente o assistente não seria parte, porque a primeira perspectiva considera parte como aquele que participa da relação jurídica de direito material. Então não é parte da demanda, mas é parte do processo, porque pratica atos processuais. Todos os atos que podem ser praticados pelo assistido, também podem ser praticados pelo assistente. Significa que se o assistente ingressar pra auxiliar o autor desde que haja tempo para isso, pode ele não fazer uma nova petição inicial, mas pode ADITAR essa petição inicial, e a partir daí todos os atos que podem ser praticados pelo