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Saúde Mental

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Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas
SAUDE MENTAL 
 Não existe definição "oficial" de saúde mental. Diferenças culturais, julgamentos subjetivos, e teorias relacionadas concorrentes afetam o modo como a "saúde mental" é definida (OMS). 
Saúde mental é um termo usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional.
 
 A saúde Mental pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as atividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica. 
Admite-se, entretanto, que o conceito de Saúde Mental é mais amplo que a ausência de transtornos mentais"
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
	TRANSTORNOS MENTAIS 
 400 milhões de pessoas em todo o mundo (OMS).
 Entre 75% e 85% das pessoas que sofrem desses males não têm acesso ao tratamento adequado. 
No Brasil 
			23 milhões de pessoas; 
			5 milhões em níveis de moderado a grave.
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REFORMA PSIQUIÁTRICA
Reorientação do modelo assistencial;
Mudança na maneira de cuidar: da cultura da internação ao acolhimento da crise;
É amparada pela lei 10.216/2001; 
O atendimento é feito em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência; 
As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas. Os hospitais psiquiátricos de grande porte vão sendo progressivamente substituídos.
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POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL
O Governo brasileiro tem como objetivo reduzir progressivamente os leitos psiquiátricos, qualificar, expandir e fortalecer a rede extra-hospitalar - Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHG) - incluir as ações da saúde mental na atenção básica, implementar uma política de atenção integral a usuários de álcool e outras drogas, implantar o programa "De Volta Para Casa“. 
DIRETRIZES DA POLÍTICA SAÚDE MENTAL
Desinstitucionalização
Reorientação do modelo assistencial
Modelo descentralizado e de base comunitária
Redução gradual dos leitos psiquiátricos (PT 251/02)
Ampliação da rede extra-hospitalar (PT 336/02) - CRIAÇÃO DOS CAPS- CENTRO DE APOIO PSICOSOCIAL.
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LEI No 10.216 DE 6 DE ABRIL DE 2001
     
DISPÕE SOBRE A PROTEÇÃO E OS DIREITOS DAS PESSOAS PORTADORAS DE TRANSTORNOS MENTAIS E REDIRECIONA O MODELO ASSISTENCIAL EM SAÚDE MENTAL.
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DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE TRANSTORNO MENTAL
Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental: 
I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades
II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade
III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração
IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas
V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária
VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis
VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento
VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis
IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental
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COMPETE AO ESTADO
Art. 3o 
	É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.
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INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA
Art. 6o 
A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.
 
Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:
I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário
II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro
III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça 
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REDE DE SAÚDE MENTAL
Essa rede pode contar com ações de saúde mental na:
Atenção Básica
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
Serviços Residenciais terapêuticos (SRTs)
Leitos hospitalares gerais
Ambulatórios
Programa de Volta para a Casa
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POR QUE SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Necessidade de ampliação do acesso aos cuidados em saúde mental;
Onde há cobertura de ES estas equipes tendem a ser o primeiro ponto de contato com a rede de saúde e de SM;
Alta prevalência dos transtornos mentais;
80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos na AP, inclusive os problemas de SM;
A AP deve ser a principal porta de entrada do sistema de saúde.
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VANTAGENS PARA INTEGRAR A SM NA AP
Redução do estigma;
Melhora no acesso ao cuidado;
Redução da cronificação e melhora na integração social;
Proteção dos direitos dos pacientes;
Melhores resultados na atenção na comunidade;
Promoção da capacidade dos profissionais em atender SM.
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Saúde Mental na Atenção Primária: 
o vínculo e o diálogo necessários
AP como campo potencial para a SM:Acolhimento no território 
O usuário é atendido onde está: atendimento da necessidade e não só da demanda
Intervenção a partir do contexto familiar – família como parceira no tratamento
Cuidado longitudinal 
Potencialidades da rede sanitária e comunitária
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ALGUNS PRINCÍPIOS
É fundamental que as equipes da AP possam ofertar às pessoas em sofrimento psíquico e àquelas com TM as atividades realizadas pela unidade – ações com alto impacto e efetividade;
É recomendado que os médicos generalistas se qualifiquem para a prescrição medicamentosa necessária;
Apoio matricial de psiquiatras aos médicos de família com estratégias remotas (Telessaúde, telefone, etc.)
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ALGUNS PRINCÍPIOS
Em situações de pacientes com riscos graves, deve-se procurar os leitos de hospitalidade noturna, de preferência evitando-se o hospital psiquiátrico (leitos em HG, emergências gerais, CAPS III, CAPS AD III);
A internação, sempre que possível, será conduzida pelas equipes de saúde mental em conjunto com as equipes da AP. A responsabilidade continua sendo da AP;
É fundamental a contrução de projetos terapêuticos antes e após a internação 
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FORMAÇÃO CONTINUADA
É imprescindível a capacitação continuada das equipes de SM e das ESF;
Ela pode se dar por:
Intervenções conjuntas
Discussão de casos
Leituras compartilhadas
Reuniões sistemáticas
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PORTARIA N.º 336/GM EM 19 DE FEVEREIRO DE 2002
Estabelece que os Centros de Atenção Psicossocial poderão constituir-se nas seguintes modalidades de serviços: 
CAPS I, CAPS II e CAPS III, definidos por ordem crescente de porte/complexidade e abrangência populacional, conforme disposto nesta Portaria
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CONCEITO
Os CAPS são instituições destinadas a acolher os pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar, apoiá-los em suas iniciativas de busca da autonomia, oferecer-lhes atendimento médico e psicológico. 
Sua característica principal é buscar integrá-los a um ambiente social e cultural concreto, designado como seu “território”, o espaço da cidade onde se desenvolve a vida quotidiana de usuários e familiares. 
Os CAPS constituem a principal estratégia do processo de reforma psiquiátrica.
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OBJETIVO
O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários; 
É um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos.
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OS CAPS VISAM
 Prestar atendimento em regime de atenção diária;
 Gerenciar os projetos terapêuticos oferecendo cuidado

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