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INFORMÁTICA APLICADA 
 
 
 
 
 
Uma das expressões mais familiares entre os profissionais de tecnologia de 
informação e informática, quando se trata da diferença entre software e hardware, 
é que hardware é tudo aquilo que você joga, e software é tudo que você amaldiçoa. 
Na prática, o hardware é, então, a parte física do computador: os circuitos, as 
placas, a memória, o teclado, o mouse e muito mais. É imprescindível que os 
profissionais de informática ou de áreas afins conheçam o hardware do 
computador, já que ele tem um impacto direto nas aplicações utilizadas e na 
finalidade específica do computador. 
 
Bons estudos! 
AULA 2 - 
HARDWARE 
 
 
Nesta aula, você estudará os conceitos básicos relacionados ao hardware, 
seus principais recursos e dispositivos, e como diferenciar e exemplificar as partes 
de um computador. Ao final deste desta aula, você será capaz de: 
• Reconhecer os conceitos básicos de hardware. 
• Identificar os tipos de dispositivos de hardware. 
• Dar exemplos sobre as partes de um computador. 
2 HARDWARE: CONCEITUAÇÃO 
 
Os computadores da atualidade têm uma história enorme. Podemos considerar 
o ábaco como um dos primeiros artefatos relacionados com computação e sua origem 
provavelmente encontra-se na antiga China. Ele também já era utilizado nas 
civilizações romana e grega antigamente. O ábaco é muito simples: é feito por “contas” 
(peças de contagem) presas em vigas montadas em uma estrutura retangular. Entre 
a época medieval até a Era Moderna, intensificou-se a procura por equipamentos de 
computadores mais elaboradas. Muitos inventores deram início a experimentar a 
tecnologia de engrenagens; nos quais achavam-se, Charles Babbage (1792-1871), 
inglês, Gottfried Wilhelm Leibniz, alemão (1646-1716) e Blaise Pascal (1623-1662), 
francês (Brookshear 2013). 
Pascal construiu sua máquina apenas para realizar adição. Em seguida, a 
sucessão correta de etapas encontrava-se inserida na disposição do maquinário 
propriamente dito. Da mesma forma, o maquinário de Leibniz continha os seus 
algoritmos embutidos em sua estrutura, embora oferecesse uma diversidade de 
cálculos aritméticos que conseguiriam ser indicadas pelo operador da máquina. 
O maquinário diferencial de Babbage (onde somente um modelo demonstrativo 
foi feito) podia ser modificado para realização de uma diversidade de operações de 
calcular, porém seu mecanismo analítico (no qual o que foi construído Babbage nunca 
obteve incentivo) foi idealizada de forma que os comandos fossem lidos no formato 
de cartões de papel perfurados — portanto, era um maquinário de programação. De 
fato, a conhecida Ada Lovelace (Augusta Ada Byron), que havia publicado um artigo 
onde demonstrou como o maquinário analítico de Babbage tinha a possibilidade de 
ser programada a fim de executar muitas computações, é constantemente 
reconhecida como a primeira máquina de programação mundial (BROOKSHEAR, 
2013). 
A partir do desenrolar da ciência eletrônica, nos primeiros anos do século XX, 
essa dificuldade foi vencida. Muitos desses avanços compreendem o maquinário 
eletromecânico de George Stibitz, concluída no ano de 1940 no Bell Labs, e o Mark I, 
terminado em 1944 na Universidade de Harvard, por uma equipe de engenharia da 
empresa IBM e por Howard Aiken. Esses maquinários usavam de relés mecânicos 
regulados de forma eletrônica; então, eles viraram descartáveis em seguida suas 
construções, porque mais pesquisadores começaram a aplicar o avanço tecnológico 
advindo de válvulas eletrônicas com o intuito da construção de máquinas de 
computação completamente eletrônicos (BROOKSHEAR, 2013). 
Através deste avanço, os maquinários — que eram do tamanho de escritórios, 
na década 1940 — foram pouco a pouco miniaturizados, chegando a ter o tamanho 
de pequenos armários no final do século XX. Neste mesmo decorrer do tempo, houve 
a duplicação da capacidade de processar dos computadores começou a dobrar a cada 
dois anos (e isto continua até os dias de hoje). Conforme as tarefas na evolução 
destes circuitos integrados progrediam, vários dos circuitos encontrados no interior 
dentro dos computadores ficaram facilmente acessíveis para serem adquiridos, no 
formato de circuitos integrados incrustrados em blocos plásticos muito pequenos, 
nomeados de chips (BROOKSHEAR, 2013). 
O histórico do hardware está vinculado à história do desenvolvimento da 
computação e, por conseguinte dos computadores. Os computadores ficaram cada 
vez mais pequenos, mais velozes e muito acessíveis. Apareceram dispositivos novos 
e modos de armazenagem de dados, maneiras inovadoras de resfriar internamente o 
computador e dessa forma começou uma disparada para obter uma máquina mais 
eficiente e melhor (DA SILVA ALMEIDA, 2022). 
2.1.1 O desenvolvimento do Modelo Von Neumann 
No ano de 1946, Von Neumann juntamente com seu time com começaram a 
projetar um novo maquinário de computação coma característica de armazenamento 
de programa: o computador IAS, desenvolvido na Universidade de Princeton, 
especificamente no Instituto de Estudos Avançados de Princeton. O maquinário foi 
altamente difundido, induzindo intensamente os projetos seguintes de outros 
maquinários (Figura 1). 
O computador IAS apresentava as seguintes composições básicas separadas 
em unidades (WEBER 2012): 
1- Processamento central que executa de operações de lógica e aritméticas; 
2- Controle de programa onde é determinada a sequência das instruções que 
serão realizadas e promovem as saídas de controle em direção as outras 
unidades (essas saídas indicam as atividades a serem realizadas); 
3- Unidade de memória principal que tem quantidade de 4.096 palavras; 
4- Unidade de saída e entrada. 
Figura 1 – Modelo de Von Neumann 
 
Fonte: https://cutt.ly/816qKWF 
 
2.1.2 Unidade Central de Processamento - CPU 
Trata-se de um item fundamental para o funcionamento do computador. Várias 
pessoas fazem confusão entre o gabinete e a CPU, lembrando que o gabinete é a 
parte externa do computador, isto é, uma “carcaça” que tem a função de proteger e 
dar suporte ao maquinário. Por outro lado, a CPU trata-se do processador do 
computador, termo como comumente é conhecida a CPU — é considerada o cérebro 
do computador. NA Figura 2, visualizamos a CPU e podemos visualizar registradores, 
a ULA que configura unidade lógica e aritmética e a UC que é uma unidade de 
controle. A CPU possui basicamente 3 funções: 
• Efetuar correspondências lógicas e cálculos de operações aritméticas; 
• Conservar o andamento a completude dos programas e equipamentos, 
porque a unidade de controle assimila e coordena o funcionamento de todas as 
instruções do programa; 
• Gerenciar na memória principal (memória central), os pacotes de dados as 
serem enviados de um elemento para o outro do maquinário além do programa 
submetido com o intuito de realizar o seu processamento, bem como o 
gerenciamento do programa submetido. 
https://cutt.ly/816qKWF
Os registradores são áreas que guardam informações de modo temporário, e 
muitos destes registradores guardam informações importantes para o controle do 
processamento. Há muitas espécies de registradores, com funcionalidade diversas. 
Os registradores mais relevantes que se encontram na estrutura de Von Neumann 
são estes a seguir: 
• PC – Designação de Contador de Programa: tem nele o endereçamento da 
memória cujo conteúdo deve ser entendido como a próxima instrução; 
• IR - Designação de Registrador de Instrução: tem nele a próxima instrução 
que será realizada; 
• MAR – Designação de Registrador de Endereço da Memória (MAR): tem 
nele o endereço do lugar da memória que será escrito ou que será lido. 
Por definição, ULA é um circuito de combinação responsável por realizar 
funções de funções lógicas bem como subtrações e adições, num ambiente digital. A 
UC é a unidade pelo armazenamento da localização de memória onde está contido o 
comandoque o computador está realizando num dado momento. A UC comunica à 
ULA qual ação realizar, procurando na memória informação da qual a ULA necessita 
para executá-la. Em sequência, envia a resolução de volta para a localização exata 
da memória. 
Nos dias atuais, a totalidade dos componentes da CPU estão inseridos em um 
único chip que é um microprocessador que empresas como AMD e INTEL 
desenvolvem. Um processador, em contrapartida, já é uma designação um tanto 
quanto mais subjetiva. Cada microprocessador é definido como processador, porém 
não podemos considerar todo processador como um microprocessador. Um micro 
controlador, exemplificando é também um processador (KARAS, 2008). 
Dentre outros motivos, o que define a “agilidade” de uma CPU é o quanto de 
orientações que tal CPU tem a capacidade de realizar em unidades de segundos. 
Sobre esta “agilidade” ou velocidade é dada a denominação de clock, e usa-se a 
medida Hertz (Hz) para realizar este cálculo de velocidade: um 1 Hz corresponde a 
uma orientação por segundo. Como exemplo, se uma clock tiver a capacidade de 
500MHz, significa que esta CPU pode realizar 500 milhões de orientações por 
segundo. Porém, a CPU nas se encerra na clock, a CPU tem seu desempenho 
considerado também dependente da totalidade de orientações que tem capacidade 
de processamento, da parcela de memória cachê, entre outras características 
(KARAS, 2008). 
 
Figura 2 – O processador- CPU 
 
Fonte: Por Iaroslav Neliubov/ Shutterstock.com 
 
2.1.3 As Memórias 
 
Há muitas categorias de memórias (Figura 3), e quanto mais conseguir 
armazenar dados, menos será seu custo bem como a velocidade. Podemos dividir as 
memórias em memórias voláteis e as memórias não voláteis: as memórias voláteis 
(tal qual a memória RAM) necessitam de uma fonte de eletricidade, sem a qual o que 
previamente armazenado seria desaparecido; por outro lado temos a memória não 
volátil (tal qual a memória ROM) que não tem a necessidade depende de fonte de 
energia elétrica, então, não tem o risco da perda de dados na falta de energia elétrica 
(LOCK, 2012). 
Figura 3 – Tipos de Memórias 
 
Fonte: Andrii Zhezhera e jultud/Shutterstock.com. 
Agora, vamos esmiuçar em mais detalhes os tipos de memória, as suas 
funcionalidades e características principais. A memória ROM é uma espécie de 
memória que acumula as informações básicas para dar a inicialização do computador. 
Há várias espécies de memórias do grupo ROM que têm os dados essenciais para a 
inicialização (A MEMÓRIA..., 2017): 
• BIOS: trata-se de um programa que autoriza realizar controles nas mais 
importantes interfaces de entrada/saída do sistema — por isso é denominada 
BIOS ROM, que em alguns momentos é oferecido ao chip da memória apenas 
a leitura da placa-mãe onde está hospedado. 
• Bootstrap loader (Carregador de inicialização): trata-se de um programa 
utilizado para o carregamento da memória (acesso aleatório) no sistema 
operacional (SO) e efetuá-la. Usualmente, O carregador que dá o inicia busca 
o SO em algum leitor (por exemplo, um pendrive, que em breve se tornará 
descartável em um futuro próximo, mas de qualquer forma o fundamental é 
compreender que o computador investigará o SO algum outro dispositivos 
antes de buscar o HD, isto caso o computador não estiver configurado para 
ser “arrancado” de outro modo) e, em sequência, no disco rígido, autorizando 
que o sistema se realize a partir de disquetes, caso haja um mau funcionamento 
do sistema inserido no disco rígido. 
• Setup CMOS: é a tela visualizada quando ligamos o computador. Ela é usada 
para mudar os parâmetros do sistema e outros parâmetros (em algumas 
situações nós nomeamos de forma incorreta de BIOS). 
Vamos agora nos aprofundar nos tipos de memórias ROM: 
• ROM: Memórias ROM inicialmente fabricadas foram confeccionadas com o 
auxílio de um método que inseria de modo direto os dados binários em uma 
placa de silício, usando uma máscara. Tal procedimento atualmente obsoleto 
não é mais utilizado 
• PROM: Memórias da espécie PROM (memória programável somente de leitura 
ou Programmable Read Only Memory) foram fabricadas inicialmente no final 
dos anos 70 pela empresa Texas Instruments. Memórias PROM são 
constituídas de chips que fazem compreensão em milhares de diodos (ou 
fusíveis), que tema a capacidade ser queimados por um equipamento nomeado 
de programador de ROM, imprimindo uma tensão alta (12 V) aos 
compartimentos de memória que serão marcados. Estes fusíveis queimados 
representam o 0 e 1. 
• EPROM: Memórias da espécie EPROM (memória programável e apagável 
somente de leitura ou Erasable Programmable Read Only Memory) são tipos 
de memórias PROM que não precisam ser armazenadas, portanto 
descartáveis. São constituídas de chips que apresentam um painel de vidro 
permitindo passar raios ultravioleta. Então, quando o chip é sujeitado a raios 
ultravioleta num comprimento de onda definido, os fusíveis se recuperam, isto, 
a totalidade dos bits da memória retornam para 1. Então é por este motivo que 
esse tipo PROM é denominado de apagável. 
• EEPROM: Memória do tipo EEPROM (memória programável somente de 
leitura apagável eletronicamente ou Electrically Erasable Read Only Memory) 
são apagáveis como os PROM, mas ao contrário destes, os EEP`ROM tem a 
capacidade de serem apagados através da passagem de uma corrente elétrica 
básica, isto é, tem a capacidade de serem apagados até mesmo estando 
posicionados no computador. 
Uma possibilidade dessas essas memórias é denominada memória flash (ou 
flash ROM ou flash EPROM). Ao contrário das EEPROM habituais, que usam dois a 
três transistores por bit para memoria, a flash EPROM usam apenas um transistor (A 
MEMÓRIA..., 2017). Na Figura 4, pode-se ver a pirâmide de distintos exemplos de 
memória em termos de agilidade, custo e poder de armazenamento. 
 
Figura 4 – Pirâmide de memórias 
 
Fonte: https://bityli.com/QrdMB 
A memória cache — localiza-se posteriormente os registradores e da memória 
ROM, considerando a pirâmide de memórias (Figura 4). Antigamente nos sistemas 
computacionais não havia a memória cache na pirâmide de memórias, portanto 
ligavam-se os registradores de modo direto à memória principal. 
A cada efetivação de uma orientação, a CPU conecta-se a memória principal 
(sem cache) pelo menos uma vez, a fim de recuperar a orientação (uma cópia dela) e 
enviá-la a um dos registradores da CPU. Além disso outras orientações necessitam 
de outras buscas à memória, tanto para envio de dados para a CPU (que serão 
realizados na ULA), quanto para transferência da resolução de uma ação da CPU para 
a memória (DE ALECRIM JR. 2007). 
Memórias de semicondutores são feitas a partir de recursos e tecnologias 
fornecidas por ciclos de memória menores que as memórias do tipo RAM mais simples 
(memória principal do tipo dinâmica). Assim sendo, estas memórias têm velocidade 
de transferência que lhes permitem tempos de acesso entre 10 e 25 ns 
(nanossegundos); sedo assim, elas são posicionadas, na pirâmide de memórias, em 
seguida dos registradores. 
Assim como os registradores, as memórias cache também são componentes 
fetos com circuitos eletrônicos, então necessitam de eletricidade para que possam 
funcionar — são componentes voláteis. Memórias cache são feitas utilizando-se de 
circuitos eletrônicos de alta velocidade com o intuito de atingir sua finalidade. 
Normalmente, são memórias fixas, chamadas de SRAM (DE ALECRIM JR. 2007). 
A memória cache acumula os dados mais utilizados pelo processador, 
diminuindo desta forma a quantidade de ações da qual deve-se extrair dados de forma 
direta da memória RA que é muito morosa. Até uma diminuta quantia de memória 
cache tem a capacidade de contribuir para o aumento da performance do processador 
(MORIMOTO, 2005). 
A memória RAM (conhecida como memória principal) é parte fundamental 
tanto para os PCs, quanto para todos os tipos decomputadores. Apesar de ser ter 
espaço de armazenagem à disposição, ou no formato de um HD ou no formato de 
uma memória flash, é imprescindível certa quantia de memória RAM — e, obviamente, 
quanto maior a quantidade, melhor. A abreviatura RAM é de Random Access Memory, 
ou memória de acesso aleatório, mostrando a característica essencial desta espécie 
de memória: motivo pelo qual é permitido acessar diretamente todos os endereços 
disponíveis, de forma extremamente veloz (MORIMOTO, 2007). 
Várias outras espécies de memória RAM foram sendo criadas ao longo do 
tempo: DRAM, DIP, SIMM, FPM, EDO, DIMM, SDRAM, DDR2, DDR3, Dual-Channel, 
Triple-Channel. Estas evoluções destas memórias padrão DDR são uma constante, 
porém a velocidade de processamento delas estão muito aquém da as memórias da 
velocidade de processamento que têm as CPUs. Desta forma as companhias de 
informática mais relevantes tiveram que recorrer a uma estratégia que possibilitou o 
incremento da performance de forma geral do maquinário. Reconhecido como canal 
(Dual-Channel), este novo recurso permitiu um incremento na agilidade entre a 
memória e o controlador em duas vezes. 
Temos também as memórias aplicadas nas placas gráficas. As mais relevantes 
são do tipo GDDR, alternando entre a primeira e a quinta geração — a GDDR5. As 
memórias GDDR possui similaridades com os tipos DDR, porém tem diferenças 
diferem em alguns sentidos, dentre eles as frequências (JORDÃO, 2011). 
A memória secundária (Figura 5) tem por característica o armazenamento de 
dados de forma permanente no sistema e por isso é a memória de armazenamento 
permanente, ou seja, contém os dados permanentemente no sistema, sem a 
exigência de eletricidade; então, esta característica garante que ela seja uma memória 
não volátil. Ela atua como acréscimo da memória principal no intuito de armazenar 
dados (MARTINS. 1995). 
 
Figura 5 – Memória secundária 
 
Fonte: aPhoenixPhotographer/ Shutterstock.com. 
 
O disco rígido é ligado à placa-mãe através de um controlador de disco rígido, 
que age como uma interface entre o disco rígido e o processador e. O controlador de 
disco rígido controla os discos que porventura estão ligado nele, interpreta os 
comandos demandados pelo processador e envia-os para o disco pré-determinado. 
Normalmente, os discos rígidos se unem por interface na forma a seguir: IDE, SCSI 
(interface para sistemas materiais diminutos) e Serial ATA. 
Os discos giram em volta de um eixo numa velocidade muito alta (em torno de 
milhares de voltas por minuto) no sentido anti-horário. Com sabemos, o computador 
funciona de maneira binária, isto é, os dados são guardados como bits, assumindo o 
valor 0 ou 1. Há milhões de bits introduzidos nestes discos rígidos que se encontram 
muito próximos uns dos outros em uma camada magnética finíssima com espessura 
de somente poucos alguns e revestida por um filme protetor. 
As cabeças de gravação e leitura são indutivas, ou seja, tem a capacidade de 
criação de um campo magnético. Esta característica é muito significativa no momento 
da gravação: na geração de campos magnéticos negativos ou positivos, as cabeças 
têm propensão de polarizar a superfície do disco numa zona diminuta, a qual, no 
momento da leitura, irá se traduzir com a polaridade invertida, levando uma corrente 
na cabeça de leitura. Depois, a corrente será modificada por um conversor analógico 
numérico (CAN) em 0 e 1, que pode ser compreendido pelo computador (Disco Rígido 
- HD 2018). 
 
2.2 Dispositivos de entrada e saída 
 
As informações a serem fornecidas para realização de tarefas num programa 
de computador pelos dispositivos de entrada que também conhecidos como 
periféricos ou unidades de entrada. São exemplos o teclado, o leitor de código de 
barras, o microfone, a webcam, o mouse, etc. 
Por outro lado, os dispositivos de saída são aqueles que mostram as 
informações processadas pelo computador e os dados. Estes dispositivos são 
conhecidos como unidades de saída. Eles proporcionam a transmissão dos dados no 
sentido do computador para o usuário. São exemplos as caixas de som, a impressora, 
o monitor, o projetor de vídeo, etc. 
 
2.2.1 Placa-mãe 
 
A placa-mãe (Figura 6) é a parte mais significativa do computador, já que esta placa 
é a encarregada da transmissão entre todos os itens dele. A placa-mãe possui uma 
quantidade enorme de quantidade de chips, capacitores, trilhas e encaixes, e, por 
conseguinte é a parte que, de forma geral, apresenta a maior quantidade de defeitos. 
 
 Figura 6 – Placa mãe 
 
Fonte: Radoslaw Maciejewski/Shutterstock.com 
 
É muito normal que um slot PCI pare de atuar (ainda que os outros 
permaneçam normais), ou que na instalação de um pente de memória no segundo 
soquete possa começar a causar “travamento” do computador (ainda que o mesmo 
pente atue normalmente no primeiro soquete) entre outros problemas. A grande 
maioria de possíveis dos problemas “travamentos” e de instabilidade e são 
proporcionados por problemas distintos na placa-mãe e por este motivo é que a placa-
mãe é a parte que deve ser escolhida com um olhar mais cauteloso (SILVA, 
GIACOMINI, 2007). 
O item fundamental da placa-mãe é a placa de circuito impresso (PCB), na qual 
estão fixadas as outras partes. Apesar de apenas duas faces sejam aparentes, o PCB 
da placa-mãe é constituído por número entre 4 e 10 placas (com um total de 8 a 20 
faces). Todas estas placas têm pedaços das trilhas essenciais e a união delas se dá 
por pontos de solda criteriosamente dispostos. Essencialmente, apesar de parecerem 
uma única placa após realizadas as soldagens, a realidade é placa-mãe se reveste 
em um verdadeiro um sanduíche de muitas placas. 
 
2.2.2 Placas de vídeo, rede e som 
 
Placa de vídeo (ou gráfica) é o item de um computador que envia sinais deste 
para o monitor, de forma que possam ser apresentadas imagens ao utilizador. Já em 
computadores aprimorados, o adaptador de vídeo pode ter um processador próprio — 
o GPU ou acelerador gráfico. As GPUs surgiram para “aliviar” o processador principal 
do computador (CPU) da pesada tarefa de gerar imagens. Por isso, são capazes de 
lidar com um grande volume de cálculos matemáticos e geométricos, condição trivial 
para o processamento de imagens 3D (utilizadas em jogos, exames médicos 
computadorizados, entre outros) (SILVA, GIACOMINI, 2007). 
Uma placa de rede é o dispositivo de hardware encarregado pela transmissão 
da comunicação entre os computadores em uma rede (Figura 7). 
 
Figura 7 – Placas de som, vídeo e rede 
 
Fonte: kastianz, Leo Shoot e DeSerg / Shutterstock.com. 
A placa de rede é o hardware que permite aos computadores conversarem 
entre si pela rede, e a sua função é controlar todo o envio e recebimento de dados. 
Cada arquitetura de rede exige um tipo específico de placa de rede; as arquiteturas 
mais comuns são a rede em anel Token Ring e a tipo Ethernet (SILVA, GIACOMINI, 
2007). Já a função principal da placa de som é converter sinais analógicos em digitais, 
repartindo-os em pacotes. Quanto maior a quantidade de pacotes que for criada por 
segundo na conversão de um sinal, melhor será a sua qualidade sonora. 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BROOKSHEAR, J. G. Ciência da computação: uma visão abrangente. 11. ed. 
Porto Alegre: Bookman, 2013. 
DA SILVA ALMEIDA, T. Editorial (Português): uma breve história do hardware, 
seus desafios, e impacto sobre o consumo de energia. Academic Journal on 
Computing, Engineering and Applied Mathematics, v. 3, n. 2, p. i-ix, 2022. 
DE ALECRIM JR, A. A. Memória Cache em uma Plataforma Multiprocessada. 
2007. Tese de Doutorado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul 
DISCO rígido - HD. 2018. 
JORDÃO, F. Memórias: quais os tipos e para que servem. 2011. 
KARAS, F. Você sabe o que é uma cpu? 2008. 
LOCK, C. Unidade 3. Gabardo, Maristella; Moraz, Caterine Pereira, p. 29, 2012 
MEMÓRIA morta(ROM). 2017. 
MARTINS, K. F. A informática como ferramenta para a contabilidade. 1995 
MORIMOTO, E. C. Memória RAM. 
MORIMOTO, E. C. Cache. 2005. 
NÓBREGA FILHO, R. de G. Hierarquia de memórias. [200-?]. 
LAC CONCURSOS. Aula 01/24 – Conceitos de hardware e software parte 1: 
informática. Youtube, 4 ago. 2015. 
 
Os diferentes conceitos de conforto ambiental 
Conforto ambiental é uma medida para o grau de satisfação do indivíduo no 
ambiente. Dizer que se está ambientalmente confortável significa estar com boas 
condições proporcionadas pelo espaço — higrotérmicas, acústicas, visuais, de 
qualidade do ar e ergonômicas — para a realização de uma tarefa. Nos projetos 
arquitetônicos e de engenharia, uma das principais diretrizes é prever espaços e 
edificações com condições satisfatórias para o conforto ambiental, que permitam a 
melhor relação do homem com o ambiente

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