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Avaliação da disciplina PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FILOSOFIA, POLÍTICA E EDUCAÇÃO — prova com 8 questões de múltipla escolha sobre Reforma Protestante e expansão mercantil portuguesa; registra respostas do aluno, gabarito, legenda e nota final (6 corretas; 1,25 pontos).

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

(UNESP – Adaptada) As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra
a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia.
o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica.
o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica.
a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica.
as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia.

Leia o texto. “[...] A única saída para se tirar a Europa Ocidental da crise seria expandir no-vamente a base geográfica e de população a ser explorada. Mas isso não quer dizer que fatalmente em meio à crise, um pequeno país do sudoeste da Europa deveria lançar-se no que viria a ser uma grande aventura marítima. Por que Portugal iniciou pioneiramente a expansão, no começo do século XV, qua-se cem anos antes que Colombo [...]?” FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996, p. 21).
Para Boris Fausto, o pioneirismo português esteve relacionado com
a notável capacidade de Portugal em produzir manufaturados, que eram tro-cados por especiarias orientais com as cidades italianas de Veneza e Florença, além da presença dos setores populares nas principais decisões governamentais.
a enorme reserva de metais amoedáveis encontrados no território português e os efeitos decisivos da Revolução de Avis, movimento que excluiu a participação da nobreza no poder, gerou a ascensão de uma ordem essencialmente burguesa e teve ampla participação popular.
uma série de fatores, como a vasta experiência dos portugueses no comércio de longa distância e a condição, durante o século XV, de um reino unificado e com menos tensões internas, diverso do que ocorria com outras regiões europeias.
a mentalidade anticlerical da nobreza portuguesa, que não permitiu a ação do Tribunal da Santa Inquisição em Portugal, além da recorrente oferta de privilégios aos judeus, reconhecidos como grandes comerciantes e navegadores.
os efeitos positivos da União Ibérica, pois permitiu que Portugal recebesse o importante apoio da marinha de guerra do Império espanhol, ao mesmo tempo em que ampliou os contatos comerciais com regiões de exploração exclusiva da Espanha.

Nos começos do século XVI teve início a Reforma Religiosa, com a atuação de Martinho Lutero, monge agostiniano, então em Witten-berg. Sobre as causas desse movimento, é correto afirmar:
Estão corretas
I. Os reformados tiveram apoio da burguesia, desejosa de firmar sua atividade capitalista de obter lucros, limitados pela Igreja e indicativos de pecado.
II. Um sentimento nacionalista surgira na Alemanha e Norte da Europa, passando o papa a ser visto como um estrangeiro a interferir em assuntos internos.
III. Em matéria de religião ocorreu o abuso de setores do clero, com a exploração das “relíquias sagradas” e venda de indulgências.
IV. O documento inicial que desencadeou a Reforma Luterana foi a Declaração de Augsburg, redigida por Felipe Melanchton.
V. Ao tempo do início da Reforma Luterana era papa Júlio II, mecenas do Renascimento e que interpretou o ato de rebeldia de Lutero como uma simples querela de agostinianos contra dominicanos.
I, IV e V.
Apenas III e V.
Apenas II e III.
Apenas IV e V.
II, III, IV e V.

A colonização do Brasil tomou o aspecto de uma vasta empresa comercial, destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. (PRADO JÚNIOR. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1979. p. 31) Uma parte da renda real gerada pela produção da colônia era transferida pelo sistema de colonização para a metrópole e apropriada pela burguesia mercantil. (NOVAES, F. A. Portugal e Brasil na crise do antigo Sistema Colonial (1777-1808). São Paulo: HUCITEC, 2009, p. 68).
Um dos mais importantes mecanismos que possibilitava a exploração e a apropriação a que os textos fazem referência era o
monopólio comercial ou exclusivo, mediante o qual as colônias tornavam-se mercados fechados à concorrência estrangeira.
protecionismo alfandegário ou balança comercial favorável, por meio da qual a colônia exportava mais que importava da metrópole.
metalismo ou bulionismo, entesouramento baseado na acumulação de moedas derivadas dos metais precisos coloniais.
o livre comércio entre a colônia portuguesa e outros países.
crescimento demográfico ou o escravismo com o objetivo de formar um mercado de mão de obra amplo e barato na colônia.

A Reforma protestante e a Contrarreforma envolveram aspectos ligados a doutrina da religião cristã e a forma como se organizava a Igreja Católica com sede em Roma. No contexto desses movimentos, considere as afirmativas a seguir:
Assinale a alternativa CORRETA.
1. Os protestantes eram contrários à autoridade do Papa e à intermediação dos padres na leitura da Bíblia.
2. Os protestantes eram contrários ao casamento dos padres e ao sacramento da confissão.
3. As ideias protestantes tiveram grande aceitação por parte dos monarcas portugueses, espanhóis e ingleses.
4. Os jesuítas foram designados para a ação missionária nas terras da América, Ásia e África, a fim de garantir a expansão da fé católica.
5. O Concílio de Trento definiu algumas ações para reagir à expansão do protestantismo, como o fortalecimento dos sacramentos e uma melhor formação do clero para o atendimento dos fiéis.
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.
Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.
Somente a afirmativa IV é verdadeira.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.

A partir da metade dos anos 60 do século passado, no Brasil, a consciência de seu caráter de continente periférico, alheio às decisões mundiais, apêndice dos blocos de poder, substituiu a euforia desenvolvimentista. Sua marginalidade, agravada, a partir dos anos 80, pela recessão econômica, só parece compatível com as estritas análises político-econômicas (...). O tratamento filosófico das questões era confundido com o ecletismo e o antiexperimentalismo da época colonial, sendo então tomado como traço de letrados tradicionais e incapazes de contribuir para a solução prática dos problemas (...). Essa alergia à reflexão filosófica se mostra, na conjuntura atual, pela incapacidade de lidar com a interpretação da cultura senão como prolongamento da conjuntura político-econômica.
A partir das ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção CORRETA.
A filosofia no Brasil está inserida em todas as classes sociais e consolidada em todos os níveis de ensino.
A cultura é interpretada, no Brasil, como prolongamento da conjuntura econômica.
Os filósofos são incapazes de contribuir à solução prática dos problemas de um país em desenvolvimento.
O filósofo, no Brasil, é considerado, pela cultura majoritária, um elemento moderno da cultura, capaz de contribuir com o desenvolvimento do país.
O desprezo histórico da filosofia no Brasil é resultado de sua origem na época colonial.

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Questões resolvidas

(UNESP – Adaptada) As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra
a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia.
o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica.
o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica.
a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica.
as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia.

Leia o texto. “[...] A única saída para se tirar a Europa Ocidental da crise seria expandir no-vamente a base geográfica e de população a ser explorada. Mas isso não quer dizer que fatalmente em meio à crise, um pequeno país do sudoeste da Europa deveria lançar-se no que viria a ser uma grande aventura marítima. Por que Portugal iniciou pioneiramente a expansão, no começo do século XV, qua-se cem anos antes que Colombo [...]?” FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996, p. 21).
Para Boris Fausto, o pioneirismo português esteve relacionado com
a notável capacidade de Portugal em produzir manufaturados, que eram tro-cados por especiarias orientais com as cidades italianas de Veneza e Florença, além da presença dos setores populares nas principais decisões governamentais.
a enorme reserva de metais amoedáveis encontrados no território português e os efeitos decisivos da Revolução de Avis, movimento que excluiu a participação da nobreza no poder, gerou a ascensão de uma ordem essencialmente burguesa e teve ampla participação popular.
uma série de fatores, como a vasta experiência dos portugueses no comércio de longa distância e a condição, durante o século XV, de um reino unificado e com menos tensões internas, diverso do que ocorria com outras regiões europeias.
a mentalidade anticlerical da nobreza portuguesa, que não permitiu a ação do Tribunal da Santa Inquisição em Portugal, além da recorrente oferta de privilégios aos judeus, reconhecidos como grandes comerciantes e navegadores.
os efeitos positivos da União Ibérica, pois permitiu que Portugal recebesse o importante apoio da marinha de guerra do Império espanhol, ao mesmo tempo em que ampliou os contatos comerciais com regiões de exploração exclusiva da Espanha.

Nos começos do século XVI teve início a Reforma Religiosa, com a atuação de Martinho Lutero, monge agostiniano, então em Witten-berg. Sobre as causas desse movimento, é correto afirmar:
Estão corretas
I. Os reformados tiveram apoio da burguesia, desejosa de firmar sua atividade capitalista de obter lucros, limitados pela Igreja e indicativos de pecado.
II. Um sentimento nacionalista surgira na Alemanha e Norte da Europa, passando o papa a ser visto como um estrangeiro a interferir em assuntos internos.
III. Em matéria de religião ocorreu o abuso de setores do clero, com a exploração das “relíquias sagradas” e venda de indulgências.
IV. O documento inicial que desencadeou a Reforma Luterana foi a Declaração de Augsburg, redigida por Felipe Melanchton.
V. Ao tempo do início da Reforma Luterana era papa Júlio II, mecenas do Renascimento e que interpretou o ato de rebeldia de Lutero como uma simples querela de agostinianos contra dominicanos.
I, IV e V.
Apenas III e V.
Apenas II e III.
Apenas IV e V.
II, III, IV e V.

A colonização do Brasil tomou o aspecto de uma vasta empresa comercial, destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. (PRADO JÚNIOR. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1979. p. 31) Uma parte da renda real gerada pela produção da colônia era transferida pelo sistema de colonização para a metrópole e apropriada pela burguesia mercantil. (NOVAES, F. A. Portugal e Brasil na crise do antigo Sistema Colonial (1777-1808). São Paulo: HUCITEC, 2009, p. 68).
Um dos mais importantes mecanismos que possibilitava a exploração e a apropriação a que os textos fazem referência era o
monopólio comercial ou exclusivo, mediante o qual as colônias tornavam-se mercados fechados à concorrência estrangeira.
protecionismo alfandegário ou balança comercial favorável, por meio da qual a colônia exportava mais que importava da metrópole.
metalismo ou bulionismo, entesouramento baseado na acumulação de moedas derivadas dos metais precisos coloniais.
o livre comércio entre a colônia portuguesa e outros países.
crescimento demográfico ou o escravismo com o objetivo de formar um mercado de mão de obra amplo e barato na colônia.

A Reforma protestante e a Contrarreforma envolveram aspectos ligados a doutrina da religião cristã e a forma como se organizava a Igreja Católica com sede em Roma. No contexto desses movimentos, considere as afirmativas a seguir:
Assinale a alternativa CORRETA.
1. Os protestantes eram contrários à autoridade do Papa e à intermediação dos padres na leitura da Bíblia.
2. Os protestantes eram contrários ao casamento dos padres e ao sacramento da confissão.
3. As ideias protestantes tiveram grande aceitação por parte dos monarcas portugueses, espanhóis e ingleses.
4. Os jesuítas foram designados para a ação missionária nas terras da América, Ásia e África, a fim de garantir a expansão da fé católica.
5. O Concílio de Trento definiu algumas ações para reagir à expansão do protestantismo, como o fortalecimento dos sacramentos e uma melhor formação do clero para o atendimento dos fiéis.
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.
Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.
Somente a afirmativa IV é verdadeira.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.

A partir da metade dos anos 60 do século passado, no Brasil, a consciência de seu caráter de continente periférico, alheio às decisões mundiais, apêndice dos blocos de poder, substituiu a euforia desenvolvimentista. Sua marginalidade, agravada, a partir dos anos 80, pela recessão econômica, só parece compatível com as estritas análises político-econômicas (...). O tratamento filosófico das questões era confundido com o ecletismo e o antiexperimentalismo da época colonial, sendo então tomado como traço de letrados tradicionais e incapazes de contribuir para a solução prática dos problemas (...). Essa alergia à reflexão filosófica se mostra, na conjuntura atual, pela incapacidade de lidar com a interpretação da cultura senão como prolongamento da conjuntura político-econômica.
A partir das ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção CORRETA.
A filosofia no Brasil está inserida em todas as classes sociais e consolidada em todos os níveis de ensino.
A cultura é interpretada, no Brasil, como prolongamento da conjuntura econômica.
Os filósofos são incapazes de contribuir à solução prática dos problemas de um país em desenvolvimento.
O filósofo, no Brasil, é considerado, pela cultura majoritária, um elemento moderno da cultura, capaz de contribuir com o desenvolvimento do país.
O desprezo histórico da filosofia no Brasil é resultado de sua origem na época colonial.

Prévia do material em texto

Pincel Atômico - 02/04/2025 15:33:20 1/4
SELMA LÚCIA DE
ARAUJO
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 14 (18577)
Atividade finalizada em 01/09/2024 21:03:47 (2395055 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FILOSOFIA, POLÍTICA E EDUCAÇÃO [1166595] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de
1,67 pontos [capítulos - 1]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Filosofia - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A260624 [130847]
Aluno(a):
91636972 - SELMA LÚCIA DE ARAUJO - Respondeu 6 questões corretas, obtendo um total de 1,25 pontos como nota
[357908_1030
39]
Questão
001
(UNESP – Adaptada) As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros
fatores, reagiam contra
X a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica.
o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária
da Igreja Católica.
as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia.
o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja
Católica.
a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão
da burguesia.
[357908_1248
72]
Questão
002
(Fuvest – Adaptada) No processo de expansão mercantil europeu dos séculos XV e
XVI, Portugal teve importante papel, chegando a exercer durante algum tempo a
supremacia comercial na Europa. Todavia, “em meio da aparente prosperidade, a
nação empobrecia. Podiam os empreendimentos da coroa ser de vantagem para
alguns particulares […]”
(AZEVEDO, J. L. de. Épocas de Portugal econômico. São Paulo: Livraria Clássica
Editora, 1978, p. 180).
Ao analisarmos o processo de expansão mercantil de Portugal, concluímos que
a expansão do império acarretava crescentes despesas para o Estado, queda da
produtividade agrícola, diminuição da mão de obra, falta de investimentos industriais,
afetando a economia nacional.
a liberdade comercial praticada pelo Estado português no século XV levou ao
escoamento dos lucros para a Espanha e Holanda, impedindo seu reinvesti-mento em
Portugal.
a luta para expulsar os muçulmanos do reino português, que durou até o final do
século XV, empobreceu a economia nacional que ficou carente de capi-tais.
X
o empreendimento marítimo português revelou-se tímido, permanecendo Ve-neza
como o principal centro redistribuidor dos produtos asiáticos, durante todo o século
XVI.
a falta de unidade política e territorial em Portugal determinava a fragilidade econômica
interna.
Pincel Atômico - 02/04/2025 15:33:20 2/4
[357908_1248
61]
Questão
003
(Vunesp - Adaptada) Leia o texto.
“[...] A única saída para se tirar a Europa Ocidental da crise seria expandir no-vamente
a base geográfica e de população a ser explorada. Mas isso não quer dizer que
fatalmente em meio à crise, um pequeno país do sudoeste da Europa deveria lançar-
se no que viria a ser uma grande aventura marítima. Por que Portugal iniciou
pioneiramente a expansão, no começo do século XV, qua-se cem anos antes que
Colombo [...]?”
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996, p. 21).
Para Boris Fausto, o pioneirismo português esteve relacionado com
a notável capacidade de Portugal em produzir manufaturados, que eram tro-cados por
especiarias orientais com as cidades italianas de Veneza e Florença, além da
presença dos setores populares nas principais decisões governamen-tais.
a enorme reserva de metais amoedáveis encontrados no território português e os
efeitos decisivos da Revolução de Avis, movimento que excluiu a participa-ção da
nobreza no poder, gerou a ascensão de uma ordem essencialmente burguesa e teve
ampla participação popular.
X
uma série de fatores, como a vasta experiência dos portugueses no comércio de longa
distância e a condição, durante o século XV, de um reino unificado e com menos
tensões internas, diverso do que ocorria com outras regiões euro-peias.
a mentalidade anticlerical da nobreza portuguesa, que não permitiu a ação do Tribunal
da Santa Inquisição em Portugal, além da recorrente oferta de privilé-gios aos judeus,
reconhecidos como grandes comerciantes e navegadores.
os efeitos positivos da União Ibérica, pois permitiu que Portugal recebesse o im-
portante apoio da marinha de guerra do Império espanhol, ao mesmo tempo em que
ampliou os contatos comerciais com regiões de exploração exclusiva da Espanha.
[357908_1248
68]
Questão
004
(PUC-PR – Adaptada) Nos começos do século XVI teve início a Reforma Religio-sa,
com a atuação de Martinho Lutero, monge agostiniano, então em Witten-berg. Sobre
as causas desse movimento, é correto afirmar:
I. Os reformados tiveram apoio da burguesia, desejosa de firmar sua ativida-de
capitalista de obter lucros, limitados pela Igreja e indicativos de pecado.
II. Um sentimento nacionalista surgira na Alemanha e Norte da Europa, pas-sando o
papa a ser visto como um estrangeiro a interferir em assuntos inter-nos.
III. Em matéria de religião ocorreu o abuso de setores do clero, com a explo-ração das
“relíquias sagradas” e venda de indulgências.
IV. O documento inicial que desencadeou a Reforma Luterana foi a Declara-ção de
Augsburgo, redigida por Felipe Melanchton.
V. V – Ao tempo do início da Reforma Luterana era papa Júlio II, mecenas do
Renascimento e que interpretou o ato de rebeldia de Lutero como uma simples querela
de agostinianos contra dominicanos.
Estão corretas
I, IV e V.
Apenas III e V.
X Apenas II e III.
Apenas IV e V.
II, III, IV e V.
Pincel Atômico - 02/04/2025 15:33:20 3/4
[357908_1248
66]
Questão
005
(Fundação Carlos Chagas – Adaptada) A colonização do Brasil tomou o aspec-to de
uma vasta empresa comercial, destinada a explorar os recursos naturais de um
território virgem em proveito do comércio europeu.
(PRADO JÚNIOR. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1979.
p. 31)
Uma parte da renda real gerada pela produção da colônia era transferida pe-lo sistema
de colonização para a metrópole e apropriada pela burguesia mer-cantil.
(NOVAES, F. A. Portugal e Brasil na crise do antigo Sistema Colonial (1777-1808).
São Paulo: HUCITEC, 2009, p. 68).
Um dos mais importantes mecanismos que possibilitava a exploração e a apro-priação
a que os textos fazem referência era o
X
monopólio comercial ou exclusivo, mediante o qual as colônias tornavam-se mercados
fechados à concorrência estrangeira.
protecionismo alfandegário ou balança comercial favorável, por meio da qual a colônia
exportava mais que importava da metrópole.
metalismo ou bulionismo, entesouramento baseado na acumulação de moe-das
derivadas dos metais precisos coloniais.
o livre comércio entre a colônia portuguesa e outros países.
crescimento demográfico ou o escravismo com o objetivo de formar um mer-cado de
mão de obra amplo e barato na colônia.
[357909_1030
40]
Questão
006
(UFPR – Adaptada) A Reforma protestante e a Contrarreforma envolveram aspectos
ligados a doutrina da religião cristã e a forma como se organizava a Igreja Católica
com sede em Roma. No contexto desses movimentos, considere as afirmativas a
seguir:
1. Os protestantes eram contrários à autoridade do Papa e à intermediação dos padres
na leitura da Bíblia.
2. Os protestantes eram contrários ao casamento dos padres e ao sacramento da
confissão.
3. As ideias protestantes tiveram grande aceitação por parte dos monarcas
portugueses, espanhóis e ingleses.
4. Os jesuítas foram designados para a ação missionária nas terras da América, Ásia e
África, a fim de garantir a expansão da fé católica
5. O Concílio de Trento definiu algumas ações para reagir à expansão do
protestantismo, como o fortalecimento dos sacramentos e uma melhor formação do
clero para o atendimento dos fiéis.
Assinale a alternativa CORRETA.
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
X Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.
Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.
Somente a afirmativa IV é verdadeira.Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
Pincel Atômico - 02/04/2025 15:33:20 4/4
[357908_1030
41]
Questão
007
(UERN – Adaptada) Leia a seguir algumas decisões do Concílio de Trento.
I-“Se alguém disser que o homem se pode justificar para com Deus por suas obras [...]
ou pela doutrina da lei, sem a divina graça adquirida por Jesus Cristo, seja
excomungado”.
V-“Se alguém disser que o livre arbítrio do homem está perdido e extinto depois do
pecado de Adão, ou que ele é um simples nome sem objeto, ou que ele é uma ficção
introduzida pelo demônio na Igreja, seja excomungado”.
(ArtoIa, Miguel. Textos Fundamentais para Ia História. Madri. Alianza. 1985).
O objetivo do Concílio de Trento foi
permitir o casamento dos padres.
reafirmar a doutrina de salvação pela fé.
ratificar as 95 teses de Lutero.
X posicionar-se frente às críticas protestantes.
dar continuidade à venda abusiva de indulgências.
[357910_1030
56]
Questão
008
(CESPE/UnB – Adaptada) A partir da metade dos anos 60 do século passado, no
Brasil, a consciência de seu caráter de continente periférico, alheio às decisões
mundiais, apêndice dos blocos de poder, substituiu a euforia desenvolvimentista. Sua
marginalidade, agravada, a partir dos anos 80, pela recessão econômica, só parece
compatível com as estritas análises político-econômicas (...). O tratamento filosófico
das questões era confundido com o ecletismo e o antiexperimentalismo da época
colonial, sendo então tomado como traço de letrados tradicionais e incapazes de
contribuir para a solução prática dos problemas (...). Essa alergia à reflexão filosófica
se mostra, na conjuntura atual, pela incapacidade de lidar com a interpretação da
cultura senão como prolongamento da conjuntura político-econômica.
Luiz Costa Lima. Apud F. Ceppas. Anotações sobre a formação filosófica no Brasil e o
ensino de filosofia. In: S. Gallo, M. Danelon e G. Cornelli. Ensino de filosofia: teoria e
prática. Ed. Unijuí, 2004 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção CORRETA.
A filosofia no Brasil está inserida em todas as classes sociais e consolidada em todos
os níveis de ensino.
A cultura é interpretada, no Brasil, como prolongamento da conjuntura econômica.
Os filósofos são incapazes de contribuir à solução prática dos problemas de um país
em desenvolvimento
X O filósofo, no Brasil, é considerado, pela cultura majoritária, um elemento moderno da cultura, capaz de contribuir com o desenvolvimento
do país.
O desprezo histórico da filosofia no Brasil é resultado de sua origem na época colonial.

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