Ato discricionário e Ato vinculado2
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Ato discricionário e Ato vinculado2


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Ato discricionário e Ato vinculado
Discricionariedade adm: Há um espaço, uma margem de liberdade conferida ao agente publico, que gera uma discricionariedade. Há partes do ato adm que são vinculados sempre, e há outras que possuem uma margem de liberdade.
Vinculação: é um ato que inexiste qualquer liberdade, não há margem para pensamento. Só pode ser realizada a conduta A, não se pode nem pensar em realizar a conduta B, C ou D. Se faltar com o dever de realizar a conduta A, o agente estará sendo omisso e atuando de maneira negligente. O professor Celso Antonio de Mello critica, pois diz que o ato não é discricionário, por si. Mas é o momento da sua realização, é o momento que permite ao agente público que permite esta liberdade, a discricionariedade.
\u201cato vinculado é aquele em que a administração pratica sobre a égide de disposição legal que pré-determina antecipadamente e de modo completo o comportamento único a ser obrigatoriamente adotado perante situação descrita em termos de objetividade absoluta. Atos discricionários são aqueles cuja prática exige do administrador, por força da maneira como a lei regulou a matéria, que sopese as circunstâncias concretas do caso, de tal modo que seja inevitável uma apreciação subjetiva sua quanto à melhor maneira de proceder para dar correto atendimento à finalidade legal\u201d.
Quando há necessidade de escolha, mesmo em ato vinculado, deve ser analisado os requisitos que veremos mais para a frente.
A discricionariedade acontece em 3 casos:
Quando a lei expressamente confere esta discricionariedade. Ex: nomeação para cargo de comissão.
Quando a lei é omissa, nada dispõe sobre o que deverá ser preenchido \u2013 lacunas. Ex: remoção ex-ofício.
Quando a lei prevê determinada competência, mas não estabelece a conduta.
Deve-se verificar a proporcionalidade e a razoabilidade para que a lei seja aplicada.
( Momento: Sempre estará disciplinado na própria legislação. O momento me que é possível realizar esta discricionariedade. Ex: sansão ou veto do projeto de lei pelo presidente da República. O veto possui o prazo de 15 dia. 
A discricionariedade envolve análise jurídica = juridicidade. Em razão do uso da discricionariedade, teremos uma arbitrariedade por parte do agente público. Por isso, quando se tem uma conduta A, deve-se analisar com razoabilidade, com a mens legis, para \u201cescolher\u201d a conseqüência (buscar a medida mais justa).
( Requisitos do ato adm.
\u25a0 Competência \u2013 vinculada
\u25a0 Objeto \u2013 discricionário: o agente deverá escolher qual objeto deverá ser escolhido (Lícito? Possível? Certo? Moral?)
\u25a0 Forma \u2013 via de regra é vinculada
\u25a0 Finalidade \u2013 é sempre o interesse público ( vinculada
\u25a0 Motivo \u2013 discricionário. Será preenchido no caso concreto por um conceito jurídico indeterminado. Ex: remoção por interesse público; mas, qual é este interesse público? É nos motivos onde existe maior \u201ccarga\u201d de discricionariedade. É analisado no ato discricionário a adequação da causa-efeitos.
Legalidade e Mérito do Ato Administrativo
Vinculado ( analise de legalidade
Discricionário ( análise de legalidade e mérito.
\u25a0 Limites da discricionariedade pelo poder judiciário ( conceito jurídico indeterminado.
 A discricionariedade poderá ser controlado pelo poder judiciário, mas este controle também tem limites. Verificará tão somente o motivo e o objeto, frente a questão da proporcionalidade, razoabilidade e justiça. Nos demais requisitos, serão analisados somente na ótica da legalidade.
Conceitos jurídicos indeterminados geram problemas.
\u25ba Assunto em voga x ativismo judicial.
Sempre o poder jud. Analisar o ato discricionário ele poderá invalidar o ato.
Função do conteúdo: admissão; concessão; permissão; autorização; aprovação; licença; homologação