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31/03/2016 1 Curso: Nutrição Disciplina: Composição dos Alimentos Profª: M.Sc. Danielle Alves da Silva Rios Proteínas Carbono 50 – 55% Hidrogênio 06 – 08% Oxigênio 20 – 24% Nitrogênio 15 – 18% Enxofre 0,2 – 0,3% Química das proteínas Significado: “de importância fundamental”; Definição: aminoácidos unidos entre si por ligações peptídicas. Composição elementar Obs: Ferro, cobre, fósforo e zinco Carboidratos e lipídios 2 - São compostos orgânicos que contém a mesma estrutura: um átomo de carbono central, um hidrogênio, um grupo amino e um grupo ácido; - A 4ª ligação do carbono é o que irá distinguir os aminoácidos → grupo ou cadeia lateral; Aminoácidos glicina ácido aspártico fenilalanina 3 Aminoácidos Aminoácidos essenciais Aminoácidos não essenciais Histidina Alanina Isoleucina Arginina Leucina Asparagina Lisina Ácido aspártico Metionina Cisteina Fenilalanina Ácido glutâmico Treonina Glutamina Triptonfano Glicina Valina Prolina Serina Tirosina - Proteínas são constituídas por aproximadamente 20 aminoácidos: OBS.: taurina e ornitina, encontrados individualmente Aminoácidos condicionalmente essenciais 4 H - Proteínas Condensação de aminoácidos para a formação de peptídeos 5 o Síntese de proteínas células Ligação peptídica o Classificados de acordo com o número de aa : di, tri e tetrapeptídios assim por diante. o o Proteínas → polipeptídios de cadeia longa, resultantes da união de cerca de 50 até centenas de aminoácidos (inúmeras sequências possíveis, inúmeras funções) 2 – 9 oligopeptídios 10 polipeptídios Peptídios Proteínas 6 31/03/2016 2 Estrutura primária Resíduos de aminoácidos Está relacionada com todas as ligações covalentes (principalmente ligações peptídicas) ligando os resíduos de aminoácidos em uma cadeia polipeptídica. Estrutura protéica 7 Estrutura primária Estrutura secundária Resíduos de aminoácidos -hélice Refere-se a arranjos particularmente estáveis dos resíduos de aminoácidos dando origem a certos padrões estruturais. Mantida principalmente por pontes de hidrogênio. Estrutura protéica 8 Estrutura terciária -hélice Cadeia polipeptídica Refere-se a todos os aspectos do dobramento tridimensional de um polipeptídio. Estrutura primária Estrutura secundária Resíduos de aminoácidos -hélice Estrutura protéica 9 Estrutura quaternária -hélice Subunidades montadas Estrutura terciária -hélice Cadeia polipeptídica Estrutura primária Estrutura secundária Resíduos de aminoácidos -hélice Quando uma proteína tem duas ou mais cadeias (ou subunidades) polipeptídicas, seu arranjo no espaço é chamado de estrutura quaternária. Suas formas possibilitam a realização de várias tarefas. Estrutura protéica 10 Desnaturação protéica Após certo ponto → irreversível 11 Funções das proteínas Crescimento e manutenção: músculos, sangue, pele (substituição → 30 dias para pele e 3 dias para TGI); Reguladoras do equilíbrio hídrico: mantendo o volume e composição dos fluidos corporais; Reguladoras ácido-base: agem como soluções tampão no organismo; Transporte: formando complexos com lipídios, vitaminas e etc para transportá-los pelo corpo (bombas de sódio e potássio); 12 31/03/2016 3 Funções das proteínas Anticorpos: indivíduos saudáveis e normais; Energia: podem ser sacrificadas, se necessário (gliconeogênese); Hormônios: alguns são proteínas (insulina e glucagon); Enzimas: catalisadoras de reações catabólicas e anabólicas. 13 Proteínas nos alimentos Qualidade das proteínas • Digestibilidade - dependente da fonte e de outros alimento ingeridos concomitantemente; - proteínas animais (90 a 99%); - proteínas vegetais (70 a 90%, + de 90% para soja e leguminosas) • Composição dos aminoácidos - proteínas da dieta devem fornecer em quantidades suficientes os aa essenciais, grupos aminos (N) e energia para a síntese dos demais; - Não há produção de ‘proteínas parciais’; - o organismo irá romper proteínas já existentes para obter o aminoácido que falta. 14 Proteínas nos alimentos Qualidade das proteínas • Proteína de referência - qualidade determinada a perante as necessidades de criança com idade pré-escolar (crescimento e desenvolvimento); • Proteína de alta qualidade - contém todos os aa essenciais em quantidades suficiente para manter o funcionamento do corpo; - proteínas de alta qualidade: origem animal (leite, ovos, carnes), exceto gelatina (falta triptofano) ; - proteínas de baixa qualidade: origem vegetal (limitados em um ou mais aa essenciais), exceto soja. • Proteínas complementares - proteínas de origem vegetal com diferente aminoácidos; - estratégia utilizada pelos vegetarianos 15 Proteínas nos alimentos Qualidade das proteínas • Medida de Qualidade da Protéina (PDCAAS) - medida da qualidade da proteína, por comparação do escore dos aa de uma proteína com as necessidades de aa de uma criança (2 a 6 anos) e então, corrigida pela digestibilidade da proteína. Ex.: 1º Determina-se o perfil de aa da proteína em questão; 2º É feita a divisão do valor obtido pelo padrão de referência dos aa’s, resultando no escore do aa. O que apresentar proporção menor é o + limitante; 3º É feita a multiplicação da digestibilidade da proteína com o escore dos aminoácidos, para determinar o PDCAAS (máx. 1,0). OBS.: Valor usado para determinar a % Valor diário nos rótulos. 16 Origem animal leite integral 3,5% carne assada 25% ovo integral 13% Origem vegetal Arroz integral 7,5 – 9,0% Arroz polido 5,2 – 7,6% Farinha de trigo 9,8 – 13,5% Milho 7,0 – 9,4% Soja 33 – 42% Amendoim 25 – 28% Batata 10 – 13% maça 0,3% Tabela 1: Quantidade de proteína em alguns tipos de alimentos Proteínas nos alimentos 17 Ingestão Recomendada de Proteína - Necessidade das proteínas obtidas da dieta: única fonte de aa essenciais e única fonte prática de nitrogênio; - Recomendação dos nutrientes alimentares: ▪ 20 a 35% de gordura; ▪ 45 a 65% de carboidratos; ▪ 10 a 35% de proteínas Dieta normocalórica (2.000 kcal): a quantidade de proteínas representará entre 200 e 700 kcal, ou 50 a 175 g. RDA: 0,8 g/kg, para peso corporal por dia Bebês, crianças e grávidas 4 kcal / g 18 31/03/2016 4 Ingestão Recomendada de Proteína - CUIDADOS: ● hipocalórica (800 kcal): o organismo utilizará a proteína para fornecer energia, ao invés de atuar como substituinte dos tecidos perdidos; ● uso de suplementes de proteínas e aminoácidos: podem ser maléficos ao organismo (toxicidade com aa em altas concentrações), são caros e digeridos de modo menos completo que os alimentos ricos em proteínas. Inapropriado para: mulheres em idade fértil, grávidas ou lactantes, bebês, crianças e adolescentes, idosos, fumantes, pessoas com dietas pobre em proteínas , entre outras. 19 Ingestão Recomendada de Proteína Efeitos sobre a saúde Desnutrição Protéico-Energética (DPE) • Ocorre pela privação de proteínas, energia ou ambas; • Uma das formais mais predominantes e desvastadoras de desnutrição no mundo (500 milhões de crianças – aproximadamente 10 % chegam ao óbito); • Além de crianças, idosos que vivem sozinhos e adultos dependentes de drogas e álcool, ou com alguma infecção, e também anoréxicos, frequentemente sofrem de algum tipo de DPE; • ‘Bebidas nutricionais saudáveis’: energia e proteína ↓; exemplo: bebidas de arroz; • 2 tipos de DPE: Marasmo e Kwashiorkor 20 Ingestão Recomendada de Proteína Efeitos sobre a saúde - Marasmo • Crianças com menos de 2 anos; • privação de proteínas, energia, vitamina e minerais; • umaDPE crônica que se desenvolve lentamente; • Grave perda de peso (tipo seca); • Cabelo esparso, fino e seco, com quedas; • Pele fina e seca, se enrugando com facilidade; • pouca enzima e o revestimento do TGI se deteriora. 21 Ingestão Recomendada de Proteína Efeitos sobre a saúde - Kwashiorkor • Crianças entre 1 a 3 anos; • ingestão protéica inadequada (repentina) ou infecções (sarampo); • uma DPE aguda; • Perda de peso razoável; • Edema, fígado gordo (esteatose hepática) – proteínas transportadoras; • Cabelo seco e quebradiço, muda de cor (tirosina – produção de melanina); • Pele com lesões 22 Para vencer a guerra contra a fome, aqueles que têm comida, tecnologia e recursos devem fazer do combate à fome uma prioridade. 23