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Apresentação - Autismo e Síndrome de Asperger

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AUTISMO
CONCEITO
Doença física vinculada à biologia e à química anormais no cérebro.
Fatores genéticos do autismo parecem ser importantes
As anomalias de linguagem são mais comuns em parentes de crianças com autismo;
Anomalias cromossômicas e outros problemas do sistema nervoso (neurológicos) também são mais comuns em famílias com autismo.
OUTRAS SUSPEITAS DE CAUSAS
Dieta;
Alterações no trato digestório;
Contaminação por mercúrio;
Incapacidade do corpo de utilizar vitaminas e minerais de forma adequada;
Sensibilidade a vacinas;
OUTROS TRANSTORNOS DE DESENVOLVIMENTO PERVASIVO INCLUEM:
Síndrome de Asperger* 
Síndrome de Rett
Transtorno desintegrativo da infância
EXAMES
TODAS as crianças devem fazer exames de desenvolvimento de rotina com o pediatra
ISSO DEVE SER FEITO PRINCIPALMENTE SE UMA CRIANÇA NÃO ATINGIR OS SEGUINTES MARCOS DE LINGUAGEM:
Balbuciar aos 12 meses;
Gesticular aos 12 meses;
Dizer palavras soltas antes dos 16 meses;
Dizer frases espontâneas de duas palavras aos 24 meses;
Perder qualquer habilidade social ou de linguagem em qualquer idade.
ESSAS CRIANÇAS PODERÃO FAZER:
Avaliação auditiva;
Teste de chumbo no sangue;
Teste de triagem para autismo (M-CHAT).
AVALIAÇÃO DO AUTISMO
Normalmente inclui um exame físico e neurológico completo e poder incluir também alguma ferramenta de exame específica como:
-Entrevista diagnóstica para autismo revisada (ADI-R)
-Protocolo de observação diagnóstica do autismo (ADOS)
-Escala de classificação do autismo em crianças (CARS 2)
Obs: As crianças com autismo ou suspeita de autismo, normalmente passarão por testes genéticos (em busca de anomalias cromossômicas) 
SINTOMAS
A maioria dos pais de crianças com autismo suspeita que algo está errado antes da criança completar 18 meses de idade e busca ajuda antes que ela atinja 2 anos. As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em:
-Brincar de faz de conta;
-Interações sociais;
-Comunicação verbal e não verbal.
REGRESSÃO AUTISTA
Algumas crianças com autismo parecem normais antes de 1 ou 2 anos, mas de repente “regridem” e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente.
UMA PESSOA COM AUTISMO PODE:
Ter os sentidos excessivamente sensíveis;
Alteração emocional anormal quando há mudança na rotina;
Fazer movimentos corporais repetitivos;
Demonstrar apego anormal aos objetos.
PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO PODEM INCLUIR:
Não poder iniciar ou manter uma conversa social;
Comunicar-se com gestos em vez de palavras;
Desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la;
Não ajustar a visão para olhar para os objetos que as outras pessoas estão olhando;
Não se referir a si mesmo de forma correta;
Não apontar para chamar a atenção das pessoas para objetos;
Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais;
Usar rimas sem sentido.
INTERAÇÃO SOCIAL
Não faz amigos;
Não participa de jogos interativos;
É retraído;
Pode não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual;
Pode tratar as pessoas como se fossem objetos;
Prefere ficar sozinho, em vez de acompanhado;
Falta de empatia.
RESPOSTA A INFORMAÇÕES SENSORIAIS:
Não se assusta com sons altos;
Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos;
Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos;
Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo;
Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou lambe-os;
Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor.
BRINCADEIRAS
Não imita as ações dos outros;
Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas;
Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação
COMPORTAMENTOS
Tem acessos de raiva intensos;
Fica preso em um único assunto ou tarefa;
Tem baixa capacidade de atenção;
Poucos interesses;
É hiperativo ou muito passivo;
Comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo mesmo;
Faz movimentos corporais repetitivos.
TRATAMENTO E CUIDADOS
Um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com autismo. A maioria dos programas aumentará os interesses da criança com uma programação altamente estruturada de atividades construtivas. Os recursos visuais geralmente são úteis.
O tratamento do autismo tem mais êxito quando é direcionado às necessidades específicas da criança.
MÉTODOS PARA TRABALHAR COM O AUTISTA
Análise aplicada do Comportamento (ABA);
Método TEACCH.
POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES
O autismo pode estar associado a outros distúrbios que afetam o cérebro, como:
-Síndrome do X frágil;
-Retardo intelectual;
-Esclerose tuberosa.
O QUE DAR DE PRESENTE PARA UMA CRIANÇA AUTISTA?
Tudo o que estimula os sentidos costuma ser bem vindo. Bolas, massinha (atóxica e de preferência sem perfume), geleca, brinquedos com água, brinquedos de causa e efeito (como o boneco que pula da caixa ).
Porém, não se espante se ele (a) gostar mais do papel do embrulho do que do presente! Isso faz parte do olhar único e diferenciado do autista, que acha graça até nas coisas mais incomuns!
OS PAIS TÊM CULPA?
Antigamente, a literatura psicanalítica formulava a hipótese de que os pais eram “esquizofrenogênicos” ou do tipo “frio” e causadores da problemática de seus filhos. Hoje em dia, este conceito não é aceito, documentando-se nestas crianças, conforme já foi mencionado, um comprometimento orgânico-neurológico central. É claro que nenhum pai quer por vontade própria ter um filho doente ou lesado. É claro, também, que existem situações onde os pais interferem na evolução adequada dos filhos, mas isto não ocorre no Autismo.
OS AUTISTAS PRECISAM DE PSICOTERAPIA OU PSICANÁLISE?
De psicanálise não, uma vez que esta técnica visa a explorar o inconsciente e as motivações que aí ocorrem. Devido ao grau de lesão que apresentam, elas não se beneficiam desta abordagem, não dispondo de capacidade cognitiva para tal. Técnicas psicoterapêuticas, especialmente desenvolvidas para o deficiente mental, têm sido muito úteis para as crianças que apresentam problemas emocionais diversos. Esta abordagem visa a uma reeducação, facilitando o contato interpessoal e ajudando-as a aceitar melhor a problemática que têm, o que as levará a funcionar mais adequadamente dentro da mesma. É importante, porém, deixar bem claro que estas técnicas só funcionam quando o profissional tem treinamento específico nas mesmas e se sente motivado a ajudar. Além disto, o funcionamento intelectual cognitivo específico destas crianças tem que ser levado em consideração para se dimensionar adequadamente a terapia.
E OS PAIS PRECISAM DE PSICOTERAPIA, PSICANÁLISE OU ORIENTAÇÃO?
Os pais que têm filhos com problemas sofrem. Isto é inevitável e sem exceção. E sofrem tanto mais quanto maior for a problemática do filho, a dificuldade de tratamento, a cronicidade do processo e também quanto maior for o seu nível de sensibilidade. Este sofrimento precisa ser abordado não só por razões humanitárias, mas, também, para que funcionem melhor como pais de filhos com problemas. Em outras palavras, esta criança precisa de ajuda de toda e qualquer ajuda e pais que tenham conseguido melhorar o seu funcionamento poderão fazê-lo muito mais eficientemente. Se isto não ocorrer, esta criança deficiente terá pais lhe dificultando ainda mais a vida.
Em resumo, esta criança tem direito a pais saudáveis!!!
O QUE O PSICOTERAPEUTA FAZ OU PODE FAZER PELOS PAIS?
O profissional ajuda os pais a compreenderem, discutirem, entenderem, além de trazer à tona sentimentos universalmente presentes em todos aqueles que têm filhos com problemas, ou seja, negação, culpa, frustração, impotência, ressentimento, raiva, rejeição, além de fantasias diversas. Ele ajuda a “trabalhar” estes sentimentos levando a uma aceitação dos mesmos como algo normal e com isto desenvolve-se uma sensação de alívio e de compreensão. Em resumo, de normalidade.
SOMENTE UM PSICOTERAPEUTA PODE FAZER ESTE TRABALHO?
É