EDUCAÇÃO E INCLUSÃO
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EDUCAÇÃO E INCLUSÃO


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Portadores de superdotação (altas habilidades);
Serão apresentadas as características das deficiências1, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais - Adaptações Curriculares:
Cada uma delas requer um tipo de atendimento diferenciado, para que possamos trabalhar melhor as habilidades a serem priorizadas.
1. Deficiência Mental:
Caracteriza-se por registrar um funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do individuo em responder adequadamente às demandas da sociedade, em pelo menos dois ou mais aspectos:
Comunicação;
Cuidados pessoais;
Habilidades sociais;
Desempenho na família e comunidade;
Independência na locomoção;
Saúde e segurança;
Desempenho escolar;
Lazer e trabalho (BRASIL, 1998, p. 26).
Deficiência mental é um vasto complexo de quadros clínicos, produzidos por várias etiologias e que se caracteriza pelo desenvolvimento intelectual insuficiente, em termos globais ou específicos. (Krynski 1983), 
Limitação associada a duas ou mais áreas;
Início: antes dos 18 anos.
1 Quer saber mais sobre cada deficiência? Então consulte a página do MEC: www.mec.gov.br.
Classificação:
Leve;
Moderado;
Grave ou severa;
Profundo.
Importante lembrar que os deficientes mentais de menor gravidade, têm percepção de si mesmo e da realidade, diferenciando-os da doença mental.
Oficialmente, usa-se esta classificação na hora de se emitir um laudo técnico, mas, no dia a dia, usa-se termos como: criança com atraso ou déficit intelectual, ou aluno que precisa de apoio ou apoio parcial.
Fazendo um breve parênteses, vemos que, no desenvolvimento "normal", segundo Piaget:
Saber Mais:r:
No período sensório-motor: criança organiza as sensações;
No período pré-operacional: inicio da linguagem e da função simbólica;
No período das operações concretas: internalização mental, pensamento lógico, razão norteia as atitudes, prazer pelo jogo de regras e competição;
No período das operações formais: pensamento hipotético, crítica, apresenta os pontos de vista próprio. 
Mas, quando estamos trabalhando com portadores de deficiência mental, vemos que:
É esperado que o portador de deficiência mental apresente comportamentos das fases anteriores, dependendo do grau de deficiência.
Pessoas com maior grau de severidade encontram mais dificuldade para realizar tarefas.
Vídeo MEC - domínio público: MEC desafios escola d m socializ
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=20260
A seguir, veremos um poema escrito por um portador de deficiência:
Texto 3:
http://www11.unopar.br/unopar/atividade/download.action?geconteudo.gecoCd=317120
http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2009/03/11/ilusoes-do-amanha-poema-de-alexandre-lemos-aluno-da-apae/
1.1 Síndrome de Down:
Na síndrome de down ou Trissomia do 21, um dos tipos é a síndrome e uma das características é a deficiência mental.
A seguir, temos um cariótipo de uma pessoa sem síndrome de down e outra com alteração cromossômica típica da síndrome de down
Figura 1: cariótipo de uma pessoa "normal".
Figura 2: cariótipo de uma pessoa com síndrome de down. A seta indica uma trissomia do par do cromossomo 21
Aprofundando o conhecimento:
Complemente este conteúdo, tendo acesso ao material produzido pelo MEC/SEE/2006, que são cartilhas intituladas "Saberes e práticas da inclusão", divididas por deficiências específicas e por modalidades de educação.
WWW.portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/defmental.pdf
2. Portadores de deficiência visual;
É a redução ou perda total da capacidade de ver com o melhor olho e após a melhor correção ótica. É possível manifestar-se como:
Cegueira: perda da visão, em ambos os olhos, mesmo com o uso de lentes de correção. Sob o enfoque educacional, a cegueira representa a perda total ou o resíduo mínimo da visão que leva o indivíduo a necessitar do método Braille como meio de leitura e escrita, além de outros recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educação;
Visão reduzida: acuidade visual dentre 6/20 e 6/60, no melhor olho, após correção máxima. Sob o enfoque educacional, trata-se de resíduo visual que permite ao educando ler impressos a tinta, desde que se empreguem recursos didáticos e equipamentos especiais (BRASIL, 1998, p. 26).
Em caso de deficiência visual, a escola deve providenciar para o aluno, após a sua matrícula, o material didático necessário, como regletes, soroban, além do ensino do código Braile e de noções sobre orientação e mobilidade, atividades de vida autônoma e social.
Deve, também, conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação que, por sintetizadores de voz, possibilitam aos cegos escrever e ler via computadores.
É preciso, contudo, lembrar de que a utilização desses recursos não substitui o currículo e as aulas nas escolas comuns de ensino regular.
Os professores e demais colegas de turma desse aluno também poderão aprender o Braile, assim como a utilizar as demais ferramentas e recursos específicos pelos mesmos motivos apresentados no caso de alunos surdos ou com deficiência auditiva.
Em se tratando de escola pública, o próprio Ministério da Educação tem um programa que possibilita o fornecimento de livros didáticos em Braile.
Além disso, em todos os Estados estão instalados centros de apoio educacional especializado, que devem atender às solicitações das escolas públicas.
Da mesma forma, as escolas particulares devem providenciar e arcar com os custos do material ou tentar obtê-lo através de convênios com entidades especializadas e/ou rede pública de ensino.
Recursos para aprendizagem e mobilidade:
Braille - principal meio de leitura e escrita. Colocar em um quadro
utilizar equipamentos específicos para o desenvolvimento educacional e integração social;
Aprender orientação e mobilidade para sua autonomia;
Usar o resíduo visual nas atividades de vida diária sempre que possível;
Cajado de pastor e cão - primeiros auxílios utilizados pelas pessoas cegas;
Bengala Ortopédica - Tem como objetivo, servir de apoio e sustentação, suportando o peso do indivíduo. Material: madeira grossa e resistente, apresentando extremidade superior e um cabo curvo;
Bengala Branca - Mais longa que a bengala ortopédica, medindo cerca de 90 cm. Também confeccionada de madeira pintada de branco com uma faixa vermelha na extremidade inferior;
Bengala Longa ou de Hoover -. Material: Liga de alumínio, por sua capacidade de transmitir aos nervos da mão em formas de sensações táteis, as particularidades do terreno.
INSTRUMENTOS EDUCACIONAIS
Diferentes tipos de óculos;
Lupas e telescópios;
Cadernos com pautas mais grossas;
Tiposcópio;
Ampliação de livros;
Baralhos;
Dial telefônico;
Sistema Braille;
Instrumentos de medida, com marcas em relevo, em réguas, fitas métricas e outros;
Gravadores e livro falado, pelos quais as crianças podem ouvir textos registrados e fazer relatos ou tarefas;
Instrumentos de medida, com marcas em relevo, em réguas, fitas métricas e outros;
Gravadores e livro falado, pelos quais as crianças podem ouvir textos registrados e fazer relatos ou tarefas;
Recursos visuais não-ópticos: favorecem o funcionamento visual, não utilizam lentes. Mesa adaptada, canetas tipo pincel atômico, luminárias, cadernos com linhas ampliadas e em negrito, marcadores de página e janelas de leitura, proteção contra luz e brilho, livros com tipos ampliados, com adequação do tamanho do caractere, espaçamento entre letras e linhas, uso do negrito, serifa e espessura da letra.
Figura 4: alguns equipamentos utilizados por portadores de baixa visão e/ou cegos: reglete, punção, máquina de escrever em braile (perkins), lupas, tele-lupas e sorobã.
MATERIAIS ALTERNATIVOS
Guizos - bolas e pneus;
Maquetes;
Aumentar o tamanho dos equipamentos;
Utilizar-se de cores brilhantes para marcações e metas;
Usar auxílio de um vidente;
Usar bolas sonoras;
Usar sons para delinear a área de jogo;
Usar sinetas, barbantes ou elásticos condutores;
Usar informações verbais