Apostila Dir Tributario1
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Apostila Dir Tributario1


DisciplinaDireito Tributário I27.550 materiais296.000 seguidores
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não tiver transitado pelo estabelecimento transmitente; 
V- do inicio da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, 
de qualquer natureza; 
VI- do ato final do transporte iniciado no exterior; 
VII- das prestações onerosas de serviço de comunicação, feita por qualquer meio, 
inclusive a geração, e emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a 
repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza; 
VIII- do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços; 
a. não compreendidos na competência tributária dos Municípios; 
b. compreendida na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa 
de incidência do imposto de competência estadual, como definido na lei 
complementar aplicável; 
 
NOTA: Veja LC 56/87. 
IX- do desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas do exterior; 
X- do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado no exterior; 
XI- da aquisição ou licitação pública de mercadorias importadas do exterior 
apreendidas ou abandonadas; 
XII- da entrada no território do Estado de lubrificantes e combustíveis líquidos e 
gasosos derivados de petróleo oriundos de outro Estado, quando não 
destinados à comercialização; 
da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não 
esteja vinculada a operação ou prestação subsequente.\u201d 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
 
Material 
 
Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se 
iniciem no exterior (CF, artº 155, II, b e §2º, IX). 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Quantificativo 
a. base de cálculo: normalmente, é o \u201cvalor da operação\u201d (veja LC nº 87/96 e lei estadual ou 
distrital competente). 
b. Alíquotas: variadas, em percentual fixo, que poderá ser seletiva em função da essencialidade 
das mercadorias ou dos serviços (CF, artº 155, §2º, III e IV \u2013 ver lei estadual ou distrital). 
 
 
 
 
SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANO 
 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
 
Pessoal 
 
a. sujeito ativo: Municípios (CF, artº 156,I). 
b. sujeito passivo: proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a 
qualquer titulo (CTN/66, artº 34). 
 
NOTA: Célio Freitas Batalha entende que possa ser eleito sujeito passivo do IPTU, o locatário, o 
comandatário, usufrutuário, o enfiteuta, e assim por diante, pessoas que, enfim, são havidas 
pelo direito como relacionadas ao estado de fato sobre o qual recai a competência municipal, a 
saber, a \u201cpropriedade imobiliária\u201d. (Curso de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 1982. P.530, 
conclusão 4.1, diversos autores coordenados por Ives Gandra da Silva Martins). 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Espacial Território urbano do Município (CF, artº 156, I e CTN/66, artº 32). 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Temporal 
Estabelecido pela Lei Municipal. 
 
NOTA: No Município de Soa Paulo considera-se ocorrido o fato gerador no dia 1º/jan. do ano a 
que corresponder o lançamento anual (Lei nº 6.989/66, arts 14 e 34; Decreto nº 26.120/88, arts. 
14 e 34). 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
36 JULIANA RIBEIRO 
 
Material 
Propriedade predial e territorial urbana (CF, artº 156,I). 
 
NOTA: Entende-se como \u201cpropriedade predial e/ou territorial urbana\u201d. 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Quantificativo 
a. base de cálculo: CTN/66: 
\u201cART. 33. A base de cálculo é o valor venal do imóvel. 
Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos 
bens móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito 
de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade.\u201d 
NOTA: Ementa: \u201cTributário. IPTU. A majoração de sua base de cálculo, que o torne mais 
oneroso, depende de lei, ressalvada a atualização do respectivo valor pelos índices de correção 
monetária (CF, artº 153, §29; Lei nº 5.172/66-CTN, artº 97, II c/c os §1ºs §2º. Precedente: RE 
87.763 \u2013 Pleno no STF, de 7-6-79\u201d (RE nº 93.661-1-SP, DJU, 27-11-81, p. 12.015). 
 
DIREITO TRIBUTÁRIO 37 
 
 
ITBI \u2013 IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO INTER VIVOS, A QUALQUER 
TITULO, POR ATO ONEROSO, DE BENS IMÓVEIS, POR NATUREZA OU 
ACESSÃO FÍSICA, E DE DIREITOS REAIS SOBRE IMÓVEIS, EXCETO OS DE 
GARANTIA, BEM COMO CESSÃO DE DIREITOS A SUA AQUISIÇÃO. 
 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Pessoal 
a. sujeito ativo: Municípios (artº 156,II). 
b. sujeito passivo: é qualquer das partes na operação tributada, 
como dispuser a Lei (CTN/66, artº 42). 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Espacial Território do Município da situação do bem (CF, artº 156, II e §2º, II). 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Temporal 
Momento da transmissão ou da cessão (CF, artº 156, II; CTN/66, artº 
35). 
NOTA: vide lei municipal competente. 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Material 
Transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens 
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre 
imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua 
aquisição (CF, artº 156, II). 
ASPECTO DESCRIÇÃO 
Quantificativo 
a. base de cálculo: é o valor venal dos bens imóveis transmitidos ou 
direitos cedidos (CF, artº 156, II; CTN/66, artº 38). 
alíquotas: é estabelecida pela Lei Municipal competente 
(interpretação em sentido contrário do disposto no artº 156, §4º,I, da 
CF). 
 
3. PRINCÍPIOS JURÍDICOS DA TRIBUTAÇÃO 
 
Princípio é uma regra básica implícita ou explicita que, por sua grande generalidade, 
ocupa posição de destaque no mundo do Direito e, por isso, vincula o entendimento 
e a boa aplicação, seja dos simples atos normativos, seja dos próprios 
mandamentos constitucionais. Sempre que houver uma dupla interpretação da 
norma, deve-se utilizar dos princípios. 
 
Os princípios da legalidade, da anterioridade, da igualdade, da competência, da 
capacidade contributiva, da vedação do confisco e o da liberdade de tráfego, podem 
ser considerados princípios comuns a todos os sistemas jurídicos diante da sua 
universalidade. 
 
Esses princípios têm o escopo de proteger o cidadão contra abusos do poder, não 
podendo, por exemplo, a declaração de inconstitucionalidade da lei tributária, 
produzir efeitos retroativos contra o cidadão, e, sim, operar a favor do contribuinte, 
como ocorre com as normas em geral. 
 
São, portanto, esses princípios tributários conhecidos como limitações 
constitucionais ao poder de tributar (artigos 150, 151 e 152 da CF). 
38 JULIANA RIBEIRO 
 
 
 
3.1. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
 
 Tendo sua origem no princípio nullum crimen sine lege, o princípio da 
legalidade tributária, passa a reger as mais diferentes situações relacionadas com a 
tributação, tem por objetivo a formulação de uma ordem jurídico-tributária cada vez 
mais justa, garantindo-se, por esse princípio que nenhum tributo será instituído, nem 
aumentado, senão através de lei. 
 
A CF é explícita que tanto a criação quanto o aumento dependem de lei. O princípio 
da legalidade garante a segurança nas relações do particular (contribuinte) com o 
Estado (fisco), as quais devem ser inteiramente disciplinadas, em lei. 
 
 A lei que criar um tributo deverá conter a descrição do fato tributável, a 
definição da base de cálculo e da alíquota, ou qualquer outro critério para definir o 
valor do tributo, critérios para identificação dos sujeitos passivo e ativo e 
estabelecimento de prazo para pagamento do tributo. 
 
Objetivo: manter uma relação de segurança do contribuinte para com o Fisco. 
 
A rigor, o que a lei deve prever não é apenas a hipótese de incidência, em todos os 
seus aspectos. Deve estabelecer tudo quanto seja necessário à existência da 
relação obrigacional tributária. 
 
Logo, em um expositivo simplificado, temos: 
 
 
Definir hipótese de incidência; 
 
LEI: Identificar sujeitos da relação jurídica tributária; 
 Local e prazo