Apostila Dir Tributario1
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Apostila Dir Tributario1


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em Direito Tributário 
 
2 Situações: dispor sobre conflitos de competência em matéria da 
União, Estados e Municípios (CF, Art. 146, I) (Ex. Linha demarcatória entre 
ISS e ICMS). 
 
 
Limitações constitucionais do poder de tributar (Art. 146, II) >Imunidades 
tributárias. 
 
Normas gerais de Direito tributário \u2013 Lei Complementar aumenta o grau de 
detalhamento dos modelos de tributação criados pela CF. (Traços gerais do 
tributo) > preparando esboço para lei ordinária. Ex. Definir grandes fortunas 
(Art. 153, VII), fixar critérios próprios do ICMS ( Art. 153, § 2º, X, a e XII). 
 
OBS.:- Matéria que dispõe em Lei Complementar não poderá dispor a 
Medida Provisória. Também, na hipótese de a LC tratar de matéria que 
afete a LO, haverá de ser considerada do mesmo nível hierárquico desta, o 
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que significa dizer que poderá ser modificada ou revogada por lei ordinária, 
pouco importando que aquela tenha sido aprovada por maioria absoluta, 
porque o aspecto formal não pode prevalecer sobre a competência 
constitucionalmente atribuída. 
 
Obs: Cabe a LC disciplinar matérias do ICMS arroladas no art.155,§2º, XII 
da CF. 
 
? Código Tributário Nacional 
 
O CTN foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 como lei 
complementar, sendo que os dispositivos nele previstos, que não estavam 
em consonância com o novo texto constitucional promulgado em 05.08.88, 
não foram recepcionados. Ex: art. 15, inciso III do CTN. 
 
 
? Lei Ordinária 
 
Lei comum, norma geral e abstrata aprovada pelo legislativo, é a fonte das 
obrigações tributárias, sendo que o art. 97 do CTN estabelece que somente 
lei pode estabelecer a instituição de tributos ou a sua extinção, a majoração 
ou redução, a definição do fato gerador, a fixação da alíquota e da base de 
cálculo, observado a exceção prevista no § 1o do art. 153 da CF/88. A lei 
ordinária é aprovada por maioria simples. 
 
Quando a Constituição menciona apenas o termo \u201clei\u201d, entende-se que a 
matéria respectiva possa ser tratada por \u201clei ordinária\u201d. 
 
 
 
? Medida Provisória (art.62 da CF) 
 
Antes tinham força de decreto-lei, hoje é ato privativo do Presidente da 
república, com força de lei ordinária, cabível apenas em casos de urgência e 
relevância e apenas as meterias arroladas pela Constituição: 
? segurança nacional 
? finanças públicas, inclusive tributos. 
? criação de cargos e fixação dos seus respectivos vencimentos. 
 
 Anteriormente, o procedimento da MP era da seguinte forma: 
 
? - 30 dias findos perdiam a eficácia ex tunc, cabendo ao 
congresso disciplinar os atos praticados na vigência 
provisória da medida. Caso 
? não mantida a eficácia, aguardaria posição do legislativo, 
que podiam reeditar a matéria. 
 
Atualmente, com a edição da E.C nº 32, passou a ter os seguintes 
requisitos: 
 
- Vedou a intromissão das MP\u2019s em certas matérias; 
DIREITO TRIBUTÁRIO 47 
 
- Explicitou que, na instituição ou majoração de impostos sujeitos ao princípio 
da anterioridade, a medida deve ser convertida em Lei até o último dia do 
exercício de sua edição, sob pena de não ser eficaz no exercício seguinte; 
- Ampliou a vigência para 60 dias e previu a sua prorrogação automática por 
igual período, não correndo porém, o prazo de recesso no congresso nacional 
(Art. 62 e parágrafos); 
- Se em 60 + 60 dias não for convertida em lei, perde sua eficácia, e não 
- se pode mais editar outra MP versando sobre a mesma matéria. 
 
 
 O Princípio da Anterioridade não torna as Medidas Provisórias 
incompatíveis com os tributos, pois ao final de cada exercício financeiro a 
MP será o único veículo eficaz para editar a norma de incidência 
com respeito ao mencionado princípio. A MP que institua ou majore 
impostos, para produzir efeitos no exercício financeiro seguinte, deverá ser 
convertida em lei até o último dia do citado exercício. 
 
OBS.:- Matérias exclusivas de Lei Complementar não podem ser 
objeto de MP. Exemplo: Empréstimos compulsórios e Contribuições Sociais. 
(Art. 62, §1º, III). 
 
 
 MP\u2019s em Matéria Tributária 
 
 Podem as MPs criarem ou majorarem impostos ? 
 Sim. (Art. 62 § 2º CF/88). 
 
Exceção \u2013 Art. 153, I, II, IV e V, Art. 154, II 
 (impostos: II, IE, IPI, IOF, porem podem ter alíquotas alteradas pelo 
executivo através de decreto) 
 
Exemplos práticos: 
 
 
1) 
 
MP publicada 
21/05 Prazo: 60 + 60? Findo o prazo, conversão em lei 
IPI: não se submete ao princípio da anterioridade 
No dia seguinte (22/05), ela já poderia ser cobrada. 
 
 
 
2) 
 
MP publicada Prazo: 60 + 60? 
Hoje 
IR: se submete ao princípio da anterioridade (obs: IR, IPVA, IPTU, 
empréstimos compulsórios). 
 
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Aqui, respeita-se o princípio da anterioridade, onde só poderá ser cobrado o 
tributo no próximo exercício financeiro (01/01). 
Obs: neste caso ocorre uma inutilidade da MP, onde seria mais adequado o 
uso da Lei Ordinária. 
 
3) 
 90 dias 60+60 ___________ 
conversão em lei 20/10 ou 20/12 
 
MP publicada em Cobrança: 25/08: aqui se 
respeita o princípio da anterioridade 
nonagesimal. 
25/05 
Contribuição 
Social 
 
Obs: tributos que são cobrados por este princípio: CPMF, PIS, COFINS 
 
Obs: exceção a COFINS, art.62, §2º da CF. 
 
Notoriamente, a E.C nº 32, de 11/09/01, se analisada com a antiga redação 
do art.62 da CF, proporciona, sem dúvida alguma, um grande passo nas 
relações entre Fisco e Contribuinte, pois, a partir da sua vigência, tem-se 
verificado número bem menor de MPs. 
 
 
? Tratados Internacionais 
 
Para visualizar melhor o tema, poderíamos introduzir um conceito prático 
para fácil entendimento: \u201cConsentimento recíproco de duas ou mais 
nações para constituir, regular, modificar, alterar ou extinguir um 
vínculo de direito. Ou seja, é através deste que duas ou mais pessoas 
de direito público internacional manifestam formalmente suas 
vontades, com o fito de produzir efeitos jurídicos\u201d. 
 
Os tratados em matéria tributária, via de regra, dispõem sobre a eliminação 
de direitos alfandegários ou visam evitar a bitributação da renda e estão 
previstos no art. 98 do CTN. 
 
Observação notória: quanto aos direitos humanos, a CF é explícita 
sobrepujando, no entendimento jurisprudencial, os tratados e convenções. 
 
TRATADOS INTERNACIONAIS 
a. Independência nacional (soberania) 
b. Prevalência dos direitos humanos 
c. Para a incorporação no ordenamento jurídico interno 
\u2022 Trâmite: 
1)competência exclusiva do Presidente da República conforme 
art. 84, VIII da CF/88 
2) submete ao Congresso nacional \u2013 emite decreto legislativo \u2013 
conforme art. 49 da CF/88. 
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\u2022 Devolve ao Presidente da República que promulga o Decreto 
com status de lei ordinária. 
 
OBJETIVO PRINCIPAL DOS TRATADOS - Após ingresso no 
ordenamento jurídico como lei especial, sua primazia está para a 
harmonia das normas em prol do bem comum , dos signatários, 
visando sempre a paz e o desenvolvimento econômico, social e 
cultural dos povos. 
 
NO ÂMBITO TRIBUTÁRIO 
Tratados não criam tributos, mas autorizam, modificam dentro de 
certos limites (art. 98 do CTN) 
 
Resume-se dizer que o tratado dita as regras que os signatários 
poderão cobrar certo tributo, exceto em tais ou quais situações ou 
limitando os percentuais aplicáveis (alíquotas) ou ainda, limitando 
o que exceda o valor dos tributos cobrados em outros Estados 
soberanos. 
 
A regra geral é que os tratados sobrepõe interesses da regra 
interna. 
 
d. Tratado e tributo estadual