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Conforme classificação elaborada por José Afonso da Silva, as normas constitucionais podem ser 
diferenciadas ou separadas em diversas categorias levando-se em conta a sua estrutura normativa e 
conteúdo, sendo que essas "categorias" são denominadas de "elementos". São eles: 
a) elementos orgânicos, que contêm normas que regulam a estrutura do Estado e do Poder, que se 
concentram, predominantemente, nos Títulos II (Da organização do Estado), IV (Da organização dos 
Poderes e Sistemas de Governo), Capítulos II e III, do Título V (Das Forças Armadas e da Segurança 
Pública) e VI (Da Tributação e do Orçamento); 
b) elementos limitativos, que se manifestam nas normas que consagram o elenco dos direitos e 
garantias fundamentais (do Título II da Constituição - Dos Direitos e Garantias Fundamentais), 
excetuando-se os Direitos Sociais, que entram na categoria seguinte; 
c) elementos sócio-ideológicos , consubstanciados nas normas que revelam o caráter de compromisso 
das Constituições modernas entre o Estado individualista e o Estado Social, intervencionista, como as do 
Capítulo II do Título II (Direitos Sociais) e as dos Títulos VII (Da Ordem Econômica e Financeira) e VIII (Da 
Ordem Social); 
d) elementos de estabilização constitucional , consagrados nas normas destinadas a assegurar a solução 
de conflitos constitucionais, a defesa da Constituição , do Estado e das instituições democráticas, como 
os encontrados nos arts. 34 a 36 , CF , os arts. 59, I e 60 (processo de emendas à Constituição), 
art. 102 , I . a (controle de constitucionalidade); 
e) elementos formais de aplicabilidade , que são os que se acham consubstanciados nas normas que 
estabelecem regras de aplicação das normas constitucionais, assim, o preâmbulo, o dispositivo que 
contém as cláusulas de promulgação, as disposições constitucionais transitórias e o § 1º, art. 5º, que 
determina que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicabilidade imediata. 
Antes de adentrar no tema em epígrafe, faz-se mister fixar um conceito relevante de Constituição. 
No âmbito jurídico o termo Constituição é mais frequentemente usado para designar a organização 
Jurídica fundamental. Segundo Hans Kelsen, é o conjunto das normas positivas que regem a produção 
do direito. Isto significa, mais explicitamente, conjunto de regras concernentes à forma do Estado, à 
forma do governo, ao modo de aquisição e exercício do poder, ao estabelecimento de seus órgãos, aos 
limites de sua ação. 
Logo, Constituição é um conjunto de normas de Direito público, que visam disciplinar e orientar a 
organização do Estado. 
Quanto ao conteúdo 
As Constituições podem ser materiais ou formais. 
· Materiais 
Na ótica da constituição material, o que se considera é o conteúdo das normas: são constitucionais, que 
cuidam dos aspectos importantes do Estado (direitos fundamentais, forma de governo, forma de Estado, 
organização dos poderes etc.), não levando em consideração se estão ou não dentro de 
uma constituição escrita. Sendo assim, a Constituição é o conjunto de normas pertinentes à organização 
do poder, à distribuição da competência, ao exercício da autoridade, à forma de governo, aos direitos da 
pessoa humana, tanto individuais como sociais, enfim, tudo que se referir ao conteúdo básico para 
composição e funcionamento da ordem política exprime o aspecto material da constituição. Portanto 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10637537/artigo-34-da-constituicao-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10636450/artigo-36-da-constituicao-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10633557/artigo-59-da-constituicao-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10701011/inciso-i-do-artigo-59-da-constituicao-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10633322/artigo-60-da-constituicao-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10688723/artigo-102-da-constituicao-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10688695/inciso-i-do-artigo-102-da-constituicao-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988
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em suma, constituições materiais são aquelas que encerram em seu corpo matéria tipicamente 
constitucionais, ou seja, tratam apenas das normas estruturais do Estado. 
Destarte, são regras materialmente constitucionais aquelas que identificam a forma e a estrutura do 
Estado, o sistema de governo, a separação dos Poderes, os direitos e garantias fundamentais. 
· Formais 
São constituições que levam em conta o processo de elaboração da norma, pois todas as normas que 
estejam numa constituição escrita, solenemente elaborada, são constitucionais, ficando seu conteúdo 
em segundo plano. Sendo assim, as normas constitucionais são identificadas pelo simples fato de serem 
enxertadas no corpo de uma constituição. 
Resumindo, encerram não por se referir aos elementos básicos institucionais de uma organização política 
ou dizem respeito à reestruturação estatal. Tais normas situam-se hierarquicamente na Lei Maior, sem 
contudo fazerem parte dos núcleos essenciais do Estado, por isso valorizam o processo de sua formação 
e não seu aspecto interior. 
A nossa Constituição Brasileira (1988) é do tipo formal, solenemente elaborada e rígida, mas contém 
normas materialmente constitucionais e outras apenas formalmente constitucionais, por exemplo: aviso 
prévio trabalhista, que nada tem a ver com formação básica do Estado. 
A atual Constituição Brasileira é formada na medida em que não se restringe a tratar apenas de 
elementos típicos do Estado. 
Quanto à forma 
De acordo com o aspecto extrínseco, as constituições podem ser escritas ou não escritas (costumeiras 
ou consuetudinárias). 
· Escritas 
São aquelas reduzidas e codificadas em apenas um único texto, como ocorre com a maioria dos países, 
por exemplos as Constituições do Brasil, da Argentina, da Espanha. 
· Não Escritas 
Também chamadas de costumeirassão decorrentes de textos esparsos não codificados, costumes e 
jurisprudência, reconhecidos pelo povo como elementos de estruturação estatal. Como exemplos desta 
última, temos as Constituições da Inglaterra e de Israel. O sistema inglês possui poucas leis, baseando-
se em precedentes. Este sistema jurídico tem sua origem no sistema Romano Germânico, no quala lei 
define o comportamento esperado; a norma é abstrata, não devendo ser detalhista. 
Sobre o sistema romano germânico, Jorge de Miranda discorre: 
“Diz-se muitas vezes que a Constituição inglesa é uma constituição não escrita (unwritten constitution)”. 
Porém, só em certo sentido este acerto se afigura verdadeiro: no sentido de que uma grande parte das 
regras sobre a organização do poder político é consuetudinária, e sobretudo, no sentido de que a 
unidade fundamental da constituiçãonão repousa em nenhum texto ou documento, mas em princípios 
não escritos assentes na organização social e política dos Britânicos.” 
Quanto a Sistemática 
A classificação quanto à sistemática remete à elaboração do texto constitucional. Ela poderá 
ser Reduzida e Variada, Codificada ou Legal. 
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· Reduzida e Variada 
Será reduzida quando posta em um único documento, um único e sistematizado código, como a 
vigente Constituição brasileira. De outro lado, será Variada se disposto em textos esparsos como 
a Constituição belga de 1830 e a francesa de 1975. 
· Codificada 
São aquelas que se acham contidas inteiramente num só texto, com os seus princípios e disposições 
sistematicamente ordenado e articulado em título, capítulos e seções, formando em geral um único 
corpo de lei. 
· Legais 
Também denominadas Constituições escritas não formais e que equivalem as variadas de Pinto Ferreira, 
seriam aquelas escritas que se apresentam esparsas ou fragmentadas em vários textos. Haja vista, a 
título ilustrativo, a Constituição francesa de 1875. Ela compreendia as leis constitucionais, elaboradas 
em ocasiões distintas de atividade legislativa, exemplos: leis de estabelecimento dos poderes públicos, 
da organização do Senado e de relações entre poderes. Em conjunto foram designadas como 
a Constituição da Terceira República. 
Para Pinto Ferreira a nossa Constituição Brasileira de 1988 seria reduzida, codificada ou unitária. 
O Decreto Legislativo n.186/2008 que aprova o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com 
Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinado em Nova York, em 30 de março de 2007, promulgados 
pelo Decreto n.6949 de 25/08/2009, tendo sido assim, incorporados aos ordenamento jurídico brasileiro 
com status de norma constitucional. 
Ainda existem vários artigos de emendas constitucionais que não foram introduzidos na Constituição e, 
permanecendo como artigo autônomo das emendas, sem dúvida, tem natureza constitucional e, 
portanto, eventual lei que contrarie artigo de emenda constitucional poderá ser declarada 
inconstitucional, servindo a emenda como paradigma de confronto. 
Quanto ao modo de elaboração: 
 No tocante ao modo elaboração, uma Constituição pode ser considerada dogmática ou histórica. 
· Dogmática 
 Uma Constituição dogmática é uma peça necessariamente escrita e sistematizada, elaborada por um 
órgão constituinte a partir de preceitos políticos e jurídicos bem definidos e declarados. Um bom 
exemplo desse tipo de Constituição é a já citada Constituição Brasileira de 1988. 
· Histórica 
Diferentemente das Constituições dogmáticas, uma constituição histórica tem sua formação por meio 
de um longo e continuo processo de consolidação jurídica de fatores históricos e, principalmente, 
comportamentais de um povo, sendo baseada não na lei escrita, mas nos usos e costumes adotados pela 
população. O melhor exemplo desse tipo de constituição é a Constituição Inglesa. 
Quanto à correspondência com a realidade 
No critério ontológico de correspondência com a realidade de uma constituição costuma-se adotar três 
níveis de classificação. São esses: 
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· Constituições normativas 
São as Constituições que subordinam as relações políticas e os agentes de poder ao seu controle 
procedimental, devido a rigidez e clareza de suas normas nesse quesito, bem como ao respeito que 
obtém de fato dos agentes do Estado. É a forma mais adequada a uma democracia. 
· Constituições nominativas 
São as Constituições em que se busca o controle procedimental alcançado pelas Constituições 
normativas, porém não obtém de fato o mesmo respeito por parte dos agentes do poder. 
· Constituições semânticas 
Constituições semânticas são aquelas em que não há nem mesmo a ambição de se controlar as relações 
de poder, tendo como finalidade apenas assegurar legitimidade meramente formal aos detentores do 
poder. É um tipo constitucional utilizado apenas por Estados autocráticos ou totalitários. 
Quanto à origem 
Ao tratar das Constituições, não se pode ficar preso a uma só ideia, uma vez que as constituições 
sofreram uma série de variações conforme o tempo em que foram elaboradas até os dias atuais. Isso 
pode ser percebido pela forma como a mesma pode entrar em vigência. Neste sentido pode-se observar 
duas formas atuais de constituição quanto à origem, as Promulgadas e as Outorgadas. 
· Promulgadas 
As constituições Promulgadas, conhecidas também como populares por terem uma grande participação 
do povo, já que são elaboradas por uma assembleia constituinte eleita pelos cidadãos, tem como 
principal característica garantir os direitos fundamentais dos cidadãos. 
Quanto à forma de governo desta constituição, predomina-se o governo democrático. 
A constituição Federal de 1988, conhecida como constituição cidadã, é um exemplo 
de constituição promulgada, já que foi elaborada por uma assembleia constituinte e também pelo fato 
de a mesma garantir direitos à população. Um fator peculiar deste tipo de Constituição diz respeito ao 
voto, que é para todos, independentemente da classe econômica, bem como de eleições diretas, fato 
desconhecido na outorgada. Essa Constituição não centraliza todo opoder na mão do executivo, mas há 
a divisão dos poderes em Três, Executivo, Legislativo e Judiciário, o que garante uma igualdade dos 
poderes, tornando-os harmônicos mais ao mesmo tempo independentes e, dessa forma, auxiliando para 
que não existam decisões que beneficiem uma só parte já que os integrantes dos poderes executivo e 
legislativo são eleitos pela população. Isto mostra ainda mais que a Constituição de 1988 é muito voltada 
para o bem estar popular e também para atender e garantir a participação dos cidadãos. 
· Outorgada 
Quanto à Constituição outorgada, pode-se perceber uma grande diferença desta em relação à 
constituição promulgada, principalmente pelo fato de que a Constituição outorgada é feita pura e 
simplesmente pela vontade do governo, uma vez que o poder executivo visa assegurar a forma de 
governo própria defendendo seus interesses, sendo isso bom ou não para a população, o que é 
impensável em uma constituição promulgada. Ainda, em relação à Constituição outorgada, não existe a 
formação de uma assembleia constituinte com participação popular e principalmente com a eleição de 
quem a população quer que a elabore, já que neste caso, compete ao governo decidir quem a irá 
elaborar, sempre com quem mais lhe interessa. 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988
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Este tipo de constituição é típico de regimes totalitários ou ditaduras. 
A constituição de 1824, que foi elaborada após a dissolução da assembleia constituinte, tem algumas 
características próprias de constituição outorgada, como por exemplo, a existência de um poder 
moderador, onde todas as decisões teriam de passar pelo crivo do Imperador. Porém esta não é a 
característica predominante, já que a principal é o fato de ter um poder único e totalmente centralizado. 
Outro aspecto comum da constituição outorgada é o fato de ter-se um voto censitário, o que era muito 
comum na época, mas principalmente pelo fato de que o voto era indireto, muito presente nesse modo 
de constituição. 
Alem dos modelos tradicionais, também podem ser encontradas outras duas formas de constituição, 
que são as Cesaristas e Pactuadas. A Cesarista é menos comum e pouco utilizada, tendo o seu enfoque 
principal no governo napoleônico e também no governo do Pinochet, sendo essa muito parecida com 
constituições outorgadas por causa da forma de governo onde a mesma é aplicada, que são em estados 
totalitários, mas com a participação popular por meio de plebiscitos que são realizados em cima do 
projeto constitucional, que por sua vez é feito pelo governo, podendo ser um Imperador, como no caso 
de Napoleão, bem como pode ser um governo ditatorial, como no exemplo de Pinochet. 
No caso das constituições Pactuadas pode-se observar que são aquelas constituídas em cima de um 
pacto. Dessa forma, o poder constituinte do tipo originário, se concentra na mão de mais de um 
responsável, essas não partilham da mesma forma das constituições atuais, assim vê-se que essas foram 
muito utilizadas na Idade Média. Na visão de Paulo Bonavides, este tipo de constituição, a pactuada, 
marca uma época muito importante, onde o poder da realeza sofria já algumas influências da população 
que almejava alcançar alguma participação no governo, também ressalta que o equilíbrio era precário, 
uma vez que sempre existe uma parte contra a forca. 
Partindo dessas formas de origem constitucional, pode-se fazer uma diferenciação entre constituição e 
carta. Segundo Pedro Lenza, pode-se constituição é o termo jurídico utilizado para a Lei Fundamental 
que tenha sido promulgada e com apoio popular, uma vez que deve ter tido sua origem em uma 
assembleia constituinte. Já carta também é uma lei fundamental, porém deve ter sido outorgada 
(imposta a sua população), através de um poder totalitário e pode ser até sem a formação de um poder 
constituinte, porém essa deve ser feita pelo governante totalitário ou pela parte revolucionária que a 
está impondo, sendo que não há participação popular, assim genericamente podem ser separadas pela 
forma como foram originadas. 
Quanto a estabilidade 
Ao se falar de estabilidade, vale ressaltar, que se trata da possibilidade de alteração da Constituição. A 
doutrina não é unânime quanto a esta divisão, mas, a maioria dos doutrinadores classificam as 
Constituições, quanto à sua alterabilidade em Rígidas, Flexíveis e Semirrígidas. 
· Rígida 
A constituição rígida é aquela que precisa, para sua alteração, de um processo legislativo especial, ou 
seja, este tipo de constituição, só é alterável mediante processo legislativo mais árduo, mais solene e 
com exigências formais especiais, diferentes e mais difíceis que os de formação das leis ordinárias ou 
complementares. 
· Flexível 
A constituição é flexível, quando pode ser livremente modificada pelo legislador segundo o mesmo 
processo de elaboração das leis ordinárias. Portanto, não possui um processo legislativo de alteração 
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mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais. Neste 
sentido, do ponto de vistaformal, não existe hierarquia entre constituição e lei infraconstitucional. 
· Semirrígida 
A constituição semirrígida, por sua vez, é uma mescla da rígida e da flexível, contendo matérias que 
podem ser alteradas pelo processo ordinário, ou simples (flexíveis), e outras que pressupõem um 
processo de modificação mais sofisticado e difícil. 
A rigidez da constituição não impede mudanças na mesma, ela apenas dificulta estas mudanças, 
delineando um processo especial para alteração das leis. 
A rigidez tem como consequência o princípio da Supremacia da Constituição. Esta supremacia coloca 
a constituição numa situação de superioridade em relação às outras normas do ordenamento, que por 
sua vez, devem estar de acordo com o que diz na Constituição, caso contrario serão declaradas 
inconstitucionais. 
Quanto à extensão e finalidade 
· Constituições Sintéticas 
As constituições sintéticas, também denominadas breves, sumárias ou básicas, sucintas ou concisas, são 
as que se restringem aos elementos substancialmente constitucionais emitindo princípios e normas 
gerais de regência do Estado, organizando-o e limitando seu poder através da estipulação de direitos e 
garantias fundamentais. José Afonso da Silva, em sua obra Curso de Direito Constitucional Positivo afirma 
que o constituinte rejeitou a constituição-sintética por se tratar de uma constituição negativa, pois 
constrói apenas liberdade-negativa ou liberdade-impedimento, oposta a autoridade, modelo que 
também pode ser chamado de constituição garantia. Nestas constituições o legislador constituinte deixa 
a pormenorização dos direitos e deveres a cargo do legislador comum. Esses modelos tem muita 
durabilidade, pois tem grande potencial de manutenção, vez que se dedica a princípios mais amplos 
tornando possível a adaptação do texto a realidade concreta e suas constantes mudanças. Um bom 
exemplo disso é a Constituição Norte-Americana, de 1787 (atualmente com 225 anos), que possuí 
apenas 7 artigos. Paulo Bonavides em sua obra Curso de Direito Constitucional afirma que a maior 
estabilidade e flexibilidade da constituição sintética além de permitir sua adaptação a atualidade 
permite também "improvisar soluções que poderiam, contudo, esbarrar na rigidez dos obstáculos 
constitucionais". Augusto Zimmermann nos dá mais dois exemplos de constituições sintéticas: 
a Constituição do Japão, de 1946, que conta com 103 artigos e a Constituição da França, de 1958, com 
92 artigos. 
· Constituições Analíticas 
As constituições analíticas, também chamadas prolixas, extensas, inchadas, amplas e minuciosas, são 
aquelas que regulamentam todos os assuntos relevantes a formação, destinação e funcionamento do 
Estado, sendo esse modelo atrelado ao modelo de constituição-dirigente. Descem minúcias 
estabelecendo regras que deveriam estar em leis infraconstitucionais (como por exemplo o 
art. 242 parágrafo 2º da CF/88 que dispõe que o Colégio Pedro II, localizado no RJ, deve ser mantido na 
órbita federal), trazendo o problema de se definir os limites desse tipo de constituição, como comenta 
jurista português Joaquim Gomes Canotilho em sua obra Constituição Dirigente e Vinculação do 
Legislador: "o que deve (e pode) uma constituição ordenar aos órgãos legiferantes e o que deve (como 
e quando deve) fazer o legislador para cumprir, de forma regular, adequada e oportuna, as imposições 
constitucionais". Paulo Bonavides define duas causas para adoção desse modelo de constituição: "a 
preocupação de dotar certos institutos de proteção eficaz, o sentimento de que a rigidez constitucional 
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https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10642268/paragrafo-2-artigo-242-da-constituicao-federal-de-1988
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é anteparo ao exercício discricionário da autoridade, o anseio de conferir estabilidade ao direito legislado 
sobre determinadas matérias e, enfim, a conveniência de atribuir ao Estado, através do mais alto 
instrumento jurídico que é a Constituição, os encargos indispensáveis à manutenção da paz social". Já 
Andre Ramos Tavares considera como razões para adoção desse modelo a indiferença do legislador 
ordinário, que tem se transformado em desconfiança, a certos direitos subjetivos que estão merecendo 
proteção jurídica diferenciada, a imposição de certos deveres aos governantes evitando desvio de poder 
e arbitrariedade e a necessidade de que certos institutos sejam perenes garantindo sentimento de 
segurança jurídica decorrente da rigidez constitucional. Os exemplos que podemos apresentar de 
constituições analíticas são a nossa Constituição de 1988 e a Constituição da Índia de 1950, que conta 
com 400 artigos. 
Quanto à dogmática ou ideologia 
· Constituição Ortodoxa 
É formada por uma só ideologia, como por exemplo nas constituições da China marxista e 
na Constituição Soviética de 1977, já extinta. 
· Constituição Eclética 
Resulta do embate ideológico existente quando da elaboração do texto constitucional e alguns autores 
a aproximam da constituição compromissória. Canotilho explica a Constituição compromissória da 
seguinte maneira: "numa sociedade plural e complexa a constituição é sempre um produto do pacto 
entre forças políticas e sociais. Através de 'barganha' e de 'argumentação', de 'convergências' e 
'diferenças', de cooperação na deliberação mesmo em caso de desacordos persistentes, foi possível 
chegar, no procedimento constituinte, a um compromisso constitucional ou, se preferirmos, a 
vários"compromissos constitucionais". As constituições de Portugal de 1976 e a nossa Constituição de 
1988 são exemplos de constituições compromissóriase ecléticas, como também a Constituição da Índia 
de 1950. 
Quanto ao Sistema 
Segundo Diogo de Figueiredo Moreira Neto, a classificação das constituições dá-se também quanto ao 
sistema, este podendo ser preceitual ou principiológico. 
· Preceitual 
Na classificação preceitual, as normas não tem a mesma abstração mas, de forma coercitiva, as regras 
são concretizadoras dos princípios contidos na Constituição. 
· Principológico 
No sistema principológico, como o próprio nome já diz, predominam-se os princípios, os quais se 
consagram por meio das normas constitucionais. 
Constituições Expansivas 
Para este autor, a atual Constituição Brasileira mantém certos assuntos expostos de maneira menos 
específica por conta de novas discussões acerca de temas inéditos ou já existentes - que possam ser 
tratados de maneira diferente, como é o caso dos direitos humanos. Dessa forma, a classificação 
concentra-se no conteúdo, no qual existem 3 distinções: conteúdo anatômico e estrutural 
da Constituição- que diz respeito à estruturação do texto e sua divisão em títulos, capítulos 
etc; comparação constitucional interna- faz uma relação entre a atual Constituição Federal brasileira com 
suas antecessoras, verificando as modificações e extensões de cada uma; comparação constitucional 
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externa- há uma relação entre a atual Constituição brasileira com as Constituições estrangeiras, 
verificando-se a extensividade presente nelas. 
Regras Constitucionais quanto à aplicabilidade 
As normas constitucionais também podem ser classificadas quanto à aplicabilidade. Algumas podem ser 
efetivadas imediatamente e outras não. Aquelas que entram em vigor imediatamente são chamadas 
de autoexecutáveis justamente por terem hipótese completa e disposição definida, além de serem 
autossuficientes. As outras, portanto, cuja aplicação não se dá imediatamente, podem ser chamadas 
de não autoexecutáveis. Tais normas dependem de outras regras contidas na Constituição para que 
possam ser complementadas e, posteriormente, implementadas. 
As normas não autoexecutáveis se subdividem em três tipos: normas incompletas, normas 
condicionadas e normas programáticas. Respectivamente, as incompletas não tem hipótese e 
definição bem detalhadas; as condicionadas apenas parecem ser bem detalhadas quanto aos mesmos 
critérios, entretanto, por tratarem apenas de projetos, não possuem a força para funcionar 
autonomamente. Assim são necessárias normas posteriores que regulamentem o projeto para que este 
tenha efetividade. As programáticas, por sua vez, são regras que indicam os planos que o governo deve 
seguir no futuro. Dando uma atenção maior às normas programáticas, é válido ressaltar que elas existem 
como um mecanismo de defesa da sociedade contra o poder do Estado, obrigando-o, por meio de 
normas previstas na Constituição, a tomar uma série medidas. Caso isso não ocorra, a 
própria Constituição já prevê institutos, como a Ação de Inconstitucionalidade por Omissão ou Mandado 
de Injunção, os quais devem ser usados quando a constituição não é respeitada. À título de 
complementação, é bom observar que as normas programáticas têm seu conteúdo voltado, 
principalmente, para garantir os direitos sociais (2ªgeração de direitos), como a educação e a saúde 
pública. 
CONSTITUIÇÕES DIRIGENTES, BALANÇO E GARANTIA 
As Constituições podem ser classificadas de maneiras diferentes, sendo elas as 
de garantia, balanço e dirigente, esta última sendo a mais comum na atualidade, uma vez que ganhou 
uma conotação muito interessante e acabou sendo muito bem recebida nas constituições modernas. 
· Constituições Dirigentes 
Estas também podem ser chamadas de constituições diretivas e programáticas. Dessa forma, seu nome 
já mostra o que a mesma pretende traçar, que é o fato de programar fatos e objetivos que o governo, 
estado, deve alcançar no futuro, ou, no período em que a mesma estiver em vigência. Muitas dessas 
diretrizes têm o caráter popular, ao traçar metas para que o governo as cumpra e beneficie a população, 
já que são muito comuns nas constituições populares. 
Analisando a mesma, pelo fato de que essa vai propor uma diretriz e prever projetos para que o governo 
siga em prol da sociedade, a constituição passa a intervir na vida social e econômica, sendo contrária ao 
pensamento liberal que via a carta magna exclusivamente como uma carta política, uma vez que ela 
acaba intervindo na vida da população para que vários direitos acabem sendo assegurados, como é o 
caso da nossa atual Constituição Federal de 1988, que prevê varias diretrizes para o governo, sendo que 
logo no artigo terceiro da mesma fica clara essa programação da constituição para a sociedade e 
governo, sendo que o estado tem que assegurar ou alcançar esses objetivos, que são dispostos como 
princípios fundamentais da carta magna. 
· Constituição Balanço 
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https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988Constituição balanço era o tipo de Constituição adotada pelos países soviéticos. Tem como principal 
objetivo estabelecer as relações de poder e descrever a organização política implementada. Uma 
peculiaridade deste tipo de Constituição é seu caráter provisório, pois cada constituição deveria ser 
adequada apenas à etapa do socialismo em que o Estado se encontrava. Quando tal etapa fosse 
considerada cumprida a Constituição seria substituída por uma nova, que faria um balanço desse novo 
estágio da busca ao comunismo, como ocorreu em 1924, 1936 e 1977. 
· Constituição Garantia 
É tipo de Constituição que visa garantir a liberdade através da limitação do poder. Há uma grande 
preocupação em garantir os direitos fundamentais do indivíduo, especialmente perante o Estado. Se 
desenvolveu pela necessidade de se contrapor a Constituição Balanço. 
 
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