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Osteichthyes - Seminário (apresentação)

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OSTEICHTHYES
Ramiro Dário Melinski
IB164 – Introdução ao Estudo dos Cordados
1
Características gerais
“Peixes ósseos”.
Do grego osteos = osso + ichthyos = peixe.
Linhagem mais numerosa e diversificada entre os vertebrados.
Aproximadamente 27.000 espécies descritas.
Ampla distribuição geográfica:
Seus habitats cobrem 73% do planeta;
29,2% em água doce;
70,8% em água salgada.
2
Características gerais
Ossificação endocondral;
ossos dérmicos substituindo cartilagens;
dentes implantados na maxila;
brânquias protegidas por opérculo;
presença de bexiga natatória;
membranas das nadadeiras sustentadas por raios ósseos ou cartilaginoso;
pecilotérmicos.
3
Sistema esquelético
Composto por ossos verdadeiros;
vértebras distintas, vestígios da notocorda entre elas;
divide-se em três partes:
Hippocampus sp.
4
1. Esqueleto axial
Crânio: 
Caixa craniana protege o encéfalo;
cápsulas para os órgãos do sentido;
crânio articulado com as maxilas e a mandíbula;
sem côndilos no occipital. 	
 
Coluna vertebral:
Costelas e a cintura peitoral;
vértebras anficélicas;
ausência de osso esterno;
nº de costelas variável: ↑ nº = ↑ salinidade ou ↓ temperatura.
5
6
2. Esqueleto apendicular
Estrutura endoesquelética → suportam os raios.
Estrutura exoesquelética → raios simples e duros ou ramificados e moles.
Nadadeiras: torácicas, pélvica(s), dorsal, anal, adiposa e caudal.
7
3. Esqueleto visceral
Arcos cartilaginosos ou ósseos 
			→ suporte ao aparelho bucal.
8
Sistema muscular
Músculo estriado esquelético → 40 a 75% do peso;
musculatura formada por miômeros, separados miosseptos;
musculatura axial → epaxiais dorsais e hipaxiais ventrais;
músculos branquiais → constritores e elevadores.
9
Sistema muscular
Músculo branco: fibras maiores, de contração rápida e de movimentos bruscos de natação (caça e fuga).
Músculo vermelho: fibras menores e de movimentos lentos e de sustentação (migração).
10
Musculatura especial:
órgãos elétricos
Musculatura estriada;
eletrócitos;
arranjados em séries;
sincronismo da descarga;
detectam distorções no campo elétrico; receptores sensoriais especiais:
		- órgãos ampulares;
		- órgãos tuberosos.
Electrophorus electricus – “poraquê”
11
Sistema dérmico
Funções do tegumento:
Proteção contra bactérias, microorganismos e lesões;
controle na entrada de água;
órgão sensorial.
Camadas do Sistema Dérmico:
Epiderme
Camada fina e celular;
glândulas mucosas; 
glândulas de veneno.
Derme
Camada espessa e fibrosa;
vascularizada e inervada;
possui órgãos sensoriais cutâneos;
formação de escamas;
alguns peixes possuem o corpo todo coberto por placas.
12
Escamas
Ciclóides: as mais comuns, normalmente finas, sub-circulares e com a margem lisa ou finamente serrilhada, não possuem projeções.
Ganóides: de forma sub-romboidal e podem ser bastante grossas.
Ctenóides: também sub-circulares e finas, mas normalmente rugosas com pequenas projeções formando uma coroa de espinhos e com a margem serrilhada, conferem ao peixe uma aparência áspera.
13
Sistema circulatório
Coração com 4 câmaras: seio venoso, átrio, ventrículo e cone arterioso (apenas átrio e ventrículo correspondem às qutro câmaras dos vertebrados superiores); 
apenas sangue venoso passa pelo coração, que bombeia o sangue para as brânquias, onde é oxigenado e distribuído pelo corpo.
Sistema circulatório duplo em Dipnoi.
14
Sistema circulatório
Sistema arterial: 
Sistema venoso:
Aorta ventral
Vasos branquiais aferentes
Capilares das brânquias
Alças coletoras eferentes
Aorta dorsal
Cabeça
Cone arterioso
Ventrículo
Átrio
Seio venoso
Corpo
Cabeça
Rins e gônadas
Cardianais anteriores
Cardinais posteriores
Ducto de Cuvier
Parede do corpo e apêndices pares
Veias abdominais laterias pares
Sistema porta-renal
Veia caudal e veias porta-renais pares
Sistema porta-hepático
Veias hepáticas pares
Seio venoso
15
Sistema circulatório
16
Sistema digestivo
Boca;
cavidade oro-branquial;
esôfago;
estômago;
cecos pilóricos;
ânus.
Glândulas anexas: muco-secretoras na região oro-branquial, pâncreas e fígado com vesícula biliar.
17
Especialização das maxilas
Protusão das maxilas: aumento do volume da câmara oro-branquial → sucção;
mandíbulas móveis se ajustam ao substrato → corpo permanece na horizontal → fuga;
alguns peixes podem direcionar a protusão maxilar e a direção da sucção no sentido ventral, dorsal ou frontal podendo se alimentar do substrato, da superfície ou da coluna d’água;
Aumenta a velocidade de abordagem do predador em 39 a 89% no momento crucial.
18
Seqüência de movimentos da protusão das maxilas em ciclídeo. 
Músculos, ligamentos e ossos envolvidos nos movimentos durante a protusão da mandíbula.
Secção horizontal (esquerda) e transversal (direita) da expansão bucal durante a alimentação por sucção.
19
Sistema respiratório
Aparelho respiratório
Pele (fase embrionária e larval).
Brânquias:
		- estruturas lamelares;
		- membrana superficial fina e úmida;
		- vascularizada;
		- protegidas por opérculos;
		- eliminação do excesso de sal no sangue.
Arcos Branquiais:
		- Rastros e rastelos branquiais → dirigidos para dentro; função de desviar a saída de partículas alimentares;
		- filamentos branquiais → dirigidos para fora;
		- arcos aórticos → vasos.
20
Respiração branquial
21
Trocas gasosas
Movimento de abertura e fechamento da boca e do opérculo.
	
	Entrada de água
		↓
	Abertura da boca = fechamento do opérculo
		↓
	Fechamento da boca = abertura do opérculo
		↓
	Saída de água
	 
A troca gasosa ocorre nas lamelas secundárias que são projeções microscópicas de filamentos branquiais
22
Bexiga natatória
Apêndice hidrostático dos peixes.
Ajusta o peso do peixe ao da água em diferentes profundidades;
Pode ajudar na respiração, servir como órgão de sentido ou na produção de sons.
Fisóstomo (a) ou fisóclisto (b).
23
Sistema urogenital
Sistema excretor
Regula o conteúdo de água no corpo;
mantém o equilíbrio salino adequado;
elimina os resíduos nitrogenados;
rins pares (pronefro no embrião e mesonefro no adulto);
excreta nitrogenada é a amônia.
24
- Peixe de água doce: perde sal para o meio aquático e precisa repor através das brânquias e da alimentação.
- Peixe marinho: perde água para o meio salgado e repõe bebendo água do mar. 
25
Sistema urogenital
Gônadas pares (fêmea com dois ovidutos e macho com dois testículos).
Testículos com ducto espermático e vesícula seminal.
Gônadas pares de “Tucunaré” (Cichla monoculus)
26
Reprodução
Maioria das espécies dióicas, ovíparas e com fecundação externa.
Pode haver hermafroditismo (mudança de sexo):
		- Fêmea → macho = protogenia.
		- Macho → fêmea = protandria.
Filhotes → alevinos com saco vitelínico;
Anamniotas e analantoidianos.
Ovos
Alevinos ainda dentro dos ovos
Alevino com saco vetelínico
27
Cuidado parental
Opstognathus macrognathus
Heros severus
Hippocampus sp.
28
Sistema nervoso
Prosencéfalo
Telencéfalo
Diencéfalo
Lobos olfativos e cérebro
Hipotálamo, glândula pineal, hipófise e quiasma óptico
Mesencéfalo 
Lobos ópticos
Rombencéfalo
Metencéfalo
Cerebelo
Meilencéfalo
Bulbo
Placa medular
Tubo neural
- Mesencéfalo é centro da atividade cerebral e da coordenação nervosa.
- Cerebelo é o centro da coordenação muscular.
- Bulbo é responsável pela respiração, ação cardíaca e metabolismo, centro dos sistemas de linha lateral e orelha interna.
29
Sistema nervoso
Cérebro: corpo estriado (massa ganglionar basal) e pálio (fina camada epitelial, dorsal);
possuem 10 nervos cranianos;
Sistema autônomo desenvolvido, gânglios dispõem-se em cadeia.
tronco comum, por fora da coluna vertebral.
Raiz sensitiva dorsal
Raiz motora ventral
30
Órgãos do sentido
Corpúsculos gustativos 
	- Abundantes nas regiões da cabeça e da boca.
	- Podem ser encontradas pelo corpo todo.
Órgãos olfativos
- Fossas nasais pares.
	- Bolsas olfativas possuem função sensitiva para substâncias dissolvidas na água.
Quimiorreceptores 
	- Percebem concentrações de substâncias químicas dissolvidas na água, inclusive de oxigênio.
31
Órgãos do sentido
Visão 
Semelhante a outros vertebrados;
geralmente localizados lateralmente;
sem pálpebras.
Anableps anableps → “quatro olhos”.
Peixes de profundidade → olhos muito grandes ou degenerados.
Anableps anableps
32
Órgãos do sentido
Órgão auditivo
Órgão de audição, equilibro e orientação;	
não há orelha externa, orelha média ou cóclea;
presença de três pares de otólitos (estruturas compactas e mineralizadas): sagita, lapílo e asterisco.
Par de otolitos
Localização dos otolitos na câmara vestibular
Micrografia de varredura eletrônica de um otolito
33
Órgãos do sentido
Aparelho de Weber
Ostariophysi.
Ondas de som (pressão) → bexiga natatória vibra → osso tripus gira sobre sua articulação com a vértebra → ligamentos transmitem o movimento para os ossos intercalarium e scaphum → scaphum comprime uma área do labirinto membranoso contra o clastrum → estimula a região auditiva do encéfalo.
34
Órgãos do sentido
Linha lateral
Órgão sensorial que proporciona percepção de alterações na massa de água (deslocamento e pressão);
constituída por uma fileira de escamas perfuradas e estruturas chamadas neuromastos;
neuromastos possuem cílios na parte interna que se comunicam com o sistema nervoso.
35
Glândulas endócrinas
Glândulas sem ductos, produtos caem diretamente na corrente sanguínea;
pâncreas, tireóide e hipófise;
ausência de glândula paratireóide (regulação de Cálcio).
36
Locomoção na água
Natação: Contrações seqüenciais crânio-caudais de segmentos musculares ao longo de um dos lados do corpo e do relaxamento simultâneo dos respectivos músculos contralaterais.
A maior parte da força para natação vem de músculos na região mais caudal do peixe.
37
Classificação:
Anguiliforme
Subcarangiforme
Carangiforme
Carangiforme modificado
Ostraciforme
Amiforme
Gymnotiforme
Rajiforme
Balistiforme
Labriforme
38
Locomoção na água
Garvidade e elevação.
Impulso e Arrasto.
	- Arrasto viscoso: 
		- Fricção entre o corpo do peixe e a água;
		- afetado pela rugosidade da superfíce
		- escamas pequenas ou ausentes e presença de muco.
	- Arrasto inercial: 
		- Diferenças de pressão resultantes do deslocamento de água; 
		- corpo em formato de gota.
39
Hábitos alimentares
Planctófagos
Predadores ativos
Herbívoros
Detritívoros
Comensais
Parasitas
“Candiru” Vandellia cirrhosa
Remora remora
40
Repouso
Peixes não dormem; 
alternam estados de vigília e repouso;
não tem pálpebras, seus olhos ficam sempre abertos.
41
Peixes venenosos e tóxicos
Peixes venenosos
Injeção de veneno por meio de um espinho;
Ex: “Peixe-pedra”, “peixe-leão”, “magagás”, “bagre”, etc.
Peixes tóxicos
Carne ou certos sistemas de órgãos ingeridos.
Toxina que se concentram em órgãos viscerais.
Estação de reprodução e hábitos alimentares.
Ex: “Baiacu”.
42
Peixes venenosos e tóxicos
“Peixe-pedra” Synanceja verrucosa
“Peixe-leão” Pterois volitans
“Mangagá” Scorpaena guttata
“Bagre” Galeichthys felis
“Baiacu” Arothron hispidus
43
Classificação ecológica
Pelágicos
Do latim pelagos, que significa mar aberto.
Vivem geralmente em cardumes, nadando livremente na coluna d’água.
Bentônicos
Associados ao fundo de grande profundidades.
 
Mesopelágicos.
Até 1.000 m de profundidade.
 
Batipelágicos
Mais de 1.000m de profundidade.
“Atum” 
Thunnus thynnus
“Linguado”
Paralichthys brasiliensis
“Peixe-lanterna”
Anomalops katoptron
44
Migrações
Diárias, anuais ou plurianuais; 
Distâncias variam de alguns metros até várias centenas de quilômetros;
Reprodução, alimentação ou temperatura ideal.
Classificação dos peixes migratórios :
- diádromos: migram de rios para o mar;
- anádromos: vivem no mar, mas se reproduzem em água doce;
- catádromos: vivem nos rios, mas se reproduzem no mar;
- anfídromos: mudam o seu habitat de água doce para salgada durante a vida, mas não para se reproduzirem;
- potamódromos: migrações sempre em água doce;
- oceanódromos: migrações sempre em águas marinhas.
Migração de salmões (Oncorhynchus nerka) 
45
Grandes profundidades marinhas
Luz solar ausente a partir de 1.000m de profundidade → 75% do oceano é sempre escuro;
peixes decrescem em tamanho, quantidade e diversidade de espécies.
Regiões epipelágicas (até 100m) → há organismos fotossintetizantes;
a partir de 100m, organismos sobrevivem da “chuva” de detritos da superfície.
Em águas tropicais há mais abundância e diversidade.
Quanto maior profundidade, menos denso é o esqueleto dos peixes e menor massa muscular.
46
47
Grandes profundidades marinhas
Peixes mesopelágicos (até 1.000m)
	- Migram diariamente;
	- olhos grandes;
	- Fotóforos.
Peixes batipelágicos (a partir de 1.000m)
	- Vida menos ativa;
	- fotóforos;
	- maxilas e dentes enormes;
	- estômago que se expande muito;
	- macho anão parasita.
48
“Enguia pelicano” Eurypharyns pelecanoides
“Perca abissal”
Chiasmodon niger
“Peixe-pescador” 
Lophius piscatorius 
“Peixe-machadina” Sternoptyx diaphana
Macropinna microstoma
“Peixe-ogro” Anoplogaster cornuta
Melanocetus johnsonii
49
Recife de corais
Ambiente muito diversificado.
Dominado pelos Acanthopterygii (diversidade dos modos de alimentação).
Pressão seletiva → locomoção, visão atenciosa, memória para esconderijos e rotas de escape;
padrões notáveis de cores: sexo, idade, status social e condição reprodutiva;
espécies aparentadas;
turnos diurnos e noturnos.
50
Premmas epigrammata
Pygoplites diacanthus
Chormis flavicauda
“Peixe-papagaio” (Scaridae)
Amphiprion percula
Sargocentron spiniferum
“Peixe-papagaio” 
(Scaridae)
Bagre marinus
51
Classificação e radiação adaptativa
52
Classe Sarcopterygii
Do grego sarkos = carne + ptery = barbatana, asa.
Peixes de nadadeiras lobadas;
apêndices peitorais e pélvicos se se movem na mesma seqüência que os membros dos tetrápodes;
escamas cobertas por cosmina (substância semelhante à dentina).
53
Ordem Dipnoi
Peixes pulmonados;
exclusivos de água doce (Hemisfério Sul);
3 Gêneros, 6 Espécies;
nadadeiras dorsal, caudal e anal fundidas em uma;
nadam através da ondulação do corpo ou andam sobre os apêndices torácicos e pélvicos.
boca com diversos quimiorreceptores;
Ovíparos;
54
Dipnoi
Protopterus annectens
Neoceratodus foresteri 
Lepidosiren paradoxia
Protopterus aethiopicus
Protopterus amphibius
Protopterus dolloi
55
Ordem Actinistia (Coelacanthimorpha)
Nadadeiras carnosas e lobadas;
cauda única, simétrica e com três lobos, lobo central carnoso;
mantiveram a mesma forma ao longo dos anos;
um único gênero vivo:
	- 1938: África do Sul - Latimeria chalumnae.
	- 1998: Indonésia – Latimeria menadoensis.
Olhos com tapetum lucidum;
órgão rostral eletro-receptor;
presença de bexiga natatória;
vivíparos.
L. chalumnae
L. menadoensis
56
Actinistia extintos
57
Classe Actinopterygii
Do grego aktis = raio + pteryx = nadadeira; asa.
Peixes com nadadeiras raiadas, sustentadas por lepidotríquias (do grego lepidos = escama + trichios = filamento);
aberturas branquiais protegidas pelo opérculo;
escamas cobertas por ganoína;
maioria ovípara;
classe dominante entre os vertebrados;
58
Subclasse Polypteriformes
Do grego poly = muitos + pteryx = nadadeiras + form = forma.
Nadadeiras dorsais em forma de bandeira;
escamas ganóides, sobrepostas, dispostas em camadas e recobertas por ganoína formando uma armadura pesada;
larvas possuem brânquias externas; adultos possuem pulmão rudimentar, localizado ventralmente;
11 espécies viventes (“bichirs”), todas habitam águas doces do continente africano.
Polypterus senegalus
Polypterus bichir
59
Subclasse Chondrostei (Acipenseriformes)
Do grego chondros = cartilagem + osteon = osso.
Endoesqueleto cartilaginoso (não possuem ossificação endocondral completa);
escamas ganóides;
bexiga natatória dupla;
válvula espiral.
2 famílias viventes.
60
Acipenseridae (“esturjão”):
“bigodes” táteis.
ausência de dentes;
longevidade;
poliplóides;
ameaçados de extinção devido à produção de caviar a partir das ovas.
Polyodontidae (“peixe-espátula”)
Do grego poly = muitos + odon = dentes.
Rostro muito alongado e achatado
2 espécies viventes: Polyodon spathula (E.U.A.) e Psephurus gladius (China).
Acipenser oxyrinchus
Polyodon spathula
61
Subclasse Neopterygii
Do grego neo = novo + pteryx = nadadeiras; asa.
Possuem nadadeiras mais ágeis e esqueleto mais leve;
mandíbulas mais fortes e eficientes.
62
Infraclasse Holostei
Do grego Holo = inteiro + osteon = osso.
Neopterygii primitivos;
esqueleto ossificado;
cauda heterocerca;
válvula intestinal;
bexiga natatória funciona como pulmão.
Lepisosteiformes 
Do grego lepis = escama + osteon = osso.
Escamas ganóides sobrepostas em diversas camadas;
corpo alongado e dentes em formato de agulha;
nadadeiras dorsais próximas à cauda;
7 espécies viventes (“gars”).
Amiiformes
Possuem placa gular;
nadadeira dorsal alongada;
1 única espécie vivente – Amia calva (“Bowfin”)
Amia calva
Atractosteus spatula
Lepisosteus platostomus
63
Ifraclasse Teleostei
“Peixes ósseos superiores”.
Osso maxilar e pré-maxilar móveis, permitindo a protusão do aparelho bucal;
cauda homocerca;
escamas ciclóides ou ctenóides, sem ganoína nas espécies viventes;
bexiga natatória geralmente presente; 
sem válvula espiral.
Agrupa a grande maioria dos peixes viventes;
dividido em quatro grandes clados: Osteoglossomorpha, Elopomorpha, Clupeomorpha e Euteleostei.
64
Superordem Osteoglossomorpha
Do grego osteo = osso + gloss = língua + morph = forma.
Peixes com “língua óssea”;
nadadeiras anal e dorsal geralmente alongadas;
podem produzir descargas elétricas fracas para se comunicarem.
“Pirarucu” Arapaima gigas
“Aruanã” Osteoglossum sp.
“Peixe-elefante” Mormyrus sp.
65
Superordem Elopomorpha
Larva especializada leptocéfala;
maioria assemelha-se às enguias e é marinha, mas algumas espécies são tolerantes a água doce.
“Tarpão” Megalops atlanticus
“Bonefish” Albula vulpes
“Enguia” Anguilla anguilla
“Moréia verde” Gymnothorax funebris
Larva leptocéfala
“Moréia gigante” Gymnothorax javanicus
“Moréia dragão” 
Enchelyrcore pardalis
66
Superordem Clupeomorpha
Peixes prateados;
corpo fusiforme; 
vivem em cardume;
geralmente não possuem linha lateral.
“Anchova” Engraulis mordax 
Cardume de E. mordax
“Sardinha” Sardina pilchardus 
67
Clado Euteleostei
Grupo parafilético.
Maioria das espécies de Teleostei se enquadra em Euteleostei;
milhares de espécies com grande diversidade morfológica;
Agrupa oito superordens principais: 
68
Superordem Ostariophysi
Do grego osteo = osso + physia = bexiga, vesícula.
Segunda maior superordem entre os peixes (25-30% de todas as espécies, 80% das espécies de água doce);
alguns possuem espinhos nas nadadeiras ou armadura especial para proteção;
muitos apresentam maxilas protáteis;
dentes farígenos agem como mandíbulas secundárias;
presença de aparelho weberiano;
substância de alarme no tegumento.
Ex: “Piranha” (Characiforme), “carpa” (Cypriniformes), “bagre” (Siluriforme) e “poraquê” (Gymnotiformes).
69
Ostariphysi
Cyprinius carpio
Corydoras semiaquilus
Electrophorus electricus
Ictalurus punctatus
Pygocentrus piraya 
70
Superordem Protacanthopterygii
Sem pré-mandibular protável;
geralmente fazem migrações. 
Ex: “Salmão”, “truta” (Salmoniforme), “lúcio” (Esociforme) e “galaxídeos” (Osmeriformes).
Esox lucius 
Salmo trutta
Oncorhynchus nerka
Hypomesus transpacificus
71
Superordens Stenopterygii e Ciclosquamata
Podem pertencer a Protocanthopterygii.
Stenopterygii: peixes grandes profundidades.
Ciclosquamata: “peixe-lagarto”.
Ateleopus tanabesnsis
Synodus variegatus
72
Superordem Scopelomorpha
Pequenos peixes mesopelégicos;
presença de fotóforos e olhos grandes;
conhecido como “peixe-lanterna”.
Superordem Polymixiomorpha
“Beardfish” ou “Peixe-barbado”.
1 único gênero: Polymixia sp. .
Myctophum punctatum
Polymixia japonica
73
Superordem Paracanthopteryhii
Maxilas móveis e espinhos leves;
podem ser bentônicos ou batipelágicos;
“peixe-sapo” e “peixe-pescador”. 
Antennarius striatus
Opsanus beta
Melanocetus johnsoni
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Superordem Acanthopterygii
Maior superordem entre os peixes;
dominam a superfície do oceano aberto e as águas marinhas rasas do mundo;
verdadeiros peixes de nadadeiras com espinho;
enorme diversidade de espécies;
ordem Perciforme representa cerca de 40% de todos os peixes, é maior ordem dentro de Vertebrata com aproximadamente 7.000 espécies descritas.
Ex: “Tainha” (Mugiliforme), “peixe-voador” (Atheriniforme), “cavalo-marinho” (Gasterosteiformes), “peixe-lua” (Tetraodontiformes), “linguado” (Pleuronectiformes), “peixe-leão” (Scorpaeniformes), “barracuda” (Perciformes), etc.
75
Mola mola
Aulostomus maculatus
Xiphias gladius
Citharichthys sordidus
Melanotaenia boesemani
Barbourisia Rufa
Fundulopanchax scheeli
Exocoetus volitans
Sphyraena barracuda
Hippocampu sp.
Opistognathus aurifrons
76
Relação com o ser humano
Alimentação
Lazer
Medicinal
Ornamentação
Controle biológico
Estética
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Preservação
Água doce: 
	- Poluição; 
	- construção de barragens e represas;
	- canalização;
Ambiente marinho: 
	- pesca comercial e predatória;
	- ovos sem cuidado parental → não suportam mudanças na temperatura.
Recife de corais: 
	- Dinamitados para obter peixes para alimentação;
	- cianureto para capturar peixes ornamentais;
	- aquecimento global → branqueamento dos corais.
78
79
Bibliografia consultada
Livros:
Pough, F. Harvey. A Vida dos Vertebrados. 4ª Ed. São Paulo: Atheneu Editora, 2008.
Orr, Robert T. Biologia dos Vertebrados. 5ª Ed. São Paulo: Livraria Roca Ltda., 1986.
Artigos:
Carani, F. R.; Aguiar, D. H.; Almeida, F.L.A.; Gonçalves, H.S., Padovani, C.R. e Silva, M.D.P. Morfologia e crescimento do musculo estriado esqueletico no pirarucu Arapaima gigas Cuvier, 1817 (Teleostei, Arapaimidae.
Micheli, M.A.m Caracterização dos quimiorreceptores de O2 envolvidos no controle dos reflexos cardio-respiratórios de trairão, Hoplias lacerdae (Teleostei, Erythrinidae) em resposta à hipóxia ambien
80
Imagens:
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http://de.academic.ru/
http://www.nhm.ac.uk/
http://geocities.ws/
http://fishpix.kahaku.go.jp/
http://www.marinelifephotography.com/
http://webecoist.com/
http://club-appa.ovh.org/
http://www.guidetobelize.info/
http://www.itsnature.org/
http://www.ozanimals.com/
http://www.mamiraua.org.br/
http://oceans.greenpeace.org
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