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DisciplinaCaderno de Atenção Básica38 materiais354 seguidores
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Medida Residencial 
da Pressão Arterial 
(MRPA) 
Método destinado a fazer 
registro da PA fora do 
ambiente de consultório, 
pelo próprio usuário ou 
pessoa capacitada para tal, 
com equipamento validado 
e calibrado. Não deve ser 
confundida com a 
automedida da PA (AMPA), 
que é registro não 
sistematizado e realizado a 
pedido do profissional de 
saúde 
O protocolo mais aceito 
considera a tomada de pelo 
menos duas medidas da PA, 
pela manhã, antes do 
desjejum, e à noite, antes do 
jantar, durante quatro dias. O 
número mínimo de 14 
medidas deve ser obtido para 
a análise dos dados (médias). 
Valores normais < 130/85 
mmHg. 
Avaliação da 
terapêutica; 
Pesquisa de 
hipertenso do 
avental branco; 
Possibilidade de 
realizar maior 
número de 
medidas fora do 
ambiente do 
consultório; 
Boa aceitabilidade 
do método; 
Limitação: 
dificuldade de 
medidas durante o 
sono. 
Auto Medida da 
Pressão Arterial 
(AMPA) 
Registro não sistematizado 
da pressão arterial, 
realizado de acordo com a 
orientação do profissional 
de saúde do usuário. 
Média da auto medida da 
pressão arterial acima de 
135/85 mmHg. 
Resposta a anti-
hipertensivos; 
Avaliação da 
hipertensão do 
avental branco 
Onde: PA = pressão arterial; mmHg = milímetro de mercúrio. Fonte: V Diretrizes Brasileiras de 
Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e III Diretrizes Brasileiras de 
Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA), 2011.23 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1.3.3 Classificação 
 
Para a classificação da HAS serão adotados os critérios propostos pelas VI Diretrizes Brasileiras 
de Hipertensão (quadros 9 e 10). 
Quadro 9. Classificação da pressão arterial de acordo com a medida casual no consultório em 
maiores de 18 anos 
Classificação Pressão sistólica (mmHg) Pressão diastólica (mmHg) 
Ótima < 120 < 80 
Normal < 130 < 85 
Limítrofe* 130 \u2013 139 85 \u2013 89 
Hipertensão estágio1 140 \u2013 159 90 \u2013 99 
Hipertensão estágio 2 160 \u2013 179 100 \u2013 109 
Hipertensão estágio 3 \u2265 180 \u2265 110 
Hipertensão sistólica isolada \u2265 140 < 90 
Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser 
utilizada para classificação da pressão arterial. 
* Limítrofe, pressão normal-alta ou pré-hipertensão são termos que se equivalem na leitura. 
Onde: mmHg = milímetro de mercúrio. Fonte: VI Dir Bras HAS, 2010.² 
 
Quadro 10. Classificação da pressão arterial para crianças e adolescentes e sugestões de 
conduta, segundo a sua classificação 
Classificação Percentil para PAS e PAD* Conduta sugerida (se 
pertinente) 
Normal PA < percentil 90 Reavaliar na próxima consulta 
médica 
Limítrofe PA entre percentis 90 a 95 ou se PA 
exceder 120/80 mmHg sempre < 
percentil 90 até < percentil 95 
Reavaliar em 6 meses 
Hipertensão estágio 1 Percentil 95 a 99 mais 5 mmHg Usuário assintomático: 
reavaliar em 1 a 2 semanas; 
se hipertensão confirmada 
encaminhar para avaliação 
diagnóstica. 
Usuário sintomático: 
encaminhar para avaliação 
diagnóstica 
Hipertensão estágio 2 PA> percentil 99 mais 5 mmHg Encaminhar para avaliação 
diagnóstica 
Hipertensão do avental 
branco 
PA> percentil 95 em ambulatório 
ou consultório e PA normal em 
ambientes não-relacionados à 
prática clínica 
 
Onde: PA = pressão arterial; PAS = pressão arterial sistólica; PAD = pressão arterial diastólica; 
mmHg = milímetro de mercúrio. * Para idade, sexo e percentil de altura. Fonte: VI Dir Bras 
HAS, 2010.² 
 
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1.4. Avaliação clínica inicial e estratificação de risco cardiovascular 
 
1.4.1. Avaliação clinica inicial 
 
Os objetivos da avaliação clínica em usuários hipertensos consistem em: 
 
\uf0b7 Confirmar o diagnóstico de HAS; 
\uf0b7 Identificar fatores de risco cardiovasculares; 
\uf0b7 Pesquisar lesão em órgãos-alvo; 
\uf0b7 Pesquisar doenças associadas; 
\uf0b7 Estratificar risco cardiovascular global; 
\uf0b7 Avaliar indícios de hipertensão arterial resistente (vide Orientações adicionais quanto 
ao diagnóstico, item 1.3.2. Diagnóstico).² 
 
A avaliação clínica se inicia com uma anamnese detalhada, com atenção redobrada no início da 
HAS, tratamentos prévios já realizados, fatores de risco, indícios de hipertensão secundária, 
busca de lesões em órgãos-alvo já conhecidas, aspectos sócio-econômicos, estilo de vida, uso 
de outras medicações ou drogas que possam influenciar no tratamento da HAS, como 
descongestionantes nasais, corticóides, anti-inflamatórios, entre outros.² 
A lesão de órgãos-alvo agrava o risco cardiovascular associado à HAS. O estadiamento, a 
presença de lesão em órgão-alvo e a avaliação de fatores adicionais de risco cardiovascular são 
utilizados para determinar o risco total e planejar o tratamento (medicamentoso versus não-
medicamentoso).² 
Aliado à anamnese reforça-se a igual importância de um exame físico minucioso, com medida 
do peso corporal e da circunferência abdominal interferindo no risco cardiovascular conforme 
comentado anteriormente.¹¹ A busca de sinais sugestivos de lesão em órgãos-alvo e de 
hipertensão secundária deve ser incentivada, assim como o exame de fundo de olho, 
especialmente em hipertensos estágio 3 com lesão em órgão-alvo ou usuários com diabetes.² 
No quadro a seguir estão listadas as principais evidências de lesões em órgão-alvo em usuários 
hipertensos. 
 
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Quadro 11. Evidências de lesões em órgãos-alvo em hipertensos 
Órgão-alvo Evidência clínica de lesão Comentários (se 
pertinentes) 
Coração IAM; doença coronariana; 
angioplastia e ou revascularização do 
miocárdio; HVE; IC 
 
Sistema Nervoso Central AVC transitório; AVC isquêmico, AVC 
hemorrágico, alteração da função 
cognitiva 
 
Rim Déficit importante da TFG<60 ml/min. A ocorrência de 
diminuição da TFG 
e/ou albuminúria 
aumenta o risco de 
doença cardiovascular 
Retina Hemorragias ou exsudatos, papiledema. 
Doença arterial periférica Baseado na história clínica de 
claudicação, exame físico e ITB. 
 
Onde: IAM = infarto agudo do miocárdio; HVE = hipertrofia ventricular esquerda; IC = 
insuficiência cardíaca; AVC = acidente vascular cerebral; TFG = taxa de filtração glomerular; ITB 
= índice tornozelo-braço. Fonte: VI Dir Bras HAS, 2010.² 
 
A observação ao eletrocardiograma (ECG) de hipertrofia ventricular esquerda (HVE) e/ou de 
infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio indica comprometimento cardíaco (HVE) ou lesão 
(IAM).² A ocorrência de retinopatia, sinais de comprometimento cardíaco, sopros, sinais 
neurológicos consistentes com AVC e a diminuição ou ausência de pulsos periféricos são 
achados de exame físico de lesão de órgão alvo e a redução da pressão arterial reduz 
significativamente a ocorrência de desfechos cardiovasculares.2,25 A taxa de filtração 
glomerular (TFG) estimada <60 mL/min/1.73m2 indica a presença de DRC, caso se mantenha 
em um período igual ou maior que 3 meses, aliado ou não às alterações urinárias (albuminúria, 
hematúria ou piúria). A ocorrência de diminuição da TFG e/ou albuminúria aumenta o risco de 
doença cardiovascular.26,27 
Salienta-se que, para detecção da doença vascular periférica (DVP), a medida do índice 
tornozelo braço (ITB), deverá ser realizada. Valores menores que 0,9 são indicativos de DVP.28 
Na detecção de valores anormais, referenciar ao especialista. Detalhes mais pormenorizados 
estão no item 1.9 \u201cComplicações crônicas da hipertensão arterial sistêmica (lesões em órgãos-
alvo)\u201d. 
Os quadros 12 e 13 sumarizam os principais achados obtidos na história clínica e no exame 
físico dos usuários hipertensos. 
 
 
 
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Quadro 12. Dados de história clínica e comentários relevantes na avaliação de hipertensos 
Dados da história clínica Comentários 
Idade do início, duração e curso clínico 
da HAS 
Início em usuários jovens (<18 anos) ou idosos (>60 
anos) pode indicar
Neury
Neury fez um comentário
preciso desse conteúdo em pdf! Pode me enviar?
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Fernando
Fernando fez um comentário
Salvou minha vida!
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