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P ág in a1 1 LOGÍSTICA DE TRANSPORTE LOGÍSTICA DE TRANSPORTE P ág in a2 2 Sumário NOSSA HISTÓRIA .......................................................... Erro! Indicador não definido. Introdução à logística ............................................................................................... 5 Surgimento .............................................................................................................................. 6 Primeiros passos como ciência ............................................................................................... 6 O papel da logística na atualidade: Logística e necessidades. ............................ 7 Por que estudar logística? ...................................................................................................... 8 Importância da logística .......................................................................................................... 8 Curiosidades ............................................................................................................................ 9 A logística nas empresas ....................................................................................... 10 Logística: uma ferramenta importante ................................................................................. 10 Logística e a empresa ............................................................................................................ 11 Globalização .......................................................................................................................... 11 O comércio e a logística ......................................................................................... 12 Estímulo ao comércio ........................................................................................................... 13 A base da logística .................................................................................................. 14 A relação entre as atividades primárias ................................................................ 15 Logística não é transporte: Por que alguns confundem? ................................... 16 Transporte e logística ............................................................................................................ 16 Modais de Transporte ........................................................................................................... 17 Processamento de pedidos .................................................................................... 19 Tipos de carga ....................................................................................................................... 19 P ág in a3 3 COMPREENDER A DINÂMICA E A IMPORTÂNCIA DOS MODAIS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO E AÉREO................................................................. 22 A contratação dos fretes aéreo e rodoviário ........................................................................ 24 COMPREENDER A DINÂMICA E A IMPORTÂNCIA DOS MODAIS DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO E AQUAVIÁRIO. .................................................... 27 AlGUNS DESAFIOS DA LOGÍSTICA DE TRANSPORTE E COMO SUPERÁ-LOS .................................................................................................................................. 30 TERCEIRIZAÇÃO DOS SERVIÇOS LOGÍSTICOS ........................................................................ 30 GESTÃO DE TRANSPORTADORAS .......................................................................................... 31 SEGURANÇA DO TRANSPORTE DE CARGAS .......................................................................... 32 EFICIÊNCIA E RAPIDEZ NA LOGÍSTICA DE ENTREGA ............................................................. 34 Referências .............................................................................................................. 36 P ág in a4 4 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. P ág in a5 5 Introdução à logística Estamos constantemente lendo ou ouvindo expressões como: a logística desta empresa é boa; o problema daquele evento foi à falta de logística; a logística desta instituição foi fundamental para o sucesso do projeto. Estas e outras expressões são frequentes no dia a dia de várias pessoas. Mas, afinal, o que é logística? Como o conceito é amplo, ficaremos apenas com o parecer de Ronald Ballou, (1999). Para ele, “Logística é o processo de planejamento do fluxo de materiais, objetivando a entrega das necessidades na qualidade desejada no tempo certo, otimizando recursos e aumentando a qualidade nos serviços. ” No entanto, a busca pela qualidade pode, às vezes, soar estranho para quem tem como um dos objetivos a redução de custos. E esse é outro importante ponto de estudo, ou seja, reduzir para aumentar a qualidade. Por se tratar de um processo que envolve redução de custo e, às vezes, até de investimento, a logística tornou-se ponto estratégico dentro das empresas, até porque todas aplicam conceitos de logística. Porém alguns destes conceitos têm um tom de importância maior entre as empresas. P ág in a6 6 Surgimento Na verdade, o surgimento da logística não tem data definida. Sabe-se que algumas técnicas foram usadas em campanhas de guerras. Por exemplo, as tropas de Alexandre, o Grande (310 a. C.), eram estrategicamente organizadas. Nada faltava aos soldados. Mantimentos, munições, água, tudo era perfeitamente distribuído a todos os pontos da tropa. A construção das pirâmides do antigo Egito foi um evento que exigiu planejamento muito bem organizado. Conceitos de logísticas, como prazos de construção, materiais escolhidos, movimentação dos materiais, aquisição de mão de obra, e outros, estavam envolvidos. No século XVIII, início do XIX, o exército de Napoleão foi derrotado pela Rússia, devido à grande estratégia utilizada pelo povo. À medida que o exército de Bonaparte avançava por vilas e cidades russas, os moradores fugiam para regiões cada vez mais remotas, porém antes destruíam suas casas e cidades, a fim de não deixarem mantimentos e nem condições favoráveis aos intrusos. Essa técnica foi vital para o sucesso da nação que estava sendo atacada. Primeiros passos como ciência A Segunda Guerra Mundial – conflito que teve suas origens no final da década de 30 – foi um grande divisor de águas para o estudo da logística, isso porque tivemos o surgimento da logística como ciência, uma vez que a guerra necessitava não apenas de atitudes rápidas, como de mantimento no lugar certo e no tempo necessário. É interessante observarque os conceitos da logística já existiam. Não foram descobertos ou inventados naquela época. Foram sempre usados de forma subjetiva, sem serem percebidos como tal. A cada ano, os conceitos de técnicas e os de área foram sendo aperfeiçoados e aprimorados. As tropas de Hitler cometeram praticamente o mesmo erro que as tropas de Napoleão: subestimaram o exército russo e a população russa. As tropas alemãs tinham como objetivo invadir Moscou. À medida que a população soviética fugia para áreas remotas, o povo ia destruindo suas cidades para que não sobrasse P ág in a7 7 nenhum tipo de facilidade para o exército nazista. Procuravam dificultar ao máximo o avanço dos alemães. Ao chegarem às cidades, os alemães encontravam somente cinzas e destruição; não havia sequer mantimentos ou munições. Ao se aproximarem de Moscou, os homens, sob o comando de Hitler, sucumbiam à fome e ao frio. A logística dos invasores havia falhado, pois partiam do princípio que aproveitariam os insumos locais. Destacaremos, também, o outro lado deste conflito onde os americanos e seus aliados planejavam a questão operacional, garantindo a chegada de munição para os combatentes em condições de atirar, no local da frente de batalha e no tempo adequado. Podemos pegar esse relato como o amadurecimento da logística moderna que a partir do segundo conflito mundial ganhava forças com uma atenção especial por parte dos militares. Analogamente, os conceitos passaram a servir de base para a gestão de operações em empresas de forma a promover uma sincronia com as demais ações das empresas. Surgia aí a Logística Empresarial. O papel da logística na atualidade: Logística e necessidades. A busca pela satisfação do cliente é algo essencial para a vida de uma empresa nos dias atuais. A concorrência é ampla e, às vezes, até desleal. O que imediatamente vem à mente quando se fala na satisfação do cliente é a qualidade; porém em um mundo globalizado isso passou de diferencial para obrigação. Onde entra a logística neste contexto atual? Diferencial competitivo é a expressão que pode definir o papel desta importante ferramenta de gestão na atualidade. Pense! A partir do momento em que o mercado possui vários concorrentes que conseguem qualidade satisfatória na visão do consumidor, então as empresas precisam otimizar recursos para que possa vender mais barato ou mesmo para maximizar ganhos, se quiser permanecer no mercado. Outro ponto que merece reflexão é saber se o cliente pode encontrar a qualidade que deseja entre os P ág in a8 8 concorrentes e se os preços similares são o diferencial que precisa estar na prestação de serviços. Com a otimização de recursos, a logística pode proporcionar a qualquer empresa uma maximização dos lucros ou mesmo vislumbrar novas possibilidades de mercado. Por que estudar logística? Cada vez mais conceitos como a maximização de lucros, o aumento de qualidade, a agilidade e eficiência em fluxos são debatidos e aplicados em empresas, para que tenham diferencial competitivo perante outras empresas. Esse assunto é de suma importância, uma vez que absorve quantias consideráveis do orçamento operacional de uma instituição. Os investimentos nessa área devem ser muito bem planejados e objetivando sempre o aumento de qualidade, com redução de custos. Vendo por essa óptica é fácil entender porque um profissional na área de logística é considerado um dos corações estratégicos das empresas. Muitas pessoas estudam a Logística por ser assunto interessante e fundamental, pois hoje os conceitos vão muito além do mundo empresarial. É imprescindível o estudo da logística, uma vez que há necessidade de profissionais especialmente treinados e qualificados para colocar em práticas conceitos que apontem e administrem a necessidade de investimentos e a operacionalidade de tal. Importância da logística É comum abordar a importância desta ciência somente no que diz respeito à situação empresarial, porém logística vai muito, além disso. A organização de cidades deve obedecer a conceitos simples de fluxo de transporte e infraestrutura, para que haja maior qualidade de vida e eficiência com a operacionalidade das vias P ág in a9 9 públicas, ou seja, a importância está além de questões empresariais e vai ao encontro da população. Por exemplo, a manutenção de vias públicas pode tornar a qualidade de vida melhor em determinada região e ao mesmo tempo reduzir custos operacionais de uma empresa, isto é, quando os conceitos são utilizados de forma eficiente pela administração pública, há ganhos na economia e no dia a dia da população. Curiosidades Estados Unidos, Canadá e Europa são claros exemplos de países que se destacam em suas eficiências e estruturas operacionais. Nos Estados Unidos, todas as suas regiões são ligadas por infraestrutura logística. Isto significa dizer que qualquer tipo de mercadoria pode ser tranquilamente transportado de um estado a outro do país. Todas as regiões são atendidas por algum tipo de malha viária, o que torna a movimentação de mercadorias muito mais simples e barata, aumentando inclusive a qualidade de vida local. Malha viária diz respeito às rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos. Na Europa, acontece situação semelhante, você é capaz de cruzar todas as regiões através do modal ferroviário, uma vez que todas estão interligadas por esse tipo de via, é claro que a ligação rodoviária é outro ponto de integração do continente como um todo. No Brasil e na América do Sul acontece, infelizmente, o contrário. Se compararmos a infraestrutura de nosso país com a dos países do continente Europeu, por exemplo, veremos que temos uma malha viária extremamente ruim. E como isso afeta a logística de sua empresa? De todas as formas. Exemplificando: se você reside em um lugar onde só tem rodovia, por exemplo, e essa seja muito ruim, com certeza o frete para aquela região será bem mais caro do que para outro lugar. Pense comigo: se você necessita adquirir uma matéria prima de outro lugar, o valor do frete tornará sua encomenda mais cara e automaticamente seu produto ficará P ág in a1 0 10 mais caro. Essa lógica vale também para o caso de você precisar distribuir seu produto acabado. Se a sua região está em local de difícil acesso, ficará caro operacionalizar a distribuição para fora dessa região e obviamente seu produto será mais caro do que os oriundos de regiões melhor atendidas pela infraestrutura logística. No que diz respeito ao quesito infraestrutura, a responsabilidade pela melhoria das vias é do poder público. A logística nas empresas Logística: uma ferramenta importante O profissional de logística empresarial estuda como prover, de forma eficiente, a lucratividade (1) nos serviços de distribuição ao cliente, (2) no fluxo de materiais dentro da empresa, (3) no planejamento de compra, passando pelo controle e organização de estoques de matérias-primas e produtos acabados, (4) no planejamento de controle da produção, e (5) no controle de transporte de embalagens. Vamos analisar? Quando uma empresa é constituída, a demanda pelos seus produtos ou serviços estão localizados normalmente em uma área ampla, porém distante do consumidor final. Infelizmente é o que acontece. Ao planejar uma empresa, o empresário deve buscar (1) um local onde obtenha matéria-prima mais em conta e com qualidade, (2) mão de obra mais qualificada e barata e (3) incentivo fiscal por parte do governo. Por isso a logística é fundamentalmente vital para o negócio, isso porque ajudará a organizar todas as questões de fluxo de mercadorias, ou seja: Quando mandar? De que forma mandar? Quanto mandar? Demanda Vontade de comprar uma determinada mercadoria ou contratar um determinado serviço por parte do consumidor. Essas serão algumasdas questões que o profissional de logística responderá para que tenha equilíbrio entre o que se gasta em relação ao que se fatura. É uma busca constante por reduzir preços e melhorar a qualidade. P ág in a1 1 11 Logística e a empresa Em uma empresa, a logística surge com a necessidade de se organizar o fluxo de produtos e serviços. Nesse momento você deve estar pensando: Mas isso é óbvio! Concordo, porém, devemos refletir sobre o seguinte: Será que toda a empresa tem essa organização eficiente e integrada? Será que toda empresa está pensando em todas as possibilidades do negócio ou pensa somente em reduzir custos a qualquer preço, mesmo que ocasione perda de qualidade? Uma organização empresarial que tem compromisso com a qualidade, com a satisfação do cliente e com preço justo, tem como base de sua administração um bom planejamento logístico, uma vez que isso leva a um fluxo de materiais mais racional, ou seja, desde o momento da compra de matéria- -prima até a entrega do produto acabado ao cliente, tudo é planejado para se evitar desperdício de tempo e dinheiro. O grande problema das empresas hoje é querer reduzir seus custos a qual quer preço. Infelizmente isso não é logística e muito menos constitui o pensamento de um profissional da área. É comum nos depararmos com situações onde um profissional não especializado foi colocado para exercer uma função que necessita de conhecimentos na área de logística. Quando isso ocorre fatalmente tal empresa passará por um processo de consultoria, para que possa rever melhor os motivos pelos quais os negócios não vão bem e o lucro está diminuindo consideravelmente. Globalização A importância da logística atinge níveis globais, uma vez que temos um mundo completamente interligado. Graças à globalização é possível entrar em um site e comprar um produto que esteja em outro país sem maiores problemas, e este será entregue em um prazo determinado. Isso nos mostra que os conceitos de logística e a sua necessidade ultrapassam a fronteiras. Na economia mundial, os países desenvolvidos podem ser considerados modelos no que diz respeito à organização logística de suas empresas. Porém a organização logística empresarial não surte efeito por simples planejamento da própria instituição, o governo deve estar bem alinhado com esses objetivos, uma vez P ág in a1 2 12 que é o principal responsável pela infraestrutura que dará suporte a todos que operam naquela região. Você deve estar se perguntando: onde o governo influencia no planejamento de uma empresa, principalmente no que diz respeito à logística? Na verdade, o governo é o principal responsável por manter de forma satisfatória as vias de transporte em condições de uso. O transporte é a base para que um planejamento empresarial dê certo. O empresário sempre necessitará adquirir matéria-prima e transportá-la até suas instalações. A necessidade de enviar ou de buscar a mercadoria é outro ponto que fica evidente a correta operação de vias de transporte seja ela qual for. Como o governo é o responsável por mantê-las em condições de uso, estamos falando de uma parceria, mesmo de forma indireta. O comércio e a logística Já vimos quão importante é a logística nas empresas e indústrias. Para o comércio, a logística é considerada fundamental por diversos fatores, os quais veremos a partir de agora. Primeiramente, vale frisar que o comércio é o cliente direto de muitas empresas. Como assim? Por exemplo: Onde você compra iogurte? Muito provavelmente, responderá que é no mercado, salvo em algumas exceções. Então pense comigo, a indústria de iogurte, tem como seu cliente o mercado. O produtor não vende diretamente para você, ele vende para o estabelecimento onde os clientes adquirem. Você é o cliente final, mas o mercado é o cliente direto de quem fabrica. Agora, vamos entender onde entra a logística nisso. Se você compra em um local de varejo, significa que esta empresa depende diretamente da distribuição do produtor, que neste caso é o fornecedor. Este por sinal depende diretamente do cumprimento de prazos de entrega para que tenha o produto disponível para você. Este é um ponto onde a logística atua de forma direta no comércio. P ág in a1 3 13 Podemos destacar, também, o estoque dos mercados com outro ponto onde a logística tem importante papel no comércio. A organização do processo de estoque envolve não apenas o controle do que entra e do que sai, mas também as informações necessárias para a solicitação de mais pedidos. Isso sem mencionar a necessidade de controle de temperatura de alguns produtos. Um comércio onde a logística é bem estruturada, muitas vezes, tem seus produtos em melhores condições e com preços justos. Estímulo ao comércio Quando afirmamos que os estabelecimentos que têm processos logísticos bem organizados, planejados, e possuem melhores condições de preços significa que o custo logístico dele é reduzido. Processos logísticos São todas as atividades que compõem a logística de uma empresa, indústria ou comércio. Custos logísticos representam um fator chave para o estímulo do comércio. Vamos pensar em uma situação mais globalizada. O que estimula o comércio entre países e regiões? Muito provavelmente será o custo. Às vezes o custo de produção em uma determinada região ou país pode compensar os custos logísticos necessários para o transporte entre regiões. Quando mencionamos custos de produção, estamos falando de tudo aquilo que é gasto por uma empresa para produzir. Nesta conta é necessário levantar realmente tudo, por exemplo: Impostos; Mão de obra; Preço da matéria-prima; Contas para manter a infraestrutura: luz, água, telefone, etc.; Gastos com insumos: papel, computadores, bobina de fax, etc.; P ág in a1 4 14 Equipamentos; Embalagens; Transporte. Esses são apenas alguns exemplos do que se deve levar em conta na hora de chegar ao valor de quanto o empresário gasta para produzir, ou seja, o custo de produção. Note que diversos pontos do que se necessita para produzir, podem ter seus custos reduzidos pela logística. Neste caso podemos destacar os custos que envolvem pedidos de compra de matérias-primas, armazenamento, transporte, pessoal e embalagem. A base da logística A logística é composta por diversas atividades. Começaremos estudando, na aula de hoje, as atividades primárias. E as atividades de apoio à logística, veremos em uma oportunidade mais adiante. As atividades primárias da logística são: Transportes; Manutenção de estoques; Processamento de pedidos. As três atividades são consideradas bases da logística ou porque contribuem com a maior parcela do custo total da logística, ou elas são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa logística. Estamos falando da representativa dessas atividades em relação ao que se gasta dentro de uma cadeia logística. Em valores aproximados podemos dizer que o item Transporte consome cerca de 45% a 50% de tudo que uma empresa gasta com logística. É importante ressaltar neste momento que isto não é uma fatia de tudo que a empresa gasta, e sim do que ela gasta com logística, certo? P ág in a1 5 15 Quando falamos em gastos com a cadeia logística, é importante reconhecer que a manutenção do estoque representa de 35 a 45% uma fatia dos recursos destinados a logística, tornando o estoque junto com o transporte, o processo logístico no topo da lista dos mais caros para a empresa. O processamento de pedidos ou o sistema de informações representam entre as atividades primárias a que despende o menor custo, pois representam de 1 a 3% de tudo que uma empresa gasta com logística. Neste caso, você deve estar se perguntando: Se representa uma fatia tão pequena por que é considerada uma atividadeprimária? Porque ela representa um conjunto de processos e setores integrados. Assim, a necessidade desta integração é garantida pelo sistema de informação implantado na empresa. A importância dentro do contexto logístico é muito grande. Por isso é considerada atividade primária pela grande maioria dos autores e empresas do ramo ou que dependam da logística. A relação entre as atividades primárias Segundo Ronald Ballou, importante autor de livros na área de logística, as três atividades primárias da logística podem ser colocadas em perspectiva notando- se sua importância naquilo que pode ser chamado de “ciclo crítico de atividades logísticas. ” O tempo requerido para um cliente receber um pedido depende do tempo necessário para entregar o pedido. Lembrando sempre que o principal objetivo é prover no tempo correto e de forma íntegra a mercadoria ao cliente, observando a otimização de serviços visando à redução de custos e melhoria nos serviços. P ág in a1 6 16 Logística não é transporte: Por que alguns confundem? Um erro muito comum entre as pessoas leigas em logística é confundir essa importante ferramenta com o processo de movimentação de materiais, ou seja, elas confundem com transporte. Infelizmente, esse equívoco está diretamente relacionado ao fato de que quando o assunto logístico veio com força no mercado brasileiro muitos proprietários de transportadoras acharam o nome mais comercial e começaram as trocas nas suas pinturas no caminhão. Eles retiraram o nome Transportadora, e de forma errada, colocaram logística. Transporte e logística O transporte, na verdade, é uma importante atividade dentro da logística. Na aula passada, vimos inclusive que transporte é considerado atividade primária. Ele consiste basicamente na movimentação de mercadorias, não somente de uma região para outra, mas também dentro da empresa. Se você necessita levar uma mercadoria de um estoque para outro dentro da filial da mesma empresa, essa movimentação é considerada transporte e inclusive quando é feito o levantamento de custos entra como custo de transporte. O item transporte é fundamental para o funcionamento de qualquer empresa em qualquer parte de mundo. E mesmo que a empresa não use esse serviço de forma direta, ela o usa de forma indireta. Como assim? Imagine que você trabalha em uma panificadora. E se é você mesmo quem compra os produtos para produzir os pães, então é você que está fazendo o serviço de transporte! E tem mais: como a matéria-prima necessária para produzir os pães chegou à loja onde você compra o Figura 1 - Relação entre as atividades primárias da logística P ág in a1 7 17 material? Houve um transporte do fabricante da farinha, por exemplo, até a loja onde você adquire este material; e depois o transporte da loja até sua panificadora. Com esse exemplo, ficou mais simples entender de que forma qualquer empresa utiliza transporte. Essa pode nem ser uma atividade direta de sua empresa, mas de qualquer forma ninguém consegue administrar um negócio sem a atividade de transporte. Sem essa atividade não conseguiríamos desenvolver nossa economia, por exemplo. O transporte é fator de desenvolvimento econômico para qualquer país, estado ou cidade em qualquer ponto do planeta. Vamos entender essa importância? Imagine um produtor no Estado do Mato Grosso, cujas estradas são de terra e intrafegáveis no período das chuvas. Os caminhões atolam, demoram dias, semanas para cobrir um espaço de 100km, onde em condições normais esse mesmo espaço seria percorrido em aproximadamente uma hora e quarenta minutos. Como se trata de região agrícola, esse produtor jamais arriscaria transportar seus produtos que poderiam perecer se a viagem durasse mais de uma semana. Sabedor dessa dificuldade, o produtor se limita a produzir somente o que consegue vender na região, pois seu produto não tem competitividade em cidades ou capitais distantes. Agora vamos supor que o governo resolva dar uma manutenção mínima para essa estrada, isto é, resolva asfaltá-la. Com essa certeza o produtor local - que antes produzia certa quantidade - aumentaria consideravelmente sua produção, e com o aumento da produção resultaria na contratação de mais funcionários. Toda essa manobra significa para a região mais empregos, consequentemente mais dinheiro circulando, proporcionando um desenvolvimento econômico à região. Esse foi somente um exemplo de como uma via, no caso rodovia, pode ser um fator de desenvolvimento econômico. Modais de Transporte Existem vários tipos de transporte, os quais são chamados modais de transporte, são eles: Rodoviário. P ág in a1 8 18 Hidroviário. Ferroviário. Dutoviário. Aéreo. Basicamente esses são os principais modais de transporte, comumente utilizados para transporte entre regiões diferentes. Essa observação é importante à medida que é considerado transporte qualquer movimentação de carga. Um elevador, uma esteira elétrica é considerada transporte, porém nenhum deles se enquadra nos principais modais. No Brasil, o principal modal utilizado é o rodoviário que se utiliza de carros, carretas e caminhões para o transporte. De todos os modais é o que apresenta maior flexibilidade, uma vez que com ele chegamos a vários pontos da cidade, do estado e do país Outro modal amplamente utilizado é o ferroviário. Infelizmente em nosso país é pouco utilizado concentrando as maiores operações nas regiões Sul e Sudeste. Este modal utiliza-se de trens para o transporte de cargas, e tem uma capacidade extremamente maior de locomoção do que o transporte rodoviário, uma operação com esse tipo de transporte costuma ser mais barato do que o rodoviário. O modal hidroviário tem importância muito grande no que diz respeito a transporte de cargas entre diferentes países. Dentro da classificação deste modal temos o transporte marítimo feito por navios no mar, o fluvial feito por navios ou balsas em rios, e o lacustre feito por navios ou balsas em lagos. É amplamente usado em operações de comércio exterior. O modal Dutoviário é o menos comum entre todos. Ele é feito através de dutos. Podem se apresentar como oleoduto usado para o transporte de óleos e derivados de petróleo; o gasoduto usado para o transporte de gás; o aqueduto utilizado para o transporte de água e o mineroduto utilizado para o transporte de sólidos utilizando a força da água para tal, comum em mineradoras. P ág in a1 9 19 O modal aéreo é importante no que diz respeito ao transporte entre países e regiões distantes, porém menos utilizado do que o modal hidroviário devido ao seu alto custo. De todos os modais, este é o mais eficiente, pois apresenta menor grau de avaria as mercadorias e maior velocidade entre todos. Por outro lado, pagamos mais por essa eficiência, por ser também mais caro de se operar. Processamento de pedidos O processamento de pedidos é o elemento crítico da logística, em termos do tempo necessário para levar bens e serviços aos clientes. É a atividade primária que inicializa a movimentação de produtos e a entrega dos serviços. Tipos de carga Uma carga, ou seja, algo que transportamos, pode ser movimentada de várias formas, por meio de diversos equipamentos, pelos mais diferentes modais de transporte, como aéreo, ferroviário e marítimo. Para começar nossa “viagem” pelos mares da logística, é bom que saibamos que a classificação mais aceita no mercado prevê a existência de dois grandes grupos ou classes: cargas gerais e os granéis líquidos e sólidos. No primeiro caso, fica o conjunto de cargas cujo manuseio e transporte se dá por intermédio de embalagens, arranjos ou agrupamentos. Uma subdivisão desse grupo, prevê três formas de movimentação: carga geral solta, neogranéis e contêineres. Achou complicado?Vamos esclarecer, então! Carga geral solta (ou break-bulk): sacos, caixas, fardos, tambores, engradados, paletes, carga refrigeradas. Trata-se de mercadorias manuseadas de forma primitiva, como nossos antepassados faziam, ou seja, dividindo a carga em vários agrupamentos, para tornar possível o transporte ou por equipamentos que a leve de um ponto a outro ou por pessoas. Recorda-se dos livros de história do Brasil, onde constavam fotos de pinturas de escravos carregando fardos de açúcar? Muito bem! As coisas evoluíram, P ág in a2 0 20 após o decorrer dos séculos, mas a base do processo é parecida, até os dias de hoje. Neogranéis: celulose, bobinas, automóveis e animais vivos. Tecnicamente, nessa categoria se encaixam o “carregamento formado por aglomerados homogêneos de mercadorias, por vezes, sem acondicionamento específico, cujo volume ou quantidade possibilita o transporte em lotes ou em um único embarque” (MAGALHÃES, 2010, p.19). Olhe só que curioso! Mercadorias que, por suas próprias características podem “ajudar” no seu transporte, como automóveis e caminhões, são movimentadas num processo conhecido como ro ro ou roll on/roll off. Nessa forma, os veículos são embarcados e desembarcados com o auxílio de rampas de acesso junto à proa ou na popa do navio. E os navios, exclusivos para transporte de veículos, constituem uma categoria especial, a chamada PCC (Pure Car Carrier) e PCTC (Pure Car and Truck Carrier). Contêineres: unidades de 20 pés (20’, ou seja, o número seguindo do apóstrofo) e de 40’, dry, reefer (refrigerados), tanque, high cube, open top (de teto aberto), com porta lateral, etc. Pés é uma unidade anglosaxônica, usada para indicar as dimensões de um contêiner. Assim, um contêiner de 20’ tem capacidade de 33,6 m³ ou 1.188 pés cúbicos ou 19.046 kg. Quando se acrescenta a tara de 2.181 kg, o peso total máximo de uma unidade, desse tipo, é de 21.227 kg. A unidade de 40’ tem capacidade de 66,4 m³ ou 2.348 pés cúbicos ou 27.170 kg. Ao somarmos a tara de 3.311 kg, o peso total máximo de uma unidade desse tipo é de 30.481 kg. Repare que, ao contrário do que poderíamos imaginar, o de 40 pés não equivale a dois de 20 pés. (MAGALHÃES, 2010, p.19). Além do grande grupo de cargas gerais, temos os granéis, que são cargas transportadas sem embalagem ou acondicionamento ou, ainda, mercadorias comercializadas fora da embalagem, em frações. Nesse caso, também, há uma subdivisão: Líquidos: petróleo e seus derivados, produtos químicos, GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), óleos vegetais e até sucos concentrados de frutas cítricas. P ág in a2 1 21 Sólidos: minérios e carvão, grãos, fertilizantes, cimento, coque de carvão, etc. A movimentação de cargas assim, cuja característica maior é ser usualmente homogênea, se dá por gravidade, por meio de carregadores mecânicos (shiploaders), que as lança direto nos porões dos navios, sem embalagem, contagem ou mesmo marcação. Para pesagem, recorre-se às balanças instaladas nos transportes ou pela verificação da variação do calado do navio, a chamada “arqueação”. Para desembarcar, usam-se descarregadores (shipunloaders) que fazem a sucção e, por isso, são conhecidos como “sugadores” ou meios mecânicos, como os “elevadores de canecos”. Outro ponto que precisa ficar claro, neste momento, é que uma mesma mercadoria pode ser transportada por processos alternativos ou, como cargas de diferentes tipos. Um exemplo bem simples é o açúcar. Esse produto pode ser comercializado a granel (na forma de demerara) ou ensacado, ou seja, como uma carga geral. Ele também poderá seguir seu destino de forma solta (nos porões dos navios) ou ser colocados em contêineres. Interessante, não é? Confira, agora, algumas imagens bem interessantes, dos diferentes tipos de contêineres em uso. P ág in a2 2 22 COMPREENDER A DINÂMICA E A IMPORTÂNCIA DOS MODAIS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO E AÉREO. Rodoviário Vantagens: versatilidade (os caminhões podem ser transportados em barcos, em serviço de auto transbordo ou em vagões com plataforma para serviços ferrorodoviários); acessibilidade (grande capacidade distributiva); prontidão (partida e chegada dos caminhões com horários precisos); embalagem (ideal para mercadoria geral ou carga a granel líquida ou sólida em pequenas quantidades, em veículos especializados). Desvantagens: capacidade (menor e, além disso, em alguns países, a legislação limita o tamanho e o peso dos caminhões); longas distâncias (inviável), má qualidade das estradas, insegurança; utilização intensiva de combustíveis, com alto custo financeiro e ambiental e apresenta custo variável alto (gastos com combustível, reparos, pneus, etc.). Aéreo Vantagens: velocidade (é o mais veloz de todos), competitividade (alta rotatividade, o equivalente à redução de custo com estoque), embalagem (manuseio é mais cuidadoso, logo não há tanta necessidade de reforço), seguro (risco reduzido), cobertura de mercado (maior, pois não se prende à costa marítima); P ág in a2 3 23 Desvantagens: capacidade (restrições de peso e volume), carga a granel (não leva petróleo, por exemplo), produtos de baixo custo unitário (não compensa pelo alto valor da tarifa aérea), artigos perigosos (severas restrições). O modal rodoviário é usado na maior parte dos transportes feito nos países integrantes do Mercosul, como o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Em nosso país, o setor foi estrategicamente utilizado pelos governantes para promover o desenvolvimento do Brasil, especialmente entre os anos 1950 e 1970 (VIEIRA, 2002). Para que ele aconteça só é preciso que existam as rodovias. No entanto, estudos nacionais e internacionais “comprovaram matematicamente que, em distâncias superiores a um raio máximo de 300 km, o transporte rodoviário torna-se antieconômico, pelo elevado custo de consumo energético” (RODRIGUES, 2007, p. 49), ou seja, com combustíveis. No Brasil, a malha federal é formada pelas “BRs”. As radiais começam em Brasília e são numeradas de 1 a 100; as longitudinais (sentido Norte-Sul) têm numeração de 101 a 200; as transversais (sentido leste-oeste) vão de 201 a 300; as diagonais são aquelas entre 301 e 400 e as de ligação variam de 401 a 500. A conhecida BR-101, por exemplo, é uma longitudinal, pois cobre o litoral brasileiro desde o município de Osório, no Rio Grande do Sul, até Natal (RN), passando por várias capitais litorâneas, como o Recife. O transporte aéreo, por sua vez, é, sem sombra de dúvidas, o mais veloz entre todos. Segundo Vieira (2002), a rapidez do sistema aéreo permite que se desenvolvam estratégias just in time, com consequente redução de custos, com estoques e influência no capital de giro. Outra característica a se destacar é que os aeroportos geralmente encontram-se localizados em grandes cidades, em locais onde muitas vezes não existem portos ou nos quais os portos encontram-se afastados. Como exemplo, cita-se o caso das cargas importadas por empresas situadas na região metropolitana de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul. Nesse P ág in a2 4 24 caso, o aeroporto Salgado Filho está situado na própria cidade, enquanto o porto mais próximo, localizado na cidade de Rio Grande, está a uma distância de 330 km da capital. Obviamente, isso representa um custo adicional a ser imputado nas importações via marítima, o que pode, dependendo da situação e do tipo de mercadoria, tornar mais interessante o uso do modal aéreo. (VIEIRA, 2002, p. 115). No entanto, o modal aéreo trabalha com “equipamentos muito caros, cuja natureza operacional requer manutenção de caráter totalmente preventivo e nunca corretivo” (RODRIGUES, 2007, p. 117). Os serviços prestados, por meio desse modal, podem ser divididosem (RODRIGUES, 2007, p. 117): Regular: linhas nacionais ou internacionais para passageiros e cargas com frequência de saídas em períodos regulares e previamente anunciadas. Regional: linha nacional de atuação regional para passageiros e cargas, fazendo o transporte em cidades de médio e pequeno porte, distantes das capitais. Geral: como táxi aéreo, publicidade e propaganda, aerofotogrametria, pulverização sobre plantações, etc. As cargas mais comumente transportadas, através das aeronaves, são as que sofrem por problemas de limitação de peso e volume ou por outras particularidades, como: bens perecíveis (ex: frutas), animais e plantas vivos, equipamentos eletrônicos, joias, etc. Em outras palavras, esse tipo de transporte é indicado quando a velocidade e/ou segurança na entrega são mais importantes do que qualquer outra coisa. A contratação dos fretes aéreo e rodoviário A contratação de frete é a remuneração pelo serviço contratado de transporte de uma mercadoria. De modo geral, o pagamento do frete relacionado aos modais aéreo e rodoviário pode ocorrer de duas formas: P ág in a2 5 25 o Frete pré-pago (freight prepaid): é o frete pago no local de embarque; o Frete a pagar (freight collect): é o frete pago no local de desembarque. Como já vimos, os custos do transporte são influenciados por diversas características, tais como: tipo da carga, peso e volume; fragilidade; embalagem; valor e distância e localização dos pontos de embarque e desembarque. Assim, a tarifa de frete depende do meio de transporte utilizado e, quando o assunto é transporte por via aérea ou rodoviária, temos: Frete Aéreo: O transporte aéreo possui algumas vantagens sobre o marítimo, pois é mais rápido e seguro e, são menores os custos com seguro, estocagem e embalagem, além de mais viável para remessa de amostras, brindes, bagagem desacompanhada, partes e peças de reposição, mercadoria perecível, animais, etc. A base de cálculo do frete aéreo é obtida por meio do peso ou do volume da mercadoria, sendo considerado aquele que proporcionar o maior valor. Para saber se devemos considerar o peso ou o volume, a IATA (In-ternational Air Transport Association) estabeleceu a seguinte relação: 1 kg = 6000 cm³ ou 1 ton = 6 m³. Por exemplo: no caso de um peso de 1 kg acondicionado em um volume maior que 6000 cm³, considera-se o volume como base de cálculo do frete, caso contrário, considera-se o peso. Ficou curioso para saber o que é a IATA? Pois aprenda já! A IATA é uma entidade internacional que congrega grande parte das transportadoras aéreas do mundo e que volta seu trabalho a conhecer, estudar e procurar dar solução aos problemas técnicos, administrativos, econômicos ou políticos surgidos com o desenvolvimento do transporte aéreo. No Brasil, a aviação é regulada pelo Governo Federal, através do Ministério da Aeronáutica (órgão máximo que determina as regras); o Departamento de Aviação Civil, o DAC, ligado ao Ministério tem a função de controlar a aviação nacional e internacional no Brasil, por meio do estabelecimento de regulamentos e normas referentes aos acordos de aviação civil internacional dos quais o país faça parte; já a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, a Infraero, cuida da construção e da administração dos terminais de carga e de passageiros. P ág in a2 6 26 Frete rodoviário: O transporte rodoviário internacional, caracteriza-se pela simplicidade de funcionamento. Ele nos oferece serviço porta a porta, significando que a mercadoria sofre apenas uma operação de carga (ponto de origem) e outra de descarga (local de destino); maior frequência e disponibilidade de vias de acesso; maior agilidade e flexibilidade na manipulação das cargas; facilidade na substituição de veículos, no caso de acidente ou quebra, sendo ideal para viagens de curta e média distâncias. No entanto, é importante lembrar a menor capacidade de carga e maior custo operacional que este modal tem, quando o comparamos ao ferroviário ou ao aquaviário e a diminuição da eficiência das estradas em épocas de grandes congestionamentos. Silva (2004), o Decreto nº 99.704, de 20/11/90, que dispõe sobre a execução no Brasil do Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre, entre Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, propicia a regulamentação conjunta do transporte internacional terrestre no Cone Sul da América. Isso permite a garantia de regularidade de atendimento, bem como definições pertinentes a direitos e obrigações de usuários e transportadores. Caro aluno, se durante o desenvolvimento de suas atividades profissionais em logística, você precisar analisar a via rodoviária para a exportação dos produtos da empresa onde trabalha, lembre-se de alguns cuidados básicos que deverão ser tomados, tais como: o Verificar se a empresa está autorizada a efetuar o transporte de forma direta ou se atua de forma combinada com empresa de outro país; o Recordar-se de que o seguro é obrigatório, cabendo a cada empresa contratar seu seguro pela responsabilidade emergente do contrato de transporte, extensivo aos proprietários ou condutores dos veículos destinados ao transporte próprio. No caso do modal rodoviário, as tarifas de frete são organizadas individualmente, por cada empresa de transporte e, o frete pode ser calculado por peso, volume ou por lotação do veículo. A composição do frete rodoviário é a seguinte: P ág in a2 7 27 o Frete básico: tarifa x peso da mercadoria. Se a carga for “volumosa”, pode-se considerar o volume no lugar do peso; o Taxa advalorem: percentual cobrado sobre o valor da mercadoria; o Seguro rodoviário obrigatório: os percentuais são aplicados sobre o preço FOB (preço de exportação) da mercadoria. O usuário deve consultar a transportadora para conhecer quais cláusulas da apólice de seguro dão cobertura e quais ele deve complementar com sua seguradora. COMPREENDER A DINÂMICA E A IMPORTÂNCIA DOS MODAIS DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO E AQUAVIÁRIO. Ferroviário Vantagem: capacidade (é um meio aconselhável para grandes quantidades de carga); Desvantagens: baixa flexibilidade (restrições da rede e das diferenças de bitola); transbordo (a localização dos pontos de produção com relação às estações ferroviárias exige transporte prévio e posterior da remessa, o que implica mais manipulação, que pode causar danos à mercadoria); furto (em razão de percursos maiores e armazenagem entre a origem e o destino final). Aquaviário/marítimo Vantagens: capacidade (a maior de todos), competitividade (tarifas mais competitivas), flexibilidade de carga (leva praticamente todo tipo de carga) e continuidade das operações (menos suscetível às más condições de tempo). Desvantagens: acessibilidade (distância e necessidade de transbordo), custo da embalagem, velocidade (o mais lento de todos), frequência do serviço (não oferece muitas opções), congestionamento dos portos (ex: Porto de Santos). P ág in a2 8 28 O transporte ferroviário não é tão ágil e não possui tantas vias de acesso (trilhos e estações) quanto o rodoviário, porém é mais barato, propiciando menor frete, transporta quantidades maiores e não está sujeito a riscos de congestionamentos. Além disso, sua baixa flexibilidade pode ser compensada pelo uso do transporte combinado, que é o transporte multimodal rodoferroviário. O modal ferroviário é pouco utilizado pelos exportadores brasileiros. A participação do transporte ferroviário no Brasil com os países latino-americanos é pequena, sendo a diferença de bitola dos trilhos um dos principais entraves, além da baixa quantidade de vias férreas. No entanto, o Brasil mantém convênios bilaterais de transporte ferroviário com a Argentina, a Bolívia e o Uruguai. Nas exportações para esses países, é conveniente, portanto,considerar os custos deste tipo de transporte. Segundo Vieira (2002, p. 111), o trem é um meio apropriado para viagens de média e longa distâncias, bem como para o transporte de mercadorias a granel, desde o petróleo até o açúcar. Ou seja, ele é ideal para o transporte de grandes volumes e baixos valores agregados, sendo que, “por outro lado, observa-se uma tendência de crescimento da conteinerização, através da utilização do transporte combinado, o que geraria também um aumento no transporte de mercadorias de maior valor”. Rodrigues (2007, p. 58) considera que é “parâmetro internacional usual destinar à ferrovia lotes de mercadorias cuja distância de transporte exceda a 500 km. Assim, pode-se afirmar que este é o modal, por excelência, para grandes volumes de carga”. O transporte marítimo é o mais comum e utilizado no comércio internacional. Isso porque é sua vantagem mais destacada na diversidade de cargas e volumes, com os quais ele é capaz de trabalhar. Tal situação reduz seu frete, garantindo competitividade em relação aos outros modais. Esse tipo de transporte leva de pessoas em cruzeiros marítimos a cargas, como automóveis, petróleo, grãos, etc. Por outro lado, o transporte marítimo tem como desvantagens a velocidade (é o mais lento de todos), a frequência e os custos de embalagem e de acessibilidade. O P ág in a2 9 29 órgão internacional controlador do Transporte Marítimo é a IMO (International Maritime Organization), cuja sigla em português representa Organização Marítima Internacional. Quanto à classificação internacional, o transporte marítimo pode ser separado em: Navegação de longo curso: ligação entre países distantes; Cabotagem internacional: ligação entre países próximos (mesma costa), como o Brasil e o Uruguai; Cabotagem doméstica: navegação na costa, sem exceder os espaços internacionais, ou seja, o serviço doméstico de transporte entre portos num mesmo território aduaneiro. Podemos ilustrar o transporte de mercadorias feito do Porto de Suape (Pernambuco) para o Porto de Santos (São Paulo). Também é importante que você conheça, caro aluno, as demais subdivisões do modal aquaviário. Uma delas é o transporte fluvial, que é interessante pelo fato de que, devido à posição geográfica, dois países podem ter mesmo uma bacia hidrográfica e um rio navegável em comum. Neste caso, o transporte realizado nesse rio, que leva mercadorias de um país a outro, se configura como transporte fluvial internacional. Um exemplo clássico do transporte internacional fluvial é o existente nos rios Danúbio e Reno, que integram diversos países europeus num grande corredor de integração logística. Interessante, não? O transporte internacional fluvial apresenta baixo custo e risco pequeno, pois o transporte costuma acontecer através de barcaças, balsas e, em alguns casos, navios. Já o transporte lacustre acontece quando a navegação é realizada em lagos que ligam cidades, regiões e países. Esse tipo de navegação encaixa-se na categoria internacional, quando existe um rio navegável que esteja em áreas de fronteira dos países. O lago Titicaca, localizado na fronteira entre a Bolívia e o Peru, é um bom exemplo desse tipo de transporte. P ág in a3 0 30 Como já vimos, os custos do transporte são influenciados por diversas características, tais como: tipo da carga, peso e volume; fragilidade; embalagem; valor e distância e localização dos pontos de embarque e desembarque. Frete ferroviário: o frete ferroviário é baseado em dois fatores: quilometragem percorrida (distância entre as estações de embarque e desembarque) e peso da mercadoria. O frete ferroviário é calculado por meio da multiplicação da tarifa ferroviária pelo peso ou volume, utilizando-se aquele que proporcionar maior valor. Não incidem taxas de armazenagem, manuseio ou qualquer outra. Podem ser cobradas taxa de estadia do vagão e taxa administrativa pelo transbordo. Frete marítimo: que corresponde ao trajeto porto a porto. Neste caso, além dos respectivos acordos entre as linhas que irão operar, devem ser levados em conta a distância entre os portos, o valor da mercadoria, o peso, a cubagem. Esses elementos formam o preço básico do frete. Tenha fixo na mente, caro aluno, que, além da margem de lucro do operador, a composição dos fretes marítimos precisará remunerar, segundo Rodrigues (2007, p. 99): os custos fixos (capital, juro, depreciação, impostos, seguro, etc.), os custos variáveis (tripulação, alimentação, combustíveis, etc.), os custos portuários diretos (utilização de equipamentos e instalações portuárias terrestres ou marítimas, embarque e desembarque de cargas), custos portuários indiretos (praticagem, rebocadores, etc.). AlGUNS DESAFIOS DA LOGÍSTICA DE TRANSPORTE E COMO SUPERÁ-LOS TERCEIRIZAÇÃO DOS SERVIÇOS LOGÍSTICOS A grande maioria das empresas já reconhece os benefícios da terceirização dos serviços logísticos, optando pela contratação de empresas especializadas para simplificar a rotina de tarefas, economizar recursos e aumentar a produtividade. P ág in a3 1 31 No entanto, para que a terceirização possa ser, de fato, uma vantagem estratégica, é preciso contar com bons fornecedores logísticos, sendo que os critérios adotados pelos gestores durante a contratação dos parceiros nem sempre são os mais adequados. Sem uma parceria de qualidade, é impossível fazer com que os produtos cheguem aos clientes no prazo certo e com as suas características totalmente preservadas. Nesses casos, as rotas percorridas são ineficientes, falta um controle adequado de avarias, e a comunicação com a empresa contratada é falha. Por isso, ao contratar um fornecedor logístico, é preciso levar em conta questões como: A reputação que o fornecedor logístico possui no mercado; A adaptação dos serviços de transporte oferecidos às necessidades da empresa contratante; Os preços praticados para executar todas as entregas com excelência; As condições e cláusulas do contrato de prestação de serviços; O nível de produtividade a partir do qual o fornecedor mantém o compromisso firmado inicialmente. Outro desafio atual da logística de transporte diretamente relacionado à terceirização dos serviços logísticos é a gestão de transportadoras, conforme explicaremos a seguir. GESTÃO DE TRANSPORTADORAS Considerando a grande pressão por resultados vivenciada pelas empresas dos mais diversos segmentos, a gestão de transportadoras possui uma grande importância estratégica dentro da logística de transporte. Apesar dessa constatação, muitas empresas ainda cometem erros que acarretam prejuízos para os clientes e para o negócio de maneira geral, comprometendo o seu desempenho no mercado. http://blog.patrus.com.br/o-que-analisar-na-hora-de-escolher-fornecedores-logisticos/ http://blog.patrus.com.br/gestao-de-transportadoras-conheca-os-7-erros-mais-comuns/ P ág in a3 2 32 As lacunas percebidas no relacionamento com esses parceiros vão desde o hábito de negligenciar o planejamento estratégico para coordenar a atuação das transportadoras até a ausência completa de ações de monitoramento de resultados. Por outro lado, tão importante quanto coordenar o trabalho da transportadora contratada de forma eficiente é saber quais atitudes e padrões de atuação devem ser esperados da prestadora de serviços, tendo em vista a melhoria contínua das operações logísticas. Sendo assim, as melhores transportadoras são assim classificadas por atuarem com flexibilidade e estarem sempre à disposição dos contratantes, agindo com rapidez na solução de problemas. Essas transportadoras possuem uma frota moderna e com manutenção em dia, contam com profissionais capacitados e cumprem com todas as obrigações legais exigidas para o transporte de carga no Brasil. É exatamente com esse tipode fornecedor logístico que a sua empresa deve firmar parcerias para atender às necessidades dos clientes de maneira qualificada e garantir o sucesso das iniciativas de fidelização, conquistando confiança e admiração do público consumidor. O bom trabalho na gestão de transportadoras facilita a superação de outro grande desafio da logística de transporte, o qual vem desafiando o planejamento estratégico das empresas de forma ainda mais notável ao longo da crise financeira e política que o país atravessa: a defasagem do frete. SEGURANÇA DO TRANSPORTE DE CARGAS Não é de hoje que a falta de segurança no transporte de cargas se tornou um dos maiores problemas enfrentados pelos empresários no Brasil. A atuação de quadrilhas especializadas causa danos ao patrimônio e coloca a vida das pessoas em risco, sendo que as últimas pesquisas realizadas sobre o problema não são nada animadoras. De acordo com os dados apurados pela NTC&Logística, em 2016, foram registradas quase 25 mil ocorrências de roubo de cargas no país, ocasionando um http://blog.patrus.com.br/saiba-o-que-as-melhores-transportadoras-precisam-realmente-ter/ http://www.portalntc.org.br/outros/ntcalogistica-divulga-estatistica-nacional-de-roubo-de-carga/58644 P ág in a3 3 33 prejuízo de mais de R$1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais) para as empresas afetadas. Ainda segundo a entidade, as cargas mais atingidas pela ação dos bandidos são produtos de gênero alimentício, cigarros, bebidas, combustíveis, produtos eletrônicos, produtos farmacêuticos ou químicos e peças de automóveis. Embora a região metropolitana do Rio de Janeiro sempre tenha se destacado pelos altos índices de violência, mantendo o estado fluminense no topo da lista de ocorrências, os números observados em Minas Gerais precisam ser considerados com cautela, uma vez que as estradas mineiras já ocupam a terceira posição no ranking do roubo de cargas. Nesse contexto ameaçador, a contratação do seguro de cargas torna-se uma conduta obrigatória, necessária para garantir o ressarcimento de transportadoras e empresas diante das perdas causadas pela ação dos criminosos, além de proteger as mercadorias em caso de acidentes automobilísticos ou de más condições de armazenamento durante o transporte. Além da contratação dos adicionais de seguro para compensar os prejuízos gerados pelo roubo de cargas, as empresas devem investir na adoção de medidas preventivas, baseadas em questões essenciais do planejamento de rotas, tais como: Capacitação dos motoristas e demais colaboradores para saberem como agir durante a abordagem dos bandidos; Definição de rotas variadas para as entregas, evitando ao máximo o horário noturno e os trechos com maior índice de assaltos; Avaliação da necessidade de contratação de uma escolta armada. Entretanto, a execução de ações efetivas no combate ao roubo de cargas depende, diretamente, do emprego qualificado da tecnologia na logística de transporte, questão que representa mais um dos grandes desafios da atualidade. http://blog.patrus.com.br/conteudo-avancado-5-cuidados-essenciais-no-transporte-de-produtos-farmaceuticos-2/ http://blog.patrus.com.br/saiba-como-funciona-o-seguro-de-transporte-de-cargas/ P ág in a3 4 34 EFICIÊNCIA E RAPIDEZ NA LOGÍSTICA DE ENTREGA Definitivamente, entregar mercadorias sem qualquer avaria e dentro do prazo proposto para o cliente no momento da compra não é uma tarefa simples para as empresas brasileiras. Como se não bastassem os problemas gerados pela insegurança no transporte de cargas devido aos altos índices de roubo e as lacunas causadas pelo mau emprego da tecnologia, os empreendedores e gestores precisam lidar com outro fator extremamente prejudicial para a qualidade do serviço de entrega: as más condições das estradas. Infraestrutura precária, falhas na pavimentação das rodovias, sinalização ineficiente e trajetos extensos e mal planejados elevam os custos da logística de transporte e causam um aumento tanto na quantidade de tempo necessária para realizar as entregas quanto nos danos causados às mercadorias devido a acidentes ou falhas no armazenamento. Diante desse cenário, a logística de entrega representa, simultaneamente, um desafio e uma oportunidade de crescimento para as empresas, desde que elas se proponham a otimizar suas práticas e a trabalhar de forma constante pela melhoria dos resultados em todas as ações efetivadas desde o momento que o produto sai do estoque até a hora em que ele chega às mãos do consumidor. Por meio de ações relacionadas inteligência geográfica e ao planejamento de rotas, além das ações preventivas contra o roubo de cargas e do emprego qualificado da tecnologia, as empresas podem melhorar sua performance e construir um relacionamento de confiança com seus clientes a partir da eficiência e rapidez nas entregas. Sendo assim, a logística de entrega representa uma das mais recentes tendências do transporte de mercadorias, tornando-se um fator de extrema importância para a fidelização de clientes, permitindo que as empresas tenham um desempenho superior ao de seus concorrentes. http://blog.patrus.com.br/transporte-de-cargas-6-erros-que-afetam-o-produto-e-o-tempo-de-entrega/ http://blog.patrus.com.br/6-oportunidades-de-crescimento-com-a-logistica-de-entrega/ http://blog.patrus.com.br/inteligencia-geografica-7-vantagens-para-a-logistica-da-sua-empresa/ P ág in a3 5 35 Além das exigências quanto à rapidez no recebimento dos produtos adquiridos, o consumidor atual está cada vez mais interessado em conhecer a postura da empresa com a qual ele se relaciona no que diz respeito à preservação do meio ambiente e à sustentabilidade, o que chama atenção para a necessidade de implementação da logística reversa. P ág in a3 6 36 Referências BALLOU, Ronald. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2011. BRASIL. Ministério das Relações Exteriores. Divisão de Programas de Promoção Comercial. Exportação passo a passo. Brasília: MRE, 2004. MAGALHÃES, Petrônio Sá Benevides. Transporte marítimo: cargas, navios, portos e terminais. São Paulo: Aduaneiras, 2004. NAZÁRIO, Paulo. O papel do transporte na estratégia logística. In: FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, Peter; FIGUEIREDO, Kleber Fossati. Logística empresarial: perspectiva brasileira. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2010. p.126-132. NAZÁRIO, Paulo. Intermodalidade: importância para a logística e o estágio atual no Brasil. In: FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, Peter; FIGUEIREDO, Kleber Fossati. Logística empresarial: perspectiva brasileira. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2010. p.142- 152. RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio. Introdução aos sistemas de transporte e à logística internacional. 4. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2007. SILVA, Luiz Augusto Tagliacollo. Logística no comércio exterior. São Paulo: Aduaneiras, 2004, cap.3, p.34-56. P ág in a3 7 37 VIEIRA, Guilherme Bergmann Borges. Transporte internacional de cargas. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, 2002. BALLOU, Ronald. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, 1993. DIAS, Marco Aurélio. Administração de Materiais. São Paulo: Atlas,1993. ÂNGELO, Lívia B. Indicadores de Desempenho Logístico. Disponível em: http:// pessoal.utfpr.edu.br/anacristina/arquivos/A6%20TextoIndicadores.pdf. Acesso em 10 Set 2018. SANTOS, Josival Novaes. Evolução Logística no Brasil. Disponível em: http://www. administradores.com.br/informe-se/artigos/evolucao-logistica-no-brasil/13574/. Acesso em 10 Set 2018.