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De maneira geral, os aracnídeos são animais dióicos (ou seja, cada espécime com apenas um tipo de gameta, havendo indivíduos machos ou fêmeas) com reprodução sexuada em praticamente todas as espécies (com exceção de alguns escorpiões que são partenogenéticas). A fertilização é interna, salvo em alguns grupos em que acontece durante a oviposição, apesar de órgãos sexuais masculinos específicos para cópula só existirem entre opiliões e em algumas espécies de ácaros. Dentre os aracnídeos, podem-se encontrar representantes ovíparos, ovovivíparos e vivíparos com desenvolvimento direto (em sua maioria) ou indireto (nesses casos com pequenas modificações em relação ao adulto no estágio larval, como em algumas aranhas com estágio pré larval e larval, e em Acari com ninfas - também chamadas de larvas - hexapodas). Os machos produzem gametas que são mantidos em espermatóforos até a cópula ( exceto em opiliões e alguns Acari). Já as fêmeas produzem ovos em seus ovários e os guarda em suas espermatecas até que sejam fertilizados (na maioria das espécies), quando são liberados através dos gonóporos. Cada grupo, a depender do ambiente e das pressões evolutivas envolvidas possui diferentes estratégias reprodutivas. Alguns grupos apresentam cuidado parental, como em algumas aranhas e escorpiões, enquanto outros são estrategistas R, colocando o maior número possível de ovos e chegando até a morte da fêmea (como em carrapatos ixodídeos). Outra estratégia comum a alguns grupos ( apenar de ausente em muitos outros) é a presença de rituais pré-nupciais como danças de cortejo (comum em escorpiões e algumas espécies de aranhas) e liberação de feromônios específicos. Outro ponto de diferentes adaptações evolutivas é a forma de transferência do espermatóforo do macho para a fêmea. Em aranhas, se dá a partir da utilização de pedipalpos modificados. Em Ricinulei há o uso do terceiro par de patas do macho para esse processo. Em Acari e Solpugida podem ocorrer utilizando as quelíceras. Outras espécies de Acari e opiliões há presença de órgão copulador. Há também espécies que simplesmente depositam sobre o solo e aguardam que as fêmeas alcancem e se fertilizem. Questão 2 A hemocianina é o principal pigmento respiratório encontrado na hemolinfa desse grupo. Em Xiphosura, a respiração ocorre de por estruturas chamadas de brânquias-em-livro. Essas se abrem pelo opérculo branquial e permitem que o oxigênio dissolvido na água do mar passe pelas lamelas que fazem parte dessa estrutura, fornecendo ampla superfície de contato para que o oxigênio seja difundido para a hemolinfa. Em aracnídeos terrestres, pulmões em livro e traqueias são os principais estruturas responsáveis pelas trocas gasosas. Pulmões em livro são estruturas presentes em segmentos do opistossoma de alguns grupos e agem de forma similar às branquias em livro: a estrutura em "páginas" permite uma grande superfície de contato entre a hemolinfa e o ar atmosférico havendo a troca gasosa nessa região. Já as traquéias são dutos que se abem em espiráculos permitindo, também, contato com a hemolinfa para troca gasosa. Em Pycnogonida e alguns ácaros de pequeno porte, a troca se dá por difusão pela cutícula (ou em cecos respiratórios em Pycnogonida).