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Clostridium ● Bacilos gram +, grandes, anaeróbicos, móveis. Forma de raquete espurulando. ● Esporulam com oxigênio antes de “morrerem”, já em anaerobiose vai para forma vegetativa (forma de reprodução bacteriana). Ou seja, fator determinante para clostridiose = ausência de oxigênio. ● São agrupados conforme a toxina que produzem: neurotóxicas, enterotóxicas… Ex de neurotóxicas: botulismo e tétano. ● Presentes no solo, trato alimentar e fezes. Enfermidades infecciosas. Infecções, intoxicações e toxinfecções de caráter agudo, hiperagudo… Tétano: infecção não contagiosa, decorrente da endotoxina tetanospasmina produzida pela proliferação do C. tetani. O agente é altamente resistente no ambiente na fase de esporos. Ruminantes, suínos e equinos são mais sensíveis. Ex.: você se corta caminhando, mas segue andando, não dá bola. Na pele tem bactérias aeróbicas, como o staphylococcus, este consome o oxigênio. Sua lesão começa a cicatrizar, todo o oxigênio é consumido pelo staphylo e aí o meio se torna anaeróbico e o C. tetani passa a se multiplicar. C. tetani -> anaerobiose -> susceptível Condições de anaerobiose: tecido desvitalizado, esmagamento, queimadura, laceração, isquemia, infecção bacteriana… A toxina produzida durante o crescimento vegetativo da bactéria. Carnívoros são mais resistentes. Já as aves não sofrem da doença por terem a temperatura muito elevada fisiológicamente. Esporos não são sensíveis aos antibióticos, pois estão inativos, enquanto que a bactéria vegetativa é sensível e o atb é bastante eficaz. Portanto em descornas, por exemplo, se adm atb profilático, para caso haja anaerobiose a bactéria não cresça. “prego enferrujado” é lenda urbana, qualquer lesão que entre em contato com superfície contaminada é fator de infecção. mortalidade de 80% bovinos, principal porta de entrada: feridas contaminadas, após contato com esporo, necessário anaerobiose, agente isolado de humanos e animais saudáveis, associada a um processo cirúrgico - iatrogênico, vacina apenas para as espécies mais sensíveis. SINAIS CLÍNICOS: paralisia espástica: rigidez musc., espasmos, hiperestesia, prolapso/protusão da 3a palp., trismo, cauda em bandeira e postura de cavalete. A evolução do quadro pode levar a lesões cardíacas e óbito. Cães lesões locais evoluem gradativamente até virar um quadro sistêmico, diferente de grandes animais que já são mais sensíveis à toxina. Em neonatos pode ocorrer pelo umbigo. DIAGNÓSTICO geralmente é clínico, pois é difícil fazer isolamento bacteriano. Histopato invalidado. Post-mortem cultura em condições de anaerobiose, coloração de gram e bioensaio (desuso). TRATAMENTO: neutraliza toxina com soro antit., supressão da produção toxina (atb), sintomático Em equinos e bovinos o tratamento pode ser inviável por conta do custo. Profilaxia: cuidados com feridas pós cirúrgicas, debridamento, antibiótico. Limpeza de pastagem, removendo pregos e etc, vacinação (contra toxina) Botulismo Intoxicação. Anaerobiose no ambiente. O hospedeiro ingere a toxina, não o agente/esporo. Enfermidade não febril, neuro paralisia flácida. Impede contração muscular. São 7 toxinas diferentes, altamente tóxicas. Toxina botulínica tem utilização terapêutica, como botox, como tratamento de hiperidrose. Carcaças são um reservatório, animais podem comer a carcaça ou esta pode contaminar água da propriedade. Diferente do tétano, serão vários animais contaminados, pois são erros de manejo que afetarão o rebanho, enquanto o tétano são problemas individuais. Presentes no TGI de animais e homem, toxina D está relacionada à déficit de P. Esporos podem durar até 30 anos no ambiente, no Brasil tem alta associação com a osteofagia por deficit de P. Acomete cães, gatos, suínos, bovinos, equinos, pequenos ruminantes e aves. Equinos são mais sensíveis. EPIZOOTIOLOGIA: presença do agente no solo, déficit mineral, osteofagia, presença de matéria orgânica para multip do ag., solo e vegetação deficientes em P também, relacionada à ingestão de água ou alimento contaminado, acomete vários animais do plantel, capacidade de multiplicação do agente e produção da toxina. PATOGENIA: período de incubação conforme a quantidade de ingestão da toxina, bloqueiam acetilcolina e então ausência das sinapses e de contração muscular. Bloqueio irreversível (novas sinapses com tempo), toxina resistente a ácidos, porém sensível ao calor e pH alcalino, eliminação pelo leite não foi descrita (mas não recomendada a ingestão) SINAIS CLÍNICOS: letalidade 90=100%, progressiva, incoordenação, decúbito, língua pra fora, elevação cervical (diferente de opistótono). DIAGNÓSTICO: sugestivo, sinais clínicos, coleta de material do fígado, estômago e intestino, detecção da toxina no alimento, histórico, cães que ingerem lixo, bioensaios. TRATAMENTO: sintomático, dar suporte ao animal para metabolizar a toxina medidas de prevenção e controle: limpeza de pastagem (matéria orgânica), retirada de carcaças, vacinação (contra toxina). Carcaça: enterra, queima na cova e cobre com pedra pros tatus não acharem, qualidade de agua oferecida. Carbúnculo sintomático C. chauvoei o agente habita o intestino e fígado dos animais, geralmente o agente está presente no solo, mais comuns e animais jovens. Pode ficar a vida toda no animal aguardando uma situação de anaerobiose para desenvolver. Patogenia: trauma -> toxina necrotizante -> lesoes, hemorragia, edema, necrose -> odor rançoso característico -> bovinos não tem muito o histórico de traumas, e em ovinos pode estar relacionado a tosquias traumáticas. Inicialmente a lesão é quente e dolorosa, e em seguida fria com edema e enfisema subcutâneo. Diagnóstico: esfregaço da lesão. Controle: evitar lesões por vacinação Edema Maligno - C. septicum, perfringens, novyi, chauvoei, sordelli patogenia semelhante ao tétano, causa lesão histológica, histotoxina, infecção de fora pra dentro. todas as idades, sempre tem um ponto de infecção. Isolado no solo, ocorrência esporádica. Diagnóstico: sinais, cultura do material da ferida, coloração de gram. Controle: vacina polivalente, Mormo bacilo B. mallei. Popularmente conhecida como doença do catarro, ou do catarro bravo. usado na 1a guerra mundial como arma biológica. Foi considerada extinta em 1988. Introduzida no Brasil em 1811 de cavalos provenientes da ilha de marajó (Portugal). Sinais clínicos parecidos com garrotilho, pode ter sido subdiagnosticada, confundida com garrotilho. Importante busca do patógeno nos assintomáticos, busca ativa pelo agente é importante com esse objetivo. Assintomáticos = transmissão importante. Equinos de criadores, de competição, não os vira-latas. Pode ser confundido com pseudomonas (morfologicamente), prasita obrigatório, sensível à luz, ao calor de 55°C10 min, desinfetantes comuns, Resistente a matérias úmidas de 15 a 30 dias, substâncias em putrefação (carcaças). Muares e asininos são mais predispostos, independente de raça, sexo ou idade. Humanos podem ser hospedeiros acidentais. Carnívoros domésticos e selvagens por conta da ingestão de carcaças. peq rumi muito raro. Epidemiologia: fonte: doentes ou reservatórios, via de transmissão, água, alimentos contaminados e fômites (bridão, tosadeiras, equipamentos odontológicos), Via de eliminação: secreções e excreções (nasais, pus), Porta de entrada: via digestória, vias respiratórias, genital, cutânea. Fator predisponente: contato íntimo, aglomeração de animais. É uma doença de notificação obrigatória. Período de incubação varia de dias a meses, dependendo da virulência, do tipo da infecção, intensidade da infecção, resistência do animal. Patogenia: após a ingestão ou aspiração ele penetra na faringe, entra em macrófagos e em linfócitos, migra para linfonodos, se multiplica, o linfonodo recebe mais células da medula óssea, e o linfonodo recebe aumento de volume, pode ocorrer supuração nessas lesões nodulares, assim pode ocorrer a migraçãopela via linfática ou hematógena causando uma doença multi sistêmica disseminada. Vigilância ativa: buscar determinados agentes em populações sem nenhum tipo de direcionamento, sem sinais clínicos. Vigilância passiva: testagem de animais mediante a sintomatologia. Sinais clínicos: A forma aguda é mais comum em burros e mulas: febre alta, tosse, corrimento nasal, úlceras na mucosa oral, nódulos na pele da extremidade dos membros ou no abdome, morte por septicemia entre 3 semanas. Forma crônica: forma nasal=febre alta, tosse e descarga nasal com úlceras nas narinas, forma pulmonar, pneumonia crônica, com úlceras na pele dos membros e na mucosa oral, forma assintomática: sem sinais. Diferencial: cutânea=púrpura hemorrágica, nasal=garrotilho e pulmonar=rhodococcus. Diferencial de garrotilho: observar se há coccus ou bacilos. Diagnóstico: sorologia: hemaglutinação indireta (não oficial), TRIAGEM (OFICIAL)reação de fixação do complemento (RFC), amostras suspeitas ou inconclusivas: maleinização (não serve para assintomáticos, somente para animais doentes e com menos de 6 meses de idade), os demais é Western blotting, é o teste mais recomendado e mais assertivo. Necessário laboratório oficial ou credenciado. Resultado negativo tem validade de 180 dias, e 60 dias para animais de propriedades monitoradas. Tratamento: É obrigatório o sacrifício dos animais doentes, uma vez que a doença não tem cura, e os cadáveres são enterrados em vala profunda ou incinerados. controle: incineração ou enterramento dos cadáveres, sacrifício dos animais, desinfecção das instalações e de todo material que esteve em contato com os animais doentes Carbúnculo hemático B. antracis, infecto contagiosa grave. esporos resistem até ….. Porta de entrada: ingestão, inalação ou contato do agente com lesões da pele. A cápsula da bactéria produz uma toxina muito potente. Nos locais de liberação da toxina tem edema e necrose tecidual, na septicemia ocorre aumento de permeabilidade vascular, hemorragia, choque e morte. Cadáveres sem rigor mortis pois a toxina altera a estrutura celular muscular. Sinais variam conforme a dose, espécie e porta de entrada. Diagnóstico: isolamento do agente: sangue periférico, fluido peritoneal e lesões cutâneas (difícil, apenas em laboratórios de alta segurança). Coloração de gram: técnicas moleculares. Carcaças de animais que morreram de antraz não apresentaram rigor mortis NUNCA ABRIR AS CARCAÇAS Prevenção e Controle: vacinação de bovinos e ovinos em áreas endêmicas. Quimioprofilaxia: penicilinas de longa ação, controle de entrada e saída dos animais, pedilúvios e rodolúvios, incineração e enterro de carcaças em valas profundas Erliquiose Ehrlichia canis a erliquia entra na célula e muda a conformação das células externamente, e assim o sistema imune destroi as hemácias, hemólise. Alteração das células tronco hematopoiéticas, novas hemácias alteradas. Actinobacilose: Actinobacillus lignieresis (gram negativa anaeróbia facultativa). Língua de pau. O animal apresenta uma lesão primária por trauma na cav oral, o agente penetra a lesão e causa granulomas, penetra e se dissemina no tecido linfático e causa linfadenopatia nos linfonodos da cabeça e pescoço. Sinais clínicos são dor oral, redução da ingestão de alimentos, língua rígida e dolorida, diagnóstico pelos sinais clínicos, por cultura e coloração de gram. Prevenção com o cuidado dos alimentos e de eventuais materiais grosseiros no pasto/cocho, exame periódico nos animais e separar os animais com lesões. Linfadenite caseosa: Corynebacteriun pseudotuberculosis, causa abcessos disseminados pelo corpo do animal, causando redução da produtividade, perdas no valor do couro e perdas reprodutivas. O agente penetra por uma lesão prévia, pode se desenvolver da forma cutânea ou da forma visceral, causando abcessos subcutâneos ou viscerais em fígado e pulmões. O diagnóstico é feito por necropsia, esfregaço e coloração das lesões. Abcessos rompidos são porta de saída e o agente é resistente no meio ambiente. Listeriose: bacilos listeria monocytogenes, ocorrem em silagem ruim de alto ph, se multiplicam na superfície da silagem, o animal ingere, ela penetra através das células entéricas, invadem macrófagos, impedem a resposta imunológica, se disseminam para células vizinhas. Causa sinais neurológicos. Diagnóstico: LCR, esfregaço, coloração de gram e rifd.