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WBA1420_v1.0
Saúde e nutrição na infância: 
imunidade e condições 
particulares
Nutrição vegetariana na infância e 
adolescência, aspectos nutricionais e 
dietoterapia
O que é vegetarianismo?
Bloco 1
Izabella Tesoto Loscalzo
Vamos refletir?
O vegetarianismo na infância ainda é um grande 
tabu entre a população geral e também entre parte 
dos profissionais de saúde.
Isso porque os estudos mais antigos usaram como 
base um grupo que seguia uma religião com 
diversas restrições alimentares, inclusive para 
bebês. Para se ter uma ideia, recomendava-se que 
bebês recebessem suco de couve no lugar do leite 
materno e, por isso, muitos bebês adoeciam!
Será que se colocassem um caldo de carne no suco, 
os bebês ficariam mais nutridos?
O que é vegetarianismo?
VEGETUS
que significa “forte, 
robusto, vigoroso”.
Exclusão de todas as carnes 
da dieta e, em alguns casos, 
de todos os alimentos de 
origem animal.
Dados populacionais
14% da população 
brasileira.
5% da população 
mundial.
Motivações infantis para seguir o vegetarianismo
Motivos 
éticos
Religião
Saúde
Meio 
ambiente
Tipos de vegetarianos
Ovolactovegetarianos
• Maior parte da população vegetariana.
• Não consomem carnes.
• Consomem ovos e preparações com ovos.
• Consomem leite e derivados lácteos de vaca, búfala e cabra.
Lactovegetariano
• Não consomem carnes e ovos.
• Consomem leite e derivados lácteos.
Ovovegetariano
• Não consomem carnes e laticínios.
• Consomem ovos de galinha.
Tipos de vegetarianos
Vegetarianos estritos
• Segundo grupo mais relevante entre vegetarianos.
• Não consomem carnes.
• Não consomem derivados de animais, como leite, queijo, ovos, 
mel, produtos que contenham corante carmim, entre outros.
Veganos
• Vão além da questão alimentar.
• Não consomem alimentos de origem animal, bem como 
produtos, serviços e eventos que envolvam a exploração 
animal em algum grau.
Outros tipos de vegetarianos
• Crudívoros, frugívoros, flexitarianos, variações da dieta 
macrobiótica, pescetarianos etc.
Nutrição vegetariana na infância e 
adolescência, aspectos nutricionais e 
dietoterapia
Macronutrientes na dieta vegetariana na infância 
e adolescência
Bloco 2
Izabella Tesoto Loscalzo
O vegetarianismo é seguro?
Seguro 
para todos 
os ciclos 
da vida!
Cuidados
nutrição
Cuidados 
alimentação
O vegetarianismo é seguro?
A alimentação vegetariana bem planejada é 
capaz de suprir as demandas nutricionais com 
facilidade, e cabe a nós, profissionais, nos 
responsabilizarmos por fornecer apoio e 
encorajamento aos que demonstram interesse 
pela adoção de uma dieta vegetariana.
Carboidratos
• 1 a 18 anos:
• 45-65% das calorias totais diárias.
• Ingestão costuma ser maior entre vegetarianos:
• Não ultrapassa a recomendação.
• Quando há planejamento dietético:
• Cereais, frutas, pseudocereais, tubérculos etc.
• Não há maior associação com:
• Diabetes.
• Obesidade.
Proteínas
• 1 a 3 anos:
• 5-20% das calorias totais do dia.
• 4 a 18 anos:
• 10-30% das calorias totais do dia.
• Não há falta de proteínas:
• Apesar de a ingestão ser menor, quando comparado com 
onívoros.
• Planejamento adequado para suprir todos os aminoácidos 
essenciais.
• Combinação perfeita no dia:
• Cereal + leguminosa.
• Associar com consumo de sementes e oleaginosas.
Gorduras
• 1 a 3 anos:
• 30-40%.
• 4 a 18 anos:
• 25-35%.
• Cuidados:
• Garantir aporte adequado diário.
• Maior risco de ser muito baixa em gorduras.
• Garantir a oferta de ômega-3.
• Linhaça, óleo de linhaça, chia e óleo de algas.
• Suplementação em grupos de risco.
• Primeiríssima infância, lactação e gestação.
Nutrição vegetariana na infância e 
adolescência, aspectos nutricionais e 
dietoterapia
Os micronutrientes na alimentação vegetariana 
de crianças e adolescentes
Bloco 3
Izabella Tesoto Loscalzo
É suficiente em micronutrientes?
Investigação 
periódica
Alimentação 
adequada e
técnicas dietéticas
Suplementação 
individualizada
É 
suficiente?
Maior atenção
Ferro
• Profilático para todas as crianças:
• 3-6 meses até os 2 anos.
• Recomendação não muda por causa do vegetarianismo.
• Cuidados dietéticos:
• Fatores que ajudam na absorção do ferro não heme.
• Associação com alimento fonte de vitamina C nas 
principais refeições.
• Molho prévio de pelo menos 12 horas das leguminosas, 
além de cozinhá-las.
• Fatores que prejudicam a absorção do ferro não heme:
• Consumo de alimento ou suplemento de cálcio próximo 
das grandes refeições.
• Excesso de ingestão proteica na rotina alimentar.
Maior atenção
Vitamina B12
• Encontrada apenas em alimentos de origem animal.
• Especialmente carnes.
• Não existem alimentos vegetais seguros em quantidade e 
qualidade de vitamina B12.
• Todo vegetariano estrito e vegano deve receber 
suplemento de vitamina B12.
• Crianças respondem muito bem a pequenas doses:
• 2-3mcg/dia de metilcobalamina (profilático).
• Avaliação periódica de níveis séricos:
• Vitamina B12.
• Homocisteína.
• Ácido metilmalômico.
Maior atenção
Cálcio
• Crítico apenas para vegetarianos estritos, veganos 
e ovovegetarianos.
• Organizar a alimentação.
• Gergelim com casca, tahine com casca, bebida 
vegetal fortificada, leguminosas e vegetais de 
cor verde escura.
• Ao menos três fontes alimentares/dia.
Vitamina D
• Exposição solar “segura”.
• Suplementação desde o nascimento até os 2 anos.
• Investigação periódica de níveis séricos.
Maior atenção
Zinco
• Menor ingestão total em comparação com onívoros.
• Maior atenção ao consumo de:
• Cereais.
• Grãos integrais.
• Leguminosas.
• Técnicas dietéticas que melhoram a biodisponibilidade:
• Molho das leguminosas antes de cozinhar.
• Variar a oferta de legumes/verduras entre crus e cozidos.
• Sugestão ainda em avaliação:
• Aumentar os requerimentos dietéticos de zinco em 50% 
para vegetarianos.
Teoria em prática
Nutrição vegetariana na infância e 
adolescência, aspectos nutricionais e 
dietoterapia
Bloco 4
Izabella Tesoto Loscalzo
Reflita sobre a seguinte situação
Você recebeu o seguinte caso:
• Bebê de 9 meses, saudável, vegetariano estrito e 
amamentado no seio materno.
• Não recebe nenhum suplemento.
• Desde quando iniciou a alimentação complementar 
passou a diminuir a velocidade de ganho de peso.
• Rotina alimentar:
• Leite materno em livre demanda.
• Lanche da manhã e tarde: alguma fruta.
• Almoço e jantar: papinha batida de algum tubérculo 
cozido no vapor + 2-3 legumes variados cozidos no 
vapor, sem sal, gordura ou temperos.
Olhando para esse caso, qual seria sua conduta?
Norte para a resolução
Por onde começar? 
Pontos de alerta
• Baixa ingestão calórica:
• Monotonia alimentar.
• Baixíssima ingestão de 
gordura.
• Consistência inapropriada.
• Baixa ingestão proteica:
• Não faz combinação cereais + 
leguminosas.
• Não suplementa nutrientes 
importantes:
• Ferro.
• Vitamina D.
• Vitamina B12.
Soluções
• Melhorar a textura das refeições.
• Inserir preparos que incluam 
gordura, como refogar e temperar.
• Promover a combinação cereal + 
leguminosas para garantir o 
adequado aporte proteico.
• Suplementar de forma 
individualizada:
• Ferro.
• Vitamina D.
• Vitamina B12.
• Inserir o óleo de linhaça na rotina 
alimentar, para prover o ômega-3.
Consolidando o aprendizado
Nutrição vegetariana na infância e 
adolescência, aspectos nutricionais e 
dietoterapia
Bloco 5
Izabella Tesoto Loscalzo
Consolidando o aprendizado
Falamos de…
• Tipos de vegetarianos.
• Motivações associadas com as crianças.
• Consumo de macronutrientes.
• Consumo de micronutrientes.
• Cuidados dietéticos que devemos ter ao 
atender crianças e adolescentes vegetarianos.
• Avaliamos um caso real e bastante comum na 
prática clínica.
Quiz
Uma criança que possui algum grau de dificuldade 
para se alimentar, com diversas restrições típicas, 
é um indivíduo que deveria se tornar vegetariano 
sem antes passar por um processo de educação 
alimentar e nutricional?
Quiz - Resolução
Resposta:
Vegetarianos precisam ter uma certavariedade na 
alimentação.
Não é possível ser vegetariano saudável sem comer 
determinados grupos alimentares.
É preciso aprender a comer e variar antes de retirar 
da dieta um grande grupo alimentar que provê 
proteínas, gorduras e alguns micronutrientes de 
forma abundante.
Leitura Fundamental
Prezado estudante, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login por 
meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites 
acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, 
órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos 
científicos, todos acessíveis pela internet.
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que 
você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, 
assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da 
sua carreira profissional.
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação de leitura 1
A Sociedade Vegetariana Brasileira possui um corpo 
técnico de médicos e nutricionistas muito 
competentes e engajados, que desenvolvem materiais 
técnico-científicos de muita qualidade. 
O guia da alimentação vegetariana para crianças e 
adolescentes é um bom exemplo.
Referência 
SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA. Alimentação vegetariana 
para crianças e adolescentes. 1. ed. São Paulo: SVB, 2020. 
Indicação de leitura 2
O Dr. Eric Slywitch é um médico nutrólogo 
referência quando se fala de vegetarianismo. Com 
uma linguagem bastante acessível e boas evidências 
científicas, o livro “Alimentação sem carne” é 
bastante completo e atualizado.
Referência 
SLYWITCH, E. Alimentação sem carne. São Paulo: Alaúde, 2017.
Referências
AMIT, M; CANADIAN PAEDIATRIC SOCIETY; COMMUNITY 
PAEDIATRICS COMMITTEE. Vegetarian diets in children and
adolescents. Paediatr Child Health, v. 15, n. 5, p. 303-314, 2010.
MELINA, Vesanto; CRAIG, Winston; LEVIN, Susan. Position of the
Academy of Nutrition and Dietetics: Vegetarian Diets. Journal of the
Academy of Nutrition and Dietetics, Chicago, v.116, n.12, p. 1970-
1980, 2016. 
SLYWITCH, E. Alimentação sem carne. São Paulo: Alaúde, 2017.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Temas da atualidade em 
nutrologia pediátrica. São Paulo: Departamento Científico de 
Nutrologia, 2021. 
SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA. Alimentação vegetariana 
para crianças e adolescentes. 1. ed. São Paulo: SVB, 2020. 
Bons estudos!
	Saúde e nutrição na infância: imunidade e condições particulares
	Nutrição vegetariana na infância e adolescência, aspectos nutricionais e dietoterapia
	Número do slide 3
	O que é vegetarianismo?
	Dados populacionais
	Motivações infantis para seguir o vegetarianismo
	Tipos de vegetarianos
	Tipos de vegetarianos
	Nutrição vegetariana na infância e adolescência, aspectos nutricionais e dietoterapia
	O vegetarianismo é seguro?
	O vegetarianismo é seguro?
	Carboidratos
	Proteínas
	Gorduras
	Nutrição vegetariana na infância e adolescência, aspectos nutricionais e dietoterapia
	É suficiente em micronutrientes?
	Maior atenção
	Maior atenção
	Maior atenção
	Maior atenção
	Nutrição vegetariana na infância e adolescência, aspectos nutricionais e dietoterapia
	Número do slide 22
	Número do slide 23
	Nutrição vegetariana na infância e adolescência, aspectos nutricionais e dietoterapia
	Número do slide 25
	Número do slide 26
	Número do slide 27
	Número do slide 28
	Indicação de leitura 1
	Indicação de leitura 2
	Número do slide 31
	Bons estudos!

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