HISTÓRIA DA ENFERMAGEM pronto
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HISTÓRIA DA ENFERMAGEM pronto


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EDUCARE \u2013 Gestão de Educação Ltda.
LUÍS CLÁUDIO GOMES
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DE ENFERMAGEM
São José dos Quatro Marcos \u2013 MT 
Agosto 2015
LUÍS CLÁUDIO GOMES 
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DE ENFERMAGEM
Trabalho apresentado ao Curso de Enfermagem da Faculdade de Quatro Marcos \u2013 FQM, como requisito para compensação de carga horária, ministrado pela Profª. Tissiane Costa Carvalho.
São José dos Quatro Marcos \u2013 MT 
Agosto 2015
Introdução
	
	O aparecimento da profissão de enfermagem advém do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos, principalmente com as práticas de saúde no período medieval entre os séculos V e XIII, época que corresponde ao surgimento da Enfermagem como prática leiga, desenvolvida por religiosos e vinculada ao cristianismo.
	Um legado de valores vivenciados durante este período foi ao logo do tempo, reconhecidos e aceitos pela sociedade como características inseparáveis da Enfermagem.
	Apesar da retomada da ciência, do progresso social e intelectual no período Renascentista e da evolução das universidades, a prática de enfermagem empírica continuou restrita aos hospitais religiosos considerados um local negligenciado pela sociedade, de caráter insalubre para depósito de pessoas doentes.
	As práticas de saúde no mundo moderno tem início com a Revolução Industrial do século XVI, culminando com o surgimento da Enfermagem moderna na Inglaterra, no século XIX sob a ótica do sistema político-econômico da sociedade capitalista. Surgindo a partir de então uma Enfermagem como atividade profissional institucionalizada.
Enfermagem Moderna
	O avanço da Medicina esteve intrinsecamente relacionado à reorganização da Instituição Hospitalar, com evidente posicionamento da figura médica como personagem principal por esta reordenação.
	Naquele período, as condições de saúde da população eram adversas, devido à predominância de doenças infectocontagiosas e não havia mão de obra qualificada para cuidar dos doentes.
	Este período representa um marco para a atuação da Enfermagem moderna, quando Florence Nightingale é convidada para trabalhar junto aos soldados feridos na Guerra da Criméia.
Período Florence Nightingale
	Nascida em Florença na Itália, aos doze dias do mês de maio de 1820, filha de ingleses. Dotada de distinta capacidade intelectual, constância de propósitos, determinação e perseverança, qualidades estas que punham em vantagem para a proposição de suas idéias. Bilíngue, dominava a língua inglesa, a francesa, o alemão, o italiano, o grego e o latim.
	Em sua trajetória profissional, almejando formar-se enfermeira realiza diversos estudos e atividades a fim de adquirir os conhecimentos necessários e desenvolver competências.
	Em visita ao Hospital de Dublin dirigido pelas Irmãs de Misericórdia, Ordem Católica de Enfermeiras, conhece as Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo, na Maison de la Providence em Paris.
	Em 1854, na Guerra da Criméia, dedica-se com afinco aos trabalhos de enfermeira, vindo a receber do Governo Inglês um prêmio, com o qual inicia uma Escola de Enfermagem.
	No ano de 1959, Florence fundou a escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas, escola modelo para as demais escolas fundadas posteriormente. Os critérios para incursão nessa nova escola eram a disciplina rigorosa, do tipo militar e a apresentação de qualidades morais das candidatas. As aulas eram ministradas por médicos, com duração de curso de um ano.
	Aos médicos competia à decisão das atribuições ficariam a cargo das enfermeiras. Florence faleceu em 13 de agosto de 1910, deixando pleno andamento o ensino de Enfermagem como uma ocupação assalariada, uma prática social institucionalizada e específica.
	De acordo com a filosofia da Escola Florence Nightingale, as escolas de enfermagem deveriam funcionar baseadas nos seguintes pilares:
Valorização do treinamento de enfermeiras, mantido pelo dinheiro público;
Associação das escolas de treinamento com os hospitais, mas com independência financeira e administrativa;
Enfermeiras profissionais como responsáveis pelo ensino;
Residência em ambiente confortável e agradável, próximo ao hospital para as estudantes em período de treinamento.
A Enfermagem no Brasil
	A Enfermagem na Sociedade Brasileira organiza-se a partir do período colonial, aonde a profissão nasce como uma simples prestação de cuidados aos doentes, realizada de maneira empírica por escravos, que nesta época trabalhavam nos domicílios.
	No início da colonização houve a abertura das Casas de Misericórdia, oriundas em Portugal, sendo a primeira Casa de Misericórdia a de Vila de Santos, em 1543. Posteriormente, no século XVI foram inauguradas Casas no Rio de Janeiro, Vitória, Olinda e Ilhéus. Mais tarde Porto Alegre e Curitiba.
Anna Nery
	Ana Justina Ferreira, nascida na idade de Cachoeira, na Província da Bahia 	a 13 de dezembro de 1814.
	Em 15 de agosto parte para os campos de batalha da Guerra do Paraguai, aonde seus filhos, um médico militar e um oficial do exército, além de dois irmãos seus lutavam servir a Pátria.
	Durante este período de guerra presta excelentes serviços em hospitais de campanha e no atendimento aos feridos de guerra.
	Ao retornar ao Brasil recebe honras pelos serviços prestados à pátria e o governo imperial lhe confere uma pensão.
	Pelo seu merecimento, em sua atitude abnegada ao prontificar-se como voluntária nos campos de batalha, rompendo com os preconceitos da época que atribuíam à mulher unicamente a função doméstica, seu nome foi dedicado à primeira Escola de Enfermagem fundada no Brasil.
 
O ensino de Enfermagem no Brasil
	Ao final do século XIX, a questão saúde constitui-se um sério problema econômico e social, pelo fato do Brasil ser um território com dimensões continentais e possuir um pequeno contingente populacional. Apenas São Paulo e Rio de Janeiro apresentavam densidade demográfica um pouco maior em relação às outras regiões.
	O governo brasileiro assumiu a assistência à saúde através da criação de serviços públicos de vigilância e de controle sobre os portos do país, devido a pressões externas de países importadores.
	Houve uma reforma na saúde pública em 1904, onde foram incorporados novos elementos à estrutura sanitária nacional, tais como o Serviço de Profilaxia da Febre Amarela, a Inspetoria de Isolamento e Desinfecção e o Instituto Soroterápico Federal (atualmente, Instituto Oswaldo Cruz).
	Posteriormente, em 1920, houve a reorganização dos serviços de saúde, com a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, órgão que exercia ação normativa e executiva das atividades de Saúde Pública no Brasil.
	Inicialmente 	a formação de pessoal de Enfermagem estava voltada para o atendimento nos hospitais civis e militares e, posteriormente, às atividades de saúde pública, pela Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do Ministério dos Negócios do Interior.
	A Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras foi legitimamente a primeira escola de Enfermagem brasileira, sendo criado pelo Decreto Federal nº 791, de 27 de setembro de 1890, e recebe atualmente a denominação de Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, pertencendo à Universidade do Rio de Janeiro UNIRIO.
Primeiras Escolas de Enfermagem no Brasil
Escola de Enfermagem "Alfredo Pinto"
	É a escola mais antiga do Brasil, datada de 1890, sendo reformada por meio de Decreto em 23 de maio de 1939. O curso sofreu mudanças, passando a ter três anos de duração e a estar sob a direção de enfermeiras diplomadas, em destaque Maria Pamphiro, pioneira da Escola Anna Nery.
Escola da Cruz Vermelha do Rio de Janeiro
	Esta escola iniciou sua atividade em 1916 formando socorristas para atuarem na 1ª Guerra Mundial. Entretanto, devido a necessidade de formar mão de obra qualificada, esta dividiu suas atividades na formação de profissionais e para voluntários.
Escola