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e Artificiais 
 
 
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MPBCastro 
espelhado, lixado, escovado ou colorido), elemento decorativo de interiores (corrimãos , 
divisórias, revestimento interno de elevadores, etc.), mobiliário urbano (sinalização, bancos, 
abrigos, lixeiras, etc.), caixas d'água, cubas, revestimento de pias, válvulas, metais sanitários, 
coifas, ralos, etc. 
Ferros fundidos 
Principais aplicações e usos não estruturais: 
\uf0b7 Tampões de pista de rolamento e de calçada (para visitas em redes de água, esgoto, telefonia e 
elétrica), grelhas para águas pluviais, grades decorativas, tubos para redes de água e seus 
acessórios (válvulas, conexões, etc.), ralos, caixas de correio, etc. 
Alumínio e suas ligas 
O alumínio é um metal de muita qualidade, sobressaindo a leveza, estabilidade, beleza e 
condutibilidade. É um metal de amplo emprego na construção, só perdendo em importância para o 
ferro. Os principais elementos de liga do alumínio incluem cobre, magnésio, silício, manganês e zinco. 
Principais aplicações e usos não estruturais: 
\uf0b7 Extrudados \u2013 destinados à fabricação de esquadrias (portas e janelas), forros, divisórias, 
acessórios para banheiros, estruturas pré-fabricadas e elementos decorativos de acabamento 
\uf0b7 Chapas e laminados \u2013 destinados à produção de telhas e elementos de fachada; 
\uf0b7 Transmissão de energia elétrica e ponteiras de pára-raios; 
\uf0b7 Elementos de ligação, revestimentos impermeabilizantes, ferragens de esquadrias, elemento de 
remates (cantoneiras e tiras) e componente de tintas. 
Cobre e suas ligas 
Os principais elementos de liga do cobre incluem zinco, níquel, estanho, alumínio, manganês, fósforo, 
berílio, cromo, ferro e chumbo. 
As propriedades mecânicas e de resistência à corrosão do cobre podem ser melhoradas por elementos 
de liga. Muitas ligas de cobre não podem ser endurecidas por meio de tratamentos térmicos. 
Principais aplicações e usos não estruturais 
\uf0b7 Cobre e alta pureza: 
o Fios e cabos para condução de energia elétrica. O mais comum é o uso do cobre 
eletrolítico (EMR). 
\uf0b7 Ligas de cobre (principalmente latões e bronzes): 
o Fabricação de tubulações (para condução de água potável, gás, água quente e água fria) 
e de suas conexões rosqueáveis e soldáveis; 
o Componentes de sistemas de combate a incêndio (hidrantes, sprinklers) e de sistemas 
de aquecimentos (solares, a gás e elétricos); 
o Confecção total ou parcial de ferragens para esquadrias (fechos, puxadores, fechaduras, 
dobradiças, etc.) e de metais sanitários (válvulas, torneiras e acessórios). 
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Zinco e suas ligas 
O zinco possui um baixo potencial de oxidação sendo muito utilizado para revestir metais de potencial 
mais alto, conferindo-lhes uma proteção contra a corrosão eletroquímica. Nesse caso, o zinco é 
corroído preferencialmente ao substrato revestido que se deseja proteger. 
O aço galvanizado é um substrato de aço carbono comum que foi revestido por uma fina camada de 
zinco. O processo de galvanização pode ser feito por simples imersão do substrato de aço em um banho 
de zinco fundido (galvanização a quente) ou por técnicas de eletro-deposição (galvanização 
eletrolítica). 
Principais elementos de liga \u2013 alumínio, cobre e magnésio 
Principais aplicações e usos não estruturais 
\uf0b7 Galvanização de produtos siderúrgicos (aço carbono comum): Telhas, chapas lisas ou 
onduladas, arames, telas comuns ou soldadas, tubos para encanamentos e seus acessórios, 
elementos de ligação (pregos, parafusos e seus complementos e rebites), calhas, rufos, 
condutores verticais de águas pluviais e eletrocalhas. 
\uf0b7 As ligas à base de zinco são utilizadas principalmente em: 
o Componentes fundidos de ferragens para esquadrias; 
o Pigmento em tintas (zinco na forma de óxido); 
o Componente de outras ligas metálicas, como das ligas de cobre- zinco (latões). 
PRINCIPAIS PRODUTOS E COMPONENTES NÃO ESTRUTURAIS 
Tubos e conexões de cobre (PROCOBRE, 2007) 
Os tubos rígidos de cobre para instalações (de água quente, água fria, gás, sistemas de combate a 
incêndio e de aquecimento) apresentam, no mínimo, 99,9% de cobre e são fabricados nos mesmos 
diâmetros das conexões (15mm a 104mm) de acordo com a NBR 13206 (ABNT, 2004a). 
A NBR 14745 (ABNT, 2004b) estabelece os requisitos para os tubos flexíveis de cobre utilizados na 
condução de fluídos. 
Para as instalações de gás e sistemas de refrigeração e ar- condicionado, os tubos flexíveis devem 
atender aos requisitos da NBR 7541 (ABNT, 2004c). 
As conexões para união de tubos de cobre por soldagem ou brasagem são produzidas em cobre e em 
suas ligas de acordo com a NBR 11720 (ABNT, 2005a). 
Fios e cabos elétricos de cobre 
A NBR 5471 (ABNT, 1986) apresenta as seguintes definições aplicáveis aos condutores elétricos em 
geral: 
\uf0b7 Condutor \u2013 produto metálico, de seção transversal invariável e de comprimento muito maior 
do que a maior dimensão transversal, utilizado para transportar energia elétrica ou transmitir 
sinais elétricos; 
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\uf0b7 Fio \u2013 produto metálico maciço e flexível, de seção transversal invariável e de comprimento 
muito maior do que a maior dimensão transversal; 
\uf0b7 Cabo \u2013 conjunto de fios encordoados (com disposição helicoidal), isolados ou não entre si, 
podendo o conjunto ser isolado ou não. 
O cobre e o alumínio são os metais mais utilizados na fabricação de fios e cabos elétricos. Em geral, as 
linhas aéreas de transmissão de energia são produzidas em alumínio (devido à sua menor densidade), 
e as instalações elétricas internas domiciliares (de baixa tensão) são de cobre (devido à sua maior 
flexibilidade). 
De acordo com a NBR 5410 (ABNT, 2004d), que trata de instalações elétricas de baixa tensão, não é 
indicado o uso de alumínio em instalações residenciais 
Esquadrias de alumínio e seus componentes 
As esquadrias em alumínio possuem grande durabilidade devido à resistência à corrosão (podendo ser 
melhorada por meio de anodização e pintura) associada a uma relativa leveza. A NBR 10820 (ABNT, 
1989) caracteriza os principais tipos de portas e janelas de alumínio. 
Os acessórios (fechos, roldanas, puxadores, lingüetas, elementos de vedação, etc.) devem ter uma vida 
útil compatível com a esperada para a esquadria. Esses acessórios visam a um bom desempenho do 
conjunto, principalmente quanto à estanqueidade (ao ar e à água), ao isolamento termo-acústico, à 
ventilação e estabilidade estrutural. 
Os componentes das esquadrias de alumínio podem ser submetidos a tratamentos superficiais (como 
anodização e pintura). Esses tratamentos são realizados devido a questões estéticas e, principalmente, 
visando à melhoria da resistência à corrosão dos componentes. 
A anodização envolve etapas prévias como tratamentos mecânicos (escovamento, jateamento, 
polimento, etc.) e químicos (polimento químico e/ou eletropolimento). Na anodização é produzida 
uma camada anódica superficial (de óxido de alumínio) de forma controlada e uniforme, obtida pela 
eletrólise em uma solução de ácido sulfúrico. 
A porosidade da camada anódica permite sua coloração por imersão (em anilinas orgânicas ou 
inorgânicas) ou por eletrólise (de sais de metais). A anodização termina com a selagem, responsável 
pela maior resistência à corrosão atmosférica (impedindo sua penetração pelos poros), pela dureza e 
resistência à abrasão da camada anódica. 
A pintura eletrostática é o processo mais conhecido e utilizado na decoração e proteção do alumínio. 
Nesse processo, inicialmente, é promovido um pré- tratamento da superfície (envolvendo etapas de 
desengraxe, desoxidação, cromatização e secagem, intercalados com lavagens).