A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
383 pág.
Tese de doutorado - Direito ao trabalho, um direito fundamental - Maria Hemília Fonseca

Pré-visualização | Página 3 de 50

229 
IV.7.1.1.1. O trabalho de estrangeiros no Brasil .......................................................... 236 
IV.7.2. Sujeitos passivos .............................................................................................. 245 
IV. 8. Uma interpretação do artigo 60, § 4o, inciso IV da Constituição de 1988 ......... 250 
 
 
CAPÍTULO V - O DIREITO AO TRABALHO E A PROBLEMÁTICA 
DE SUA EFETIVAÇÃO ............................................................................................ 258 
V.1. A efetivação do direito ao trabalho em sua dimensão individual......................... 259 
V.1.1. O direito ao trabalho nos momentos prévios 
ou constitutivos da relação de emprego........................................................................ 260 
V.1.1.1. O direito ao trabalho das pessoas portadoras de deficiência .......................... 263 
V.1.1.2. O direito ao trabalho e o princípio 
da não discriminação no processo admissional ............................................................ 267 
V.1.2. O direito ao trabalho no desenvolvimento da relação de emprego.................... 270 
V.1.3. O direito ao trabalho na extinção da relação de emprego.................................. 276 
V.2. A efetivação do direito ao trabalho em sua dimensão coletiva ............................ 288 
V.2.1. O direito ao trabalho, o pleno emprego e as políticas públicas ......................... 288 
V.2.2. As políticas públicas de trabalho e emprego ..................................................... 289 
V.2.3. As políticas públicas passivas e ativas de emprego........................................... 290 
V.2.3.1. As políticas passivas de emprego ................................................................... 293 
V.2.3.2. As políticas ativas de emprego ....................................................................... 295 
V.2.4. As políticas públicas de trabalho e emprego no Brasil...................................... 298 
V.2.5. A criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT: 
um marco na política pública de trabalho e emprego no Brasil ................................... 301 
V.2.6. Os principais instrumentos (ou programas) de política 
de trabalho e emprego financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) .... 308 
V.2.6.1. Os instrumentos de política passiva................................................................ 310 
V.2.6.2. O Programa do Seguro-Desemprego .............................................................. 310 
V.2.6.3. Os instrumentos de política ativa.................................................................... 313 
V.2.6.3.1. Os Programas de Geração de Emprego e Renda ......................................... 314 
 
a) Programa de Geração de Emprego e Renda - PROGER.......................................... 314 
b) Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF........... 316 
c) Programa de Expansão do Emprego e Melhoria da Qualidade de 
Vida do Trabalhador - PROEMPREGO....................................................................... 316 
d) Programa de Promoção do Emprego e Melhoria da Qualidade de Vida do 
Trabalhador - PROTRABALHO.................................................................................. 318 
e) Outros Programas financiados com recursos do FAT.............................................. 319 
 
V.2.6.3.2. Os programas de qualificação profissional.................................................. 322 
V.2.7. Algumas considerações sobre as políticas 
públicas de trabalho e emprego no Brasil..................................................................... 326 
V.2.8. A necessária fiscalização das Políticas Públicas 
de Trabalho e Emprego no Brasil ................................................................................. 331 
V.2.9. A Ação Civil Pública como instrumento de fiscalização .................................. 333 
 
CONCLUSÃO............................................................................................................. 337 
 
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................ 341 
 1
INTRODUÇÃO 
 
Vivenciamos uma fase de transição com decisiva influência nos setores 
sociais, culturais, jurídicos e econômicos. Com o Direito do Trabalho não é 
diferente, pois se verifica, inclusive, uma reestruturação de seus paradigmas 
iniciais, que sofrem a influência direta das alarmantes taxas mundiais de 
desemprego. Assim, imprime-se a este ramo do direito um caráter promotor e 
protetor do trabalho humano, e isso não se refere tão somente ao trabalho 
subordinado, como se entendia anteriormente. 
Neste contexto, o direito ao trabalho se mostra como uma fonte de 
sobrevivência e promotora de dignidade humana, vinculando-se ao direito à vida, 
pois sem trabalho as pessoas não têm como proporcionar uma vida digna para si 
e para os seus familiares. 
Contudo, a idéia de um direito a trabalhar nem sempre foi encarada desta 
forma. Inicialmente, ela se confunde com a “liberdade de trabalho”, para depois 
ser conjugada com o “dever de trabalhar”, notadamente nos antigos países 
socialistas. De todas as formas, historicamente este direito se mostrou como uma 
exigência de trabalho adequada à capacidade dos sujeitos frente ao Estado. 
Apesar de ser um direito universal de todos os homens, há que se 
considerar, ainda, que, sob um enfoque concreto, nem todos os ordenamentos 
jurídicos o reconhecem como um direito fundamental. Diante disso, o objetivo 
central deste estudo é demonstrar que o direito ao trabalho assume o caráter de 
 2
fundamental no texto constitucional brasileiro de 1988. Para alcançar este 
objetivo, percorreram-se os seguintes caminhos. 
O primeiro capítulo foi destinado à análise dos direitos fundamentais. 
Nele se examinou o conceito de direitos fundamentais e de direitos humanos, 
bem como a teoria sobre princípios e regras, desenvolvida por Robert Alexy. Em 
seguida, fixou-se nos critérios determinantes da fundamentalidade de um direito 
no ordenamento brasileiro e nos efeitos jurídicos dos mesmos, tanto nas relações 
entre o Estado e seus cidadãos, como nas relações entre particulares. 
No segundo capítulo, as discussões se concentraram nos direitos 
fundamentais de segunda dimensão, quais sejam, os direitos econômicos, 
sociais e culturais. O seu escopo foi demonstrar que as análises que encaram tais 
direitos como “fórmulas fracas e vazias de efetividade” são parciais. Além disso, 
procurou-se destacar que o reconhecimento da fundamentalidade de diversos 
direitos de natureza econômica, social e cultural na Constituição de 1988 torna 
superada qualquer discussão quanto ao seu caráter normativo, portanto 
vinculante, e impõe a sua concretização. Ao final, cuidou-se, ainda que 
superficialmente, das principais questões que envolvem a aplicação dos direitos 
econômicos, sociais e culturais na relação entre o Estado e seus cidadãos e na 
relação entre particulares. 
O terceiro capítulo foi dedicado ao estudo do direito ao trabalho de um 
modo geral. Destacou-se, inicialmente, a conexão entre trabalho humano e o 
direito ao trabalho, para então apontar o papel promotor de dignidade humana 
deste último. Discutiu-se, ainda, a trajetória histórica do direito ao trabalho e as 
 3
associações feitas no decorrer da história entre este e a “liberdade de trabalho” e 
o “dever de trabalhar”, até se chegar ao seu reconhecimento atual como um 
direito econômico-social e às diversas perspectivas que lhe são impressas. Em 
seguida, fez-se menção aos principais instrumentos normativos internacionais 
que o prevêem. Depois se fixou a atenção no ordenamento jurídico espanhol, que 
consistiu em uma fonte inspiradora para a elaboração deste trabalho. 
No