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Aulas Processo do Trabalho

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PROCESSO DO TRABALHO
O processo trabalhista é um processo mais enxuto, onde o principal princípio é o da Oralidade no processo do trabalho. Outro principio também importante é o da Instrumentalidade das Formas. A justiça do trabalho começa a ter uma cara mais atual a partir de 1943 com a edição da CLT.
Dissídio Individual: reclamação trabalhista, divergência, discordância. Se caracteriza pela prevalência de interesses pessoais.
Dissídios Coletivo: lide coletiva. Essa terminologia é utilizada pelo sindicato de empregados ou empregadores. 
OBS: No processo do trabalho o rito utilizado é o Sumário.
Finalidade do Direito Processual do Trabalho
A finalidade legal de efetivas a instrumentalização da tutela jurisdicional para a solução do conflito:
Dar efetividade á legislação protetiva do trabalho.
Assegurar o acesso á justiça.
Garantir o supraprincipio constitucional da dignidade da pessoa humana.
Trazer a pacificação social.
Conceito (Mauro Schavi): direito processual trabalhista é o conjunto de princípios, normas e instituições que regem a atividade da justiça do trabalho com objetivo de dar finalidade á justiça trabalhista e assegurar o acesso do trabalho á justiça.
Natureza jurídica: pública.
Fontes do direito do processo do trabalho: fontes formais (origem heterônoma).
CF art. 5° e art. 114 da EC 45/2004 – Trata da competência material da justiça do trabalho, ou seja, o regramento de competência em razão da matéria.
Normas Processuais: utiliza-se o principio da subsidiariedade – art. 769
Princípios do Processo do Trabalho
Do devido processo legal: reconhecimento de que a atuação jurisdicional deve ser pautada nas normas processuais estabelecidas, bem como a obediência estrita do desencadear lógico-jurídico definido em lei. É na mão do juiz que está esse poder e as partes devem obedecer.
Da gratuidade da justiça: merda declaração de miserabilidade.
Da razoável duração do processo: art. 5°, XXXVI – CF. Cria mecanismos para agilizar o processo (celeridade).
Distribuição imediata dos recursos quando eles chegam do Tribunal: art. 96, XV.
Da segurança jurídica: art. 5°, XXXVI – CF. Ato jurídico perfeito, coisa julgada e direito adquirido.
Duplo grau de jurisdição: principio implícito (não está explicito na CF).
Princípios Processuais
Da subsidiariedade: art. 769 – CLT. Na omissão da CLT, na parte processual, o aplicador de direito pode fazer uso das normas processuais comuns, desde que haja compatibilidade.
- Deve haver lacuna normativa na CLT para utilizar (não tem dispositivo de lei).
- Sistema incompatível ao da CLT.
- Lacuna Ontológica
- Lacuna Axiológica (aplicação de uma norma que perdeu valor). Pode ser utilizado o CPC porque é mais benéfico.
Da concentração de recursos: conhecido como principio da irrecorribilidade de plano das decisões interlocutórias. Art. 893, parágrafo 1°, CLT. O inconformismo é consignado para evitar preclusão. O protesto tem que ser feito na ata de audiência ou por escrito, sob pena de preclusão.
Do dispositivo: art. 2° do CPC. Conhecido como princípio da inércia da jurisdição. O autor inicia a ação, o processo não inicia sozinho nenhum órgão pode iniciar. O autor movimenta a jurisdição.
Da oralidade: arts. 847 e 850 - CLT. Predominância da palavra na forma oral. Em detrimento da palavra escrita (no processo civil é ao contrário).
Do livre convencimento: art. 131 – CPC. O juiz analisa os fatos e as provas dos autos de forma livre. Não há hierarquia. Na maioria dos princípios trabalhistas vale a prova testemunhal.
Da concentração: art. 849 – CLT. Não confundir com principio da concentração de recurso. É a concentração dos atos em uma só audiência. 
- No sumaríssimo a audiência tem que ser uma.
Da conciliação: art. 846 e 850 – CLT. É a verdadeira alma do processo do trabalho. É obrigatório. Antes da oferta da contestação o juiz deve tentar a conciliação com as partes, sob pena de nulidade absoluta. Se a empresa (réu) falta é revelia. Se o empregado falta ocorre a arquivação. Se o juiz não promove uma segunda tentativa de conciliação é nulidade relativa.
Da lealdade processual: art. 14, I e II – CPC. A parte deve ser legal com o juiz. Não pode alterar a verdade dos fatos sob litigância de má-fé.
Da eventualidade: art. 303 – CPC. Ligado ao principio da preclusão. O processo é um desencadear lógico dos procedimentos.
Análise relativizada do ônus da prova e sua inversão: o ônus da prova deve objetivar a busca da verdade através da parte que possui adequação de produzir determinada prova. Art. 818 – CLT e 333, I – CPC objetivando a verdade dos fatos.
Jus Postulandi: arts. 791, 739, 840 e 846 da CLT. Não há necessidade de qualquer das partes propor advogado para processar o judiciário. Não cabe em recursos de natureza extraordinária (aquele que não discute fatos e provas). Só é admitido no 1° e 2° grau. No principio do trabalho não existe sucumbência.
Da ultratividade das normas processuais: uma norma de direito processual que foi editada no curso do processo entra em imediata vigência.
Formas de solução de conflitos
1ª Premissa: 
- Autotutela (no direito do trabalho é a greve – direito garantido na CF).
- Autocomposição (possibilita o acordo e convenção coletiva de trabalho). Sindicato de empregados X empresas. Não existe acordo entre empregado e empregados individualmente, a não ser que seja mais benéfico por causa da irrenunciabilidade.
- Heterocomposição: as partes do conflito e um terceiro (árbitro, imediador e o Estado).
- Arbitragem: art. 114 – CF. É facultada no direito coletivo do trabalho. A história da arbitragem no conflito individual: o juslaboralismo diz que é um meio excuso no direito do trabalho.
- Jurisdição: atividade típica/própria do Judiciário. A função é dizer o direito aplicável ao caso concreto. Pressupõe a existência de um conflito não solucionado. 
OBS: Comissão de conciliação prévia é paritária (mesmo número de representantes do empregador e representantes dos empregados).
Competência
Conceito: É a medida de jurisdição.
- Competência em razão da matéria: matéria que será realizada no exercício da jurisdição.
- Competência em razão da pessoa
- Competência territorial: competência (repartição) pelo território.
Hierarquia: 
1° STF
2° TS
3° TST
4° TRTs
5° VF
TST (Tribunal Superior do Trabalho) é constituído por 27 ministros empossados pelo Presidente da República após sabatina – art. 111 – A, CF.
Pleno: uniformização de jurisprudência trabalhista (o TST tem função muito maior e extensa do que o STF). Art. 896, CLT.
Seção Administrativa: Presidência e Vice-Presidência. É função administrativa.
Seção de dissídios individuais (SDI): só discute conflitos individuais. Há a SDI N°1 e N°2.
N°1: unificação da jurisprudência (direito material).
N°2: unificação da jurisprudência em matéria processual.
OBS: Há também SDI transitória.
OBS: Pleno em primeiro lugar e logo depois vem as SDIs n°s 1 e 2 que possuem competência originária e recursal – art. 894, CLT.
SDC: julga originariamente e recursalmente matéria de conflitos coletivos.
Turmas do TST: não há câmaras e sim turmas. Só avaliam dissídio individual.
TRT’s: se constitui por região e não por Estado. Competência recursal para reexame das decisões proferidas em instância inferior e competência originária (ex. mandado de segurança).
Varas do Trabalho (VT): competência exclusivamente individual. A ação será proposta pela vara Estadual.
Competência Material – Art. 114 da CF e EC 45/04
Relação de trabalho lato sensu. 
Espécies: 
Ações decorrentes de dissídio de greve.
Ações que envolvam representação sindical: entre sindicatos e entre sindicatos e trabalhadores.
Cobrança de ofício das contribuições previdenciárias decorrentes das decisões proferidas pela justiça do trabalho.
OBS: Competência Material gera nulidade absoluta (sempre). Pode ser alegada por qualquer das partes ex ofício. Art. 267, IV – CPC. Manda para o juízo competente. São validados todos os atos de cunho não decisório.
Competência em razão da pessoa não tem importância.
Competência territorial é relativa. A regra geral é o local da