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DESCRIÇÃO
A Ergonomia e suas transformações ao longo das décadas e os benefícios nas condições de trabalho
para aqueles que realizam algum tipo de tarefa produtiva.
PROPÓSITO
Construir os conhecimentos teóricos e práticos sobre os aspectos ergonômicos que estão presentes
em qualquer ambiente de trabalho dentro de uma organização produtiva.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Descrever o surgimento das primeiras contribuições em Ergonomia
MÓDULO 2
Reconhecer o caráter interdisciplinar da Ergonomia
MÓDULO 3
Reconhecer as Normas Regulamentadoras
A ERGONOMIA NOS TEMPOS ATUAIS
MÓDULO 1
Descrever o surgimento das primeiras contribuições em Ergonomia
LIGANDO OS PONTOS
VOCÊ SABE CONCEITUAR ERGONOMIA? CONSEGUE EXPLICAR
COMO A ERGONOMIA ESTÁ RELACIONADA COM OS PROCESSOS
PRODUTIVOS DE UMA ORGANIZAÇÃO? VOCÊ PODE APRESENTAR
AS DUAS ESCOLAS PIONEIRAS NOS ESTUDOS DE ERGONOMIA?
Para entendermos como a Ergonomia hoje é compreendida nos meios acadêmicos e dentro das
empresas, vamos imaginar uma situação prática, analisando o case descrito a seguir.
Um aluno do curso de Engenharia de Segurança do Trabalho foi orientado em sala de aula pelo seu
professor a realizar uma pesquisa bibliográfica com o tema: “A Evolução da Ciência Ergonômica” que
servisse de base para a elaboração de um trabalho a ser apresentado em data oportuna. No dia
seguinte, esse aluno convidou um colega também interessado no tema para visitar uma biblioteca mais
próxima de sua universidade e iniciou a consulta na literatura disponível no acervo bibliográfico.
Foto: Shutterstock.com
A primeira obra que ele acessou era intitulada A evolução histórica da ergonomia no mundo e seus
pioneiros, de José Carlos Plácido da Silva e Luis Carlos Paschoarelli (2010). Durante a leitura, ele
aprendeu que, desde a Antiguidade, a forma de trabalho foi motivo de estudos e de preocupações por
parte da sociedade. O texto dizia que a simplificação, a organização e a execução do trabalho
provavelmente foram de grande importância, sem as quais possivelmente não existiriam as grandiosas
realizações do Egito Antigo, da Grécia, da Roma Antiga e de outras civilizações do mundo. Ele ficou
encantado com as muitas contribuições de um dos grandes gênios da humanidade, chamado Leonardo
da Vinci. Além disso, pôde saber que existiram duas escolas que foram importantes para a
consolidação das discussões que resultaram no entendimento do conceito atual de Ergonomia.
No outro dia, ele retornou à biblioteca, mas dessa vez acessou na Internet um artigo cujo título era A
importância da ergonomia nos estudos de tempos e movimentos, de Luciene de Barros Rodrigues
Silveira e Eleine de Oliveira Salustiano (2012). O aluno e seu colega aprenderam que a Ergonomia, no
seu processo evolutivo, enquanto disciplina científica, considera um conjunto de atividades de caráter
sistêmico e interdisciplinar e, quando faz suas análises sobre as condições de trabalho humano, tem
que dar conta de dimensões múltiplas na sua avaliação, com possíveis desdobramentos sobre ganhos
em indicadores que são definidos para os processos produtivos, inclusive.
Dando prosseguimento às suas investigações, o aluno e seu colega aprenderam que o termo
“Ergonomia” foi utilizado pela primeira vez em 1857, pelo polonês Woitej Yastembowsky, por ocasião
de sua publicação de um artigo intitulado Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho, baseado nas
leis objetivas da ciência sobre a natureza. Com tantos conhecimentos aprendidos, elaboraram o
trabalho em poucos dias e, em data marcada, realizaram uma excelente apresentação para toda a
turma.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
1. POR MEIO DA NARRATIVA, PODEMOS COMPREENDER O QUANTO A
ERGONOMIA TEM PASSADO POR DISCUSSÕES DESDE OS TEMPOS MAIS
REMOTOS. MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA A RESPEITO DO CONCEITO
MAIS ATUAL SOBRE ESSA CIÊNCIA.
A) É o estudo científico que estuda as adaptações do trabalho ao ser humano para que possa
desenvolver as atividades de maneira segura e eficiente.
B) É o saber das situações presentes nos ambientes (interno e externo) de trabalho, que busca evitar
acidentes por má postura, durante a execução do ofício.
C) É a pesquisa científica preocupada com a gestão do trabalho, em chão de fábrica, com intuito de
otimizar a produção, minimizando o impacto ambiental.
D) É a investigação sobre a saúde de pessoas, que é iniciada por meio de discussões acadêmicas e
posteriormente é aplicada em situações profissionais.
E) É uma ciência antiga que, desde os primórdios, considerava o impacto dos instrumentos de trabalho
sobre a melhoria dos indicadores de produtividade.
2. O TEXTO DEIXA TRANSPARECER A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE A
ERGONOMIA E AS MELHORIAS SOBRE OS PROCESSOS DE PRODUÇÃO,
DECORRENTES DA UTILIZAÇÃO DE SEUS MÉTODOS. MARQUE A
ALTERNATIVA QUE DEMONSTRA ESSA AFIRMAÇÃO.
A) As empresas procuram contratar funcionários para trabalharem em regimes de turnos que permitam
aumentar a produção gradativamente.
B) As organizações adaptam seus postos de trabalho às necessidades de seus trabalhadores, com o
intuito de aumentar a produtividade e a qualidade de seus produtos e/ou serviços.
C) Os recursos destinados aos processos fabris devem ser sempre mantidos para corresponderem às
expectativas ou metas de produção.
D) Os custos são sempre os indicadores operacionais que precisam ser minimizados nem que para
isso ocorra a maximização do emprego da mão de obra.
E) A firma deve procurar sempre aumentar a qualidade com a redução de recursos aplicados para
alcançar custos cada vez menores.
GABARITO
1. Por meio da narrativa, podemos compreender o quanto a Ergonomia tem passado por
discussões desde os tempos mais remotos. Marque a alternativa correta a respeito do conceito
mais atual sobre essa ciência.
A alternativa "A " está correta.
É o estudo científico que busca a melhor adaptação do ambiente de trabalho ao ser humano, com
objetivo de mitigar lesões, doenças e acidentes durante o expediente de trabalho e fora dele.
2. O texto deixa transparecer a relação existente entre a Ergonomia e as melhorias sobre os
processos de produção, decorrentes da utilização de seus métodos. Marque a alternativa que
demonstra essa afirmação.
A alternativa "B " está correta.
Existe uma relação intrínseca entre aplicar a Ergonomia e a perspectiva de melhorar indicadores
dentro da operação, entre os quais a produtividade.
3. CASO VOCÊ FOSSE O ALUNO DO TEXTO E O
PROFESSOR LHE SOLICITASSE QUE ESCOLHESSE UMA
DAS ESCOLAS QUE VOCÊ ESTUDOU E FOI REFERÊNCIA
PARA A EVOLUÇÃO DO ENTENDIMENTO DE ERGONOMIA,
QUAL DELAS VOCÊ ESCOLHERIA PARA COMENTAR NO
MOMENTO DE APRESENTAÇÃO DO SEU TRABALHO?
RESPOSTA
Duas escolas da concepção da evolução da Ergonomia tiveram um enorme destaque mundialmente: a escola de Ergonomia
europeia e a escola de Ergonomia americana. A escola europeia se concentrava na Inglaterra e na França, e tinha seus
esforços concentrados em atividades ergonômicas praticadas nas áreas administrativas, ou seja, estudava a Ergonomia de
maneira prática, com observações laborais. Já a escola americana estudava a anatomia humana, a antropometria, a
natureza física e humana, as medidas em postos de trabalho, a interface existente entre o recurso humano e da máquina e
equipamentos, ou seja, estudo voltado para o campo teórico/prático.
O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS
CONTRIBUIÇÕES EM ERGONOMIA
O SURGIMENTO DA ERGONOMIA
Imagem: Shutterstock.com
Durante muitas décadas, a Ergonomia foi discutida muito timidamente dentro dos contextos produtivos,
mas nos últimos anos ela tem se mostrado fundamental para proporcionar ambientes de trabalho mais
seguros e saudáveis para os trabalhadores que se esforçam ao longo de suas jornadas de trabalho.
Dentro de um contexto mais histórico, cabe destacar alguns registros para que possamos entender
como as questões relacionadas ao trabalho humano foram sendo evoluídas na sociedade ao longo de
algumas centenas de anos.
Na Antiguidade,Silva, C. Sobre a Psicologia Ergonómica de Jacques Leplat. Laboreal [On-line], v. 2 n. 2,
2006. Consultado na Internet em: 03 set. 2021.
SILVA, J. C. P.; PASCHOARELLI, L. C. (Orgs.). A evolução histórica da ergonomia no mundo e
seus pioneiros [On-line]. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 103 p.
SILVEIRA, L. D. B. R.; SALUSTIANO, E. D. O. A importância da Ergonomia no estudo dos tempos
e movimentos. PAndamp; D em Engenharia de Produção, v. 10, n. 1, p. 71-80, Itajubá, 2012. 
VANÍCOLA, M. C.; MASSETO, S. T.; MENDES, E. F. Biomecânica Ocupacional: uma revisão de
literatura. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano II, n. 3, pp. 38-44, jan./jun. 2004.
Zanotti, F.; Merino, E.; Batista, V. J. A Ergonomia e a Toxicologia: Caracterização de Risco Grave e
Iminente. Ignis: Periódico Científico de Arquitetura e Urbanismo, Engenharias e Tecnologia da
Informação, v. 03, n. 01, 2014.
EXPLORE+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, leia:
O capítulo 1 do livro Ergonomia: Fundamentos e Aplicações, de Vanderlei Moraes e Rosane Rosner, e
entenda como surgiu a Ergonomia, também denominada de ciência do trabalho.
O artigo A avaliação dos riscos ergonômicos como ferramenta gerencial em saúde ocupacional,
de Ronildo Pavani e Osvaldo Quelhas, publicado nos anais do XIII SIMPEP, 2006, e entenda como a
gestão da saúde do trabalhador nas empresas depende da atuação da área de Ergonomia.
CONTEUDISTA
Fernando Medinamuitos relatos já descreviam os problemas de coluna existentes em carregadores de
pedra, as cólicas provocadas pelo manuseio de chumbo por mineiros e a intoxicação grave causada
pelo uso do mercúrio.
No Egito Antigo, foi descoberto um papiro que descrevia um acidente com diagnóstico de lombalgia
aguda que acometeu um homem que trabalhou na construção de uma pirâmide.
Na Grécia e Roma Antiga, o trabalho era de obrigação exclusiva dos escravos, que não recebiam
qualquer tipo de contrapartida pelos seus esforços realizados.
Os hebreus acreditavam que o trabalho era visto de forma menos indigna. Algo que remetia a uma
missão sagrada para a expiação do pecado original.
Na época do Renascimento, começa uma mudança mais discreta sobre o trabalho. Existiu um
reconhecimento maior, uma vez que era algo que remetia à valorização da vida terrena, ou mesmo
material.
Na Reforma Protestante, que aconteceu na Europa, no século XVI, a percepção ficou bem evidente
sobre a importância do trabalho, sendo visto como um instrumento que poderia viabilizar a obtenção de
conquistas materiais.
CONTRIBUIÇÕES DE LEONARDO DA VINCI PARA A
CIÊNCIA DA ERGONOMIA
Atribui-se ao grande gênio Leonardo da Vinci uma série de contribuições, ou práticas, registradas em
manuscritos, para a ciência da Ergonomia. Justificativa que encontra fundamento haja vista o seu
enorme interesse em áreas do saber que encontram correspondência para aplicação de
conhecimentos ergonômicos, tais como: Engenharia, Fisiologia, Anatomia, entre outras.
EM UMA DE SUAS OBRAS MAIS CONHECIDAS, DENOMINADA DE O
HOMEM VITRUVIANO, LEONARDO DA VINCI BASEOU-SE NO
CONCEITO APRESENTADO NA OBRA OS DEZ LIVROS DA
ARQUITETURA, ESCRITA PELO ARQUITETO E MESTRE ROMANO
MARCUS VITRUVIUS POLLIO (75-25 A.C.), PARA FAZER UM
REDESENHO QUE PROCURAVA UNIR O HOMEM CANÔNICO DO
QUADRADO E DA CIRCUNFERÊNCIA, EM SEUS CENTROS
GERADORES E CLÁSSICOS, EM UMA SÓ FIGURA.
A ideia consistia em deixar o homem fixo em um dado lugar, girando ou articulando os seus membros
superiores e inferiores juntos ao tronco. Na verdade, ele imaginava que era possível modificar a
posição das formas, tanto o quadrado como a circunferência, neste caso, o que chegaria a ser um
princípio da ciência da Ergonomia. Assim, o local de trabalho, o ambiente laboral, a vestimenta e as
questões periféricas deveriam se adaptar ao próprio indivíduo, e não o contrário (Figura 1).
Imagem: Shutterstock.com
O Homem Vitruviano, ou o homem de Leonardo. Desenho com detalhes da obra de arte de
Leonardo da Vinci, realizada por volta do ano de 1490, tendo como base o manuscrito antigo do mestre
romano Vitruvius.
Leonardo da Vinci combinou em um único desenho o homem dentro de um círculo e um quadrado,
ampliando a correspondência entre as dimensões e os movimentos humanos, algo que nos remete ao
conhecimento presente na Antropometria, quando se estuda os formatos e as medidas do corpo que
têm aplicação em projetos.
Muitos autores defendem que O homem vitruviano foi uma referência fundamental para o início dos
estudos da Antropometria e da própria Ergonomia. Adicionalmente, era fácil notar que seus estudos e
projetos contemplavam as máquinas, bem como suas respectivas funções, que se ajustavam ao
homem. Isso facilitava a execução de movimentos no momento que eram utilizados.
A RELAÇÃO DA ERGONOMIA COM A
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
Imagem: Shutterstock.com
Com as muitas transformações que ocorreram na civilização industrial, sobretudo em projetos de
sistemas de produção, surgiram pensadores preocupados com a realidade do trabalho que era
desempenhado pelas muitas vidas humanas que estavam presentes em tais contextos.
WOITEJ YASTEMBOWSKY
No ano de 1857, o termo “Ergonomia” foi empregado pela primeira vez pelo cientista e biólogo polonês
Woitej Yastembowsky em sua obra intitulada Ensaios de Ergonomia ou ciência do trabalho, com base
nas leis objetivas da ciência da natureza.
YASTEMBOWSKY DEFINIU ERGONOMIA UNINDO DOIS TERMOS
GREGOS DA SEGUINTE MANEIRA:
ERGON = TRABALHO E NOMOS = LEIS, REGRAS OU NORMAS
Yastembowsky teve o entendimento de que a Ergonomia era como uma ciência do trabalho e exigia o
entendimento da atividade humana em termos de esforço, pensamento, relacionamento e dedicação.
Portanto, essa ciência devia possuir aplicação sobre o trabalho, o que significa que ela é voltada para
melhor compreensão sobre esforço do corpo humano.
FREDERICK WINSLOW TAYLOR
No século XIX, Frederick Winslow Taylor, em sua obra denominada Administração científica,
apresentou um conjunto de conhecimentos que descrevia a melhor maneira de se executar
determinado trabalho, considerando todo o grupo de tarefas respectivas.
TAYLOR ACREDITAVA NA BUSCA POR AÇÕES QUE PUDESSEM
OTIMIZAR A REALIZAÇÃO DE TAREFAS DENTRO DO TRABALHO,
ALÉM DE RECOMENDAR O USO MAIS RACIONAL DE RECURSOS,
EVITANDO PERDAS, E A MÁXIMA ECONOMIA DE ESFORÇO FÍSICO
FEITA PELO OPERÁRIO.
Todavia, era preciso refletir sobre as condições de trabalho oferecidas aos recursos humanos. Naquela
época, foram feitas muitas críticas severas pela sociedade contra os pensamentos e aplicações da
teoria de Taylor. Inclusive, uma das mais importantes foi associar o modelo de administração
desenvolvido por Taylor ao entendimento do Homo economicus, cujo interesse maior era explorar o
indivíduo a fim de extrair o máximo de retorno possível em favor do sistema produtivo de uma dada
fábrica. Com isso, não eram consideradas todas as suas limitações físicas, ambientais e psicológicas,
ou seja, os aspectos ergonômicos como realmente deviam ser.
Em 1936, o filme de Charles Chaplin, chamado de Tempos modernos, reproduziu diversas cenas que
evidenciavam as condições de trabalho existentes nas fábricas que soaram como críticas contundentes
ao taylorismo, também associado à administração científica.
Foto: neftali / Shutterstock.com
Um selo impresso no Quirguistão retrata uma cena do filme Tempos modernos, de Charles Chaplin
(1936).
SAIBA MAIS
Do ponto de vista da ciência de Ergonomia, as ideias de Taylor foram um verdadeiro marco para a
organização do trabalho. Isso é fato, uma vez que contribuiu diretamente para os conceitos de projeto
de tarefas, controle dos seus tempos de execução e no que tange aos imprescindíveis estudos de
movimentos. Esses estudos se tornaram referência para os métodos de análise de tarefas que são
executadas até hoje dentro de muitos ambientes fabris.
A International Ergonomics Association (IEA) conceitua a Ergonomia como sendo o estudo científico da
relação entre o homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho. A associação entende que o
propósito da Ergonomia é elaborar um conjunto de saberes que possam ser aplicados adaptando os
meios tecnológicos e os postos de trabalho ao homem.
Por sua vez, a Associação Brasileira de Ergonomia conceitua Ergonomia (2004) como:
O ESTUDO DA ADAPTAÇÃO DO TRABALHO ÀS
CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS E
PSICOLÓGICAS DO SER HUMANO.
APLICAÇÃO DA ERGONOMIA NOS
CONTEXTOS PRODUTIVOS
Imagem: Shutterstock.com
Desde o momento que o homem decidiu migrar dos campos para os grandes centros urbanos em
busca de oportunidades profissionais, sobretudo na indústria que começa a surgir na Inglaterra em
1780, por ocasião da Primeira Revolução Industrial, e em outros países da Europa a partir de 1850,
sempre estiveram presentes em discussões os assuntos relacionados com as melhores condições de
trabalho.
Essas condições, por sua vez, ganharam novas abordagens, provocando impactos em todo o processo
produtivo. Passaram a ser comuns as considerações feitas acerca do regime de trabalho (em muitos
casos, alcançava 16 horas por dia), sobre a precariedade das condições locais (falta de higiene,
ruídos, pouca segurança) para o exercício de atividades, entre outros aspectos.
COMENTÁRIO
Isso é fruto de um aumento gradual, muito embora lento, a respeito da necessidade de se pensar em
mudanças dentro dos ambientes laborais de modo que pudessem garantir a própria sobrevivênciaem
uma sociedade com um foco cada vez mais voltado para a produção e o consumo.
No século XVIII, alguns estudos tentaram realizar a medição da capacidade de trabalho físico em
locais onde os operadores de máquinas e de equipamentos estavam situados. O propósito disso era
indicar se existiam cargas muito elevadas de trabalho por longos períodos, que podiam levar a uma
predisposição às doenças ocupacionais, desgastes musculares, comprometimentos na postura ou,
ainda, que pudessem implicar em uma melhor organização de tarefas executadas.
O avanço desses estudos tem propiciado mudanças contínuas e velozes. O que pode parecer como
algo totalmente contraditório é que, à medida que se aumentam as exigências em relação a esse
contexto, os homens têm se mostrado cada vez mais sedentários. Isso por si só, segundo especialistas
no assunto, pode suscitar em um fator de risco para diversas doenças consideradas perigosas para os
seres humanos, que precisam sair, na maioria das vezes, de suas casas para se dedicarem às suas
responsabilidades profissionais.
CONTRIBUIÇÕES DE ESCOLAS PARA A
APRENDIZAGEM DA ERGONOMIA
As primeiras discussões em Ergonomia emergiram por meio de duas escolas de Ergonomia: uma na
Europa e outra nos Estados Unidos da América. Veja as principais características de cada uma.
ESCOLA NA EUROPA (ERGONOMIA DA ATIVIDADE)
A Inglaterra e a França, a partir de 1949, tiveram a participação na construção e na consolidação da
ciência da Ergonomia. Os dois países direcionavam o foco de seus estudos sobre as atividades
realizadas pelos recursos humanos e na própria administração onde o trabalho era feito. A ênfase dos
estudos era empírica e envolvia a análise sobre a tarefa, cujo objetivo era voltado para compreender
como os problemas que ocorriam no chão de fábrica eram resolvidos. A atenção recaía sobre
indicadores de desempenho, tais como: eficácia, eficiência e custos.
ESCOLA AMERICANA (ERGONOMIA DOS FATORES
HUMANOS)
Por ocasião das guerras mundiais, o interesse das investigações sobre o trabalho foi aprofundado e
estava todo direcionado entre o homem e o recurso de produção (maquinário). Essencialmente, existia
uma forte inclinação para se estudar as ciências da anatomia humana, da antropometria, da natureza
física e humana, das medidas em postos de trabalho, da interface existente entre o recurso humano e
da máquina e equipamentos. Durante os estudos, era muito comum utilizar a técnica de simulação
dentro dos laboratórios de pesquisa onde os experimentos eram realizados.
REVISÃO DOS ASPECTOS ERGONÔMICOS NOS
SISTEMAS PRODUTIVOS
Com as modificações econômicas, políticas, sociais e ambientais nas últimas décadas, as indústrias
precisaram rever os seus processos de gestão dentro de seus sistemas produtivos. E essa revisão
considerou aspectos ergonômicos, no sentido de serem mais incorporados aos projetos de layout de
postos de trabalho.
AS DISCUSSÕES NASCEM, NA MAIORIA DAS VEZES, DENTRO DOS
AMBIENTES ACADÊMICOS E DEPOIS GANHAM FORÇA EM
TERMOS DE APLICAÇÃO DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES DE
NEGÓCIOS. ESSAS ORGANIZAÇÕES, POR SUA VEZ,
AMADURECEM AO CONSIDERAR A ERGONOMIA UM IMPORTANTE
CAMPO DE ESTUDO QUE BUSCA PROPORCIONAR CONFORTO E
CONDIÇÕES ADEQUADAS PARA QUE UM PROFISSIONAL
DESEMPENHE SUAS TAREFAS COM MAIS SAÚDE E SEGURANÇA
EM SEU AMBIENTE DE TRABALHO.
Diante disso, é preciso compreender técnicas, conceitos, ferramentas, entre outros mecanismos, com o
intuito de se chegar a um nível maior de satisfação no momento que se desempenha uma função. Por
conseguinte, uma vez que são considerados os aspectos ergonômicos, existe uma preocupação por
parte da gestão do trabalho em alcançar melhores resultados para indicadores de desempenho, tais
como: eficácia, eficiência, qualidade, custo, produtividade, lucratividade, entre outros.
Imagem: Shutterstock.com
Temos de considerar o quanto é importante que ocorra essa preocupação por parte das empresas em
relação aos seus colaboradores. Afinal de contas, quando os conhecimentos encontram oportunidades
de serem aplicados (mesas niveladas, cadeiras confortáveis, descanso para os pés, apoio para os
pulsos, intervalos para repouso, limite de tempo em frente às telas de computadores e celulares, entre
tantas outras necessidades), é bem possível que bons resultados comecem a surgir, principalmente em
relação às melhorias nas condições de trabalho e, consequentemente, ao bem-estar dos principais
ativos que integram qualquer empresa, que são os seus recursos humanos.
Devemos compreender que a presença da Ergonomia no trabalho pode ajudar muito no aumento da
confiança entre o empregado e o empregador, estabelecendo uma relação mais harmoniosa entre
ambos. Isso abre caminho para que se possam discutir estratégias, de maneira construtiva, que
possam ser empregadas na realidade operacional.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. SELECIONE A ALTERNATIVA CORRETA A RESPEITO DE ALGUNS MARCOS
HISTÓRICOS EM RELAÇÃO À EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO EM ERGONOMIA.
A) No Egito Antigo, um papiro revelou um acidente que provocou uma dor aguda sobre um homem que
ajudou a construir uma pirâmide.
B) Na Antiguidade, existiam poucos relatos sobre os problemas de coluna existentes em carregadores
de pedra.
C) Na Grécia e Roma Antiga, o trabalho não era feito por escravos, uma vez que estes já realizavam
outras atribuições, como servirem aos reis e rainhas.
D) Os povos hebreus acreditavam que o trabalho não devia ser realizado por ser humano, pois não era
visto de forma digna.
E) O Renascimento não reconhecia o trabalho como relevante para as pessoas.
2. O POLONÊS WOITEJ YASTEMBOWSKY, UM DOS PRECURSORES DO
ESTUDO DA ERGONOMIA, UNIU DOIS TERMOS GREGOS PARA DEFINI-LA.
ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA EXATAMENTE A TRADUÇÃO
PARA O PORTUGUÊS DESSES TERMOS EM GREGO.
A) Leis naturais e tarefas.
B) Métodos e tarefas.
C) Atividades e leis naturais.
D) Trabalho e leis naturais.
E) Trabalho e métodos.
GABARITO
1. Selecione a alternativa correta a respeito de alguns marcos históricos em relação à evolução
do pensamento em Ergonomia.
A alternativa "A " está correta.
Foi descoberto um papiro, que data do Egito Antigo (2500 a. C.), descrevendo um acidente que gerou
graves danos a um trabalhador construtor de pirâmide. Na Antiguidade (4.000 a.C.), ao contrário do
que se pensa, foram feitos muitos registros sobre os problemas de coluna apresentados pelos
carregadores de pedras. Na época da Roma e da Grécia Antiga (167 a.C.), somente os escravos
realizavam os trabalhos que exigiam força física. Os hebreus acreditavam que o trabalho era digno
para o homem. Na época do Renascimento, houve um reconhecimento maior do trabalho, uma vez
que era algo que remetia à valorização da vida terrena.
2. O polonês Woitej Yastembowsky, um dos precursores do estudo da Ergonomia, uniu dois
termos gregos para defini-la. Assinale a alternativa que apresenta exatamente a tradução para o
português desses termos em grego.
A alternativa "D " está correta.
Woitej Yastembowsky definiu em 1857 a Ergonomia como sendo a união de dois termos gregos, ergon
e nomos, cujas traduções para o idioma português são: trabalho e leis naturais, respectivamente.
MÓDULO 2
Reconhecer o caráter interdisciplinar da Ergonomia
LIGANDO OS PONTOS
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NA ABERGO? QUAL É A SUA RELAÇÃO
COM A ERGONOMIA? SABE RECONHECER O CARÁTER
INTERDISCIPLINAR DA ERGONOMIA? VOCÊ CONSEGUE
DESCREVER OS PRINCIPAIS DOMÍNIOS DA ERGONOMIA?
Quando estudamos Ergonomia, é muito importante conhecer sobre os seus domínios, segundo a
ABERGO. Vamos analisar mais um case e ampliar nosso conhecimento sobre Ergonomia.
Considere o Instituto Emënisne de Ergonomia. Esse instituto trabalha com observação do ser humano
em ambiente laboral para produção de conhecimento científico sobre Ergonomia, tendo como
especialidade o chão de fábrica, local onde se exige muito esforço físico, equilíbrio tanto físico quanto
emocional e medidas preventivas de segurança para evitar lesões e acidentes.O instituto Emënisne foi contratado pela fábrica de tubos de aço Magntubo. Essa fábrica compra o
minério de ferro, transforma-o em tubo e depois propicia o endurecimento das superfícies interna e
externa, com a técnica de carbonetação.
Foto: Shutterstock.com
O instituto elaborou um relatório, pontuando que há necessidade de carregamento de peso nas etapas
de: recebimento de insumo, carregamento do insumo na forja da barra de aço, calandragem e
armazenamento do tubo finalizado, e verificou que, em média, os funcionários carregam 55% do seu
peso, em todas essas etapas. No relatório, apontou também a percepção da falta de equipamentos de
segurança ergonômica para os seres humanos carregadores de peso e que estes necessitavam de
treinamento para poder elevar o peso sem forçar tanto a coluna cervical como constatado.
Prosseguindo com a abordagem, o instituto pontuou em sua análise a necessidade da aplicação dos
conhecimentos em Ergonomia para treinamento dos funcionários, com intuito de melhorar sua
produtividade e qualidade de vida. Por fim, apresentou diversas práticas que devem ser implementadas
culturalmente na Magntubo para evitar acidentes e lesões no ambiente de trabalho, de acordo com os
parâmetros discutidos e apresentados pela Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO).
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
1. A RESPEITO DA ABERGO, COMO O PRÓPRIO CASE RETRATA, NOTA-SE
QUE É UMA ASSOCIAÇÃO DE REFERÊNCIA QUANDO SE TRATA DE
CONHECIMENTOS SOBRE ERGONOMIA. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA
SOBRE A ABERGO.
A) Tem como propósito a promoção de ações de Ergonomia por meio das interações entre indivíduos e
ambientes organizacionais, com todos os fatores tecnológicos disponíveis para o trabalho.
B) É uma associação que busca produzir conhecimento científico por meio de observações laborais,
para implementação de cursos profissionalizantes.
C) Tem o mesmo nível de importância que a Associação Internacional de Ergonomia, uma vez que
apresenta um rigor técnico científico tão exigente quanto.
D) Procura centralizar as políticas industriais e servir de referência para debater questões trabalhistas.
E) É um órgão de defesa da segurança do trabalhador, com objetivo de fomentar recursos para
melhorar as condições de trabalho dentro dos ambientes de produção.
2. COMO PODE SER VISTO NO ESTUDO DE CASO, A ERGONOMIA É CAPAZ DE
INTERAGIR COM VÁRIAS ÁREAS DO SABER. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE
APRESENTA A ÁREA DO SABER QUE SE RELACIONA COM A ERGONOMIA
QUE ESTÁ CORRETAMENTE DESCRITA.
A) Desenho Industrial – apresenta linhas características de objetos que facilitam o entendimento do
comportamento da natureza animal e vegetal no ambiente de trabalho.
B) Psicologia do Trabalho – estuda a criação e o desenvolvimento de diversos tipos de produtos
fabricados em uma indústria e como o ser humano pode trabalhar em cada atividade.
C) Biomecânica Ocupacional − estuda a adaptação do corpo humano ao ambiente de trabalho,
objetivando retirar o máximo do esforço humano.
D) Antropometria − estuda as posturas e analisa os movimentos do corpo humano.
E) Fisiologia Humana – estuda os fatores físicos, químicos, físico-químicos etc. que afetam as funções
e o equilíbrio dos seres humanos.
GABARITO
1. A respeito da ABERGO, como o próprio case retrata, nota-se que é uma associação de
referência quando se trata de conhecimentos sobre Ergonomia. Assinale a alternativa correta
sobre a ABERGO.
A alternativa "A " está correta.
A ABERGO tem como objetivo contribuir para disseminação de práticas de Ergonomia. Essa
associação tem como finalidade a prática e a divulgação das interações das pessoas com a tecnologia,
a gestão e o ambiente, considerando as suas necessidades, capacidades e fatores limitantes.
2. Como pode ser visto no estudo de caso, a Ergonomia é capaz de interagir com várias áreas
do saber. Assinale a alternativa que apresenta a área do saber que se relaciona com a
Ergonomia que está corretamente descrita.
A alternativa "E " está correta.
A Fisiologia Humana estuda os processos físicos, químicos, físico-químicos, biológicos, bioquímicos
etc. que inferem na vida humana. Esses fatores podem afetar o organismo humano internamente,
desde células a órgãos e até mesmo sistema nervoso.
3. NO CASE FOI APRESENTADO O CASO DA EMPRESA
MAGNTUBO, QUE PRECISA REALIZAR TREINAMENTOS
PARA MUDAR O PROCEDIMENTO DE TRABALHO DE SEUS
COLABORADORES, EM ESPECIAL, AQUELES QUE
CARREGAM PESO. CONSIDERE QUE VOCÊ É UM
ENGENHEIRO DE SEGURANÇA, CONTRATADO PELA
MAGNTUBO PARA DAR TAL TREINAMENTO. DIANTE DO
RELATÓRIO APRESENTADO PELO EMËNISNE, QUAL
SERIA O DOMÍNIO ERGONÔMICO NO QUAL VOCÊ SE
BASEARIA PARA MONTAR O TREINAMENTO? JUSTIFIQUE
A SUA RESPOSTA.
RESPOSTA
Os principais domínios de especialização da Ergonomia são: Ergonomia Física, Ergonomia Cognitiva e Ergonomia
Organizacional.
Primeiramente, deve-se abordar domínio da Ergonomia Física, pois deve-se considerar uma análise da anatomia humana,
da antropometria, da fisiologia humana e da biomecânica em relação à atividade física desempenhada no trabalho.
Em seguida, deve ser abordado o domínio da Ergonomia Cognitiva, levando em consideração a preocupação quanto à
percepção, à memória, ao raciocínio e à resposta motora, de modo que o trabalhador possa interagir da melhor maneira com
o seu ambiente laboral.
Por fim, deve-se abordar o domínio da Ergonomia Organizacional, para analisar temas referentes aos projetos de postos de
trabalho; à gestão da qualidade; à comunicação; ao próprio trabalho em equipe; à cultura organizacional; entre outros.
O CARÁTER INTERDISCIPLINAR DA
ERGONOMIA
A ERGONOMIA E OUTRAS ÁREAS DO
CONHECIMENTO HUMANO
Imagem: Shutterstock.com
Podemos admitir o caráter interdisciplinar da Ergonomia, que pode perfeitamente fazer uso de
conhecimentos de outras áreas do saber humano que são importantes, como, por exemplo: a
Fisiologia e a Psicologia do Trabalho.
SAIBA MAIS
Considerando o entendimento de interdisciplinaridade, tem-se que o prefixo “inter” indica a presença de
uma ação recíproca de um elemento sobre o outro e vice-versa. Por exemplo: em uma equipe de
trabalho interdisciplinar, existe a opção pelo compartilhamento de instrumentos, técnicas, metodologias
e outros elementos entre as disciplinas.
Isso leva à possibilidade de um diálogo que pode contribuir para a construção e transformação das
disciplinas que estão sendo consideradas. Autores sustentam que a interdisciplinaridade implica na
interação de diferentes disciplinas científicas, quando apenas uma delas está coordenando as demais.
A seguir, descreveremos algumas das áreas científicas que estão intrinsecamente relacionadas com a
ciência da Ergonomia, estabelecendo a correspondência dentro de situações de trabalho.
Antropometria
É um ramo da Antropologia que estuda as medidas e dimensões das
partes que compõem o corpo humano. Está relacionada aos estudos da
Antropologia Física ou Biológica, que procura analisar aspectos
genéticos e biológicos pertencentes ao ser humano, bem como efetuar
comparações entre eles. Em se tratando da Ergonomia, a Antropometria
pode empregar modelos bidimensionais para testes de
dimensionamentos de postos de trabalhos.
Biomecânica
Ocupacional
A Biomecânica Ocupacional é uma área de atuação da Biomecânica.
Trata-se de uma área interdisciplinar que possui relação estreita com a
Ergonomia e que procura estudar as posturas e analisar os movimentos
do corpo, procurando determinar os limites e as capacidades do ser
humano para a realização de tarefas laborais durante o seu trabalho sem
correr riscos de lesões.
Fisiologia
Humana
É o estudo das funções e do funcionamento e equilíbrio dos seres vivos,
explicando fatores físicos, químicos, bioquímicos que estão presentes
nas células, tecidos, órgãos e sistemas nervosos. A Ergonomia faz uso
de conceitos da Fisiologia Humana para compreender os impactos do
trabalho na vida do ser humano, com a finalidadede atuar
preventivamente, garantindo a manutenção da saúde de cada
colaborador presente em sua estação de trabalho.
Psicologia do
Trabalho
É uma ciência que estuda o comportamento da natureza humana e
animal no trabalho, considerando os processos mentais, tais como:
razão, inteligência, aprendizagem, percepção, sentimentos, pensamentos
e atitudes. A Psicologia do Trabalho é constituída pelo conjunto de
conhecimentos psicológicos pertinentes à análise e à solução dos
problemas ergonômicos.
Toxicologia
Analisa os impactos de diversos agentes químicos sobre os organismos
vivos e ambiente, observando seus danos e benefícios em diferentes
horizontes de tempo, evitando que os efeitos nocivos de sustâncias que
utilizamos possam afetar a saúde ou o próprio meio ambiente. Logo, os
conhecimentos nessa área são extremamente úteis para selecionar
trabalhadores com perfis para atuação em determinadas atividades com
riscos graves e iminentes, operações insalubres, bem como para projetar
equipamentos de proteção e postos de trabalho.
Engenharia de
Produção
É a área do conhecimento aplicada ao projeto, à implantação, à
implementação, à otimização e à manutenção de sistemas produtivos,
que compreendem homens, normas, materiais, tecnologias, informação e
energia. Há décadas surge outra perspectiva para a complementaridade
entre as áreas de Engenharia de Produção e Ergonomia, sendo
crescentes as intervenções ergonômicas nos projetos de
desenvolvimento tecnológico, de automação, de modernização
tecnológica e de criação de unidades produtivas existentes em diferentes
setores industriais e de serviços.
Desenho
Industrial
Essa área do conhecimento é responsável pela criação e o
desenvolvimento de diversos tipos de produtos fabricados em uma
indústria. Basicamente, utiliza seis conceitos que caracterizam o design,
sendo estes: homem, forma, utilidade, indústria, custo e ambiente. Ainda
no campo do design, a Ergonomia é uma disciplina essencial para o
desenvolvimento dos projetos que resultam em produtos, uma vez que
são utilizados parâmetros e conceitos ergonômicos. Essa atividade visa à
otimização das condições de trabalho humano. As duas áreas têm sido
fundamentais dentro de qualquer organização de negócios, muito
embora possuam alguns objetivos específicos em comum.
Informática
É uma área de informação digital, que inclui os processos de
recuperação, armazenamento, processamento, transferência e
divulgação de dados. Entende-se que o computador é um instrumento de
trabalho, assumindo um papel de mediação à ação e ao objeto de
trabalho. Por sua vez, a Ergonomia e a Informática atuam de modo
complementar tanto no planejamento como no momento de execução de
atividades humanas. As duas áreas trabalham na introdução de
tecnologias que são inseridas dentro dos ambientes de trabalho que
podem resultar em contribuições para a saúde, aumento de
produtividade, entre outros fatores.
Medicina
Ocupacional ou
do Trabalho
É definida como a especialidade médica que compreende as relações
entre a saúde de recursos humanos e os seus ambientes de trabalho,
com a finalidade de prevenir quanto ao surgimento de doenças,
incidentes e acidentes do trabalho, promovendo a saúde e a qualidade
de vida. Atua por meio de ações capazes de assegurar a saúde
individual, nas dimensões física e mental, melhorando a inter-relação das
pessoas e destas com seu ambiente social e profissional. Assim, a
Saúde Ocupacional surge dentro das grandes empresas, contemplando
a interdisciplinaridade, com a organização de equipes progressivamente
multifuncionais, entre as quais estão incluídos os ergonomistas.
Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
OS DOMÍNIOS DA ERGONOMIA
Imagem: Shutterstock.com
A Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) é uma associação sem fins lucrativos. De modo
objetivo, ela tem como propósito promover a prática da Ergonomia por meio das interações entre
indivíduos e ambientes organizacionais, com todos os fatores tecnológicos disponíveis para o trabalho.
Exatamente dentro desses ambientes organizacionais, quando não existem intervenções ergonômicas,
é bem possível que o colaborador tenha o seu desempenho diminuído. Isso pode ser justificado por ele
não se sentir confortável em seu local de trabalho. Por outro lado, uma vez presente de fato, a
Ergonomia tem a capacidade de transformar desconfortos durante a realização de uma tarefa em
confortos. Além disso, aumenta a sensação de segurança diante da execução de atividades em
ambientes com ou sem salubridade ou, ainda, com ou sem periculosidade.
OS ERGONOMISTAS TÊM CONSCIÊNCIA DO QUE PRECISAM
FAZER PARA CORRESPONDER E INTERVIR SOBRE AS MUITAS
DEMANDAS QUE SÃO INERENTES ÀS SITUAÇÕES DE TRABALHO.
NESSE MOMENTO, É MISTER QUE BUSQUEM UMA ABORDAGEM
HOLÍSTICA DO CAMPO DE AÇÃO, QUE INCLUI ASPECTOS FÍSICOS,
COGNITIVOS E ORGANIZACIONAIS.
A ABERGO faz parte da Associação Internacional de Ergonomia (International Ergonomics
Association) – IEA, e estabelece os seguintes domínios de especialização da Ergonomia:
ERGONOMIA FÍSICA
ERGONOMIA COGNITIVA
ERGONOMIA ORGANIZACIONAL
ERGONOMIA FÍSICA
Está relacionada com as características da anatomia humana, da antropometria, da fisiologia humana
e da biomecânica em sua relação à atividade física. Alguns temas que são abordados nesses domínios
são os seguintes: postura ideal para realizar uma tarefa, manuseio de recursos de produção,
movimento repetitivo, doenças musculoesqueléticas, layout de posto de trabalho, saúde e segurança
de todos que participam de uma área.
ERGONOMIA COGNITIVA
Antes mesmo de um trabalhador iniciar o seu conjunto de tarefas, que integram uma dada atividade e
que pertencem a um processo, é fundamental a consideração de processos mentais, tais como: a
percepção, a memória, o raciocínio e a resposta motora. Estamos nos referindo à capacidade humana
de refletir sobre como pode interagir da melhor maneira com o seu ambiente laboral, com todos os
recursos de produção presentes. Continue lendo...
ERGONOMIA ORGANIZACIONAL
A Ergonomia também tem interesse quando se pretende otimizar sistemas sociotécnicos, compostos
por pessoas que são partes que compõem um sistema, bem como o seu funcionamento e todas as
estruturas organizacionais, políticas traçadas e processos que precisam ser iniciados e finalizados.
Assim, os principais temas tratados nessa área de estudo são: projetos de postos de trabalho; gestão
da qualidade; comunicação; trabalho em equipe; cultura organizacional; entre outros.
É preciso que cada profissional tenha conhecimento, sempre que possível em nível de detalhes,
sobre o que será executado. Logicamente que, por meio de um treinamento, ou mesmo de uma
capacitação, informações poderão ser transmitidas a fim de se possibilitar o domínio sobre o que
será realizado.
Nesse domínio, é comum a consideração de estudos que envolvem a carga de trabalho, a
tomada de decisão pela liderança da área, a interação homem-máquina, a compreensão do
método de trabalho, o estresse (inevitável em muitos casos), o treinamento e a capacitação de
recursos humanos em suas atribuições em um sistema de produção.
A CERTIFICAÇÃO ERGONÔMICA
Foto: Shutterstock.com
Ao longo dos anos, a análise ergonômica do trabalho tem possibilitado evidenciar as condições pelas
quais uma atividade é realizada na realidade. Ou seja, é possível analisar o conjunto de movimentos,
decisões e atitudes que são usados com frequência pelos colaboradores enquanto estes
desempenham as suas funções.
Agora, a discussão que surge está relacionada se cada atividade realmente está sendo feita da
maneira correta. Os gestores operacionais de uma organização têm o papel de cumprir a legislação
que se aplica dentro dos sistemas produtivos, principalmente quando esta possui relação direta com a
gestão da Ergonomia.
Portanto, é preciso que uma empresa providencie todas as condições necessárias para a realização de
trabalhos que precisaramser realizados de forma que todos tenham a saúde e a segurança garantidas.
Estando atenta a todas as exigências previstas em leis, a empresa pode, enfim, buscar uma
certificação ergonômica.
ATENÇÃO
Esse importante documento ratifica a situação de comprovação que a empresa deve possuir no sentido
de adaptar as condições de trabalho ao conjunto das características psicofisiológicas de todos os seus
colaboradores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, saúde, segurança e desempenho
efetivo.
É sempre importante frisar que a sociedade tem acompanhado o movimento de muitas empresas em
relação às questões que envolvem temas de saúde e segurança dentro do trabalho. Uma vez que se
demonstre que realmente existe uma preocupação com esses assuntos, que convergem com um
pensamento voltado para a prevenção, traduzido por esforços em relação às condições de trabalho
ideais para aqueles (contratados) que integram sistemas produtivos, tanto a própria sociedade como os
mercados consumidores e os próprios trabalhadores adotam naturalmente uma postura de maior
aceitação junto às empresas contratantes.
Em outras palavras, uma certificação ergonômica permite estabelecer uma identificação positiva para a
empresa, garantindo qualidade, credibilidade e confiabilidade aos consumidores, dentro de princípios
éticos e moralmente aceitos.
VEJA ALGUNS DOS BENEFÍCIOS QUE PODEM SER ALCANÇADOS
COM A CERTIFICAÇÃO ERGONÔMICA:
Redução nos casos de incidentes e de ocorrências de acidentes de trabalho.
Redução no absenteísmo.
Melhoria nos aspectos motivacionais dos trabalhadores.
Melhoria na produtividade dentro dos processos organizacionais.
Minimização de custos operacionais.
Melhoria da imagem junto aos clientes das empresas.
AS PRINCIPAIS CERTIFICAÇÕES ERGONÔMICAS
Conforme estudamos até o momento, uma certificação ergonômica comprova que uma dada
organização reúne qualidades necessárias para a adaptação das condições de trabalho às
características psicofisiológicas de seu corpo funcional.
Veja algumas das principais certificações ergonômicas que são amplamente buscadas no mercado
atualmente.
OHSAS 18001 E ISO 45001
Trata-se de uma norma do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional. Podemos dizer
que a certificação pode ser obtida quando a empresa consegue finalmente implementar um
procedimento formal que vai proporcionar a minimização dos eventos de riscos associados à saúde e
segurança nos postos de trabalho. Isso se torna possível quando se faz uso dos conhecimentos
ergonômicos. Há décadas, a Norma OHSAS 18001 tem se constituído em uma preciosa ferramenta
para atingir, controlar e melhorar o nível de desempenho da Saúde e Segurança do Trabalho (SST).
Entretanto, as empresas estão iniciando a migração para a norma ISO 45001 porque esta tende a
oferecer uma segurança maior para evitar afastamentos temporários ou definitivos de funções, redução
de incidentes e acidentes do trabalho, assuntos que são de grande interesse da Ergonomia.
BS 8800
A temática principal dessa certificação é a implantação de um Sistema de Gestão de Segurança e
Saúde no Trabalho eficiente. Foi publicada em maio de 1996, estruturada e de responsabilidade do
órgão britânico de normas técnicas denominado British Standards. Essencialmente, tal norma auxilia
na implantação de um sistema de gerenciamento relativo à Segurança do Trabalho, contribuindo
também para a elaboração de uma política de segurança na organização. Como objetivos principais
dessa ferramenta, podemos destacar os seguintes: minimizar os riscos dos colaboradores; alcançar,
monitorar e controlar o desempenho dos negócios de uma organização e proporcionar uma imagem
responsável perante o seu ambiente externo.
ISO 9000
Considera um conjunto de normas internacionais que averiguam a existência de um sistema de
garantia da qualidade na empresa e exigem a identificação e o gerenciamento de diversas atividades
presentes nesse sistema. Em nosso país, o sistema ISO é representado pela ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas). Em dezembro de 2000, a série de normas foi revisada e passou a se
chamar ISO 9001:2000. Aliás, essa tem se esforçado no sentido de divulgar a aplicação de normas
técnicas de Ergonomia voltadas para a interação humano-sistema e para o mobiliário existentes em
ambientes de trabalho.
No que tange à implantação das normas ISO 9000, como modelo de gestão, cabe pontuar que exige
identificar e gerenciar os muitos processos pertencentes aos sistemas de uma organização, sendo que
um deles exige elaboração de documentação específica que comprove que esses mesmos processos
estejam normatizados e que atendam aos requisitos definidos pela norma.
Existe outro conjunto de normas que tratam também de temas de interesse da Ergonomia, pois servem
para nortear todo o processo de esforço físico no ambiente de trabalho. Vejamos:
ABNT NBR ISO 11228-3:2014
Movimentação de cargas leves em alta frequência de repetição
ABNT ISO/TR 16982:2014
Ergonomia da interação humano-sistema. Métodos de usabilidade que apoiam o projeto centrado no
usuário.
ABNT NBR ISO 9241-143:2014
Ergonomia da interação humano-sistema.
ABNT NBR ISO 11226:2013
Avaliação de posturas estáticas de trabalho.
O conhecimento presente nesses documentos garante a segurança, a saúde e o bem-estar do
profissional e permite que sejam identificados ganhos em indicadores de desempenho perante os
processos realizados e na qualidade dos produtos entregues aos clientes.
Um dos tópicos presentes e considerados fundamentais para a Ergonomia é o envolvimento das
pessoas, pois os trabalhadores precisam possuir a consciência sobre o quanto é relevante a qualidade
e como pode ser determinante para atenderem, ou até mesmo superarem, a expectativa do cliente que
demanda por produtos e serviços da empresa.
ETAPAS PARA UMA CERTIFICAÇÃO EM
ERGONOMIA
Uma empresa que pretenda obter uma certificação em Ergonomia pode adotar estratégias bem
específicas para se atingir uma boa gestão de Ergonomia. Veja alguns passos que podem ser
empregados por um gestor responsável:
1ª ETAPA
Empreender uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET), com intuito de pontuar a necessidade de
melhorias para maior segurança dos trabalhadores.
2ª ETAPA
Implantação de um Comitê Gestor de Ergonomia, para gerenciar as implementações em melhorias
ergonômicas. Esse comitê analisa, discute, decide e implementa medidas ergonômicas.
3ª ETAPA
Sensibilizar todos os colaboradores. Aqui, são feitos treinamentos, para ensino e/ou reciclagem,
priorizando o uso dos equipamentos adequados e das práticas adequadas para a segurança
ergonômica.
4ª ETAPA
Executar ações de melhorias. Aqui, além dos treinamentos, também entram os equipamentos de
segurança.
5ª ETAPA
Monitorar e controlar ações. Nessa etapa, há a necessidade de constante supervisão para garantir a
segurança do trabalhador no ambiente laboral.
6ª ETAPA
Avaliação de resultados obtidos. Aqui, o Comitê Gestor de Ergonomia analisa os resultados obtidos,
em razão das decisões tomadas.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. NO ESTUDO DE ERGONOMIA, APRENDEMOS QUE A CIÊNCIA VISA À
OTIMIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO HUMANO, POR MEIO DE
MÉTODOS DA TECNOLOGIA E DO DESENHO INDUSTRIAL. ASSINALE A
ALTERNATIVA CORRETA REFERENTE À RELAÇÃO DA ERGONOMIA COM O
DESENHO INDUSTRIAL.
A) A Ergonomia cuida dos projetos de produtos e o Desenho Industrial da prevenção dos
trabalhadores.
B) O Desenho Industrial preocupa-se unicamente com a qualidade de vida no trabalho e a Ergonomia
com o projeto dos postos de trabalho.
C) No campo do design, a Ergonomia é uma disciplina essencial para o desenvolvimento dos projetos,
sobretudo por criar produtos ergonômicos.
D) O Desenho Industrial vem se tornando mais relevante dentro das empresas, nos últimos anos,
quando comparado à Ergonomia.
E) Torna-se impossível estabelecer uma relação entre Ergonomia e Desenho Industrial, pois ambas as
áreas não apresentam objetivos específicos em comum.
2. APRENDEMOSQUE O ESTUDO DA ERGONOMIA ESTÁ DIVIDIDO EM TRÊS
DOMÍNIOS. COM ISSO, OS ERGONOMISTAS PRECISAM COMPREENDER A
NECESSIDADE DE SE TRABALHAR DENTRO DE UMA ABORDAGEM
HOLÍSTICA. MARQUE A ALTERNATIVA QUE DESCREVE CORRETAMENTE UM
DOS DOMÍNIOS DA ERGONOMIA.
A) Ergonomia Organizacional está relacionada às características da biomecânica.
B) Ergonomia Cognitiva está relacionada às características da anatomia humana.
C) Ergonomia Física está relacionada às características das estruturas organizacionais.
D) Ergonomia Organizacional está relacionada às políticas.
E) Ergonomia Cognitiva está relacionada às características de melhoria de sistemas sociotécnicos.
GABARITO
1. No estudo de Ergonomia, aprendemos que a ciência visa à otimização das condições de
trabalho humano, por meio de métodos da tecnologia e do desenho industrial. Assinale a
alternativa correta referente à relação da Ergonomia com o Desenho Industrial.
A alternativa "C " está correta.
A Ergonomia e o Desenho Industrial são essenciais para o projeto de produtos ergonômicos que vão
facilitar a vida do trabalhador, evitando exposição aos riscos que podem levar a incidentes ou acidentes
de trabalho. Essas duas áreas do conhecimento se preocupam em projetar produtos com segurança e
que prezem pelo bem-estar dos usuários ou trabalhadores. Daí, compreende-se que as duas áreas
têm sido muito importantes dentro de qualquer empresa atualmente. As áreas possuem alguns
objetivos específicos em comum.
2. Aprendemos que o estudo da Ergonomia está dividido em três domínios. Com isso, os
ergonomistas precisam compreender a necessidade de se trabalhar dentro de uma abordagem
holística. Marque a alternativa que descreve corretamente um dos domínios da Ergonomia.
A alternativa "D " está correta.
O estudo da Ergonomia divide-se em 3 domínios: Física, Cognitiva e Organizacional. A Ergonomia
Física está relacionada com a anatomia humana, biomecânica e melhoria de sistemas sociotécnicos.
Ergonomia Cognitiva está relacionada às características de processos. A Ergonomia Organizacional
compreende estudos sobre as estruturas organizacionais.
MÓDULO 3
Reconhecer as Normas Regulamentadoras
LIGANDO OS PONTOS
VOCÊ SABIA QUE UM ERGONOMISTA DEVE POSSUIR
CONHECIMENTO DE NORMAS REGULAMENTADORAS (NRS) QUE
TRATAM DE TEMAS RELACIONADOS COM A SAÚDE E A
SEGURANÇA DENTRO DO TRABALHO? SABIA QUE AS NORMAS
REGULAMENTADORAS DEVEM SER RESPEITADAS TANTO POR
EMPRESAS PÚBLICAS QUANTO PRIVADAS, INCLUINDO OS SEUS
RESPECTIVOS COLABORADORES? EM SE TRATANDO DA NORMA
DE ERGONOMIA (NR-17), VOCÊ CONSEGUE DESCREVER
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS ASSOCIADAS AO BEM-ESTAR NO
TRABALHO? SABE QUAL É A IMPORTÂNCIA DE SER ORIENTADO
POR TAL NORMA?
Para aprendermos mais sobre esses assuntos, vamos verificar o case a seguir.
O dono de uma empresa de entrega constatou que muitos de seus funcionários estão sofrendo lesões
musculares, e até mesmo ósseas (quebras), em razão do seu ofício. Então, pesquisando rapidamente
na Internet, ele descobriu que uma das razões para tamanhas lesões poderia estar na má postura
física dos trabalhadores em meio à realização de seu trabalho. Por meio de sua pesquisa, ele chegou à
NR-17, que é a Norma de Ergonomia e, ao lê-la, percebeu que não possuía implementado em sua
empresa nenhum dos itens indicados por essa NR.
Foto: Shutterstock.com
A fim de se adequar à NR-17, o dono dessa empresa pesquisou por profissionais de Segurança do
Trabalho que entendessem de Ergonomia, chegou até você e lhe pediu que fizesse a adequação da
empresa dele (parte física + equipe) à norma. A partir disso, você solicitou a ele 30 dias para a
implementação de toda a NR, sendo 10 dias para observar como as atividades são praticadas, 10 dias
para montagem de um plano de ação para implementação dos requisitos para atendimento da NR-17 e
10 dias para implementação das medidas. Uma dessas medidas é o treinamento dos funcionários/
domínios de especialização da Ergonomia. Após os 30 dias, a empresa teve toda a sua cultura
organizacional, gestora e operacional transformada, para garantir a saúde e a segurança dos
trabalhadores.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
1. SOBRE A NECESSIDADE DE EMPREGO DAS NORMAS
REGULAMENTADORAS (NRS) DENTRO DAS EMPRESAS COM O PROPÓSITO
DE EVITAR EVENTOS DE RISCO QUE PODEM RESULTAR EM ALGUM TIPO DE
DANO PARA A SAÚDE E A SEGURANÇA DO TRABALHADOR, ESTÁ CORRETO
AFIRMAR QUE TAIS NORMAS:
A) foram criadas para assegurar a segurança e a saúde do trabalhador no ambiente de trabalho,
durante a sua jornada de trabalho.
B) servem para garantir que todos os eventos de risco sejam neutralizados nos ambientes produtivos.
C) orientam os gestores de trabalho das organizações produtivas a evitarem incidentes e acidentes,
isentando de possíveis multas ou indenizações junto à justiça.
D) são parte essencial para garantir a saúde, o conforto e a segurança dos trabalhadores, mas não
podem contribuir na prevenção de acidentes e promoção da saúde ocupacional.
E) devem se adaptar sempre quando as empresas contratarem os seus trabalhadores, pois cada
empresa tem realidades operacionais distintas.
2. A NR-17 (ERGONOMIA) ESTABELECE:
A) medidas de proteção para resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores para evitar
acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos.
B) requisitos e condições mínimas visando a medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que atuam em instalações elétricas e serviços com
eletricidade.
C) parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, procurando atender às questões referentes ao conforto, segurança
e eficiência.
D) a obrigatoriedade da empresa em fornecer aos empregados EPIs adequados ao risco da atividade.
E) a obrigatoriedade de elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional.
GABARITO
1. Sobre a necessidade de emprego das Normas Regulamentadoras (NRs) dentro das empresas
com o propósito de evitar eventos de risco que podem resultar em algum tipo de dano para a
saúde e a segurança do trabalhador, está correto afirmar que tais normas:
A alternativa "A " está correta.
As NRs orientam os gestores de trabalho das organizações produtivas a evitarem incidentes e
acidentes e procuram preservar a saúde e a integridade física de trabalhadores durante o exercício de
suas atividades.
2. A NR-17 (Ergonomia) estabelece:
A alternativa "C " está correta.
Os parâmetros de Ergonomia no ambiente de trabalho são estabelecidos pela NR-17. Por meio desses
parâmetros, é possível promover adaptações do ambiente de trabalho ao ser humano, preservando
sua saúde física e emocional.
3. O ESTUDO DE CASO DEMONSTROU QUE AS NRS
PRECISAM SER EMPREGADAS EM CONTEXTOS
PRODUTIVOS. IMAGINE UM CENÁRIO, DENTRO DE UMA
FÁBRICA, ONDE FORAM NOTADOS A AUSÊNCIA DE
PROJETOS PARA POSTOS DE TRABALHO E
TRABALHADORES (NOVOS E ANTIGOS) QUE RELUTAM
EM USAR EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL,
NÃO SEGUINDO RECOMENDAÇÕES PARA EVITAREM
RISCOS DE ACIDENTES. SE VOCÊ FOSSE O
ERGONOMISTA DA FÁBRICA, QUE TIPO DE DECISÃO
TOMARIA PARA SENSIBILIZÁ-LOS COM O INTUITO DE
AUMENTAR A PROTEÇÃO DELES EM RELAÇÃO ÀS
OCORRÊNCIAS QUE PODEM LEVAR A POSSÍVEIS
AFASTAMENTOS POR MOTIVOS DE SAÚDE E DE
SEGURANÇA?
RESPOSTA
A decisão pode ser tomada visando a treinamentos quanto ao conhecimento de NRs tanto para trabalhadores que foram
contratados para iniciarem as suas tarefas e que não possuam experiências e capacitações quanto para aqueles que já
vinham atuando normalmente dentro da fábrica. A NR-17 (Ergonomia) pode ser um bom instrumento para resolver o
problema de ausência de projetos para postos de trabalho. Já a norma NR-06 (Equipamentos de Proteção Individual) é uma
das maneiras para se trabalhar por uma cultura mais preventiva.
ENTENDER AS NORMAS
REGULAMENTADORASAS NORMAS REGULAMENTADORAS
Foto: Shutterstock.com
A segurança dentro do ambiente de trabalho tem sido objeto recorrente de discussão dentro das
indústrias no mundo todo. É importante compreender o que realmente acontece dentro das rotinas
diárias das empresas e o que está sendo feito para garantir melhores condições laborais para o
conjunto de funcionários que executam tarefas produtivas, que têm como missão entregar resultados.
Ou seja, podemos dizer que esforços em gestão são essenciais para que sejam identificados e
corrigidos quaisquer fatores que porventura causem paradas ou descontinuidade no fluxo de trabalho.
A FIGURA DO PROFISSIONAL ERGONOMISTA SE FAZ
IMPRESCINDÍVEL, POIS ASSUMIRÁ O COMPROMISSO DE ATENDER
AO QUE ESTÁ PREVISTO NAS LEGISLAÇÕES TRABALHISTAS OU
NORMAS REGULAMENTADORAS (NRS) EM SEGURANÇA E
MEDICINA DO TRABALHO, COM TODOS OS SEUS REQUISITOS
QUE CONSIDERAM A SEGURANÇA, O CONFORTO E A EFICIÊNCIA
DENTRO DO TRABALHO. A RESPEITO DESSAS NRS, PODEM SER
DESTACADAS AS DISPOSIÇÕES SUPERIORES, QUE INSTITUEM
OBRIGAÇÕES DE CARÁTER MAIS ESPECÍFICO SOBRE O QUE
DEVE SER EFETIVAMENTE REALIZADO PARA QUE O
COLABORADOR SEJA PROTEGIDO ENQUANTO REALIZA O SEU
CONJUNTO DE TAREFAS.
As NRs são instrumentos valiosos para ergonomistas e/ou gestores de trabalho treinarem ou
capacitarem as suas equipes de trabalho.
Tomando o caso específico em nosso país, é fundamental conhecer as NRs que orientam os gestores
de trabalho das organizações produtivas a evitarem incidentes e acidentes, procurando preservar a
saúde e a integridade física de suas equipes de trabalho. A segurança no trabalho ainda conta com a
CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Com base na Constituição Federal, observamos que, no primeiro artigo, são assegurados valores
sociais do trabalho e a livre iniciativa como fundamentos do Estado brasileiro. Corroborando com isso,
as NRs também reafirmam que, além de tutelarem os interesses dos colaboradores dentro do trabalho,
também orientam a conduta organizacional para que ela não tenha posições arbitrárias. Sendo assim,
cabe enfatizar que qualquer atividade empresarial tem obrigações econômicas, políticas e sociais e,
portanto, não deve submeter qualquer um de seus empregados às condições inseguras sem que se
tenha a devida proteção.
ATENÇÃO
As NRs relativas à Segurança e Saúde do Trabalho devem ser respeitadas tanto por empresas
privadas e públicas quanto por órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como por
órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT). O governo federal tem autonomia para realizar uma atualização de regras que
regulam o universo trabalhista brasileiro, ou seja, das normas regulamentadoras.
As NRs foram aprovadas por uma Portaria do Ministério do Trabalho em 1978 e têm como objetivo
regulamentar as medidas de Segurança, Saúde e Medicina do Trabalho. Atualmente, existem no Brasil
trinta e seis NRs de Saúde e Segurança do Trabalho em vigor, cujos assuntos são de interesse da
Ergonomia, como, por exemplo:
NR-1
Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Estabelece o
conjunto de normas técnicas direcionadas à Saúde e Segurança do Trabalho,
trazendo as disposições gerais que devem ser seguidas pela empresa e pelos
seus trabalhadores em todas as atividades profissionais. Podemos também
considerar que essa norma oferece condições para que gestores, técnicos e
especialistas consigam mapear todas as ameaças para a saúde do trabalhador
(físicas, psicológicas, entre outras).
NR-5 Considera aspectos relacionados à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
– CIPA. A necessidade dessa norma reside na inspeção e investigação das
funções de cada área de uma empresa para identificar se existem, ou não,
eventos de risco que possam resultar em algum tipo de dano à saúde ou até
mesmo à vida de colaboradores.
NR-6
Relaciona-se com o Equipamento de Proteção Individual (EPI). Estabelece
obrigações tanto para o empregador como para o empregado quanto ao uso de
EPI com a finalidade de preservar a segurança e o conforto em todos os postos de
trabalho.
NR-7
Determina a implementação em empresas e instituições do Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional – o PCMSO. A observância dessa norma pode
evitar prejuízos, como faltas ao trabalho, multas e ações trabalhistas. Por outro
lado, a empresa poderá apresentar melhorias em indicadores de desempenho
operacionais, uma vez que mais trabalhadores estarão mais saudáveis, seguros e
satisfeitos em seus postos laborais.
NR-10
Trata da proteção de profissionais que trabalham com instalações elétricas e
serviços que envolvam eletricidade. As empresas devem manter os trabalhadores
informados sobre os riscos a que estão expostos. Do lado dos trabalhadores, é
preciso que zelem pela segurança e saúde de todos que possam ser afetados por
ações ou omissões no trabalho, assumam responsabilidades junto com a empresa
pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares e comuniquem
imediatamente ao responsável pela execução do serviço as situações que forem
de risco para sua segurança e saúde e a de outros colegas.
NR-12
Regulamenta a segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. É preciso
atentar para os padrões posturais que serão exigidos para a operação dos
equipamentos. Além disso, os comandos existentes nas máquinas precisam ser
projetados e posicionados de modo a deixar claras as suas funções, não deixando
margens para interpretações equivocadas.
NR-23 Tem por propósito determinar quais são as medidas de proteção e combate a
incêndios a serem adotadas pelas empresas em todos os casos. Em caso de
sinistros dessa natureza, é preciso que todo trabalhador tenha informação e
conhecimento sobre procedimentos que ajudem na evacuação, entre outras
ações.
NR-26
Descreve as regras para sinalizações de informações dentro de uma empresa,
prezando pela segurança dos trabalhadores. Ambientes devem ser sempre
sinalizados para evitar a possibilidade de incidentes e de acidentes de trabalho.
NR-33
Aplicada ao trabalho em espaços confinados. Muitos trabalhadores atuam dentro
de postos de trabalho que são limitantes quanto aos movimentos. Isso pode trazer
uma série de riscos à saúde daqueles, tais como: intoxicação e sufocamento.
NR-35
Estabelece os requisitos mínimos de proteção para o trabalho em altura,
envolvendo o planejamento, a organização e a execução. Sempre que houver uma
atividade executada a um desnível de dois metros, é preciso atentar para a NR-35,
pois uma queda sofrida nessa situação pode implicar no afastamento temporário
ou até mesmo definitivo de quem sofre o acidente.
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A NR-17
Imagem: Shutterstock.com
A Norma Regulamentadora 17 estabelece os parâmetros ergonômicos, ou seja, que permitem a
adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas de trabalhadores, visando ao
máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Ela fornece um conjunto de orientações sobre
procedimentos obrigatórios relacionados à Segurança e Medicina do Trabalho.
A NR-17 É REGULAMENTADA PELA PORTARIA Nº 3.214, DE 8 DE
JUNHO DE 1978, QUE APROVA AS NRS RELATIVAS À SEGURANÇA
E MEDICINA DO TRABALHO. LOGO, O TRABALHADOR E A
ERGONOMIA POSSUEM RELAÇÃO ESTREITA.
A NR-17 inclui diversos aspectos, os quais estão relacionados ao levantamento, ao transporte e à
descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de
trabalho e à própria organização do trabalho. Com isso, a empresa se torna responsável pela
realização de uma análise ergonômica dentro de cada área de trabalho, sendo obrigada a abordar, ao
menos, as condições ideais para que o trabalho ocorra conforme o que está previsto em tal norma.
Vejamos algumas considerações adicionais sobre a NR-17:
SOBRE O TRANSPORTE MANUAL DE CARGAS
A norma não admite que um trabalhadorcarregue um peso que possa comprometer a sua saúde ou
segurança. Acrescenta-se, ainda, que todo trabalhador deve ser treinado sobre os métodos de
manuseio que serão usados para preservar a sua saúde e prevenir acidentes. Em se tratando de
mulheres, outras exigências são igualmente importantes. Ou seja, o peso máximo carregado pela
mulher deverá ser inferior àquele admitido para os homens a fim de não implicar em danos para a sua
saúde ou segurança.
SOBRE O MOBILIÁRIO DOS POSTOS DE TRABALHO
A norma exige a necessidade de planejamento ou de adaptação para o trabalho que for realizado em
posição sentada. São destacadas condições de postura correta, de visualização e de desempenho
para o trabalho manual sentado ou em pé. É preciso observar se a altura e a superfície de trabalho
estão compatíveis com a natureza das tarefas que serão realizadas. Além disso, cabe apontar se está
correta a distância dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento do trabalhador.
Acrescentam-se, ainda, as características dimensionais que permitem o posicionamento e a
movimentação adequados dos segmentos corporais. Em relação aos assentos utilizados, cabe
considerar os requisitos de conforto, se estes incluem ajuste de altura em função da estatura do
trabalhador e da função da tarefa que será desempenhada; borda frontal arredondada; e encosto, que
pode ser adaptado ao corpo do trabalhador para evitar dores na região lombar.
SOBRE OS EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO
A norma expressa que equipamentos devem ser adaptados às características psicofisiológicas dos
trabalhadores e à natureza da tarefa a ser feita. As atividades que exigem a leitura de documentos
para digitação devem restringir movimentações frequentes da região do pescoço e de fadiga visual.
Além disso, recomendam-se documentos que sejam legíveis e que sejam evitadas condições que
provoquem ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. Nos últimos anos,
muitos trabalhos têm sido realizados de forma remota. Especificamente para esse contexto, a norma
também orienta que devem existir ajustes da tela do equipamento e de luminosidade adequada,
observando os ângulos de visibilidade. O ideal é considerar tanto o teclado como o mouse
independentes, sendo ajustados conforme a execução de tarefas. É recomendado também o uso de
suporte para documentos para que estejam niveladas as distâncias entre o olho e a tela, entre o olho e
o teclado e entre olho e documento.
SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
Existem atividades que trazem sobrecargas musculares estáticas ou dinâmicas na região do pescoço,
nos ombros, dorsos e membros superiores e inferiores de trabalhadores. Em tarefas que envolvem
eventos de risco, devem ser incluídos intervalos para descanso do trabalhador. E, por fim, quando um
trabalhador estiver afastado por período igual ou maior a 15 dias, por algum motivo, e retornar ao
trabalho, deverá ser permitido um retorno de maneira gradual aos níveis de desempenho anteriores.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. ANALISE CADA ITEM E ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
I. UMA EMPRESA QUE SE PREOCUPA EM REALIZAR INVESTIMENTO NA
PREVENÇÃO DE ACIDENTES POSSUI UMA POLÍTICA SÉRIA E RIGOROSA.
LOGO, O CONHECIMENTO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS NÃO DEVE
SER APRENDIDO SOMENTE PELO PROFISSIONAL DE SEGURANÇA DO
TRABALHO, MAS POR TODOS OS FUNCIONÁRIOS DE UMA EMPRESA, DESDE
O CHÃO DE FÁBRICA ATÉ AO ALTO ESCALÃO.
II. A ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO QUE NÃO CUMPRIR AS NORMAS
REGULAMENTADORES PODE SOFRER MULTAS APLICADAS PELO
MINISTÉRIO DO TRABALHO (MTE), MAS JAMAIS SER EMBARGADA OU
INTERDITADA.
III. AS NORMAS REGULAMENTADORAS SÃO DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA
PELAS EMPRESAS PRIVADAS E PÚBLICAS.
A) Apenas os itens I e III estão corretos.
B) Apenas o item II está correto.
C) Apenas o item III está correto.
D) Os itens I e III estão corretos.
E) Os itens II e III estão corretos.
2. AS NRS, OU NORMAS REGULAMENTADORAS, SÃO REGRAS PARA EVITAR
ACIDENTES, DOENÇAS OCUPACIONAIS E OUTROS FATORES QUE CAUSEM
DANOS À SAÚDE DE UM TRABALHADOR. EM SÍNTESE, A NR-17 É UMA
REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA DAS CONDIÇÕES LABORAIS. ASSINALE A
ALTERNATIVA CORRETA A RESPEITO DESSA NORMA.
A) Trata de medidas de combate a incêndios.
B) Orienta sobre o uso de equipamento de proteção individual.
C) Descreve questões relacionadas com trabalho confinado.
D) Recomenda medidas de proteção para trabalhos com eletricidade.
E) Inclui aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais.
GABARITO
1. Analise cada item e assinale a alternativa correta.
I. Uma empresa que se preocupa em realizar investimento na prevenção de acidentes possui
uma política séria e rigorosa. Logo, o conhecimento das Normas Regulamentadoras não deve
ser aprendido somente pelo profissional de Segurança do Trabalho, mas por todos os
funcionários de uma empresa, desde o chão de fábrica até ao alto escalão.
II. A organização de trabalho que não cumprir as Normas Regulamentadores pode sofrer multas
aplicadas pelo Ministério do Trabalho (MTE), mas jamais ser embargada ou interditada.
III. As Normas Regulamentadoras são de observância obrigatória pelas empresas privadas e
públicas.
A alternativa "A " está correta.
Quando uma organização de trabalho não cumpre as Normas Regulamentadoras, pode sofrer
penalidades, tais como multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, ser embargada ou
interditada.
2. As NRs, ou Normas Regulamentadoras, são regras para evitar acidentes, doenças
ocupacionais e outros fatores que causem danos à saúde de um trabalhador. Em síntese, a
NR-17 é uma regulamentação específica das condições laborais. Assinale a alternativa correta a
respeito dessa norma.
A alternativa "E " está correta.
A NR-17 aborda os parâmetros ergonômicos que permitem a adaptação das condições de trabalho às
características psicofisiológicas de trabalhadores.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como estudamos ao longo de cada módulo, toda empresa deveria considerar os fatores ergonômicos
que podem provocar diferentes impactos sobre os colaboradores, afetando diretamente seus
desempenhos no trabalho. É notório que grande parte das queixas ergonômicas em diferentes
categorias de profissionais está relacionada ao sistema osteomuscular, principalmente no que
concerne à postura inadequada durante a atividade laboral. Isso tem forte relação com o aumento do
grau de absenteísmo, de afastamentos temporários e definitivos.
O estudo da Ergonomia torna-se fundamental para identificar as situações de trabalho que deixam os
colaboradores mais vulneráveis. Sobretudo, para aqueles que nunca receberam qualquer orientação
sobre cuidados ergonômicos. Contudo, pesquisas têm demonstrado a viabilidade na adoção de
soluções pouco onerosas no sentido de minimizar problemas osteomusculares que possam atingir
profissionais. Muito embora exista bastante trabalho pela frente no intuito de amadurecer uma posição
mais voltada para a prevenção, práticas vêm sendo adotadas visando à promoção da qualidade de
vida e, sobretudo, o aumento da produtividade dentro dos ambientes organizacionais.
REFERÊNCIAS
ABEPRO. A Profissão. Consultado na Internet em: 03 set. 2021.
ABRAHÃO, J. I.; PINHO, D. L. M. Teoria e Prática Ergonômica: seus limites e possibilidades. In: PAZ,
M. G. T., TAMAYO, A. Escola, Saúde e Trabalho: estudos psicológicos. Brasília: UnB, 1999, p. 01-14.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ERGONOMIA. Estatuto da Associação Brasileira de Ergonomia:
(ABERGO), 2004. Consultado na Internet em: 15 set. 2021.
DUARTE, F. (Org.). Ergonomia e projetos nas indústrias de processo contínuo. Rio de Janeiro:
Lucerna, 2002.
GRANDJEAN, E. Fatigue: its physiological and psychological significance. 1968. Consultado na
Internet em: 03 set. 2021.
MÁRIAS, F. Leonardo da Vinci: grandes mestres da pintura clássica. Lisboa: Estampa, 1997.
MENDES, R.; DIAS, E. C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Rev. Saúde Pública.
 São Paulo, v. 25, n. 5, p. 341-349, out. 1991.

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