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Classificação dos crimes

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�CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE INDAIAL
CURSO DE DIREITO
DIREITO PENAL PARTE GERAL
PROFESSOR RODRIGO KOENIG FRANÇA
Nome: João Paulo Alves 
Turma: 2º semestre C Data: 29/10/2015
1) Classificação dos Crimes. Apresente os conceitos para os crimes descritos abaixo, citando a fonte (mesmo que indireta) e apresentando um exemplo de crime.
Exemplo: 
Crimes Comuns: são considerados comuns os delitos que podem ser praticados por qualquer pessoa. (CAPEZ, Fernando, 2009). Ex.: Art. 121, CP.
Comuns: são considerados comuns os delitos que podem ser praticados por qualquer pessoa. (CAPEZ, Fernando, 2009). Ex.: Art. 121, CP.
Próprios: São considerados como próprios os crimes cometidos por determinada pessoa ou categoria de pessoas. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 123 e 317, CP.
De mão própria: são crimes que só podem ser cometidos pelo sujeito em pessoa, só admite o concurso de agentes na modalidade de participação, uma vez em que não se pode delegar a outrem a execução. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 213, CP.
Crimes de dano: Para ser considerado crime de dano é exigido uma efetiva lesão ao bem jurídico protegido para a sua consumação. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 121, 155 e 157, CP.
Crimes de perigo: para a consumação, basta a possibilidade do dano, ou seja, a exposição do bem a perigo de dano (crime de periclitarão da vida ou saúde de outrem — art. 132 do CP). Subdivide-se em: a) crime de perigo concreto, quando a realização do tipo exige a existência de uma situação de efetivo perigo; b) crime de perigo abstrato, no qual a situação de perigo é presumida, como no caso da quadrilha ou bando, em que se pune o agente mesmo que não tenha chegado a cometer nenhum crime; c) crime de perigo individual, que é o que atinge uma pessoa ou um número determinado de pessoas, como os dos arts. 130 a 137 do CP; d) crime de perigo comum ou coletivo, que é aquele que só se consuma se o perigo atingir um número indeterminado de pessoas, por exemplo, incêndio (art. 250), explosão (art. 251) etc.; e) crime de perigo atual, que é o que está acontecendo; f) crime de perigo iminente, isto é, que está prestes a acontecer; g) crime de perigo futuro ou mediato, que é o que pode advir da conduta, por exemplo, porte de arma de fogo, quadrilha ou bando etc. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 132 e 137, CP.
Materiais: Para o crime material, só se consuma com a produção do resultado materialmente, como a morte para o homicídio; a subtração, para o furto; a destruição, no caso do dana; a conjunção carnal ou ato libidinoso diverso para o estupro etc. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 171, CP.
Formais: São os crimes que não exigem consumação do crime, embora seja possível a sua ocorrência, assim o resultado naturalístico, embora possível, é irrelevante para que a infração penal se consume. Nesses tipos, pode haver um incongruência entre o fim visado pelo agente – respectivamente, a intimidação do ameaçado e o recebimento do resgate – e o resultado que o tipo exige. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 159, CP.
De mera conduta: São os crimes que descrevem a conduta e não o resultado, pode não haver nenhum resultado que provoque modificação no mundo concreto. Sendo assim, o delito consuma-se no exato momento que a conduta é praticada. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 150, CP.
Comissivos: São crimes cometidos por meio de uma ação. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 121, CP.
Omissivos: São os crimes cometidos pela falta de ação, ou seja, a omissão (abstração de comportamento). (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 135, CP.
Instantâneos: São crimes que consuma-se em dado instante, no momento do ato, sem continuidade no tempo. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 155, CP.
Permanentes: São crimes onde o momento consumativo se prorroga no tempo, e o bem jurídico é continuamente agredido. A característica deste crime é que a cessão da situação ilícita depende apenas da vontade do agente. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 128, CP.
Instantâneos de efeitos permanentes: Crime em que se consuma em dado instante, mas seus efeitos se perpetuam no tempo, independentemente da vontade do agente, as consequências produzidas por um delito já acabado. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 121 e 129, CP
Simples: Crimes simples são os que contém as elementares do delito em sua figura fundamental. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 121 e 129, CP
Complexos: Há crime complexo quando há a fusão de dois ou mais tipos penais, ou quando um tipo penal funciona como qualificador no outro, nessas hipóteses há tutela de dois ou mais bens jurídicos. Não constituem crime complexo os delitos formados por um crime acrescido de elementos que isoladamente são penalmente indiferentes. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 159, CP
Unissubsistentes: É o crime que é o que se perfaz com um único ato. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 138, CP
Plurissubsistentes: São crimes que exigem mais de um ato para sua realização. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 171, CP.
Habitual: São crimes que exigem reiterada de determinada conduta. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 229, CP.
Unissubjetivos: É aquele crime que pode ser praticado por um só pessoa, embora nada impeça co-autoria ou participação. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 123, CP.
Plurissubjetivos: Crimes que exigem pluralidade de sujeitos ativos. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 137, CP.
Dolosos: Crimes onde há a vontade de realizar os elementos constantes do tipo geral. Mais amplamente, é a vontade de manifestar pela pessoa humana. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 171, CP.
Culposos: É o elemento normativo do tipo, ou seja, a sua verificação se dá a partir das peculiaridades ou circunstâncias de cada caso concreto. Sua verificação necessita de um prévio juízo de valor, sem o qual não se sabe se ela está ou não presente. A culpa, enquanto elemento normativo do tipo, está diretamente associada à natureza aberta dos tipos penais culposos. (CAPEZ, Fernando, 2011). Ex.: Art. 121, §3º CP.
Preterdolosos: considera os crimes preterdolosos um tipo de crime misto, pois há uma conduta dolosa que se dirige a um fim típico, que é culposa porque causa um outro resultado que não era objeto do crime fundamental, por inobservância do cuidado objetivo. (MIRABETE, Júlio Fabbrini, 2011). Ex.: Art. 260, §2º CP.
Privilegiados: Crimes onde o legislador, às vezes, após a descrição fundamental do crime, acrescenta ao tipo determinadas circunstâncias de natureza objetiva ou subjetiva, com função de diminuição da pena. (JESUS Demásio de, 2011). Ex.: Art. 121, §1º CP.
Qualificados: O crime é qualificado quando o legislador, depois de descrever a figura típica fundamental, agrega circunstâncias que aumentam a pena. (JESUS Demásio de, 2011). Ex.: Art. 155, §1.º, CP.
Qualificados pelo resultado: São os em que, após a descrição típica simples, o legislador acrescenta um resultado que aumenta a sanção abstratamente imposta no preceito secundário. (JESUS Demásio de, 2011) Ex.: Art. 156, §1.º e 2.º, CP.
De forma livre: Crimes de forma livre são os que podem ser cometidos por meio de qualquer comportamento que cause determinado resultado. Ex.: homicídio, cuja descrição típica não cuida de qualquer conduta específica. Desde que o comportamento seja causa do resultado morte o fato se ajusta ao preceito primário na norma incriminadora. (JESUS, Demásio de, 2011) Ex.: Art. 121, CP.
De ação múltipla ou de conteúdo variado: São crimes em que o tipo faz referência a várias modalidades da ação. (JESUS, Demásio de, 2011) Ex.: art. 122, em que os verbos são “induzir”, “instigar” ou “prestar” auxí- lio ao suicídio. Neste caso, mesmo que sejam praticadas as três formas de ação, elas são consideradas fases de um só crime. Podem ser citados outros exemplos, como os dos arts. 234, 289, § 1.º, CP.
De forma vinculada: São crimes de forma vinculada aqueles em que a lei