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slides Aula 3 Filosofia do Conhecimento

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Filosofia do Conhecimento 
para Administração
Aula 3
Prof. Luciano Stodulny
O Cristianismo
 O cristianismo nasceu
do mito, de Moisés, 
das parábolas, das 
histórias sobre Jesus 
e de pitadas de 
misticismo
 Poderia ter morrido como outro 
culto qualquer
 São Paulo salvou 
o cristianismo
juntando-o à filosofia grega
 Assim, o cristianismo e a filosofia 
mativeram uma íntima relação 
por mais de mil anos
 Diferente da filosofia, o 
cristianismo tinha resposta 
para tudo – a resposta, em 
geral, era Deus
 Com o tempo a filosofia ficou 
mais metafísica e mais (…)
(…) interessada na estrutura da 
alma do que na ciência ou na
política ou, até mesmo, na ética
 A filosofia pura fica desiludida
 O cristianismo, como todas as 
religiões, desenvolveu-se com o 
tempo e tornou-se uma ambiciosa
síntese de muitos elementos
 Tendo assimilado o neoplatonismo, 
o cristianismo dominaria a filosofia
até o Renascimento
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 O livre pensar só seria possível se 
fosse um livre pensar cristão
 Hipácia (370-415 d.C.) – fim do 
livre pensar
 A partir daí a filosofia decaiu e 
deu início ao que conhecemos
como a Idade das Trevas
 O mundo é explicado por dois 
princípios autônomos e em 
conflito entre si: um bom, o da 
luz, e outro mau, o das trevas
Exemplo: Sócrates é calvo. 
Filosofia Cristã
 Denomina-se filosofia cristã 
o período que vai do século I 
ao século XIV
 É dividida em duas épocas: 
• a primeira, conhecida como 
filosofia Patrística, vai até o 
século V
• a segunda, chamada de 
Escolástica ou Medieval, 
data do século X ao XIV
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Filosofia Patrística
 São Justino (por volta de 
165 d.C.) parte do conceito 
de logos, estabelecendo uma 
ponte entre a filosofia pagã e 
o cristianismo
 Tertuliano (por volta de 
155 d.C.) acredita que existe 
uma oposição radical entre 
a fé e a razão – “os antigos 
adulteraram a verdade”
 Santo Agostinho
(354-430) é o mais
marcante desta época. 
Tornou sensível os
grandes temas que
preocupam o ser
humano: o bem e 
o mal, (…)
(…) a liberdade, o destino
humano, a história e a 
sociedade
 Santo Agostinho formulou
o problema da relação entre fé
e razão – “Ao lado da fé, na
revelação, o desejo de penetrar
e compreender, com a razão, 
o conteúdo da mesma”
Reinterpreta Platão para conciliá-lo 
com os dogmas do cristianismo. 
Assim, apresenta uma nova versão
da teoria das ideias, modificando-a 
em sentido cristão, para explicar a 
criação do mundo. 
“Deus cria as coisas a partir de 
modelos imutáveis e eternos, que
são as ideias divinas. Essas ideias
não existem em um mundo à parte, 
como afirmava Platão, mas na
própria sabedoria divina”.
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A Escolástica Medieval
 Tomás de Aquino (1221-1274)
• O pensamento de São Tomás
de Aquino teve imensa influência
em sua época, estendendo-se 
até os dias atuais
• A suma teológica ainda é 
a filosofia oficial da Igreja
 Tomás de 
Aquino 
apresenta 
cinco provas 
da existência 
de Deus
1.O argumento do movimento: 
o movimento está em toda parte, 
logo alguém o causa – portanto, 
conforme Aristóteles, deve haver
um Deus como o motor imóvel
2.O argumento das causas: 
quem causa as causas? Existiria 
uma causa primeira, incausada? 
 Aquino diz sim
3.O argumento da contingência: 
como explicar a contingência na 
natureza? 
 Um ser necessário, que esteja 
além da contingência
4.O argumento dos graus de 
perfeição: notamos graus
de perfeição na natureza. Isso
implica na noção de perfeição, 
que, por sua vez, implica no 
que podemos chamar de um 
ser perfeito
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5.O argumento da ordem 
universal: Aquino assinala que, 
em tudo que vemos, há 
“adaptação” ou “acordo”
 Os peixes precisam nadar, portanto 
tem nadadeiras e rabo, (...)
(...) os cães precisam roer ossos, 
portanto tem dentes fortes
 Podemos afirmar isso como 
“desígnio” – a manifestação 
de uma inteligência que organiza 
as coisas
 Mentalidade medieval
• Ideias ligadas ao domínio 
cultural da Igreja Católica
• Apenas alguns padres e 
monges sabem ler e escrever 
livros, estes feitos à mão
• A cultura não é escrita
• Teocentrismo – “Deus é o 
centro de tudo”
• A razão deve estar 
subordinada à fé
• O ser humano é visto com 
certo desprezo porque é um 
pecador
• Merecemos sofrer porque somos 
pecadores
• A verdade deve ser encontrada 
nas tradições da sociedade 
medieval, no que estava escrito 
na Bíblia, na autoridade da Igreja 
e dos autores antigos e 
consagrados (Aristóteles e São 
Tómas de Aquino)