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Aspectos introdutórios da auditoria
operacional
Você vai compreender as bases conceituais da estratégia e seus desdobramentos, o valor agregado e o
valor percebido pelo cliente, o controle de gestão sob a ótica de princípios norteadores do desempenho
(4Es), e a auditoria e suas particularidades.
Prof. Pedro Hikaru Oishi
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender a conexão existente entre a estratégia e a auditoria, com destaque para a auditoria operacional,
que é um dos instrumentos de controle de gestão e melhoria de desempenho, e sua contribuição para uma
melhor visão sistêmica da organização, além da relevância das atividades de auditoria para a entrega de valor
aos clientes de uma organização.
Objetivos
Descrever a relação entre estratégia e seu desdobramento em planos organizacionais com as
atividades de auditoria para controle de gestão.
Descrever as características da auditoria contábil e da auditoria operacional.
Identificar as principais características da auditoria operacional.
Comparar as auditorias interna e externa nas organizações.
Introdução
Vamos abordar vários pontos que permeiam a auditoria operacional. Vamos ver, inicialmente, as bases
conceituais da estratégia e as diversas formas de planejamento (estratégico, tático e operacional),
relacionando-as com o controle de gestão no ciclo PDCA.
 
Vamos ver, também, a diferença entre o valor agregado e o valor percebido pelo cliente. Nesse contexto geral,
compreenderemos o conceito de governança, que direciona as ações de gestão e é controlada por princípios
norteadores do desempenho (eficiência, eficácia, efetividade e economicidade).
 
Para maior efetividade do controle de gestão, a auditoria posiciona-se como um dos seus instrumentos mais
relevantes, com diversas modalidades, que vão ser tratadas de forma resumida. Entre elas, a auditoria contábil
e a auditoria operacional destacam-se como as mais utilizadas nas organizações. Você vai entender essas
modalidades com suas respectivas diferenças.
 
De forma complementar, vamos ver as características específicas das auditorias operacional e de
conformidade, entendendo seus pontos de confluência, os princípios que regem as auditorias e as formas de
realização destas: por meio das auditorias interna, externa ou independente, com suas respectivas
particularidades.
• 
• 
• 
• 
1. Bases conceituais da estratégia e as diversas formas de planejamento
A estratégia de uma organização
Vamos ver, de forma breve, a estratégia da organização e sua operacionalização, para melhor compreensão
do contexto de gestão em que se insere a auditoria.
Origem do termo estratégia
Essa terminologia é proveniente da língua grega, a partir da junção dos termos stratos e agos, que significam
multidão e chefia, respectivamente.
Saiba mais
Originalmente, estratégia era um conceito relacionado à liderança de um grupo de pessoas envolvidas
em uma batalha, que seguiam as determinações de seu comandante. A partir dessa origem histórica, seu
significado ampliou-se, contemplando, atualmente, em suas diversas abordagens, métodos ou ações
planejadas e executadas para alcançar resultados. 
O conceito é usado nas organizações públicas e privadas para maior eficiência na aplicação de recursos e
para atender aos objetivos organizacionais.
Definição de estratégia
Define diretrizes para a formulação de iniciativas e processos organizacionais que contribuem para que a
empresa atenda à sua missão, que é a finalidade de sua existência, com foco no alcance do cenário definido
na visão de futuro, ou seja, aonde a organização quer chegar em um cenário de médio e longo prazos.
 
Vamos contextualizar esses conceitos por meio de um exemplo prático:
Estratégia da empresa Tokyo.
A estratégia da empresa Tokyo, para atender a sua missão e visão, poderia comportar as seguintes diretrizes:
 
Aprimoramento da cadeia de suprimentos.
Contratações e aquisições diretas com o fornecedor de matéria-prima.
Promoção de práticas sustentáveis.
Operacionalização da estratégia
• 
• 
• 
É efetivada por meio de gerenciamento de projetos e processos de trabalho que entregam produtos e
serviços a seus clientes, conforme observamos a seguir:
Operacionalização da estratégia.
Entenda alguns conceitos:
Planejamento e controle organizacional
O planejamento organizacional é um conjunto de atividades desenvolvidas por todos os membros de uma
organização para que sejam alcançados seus objetivos, com maior eficiência na aplicação de recursos.
 
A eficácia de resultados depende de um monitoramento contínuo e de ações corretivas para que se modifique
o curso da ação em caso de falha de planejamento ou de execução.
 
O planejamento organizacional é composto e classificado de três formas. Veja!
Projetos 
Referem-se a um conjunto de atividades
interligadas, com início e término definido,
como a campanha publicitária de divulgação
de um novo perfume ou a implementação de
um sistema de informação na organização.
Processos de trabalho 
Tratam de atividades desenvolvidas para
a entrega de produtos e serviços
repetitivos. A venda de calçados em
uma loja de departamentos é um
exemplo de processo. Outro exemplo é
o cadastramento de clientes de uma
empresa financeira.
Planejamento organizacional.
Entenda melhor a função de cada planejamento em uma organização:
Planejamento estratégico
Estabelece objetivos organizacionais de longo prazo para atender a sua missão e visão de futuro, a
partir da análise de suas forças e fraquezas, diante das ameaças e das oportunidades que o cenário
externo pode apresentar. Esse planejamento tem como principal entrega o plano estratégico.
Planejamento tático
Define normas, procedimentos e regras de negócios, que conjugadas com a alocação de recursos
técnicos, materiais e financeiros, entre outros, oferece condições para que seja operacionalizado o
que foi definido no plano estratégico. Sua principal entrega é o plano tático.
Planejamento operacional
Trata da execução de processos organizacionais, com base no que foi estipulado no plano tático,
contribuindo, dessa forma, para o alinhamento de ações às diretrizes estratégicas. Tem como entrega
o plano operacional.
O planejamento organizacional é composto de atividades do plano estratégico, do plano tático e plano
operacional, que, por sua vez, compõem o ciclo estratégico de uma organização.
 
Para que as atividades de planejamento e execução sejam bem-sucedidas, com entrega de produtos e
serviços de acordo com os requisitos definidos, dentro do prazo, a organização deve desenvolver atividades
de controle e monitoramento para que possíveis falhas de planejamento ou execução sejam corrigidas.
 
Nesse contexto, o controle de gestão contempla a execução de atividades de controle e monitoramento nas
três formas de planejamento apresentadas. Portanto, uma organização pode efetuar mudanças de rumo no
nível estratégico, tático ou operacional, caso seja necessário.
 
O conjunto de etapas compostas por atividades de planejamento, execução, monitoramento e ação corretiva
ficou conhecido como ciclo PDCA, graças aos esforços de pesquisas e disseminação empreendidos por
Edward Deming, pesquisador norte-americano considerado referência na área de qualidade. Esse instrumento
foi aplicado, inicialmente, na melhoria da qualidade de produtos, mas pode ser aplicado em todas as formas
de planejamento organizacional.
Ciclo estratégico - PDCA
O ciclo estratégico, composto pelas fases de formulação do plano estratégico, desdobramento em
gerenciamento de projetos e processos organizacionais, controle de gestão e ações de melhorias, encontra-
se representado a seguir.
 
Entenda essas fases:
Definição da estratégia
É a etapa em que é desenvolvido o plano estratégico da organização.
Desdobramento da estratégia
Consiste no planejamento e na execução de projetos e processos
organizacionais que estejam alinhados à estratégia.
Controle de gestão
É a etapa em que são monitorados o planejamento e a execução dos projetos
e processos, para fins de correçãode ações durante a execução. De modo
complementar, a auditoria, de forma sistemática e permanente, avalia os
resultados dos projetos e processos para apresentar recomendações.
Melhorias
São as iniciativas de aprimoramento desenvolvidas pelos gestores, com base
nas recomendações da auditoria e dos resultados alcançados.
Valor agregado e desempenho com foco no cliente
O planejamento organizacional tem como objetivo a entrega de produtos e serviços que atendam às
necessidades e às expectativas dos clientes. Com base nesse planejamento, a organização apresenta
resultados com valor agregado, que podem ter valor percebido diferente.
 
Quais são as diferenças entre essas duas abordagens de valor?
Valor agregado
Remete aos gastos decorrentes de custos e despesas na linha de produção, benefícios oferecidos,
acrescidos da margem de lucro do fornecedor de produtos e serviços. Assim, a organização planeja
estabelecer um patamar de valor agregado a partir do conjunto de gastos que o cliente terá para
dispor daquele produto ou serviço que, todavia, pode não corresponder às expectativas do cliente.
Em diversas situações, ponderamos que um produto é muito caro, isto é, não vale a pena pagar a
quantia pedida por ele; ou, deparamo-nos com um produto com preço muito abaixo do que
esperávamos. Nas duas situações, em tese, o valor agregado pela organização não encontra respaldo
no primeiro momento da verdade, em que o cliente vislumbra o produto almejado.
Valor percebido
Refere-se à percepção de valor do cliente. Nessa condição, ele tem a percepção de que o gasto que
terá na aquisição do produto compensa o que será pago. Assim, temos a aplicação do conceito de
valor percebido, que é feito pelo cliente.
Obviamente, essa percepção de valor varia de pessoa para pessoa e depende também dos esforços
da organização em atender seu segmento de clientes. Na busca pela maior lucratividade, a
organização precisa ter foco no cliente, para identificar suas demandas, em detrimento do foco no
produto, que nem sempre contribui para que o planejamento do valor agregado resulte em valor
percebido pelo cliente.
Governança e gestão
As organizações devem atuar de acordo com seu plano estratégico para atender às necessidades e às
expectativas de seus clientes em relação a produtos e serviços com valor agregado.
 
Entretanto, de que forma essas organizações, públicas ou privadas, podem ser direcionadas para que
atendam a tais demandas? Por meio da governança, que é uma forma de direcionar a gestão na seleção de
boas práticas que contribuam para a entrega de valor, respeitando-se os interesses das partes interessadas.
 
Na concepção do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (2015), entidade sem fins lucrativos,
“governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas
e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de
fiscalização e controle, e demais partes interessadas”.
 
De forma similar, a administração pública, por meio do Tribunal de Contas da União, que é o órgão que exerce
o controle externo dos órgãos e das empresas públicas, incorporou o conceito de governança como um
conjunto de “mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e
monitorar a atuação da gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de
interesse da sociedade”.
A governança deve ser o fio condutor da gestão, por meio de ações de direcionamento,
monitoramento e avaliação que contribuem, mediante normativas, processos e estruturas
organizacionais para a entrega de resultados para os clientes.
Diante dos conceitos apresentados, quais são as diferenças entre governança e gestão? Confira a seguir:
Governança Gestão
Indica os caminhos e os instrumentos de gestão. Planeja, executa e controla a gestão.
O que deve ser feito. Executa o que deve ser feito.
Voltada para a definição de diretrizes. Voltada para a ação.
Ciclo PDCA (diretrizes). Ciclo PDCA (ações).
Diferenças entre governança e gestão.
Pedro Hikaru Oishi
A governança define os rumos que devem ser seguidos na gestão, que, por sua vez, planeja, monitora e
executa ações corretivas para a entrega de resultados e o atendimento das diretrizes definidas pela
governança.
Gestão e controle
A gestão da organização é realizada com base nos planejamentos estratégico, tático e operacional, que
seguem as diretrizes definidas pela governança. Nesse contexto, devemos recordar que o ciclo PDCA é
aplicado às três formas de planejamento, conforme a seguir:
Controle de gestão.
A organização planeja, executa, monitora e efetua ações corretivas. O controle de gestão contempla as fases
de monitoramento e ações corretivas para o alcance dos objetivos organizacionais. Ele visa assegurar que as
atividades da organização sejam realizadas de acordo com alguns princípios. Conheça-os!
Eficiência
Pode ser mensurada pela relação existente entre as entregas de produtos e serviços, atendidos
determinados requisitos de qualidade, e os recursos consumidos em sua produção, em determinado
espaço temporal.
Eficácia
Trata do alcance de um objetivo ou resultado almejado, em conformidade com o que foi planejado,
dentro de determinado período, independentemente dos recursos necessários para sua produção.
Economicidade
Refere-se à menor aplicação de recursos financeiros, técnicos ou materiais, entre outros, na execução
de uma atividade, conforme padrões de qualidade estabelecidos.
Efetividade
Está relacionado com o impacto da entrega de produtos e serviços em cenários de médio e longo
prazos. Verifica-se se os resultados alcançados perduram ao longo do tempo. Quanto maior o tempo
de vida útil, maior a efetividade do resultado apresentado.
O controle de gestão na organização pode ser realizado de duas formas. Veja:
 
Monitoramento e ações corretivas durante a execução de uma atividade, de acordo com o ciclo PDCA
(gestão).
Avaliação do ciclo PDCA de um processo organizacional após sua execução (auditoria).
A função da auditoria na organização
Assista ao vídeo em que o especialista Pedro Hikaru Oishi explica, com exemplos, a função da auditoria na
organização.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O ciclo PDCA apresenta uma etapa de monitoramento de atividades que pode ser feita nas três formas de
planejamento organizacional. Nessa abordagem, a auditoria insere-se como uma das atividades desenvolvidas
para monitorar o planejamento e a execução. Todavia, deve-se diferenciar o monitoramento de atividades, que
ocorre durante a execução da atividade, da função específica da auditoria, executada de forma concomitante
ou após a execução dos processos de trabalho sem interferir diretamente no alcance de resultados. Essa
atuação desvinculada da execução da atividade privilegia a segregação das funções de planejamento e de
execução da função de monitoramento específico, proporcionado pela auditoria.
• 
• 
Comentário
A segregação é uma prática salutar de gestão para que determinada função não seja impregnada pelo
viés cognitivo de outra função. Assim, quem executa não participa do controle e vice-versa. 
A auditoria insere-se no ciclo PDCA para contribuir, de forma direta ou indireta, com o alcance de objetivos
organizacionais, atendendo aos princípios de eficiência, eficácia, economicidade e efetividade. Para que sua
colaboração traga melhores contribuições, não deve participar de atos de gestão.
 
A auditoria é um processo de trabalho organizacional de avaliação sistemática das atividades desenvolvidas
na organização para verificar se atendem ao que foi planejado. Sua origem etimológica é explicada por duas
vertentes: audire, do latim, que remete à audição, e to audit, da língua inglesa, que é traduzida como examinar
ou avaliar.
A auditoria tem o objetivo de aumentar o grau de confiança dos usuários nas demonstrações contábeis, nos
relatórios financeiros e patrimoniais, atuando também na avaliaçãode conformidade e desempenho da
organização. Para o desenvolvimento de suas atividades, atua no que é chamado de objeto da auditoria, que
consiste na coletânea de documentos, registros financeiros, contábeis e patrimoniais que dão legitimidade
aos atos da administração, de acordo com Franco e Marra (2011). Esse objeto é avaliado conforme critérios
preestabelecidos.
 
A partir desses critérios, os auditores analisam e coletam evidências que são encontradas para embasar a
construção de suas conclusões e a elaboração do relatório de auditoria. A identificação de evidências que
sejam relevantes e confiáveis é denominada trabalho de asseguração, que pode ser realizado de duas formas:
1. Asseguração razoável: o auditor analisa e aceita riscos de baixa probabilidade ou de baixo
impacto para que não haja grande comprometimento na confiabilidade dos resultados.
 
2. Asseguração limitada: o auditor opta por aceitar um comprometimento maior dos resultados
na sua confiabilidade, ao incorporar riscos maiores do que seriam aceitos no trabalho de
asseguração razoável, porém aceitáveis nas condições específicas do trabalho de
asseguração.
Trabalho de asseguração.
O desenvolvimento dos trabalhos de asseguração depende de requisitos preliminares, conforme
disposto a seguir: Adequação de responsabilidades das partes interessadas no trabalho.Adequação de
critérios e objeto de avaliação.Transparência dos critérios adotados.Inclusão dos trabalhos de
asseguração no relatório de auditoria.Estabelecimento de nível aceitável de segurança no trabalho de
asseguração limitada.
A atuação dos profissionais de auditoria em trabalhos de asseguração é pautada pelas Normas Técnicas de
Auditoria (NBC TA), conforme NBC TA Estrutura Conceitual, definida pelo Conselho Federal de Contabilidade
(CFC).
 
Veja as normas de asseguração representadas a seguir:
Normas de asseguração.
Modalidades de auditoria
As auditorias podem ser classificadas de diferentes formas. Contudo, apresentaremos uma classificação
baseada na seguinte abordagem:
Auditoria por tipo de organização
Auditoria governamental, auditoria privada.
Auditoria pela forma de execução
Auditoria interna, auditoria externa.
Auditoria pela amplitude
Auditoria geral, auditoria parcial.
Auditoria por modalidade
Auditoria contábil, auditoria financeira, auditoria operacional, auditoria de conformidade, auditoria
tributária, auditoria de sistemas.
A atuação das diversas modalidades de auditorias insere-se no controle de gestão, com o monitoramento do
gerenciamento de projetos e o gerenciamento de processos, conforme a seguir.
Controle de gestão: modalidades de auditoria.
Entenda, com mais detalhes, cada uma das modalidades de auditorias:
Auditoria geral
Contempla a análise e a geração de relatórios referentes a todos os
elementos que compõem o patrimônio da organização, incluindo o
registro de todas as operações e as demonstrações contábeis.
Auditoria parcial
É realizada para fins específicos sem analisar todas as demonstrações
contábeis. Exemplo: analisar os custos de produção.
Auditoria contábil
Avalia os registros financeiros-contábeis, as demonstrações contábeis e
os controles internos da organização.
Auditoria financeira
Tem o objetivo de avaliar as demonstrações financeiras, sob a ótica da
contabilidade, para a apresentação de um relatório específico.
Auditoria operacional
É realizada nos processos organizacionais para a averiguação do grau de
aderência aos princípios de eficiência, eficácia, economicidade e
efetividade, comparando o que foi planejado com o que foi executado,
com o respectivo resultado em mãos.
Auditoria de conformidade
Avalia o cumprimento de normas (legislação, regulamentos, códigos,
entre outros) que direcionam os processos organizacionais.
Auditoria tributária
Analisa os controles existentes no planejamento tributário da organização
em relação à incidência nas operações e nos bens patrimoniais.
Auditoria em sistemas
É realizada em sistemas de informação que efetuam o processamento de
transações (automatização de processos organizacionais). Avalia-se os
controles internos desses processos, a segurança da informação e a
qualidade e o desempenho dos sistemas.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Uma organização desenvolve diretrizes estratégicas que contribuem para o alcance de sua
missão e de sua visão. De que forma ela pode operacionalizar sua estratégia?
A
Realizando gerenciamento de projetos e processos de trabalho que entregam produtos e serviços a seus
clientes.
B
Analisando as necessidades e as expectativas de seus clientes.
C
Desenvolvendo pesquisas de satisfação do usuário.
D
Implementando controles internos.
E
Redefinindo sua missão e sua visão.
A alternativa A está correta.
A operacionalização da estratégia consiste no gerenciamento de projetos e processos de trabalho.
Questão 2
Em determinada organização financeira, um assistente administrativo teve a incumbência de
renegociar 50% das dívidas de clientes do exercício anterior. Qual foi o princípio de gestão a
que ele atendeu?
A
Eficiência
B
Eficácia
C
Efetividade
D
Economicidade
E
Relatividade
A alternativa B está correta.
A eficácia refere-se ao alcance de um determinado objetivo.
2. Auditoria contábil e auditoria operacional
Auditoria contábil
É uma das modalidades de auditoria que tem o objetivo de analisar os registros contábeis decorrentes de atos
e fatos administrativos para reduzir a probabilidade de ocorrência de fraudes e erros nos sistemas contábeis e
financeiros. Sua atuação colabora para a identificação de falhas nos controles internos.
O foco da auditoria contábil deve-se à necessidade de efetuar o diagnóstico de uma organização quanto às
questões orçamentárias, financeiras e patrimoniais, apresentado como um parecer, que deve ser produzido de
forma independente.
 
O trabalho desenvolvido pelos auditores deve seguir as normas definidas pelo Conselho Federal de
Contabilidade e, no que couber, a legislação específica.
 
Essa modalidade de auditoria é conduzida, comumente, por uma equipe de auditoria formada por membros da
organização e denominada, nessa circunstância, de auditoria interna.
 
Os profissionais (auditores) que realizam essa auditoria devem ter formação de nível superior em ciências
contábeis e ter registro regular no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), existente em cada estado.
Comentário
O auditado pode acompanhar todo o processo de auditoria. O contador responsável por uma
organização pode auxiliar na disponibilização das informações requeridas. Todavia, a análise contábil
precisa ser efetivada pelo auditor, que deve ser imparcial no exercício de suas atividades. A auditoria
contábil é aplicável na administração pública e na iniciativa privada, com regramentos específicos. 
A realização da auditoria contábil permite a redução de falhas e de erros nos registros contábeis e também a
identificação de situações em que possam existir suspeitas de verbas mal aplicadas, sugerindo desvios de
finalidade. De posse do resultado, o auditado pode tomar providências para sanar problemas, quando for o
caso, ou certificar-se de sua real situação financeira, com respectivo desdobramento em registros contábeis
legítimos.
 
Confira, a seguir, as funções contempladas pela auditoria contábil:
Auditoria contábil.
Avaliação do patrimônio
A avaliação das variações patrimoniais é verificada nos registros e demonstrações contábeis, decorrentes de
fatos administrativos, que correspondem a transações que ocorrem na organização com promoção de
variações qualitativas ou quantitativas no patrimônio.
 
Nessa avaliação, objetiva-se reduzir a probabilidade de ocorrência de fraudes e erros nos registros e
demonstrações contábeis. A fraude é a alteração intencional dessas informações. O erro, por sua vez, refere-
se a lançamento ou a alteração não intencional de informação baseada na interpretação errônea de fatos
administrativos, na omissão ou no lançamento realizado por falta de atenção.
 
Verifica-se, também,a aderência do sistema contábil ao sistema financeiro da organização.
Avaliação dos controles internos
Os controles internos de uma organização, sob a ótica contábil, são processos de trabalho que visam proteger
o patrimônio de fraudes e erros. Assim, a auditoria contábil promove uma análise e uma avaliação do
desempenho desses controles, sendo a responsabilidade de criação e manutenção da administração.
 
Essa avaliação deve levar em consideração os seguintes fatores, que impactam os controles internos:
 
Riscos nos processos.
Estrutura organizacional.
Funções administrativas.
Segregação de funções.
Complexidade dos processos organizacionais.
Sistemas de informação contábil.
 
O gerenciamento de controles internos, sob a ótica da visão sistêmica da organização, contempla, além das
informações contábeis e financeiras, todas aquelas que impactam o alcance de objetivos estratégicos,
operacionais, de conformidade e de divulgação da organização. Essas questões vão ser tratadas mais adiante.
Apresentação de recomendações
Com base nas evidências encontradas na auditoria, o auditor trabalha em suas conclusões para apresentar
recomendações, isto é, propostas de melhoria dos processos organizacionais, no relatório de auditoria.
 
As conclusões, baseadas na análise realizada, são expressas de forma objetiva, indicando que a avaliação é
sem ressalva, com ressalva ou abstendo-se de opinião.
• 
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• 
• 
• 
A auditoria contábil contribui para um maior alcance de resultados na organização ao conferir maior
confiabilidade e transparência às informações contábeis, financeiras e referentes aos controles internos.
Limitações
Apesar de a auditoria contábil favorecer o controle de gestão, de forma inequívoca, ela não pode ser avaliada
como um instrumento imune a falhas.
Em determinadas situações, a análise das variações patrimoniais pode indicar diferenças entre o que
foi definido e o que foi constatado, porém, não é possível verificar as causas que ocasionaram essas
diferenças.
Constata-se um problema, sob a ótica contábil, todavia, sem que se vislumbre suas causas. Nesse tipo de
situação, a auditoria operacional poderá trazer contribuições para a organização, por avaliar o grau de
atendimento aos princípios de desempenho (4Es).
Auditoria operacional
Tem o objetivo de efetuar a análise das informações relativas às diretrizes estratégicas, aos projetos e aos
processos organizacionais, sob a ótica da eficiência, da eficácia, da efetividade e da economicidade (4Es), a
partir do confronto de seus resultados com os objetivos definidos nos planos estratégico, tático e operacional
da organização.
 
Na auditoria operacional, o auditor também analisa os indicadores de desempenho e de metas que estiverem
definidos nos planos organizacionais. Os registros e as demonstrações contábeis não fazem parte do escopo
dessa modalidade de auditoria.
Saiba mais
O termo auditoria operacional é originário da expressão performance audit, adotada nos Estados Unidos.
Para alguns autores, é sinônimo de auditoria de desempenho ou auditoria de gestão. Ela nasceu da
necessidade de prestar informações mais detalhadas dos resultados apresentados por organizações da
administração pública e da iniciativa privada, considerando-se as limitações existentes na auditoria
realizada sob a ótica de informações financeiras. 
Diferenças entre auditoria contábil e auditoria operacional
Principais diferenças entre as auditorias contábil e operacional
Neste vídeo, o especialista Pedro Hikaru Oishi explica as diferenças entre a auditoria contábil e a auditoria
operacional. Assista!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
As modalidades de auditoria contábil e operacional apresentam diferenças relevantes. Conheça-as!
Quesitos Auditoria contábil Auditoria operacional
Resultados
esperados
Maior confiança nas
apresentações de variações
patrimoniais.
Avaliação do desempenho.
Foco de atuação
Materialidade, demonstrações
contábeis e financeiras sem
erros materiais.
Eficiência, eficácia,
economicidade e efetividade.
Contribuição Punição de falhas. Correção e prevenção de falhas.
Fonte de
informações
Normativas legais.
Utilização de boas práticas de
governança e gestão para fins de
análise.
Responsabilidade Individualizada.
Não é sempre possível a
individualização.
Critérios Definidos.
Definidos e a serem definidos
durante a auditoria.
Espaço temporal Passado. Passado, presente e futuro.
Relatórios Modelo padronizado. Não possui modelo padronizado.
Escopo de análise
Demonstrações contábeis,
financeiras e patrimoniais.
Estratégia, projetos e processos
organizacionais com respectivos
indicadores e metas.
Evidências Registros e documentos. Diversas fontes.
Quesitos Auditoria contábil Auditoria operacional
Normas adotadas
Normas de diversas
organizações.
Normas definidas pelo Conselho
Federal de Contabilidade.
Área de
conhecimento do
auditor
Contabilidade. Ciências sociais.
Comparativo entre a auditoria contábil e a auditoria operacional.
Adaptado de TCU (2020) e de Araújo (2001).
As diferenças entre ambas as auditorias comprovam que existe um longo caminho a ser percorrido pelas
organizações públicas e privadas para que uma auditoria possa integrar a abordagem essencialmente
quantitativa-contábil com a forma de atuação da auditoria operacional, focada em resultados.
 
Em sua origem, a auditoria operacional focou fortemente a abordagem de redução de custos, o que,
teoricamente, contribuiria para a maior eficiência. Entretanto, tal conduta não analisava projetos de inovações,
que poderiam atender melhor às necessidades e às expectativas dos clientes. Nessa linha, sua atuação
apresentava similaridade com a auditoria contábil, que não contempla questões diversas daquelas tratadas no
âmbito patrimonial.
Atenção
As modalidades de auditoria contábil e operacional não são concorrentes, e sim complementares, ao
atuarem sobre o mesmo objeto de análise. 
A auditoria operacional tem seu espectro limitado pelo grau de maturidade da organização em relação à
adoção de boas práticas de governança e gestão. Ela atua de acordo com o planejamento organizacional
definido, que pode abarcar ou não indicadores e metas de desempenho no gerenciamento de projetos e
processos.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A auditoria contábil é uma das modalidades mais utilizadas nas organizações por ser a
pioneira. Sua atuação contribui para a gestão da organização.
 
Selecione a alternativa que preenche as lacunas do texto a seguir:
Com base nas evidências encontradas no trabalho de ____, o auditor trabalha em suas
conclusões para apresentar ____, isto é, propostas de ____, no relatório de auditoria.
A
asseguração, evidências, elaboração de demonstrativos contábeis
B
gestão, relatórios, projetos
C
auditoria, recomendações, melhorias de processos organizacionais
D
planejamento, projetos, asseguração
E
auditoria, suas dúvidas, questionamentos
A alternativa C está correta.
O auditor apresenta, a partir dos achados de auditoria, recomendações para que sejam efetivadas
melhorias nos processos organizacionais, colaborando, dessa forma, para a administração.
Questão 2
Qual das alternativas a seguir representa um dos objetivos da auditoria operacional?
A
Promover melhorias no planejamento financeiro.
B
Implementar projetos de cunho contábil.
C
Implementar projetos de cunho operacional.
D
Contribuir para a melhoria do desempenho organizacional.
E
Analisar a programação.
A alternativa D está correta.
A auditoria operacional, ao analisar projetos e processos organizacionais sob a ótica dos 4Es, contribui para
a melhoria do desempenho organizacional.
3. Características da auditoria operacional
Auditoria operacional
Contribui para o aprimoramento da gestão ao confrontar o planejamento das ações com os resultados
alcançados. Nessa análise, são avaliados as diretrizes estratégicas, os projetos e os processos
organizacionais quanto ao alinhamento da gestão aos princípios dedesempenho, eficiência, eficácia,
efetividade e economicidade (4Es), conforme representado a seguir:
Auditoria operacional.
Em uma auditoria operacional, pode-se priorizar um dos princípios de desempenho, todavia, a análise
individualizada corre o risco de não corresponder à realidade existente na organização. Podemos concluir, por
exemplo, que uma indústria apresenta maior eficiência na produção de artefatos de alumínio por dispor de um
fornecedor de matéria-prima de baixo custo; contudo, sua produção não é eficaz por não atender às
demandas requeridas pelos clientes, em função de tecnologia ultrapassada adotada na linha de produção.
Nessa situação, a organização, provavelmente, perderá mercado se não atualizar seus equipamentos. Se o
foco da auditoria operacional fosse somente a eficiência, o relatório de auditoria provavelmente apresentaria
uma realidade distorcida.
As atividades da auditoria operacional podem ser conduzidas pela equipe de auditoria interna ou por
uma auditoria externa; entretanto, alcança maior efetividade quando desenvolvida pela auditoria
interna, que atua de forma continuada.
Diferenças entre auditoria operacional, auditoria contábil e
auditoria de conformidade
Apesar de todas as modalidades de auditoria avaliarem o grau de alcance de resultados em relação ao
planejado, constatamos, na auditoria operacional, determinadas peculiaridades que a diferenciam da auditoria
contábil e da auditoria de conformidade. Conheça-as!
Auditoria operacional
Avalia o processo de gestão estratégica e os respectivos
desdobramentos em processos organizacionais, que são modelados para
a entrega de valor aos clientes.
Auditoria contábil
Averigua as demonstrações financeiras e contábeis quanto aos aspectos
patrimoniais, essencialmente.
Auditoria de conformidade
Verifica a aderência dos processos organizacionais às leis, às normas,
aos regulamentos e às regras de negócios.
Na auditoria operacional, a atuação da organização é monitorada e avaliada, com foco na entrega de
resultados aos clientes (eficácia), que avaliam a percepção de valor dos produtos e serviços oferecidos
(efetividade). De forma complementar, os preços resultantes do valor agregado na linha de produção devem
ser compatíveis com o nicho de mercado em que se quer atuar (economicidade). Nesse contexto, a menor
aplicação de recursos por unidade produzida (eficiência) confere à organização maior fôlego financeiro para
enfrentar a concorrência, contribuindo para a continuidade do negócio.
Requisitos de análise da auditoria operacional
A auditoria operacional posiciona-se como uma forma de controle de gestão, que é operacionalizada pela
análise e pela avaliação dos esforços da organização em algumas questões.
São estas as questões:
Definição da estratégia (objetivos estratégicos).
Impacto e resultados alcançados na entrega de produtos e serviços.
Acompanhamento e recomendações quanto à atuação dos controles internos e do
gerenciamento dos riscos corporativos.
Monitoramento dos processos organizacionais.
Estruturação de indicadores e metas de desempenho.
Construção do arcabouço normativo da organização.
Averiguação do desempenho dos mecanismos e recomendações de governança.
Análise da estrutura organizacional e respectiva matriz de responsabilidades quanto às
contribuições na entrega de resultados.
Avaliação dos relatórios e informações institucionais quanto às questões de desempenho,
transparência e prestação de contas.
A auditoria operacional contribui para a avaliação do desempenho da organização em relação ao que foi
planejado, culminando, dessa forma, na formalização de recomendações à gestão da organização, as quais
possam colaborar para maior entrega de valor, por meio de produtos e serviços. Nessa linha de trabalho, são
observados os princípios de desempenho aplicados aos processos organizacionais.
Processo de trabalho de auditoria operacional
Neste vídeo, o especialista Pedro Hikaru Oishi mostra as etapas do processo de trabalho de auditoria
operacional. Assista!
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Confira, a seguir, um fluxograma simplificado de etapas a serem cumpridas para a realização de uma auditoria
operacional:
Fluxograma de auditoria operacional.
Entenda, de forma detalhada, as etapas da auditoria operacional:
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Apresentação de proposta
Antes do início efetivo dos trabalhos de auditoria, pode-se enviar uma proposta preliminar do escopo
da auditoria operacional que apresente a equipe de auditoria, as áreas auditadas, o mapa de
responsabilidades e os processos organizacionais a serem avaliados para a ciência prévia do
auditado.
Coleta de dados
Nesta etapa, são requisitadas informações e documentos produzidos na organização referentes aos
seguintes instrumentos e ferramentas de gestão, com respectivos resultados, quando aplicáveis:
plano estratégico, plano de gerenciamento de riscos, controles internos, organograma, funções e
responsabilidades, cadeia de valor, relação de processos com indicadores e metas, relação de
projetos com resultados, indicadores e metas, plano de desenvolvimento de pessoas, programação
orçamentária, programa de contratações e aquisições, relação de sistemas de informação, resultados
alcançados por processos, valor agregado e impacto de resultados dos processos finalísticos, valor
agregado e impacto de resultados dos projetos.
De forma complementar, a coleta de dados pode ser efetuada por meio de entrevistas, questionários,
observação direta ou inspeção física, entre outras formas. Caso seja necessário, pode-se aplicar
métodos quantitativos para a coleta e o processamento de dados.
Definição dos objetivos e critérios
Nesta etapa, os objetivos específicos de cada auditoria operacional devem ser definidos de forma
clara e concisa para apresentação ao auditado, considerando que essa auditoria não segue padrões
normativos específicos como a auditoria contábil, situação em que o auditado conhece o processo de
trabalho.
Análise dos dados
Nesta etapa, a partir dos dados coletados, a equipe de auditoria pode iniciar sua análise, com base no
objeto, nos critérios, nas evidências e na forma de asseguração definida.
Elaboração da matriz de achados
Nesta etapa, com base nos critérios definidos, são levantadas informações que atestam o
atendimento ou não dos critérios, que são agrupados para a construção da matriz de achados.
Elaboração do relatório de auditoria
Nesta etapa, a matriz de achados é avaliada pela equipe de auditoria para validação ou rejeição. Após
essa atividade, é elaborado o relatório de auditoria com a matriz de achados final, com as respectivas
recomendações para a administração.
Auditoria de conformidade
Este tópico foi desenvolvido de acordo com o disposto no ISSAI 400 — Princípios Fundamentais de Auditoria
de Conformidade, que tem o objetivo de apresentar diretrizes para a realização de auditorias de conformidade
nas organizações, de forma quantitativa ou qualitativa. Essa norma é adotada na administração pública, mas
sua implementação também pode ser realizada em organizações privadas.
 
A auditoria de conformidade é uma análise realizada para verificar se determinado objeto de auditoria está em
conformidade com as normas, isto é, com a legislação vigente, com as regulamentações e com as demais
normativas aplicáveis. Nessa análise e apresentação de relatório de auditoria, são verificados se os processos
organizacionais estão de acordo com as normas que regem a auditada.
 
Veja, a seguir, a representação dessa modalidade de auditoria:
Auditoria de conformidade.
Vamos entender melhor. Acompanhe!
Características
As auditorias de conformidade podem ser utilizadas para certificação, elaboração de relatórios ou ambas as
opções. O relatório pode ser elaborado a partir de uma conclusão simples formulada em uma frase ou
trabalhada a partir de particularidades inerentes à atividade de auditoria.
 
Ao apresentar resultados relativos à conformidade das normas, as auditorias de conformidadepromovem
transparência e prestação de contas — princípios da governança corporativa.
A auditoria de conformidade pode ser realizada de forma combinada com outras modalidades, como a
auditoria de demonstrações contábeis, com base na aderência das demonstrações à legislação vigente, por
exemplo. Outra forma de auditoria combinada seria a realização com a auditoria operacional, situação em que
a conformidade alinha-se aos 4Es. Nesse contexto, deve-se analisar se o foco da auditoria é a conformidade
ou o desempenho.
Elementos
Os elementos da auditoria de conformidade são diferenciados e compõem o planejamento de auditoria.
Enquadram-se nessa abordagem as normas, os critérios e o objeto da auditoria. Entenda!
Normas e critérios
As normas são as variáveis mais relevantes
nessa modalidade de auditoria por
apresentarem critérios para a sua execução
(definição do escopo). Compreendem o
conjunto composto pela legislação vigente,
regulamentações de atuação, códigos e normas
internas da organização, entre outras. Os
critérios, por sua vez, devem ser relevantes,
compreensíveis e objetivos para que possam
subsidiar a construção do escopo da auditoria.
Objeto
O objeto da auditoria está intrinsicamente
ligado a uma declaração de conformidade,
gerada a partir dos critérios, que, por sua vez,
são originados das normas. O objeto pode ser
explicitado de forma quantitativa ou qualitativa.
Princípios
De forma similar a todas as demais auditorias, a de conformidade segue princípios gerais, comuns a todas as
modalidades, e específicos, referentes à conformidade.
 
Confira, a seguir, os princípios específicos mais relevantes:
Escopo de auditoria definido pelos auditores
O auditor deve definir o escopo da auditoria de forma clara, de modo a delimitar os limites dos
critérios de conformidade em relação ao objeto.
Compreensão da organização
O auditor deve compreender a estrutura organizacional com seus diferentes níveis hierárquicos e o
planejamento organizacional, para que seja definida a materialidade e a avaliação de riscos de não
conformidade.
Compreensão do controle de gestão e dos controles
internos
O auditor deve analisar os processos organizacionais em relação ao controle de gestão e aos
controles internos, para fins de delimitação da asseguração razoável de conformidade.
Monitoramento de não conformidade
O auditor deve avaliar a conveniência ou não de monitoramento nos achados de não conformidade,
para contribuir com a redução de riscos negativos.
Auditoria operacional e auditoria de conformidade
A auditoria operacional tem foco no desempenho da organização, de acordo com o alinhamento de seus
processos organizacionais aos princípios de eficiência, eficácia, efetividade e economicidade (4Es). Ocorre
que, em muitas situações, a análise das informações efetuadas por essa modalidade acabam tendo uma
interseção com a auditoria de conformidade.
As normas definidas para uma organização têm o propósito de direcionar as ações de gestão, de
acordo com as boas práticas de governança e de gestão. Essas boas práticas vêm sendo
construídas a partir de pesquisas acadêmicas e aplicações práticas nas organizações.
Observamos, nessa linha de conduta, que órgãos de regulamentação de atividades e organizações
governamentais, entre outras, editam normas que estejam alinhadas às citadas boas práticas, que, por sua
vez, atendem aos mesmos princípios organizacionais de desempenho (4Es).
 
Em uma avaliação mais acurada, conclui-se que a auditoria de conformidade pode ser integrada à auditoria
operacional, sem prejuízo da atuação de cada uma delas, salvo nos casos em que o alinhamento às normas é
imperativo e requisito primordial para a atuação de uma organização, quando se deve aplicar a auditoria de
conformidade.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Foram apresentados conceitos que definem as auditorias operacional e de conformidade.
Entre as alternativas a seguir, selecione a que representa um ponto em comum entre essas
duas modalidades:
A
Análise de demonstrações contábeis.
B
Análise de balanço patrimonial.
C
Requisito de conformidade decorrente de boa prática de gestão.
D
Registros contábeis sob a ótica da sustentabilidade.
E
Demonstrações financeiras com suporte da área contábil.
A alternativa C está correta.
Uma boa prática de gestão pode ser incorporada por uma norma, que passa a ser um requisito de
conformidade e contribui para a melhoria do desempenho.
Questão 2
Diversos tipos de informações subsidiam a análise de dados na auditoria operacional. Indique
um tipo de informação que não contribui para essa análise:
A
Plano de gerenciamento de riscos.
B
Plano estratégico.
C
Programação de contratações.
D
Relação de processos com indicadores e metas.
E
Relação de fornecedores.
A alternativa E está correta.
A relação de fornecedores de uma organização não contribui para a análise de desempenho — objetivo de
uma auditoria operacional.
4. Auditoria interna e externa nas organizações
Auditoria interna
É composta de atividades desenvolvidas por membros da organização que atuam de forma independente para
avaliar informações contábeis, financeiras e operacionais, razão pela qual deve ser realizada por um grupo de
trabalho multidisciplinar. Os resultados alcançados pela equipe são apresentados na forma de 
recomendações, que cooperam para o controle de gestão, agregando valor aos resultados organizacionais.
É uma boa prática de governança a área de auditoria interna reportar-se à alta administração de uma
organização, seja ela pública, seja ela da iniciativa privada.
 
No bojo de suas competências, deve analisar os processos organizacionais, sistemas de informações,
controles internos e gerenciamento de riscos para que a organização possa alcançar os objetivos definidos no
seu planejamento.
 
A auditoria interna atua de forma sistemática, programada e contínua nas organizações, colaborando com o
controle de gestão por meio de recomendações de ações que visam preservar a continuidade do negócio.
Diferencia-se da auditoria externa, que é requerida para atuar de forma pontual em uma organização.
 
A efetividade da auditoria interna depende de requisitos específicos, conforme disposto a seguir:
Completude
A auditoria deve vislumbrar toda a organização para planejar e executar o programa de auditoria.
Independência
A auditoria atua de forma independente de influências, com vinculação direta à alta administração da
organização.
Atuação interna
A auditoria interna colhe benefícios por dispor de colaboradores que atuam na mesma organização,
isto é, sua composição com membros internos permite uma melhor compreensão das atividades
requeridas para o controle de gestão.
Avaliação de riscos
A avaliação da gestão, baseada em riscos, reduz a probabilidade e o impacto de ocorrências de riscos
negativos e maximiza a de riscos positivos.
Avaliação dos controles internos
A atuação da auditoria nos controles internos possibilita o alcance de resultados alinhados com os
4Es.
Cumprimento do planejamento
O monitoramento constante dos planos estratégico, tático e operacional possibilita um melhor
controle dos processos de gestão.
Auditoria externa
Também chamada de auditoria independente, nasceu da necessidade de averiguação das informações
contábeis apresentadas pelas organizações no intuito de conferir maior confiança e credibilidade. Ela é
conduzida por um auditor ou por um grupo de auditores que não apresenta vínculo com a organização
auditada.
A atuação da auditoria externa é pautada na análise de informações, com o objetivo de comprovar a
inexistência de fraudes e erros que impactem significativamente as demonstrações contábeis
disponibilizadas. O resultado dessa auditoria é materializado na forma de opiniões. Diverge da atuação da
auditoria interna, que auxilia a gestão da organização.
 
A utilização dessa modalidade de auditoria, em decorrência de regulamentações e da legislação vigente, é
obrigatória para as seguintes organizações:
 
Instituições financeiras.
Fundos de pensão.Seguradoras.
Companhias abertas, nos termos da Lei nº 6.404/1976.
Empresas de grande porte, nos termos da Lei nº 11.638/2007.
 
Além das questões normativas, outros fatores relevantes impelem a organização a contratar uma auditoria
externa, conforme disposto a seguir:
 
Atendimento aos princípios de transparência e prestação de contas.
Visão imparcial das demonstrações contábeis.
Reestruturação da organização (fusão, cisão, incorporação).
Maior confiabilidade na organização.
Entidades regidas por mecanismos de governança que exijam maior controle de gestão, demandado
por seus proprietários.
 
A auditoria externa é realizada com base na auditoria das demonstrações contábeis e abarca as seguintes
questões:
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Análise de conformidade das demonstrações contábeis com os relatórios financeiros.
Ciência da administração e do órgão de governança a respeito de suas responsabilidades por ocasião
da auditoria.
Segurança razoável de demonstrações contábeis livres de distorções.
Baixo risco de auditoria decorrente de evidências.
Aplicação da materialidade no planejamento de auditoria, pelo auditor.
Responsabilidade de comunicação ao órgão de governança pelo auditor.
Princípios da auditoria
A atuação da auditoria operacional, assim como das demais modalidades de auditoria, é pautada em
princípios definidos na norma NBR ISO 19011:2018, que trata da auditoria de sistemas de gestão, conforme a
seguir:
Princípios de auditoria.
Entenda melhor cada um dos princípios da auditoria operacional:
Integridade
Os profissionais que atuam em uma auditoria devem desenvolver suas atividades com ética,
honestidade, responsabilidade, imparcialidade. A atuação deve ser realizada somente se tiverem
competência para tal. Devem, também, ter sensibilidade para discernir questões que possam
influenciar seu julgamento.
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Apresentação justa
Todos os achados, conclusões, relatórios e recomendações devem ser reportados com veracidade e
precisão, incluindo-se, também, possíveis divergências ocorridas com o auditado.
Cuidado profissional
Os auditores devem corresponder à confiança depositada por todas as partes interessadas no
processo de auditoria, optando pela forma mais ponderada de condução em diligências ou
julgamento.
Confidencialidade
As informações coletadas em um processo de auditoria devem ser protegidas de uso indevido por
parte do auditor ou do cliente da auditoria. Discrição e proteção devem prevalecer no tratamento de
dados sensíveis, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Independência
A atuação dos auditores deve ser delineada pela independência, de forma a evitar decisões parciais e
conflitos de interesse, mesmo que sejam realizados em auditoria interna. As conclusões, achados e
relatórios devem ser baseados, exclusivamente, nas evidências de auditoria.
Abordagem por evidências
A auditoria deve ser realizada por meio de um processo organizacional que inspire confiança em
função de sua sistematização. As evidências de auditoria devem ser coletadas por amostras do
universo a ser auditado, considerando-se a limitação de recursos e de tempo.
Abordagem por riscos
Uma abordagem baseada em riscos que podem ocorrer nos processos organizacionais impacta, de
forma significativa, o planejamento e a execução da auditoria, com seus respectivos achados e
conclusões, que influenciam diretamente o alcance de resultados dos objetivos organizacionais.
Processo de trabalho da auditoria interna
O planejamento da auditoria interna deve contemplar, nos termos da norma NBC TI 01, alguns fatores.
São estes os fatores:
Conhecimento da estratégia da organização.
Conhecimento dos instrumentos de gerenciamento de riscos e dos controles internos da
organização.
Conhecimento do sistema contábil.
Alinhamento da auditoria com a política de gerenciamento de riscos da organização.
Trabalho desenvolvido por profissionais da área contábil.
Gerenciamento dos riscos no processo de auditoria.
Histórico de auditorias anteriores realizadas com objeto similar.
Coleta de necessidades e expectativas do auditado.
Com base na internalização dos fatores citados pela equipe de auditoria interna, o planejamento tem alguns
objetivos.
São estes os principais objetivos:
Realização de exame independente e eficaz.
Identificação de fontes de fraudes e erros.
Definição do escopo de auditoria.
Monitoramento do escopo e do tempo de auditoria.
Identificação de pontos críticos que impactam a avaliação.
Alocação de equipe especializada para o processo de trabalho de auditoria.
Definição do volume de informações a serem analisadas. O processo de trabalho simplificado
da auditoria interna encontra-se representado adiante, no fluxograma da auditoria interna.
Seleção de informações
Refere-se à etapa em que as fontes de informações requeridas para a auditoria interna são selecionadas. Veja,
a seguir, as formas de seleção:
Seleção total
Opta-se pela seleção de todos os dados, para a análise da equipe de auditoria, quando o universo de
informações não é muito grande.
Seleção por amostragem
São utilizadas técnicas de amostragem estatística do universo a ser analisado no caso de grande
quantidade de informações.
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Exames e investigações
Trata-se de procedimentos que permitem a coleta de informações que vão subsidiar a elaboração das
recomendações à organização.
Testes de observância
Têm o objetivo de averiguar a eficácia dos controles internos. Nesses testes, são inspecionados
registros contábeis, documentos e ativos tangíveis.
Testes substantivos
Caracterizam-se pela coleta de evidências, pela observação de processos organizacionais e pela
averiguação de informações com organizações e pessoas.
Relatório da auditoria interna
Apresenta os resultados da auditoria interna. É redigido de forma objetiva e imparcial, contendo
recomendações à organização.
 
Deve elencar os seguintes pontos:
 
Objetivo e escopo da auditoria.
Metodologia e processo de trabalho utilizado.
Limitações da auditoria.
Relação de fatos e evidências constatadas.
Riscos vinculados aos fatos levantados.
Conclusões e recomendações.
Confira, a seguir, uma representação simplificada das etapas que compõem uma auditoria interna:
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Fluxograma da auditoria interna.
Processo de trabalho da auditoria externa
A auditoria externa atua em conformidade com normas de auditoria, tendo como diretrizes os objetivos gerais
do auditor independente, nos termos da norma NBC TA 200 (R1), nosso objeto.
 
O auditor independente, que atua na auditoria externa, deve atender aos seguintes objetivos:
 
Segurança razoável de demonstrações contábeis livre de distorções relevantes e em conformidade
com relatórios financeiros.
Apresentação de relatórios sobre demonstrações contábeis, de acordo com as normas contábeis.
Comunicação de acordo com as normas contábeis.
Abstenção de opinião, em caso de impossibilidade de emissão de opinião com ressalva ou caso não
seja possível a obtenção de segurança razoável.
Na condução dos trabalhos, o auditor deve seguir os princípios comuns às auditorias, nos termos da norma
NBR ISO 19011:2018, similares aos princípios de ética do Código de Ética Profissional do Contabilista,
conforme disposto a seguir:
 
Integridade
Objetividade
Competência e zelo profissional
Confidencialidade
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Comportamento profissional
Diferenças entre auditorias interna e externa
Neste vídeo, o especialista Pedro Hikaru Oishi explica as diferenças existentes entre as auditorias interna e
externa.
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Diferenças entre auditoria interna e externa
As duas modalidades de auditoria atuam de forma diferenciada na organização.
 
A auditoria interna tem o objetivo de colaborar para melhorias na gestão, enquanto a auditoria externa
preocupa-se com a confiabilidade das demonstrações contábeis, geradas em conformidadecom os relatórios
financeiros.
 
Veja as principais diferenças existentes entre elas:
Tópico Auditoria interna Auditoria externa
Foco da auditoria
Auditoria contábil.
Auditoria operacional.
Auditoria contábil.
Finalidade
Emitir recomendações quanto às
demonstrações contábeis.
Gerar relatórios de recomendações
para a melhoria do desempenho
organizacional.
Opinar a respeito das
demonstrações contábeis.
Público-alvo Organização.
Organização e público
externo.
Área de
conhecimento
Ciências sociais. Contabilidade.
Grau de
independência
Menos amplo em função do vínculo
empregatício.
Mais amplo em função da
ausência de vínculo
empregatício.
Vínculo empregatício
dos auditores
Empregado da organização. Sem vínculo empregatício.
Diferenças entre auditoria interna e auditoria externa.
Adaptado de Crepaldi e Crepaldi (2016).
A auditoria externa planeja e executa seu trabalho para fins de identificação de fraudes e erros que possam
impactar as demonstrações contábeis. A auditoria interna, por sua vez, opera para auxiliar a administração no
trabalho de prevenção de fraudes e erros.
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A atuação das auditorias interna e externa complementam-se, em função de focos diferenciados de atuação.
A auditoria interna contribui para a melhoria do desempenho organizacional, enquanto a auditoria externa
colabora para a melhoria dos registros contábeis, ao efetivar o teste e a validação dos dados.
Verificando o aprendizado
Questão 1
As auditorias interna e externa apresentam diferenças de abordagem. Indique um fator
comum a tais modalidades:
A
Independência.
B
Análise de projetos e processos organizacionais.
C
Análise de indicadores e metas.
D
Avaliação da produtividade da organização.
E
Assessoria nas questões de sustentabilidade.
A alternativa A está correta.
Todos os auditores devem seguir o princípio de independência, seja qual for a modalidade de auditoria.
Questão 2
Qual das alternativas a seguir apresenta um fator que diferencia a auditoria interna da
externa?
A
Análise sob a ótica contábil.
B
Realizada por auditores formados em contabilidade.
C
Vínculo empregatício com a organização.
D
Utilização de práticas sustentáveis.
E
Projetos de melhoria de processos.
A alternativa C está correta.
A auditoria interna é realizada por membros da organização. A auditoria externa, por sua vez, é realizada
por membros externos.
5. Conclusão
Considerações finais
Compreendemos as diretrizes estratégicas que regem uma organização. A partir delas, constatamos que é
necessária a implementação de um planejamento organizacional nas esferas estratégica, tática e operacional.
Esse planejamento alinha-se ao ciclo PDCA de Deming.
 
Com base nesse planejamento, a organização entrega produtos e serviços, no intuito de ter seu valor
percebido pelo cliente. Nessa linha de trabalho, a governança posiciona-se como instrumento de
direcionamento da gestão.
 
Para o alcance de resultados, a organização deve implementar um controle de gestão que contemple a
auditoria operacional, proporcionando uma análise de desempenho de projetos e processos organizacionais
de acordo com os princípios de eficiência, eficácia, efetividade e economicidade.
 
Tivemos a oportunidade de conhecer as auditorias contábil e operacional com suas respectivas diferenças.
Com relação à primeira, foram apresentadas suas particularidades e pontos de similaridade com a auditoria de
conformidade.
 
Por fim, vislumbramos as auditorias interna e externa, com suas particularidades e diferenças.
Podcast
Agora, o especialista Pedro Hikaru Oishi encerra falando sobre os principais pontos abordados.
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Não pare por aqui! Veja o que selecionamos para você continuar o seu estudo:
 
Acesse o site do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pesquise sobre as Normas Brasileiras de
Contabilidade para maior compreensão das normas de auditoria interna e auditoria independente.
Visite o site do Tribunal de Contas da União (TCU) e pesquise sobre governança pública.
Busque as Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBASP), também no site do Tribunal de
Contas da União (TCU).
Referências
ARAÚJO, I. P. S. Introdução à auditoria operacional. Rio de Janeiro: FGV, 2001.
 
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. ABNT NBR ISO 19011/2018: diretrizes para
auditorias de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC. NBC TA 200 (R1): objetivos gerais do auditor independente e
a condução da auditoria em conformidade com as normas de auditoria. Brasília, DF: CFC, 2016a.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC. NBC TI 01: da auditoria interna. Brasília, DF: CFC, 2016b.
 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA. IBGC. Código das melhores práticas de governança
corporativa. São Paulo: IBGC, 2015. Consultado na internet em: 9 mar. 2021.
 
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. TCU. Manual de auditoria operacional. Brasília, DF: TCU, Secretaria de
Planejamento, Governança e Gestão, 2020.
 
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. TCU. Referencial básico de governança aplicável a órgãos e entidades da
administração pública. Versão 2. Brasília, DF: TCU, Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, 2014.
Consultado na internet em: 9 mar. 2021.
	Aspectos introdutórios da auditoria operacional
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Bases conceituais da estratégia e as diversas formas de planejamento
	A estratégia de uma organização
	Origem do termo estratégia
	Saiba mais
	Definição de estratégia
	Operacionalização da estratégia
	Planejamento e controle organizacional
	Planejamento estratégico
	Planejamento tático
	Planejamento operacional
	Definição da estratégia
	Desdobramento da estratégia
	Controle de gestão
	Melhorias
	Valor agregado e desempenho com foco no cliente
	Valor agregado
	Valor percebido
	Governança e gestão
	Gestão e controle
	Eficiência
	Eficácia
	Economicidade
	Efetividade
	A função da auditoria na organização
	Conteúdo interativo
	Comentário
	1. Asseguração razoável: o auditor analisa e aceita riscos de baixa probabilidade ou de baixo impacto para que não haja grande comprometimento na confiabilidade dos resultados.
	2. Asseguração limitada: o auditor opta por aceitar um comprometimento maior dos resultados na sua confiabilidade, ao incorporar riscos maiores do que seriam aceitos no trabalho de asseguração razoável, porém aceitáveis nas condições específicas do trabalho de asseguração.
	Modalidades de auditoria
	Auditoria por tipo de organização
	Auditoria pela forma de execução
	Auditoria pela amplitude
	Auditoria por modalidade
	Auditoria geral
	Auditoria parcial
	Auditoria contábil
	Auditoria financeira
	Auditoria operacional
	Auditoria de conformidade
	Auditoria tributária
	Auditoria em sistemas
	Verificando o aprendizado
	Uma organização desenvolve diretrizes estratégicas que contribuem para o alcance de sua missão e de sua visão. De que forma ela pode operacionalizar sua estratégia?
	Em determinada organização financeira, um assistente administrativo teve a incumbência de renegociar 50% das dívidas de clientes do exercício anterior. Qual foi o princípio de gestão a que ele atendeu?
	2. Auditoria contábil e auditoria operacional
	Auditoria contábil
	Comentário
	Avaliação do patrimônio
	Avaliação dos controles internos
	Apresentação de recomendações
	Limitações
	Auditoria operacional
	Saiba mais
	Diferenças entre auditoria contábil e auditoria operacional
	Principais diferenças entre as auditorias contábil e operacional
	Conteúdo interativo
	Atenção
	Verificando o aprendizado
	A auditoria contábil é uma das modalidades mais utilizadas nas organizações por ser a pioneira. Sua atuação contribui para a gestão da organização.
	Selecione a alternativa que preenche as lacunas do texto a seguir:
	Com base nas evidências encontradas no trabalho de ____, o auditor trabalha em suas conclusões para apresentar ____, isto é, propostas de ____, no relatóriode auditoria.
	Qual das alternativas a seguir representa um dos objetivos da auditoria operacional?
	3. Características da auditoria operacional
	Auditoria operacional
	Diferenças entre auditoria operacional, auditoria contábil e auditoria de conformidade
	Auditoria operacional
	Auditoria contábil
	Auditoria de conformidade
	Requisitos de análise da auditoria operacional
	São estas as questões:
	Processo de trabalho de auditoria operacional
	Conteúdo interativo
	Apresentação de proposta
	Coleta de dados
	Definição dos objetivos e critérios
	Análise dos dados
	Elaboração da matriz de achados
	Elaboração do relatório de auditoria
	Auditoria de conformidade
	Características
	Elementos
	Normas e critérios
	Objeto
	Princípios
	Escopo de auditoria definido pelos auditores
	Compreensão da organização
	Compreensão do controle de gestão e dos controles internos
	Monitoramento de não conformidade
	Auditoria operacional e auditoria de conformidade
	Verificando o aprendizado
	Foram apresentados conceitos que definem as auditorias operacional e de conformidade. Entre as alternativas a seguir, selecione a que representa um ponto em comum entre essas duas modalidades:
	Diversos tipos de informações subsidiam a análise de dados na auditoria operacional. Indique um tipo de informação que não contribui para essa análise:
	4. Auditoria interna e externa nas organizações
	Auditoria interna
	Completude
	Independência
	Atuação interna
	Avaliação de riscos
	Avaliação dos controles internos
	Cumprimento do planejamento
	Auditoria externa
	Princípios da auditoria
	Integridade
	Apresentação justa
	Cuidado profissional
	Confidencialidade
	Independência
	Abordagem por evidências
	Abordagem por riscos
	Processo de trabalho da auditoria interna
	São estes os fatores:
	São estes os principais objetivos:
	Seleção de informações
	Seleção total
	Seleção por amostragem
	Exames e investigações
	Testes de observância
	Testes substantivos
	Relatório da auditoria interna
	Processo de trabalho da auditoria externa
	Diferenças entre auditorias interna e externa
	Conteúdo interativo
	Diferenças entre auditoria interna e externa
	Verificando o aprendizado
	As auditorias interna e externa apresentam diferenças de abordagem. Indique um fator comum a tais modalidades:
	Qual das alternativas a seguir apresenta um fator que diferencia a auditoria interna da externa?
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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