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Automatização com comandos eletrônicos Você vai entender os conceitos da eletrônica de potência, o princípio de funcionamento dos inversores de frequência e os principais tipos e aplicações dos inversores de frequência. Prof. Raphael dos Santos 1. Itens iniciais Propósito Apresentação dos conceitos fundamentais da eletrônica de potência e os principais dispositivos aplicados nessa área. Discussão do princípio de funcionamento dos inversores de frequência, sua classificação e principais aplicações. Esses são tópicos importantes para que o profissional saiba lidar com sistemas automáticos no cotidiano. Objetivos Reconhecer os conceitos fundamentais da eletrônica de potência. Analisar o princípio de funcionamento dos inversores de frequência. Reconhecer os principais tipos e diferentes aplicações dos inversores de frequência. Introdução Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e compreenda a importância da eletrônica de potência nos processos industriais. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. • • • 1. Conceitos fundamentais da eletrônica de potência Dissipadores de calor aplicados em eletrônica de potência Os diferentes dispositivos aplicados à eletrônica de potência. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A eletrônica de potência Assista ao vídeo e entenda os conceitos fundamentais da eletrônica de potência, as vantagens de sua utilização e quais dispositivos são exemplos desse tipo de potência. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A eletrônica de potência é o ramo da Engenharia Elétrica que lida com elevados níveis de tensões e correntes para fornecer energia a uma variedade de necessidades. A geração e a distribuição de energia, até o controle preciso e eficiente de motores, são aplicações usuais da eletrônica de potência. Os avanços tecnológicos nos dispositivos semicondutores de potência permitiram o desenvolvimento de dispositivos mais novos, como os transistores de efeito de campo, diodos de potência, tiristores, entre outros elementos. Esses dispositivos têm características superiores em termos de tolerância ao aquecimento, o que permite sua operação em alta tensão, alta corrente, gerenciamento térmico e eficiência. Esse aprimoramento permitiu o avanço no uso generalizado da eletrônica de potência, mesmo em áreas mais sensíveis ao ruído, substituindo as fontes de alimentação lineares com perdas e os reguladores de tensão. A principal vantagem desses dispositivos é a capacidade de suportar elevados níveis de tensão e de corrente em comparação aos dispositivos convencionais. Assim, os sistemas podem ser projetados para elevados níveis de tensão, permitindo a redução da corrente e melhoria da eficiência, mantendo a potência fornecida. Além disso, esses dispositivos podem operar em frequências de comutação mais altas, o que reduz o tamanho dos componentes passivos, tornando os sistemas compactos. Como vantagem adicional, pode-se considerar a capacidade desses sistemas em lidar com temperaturas mais altas simplificando os projetos térmicos. Algumas aplicações bastante comuns para os circuitos empregados na eletrônica de potência são: Retificadores AC para DC; Conversores DC para DC – alterações nos níveis de sinais contínuos; Inversores; • • • Conversores cíclicos; Chaves estáticas. Entre os dispositivos semicondutores de potência fundamentais para o funcionamento dos circuitos de eletrônica de potência, podemos citar: Diodos de potência. Transistores de potência. Tiristores. SCRs e IGBTs. Diodos de potência Confira no vídeo as características dos diodos de potência, suas particularidades, bem como suas representações. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Os diodos são dispositivos semicondutores que funcionam como chaves eletrônicas. Em sua operação podem atuar como chaves abertas ou chaves fechadas, dependendo da sua condição de polarização. Os diodos semicondutores convencionais são dispositivos compostos por dois materiais dopados (tipo P e tipo N) para apresentar características entre os materiais isolantes e condutores. Entenda as diferenças: 1 Materiais semicondutores do tipo P São dopados com impurezas receptoras, ou seja, lacunas ou buracos que são capazes de aceitar cargas elétricas que sejam injetadas no material. 2 Materiais semicondutores do tipo N São materiais dopados com impurezas injetoras de elétrons. Essas impurezas inserem elétrons livres no material, aumentando a condutividade elétrica desses materiais. Nos diodos de potência, diferentemente dos semicondutores convencionais, existe uma terceira camada N que garante ao diodo de potência uma tolerância maior às tensões aplicadas. Sendo assim, a diferença entre o diodo semicondutor, utilizado para a eletrônica, e o diodo semicondutor de potência está nos níveis de tensão e corrente suportados. Veja as ilustrações das camadas que formam um diodo semicondutor de eletrônica e um diodo semicondutor de potência: • • • • • • Representação das camadas semicondutoras de diodos: (A) semicondutor e (B) diodo de potência. Agora, observe as imagens de diodos semicondutores de eletrônica e de potência: (A) Semicondutor. (B) Potência. Apesar de apresentarem características diferentes, diodos semicondutores convencionais e diodos de potência apresentam o mesmo símbolo: Símbolo de um diodo. Para que o diodo semicondutor entre em condição de condução (chave fechada) basta que seja colocado em condição de polarização direta (ânodo mais positivo que o cátodo), com uma diferença de potencial entre eles que depende do material do qual o diodo é construído: Silício 0,7V. Germânio 0,3V. No entanto, caso o diodo seja colocado em condição de polarização reversa (cátodo mais positivo que o ânodo), ele se comportará como uma chave aberta. Entre as características elétricas de um diodo podemos destacar: Tensão de pico reversa A tensão de pico reversa (inverse peak voltage – PIV) é a tensão suportada pelo diodo quando polarizado reversamente. Durante a polarização reversa, o diodo funciona como uma chave aberta, não conduzindo corrente. Dessa maneira, toda a tensão fornecida pela fonte de alimentação é aplicada sobre o diodo semicondutor. Para diodos de potência, os valores nominais de tensão de pico inversa são de dezenas ou milhares de volts. Corrente direta máxima Para entrar em condução, o diodo semicondutor precisa ser polarizado diretamente (ânodo mais positivo que o catodo). A corrente máxima suportada (com segurança) por um diodo de potência, quando em condução, varia de alguns poucos até centenas de ampères. Retificador controlado de silício Confira no vídeo os conceitos fundamentais sobre retificadores controlados de silício, bem como suas representações e polarizações. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O retificador controlado de silício (SCR) é o controlador elétrico de potência de uso mais comum. Consiste em um dispositivo semicondutor formado por quatro materiais semicondutores e três terminais. Além dos terminais de ânodo e cátodo, similares aos que um diodo convencional apresenta, o SCR possui um terminal de habilitação que lhe permite entrar em condição de condução. Ele se comporta como um diodo retificador que precisa de um pulso de corrente, além da condição de polarização direta, para entrar em condição de condução. Observe a representação de um SCR: Representação de um SCR. Na situação de polarização reversa (condição de bloqueio), a corrente reversa varia de poucas centenas de microampères até algumas centenas de miliampères, intensidade de corrente desprezível quando comparada com a corrente de condução direta do circuito. Na polarização direta com bloqueio, a condição de bloqueio direto de um SCR pode ocorrer: Quando o componente é colocado em condição de polarização direta e nenhum disparo de habilitação é colocado no gatilho. Quando uma tensão de polarização direta,inferior a tensão limite do componente, é colocada no SCR. Saiba mais Caso a tensão de polarização seja menor do que a tensão mínima necessária para que o SCR entre em condição de disparo forçado e não haja corrente de disparo, o SCR é capaz de suportar tensões de algumas centenas de Volts. Veja a seguir as formas de disparo de um SCR: • • 1Disparo por sobretensão Quando a tensão sobre o SCR ultrapassa o valor da tensão de bloqueio direto limite do SCR, condição conhecida como disparo forçado ou breakover voltage, o dispositivo entrará em condução, mesmo que não seja aplicado um pulso de corrente no gatilho. A desvantagem desse método é a possibilidade de danos ao dispositivo. 2 Disparo por variação de tensão Caso a tensão aplicada sobre o SCR varie de maneira brusca e muito intensa (de 0 V para um valor elevado de tensão), uma corrente de avalanche (muito intensa) será provocada sobre o dispositivo e iniciará sua condução, mesmo que não haja pulso no gatilho. 3 Tensão de polarização direta Tensão colocada sobre o SCR. Um disparo de habilitação é colocado no gatilho. Uma maneira de evitar que um disparo por variação de tensão acidental ocorra em um SCR é a utilização do circuito de proteção a seguir. Circuito de proteção snubber. Esse circuito impede que a variação de tensão sobre o SCR ocorra bruscamente, evitando assim seu disparo acidental. Diferentemente da condição de disparo, o bloqueio de um SCR não pode ser feito apenas com a remoção do pulso de disparo. São necessários alguns métodos bem específicos para que o dispositivo deixe de conduzir, veja: Bloqueio natural Consiste na redução da corrente que atravessa o SCR para um valor inferior à corrente de manutenção de condução (holding current) até que ela seja nula. Bloqueio forçado Exige que a corrente que atravessa o SCR seja colocada em um valor inferior à corrente de manutenção e uma tensão de polarização reversa seja aplicada sobre o dispositivo. Desenergização Consiste na interrupção da tensão de alimentação do SCR, levando ao bloqueio do dispositivo. Outros dispositivos da eletrônica de potência Assista ao vídeo e conheça os dispositivos TRIAC, DIAC, transistores MOSFET, bipolar de junção e de porta isolada. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. TRIAC Consiste basicamente em dois SCRs conectados em antiparalelo, veja: Símbolo TRIAC. Imagem de um TRIAC. Uma vantagem na utilização do TRIAC é a capacidade de funcionar como dois SCRs. Isso torna possível controlar o fluxo de corrente nos dois sentidos em um circuito. De maneira similar ao SCR, a condição de polarização e um pulso no gatilho fazem com que o TRIAC entre em condução. Entre algumas aplicações para o TRIAC podemos citar: Controle em onda completa, que possibilita o controle de uma tensão alternada sobre uma carga (tanto no ciclo positivo como no ciclo negativo). Controle de potência em uma carga. DIAC É um dispositivo que atua como dois diodos semicondutores em antiparalelo: • • Símbolo de um DIAC. Imagem de um DIAC. Ele possibilita o controle da condução de corrente em um circuito nos dois sentidos da tensão (similar a um TRIAC), mas sem a necessidade de um pulso de habilitação, atuando como uma chave bidirecional. Transistores Os transistores são dispositivos semicondutores que podem ser utilizados como chaves eletrônicas ou amplificadores. A definição do comportamento do transistor é feita de acordo com o seu circuito de polarização. Transistor bipolar de junção (TBJ) O TBJ é um dispositivo semicondutor formado pela junção tripla dos semicondutores: tipo P e tipo N, formando os transistores bipolares: PNP ou NPN. Os transistores são utilizados como chaves eletrônicas ou amplificadores de sinais. Isso pode ser feito devido à capacidade que os transistores possuem de trabalhar em três regiões distintas, que variam com a sua polarização: corte, saturação e ativa. O controle da operação do transistor bipolar é feito por sua corrente de base: Na região de corte, o transistor funciona como um circuito aberto (chave aberta) e não permite a passagem de corrente. Na região de saturação, ele funciona como um curto-circuito (chave fechada) e possui um caminho de baixa resistência para a corrente. A região ativa é onde o transistor atua como um amplificador. Os transistores como amplificadores apresentam ganhos (hfe ou β) entre 15 e 100. A tensão máxima que pode ser aplicada sobre um transistor é de 700 V e a corrente máxima de coletor é de 800 A. A tensão de bloqueio reversa varia em torno de 20V. Veja um transistor de potência: Imagem de um transistor. Contudo, os TBJs são empregados em circuitos eletrônicos. Para utilização em circuitos de potência são empregados: MOSFETs ou IGBTs. Transistor MOSFET São transistores de chaveamento rápido controlados por tensão, não por corrente. Os MOSFETs são extensamente utilizados em fontes chaveadas de alta frequência e são muito mais rápidos no chaveamento do que TBJs, mas como ponto negativo, apresentam quedas de tensão maiores que os TBJs. Por possuírem valores elevados de tensão e de corrente nominais, os MOSFETs são empregados em circuitos aplicados em eletrônica de potência. Transistores bipolares de porta isolada (IGBT) Os IGBTs unem características do TBJ e dos MOSFETs e apresentam uma queda de tensão similar aos TBJs com a rapidez de chaveamento dos MOSFETs. Entretanto, sua tensão de polarização reversa é consideravelmente menor que a dos MOSFETs (menor que 10V). Observe um IGBT: • • • Imagem de um IGBT. Verificando o aprendizado Questão 1 Os dispositivos retificadores semicondutores de potência representaram um avanço significativo para os processos industriais. Esses elementos permitiram o uso de circuitos em condições de tensão e de corrente muito maiores que os dispositivos eletrônicos convencionais. Entre esses dispositivos, destacam-se os diodos que, por suas características de funcionamento, podem atuar como A resistores. B amplificadores. C fusíveis. D chaves. E fontes de alimentação. A alternativa D está correta. Os diodos retificadores de potência são dispositivos semicondutores que podem ser polarizados para atuar como chaves eletrônicas, abrindo ou fechando um contato eletrônico quando polarizados direta ou reversamente. Questão 2 Alguns dispositivos eletrônicos são dimensionados para atuar como chaves de potência em circuitos eletrônicos empregados em processos industriais. Um exemplo é o MOSFET. Esse transistor de chaveamento rápido pode operar em níveis elevados de tensões e de correntes, além das intensidades convencionais e de ser controlados por A tensão. B corrente. C potência. D resistência. E capacitância. A alternativa A está correta. Os transistores de potência do tipo MOSFET são dispositivos semicondutores construídos para operar em níveis mais elevados de tensão e de corrente do que os dispositivos convencionais. São controlados por tensão, não por corrente, como os TBJs. 2. Os princípios de funcionamento dos inversores de frequência Inversores de frequência na operação de motores industriais Assista ao vídeo e entenda como os inversores de frequência são utilizados na operação das máquinas industriais. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Os inversores de frequência Confira no vídeo o princípio de funcionamento, a seção retificadora e quais as vantagens dos motores trifásicos em comparação aos monofásicos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Um inversor de frequência é um dispositivo eletrônico capaz de transformar corrente (ou tensão) elétrica alternada fixa em corrente (ou tensão) elétrica alternada variável. Essa variação permite o controle da potência consumida (velocidade, torque etc.) pela carga através da variação da frequência entregue pela rede. Um inversor de frequência é um dispositivo capaz de promover uma mudança na frequência dos contatos de um motor e uma variação em sua velocidadede rotação. Assim, um inversor atua mudando a frequência da entrada do motor – caso a frequência seja maior, consequentemente a velocidade do motor será maior; caso seja menor, a velocidade também será menor. Por esse motivo, os inversores de frequência são capazes de proporcionar um controle mais avançado dos motores, sendo amplamente empregados nas partidas dos motores na indústria. Princípio de funcionamento Um inversor de frequência altera a frequência e a magnitude da tensão de saída para variar a velocidade, a potência e o torque de um motor de indução conectado para atender às condições de carga. Eles convertem um sinal senoidal de amplitude fixa em um sinal modulado por largura de pulso (PWM), possibilitando assim a variação da velocidade no motor. Nos processos industriais, inúmeras aplicações podem ser beneficiadas com uma velocidade variável nos motores, como redução no consumo de corrente, partida gradual (em rampa), entre outras. Um inversor de frequência típico consiste em três seções elementares: retificação, filtragem e inversão. Observe um inversor de frequência: Representação diagramática de um inversor de frequência. Seção retificadora Consiste em um conjunto de chaves de ação rápida que convertem uma fonte de tensão alternada de entrada em uma tensão contínua pulsante. Como é difícil alterar a frequência de uma onda senoidal alternada (CA), a primeira seção do inversor de frequência é responsável por converter a onda alternada em contínua (CC), tendo em vista ser mais fácil manipular sinais contínuos. O circuito retificador usa uma ponte de diodos para limitar o deslocamento da onda senoidal CA em apenas uma direção: Sinal retificado na saída do circuito retificador trifásico ponte completa. O resultado é a forma de onda alternada inicial totalmente retificada interpretada pelo circuito de corrente contínua como uma forma de onda em corrente contínua pulsante. Os conversores de frequência trifásicos podem receber três fases de entrada alternada separadas e convertê- las em uma única saída contínua. Saiba mais A maioria dos conversores de frequência trifásicos também pode aceitar alimentação monofásica (230 V ou 460 V), mas, como há apenas duas conexões de entrada, a saída do conversor de frequência (HP) deve ser reduzida porque a corrente contínua produzida é reduzida proporcionalmente. Contudo, os verdadeiros conversores de frequência monofásicos (aqueles que controlam motores monofásicos) utilizam uma entrada monofásica e produzem uma saída CC proporcional à entrada. Existem algumas razões pelas quais os motores trifásicos são mais populares na indústria do que seus equivalentes monofásicos quando se trata de operação de velocidade variável. Os motores trifásicos oferecem uma faixa de potência muito mais ampla, na medida em que as intensidades de tensão e de corrente são superiores as dos monofásicos. Além disso, possuem a capacidade de iniciar os movimentos de rotação por conta própria. Os motores monofásicos, no entanto, geralmente requerem alguma intervenção externa para iniciar sua rotação. Etapa de filtragem Confira no vídeo as principais características dos filtros ativos e passivos e o princípio de funcionamento de cada um. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A segunda etapa, conhecida como filtragem, não é empregada em todos os inversores de frequência, visto que não contribui diretamente para a variação da frequência do sinal. Contudo, está sempre presente em inversores de frequência de alta qualidade, como aqueles fabricados especificamente para uso em operações onde a qualidade da filtragem é um parâmetro importante. Essa etapa de filtragem utiliza capacitores e indutores para “filtrar” (remover) a tensão CA residual (também denominada de ripple) da componente contínua produzida antes de o sinal ser enviado para o inversor. Princípio de funcionamento Um filtro é um circuito eletrônico que tem a capacidade de deixar passar certa faixa de frequências e bloquear (ou atenuar) outras faixas. É usado para filtrar frequências específicas de um sinal (geralmente faixas de frequências indesejáveis e que possam contaminar o sinal que se deseja obter ao final do circuito). Existem diferentes tipos de filtros, como digitais e analógicos, ativos e passivos, lineares e não lineares, passa-baixa, passa-alta, passa-banda etc. Eles são usados no processamento de sinais, como: remoção de ruído de um sinal, e extração de uma mensagem de um sinal transmitido dentro de uma portadora, entre outras aplicações. Filtro ativo É projetado utilizando-se componentes ativos, como amplificador operacional e transistor. Os componentes ativos são especificamente aqueles dispositivos que precisam de fontes de alimentação externas para funcionar. Em geral, são semicondutores que precisam de energia para operar de forma adequada. Observe um amplificador operacional: Imagem de um amplificador operacional. Os filtros ativos são usados em combinação com resistores e capacitor (elementos passivos) para operar de maneira específica. Eles são capazes de fornecer um ganho de potência. No entanto, sua montagem pode ser considerada complexa em comparação com filtros passivos. Veja o diagrama de um filtro ativo: Diagrama de um filtro ativo baseado em amplificador operacional. Como os filtros ativos usam componentes ativos, eles precisam de uma fonte de alimentação externa para operar. O sinal na saída do circuito já é filtrado e pode sair amplificado, não requerendo nova etapa de amplificação. Cabe destacar que o ganho desse circuito pode ser modificado, variando-se determinado parâmetro do circuito durante a sua operação. Atenção Os circuitos do tipo amplificadores operacionais possuem impedância de entrada muito alta e impedância de saída muito baixa. Portanto, o filtro ativo não tem problema de efeito de carregamento em sua origem e na carga (o efeito de carregamento consiste na variação da tensão em um ponto do circuito provocada, por exemplo, pela conexão de um equipamento). Além disso, variar a carga não afeta o desempenho do filtro porque, devido à elevada impedância, a carga é isolada da fonte. A desvantagem de um filtro ativo é a necessidade de uma fonte externa. O desempenho do filtro depende da integridade da fonte externa. Os componentes ativos usados em filtros ativos têm largura de banda limitada (faixa de frequência limitada). Portanto, eles não são adequados para filtrar sinais de alta frequência. Eles também são mais suscetíveis a danos causados por grandes correntes. Filtro passivo Ele utiliza apenas componentes passivos, como resistores, capacitores e indutores, em seu princípio de funcionamento. Exemplos de elementos indutivos passivos são: Resistor. Capacitor. Indutor. O design do filtro passivo é muito simples e muito barato quando comparado com os filtros ativos. Não necessita de uma fonte de alimentação externa para operar e, por isso, não fornece ganho de potência. Dessa maneira, após a filtragem do sinal, uma etapa de amplificação pode ser necessária para tratamento do sinal. Cabe destacar que a possibilidade de uso de um elemento indutivo (indutor) torna esses circuitos capazes de suportar altas correntes. Os componentes passivos podem lidar com frequências muito altas. Como resultado, filtros passivos são usados para aplicações de alta frequência. Contudo, não são adequados para aplicações de frequências muito baixas. Nesses casos, o valor da indutância deve ser aumentado, o que requer um indutor mais volumoso e, consequentemente, um aumento no tamanho e no custo do filtro. A resistência de carga está diretamente conectada ao circuito (e não isolada como nos filtros ativos) e afeta a resistência geral do filtro. Portanto, qualquer alteração no resistor de carga afeta suas características elétricas. As impedâncias de entrada e de saída são limitadas, sendo seu desempenho afetado pelo efeito de carregamento. Como os componentes passivos consomem energia do sinal de entrada, o filtro passivonão fornece ganho de potência e o sinal de saída tem uma magnitude menor que a entrada. Sendo assim, podem requerer amplificação após a filtragem. Observe um exemplo de filtro passivo: Diagrama de um filtro passivo. Tipos de filtros Os filtros passivos podem ser divididos da seguinte forma: Filtro passa-baixa Remove ou atenua as frequências mais altas em circuitos como amplificadores de áudio; dá a resposta de frequência necessária para o circuito amplificador. Filtro passa-alta Remove ou atenua as frequências mais baixas em amplificadores, especialmente amplificadores de áudio. Pode ser chamado de circuito bass cut. Filtro passa-banda Permite que apenas uma banda de frequências passe, enquanto rejeita sinais em todas as frequências acima e abaixo dessa banda. Filtro rejeita-banda Permite a passagem apenas de uma faixa específica de frequências entre um valor mínimo e um valor máximo (comportamento oposto ao do filtro passa-banda). Seção inversora A modulação por largura de pulso Assista ao vídeo e entenda como funciona a modulação PWM, também veja alguns exemplos desse tipo de modulação. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A saída do inversor não é uma onda senoidal verdadeira, mas uma aproximação baseada nos princípios da modulação por largura de pulso (PWM). Normalmente, uma tensão contínua permanece constante em algum valor acima ou abaixo de zero. A modulação de largura de pulso transforma um sinal digital em um sinal analógico, alterando o tempo em que permanece ligado e desligado. Veja um exemplo da influência de um sinal PWM em um sinal analógico: Relação entre um sinal PWM e um sinal analógico. Nessa imagem, é possível observar que o sinal senoidal produzido depende da largura de cada pulso do sinal PWM. Quanto mais largo o pulso, mais intenso é o sinal. O termo ciclo de trabalho (duty cycle) é usado para descrever a porcentagem ou proporção de quanto tempo ele permanece ligado em comparação com o tempo desligado. Normalmente, os dispositivos que podem produzir uma saída PWM têm uma taxa de atualização muito alta para garantir que a potência média “pareça” constante para uma carga. A modulação PWM é a tecnologia predominante nos inversores. Uma matriz de chaves de ação rápida na seção do inversor produz pulsos de tensão em uma magnitude constante proporcional à tensão contínua. Em um inversor de frequência trifásico, existem seis chaves com um par de chaves para cada fase. Em cada par de chaves, uma chave gera a componente positiva da onda senoidal e a segunda gera a componente negativa da onda senoidal a partir da tensão do sinal contínuo. Quanto mais tempo o interruptor estiver "ligado", maior será a tensão de saída; inversamente, quanto mais tempo o interruptor estiver "desligado", menor será a tensão de saída. Essa duração de tempo para cada pulso é chamada de largura de pulso. A duração/ intervalo de tempo desses pulsos de tensão contínua positivos e negativos determinam a tensão e a frequência de saída do sinal alternado. Agora veja um exemplo de sinal senoidal na saída de um inversor: Sinal senoidal na saída de um inversor de frequência. A velocidade com que as chaves de um inversor podem ligar e desligar é chamada de frequência portadora. Quando a frequência da portadora é aumentada, a saída associada pode ter uma resolução muito maior, resultando em uma forma de onda de saída mais suave com menos ondulação/distorção. Essa saída mais suave pode melhorar o desempenho do torque do motor em baixa velocidade e diminuir o ruído audível da laminação do motor. Além disso, a comutação mais rápida tem o potencial de melhorar o controle de saída do inversor. Verificando o aprendizado Questão 1 Os acionamentos de cargas industriais possuem características específicas que tornam necessário o uso de periféricos capazes de fornecer tensões e corrente de alimentação com características próprias para o melhor funcionamento das cargas. Os dispositivos capazes de transformar uma tensão/corrente alternada fixa em tensão/corrente alternada variável são denominados A inversores de frequência. B retificadores. C filtros passa-alta. D filtros passa-baixa. E SCRs. A alternativa A está correta. Os inversores de frequência são equipamentos eletrônicos capazes de transformar tensões e correntes alternadas fixas em tensões e correntes alternadas variáveis por meio de processos de retificação, filtragem e inversão, modificando as características dos sinais de alimentação desses dispositivos. Questão 2 Os inversores de frequência são dispositivos de grande uso nos processos produtivos industriais, sendo empregados em circuitos de acionamento diversificados. São formados, basicamente, por seções que permitem o tratamento do sinal de alimentação (tensão e corrente) para garantir uma frequência ou potência específica. A seção que permite a conversão do sinal alternado em contínuo é denominada A filtro passa-baixa. B retificadora. C inversor. D filtro passa-lata. E filtro passa-baixa. A alternativa B está correta. A seção do retificador é responsável pela transformação do sinal alternado em contínuo por meio de circuitos de chaveamento em ponte, acionados de acordo com a necessidade de frequência ou potência da carga. 3. Principais tipos e aplicações dos inversores de frequência Visão geral dos inversores de frequência Assista ao vídeo e compreenda como se dá a redução no consumo energético utilizando inversores de frequência. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Classificação dos inversores de frequência Assista ao vídeo e compreenda o que são inversores de frequência, com controle escalar e controle vetorial. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. As cargas que utilizam a modulação PWM em sua partida possuem diferentes níveis de desempenho baseados em estratégias de controle e topologias empregadas. Os tipos básicos de controle desenvolvido pelos inversores são: Controle escalar Fornece uma frequência variável para as cargas, permitindo o controle de velocidade e de torque de maneira simples. Controle vetorial Fornece uma regulação de velocidade melhor que a do controle escalar. Assim, esse tipo de controle possui a capacidade de produzir um torque de partida elevado. Controle de fluxo vetorial Apresenta um controle mais preciso do torque e da velocidade com resposta dinâmica. Controle orientado Possibilita a manutenção da velocidade e do torque disponíveis ao motor em corrente alternada. Essa manutenção das características do motor possibilita que um motor em corrente alternada apresente uma característica bastante parecida com a dos motores de corrente contínua. Inversor com controle escalar O inversor que emprega o controle escalar também é denominado volts/hertz. Nesse tipo de controle, o inversor impõe ao motor uma relação constante entre a tensão de alimentação e a frequência de rotação. Assim, esse controle realizado pelo inversor tem como propósito manter essa relação entre tensão e frequência constante (Velocidade/frequência = constante), fazendo com que o motor trabalhe com um fluxo constante. É importante destacar que a aplicação desse tipo de controle é recomendada quando não são necessárias variações bruscas (rápidas) no torque ou na velocidade. Observe agora a relação entre a tensão do motor e sua frequência quando um controle escalar é imposto ao motor: Relação entre a tensão e a frequência de um motor com controle escalar. É possível observar que a relação entre a tensão e a frequência permanece constante: Essa relação se mantém estável até que a tensão nominal do motor (tensão operacional) seja atingida. Após esse valor, a tensão para de aumentar mesmo com o aumento da frequência. Tal característica é fundamental para evitar que os enrolamentos do motor se danifiquem. O controle escalar é recomendado para sistemas que exigem controle da velocidade do motor, mas sem a necessidade de controle do torque desenvolvidopela carga. Cabe destacar que essa implementação é mais simples que o controle vetorial, exigindo apenas que as cargas utilizadas possuam características normais e sem a necessidade de um sistema de realimentação. Para o controle escalar seguindo a relação tensão/frequência, é utilizada a referência de velocidade através de uma fonte externa. Agora, observe um diagrama em blocos que representa a troca de informações dentro desse tipo de controle: Diagrama em blocos do sistema de controle escalar. É possível observar que também é realizado o monitoramento da corrente aplicada sobre os enrolamentos do motor. Essa realimentação é importante porque torna possível alterar as características de funcionamento do motor, caso o limite de corrente seja ultrapassado. Sendo assim, o monitoramento da corrente é feito para preservar a integridade do motor e não para controle da carga, restringindo-se às seguintes tarefas: Proteger o motor de sobrecargas de corrente. Proteger os circuitos envolvidos no acionamento da carga. Estabelecer o limite de operação do sistema, reduzindo a frequência do motor caso valores de corrente acima do limite estabelecido sejam colocados nos enrolamentos. O bloco tensão/frequência realiza a conversão entre a corrente da referência na relação necessária, tornando possível manter a razão sob controle. Por fim, pode-se incorporar um bloco de compensação de escorregamento. Esse bloco tem por propósito ajustar os parâmetros de funcionamento do motor caso ocorram mudanças na carga, melhorando o controle de velocidade. Essa estratégia de controle não é recomendada em aplicações nas quais: São necessárias elevadas performances da carga. A velocidade é muito baixa. Há controle direto do torque e da frequência do motor. Inversor com controle vetorial O controle vetorial tornou-se possível com o desenvolvimento da eletrônica industrial de potência e dos dispositivos semicondutores. Essa estratégia de controle é indicada para casos em que: Uma alta performance é necessária. A dinâmica da carga precisa ser considerada. Deve haver alta precisão na regulação da velocidade. Um inversor de frequência controlado por vetor não controla um motor CA usando uma relação tensão/ frequência, mas variando a frequência e a tensão de entrada do motor. Uma vantagem desse método é o controle de torque ideal. Os inversores de frequência controlados por vetores também oferecem outras vantagens: Motores trifásicos são capazes de fazer partidas diretas em alta velocidade. Ajustes de velocidade podem ser controlados mais de perto. Nos motores de indução em corrente alternada, a corrente de produção do campo magnético girante e a corrente efetivamente transferida para o torque do rotor (capaz de promover a rotação do eixo) são internas ao motor e não podem ser medidas externamente nem controladas separadamente. Contudo, a soma vetorial das duas promove a corrente no estator, que pode ser mensurada. Dessa forma, é realizado um cálculo da corrente necessária para a produção do torque exigido pela máquina e, a partir dessa informação, é calculada a corrente do estator e a corrente do campo magnético. Daí a denominação de controle vetorial, tendo em vista que a corrente que circula no estator do motor de indução pode ser dividida em dois componentes: corrente do fluxo e corrente do torque. Por essa razão, o controle vetorial do motor é mais difícil que o controle em corrente contínua. A estratégia do controle vetorial é calcular a corrente de cada vetor e permitir seu controle, com o objetivo de manter o fluxo de corrente no motor constante. • • • • • • • • • • • Atenção Quando o motor opera sem carga, a corrente toda é aplicada no estator, sendo necessária somente para compensar perdas por atrito e ventilação, sem necessidade de compensação das variações de carga (inexistente). Existem vantagens e desvantagens no uso de inversores de frequência com controle vetorial em comparação ao acionamento de motores de corrente contínua. Veja: Emprego do controle vetorial é mais complexo e mais caro. Uso de um encoder para monitorar a velocidade do eixo do motor. Utilização de frenagem regenerativa é mais difícil em sistemas com inversores de frequência do que em motores de corrente contínua. Diagrama em blocos do sistema de controle vetorial. Aplicações dos inversores de frequência Assista ao vídeo e entenda sobre controle de um sistema de ventilação com acionamento direto, com acionamento com inversor e sobre distribuição de carga. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Os inversores de frequência são amplamente utilizados no acionamento de cargas elétricas ou eletromecânicas. Entre as vantagens incorporadas pelos inversores ao acionamento de cargas, podemos destacar redução no consumo energético, controle de torque, controle de velocidade, entre outras. Controle de um sistema de ventilação Considere um sistema de ventilação industrial. Um ventilador consiste em um sistema eletromecânico em que um motor é responsável por promover a rotação de um eixo conectado a uma hélice. Sendo assim, de maneira similar ao que ocorre com os motores elétricos, o uso de inversores de frequência em sistemas de ventilação pode apresentar vantagens como: Proteção contra sobrecarga de corrente (e, consequentemente, superaquecimento) do inversor e do motor. Ajuste automático de velocidade. Possibilidade de controle em malha fechada (com realimentação). • • • • • • Desenvolvimento de lógicas de acionamento que incorporem comandos como parada de emergência, acionamento forçado etc. Economia de energia. A visualização dessas vantagens pode ser mais fácil com uma comparação entre os circuitos de acionamento direto e os circuitos com inversores. Acionamento direto Em um circuito de acionamento direto, a carga (nesse caso o ventilador) é conectada diretamente na rede elétrica por meio de um comando manual. Nesse caso, a partida do motor já ocorrerá em sua velocidade nominal, ou seja, a energização por meio do acionamento manual levará a carga a seu funcionamento com velocidade máxima. A regulagem (redução) na velocidade só pode ser realizada por meio de dispositivos de consumo de energia, ou seja, periféricos que possam ser ligados entre a fonte e o ventilador de maneira a consumir parte da energia a ser entregue pela fonte. Essa restrição é caracterizada como uma perda de carga, tendo em vista que não houve redução do consumo da fonte, mas apenas uso de um dispositivo adicional para consumir aquela energia excedente. Um exemplo bastante comum consiste na utilização de dispositivos denominados dampers, veja: Diagrama da ligação direta de um ventilador com damper de saída. Os dampers de exaustão são basicamente dispositivos mecânicos que podem ser utilizados para restringir a passagem do ar. Dessa maneira, é possível limitar a quantidade de ar na saída ou na entrada dos ventiladores. Contudo, vale destacar que o uso de um damper ou de uma válvula de regulagem não implica redução do consumo energético. Na prática, ocorre apenas o descarte de parte do trabalho produzido (joga-se fora ou bloqueia-se parte do ar impulsionado pelo ventilador). Acionamento com inversor No acionamento de um ventilador com inversor, os controles de velocidade, frequência, torque, consumo energético etc. podem ser realizados pelo inversor de frequência. Dessa maneira, é possível remover o damper ou a válvula de regulagem e considerar que o próprio inversor será responsável por realizar essa • • função. Nesse caso, existe efetivamente uma redução no consumo de energia, tendo em vista que o trabalho gerado não será desperdiçado. Veja agora uma ilustração da ligação de um ventilador com um inversor de frequência: Diagrama da ligação de um ventilador por meio de um inversor de frequência. Distribuição de carga No uso de gruas giratórias, os motores são mecanicamente acoplados e precisam trabalhar com a mesma velocidade, para que possam realizar umadivisão adequada de cargas. Assim, cada motor deve ser controlado individualmente por um inversor, para melhorar a distribuição da carga entre os motores e possibilitar seu funcionamento de maneira conjugada. Com os dois motores sendo operados por inversores, o uso de blocos de compensação de escorregamento permite essa operação de forma síncrona, proporcionando uma variação da velocidade baseada na informação do conjugado, com o mesmo efeito de escorregamento para ambos. Veja um exemplo de distribuição de cargas: Diagrama da ligação de uma grua giratória com dois motores. Verificando o aprendizado Questão 1 Os inversores de frequência podem ser classificados em tipos básicos de acordo com seu princípio de funcionamento e a relação entre a carga e a fonte de alimentação. O tipo de controle que estabelece uma relação constante entre a tensão de alimentação e a frequência do sinal de saída é denominado A controle vetorial. B controle de fluxo vetorial. C controle de campo orientado. D controle escalar. E controle vetorial escalar. A alternativa D está correta. O controle escalar é responsável por fornecer uma frequência variável para a carga proporcional ao sinal de alimentação, mantendo uma relação constante entre as duas variáveis. Questão 2 Os inversores de frequência possuem diversas aplicações industriais, por exemplo, no controle do sistema de ventilação de um processo industrial. Entre as vantagens, podemos citar a remoção dos dampers, tendo em vista que os inversores de frequência permitem A o controle da velocidade e da frequência dos motores dos ventiladores. B ligar e desligar os motores manualmente. C variar a velocidade, mas não a frequência dos motores. D variar a frequência, mas não a velocidade dos motores. E conectar e desconectar os dampers quando necessário. A alternativa A está correta. A utilização dos inversores permite modificar a frequência e a velocidade dos motores de acordo com as especificações dos sistemas industriais, modificando sua frequência e velocidade quando necessário. 4. Conclusão Considerações finais Discutimos os conceitos referentes aos circuitos eletrônicos de potência e inversores de frequência empregados nos processos industriais. Vimos os circuitos eletrônicos de potência e seus dispositivos mais comuns. Foram apresentados os diodos de potência e DIACs, que não necessitam de disparos, e os TRIACs e SCRs, que, além das condições de polarização, necessitam de disparos nos gatilhos. Modos de disparo, bloqueio e parâmetros importantes a ser considerados no uso desses dispositivos foram cuidadosamente discutidos. Apresentamos os conceitos básicos dos inversores de frequência, incluindo seu funcionamento e as partes que compõem os inversores de frequência convencionais. Foram discutidas as etapas de retificação responsáveis pela conversão do sinal alternado em contínuo pulsante; a filtragem (incluindo-se os filtros ativos e passivos) responsável pela redução dos efeitos oscilantes remanescentes da etapa de retificação (ripple); e a etapa de inversão, que transforma o sinal contínuo em sinal alternado por meio de técnicas de modulação e chaveamento. Apresentamos as classificações dos inversores com especial atenção aos inversores escalares, que permitem uma relação constante entre a frequência e a tensão fornecidos a carga e os inversores vetoriais que permitem um controle dinâmico da alimentação fornecida para a carga. Também foram discutidos casos de aplicação, como o controle de um sistema de ventilação e um sistema de controle e distribuição de carga do tipo grua conjugada com bloco de escorregamento de carga. Podcast Para encerrar, ouça algumas respostas a dúvidas sobre automatização com comandos elétricos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Os filtros ativos apresentam diversas aplicações nos circuitos eletrônicos e sistemas industriais. Em seu funcionamento são empregados dispositivos como os amplificadores operacionais que, além de permitirem o desenvolvimento de filtros ativos, podem ser empregados em circuitos amplificadores, diferenciadores e integradores. Para conhecer mais sobre os amplificadores operacionais, consulte as obras Acionamentos elétricos, de Claiton Moro Franchi, e Comandos elétricos de sistemas pneumáticos e hidráulicos (Automação), de Ilo da Silva Moreira. Referências ALVES, R. N. C. Análise e implementação de técnicas de modulação em largura de pulso para uso em inversores trifásicos. 1998. Tese (Doutorado em Engenharia Elétrica) – Universidade Federal da Paraíba, Campina Grande, 1998. BRAGA, N. C. Semicondutores de potência. São Paulo: Newton C. Braga, 2014. FRANCHI, C. M. Inversores de frequência: teoria e aplicações. Rio de Janeiro: Saraiva Educação SA, 2009. GERMANOS, R. A. C et al. Inversores de potência: conceitos teóricos e demonstração experimental. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 42, 2020. HART, D. W. Eletrônica de potência: análise e projetos de circuitos. São Paulo: McGraw Hill Brasil, 2016. RASHID, M. H. Eletrônica de potência: dispositivos, circuitos e aplicações. São Paulo: Pearson Universidades, 2014. p. 48. SILVEIRA, S. A. da. A noção de modulação e os sistemas algorítmicos. Paulus: Revista de Comunicação da FAPCOM, v. 3, n. 6, 2019. Automatização com comandos eletrônicos 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução Conteúdo interativo 1. Conceitos fundamentais da eletrônica de potência Dissipadores de calor aplicados em eletrônica de potência Conteúdo interativo A eletrônica de potência Conteúdo interativo Diodos de potência Conteúdo interativo Materiais semicondutores do tipo P Materiais semicondutores do tipo N Silício Germânio Tensão de pico reversa Corrente direta máxima Retificador controlado de silício Conteúdo interativo Saiba mais Disparo por sobretensão Disparo por variação de tensão Tensão de polarização direta Bloqueio natural Bloqueio forçado Desenergização Outros dispositivos da eletrônica de potência Conteúdo interativo TRIAC DIAC Transistores Transistor bipolar de junção (TBJ) Transistor MOSFET Transistores bipolares de porta isolada (IGBT) Verificando o aprendizado 2. Os princípios de funcionamento dos inversores de frequência Inversores de frequência na operação de motores industriais Conteúdo interativo Os inversores de frequência Conteúdo interativo Princípio de funcionamento Seção retificadora Saiba mais Etapa de filtragem Conteúdo interativo Princípio de funcionamento Filtro ativo Atenção Filtro passivo Tipos de filtros Filtro passa-baixa Filtro passa-alta Filtro passa-banda Filtro rejeita-banda Seção inversora A modulação por largura de pulso Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Principais tipos e aplicações dos inversores de frequência Visão geral dos inversores de frequência Conteúdo interativo Classificação dos inversores de frequência Conteúdo interativo Controle escalar Controle vetorial Controle de fluxo vetorial Controle orientado Inversor com controle escalar Inversor com controle vetorial Atenção Aplicações dos inversores de frequência Conteúdo interativo Controle de um sistema de ventilação Acionamento direto Acionamento com inversor Distribuição de carga Verificando o aprendizado 4. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referências