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Apostila - Resumo

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– A presença ou ausência de recursos como dinheiro, tempo, 
equipamento que são colocados pela organização para o grupo tem grande significado no 
comportamento do mesmo.
• Seleção de recursos humanos – Os critérios adotados pela organização em seu processo de 
seleção determinarão as pessoas que estarão nos grupos de trabalho.
• Avaliação de desempenho e sistema de recompensa – O grupo será influenciado pela forma 
como a organização avalia o desempenho e por quais comportamentos será recompensado.
• Cultura organizacional - Os membros devem aceitar os padrões implícitos da cultura dominante 
na organização.
• Instalações físicas de trabalho – O tamanho e a planta do espaço de trabalho de um empregado, 
a disposição dos equipamentos, iluminação e outros fatores de ambiente físico criam tanto 
barreiras quanto oportunidades para a interação de grupos de trabalho.
7.9 Vantagens do trabalho em equipe
Fiorelli (2000) apresenta as seguintes vantagens do trabalho em equipe:
• Melhor tratamento das informações - as equipes favorecem a franqueza, a confiança e o respeito, 
reduzindo assim interpretações subjetivas. Possibilita ainda o debate de pontos de vistas diferentes, 
muitas vezes complementares ou opostos.
• Redução da ansiedade nas situações de incerteza – favorecem o apoio mútuo, certificam-se de 
que outras pessoas possuem as mesmas ansiedades e experimentam novos comportamentos.
• Maior geração de ideias.
• Interpretação menos rígida dos fatos e situações.
• Maior probabilidade de evitar erros de julgamento.
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• Simplificação da supervisão.
• Simplificação das comunicações interpessoais.
• Fidelidade às decisões tomadas.
• Maior aceitação das diferenças individuais.
• Melhor aproveitamento das potencialidades individuais.
• Maior chance de sucesso para ações complexas.
7.10 Possíveis aspectos negativos do trabalho em equipe
Segundo Fiorelli (2000), o culto às virtudes do trabalho em equipe tem contribuído para entronizá-
las como remédio para todos os males e situações e isso favorece o uso de técnicas inadequadas. 
Quando malconduzidas, as equipes podem revelar-se contraproducentes. O autor aponta para algumas 
situações que podem ser negativas no trabalho em equipe, dentre elas:
• Criação da cultura do consenso obrigatório.
• Redução excessiva da supervisão - supervisores que adquirem demasiada confiança em suas 
equipes acabam por se distanciar dos acontecimentos, comprometendo suas percepções e seu 
conhecimento do cotidiano organizacional.
• Radicalização em torno das decisões tomadas.
• Sentimento de identidade excessivo – esse sentimento pode dificultar a aceitação de novos 
integrantes, percebidos como perigo à estabilidade do grupo.
• Redução da ousadia em tomadas de decisão. Schein (apud Fiorelli, 2000) alerta para duas linhas 
de pensamento quando se trata de decisões que envolvem riscos. Grupos tenderiam a ser mais 
conservadores do que indivíduos isolados, perde-se a responsabilidade sobre a decisão.
7.11 Causas do mau funcionamento da equipe
Peter Drucker (apud Fiorelli, 2000) alerta: “a equipe certa não garante a produtividade, mas a errada 
a destrói”.
Segundo Fiorelli (2000) existem várias causas que contribuem para falhas no funcionamento de uma 
equipe:
1 Liderança despreparada ou sem perfil para a tarefa;
2 Escolha dos participantes sem preocupação com o perfil, com a tarefa e com a disponibilidade de 
tempo;
3 Falta de preocupação em fixar missão a perseguir e objetivos a alcançar;
4 Supervisão inadequada ou inexistente.
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COMPORTAMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES
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7.12 A liderança e o trabalho em equipe
Como vimos anteriormente, existem várias definições para liderança. Utilizaremos a definição de 
Fiedler (apud Bergamini, 1982): “o líder como um indivíduo no grupo, a quem é dada a tarefa de dirigir 
e coordenar tarefas relevantes nas iniciativas grupais, ou quem, na ausência do líder designado assume 
a principal responsabilidade de desempenhar tais funções”.
A grande tarefa do líder consiste em ter habilidade em conduzir as atividades para que fluam de 
forma natural e estabelecer um clima favorável à participação de cada um. Cabe ao líder perceber e 
diagnosticar as variáveis ambientais, para que possa orientar as ações e o futuro da equipe.
Equipes apresentam características situacionais, dinâmicas e evolutivas, modificando suas estratégias 
e comportamentos para ajustá-los às circunstâncias.
Uma orquestra sinfônica possui certas características no momento de desempenho perante a plateia 
e outras bem diferentes durante os ensaios. Mais do que isso, a orquestra muda o comportamento 
dependendo da plateia. A liderança, portanto, deve estar atenta ao momento, à forma como se apresentam 
os muitos fatores que afetam o comportamento das pessoas, individualmente e em equipe.
A liderança deve ter a habilidade em compreender o modo de operar do grupo, ajudando-o a alcançar 
altos níveis de desempenho de tarefas e satisfação.
Não há equipe sem liderança. O líder possui o poder de enfraquecer ou fortalecer os vínculos 
emocionais que dão consistência à equipe, portanto, cabe ao líder descobrir as habilidades de cada um, 
respeitar as diferenças e preparar novos líderes.
Existe uma analogia realizada sobre gansos e equipes, que nos pode fazer pensar para exemplificar 
melhor a relação existente entre liderança e equipe.
Sobre gansos e equipes
Quando você vir gansos voando em formação “V” pode ficar curioso quanto às razões pelas quais 
eles escolhem voar dessa forma. A seguir, algumas descobertas feitas pelos cientistas.
Fato: À medida que cada ave bate suas asas, ela cria uma sustentação para a ave seguinte.
Voando em formação “V”, o grupo inteiro consegue voar pelo menos 71% a mais do que se cada 
ave voasse isoladamente.
Verdade: Pessoas que compartilham uma direção comum e um senso de equipe chegam ao seu 
destino mais depressa e facilmente porque elas se apóiam na confiança umas das outras.
Fato: Sempre que um ganso sai da formação, ele repentinamente sente a resistência e o 
arrasto de tentar voar só e, de imediato, retorna à formação para tirar vantagem do poder de 
sustentação da ave à sua frente.
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Verdade: Existe força, poder e segurança em grupo quando se viaja na mesma direção com 
pessoas que compartilham um objetivo comum.
Fato: Quando o ganso líder se cansa, ele reveza, indo para a traseira do “V”, enquanto outro 
assume a ponta.
Verdade: É vantajoso o revezamento quando se necessita fazer um trabalho árduo.
Fato: Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a 
velocidade
Verdade: Todos necessitam ser reforçados com apoio ativo e encorajamento dos companheiros.
Fato: Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da 
formação e o seguem, para ajudar e proteger. Eles o acompanham até a solução do problema 
e, então, reiniciam a jornada os três ou juntam-se à outra formação, até encontrar o seu 
grupo original.
Verdade: A solidariedade nas dificuldades é imprescindível em qualquer situação.
Para o bem do grupo, é fundamental ser um ganso voando em “V”.
Vamos procurar nos lembrar mais frequentemente de dar um “grasnado” de encorajamento e nos 
apoiar uns nos outros com amizade amor.9
Para refletir
Pense em seu grupo de trabalho ou em algum do qual você já tenha participado e reflita:
• Como estabelecemos os objetivos?
• Como planejamos?
• Como nos comunicamos?
• Como tomamos decisões?
• Como nos relacionamos?

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