A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
130 pág.
Apostila - Resumo

Pré-visualização | Página 5 de 39

ser de palavra.
Esse mesmo homem é também um ser de desejo, um ser de pulsão, pois o universo humano é um 
mundo de signos, de imagens, de metáforas etc.
Ser humano
Pu
ls
ão
De
se
jo
Um ser
Por meio das relações que mantém com o outro, ele vê seu desejo e sua existência reconhecidos os 
não.
Facilidade para expressar em 
palavras seu mundo interior e exterior.
10
Unidade I
Re
vi
sã
o:
 E
la
in
e 
- 
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 -
 0
2/
02
/2
01
1
O ser humano é um ser espaço-temporal, na medida em que ele está inserido no tempo e em algum 
lugar – espaço.
O homem não só muda o seu mundo externo como simultaneamente se transforma de maneira 
autoconsciente pelo seu trabalho. No nível individual, ao optar pela sobrevivência opta pelo trabalho. 
No nível de espécie, o homem se fez homem ao transformar o mundo pelo seu trabalho.
De acordo com Freitas (1999), o controle exterior passa para o próprio sujeito; ele é quem define 
suas metas e se compromete a atingi-las, o processo decisório se dá de maneira mais participativa. 
Essa é uma exigência da nova sociedade e das organizações em geral. Exigência de que o indivíduo 
tenha um papel participativo no caminho que pretende seguir, nas decisões que pretende assumir e 
nas consequências que estas acarretam, o que confirma a necessidade de uma identidade maleável, 
mas estável.
Freitas (1999) acrescenta que se antes era a figura do superego, como instância da crítica e do 
medo do castigo, que compelia o indivíduo a trabalhar mais, agora é o ideal de ego, daquele que almeja 
realizar um projeto e receber os aplausos e as gratificações indispensáveis aos seus anseios narcísicos. 
A obediência passiva dá lugar ao ativo investimento amoroso, o corpo dócil dá lugar ao coração ativo e 
cativo. O medo de fracassar se alia ao desejo de ser reconhecido, e quanto mais o indivíduo acredita que 
ele e a empresa são partes do mesmo projeto nobre, mas essa aliança tende a se fortalecer.
O indivíduo inventa, cria e recria a sua própria realidade no momento em que se percebe um 
ser social com o poder de transformar. Chanlat (1992) diz que em todo sistema social o ser humano 
dispõe de uma autonomia relativa. Marcado pelos seus desejos, suas aspirações e suas possibilidades, 
o indivíduo dispõe de um grau de liberdade, sabe o que pode atingir e que preço está disposto a pagar 
para consegui-lo no plano social.
2.2 O homem e o trabalho
Toledo (apud Jacques, 1988) nos diz que “o trabalho não se converte em trabalho propriamente 
humano a não ser quando começa a servir para a satisfação não só das necessidades físicas, e fatalmente 
circunscritas à vida animal, como também do ser social, que tende a conquistar e realizar plenamente 
a sua liberdade [...]”.
De acordo com Zavattaro (1999), o trabalho é essencialmente uma ação própria do homem, 
mediante a qual transforma e melhora os bens da natureza, com a qual vive historicamente em 
insubstituível relação. O primeiro fundamento do valor do trabalho é o próprio homem, o trabalho 
está em função do homem e não o homem em função do trabalho. O valor do trabalho não reside 
no fato de que se façam coisas, mas em que coisas são feitas pelo homem e, portanto, as fontes de 
dignidade do trabalho devem ser buscadas, principalmente, não em sua dimensão objetiva, mas em 
sua dimensão subjetiva.
A nova relação entre o homem e o trabalho determina que este homem possua uma identidade 
e que responda por esta, que essa identidade leve-o a almejar e a responder às suas necessidades, 
11
COMPORTAMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES
Re
vi
sã
o:
 E
la
in
e 
- 
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 -
 0
2/
02
/2
01
1
principalmente em relação ao trabalho. O fato de o homem dedicar a maior parte do seu dia útil ao 
trabalho denota a força que essa relação apresenta, o trabalho chega a ser mais importante que a 
família, pois o fracasso no trabalho acarreta em fracasso familiar.
A identidade serve como um mediador que permite ao homem se ajustar a cada fase – trabalho, 
família – evidenciando as múltiplas identidades e a necessidade de saber usá-las, de saber renová-las e 
mantê-las.
A empresa moderna [...] precisa mobilizar todas as energias do sujeito – intelectuais, 
físicas, espirituais, afetivas, morais – [...] no interior desse tipo organizacional é um 
estranho casamento de várias contradições, levando o indivíduo a uma procura 
incessante de um parco (baixo) equilíbrio psicológico (Freitas, 1999, p. 77).
Observe a importância e a dimensão que o trabalho passa a exercer sobre o homem; é necessário que 
o indivíduo mobilize todas as suas energias para que possa manter o vínculo com o trabalho, alcançar 
o equilíbrio, a estabilidade, viver a sua identidade, para que possa se ver como ele verdadeiramente é. O 
trabalho é um ponto de conexão entre o homem e sua identidade, entre o homem e o EU.
Segundo Sucesso (2002, p. 12), a história de vida, as características pessoais, os valores, os anseios 
e expectativas configuram no nível individual uma forma de viver e de sentir, definindo fatores básicos 
para a satisfação. Mais que o trabalho em si, as expectativas individuais e as situações de vida específicas 
determinam a percepção sobre o trabalho.
Freitas (1999, p. 80) destaca ainda que a empregabilidade é a capacidade de tornar-se necessário ou 
de possuir o conhecimento raro e reciclável de que as empresas hoje necessitam. Mais que a profissão, 
valoriza-se um elenco de repertórios variados que habilitem o indivíduo a lidar com esse mundo 
complexo e mutável.
Esta é a relação entre a identidade e o homem no trabalho; a identidade dá ao indivíduo as armas 
para se impor, para se igualar, para se diferenciar e para assumir o seu papel no trabalho, na família, na 
sociedade, na vida.
A identidade é o conjunto de predicados, de significados que permite ao homem ver-se como homem 
e que permite que os outros também assim o vejam. A identidade é o diferencial que permite a ascensão 
ou a queda na vida do homem, seja no trabalho ou em qualquer outro aspecto. É o que permite ao 
homem mudar os compromissos, mudar suas características, renovar e buscar novas soluções, novas 
identidades para sobreviver a esta sociedade em constante evolução.
Segundo Chiavenato (2002), para que se estabeleça um processo de interação entre pessoas e 
organização, devemos ver:
• As pessoas como seres humanos – dotadas de personalidade própria, com uma história particular 
e diferenciada, possuidoras de conhecimentos, habilidades e capacidades para a adequada gestão 
dos recursos organizacionais.
12
Unidade I
Re
vi
sã
o:
 E
la
in
e 
- 
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 -
 0
2/
02
/2
01
1
• As pessoas como ativadoras inteligentes de 
recursos organizacionais – as pessoas como fonte 
de impulso próprio que dinamiza a organização e não 
como meros recursos da organização.
• As pessoas como parceiras da organização – capazes 
de conduzi-la à excelência e ao sucesso.
2.3 Personalidade
Existem muitas definições para personalidade. Personalidade vem do latim persona, que significa a 
“máscara do ator”. Na maioria das definições encontramos em comum que a personalidade é composta 
por traços e características individuais relativamente estáveis que distinguem uma pessoa das demais.
Soto (2002) nos diz que podemos estudar o ser humano a partir de três pontos de vista: como indivíduo, 
como pessoa e como personalidade. Como indivíduo é um 
complexo organismo vivo, com uma essência biológica e 
física. Como pessoa é um ser dotado de inteligência, capaz de 
pensar, racional, o que o distingue dos demais seres vivos. Ao 
acrescentar a personalidade, o diferenciamos de qualquer 
outro indivíduo dentro do grupo.
Segundo Corbela, citado por Soto (2002), “a personalidade 
inclui aspectos

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.