Farmacopeia Homeopática Brasileira (3ª Edição - 2011)
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Farmacopeia Homeopática Brasileira (3ª Edição - 2011)


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de forma que o teor etanólico durante e 
ao final da extração seja de 45% (v/v) segundo a técnica geral de preparação de tintura-mãe. 
 
 
CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE 
 
Líquido de cor amarelo-claro de odor nauseoso, desagradável e de sabor amargo. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO 
 
A. A 1 mL da tintura-mãe, adicionar 1 mL do tartarato cúprico alcalino SR. Aquecer à ebulição. 
Observa-se redução do reagente que passa inicialmente a amarelo com posterior formação de 
precipitado amarelo. 
 
B. A 1 mL da tintura-mãe, adicionar 1 mL do reagente de Tollens e aquecer até a ebulição. 
Observa-se a redução do reagente com a formação de precipitado negro. 
 
C. A 1 mL da tintura-mãe, adicionar 0,5 mL da mistura preparada no momento do uso e formada 
por partes iguais de solução de cloreto férrico a 1% (p/v) e solução de ferricianeto de potássio a 1% 
(p/v). Desenvolve-se coloração azul intensa. 
 
D. A 1 mL da tintura-mãe, acrescentar algumas gotas da solução de ninidrina a 1% (p/v) em etanol 
a 96% (v/v), levar a aquecimento em banho-maria fervente por 2 minutos. Desenvolve-se coloração 
violeta. 
 
E. A 5 mL da tintura-mãe, adicionar 5 mL de éter etílico, agitar vigorosamente. Separar a fase 
etérea, acrescentar a ela 1 mL da solução de p-dimetilaminobenzaldeído a 1% (p/v) em ácido 
sulfúrico. Observa-se a separação de duas fases sendo que a fase etérea adquire coloração verde e a 
aquosa, coloração rósea. 
 
F. Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1) FB 5, utilizando 
sílica-gel G, como suporte, e mistura de 1-butanol, ácido acético glacial e água purificada (4:1:1) 
como fase móvel. Aplicar à placa 20 \u3bcL da tintura-mãe. Desenvolver o cromatograma por um 
percurso de 10 cm. Remover a placa, deixar secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (365 nm). O 
cromatograma apresenta, geralmente, mancha com fluorescência amarela com Rf próximo a 0,45 e 
duas manchas fluorescentes azuis com valores Rf próximos, respectivamente, a 0,55 e 0,60. Numa 
segunda etapa, nebulizar a placa com solução de ftalato de anilina, aquecendo-a por 10 minutos a 
105 °C. Examinar sob luz natural. O cromatograma apresenta mancha castanha, pouco intensa, com 
Rf próximo a 0,10 e duas outras manchas também de cor castanha escura, com valores Rf próximos 
a 0,25 e 0,35. 
 
 
ENSAIOS DE PUREZA 
 
Título em etanol. Deve estar compreendido entre 40% e 50% (v/v). 
 
Resíduo seco. Deve ser igual ou superior a 1,25% (p/v). 
 
 
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO 
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Em recipiente de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor. 
 
 
FORMA DERIVADA 
 
Ponto de partida. Tintura-mãe. 
 
Insumo inerte. A partir de 1 CH até 3 CH ou 1 DH até 6 DH utilizar o mesmo teor da tintura-mãe. 
Para as demais dinamizações, seguir a regra geral de preparação de formas farmacêuticas derivadas. 
 
Método. Método Hahnemanniano (11.1), Método Korsakoviano (11.2), Método de fluxo contínuo 
(11.3). 
 
Dispensação. A partir de 1 CH ou 2 DH, seguindo regra geral de dispensação. 
 
Embalagem e armazenamento. Em recipiente de vidro neutro, bem fechado, ao abrigo da luz e do 
calor. 
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CALCAREA CARBONICA 
 
 
 
A droga é constituída pela parte intermédia da concha da ostra (Ostrae edulis L.), da qual se obtém, 
após limpeza para remoção de aderências à concha, a mesma é seca até peso constante e 
transformada em pó. 
 
 
SINONÍMIA HOMEOPÁTICA 
 
Calcarea ostreica, Calcarea carbonica Hahnemanni, Calcarea ostrearum, Calcii carbonas ostrearum. 
 
 
NOME QUÍMICO 
 
Sal de cálcio do ácido carbônico. 
 
 
DESCRIÇÃO 
 
Características físicas. O pó obtido a partir da concha da ostra é branco, microcristalino, inodoro, 
insípido, sendo constituído por cerca de 85% de carbonato de cálcio. Além do cálcio, sob a forma 
de carbonato, a concha da ostra apresenta também traços de cloreto, de fosfatos e de magnésio. 
 
Solubilidade. É praticamente insolúvel em água e em etanol, é solúvel em ácidos, com os quais 
reage desprendendo dióxido de carbono. 
 
Incompatibilidades. Ácidos, sais ácidos. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO 
 
A. O carbonato de cálcio da concha da ostra responde às reações características de cálcio e de 
carbonato (5.3.1.1) FB 5. 
 
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1) FB 5, utilizando 
camada delgada de celulose microcristalina, como suporte, e mistura metanol, ácido acético e água 
(8:1:1) como fase móvel. Aplicar, separadamente, deixando um espaço mínimo de 1,5 cm entre as 
aplicações, 3 µL da Solução amostra e 1 µL da Solução padrão (1) e da Solução padrão (2), 
recentemente preparadas, descritas a seguir. 
 
Solução amostra: submeter 0,1 g da amostra a tratamento prévio com solução ácida formada por 5 
mL de água purificada e 0,2 mL de ácido nítrico a 10% (v/v). 
 
Solução padrão (1): solução de cloreto de cálcio a 0,1% (p/v). 
 
Solução padrão (2): solução de sulfato de magnésio a 1% (p/v). 
 
Desenvolver o cromatograma por percurso de 10 cm. Remover a placa, deixar secar ao ar. 
Nebulizar a placa com solução de alizarina a 0,1% (p/v), submetendo-a, em seguida, a vapores de 
hidróxido de amônio. Aparecem, no cromatograma, referente à solução em análise, duas manchas, 
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respectivamente de cor violácea intensa e Rf de 0,79, correspondente àquela obtida com a Solução 
padrão (1) e outra, violeta-clara, com Rf de 0,90, correspondente àquela obtida com a Solução 
padrão (2). 
 
 
ENSAIOS DE PUREZA 
 
Perda por dessecação (5.2.9) FB 5. Determinar em 1 g da amostra, finamente dividida, seca em 
estufa a temperatura entre 100 °C e 105 °C, até peso constante, não deve perder mais de 3% (p/p) 
em relação ao peso inicial. 
 
 
DOSEAMENTO 
 
Pesar 200 mg da droga finamente dividida e previamente seca a 200 °C por 4 horas. Transferir a 
mesma para um béquer de 250 mL. Umedecer o sólido com alguns mililitros de água purificada. 
Adicionar, gota a gota, ácido clorídrico 3 M em quantidade suficiente para dissolução completa da 
amostra. Adicionar 100 mL de água purificada, 15 mL de hidróxido de sódio SR e 300 mg de azul 
de hidroxinaftol. Titular a mistura com edetato dissódico 0,05 M SV até a solução adquirir 
coloração azul. Cada mL de edetato dissódico 0,05 M SV equivale a 5,004 mg de carbonato de 
cálcio. 
 
 
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO 
 
Em recipiente de vidro neutro, âmbar, hermeticamente fechado, ao abrigo da luz e do calor. 
 
 
FORMA DERIVADA 
 
Ponto de partida. Calcarea carbônica. 
 
Insumo inerte. Lactose nas três primeiras centesimais e seis primeiras decimais, etanol em várias 
concentrações para as seguintes. 
 
Método. Método Hahnemanniano (11.1), Método Korsakoviano (11.2), Método de fluxo contínuo 
(11.3). 
 
Dispensação. A partir de 1 DH trit. ou 1 CH trit. 
 
Embalagem e armazenamento. Em recipiente neutro, âmbar, bem fechado. 
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CALCAREA MURIATICA 
 
 
 
CaCl2; 110,98 
[10043-52-4] 
 
CaCl2.2H2O; 146,98 
[74033-92-4] 
 
Contém, no mínimo, 97,0% e, no máximo, 103,0% de CaCl2.2H2O. 
 
 
SINONÍMIA HOMEOPÁTICA 
 
Calcium hydrochloricum, Calcii chloridrum, Calcium chloratum, Chloridum calcium, Calcii 
chlorurum. 
 
 
NOME QUÍMICO 
 
Cloreto de cálcio. 
 
 
DESCRIÇÃO 
 
Características físicas. Pó cristalino branco, higroscópico. 
 
Solubilidade. Facilmente solúvel em água, solúvel em etanol.