Farmacopeia Homeopática Brasileira (3ª Edição - 2011)
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Farmacopeia Homeopática Brasileira (3ª Edição - 2011)


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os reagentes na seguinte ordem: 0,5 
mL de trietanolamina, 0,3 g de indicador azul de hidroxinaftol e, como auxílio de uma bureta de 50 
mL, cerca de 23 mL de edetato dissódico 0,05 M SV. Adicionar solução de hidróxido de sódio a 
45% (p/v) até a coloração inicial vermelha passar a azul claro. Continuar a adição, gota a gota, até a 
coloração mudar para violeta e, então, adicionar excesso do mesmo reagente (0,5 mL). O pH da 
mistura deve estar entre 12,3 e 12,5. Continuar a titulação, gota a gota, com edetato dissódico 0,05 
M SV até o aparecimento de ponto final azul claro que persiste por, no máximo, 1 minuto. Cada mL 
de edetato dissódico 0,05 M SV é equivalente a 0,200 g de Ca ou 0,517 g de Ca3(PO4)2. 
 
 
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO 
 
Em recipiente de vidro neutro, âmbar, bem fechado. 
 
 
FORMA DERIVADA 
 
Ponto de partida. Fosfato tricálcico Ca3(PO4)2 
 
Insumo inerte. Utilizar lactose até 3 CH ou 6 DH e para as demais, seguir a regra geral de 
preparação de formas farmacêuticas derivadas. 
 
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Método. Método Hahnemanniano (11.1), Método Korsakoviano (11.2), Método de fluxo contínuo 
(11.3). 
 
Dispensação. A partir da 1 CH ou 1 DH seguindo regra geral de dispensação. 
 
Embalagem e armazenamento. Em recipiente de vidro neutro, âmbar, bem fechado. 
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CALCAREA SULPHURICA 
 
 
 
CaSO4.2H2O; 172,17 
[10101-41-4] 
 
 
Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 101,0 % de CaSO4, em relação à substância dessecada. 
 
 
SINONÍMIA HOMEOPÁTICA 
 
Calcium sulphuricum. 
 
 
NOME QUÍMICO 
 
Sulfato de cálcio di-hidratado. 
 
 
DESCRIÇÃO 
 
Características físicas. Pó fino, branco ou quase branco. 
 
Solubilidade. Muito pouco solúvel em água, praticamente insolúvel em etanol. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO 
 
A. Responde às reações do íon sulfato (5.3.1.1) FB 5. 
 
B. Responde às reações do íon cálcio (5.3.1.1) FB 5. 
 
 
ENSAIOS DE PUREZA 
 
Acidez ou alcalinidade. Agitar durante 5 minutos 1,5 g da amostra com 15 mL de água isenta de 
dióxido de carbono. Deixar em repouso durante 5 minutos e filtrar. A 10 mL do filtrado acrescentar 
0,1 mL de fenolftaleína SI e 0,25 mL de hidróxido de sódio 0,01 M. Desenvolve-se coloração 
vermelha. Acrescentar 0,30 mL de ácido clorídrico 0,01 M. A solução torna-se incolor. Acrescentar 
0,2 mL de vermelho de metila SI. Desenvolve-se coloração laranja avermelhada. 
 
Arsênio. Dissolver, aquecendo a 50 °C durante 5 minutos, 1 g da amostra em 50 mL de ácido 
clorídrico a 10% (v/v). Resfriar e proceder conforme descrito em Método visual, descrito a seguir, 
utilizando 5 mL dessa solução. No máximo 0,001% (10 ppm). 
 
Método visual: em um tubo de ensaio contendo 4 mL de ácido clorídrico e cerca de 5 mg de iodeto 
de potássio, introduzir a quantidade prescrita da amostra. Adicionar 3 mL de reagente 
hipofosforoso. Aquecer a mistura em banho-maria durante 15 minutos, com agitação. Prepare o 
padrão nas mesmas condições, utilizando 0,5 mL de solução padrão de arsênio (10 ppm As). Após 
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aquecimento em banho-maria, a coloração eventual da solução da amostra não deve ser mais 
intensa do que a do padrão. 
 
Ferro (5.3.2.4) FB 5. Utilizar o Método I. Dissolver 0,1 g da amostra em 8 mL de ácido clorídrico 3 
M. Utilizar 1 mL de Solução padrão de ferro (10 ppm Fe). No máximo 0,01% (100 ppm). 
 
Metais pesados (5.3.2.3) FB 5. Utilizar o Método I. Misturar 2 g da amostra com 20 mL de água, 
adicionar 25 mL de ácido clorídrico 3 M, e aquecer à ebulição para total dissolução da amostra. 
Resfriar e adicionar hidróxido de amônio até pH 7,0. Filtrar e reduzir o volume do filtrado a 25 mL 
e filtrar novamente, se necessário. No máximo 0,001% (10 ppm). 
 
Perda por dessecação (5.2.10) FB 5. Determinar em temperatura mínima de 250 °C, até peso 
constante. Para a forma di-hidratada a perda está compreendida entre 19,0% e 23,0 %. Para a forma 
anidra, no máximo 1,5%. 
 
 
DOSEAMENTO 
 
Pesar, exatamente, cerca de 0,15 g da amostra e dissolver em 120 mL de água. Proceder conforme 
descrito em Titulações complexométricas (5.3.3.4) FB 5 para determinação de Cálcio, utilizando 
edetato dissódico 0,1 M SV. Cada mL de edetato dissódico 0,1 M SV equivale a 13,614 mg de 
CaSO4. 
 
 
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO 
 
Em recipientes bem fechados. 
 
 
FORMA DERIVADA 
 
Ponto de partida. Sulfato de cálcio di-hidratado (CaSO4.2H2O). 
 
Insumo inerte. Utilizar lactose até 3 CH ou 6 DH e para as demais, seguir a regra geral de 
preparação de formas farmacêuticas derivadas. 
 
Método. Método Hahnemanniano (11.1), Método Korsakoviano (11.2), Método de fluxo contínuo 
(11.3). 
 
Dispensação. A partir da 1 CH ou 1 DH seguindo regra geral de dispensação. 
 
Embalagem e armazenamento. Em recipiente de vidro neutro, âmbar, bem fechado. 
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CALENDULA OFFICINALIS 
 
 
 
Calendula officinalis (L.) \u2013 COMPOSITAE (ASTERACAE) 
 
 
SINONÍMIA HOMEOPÁTICA 
 
Calendula, Caltha officinallis, Caltha vulgaris. 
 
 
PARTE EMPREGADA 
 
Sumidades floridas. 
 
 
DESCRIÇÃO DA PLANTA 
 
Planta herbácea anual com raiz fibrosa. Apresenta caules espalhados de 15 cm a 45 cm de altura 
com numerosos ramos estriados, folhosos, suculentos e pubescentes. Folhas oblongas, agudas, 
pouco suculenta, largas e cordiformes na base; as folhas superiores são lanceoladas, com margem 
inteira, frequentemente híspida com pelos curtos. Sumidades floridas grandes, terminais, solitárias 
em cada ramo, amarelas ou alaranjadas. 
 
 
DESCRIÇÃO DA DROGA 
 
Os capítulos florais medem 3 cm a 5 cm de raio. O invólucro é esférico, as pétalas são inseridas 
sobre dois anéis. As flores são raiadas de cor amarela ou amarelo-alaranjado; as da periferia são em 
pétalas de 2,5 cm de comprimento terminadas por três dentes; as do centro são de tom amarelo 
escuro ou acastanhado, segundo a variedade. 
 
 
PREPARAÇÃO DA TINTURA-MÃE 
 
Proceder conforme descrito em Preparação de tintura-mãe de origem vegetal (10.1). A tintura-mãe 
de Calendula officinalis L. é preparada por maceração ou percolação, de forma que o teor alcoólico 
durante e ao final da extração seja de 55% (v/v) segundo a técnica geral de preparação de tintura-
mãe. 
 
 
CARACTERÍSTICAS DA TINTURA-MÃE 
 
Líquido de cor castanho-amarelado, de odor desagradável. 
 
 
IDENTIFICAÇÃO 
 
A. A 1 mL da tintura-mãe, adicionar 10 mL de água purificada em um tubo de ensaio. Agitar 
vigorosamente. Observa-se grande quantidade de espuma que persiste por cerca de uma hora. 
 
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B. A 1 mL da tintura-mãe adicionar 5 mL de éter etílico e um pouco de carvão ativado. Agitar e 
filtrar. Evaporar 2 mL do filtrado em banho-maria até secura. Adicionar ao resíduo 1 mL de uma 
mistura de parte iguais de anidrido acético e clorofórmio. Adicionar 1 mL de ácido sulfúrico. 
Desenvolve-se coloração vermelha que passa a castanha-escura. 
 
C. A 1 mL da tintura-mãe, adicionar 1 mL de tartarato cúprico alcalino SR e aquecer. Observa-se 
um precipitado vermelho alaranjado. 
 
D. Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1) FB 5, utilizando 
sílica-gel G, como suporte, e mistura de ácido fórmico anidro, acido acético glacial, água e acetato 
de etila (11:11:27:100) como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 30 µL da tintura-mãe e 
10 µL da Solução padrão recentemente