APOSTILA-DE-PENAL-PARTE-GERAL-DAMÁSIO
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APOSTILA-DE-PENAL-PARTE-GERAL-DAMÁSIO

Disciplina:Teoria Geral do Crime95 materiais1.424 seguidores
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há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação
legal” traz insculpidos os princípios da reserva legal ou legalidade e da anterioridade.

CESPE/UNB – PAPILOSCOPISTA – POLÍCIA CIVIL – SECAD/TO - 2008

13) Considere a seguinte situação hipotética.
Célio, penalmente imputável, praticou um crime para o qual a lei comina pena de detenção de 6 meses a 2
anos e multa e, após a sentença penal condenatória recorrível, nova lei foi editada, impondo para a mesma
conduta a pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa. Nessa situação, a nova legislação não poderá ser aplicada
em decorrência do princípio da irretroatividade da lei mais severa.

CESGRANRIO – INVESTIGADOR POLÍCIA CIVIL – RJ – 2006

14) É compatível com o Estado de direito e o princípio da legalidade:
a) proibir edição de normas penais em branco.
b) criar crimes, fundamentar ou agravar penas através da aplicação de analogia.
c) criar crimes e penas com base nos costumes.
d) fazer retroagir a lei penal para agravar as penas de crimes hediondos.
e) proibir incriminações vagas e indeterminadas.

CESPE/UNB - OAB – DF – 2005

15) O abolitio criminis, também chamada de novatio legis, significa que:
a) A lei antiga possui ultra-atividade, desde que mais severa;
b) A lei nova não retroage, ainda que mais benéfica;
c) Constitui fato jurídico extintivo da punibilidade;
d) Não extingue a punibilidade.

CESPE/UNB –AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL – SNJ/MJ – 2005

João e Pedro ajustaram entre si a prática de um furto a uma loja de produtos importados que
julgavam estar abandonada. Segundo o acerto, João entraria na loja, de lá subtrairia um televisor, no valor de
R$ 3.500,00, e retornaria ao carro em que Pedro, ao volante, o estaria aguardando.

No dia do crime, 15 de março de 2004, por volta das onze horas da manhã, João, ao ingressar na loja,
deparou-se com Maria, que lá estava sem que João ou Pedro o soubessem. Antes de subtrair o televisor,
João, com a intenção de matar Maria e com isso assegurar o proveito da subtração, atacou-a com uma faca e
produziu ferimentos que acarretaram, posteriormente, a retirada de um de seus rins. Maria, no momento da
investida de João, resistiu e atingiu-o com um forte soco, que provocou a fratura de um dos ossos do rosto de
João.

Impossibilitado de prosseguir no ataque a Maria, em razão da intensa dor que sentiu no rosto, João
fugiu e levou consigo o televisor para o carro em que Pedro o aguardava.

DIREITO PENAL – PARTE GERAL – TEORIA + QUESTÕES
prof.luisalberto@gmail.com / www.provasvirtuais.com.br

Autor: Profº Luis Alberto

(Direitos reservados. Leis 9.609/98 e 9.610/98.)

Maria, empregada da loja, mesmo ferida pela faca utilizada por João, telefonou para a polícia, que,
imediatamente, de posse da descrição de João e do carro utilizado na fuga, pôs-se a procurá-lo nas
redondezas.

No final da tarde, a polícia efetuou a prisão de João e de Pedro, que já tinham vendido a Carlos, sabedor
da origem criminosa, o televisor subtraído da loja.

16) A respeito da situação hipotética acima, julgue o item a seguir.
Caso se considere que, em março de 2005, tenha entrado em vigor uma lei que tornou atípica a conduta de
furtar bens de valor inferior a R$ 5.000,00, João e Pedro não seriam beneficiados, uma vez que, ao tempo da
ação, o fato realizado constituía crime.

FCC – TÉCNICO ADM – MPU – 2007

17) Dispõe o artigo 1o do Código Penal: "Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há
pena sem prévia cominação legal". Tal dispositivo legal consagra o princípio da

a) ampla defesa.
b) legalidade.
c) presunção de inocência.
d) dignidade.
e) isonomia.

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(Direitos reservados. Leis 9.609/98 e 9.610/98.)

TÍTULO I

DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL

5) A LEI PENAL NO TEMPO.
Tempo do crime.

O art. 4º do Código Penal afirma: “Considera-se praticado o crime no momento da ação ou da

omissão, ainda que outro seja o momento do resultado”.

Nosso Código Penal adotou a Teoria da Atividade, considerando a prática do delito no momento da
ação ou da omissão, e não a ocorrência do resultado, ou seja, não se leva em conta o momento da
consumação.

OBS: Ao analisar a questão da maioridade penal, lembre-se de que o momento do crime é o da ação ou
omissão, não o momento em que o resultado ocorre.

Ex1: Se no dia 30 de novembro alguém coloca uma bomba em um navio, e esta vem a explodir no dia

3 de dezembro, matando os passageiros, tem-se por ocorrido o crime na data em que se colocou a bomba.
Ex2: Se Lucas, com 17 anos de idade, 11 meses e 29 dias atira em Beto e este vem a falecer após 10

dias, consumou-se o crime de homicídio. Porém, Lucas não poderá ser punido conforme as regras do art. 4o
do CP, ou seja, no momento da ação ele era menor de idade. Com isso, sua responsabilidade será fixada nos
termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), e não do Código Penal.

Ex3: Pablo efetua disparo de arma de fogo contra Júlio, que possui 13 anos, 11 meses e 29 dias e este

vem a falecer depois de já haver completado 14 anos. Lembramos que, no homicídio doloso, a pena será
majorada de 1/3 se a vítima for menor de 14 anos. Sendo assim, conforme a teoria da atividade será aplicável
o aumento da pena para Pablo, pois no momento da ação a vítima tinha menos de 14 anos.
6) RETROATIVIDADE E ULTRATIVIDADE DA LEI PENAL.

A função da lei é estabelecer conseqüências jurídicas para a ocorrência de determinados fatos. Se o
Código Penal afirma, por exemplo: quem matar alguém sofrerá reclusão, de seis a vinte anos, isso significa
que, ocorrendo um homicídio (fato), seu autor estará sujeito à pena ali fixada. Isso dá ao Estado o poder de
privá-lo de sua liberdade por 6 a 20 anos logo após a sentença transitada em julgado.

Normalmente a lei passa a poder produzir seus efeitos somente em relação aos fatos que tenham lugar

após sua vigência. Mas é possível que uma lei venha a estabelecer conseqüências jurídicas para fatos
pretéritos — isso se chama retroação (de retroagir).

Também é possível que uma lei, mesmo não tendo mais vigência (revogação), venha a determinar as
conseqüências de um fato ocorrido após deixar de vigorar. Dá-se a tal procedimento o nome de ultra-ação.

A Constituição Federal estabelece que as leis penais só podem retroagir para benefício do réu,
atingindo, nesse caso, até mesmo a coisa julgada (CF, art. 5º., XL).

A lei penal nova pode beneficiar o réu de duas formas:

a) fazendo com que o fato deixe de ser criminoso (abolitio criminis) ou;

b) reduzindo a pena prevista para a prática do delito.

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Autor: Profº Luis Alberto

(Direitos reservados. Leis 9.609/98 e 9.610/98.)

Na primeira hipótese — o fato deixa de ser criminoso — nem inquérito policial poderá haver. Se

houver inquérito, será arquivado. Se o processo está em curso, o réu será imediatamente absolvido (por
extinção da punibilidade). Se houver condenação, a execução da pena será obstada. E se estiver o condenado
cumprindo pena, esta será imediatamente extinta.

Se a lei nova traz alguns benefícios ao réu, mas também reduz algumas vantagens, caberá ao juiz
escolher qual delas é, no seu conjunto, mais benéfica, não podendo combinar elementos de uma ou de outra.
Isso porque não cabe ao juiz criar uma lei nova, mas apenas determinar qual é a lei que está em vigor.

IMPORTANTE!!!

O que acontece na
Kauanne Libânio fez um comentário
  • Tem como me enviar essa apostila por e-mail?
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    Braiane Carolaine fez um comentário
  • Tipicidade comgloblante
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    josimar santos fez um comentário
  • bom, para ter uma ideia!
    0 aprovações
  • PORCARIA NÃO TEM FOCO NENHUM, SOMENTE UM APANHADO DE INFORMAÇÕES CATADAS.
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