apostila_eletronica_potencia
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não garante o 
desligamento entre carga e fonte. Para que isso ocorra é necessário diminuir o ângulo de disparo 
para que a corrente se torne descontínua e assim T1 corte. Obviamente o mesmo comportamento 
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pode ocorrer com respeito ao outro par de componentes. Isto pode ser evitado pela inclusão do 
diodo de roda livre DRL, o qual entrará em condução quando a tensão de entrada se inverter, 
cortando o SCR e o diodo que estavam em condução. 
 A vantagem da montagem assimétrica é que os catodos dos SCR\u2019s estão em ponto comum, de 
modo que os sinais de disparo podem estar num mesmo potencial. 
No caso da ponte mista assimétrica, como existe um caminho de livre circulação formado pelos 
diodos D1 e D2, toda vez que a fonte de entrada inverte a polaridade, a corrente de carga é 
conduzida pelos diodos, levando ao corte o SCR que estava em condução. Assim, a ponte 
assimétrica não apresenta o problema mencionado, o que dispensa o uso do diodo DRL. 
A tensão média de saída numa ponte mista monofásica é dada pela expressão abaixo. 
 
4.4 - Retificador Trifásico Controlado de Meia Onda 
a) Carga resistiva 
O circuito deste retificador, conhecido também como 
retificador trifásico controlado de ponto médio, está 
representada na Figura 4.9. 
O funcionamento do retificador controlado é similar 
ao retificador não controlado, a diferença está na 
entrada em condução dos semicondutores de 
potência. Isto faz com que se torne possível variar o 
valor da tensão de saída. 
Seja a Figura 4.10a, na qual estão representadas as 
formas de onda das três fases e a tensão na carga 
para ângulo de disparo igual a zero. Observe que para o retificador trifásico, o ângulo de disparo é 
nulo quando duas ondas de tensão se interceptam e não quando a tensão passa por zero, como é 
o caso dos retificadores monofásicos. Percebe-se que o SCR T1, por exemplo, somente pode 
conduzir após os 30o da fase A. Isso se deve ao fato de que antes dos 30° desta fase, T1 está 
reversamente polarizado, logo impossibilitado de conduzir. Portanto, os disparos dos tiristores 
devem ser sincronizados com a rede e atrasados de 30º para possibilitar qualquer variação da 
tensão de saída. 
Nas Figuras 4.10b e 4.10c estão apresentadas formas de onda de tensão de saída para ângulos 
de disparo 30° e 60° respectivamente. 
)cos1(V0,45V RMS SMEDIO L d\u3b1+\u22c5\u22c5=
T1
T2
T3
A
B
C
N
R
Fig. 4.9 - Retificador trifásico de ponto 
médio. 
 
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VANVAN VBN VCN
T1 T2 T3 T1T3
30°
 |\u2212\u2212| \u3b1 = 30° 
 VAN VBN VCN VANVAN VBN VCN
T1 T2 T3 T1T3
\u3b1 = 30° \u3b1 = 30° \u3b1 = 30°
0° 0° 0°
VAN VANVBN VCN
T1 T2 T3 T1T3
\u3b1 = 60° \u3b1 = 60° \u3b1 = 60°
Fig. 4.10 - Tensão na carga para o retificador de ponto médio. 
(a) \u3b1 = 0o; (b) \u3b1 = 30o; (c) \u3b1 = 60° 
(a) 
(b) 
(c) 
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A tensão média na carga pode ser representada graficamente pela curva a seguir. 
Fig. 4.11 - Tensão média na carga em função de \u3b1 para carga resistiva. 
 
 Observações: 
1) Quando \u3b1d = 0o, obtém-se resultado semelhante ao retificador a diodo, onde VL MEDIO = 1,17 
VSRMS , que é o maior valor de tensão média na carga; 
2) Quando \u3b1 = 150o, tem-se VL medio = 0. 
 
b) Carga RL 
 O retificador de ponto médio alimentando carga RL pode apresentar condução contínua ou 
descontínua, dependendo da carga e do ângulo de disparo. 
A Figura 4.12 mostra a tensão na carga em condução contínua. Como a corrente na carga não se 
anula, a tensão na carga assume valores negativos até que ocorra o próximo disparo. 
 
 
Fig. 4.12 \u2013 Tensão na carga para carga RL em condução contínua. 
Para evitar que a tensão na carga assuma valores instantaneamente negativos, utiliza-se um 
diodo de roda-livre em antiparalelo com a carga, permitindo a circulação de corrente mantendo a 
tensão na carga nula. 
0,00
0,25
0,50
0,75
1,00
0 30 60 90 120 150
Ângulo de disparo em graus
Te
n
sã
o
 
m
éd
ia
 
n
a 
ca
rg
a.
 
 
(p.
u
.
) 
FASERMSS
MédioL
V
V
_
1,17
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4.5 - Retificador Trifásico Controlado de Onda Completa 
a) Carga Resistiva 
Também conhecido como ponte trifásica controlada, este retificador está apresentado na figura 
4.13. Como é possível atrasar a entrada em condução dos SCR\u2019s pode-se variar o valor da tensão 
de saída. 
T1 T2
T5T4
R
+
-
T3
T6
N VL
VAN
V BN
V CN
 
 
Fig. 4.13 \u2013 Retificador trifásico controlado em ponte com carga resistiva. 
 
O valor médio da tensão na carga está representado graficamente na figura 4.14. 
 Fig. 4.14 - Tensão média de carga para carga resistiva. 
Observações: 
1) Quando \u3b1 = 0o, obtém-se resultado semelhante ao retificador a diodo, onde VL MEDIO = 2,34 VS 
RMS , que é o valor máximo da tensão média de carga; 
2) Quando \u3b1 = 120o, tem-se VL medio = 0. 
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
0 30 60 90 120
Ângulo de disparo em grausT
en
sã
o
 
m
éd
ia
 
n
a 
ca
rg
a.
 
 
(p.
u
.
) 
FASERMSS
MédioL
V
V
_
2,34
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A tensão de saída é dada pela diferença entre duas fases, uma que se conecta a carga através de 
um SCR da parte superior da ponte, e outra através de um SCR da parte inferior. 
Considerando seqüência de fase ABC, a seqüência das tensões que surgirão na saída é Vab \u2013 
Vac \u2013 Vbc \u2013 Vba \u2013 Vca \u2013 Vcb, como mostra a Figura 4.15. A partir daí, se estabelece a seqüência 
com que os seis SCR\u2019s são disparados, a saber: T1 \u2013 T6 \u2013 T2 \u2013 T4 \u2013 T3 \u2013 T5. Esta seqüência de 
disparo ocorre a cada ciclo de rede, resultando em um disparo a cada 60°. 
Na figura 4.15 estão representadas as formas de onda de tensão de carga para 3 ângulos de 
disparo diferentes. 
Assim como no retificador trifásico controlado de ponto médio, os disparos dos tiristores devem 
ser sincronizados com a rede e atrasados em 30º para possibilitar qualquer variação da tensão de 
saída. Sendo assim, o SCR T1 por exemplo, somente poderá ser disparado após passados os 
30° da fase A, pois antes deste instante o mesmo estará reversamente polarizado. 
Como na ponte trifásica o neutro do sistema está ausente, é conveniente nos referirmos às 
tensões de linha (fase-fase) ao invés de tensões de fase. Desta forma, no mesmo exemplo, no 
instante em que a fase A passa pelos 30°, a tensão Vab passa pelos 60°(30° de defasamento). 
Assim, o disparo de T1 só será possível após os 60° da tensão Vab (que é o mesmo que 30° após 
a passagem da fase A por 0°). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Fig. 4.15 \u2013 Formas de onda de tensão na carga para diferentes valores de \u3b1. 
 
 
Vcb Vab Vac Vbc Vba Vca Vcb Vab Vac
SCR\u2019s EM 
CONDUÇÃO 
SEQÜÊNCIA 
DE DISPARO 
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b) Carga RL 
A ponte trifásica