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tais grupos, da união de
alguns clãs, foram denominados de tribos. As tribos
começaram a se multiplicar territorialmente e a
organização das mesmas passou a ser exercida por um
chefe com poderes \u201cdivinos\u201d.
\u2022 GILISSEN, John. Introdução histórica ao direito.
Traduzido por A. M. Botelho Hespanha e I. M. Macaísta
Malheiros. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1995, p. 36.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 Com a gradual e lenta criação das tribos e com
a transformação territorial das mesmas em
pequenos centros urbanos
(concomitantemente ao surgimento da escrita
e, principalmente, da moeda metálica) surge a
necessidade de adequação de regras de
conduta ao aparecimento de uma sociedade
que começava a se organizar.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 Daí o aparecimento do direito antigo onde o
direito passou a ganhar conceitos tendo em vista
a complexidade da nova vida que se organizava.
Portanto, é nesse contexto histórico que surge a
primeira codificação conhecida da história da
humanidade: a codificação de Hamurabi da
Babilônia. Imperioso frisar que, no que tange à
legislação codificada, de cunho escrito, a mesma
continuou vinculada à religião, como por
exemplo, os dez mandamentos apregoados por
Moisés.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 Na Grécia Antiga, todavia, conforme dispõe
Christopher Carey, as primordiais leis escritas
são tidas como mecanismos de
aperfeiçoamento da justiça e da imposição de
limites ao exercício do poder. No ano de 620
a.C., Drácon estabeleceu a primeira
codificação legal grega sendo tal codificação
extremamente severa e despótica.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 Em 594 a.C., Sólon fez uma verdadeira
reforma legislativa nas leis impostas por
Drácon e foi, neste período, que surgiu a
chamada politeia, que, na realidade, era um
conjunto de leis que estabeleciam regras de
conduta tanto para os negócios de caráter
público quanto para os negócios de caráter
privado.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 Logo, uma autêntica jurisdição apareceu,
somente, a partir do surgimento de um Estado
mais independente, mais desvinculado dos
valores de cunho religioso e, nitidamente,
mais acentuado nas regras de controle social.
O surgimento deste Estado, editor de normas
de conduta e de sanções àqueles que
descumpram tais normas, traz em seu bojo, a
vedação da autotutela
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 O Estado ao vedar a chamada \u201cjustiça pelas
próprias mãos\u201d, assumiu para si o monopólio da
jurisdição, obrigando-se, então, a solucionar, de
forma adequada, os conflitos de interesses que
inevitavelmente nascem da convivência humana,
da vida em sociedade. Em decorrência disso,
emerge o acesso à justiça, insculpido no seleto rol
dos direitos fundamentais do cidadão, servindo-
lhe, inclusive, de proteção contra os abusos do
próprio Estado.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 Sob esta ótica, no Brasil, a atual previsão
normativa do acesso à justiça e à prestação
jurisdicional está consagrada no disposto no
inciso XXXV do art. 5º da Constituição Federal,
que dispõe que \u201ca lei não excluirá da
apreciação do Poder Judiciário lesão ou
ameaça a direito\u201d.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
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\u2022 Para Darci Guimarães Ribeiro, cabe ao Estado
a prerrogativa de solucionar os conflitos de
interesses, vedando, assim, qualquer espécie
de justiça particular, logo, cabe ao Estado
administrar a justiça e deter o monopólio da
jurisdição.
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I \u2013 NOÇÕES GERAIS: DIREITO 
MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL
\u2022 Portanto, o monopólio da jurisdição é o
resultado natural da formação do Estado. O
monopólio da jurisdição tem o condão de
criar, para o próprio Estado, o dever de prestar
a tutela jurisdicional apropriada à pretensão
processual que a parte traz a juízo.
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