Prev e Recuperacao de falhas AULA GOP
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Prev e Recuperacao de falhas AULA GOP


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de máquinas: uma máquina é testada fazendo \u2013se ela passar através de uma seq\u3cbência prescrita de atividades planejadas para revelar quaisquer falhas ou falhas potenciais;
Entrevistas na saída: no final de um serviço, o pessoal pode formal ou informalmente verificar se o serviço foi satisfatório e procura descobrir problemas assim como obter elogios.
Pesquisas telefônicas: estas podem ser usadas para solicitar opiniões sobre o produtos ou serviços.
Grupos focalizados: são grupos de clientes aos quais se pede que, em conjunto focalizem alguns aspectos de um produto ou serviço. 
Fichas de reclamações ou Feedback: estas são usadas por muitas organizações para solicitar pontos de vista sobre produtos e serviços.
Questionários: estes podem gerar uma resposta ligeiramente mais alta do que as fichas de reclamações.
Medição de falhas
Há três formas principais de medir falhas:
\u2022	TAXA DE FALHAS (=TF): com que freq\u3cbência uma falha ocorre; TF é calculada pelo número de falhas em um período de tempo; a TF pode ser medida como uma % do número total de produtos testados ou com o número de falhas no tempo. 
TF = número de falhas x 100
 Nº total de produtos testados
OU
TF = Número de falhas
 Tempo de operação
Exemplo prático de aplicação:
Um lote de 50 componentes eletrônicos é testado durante 2000 horas. Quatro dos componentes falham durante o teste, como segue:
Falha 1 ocorreu após 1.200 horas.
Falha 2 ocorreu após 1.450 horas.
Falha 3 ocorreu após 1.720 horas.
Falha 4 ocorreu após 1.905 horas.
Pede-se:
a) Determinar a TF em %. Interpretar o resultado.
b) Determinar a TF em tempo. Interpretar o resultado. 
SOLUÇÃO:
Uma medida alternativa de falhas é o tempo médio entre falhas (=TMEF) de um componente ou sistema. O TMEF é o recíproco da taxa de falhas (em tempo). Portanto:
TMEF = Tempo de operação 
 Número de falhas
Exemplo prático de aplicação:
Considerando o exemplo prático dado acima, teremos: TMEF = 98.275 / 4 = 24.390 horas.
\u2022 Outra importante definição é a de Vida média (componente, peça, sistema): 
 V = 1 / TF (em %).
Exemplo prático de aplicação: Considerando o exemplo dado acima, determinamos o TF (em tempo), ou seja, TF = 4 / 98.275 = 0,00004l. Vida média do componente = 1 / 0,000041 = 24.390 horas. 
\u2022 A lei de falhas exponencial: a confiabilidade (=probabilidade de que um componente não falhe): R = e-TF . t , onde: R = confiabilidade; e = (2,7l828) base do logaritmo neperiano; TF = taxa de falha e t = a variável tempo. 
\u2022	CONFIABILIDADE \u2014 a probabilidade de que um sistema (uma peça, um componente) desempenhe corretamente as suas funções, pelo menos por um determinado tempo, dentro de condições normais de operação.
		A confiabilidade mede a habilidade de desempenho de um sistema, produto ou serviço como esperado durante o tempo. A importância de qualquer falha específica é de terminada parcialmente pelo efeito que tem no desempenho de toda a produção ou sistema. Isto, por sua vez, depende da forma pela qual são relacionadas as partes do sistema que são sujeitas a falhas. Se os componentes de um sistema forem todos interdependentes, uma falha em um componente individual pode causar a falha de todo sistema.
Exemplo prático de aplicação: 
\u2022	DISPONIBILIDADE \u2014 o período de tempo útil disponível para a operação.
\u201cTaxa de falhas\u201d e \u201cconfiabilidade\u201d são diferentes formas de medir a mesma coisa \u2014 a tendência de uma produção, ou parte dela, de falhar. Disponibilidade é uma medida das conseqüências da falha na produção.
É o grau em que a produção está pronta para funcionar. Esta está indisponível se acabou de falhar ou passa por conserto após ter falhado. 
Mede-se de várias formas a disponibilidade. Identificando o motivo o qual a máquina não está disponível. Poderá ser por manutenção planejada ou trocas. Quando a disponibilidade está sendo usada para indicar o tempo de operação, excluindo a conseqüência da falha, calcula-se:
Disponibilidade (D) = TMEF____ 
 TMEF + TMDR
TMEF = TEMPO MÉDIO ENTRE FALHAS DA PRODUÇÃO
TMDR = TEMPO MÉDIO DE REPARO, que é o tempo médio necessário para consertar a produção do momento em que falha até o momento em que volta operar.
Exemplo prático de aplicação:
Um equipamento que apresenta falha, o tempo médio entre falhas é 70 horas e o tempo médio para conserta-la é seis horas. Pede-se: determinar o grau de disponibilidade para operação do equipamento.
Solução:
ANÁLISE DE FALHAS
Uma das atividades críticas para uma organização quando uma falha ocorre é entender porque ocorreu. Esta atividade é chamada análise de Falhas. Há diversas técnicas e abordagens diferentes que são usados para descobrir a causa primeira de falhas. 
TIPOS DE ANÁLISE:
Investigação de acidentes;
Análise de queixas;
Análise de árvore das falhas:
FTA-Failure Tree Analysis: Análise de árvore de falhas: é um procedimento lógico que começa com uma falha (ou falha potencial) e trabalha "para trás", com a finalidade de identificar todas as possíveis causas e, portanto, as origens dessa falha. Desdobra em detalhes os fenômenos considerados indesejáveis e desdobra as causas potenciais
Análise de modo e efeito de falhas
FMEA - Análise do efeito e modo de falhas (=Failure Mode And Effect Analysis):
	É um procedimento disciplinado que permite a equipe da célula de produção, identificar falhas antes que aconteçam, ou seja, prevenir a ocorrência das mesmas na produção. Identifica maneiras através das quais o produto ou processo pode falhar. Faz um planejamento para prevenir estas falhas.
Para cada causa possível de falha, pergunta-se:
\u2022	Qual é a probabilidade do a falha ocorrer?
\u2022	Qual seria a conseqüência da falha?
\u2022	Com qual probabilidade essa falha é detectada antes que afete o cliente?
Baseado em uma avaliação quantitativa dessas três perguntas, é calculado um número de prioridade de risco (NPR) para cada causa potencial de falha. Ações corretivas que visam prevenir falhas são então aplicadas as causas cujo NPR indica que justificam prioridade.
O NPR é obtido através de três fatores: 
1o.) - Probabilidade de ocorrência de uma falha; 
 2o.) - Nível de severidade do efeito da falha sobre o cliente.
3o.) - A habilidade do sistema em detectar a falha antes que ela chegue ao cliente; 
O NPR é o produto desse três fatores. 
NPR = (Probabilidade de Ocorrência X SEVERIDADE X Probabilidade de Detecção). 	
Para determinar o valor do NPR torna-se necessário conhecermos as escalas de avaliação para FMEA, conforme segue:
\u25ba OCORRÊNCIA DE FALHAS:
 
Descrição Avaliação Possível ocorrência de falhas
Prob. remota de ocorrência ----------- 1 --------------------------------------- 0.
Baixa Prob. de ocorrência ----------- 2 --------------------------------------- 1 : 20.000.
Baixa Prob. de ocorrência ----------- 3 --------------------------------------- 1 : 10.000.
Prob. moderada de ocorrência ------ 4 --------------------------------------- 1 : 2.000.
Prob. moderada de ocorrência ------ 5 --------------------------------------- 1 : 1.000.
Prob. moderada de ocorrência ------ 6 ---------------------------------------- 1 : 200.
Alta Prob. de ocorrência -------------- 7 --------------------------------------- 1: 100.
Alta Prob. de ocorrência -------------- 8 --------------------------------------- 1 : 20.
Prob. muito alta de ocorrência ------ 9 --------------------------------------- 1: 10.
Prob. muito alta de ocorrência ------ 10 -------------------------------------- 1 : 2.
\u25ba SEVERIDADE DAS FALHAS:
Descrição Avaliação
Severidade pequena -------------------------- 1.
Severidade baixa ------------------------------- 2 ou 3.