Resumo - "O Que Aconteceu na História" do autor V. Gordon Childe
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Resumo - "O Que Aconteceu na História" do autor V. Gordon Childe


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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TOCANTIS/CAMETÁ (ABAETETUBA) 
FACULDADE DE HISTÓRIA DA AMAZÔNIA TOCANTINA - FACHTO
 
RAYANNE CORRÊA CABRAL
O QUE ACONTECEU NA HISTÓRIA
 ABAETETUBA/PA
2015
RAYANNE CORRÊA CABRAL
O QUE ACONTECEU NA HISTÓRIA
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Resumo apresentado à Universidade Federal do Pará-UFPA como pré-requisito avaliativo da disciplina História da Antiguidade ministrada pelo prof. Luís Otávio.
ABAETETUBA/PA
2015
CHILDE, V. Gordon. O que aconteceu na história. Arqueologia e História. In Tradução de Waltensir Dutra. 5Ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1988.
O texto \u201cO que aconteceu na História\u201d de Childe relata a História do homem em relação ao meio que vive em suas diversas adaptações e formas de vida que ele se encontra no decorrer dos períodos históricos e pré-históricos. Nesse texto, o autor procura conceituar as ações do homem por meio de \u201cequipamentos\u201d que se fazem necessários para a sobrevivência e adaptação do indivíduo. 
Nesse contexto, a princípio o autor enfatiza sobre a História e o seu conteúdo relativamente grande que pouco nos é fornecido. Isto devido, a dificuldade de reconhecer e compreender o que ocorreu em certos períodos históricos. Pois, os historiados buscavam entender o passado baseando-se em documentos escritos. Contudo, a escarces de alguns desses documentos, promoveram duvidas em relações aos tempos antigos. Por meio disso, manteve-se uma relação com os arqueólogos que estudavam as sociedades antes da invenção da escrita (pré-história) por meio de restos fósseis, monumentos, imagens, entre outros. 
A partir disso, é acompanhada a pré-história do homem, em seu aspecto primitivo, na sua forma de sobrevivência, multiplicação e evolução da espécie, o qual por meio de equipamentos adquire sustento, escapa de perigos e sobrevive no ramo natural. Desse modo, é estabelecido o equipamento não corporio, no qual o homem primitivo cria, utiliza ou despreza (equipamento artificial). Isto é, por exemplo: a criação e a utilização da pá que ele precisa para cavar, as armas para caçar, roupas para manter-se aquecido no frio e casa para proteger-se e abrigar-se, entre outros. Além disso, também é estabelecido o equipamento corporio, que é responsável para a base fisiológica do homem, no qual o autor resume em duas principais, mãos e cérebro, servindo como vantagens que fazem o homem não só aprender, mas a usar e criar equipamentos não corporios. 
Childe neste texto menciona que a habilidade de fazer uma ferramenta exige prática e experiências lembradas ou recordadas que podem ser herdadas por uma tradição social, ou seja, repassadas dos velhos aos mais novos, promovendo uma relação humana através do instrumento de comunicação entre os membros de uma sociedade. E essas relações comunicativas, por meio da linguagem, que segundo o autor acelera o processo de educação, produz um novo tipo de equipamento, conhecido como espiritual, o qual incluiu a ideologia da sociedade, sejam essas superstições, crenças religiosas, fidelidades e ideais artísticos; resultado das ideias surgidas pela comunicação social. 
O Texto também destacada que a fragmentação de comunicação e ideologias promove uma sociedade unida, fazendo assim, o surgimento de uma tradição social, como a tecnologia e o equipamento material, que dependeram da cooperação dos membros da sociedade para serem constituídas. Essa aproximação entre os homens desenvolveu a formação de vários grupos sociais. Sendo, cada qual com suas determinadas línguas e convenções de equipamentos espirituais distintos, pois cada grupo estabeleceu tradições próprias para seu determinado grupo. Dessa forma, constitui-se aquilo que o autor chamou de cultura, caracterizada por diferentes grupos sociais que respeitam e mantem suas tradições próprias. 
Por fim, o autor demostra algumas inovações radicais ou revoluções ocasionadas na sociedade, que serviram para distinguir as fases do processo histórico resumidos, sendo o primeiro, o começo da história, talvez uns 500.000 anos, como cita o autor, até uns 250.000 anos, no qual arqueólogos chamam de Idade paleolítica, Primeira Idade da Pedra, ou Idade da Pedra Lascada. A segunda, Idade Neolítica, Segunda Idade da Pedra, ou Idade da Pedra Polida, um pouco menos de 10.000 anos, a qual tem como finalidade o aumento de suprimento de alimentos e propõe um sentindo mais econômico. No terceiro e último período o autor diz que teve início nos vales aluviais do Nilo e do Indo há cerca de 5 mil anos, no quesito de transformação e revolução urbana, ela é divididas em quatro partes, a qual os arqueólogos e historiadores chamam de: Idade do Bronze, a Primeira Idade do Ferro, O Feudalismo na Europa e a Descoberta do Novo mundo. Diante disso, é analisado a construção da história do homem em suas diversas matrizes, dês dos tempos pré-históricos até a formação da cultura e civilização do indivíduo e de seus grupos sociais.