Informativos STJ separados por matéria 2014
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Informativos STJ separados por matéria 2014


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autos ou a ato normativo do CNJ; II \u2013 quando a decisão se 
fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III \u2013 quando, após a 
decisão, surgirem fatos novos ou novas provas ou circunstâncias que determinem ou autorizem 
modificação da decisão proferida pelo órgão de origem.\u201d
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 \u201cArt. 103-B. (...) § 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do 
Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras 
atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura: (...) III \u2013 receber e conhecer das 
reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxilia-
res, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do 
poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, 
podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a 
aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras san-
ções administrativas, assegurada ampla defesa; (...) V \u2013 rever, de ofício ou mediante provocação, os 
processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano;\u201d
 Sobre o afastamento da tese da subsidiariedade da atuação correicional do CNJ, v. ADI 4.638/DF, 
Pleno, rel. min. Marco Aurélio, DJE de 29-10-2014.
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PAD no âmbito do CNJ: sindicados de tribunais diversos e princípio 
do juiz natural
A instauração de processo disciplinar decorrente de sindicância com multi-
plicidade de sindicados integrantes de tribunais diversos \u2013 hipótese omissa 
no Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça (RICNJ) \u2013 pode ter 
por relator o corregedor nacional de justiça, pois o RICNJ1 permite que os 
casos omissos sejam resolvidos pelo Plenário. 
Em que pese ao quanto disposto nos arts. 422 e 31, III3, ambos do RICNJ então 
vigente, não ofende o princípio do juiz natural a designação do corregedor na-
cional de justiça como relator de processo administrativo disciplinar, o qual \u2013 em 
razão de peculiaridades \u2013 não possua previsão de competência para seu julgamento. 
O aludido princípio, entre outras vedações e determinações, busca excluir qual-
quer discricionariedade, não configurada no caso, tendo em vista a previsão do citado 
art. 120 do RICNJ.
MS 27.021/DF, rel. min. Dias Toffoli, julgado em 14-10-2014, acórdão publicado no 
DJE de 24-11-2014. 
(Informativo 763, Primeira Turma)
 \u201cArt. 120. Os casos omissos serão resolvidos pelo Plenário.\u201d (Redação conferida pela Resolução/
CNJ 2/2005, revogada pela Resolução/CNJ 67/2009. O teor do dispositivo consta do art. 142 do 
RICNJ vigente.)
 \u201cArt. 42. A distribuição se fará entre todos os Conselheiros, inclusive os ausentes ou licenciados por 
até trinta dias, excetuando o Presidente e o Ministro-Corregedor.\u201d (O teor do dispositivo consta do 
art. 45 do RICNJ vigente.)
 \u201cArt. 31. (...) III \u2013 realizar sindicâncias, inspeções e correições, quando houver fatos graves ou rele-
vantes que as justifiquem, propondo ao Plenário a adoção de medidas adequadas a suprir as neces-
sidades ou deficiências constatadas;\u201d (O teor do dispositivo consta, com nova redação, do art. 8º, IV, 
do RICNJ vigente.)
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CNJ e âmbito de atuação 
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não pode invalidar norma de regi-
mento interno de Tribunal de Justiça que preveja a existência de mais de 
uma vice-presidência e fixe suas competências.
O CNJ não pode assim agir sob o fundamento de incompatibilidade da norma 
impugnada com os arts. 93, XV, e 96, I, a, da Constituição Federal. 
As prerrogativas do Tribunal de Justiça estão previstas no § 1º do art. 103 da Lei 
Complementar 35/19791 (Loman). Ao atuar em substituição a ele, o CNJ incorre em 
matéria não incluída em seu rol de competências constitucionais.
Nesse sentido, o CNJ tem atribuição para o controle da atuação administrativa e 
financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, 
ausente, no entanto, a função jurisdicional.
Dessa forma, o Tribunal de Justiça local pode, por meio de seu regimento, estabe-
lecer regras de competência interna, organização e atuação, desde que respeitadas a 
lei e a Constituição. 
MS 30.793/DF, rel. min. Cármen Lúcia, julgado em 5-8-2014, acórdão publicado 
no DJE de 25-9-2014. 
(Informativo 753, Segunda Turma)
 \u201cArt. 103. O Presidente e o Corregedor da Justiça não integrarão as Câmaras ou Turmas. A Lei es-
tadual poderá estender a mesma proibição também aos Vice-Presidentes. § 1º Nos Tribunais com 
mais de trinta Desembargadores a lei de organização judiciária poderá prever a existência de mais 
de um Vice-Presidente, com as funções que a lei e o Regimento Interno determinarem, observado 
quanto a eles, inclusive, o disposto no caput deste artigo.\u201d
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Ato do CNJ e matéria sujeita à apreciação judicial
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) \u2013 ao dispor de atribuições exclusiva-
mente administrativas \u2013 não pode se manifestar quando a matéria estiver 
submetida à apreciação do Poder Judiciário. 
É nula decisão, proferida em sede de procedimento de controle administrativo, 
em que o CNJ determinou que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso 
deixasse de conceder qualquer afastamento aos magistrados daquela unidade 
federativa, nos termos do Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado-
-Membro (art. 252, b), uma vez que estaria em trâmite mandado de segurança com 
o mesmo objeto. 
MS 27.650/DF, rel. min. Cármen Lúcia, julgado em 14-10-2014, acórdão publicado 
no DJE de 31-10-2014. 
(Informativo 752, Segunda Turma)
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CNJ: processo de revisão disciplinar e prazo de instauração 
Não se configura a decadência do direito do poder público de instaurar 
procedimento de revisão disciplinar quando o julgamento pelo Plenário 
do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ocorrer em data anterior ao decur-
so do prazo disposto no inciso V do § 4º do art. 103-B1 da Constituição 
Federal, uma vez que compete ao Plenário do CNJ instaurar, de ofício, 
processo (RICNJ, art. 862). 
Posterior despacho do corregedor nacional de justiça \u2013 que apenas cumpre deci-
são do Plenário do CNJ de instaurar o processo de revisão disciplinar \u2013 constitui 
mero ato de execução material da decisão administrativa e não deve ser considera-
do na contagem do prazo previsto no inciso V do § 4º do art. 103-B da Constituição 
Federal, não influenciando o prazo de decadência do direito do poder público de 
instaurar o procedimento3.
MS 28.127/DF, rel. min. Dias Toffoli, julgado em 25-6-2014, acórdão publicado no 
DJE de 7-10-2014. 
(Informativo 752, Primeira Turma)
 \u201cArt. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 
(dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo: (...) § 4º Compete ao Conselho o controle da 
atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais 
dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Ma-
gistratura: (...) V \u2013 rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e 
membros de tribunais julgados há menos de um ano; \u201d
 \u201cArt. 86. A instauração de ofício da Revisão de Processo Disciplinar poderá ser determinada pela 
maioria absoluta do Plenário do CNJ, mediante proposição de qualquer um dos Conselheiros, do 
Procurador-Geral da República ou do Presidente do Conselho Federal da OAB.\u201d
 No caso, ocorrido o julgamento