Informativos STJ separados por matéria 2014
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Informativos STJ separados por matéria 2014


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(Informativo 736, Plenário)
 Preliminarmente, o Tribunal assentou o prejuízo em relação ao parágrafo único do art. 7º; ao pará-
grafo único do art. 12; ao inciso I do art. 16; ao § 1º do art. 25; ao art. 57; e ao art. 62, tendo em 
conta o pleno exaurimento da eficácia desses preceitos, porquanto foram objeto de posterior regu-
lamentação. No mérito, a Corte reputou inconstitucionais os arts. 4º; 9º, parágrafo único; 11; 12, 
caput; 13; 16, II e parágrafo único; 19; 26; 28; 29; 30; 31; 38; 50; 60; 61; e 63.
direito constitucional - controle de constitucionalidade
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ADI: ex-deputados estaduais e prejudicialidade 
Impõe-se ao legislador, ainda que constituinte estadual, a conformação do or-
denamento normativo do Estado-Membro ao modelo jurídico que reja, no pla-
no do sistema constitucional federal, o tema da disponibilidade remunerada.
O dispositivo impugnado ofende o regime constitucional da disponibilidade do 
servidor público (CF, art. 41, §§ 2º e 3º) e a regra de afastamento do titular de 
cargo público para o exercício de mandato eletivo (CF, art. 38).
Por conseguinte, foi declarada a inconstitucionalidade do art. 272 da Constituição 
do Estado de Rondônia, que dispunha sobre a garantia da disponibilidade remunera-
da ao ex-detentor de mandato eletivo, com a opção pelo retorno ou não às atividades, 
se servidor público, após o encerramento da atividade parlamentar.
A delegação aos Estados-Membros da faculdade de instituir processo 
abstrato de controle de constitucionalidade de leis ou atos normativos 
estaduais ou municipais em face da Constituição estadual decorre de au-
torização constitucional específica, não se confundindo com a criação or-
dinária de normas processuais.
A previsão não afronta a Constituição Federal, já que ausente o dever de simetria 
para com o modelo federal, que impõe apenas a pluralidade de legitimados para 
a propositura da ação (CF, art. 125, § 2º). 
Ademais, não viola também o art. 132 da Constituição Federal \u2013 que fixa a exclusi-
vidade de representação do ente federado pela Procuradoria-Geral do Estado \u2013, uma 
vez que, nos feitos de controle abstrato de constitucionalidade, nem sequer há partes 
processuais propriamente ditas, inexistindo litígio na acepção técnica do termo.
Logo, foi afirmada a constitucionalidade do art. 88, § 4º, da Constituição do Es-
tado de Rondônia, o qual atribui ao procurador-geral da Assembleia Legislativa ou, 
alternativamente, ao procurador-geral do Estado, a incumbência de defender a cons-
titucionalidade de ato normativo estadual questionado em controle abstrato de cons-
titucionalidade na esfera de competência do Tribunal de Justiça.
ADI 119/RO, rel. min. Dias Toffoli, julgado em 19-2-2014, acórdão publicado no 
DJE de 28-3-2014. 
(Informativo 736, Plenário)
direito constitucional - controle de constitucionalidade
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ADI: vinculação de vencimentos de servidores públicos e piso 
salarial profissional1 
É inconstitucional lei estadual, de iniciativa legislativa, que disponha sobre 
a aplicação do salário mínimo profissional aos servidores estaduais.
Ao chefe do Poder Executivo incumbe dispor sobre a remuneração dos cargos 
e das funções do serviço público, em razão da cláusula de reserva prevista no 
art. 61, § 1º, II, a, da Constituição. 
Ademais, a norma impugnada ofende materialmente o art. 37, XIII, o qual veda 
a vinculação de \u201cquaisquer espécies remuneratórias para efeitos de remuneração de 
pessoal do serviço público\u201d. Fere ainda o princípio federativo e a autonomia dos Es-
tados ao fixar os vencimentos de seus servidores (CF, arts. 2º e 25).
Por conseguinte, foi declarada a inconstitucionalidade da Lei 1.117/1990 de Santa 
Catarina, que assegurava aos servidores públicos estaduais ocupantes de cargos ou 
empregos de nível médio e superior remuneração não inferior ao salário mínimo 
profissional estabelecido em lei. 
ADI 290/SC, rel. min. Dias Toffoli, julgado em 19-2-2014, acórdão publicado no 
DJE de 12-6-2014. 
(Informativo 736, Plenário)
 Entendimento aplicado também na ADI 668/AL, Pleno, rel. min. Dias Toffoli, DJE de 28-3-2014 
(Informativo 736).
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ADI: remuneração de magistrados e de servidores públicos 
estaduais do Poder Judiciário
A composição dos vencimentos de magistrados estaduais deve observar a 
normatização disposta na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Magis-
tratura Nacional (Loman).
Os preceitos impugnados contrapõem-se, na parte em que se referem à remu-
neração total dos cargos do Poder Judiciário, ao estabelecido no art. 93, V, da 
Constituição Federal, em sua redação original. 
Assim, enquanto não encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal proposta de 
lei complementar a regulamentar o tema, os vencimentos dos magistrados encon-
tram regência na Lei Complementar 35/1979 (Loman), recepcionada pela nova or-
dem constitucional. 
Por conseguinte, foi declarada a inconstitucionalidade da expressão \u201cque servirá 
de limite máximo para a remuneração dos cargos do Poder Judiciário\u201d constante do 
inciso XXXI do art. 26, assim como da expressão \u201ce Judiciário\u201d contida no caput do 
art. 145 da Constituição do Estado de Mato Grosso, que dispunham sobre a remune-
ração no âmbito dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
ADI 509/MT, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgado em 19-4-2014, acórdão pu-
blicado no DJE de 16-9-2014. 
(Informativo 736, Plenário)
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ADI e competência estadual \u2013 1 
Violam a Constituição Federal a fixação, pelas Constituições dos Estados-
-Membros, de data para o pagamento dos vencimentos de servidores muni-
cipais e empregados celetistas de empresas públicas e sociedades de econo-
mia mista bem como a previsão de correção monetária em caso de atraso.
Os preceitos impugnados afrontam a autonomia municipal, consagrada nos 
arts. 29, 30 e 34, VII, c, da Constituição Federal. Ademais, também não foram 
observadas obrigações de natureza civil, comercial ou trabalhista impostas às em-
presas públicas e às sociedades de economia mista, sujeitas ao regime das empresas 
privadas (CF, art. 22, I).
Por conseguinte, foi declarada a inconstitucionalidade das expressões \u201cmunici-
pais\u201d e \u201cde empresa pública e de sociedade de economia mista\u201d constantes do § 5º do 
art. 28 da Constituição do Estado do Rio Grande do Norte1, o qual dispunha sobre 
data de pagamento dos vencimentos dos servidores públicos estaduais e municipais, 
da Administração Direta, Indireta, Autárquica, Fundacional, de empresa pública e de 
sociedade de economia mista.
ADI 144/RN, rel. min. Gilmar Mendes, julgado em 19-2-2014, acórdão publicado 
no DJE de 3-4-2014. 
(Informativo 736, Plenário)
 \u201cArt. 28. (...) § 5º Os vencimentos dos servidores públicos estaduais e municipais, da administração 
direta, indireta autárquica, fundacional, de empresa pública e de sociedade de economia mista são 
pagos até o último dia de cada mês, corrigindo-se monetariamente os seus valores, se o pagamento 
se der além desse prazo.\u201d
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ADI e competência estadual \u2013 2
Matéria relativa a empregados públicos estaduais insere-se no âmbito da 
competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho.
O dispositivo impugnado viola os arts. 22, I; 37, XIII; e 173, § 1º, da Constituição 
Federal.
O constituinte estadual não pode tratar de temática relativa a direito do trabalho 
no tocante a empresas públicas e sociedades de economia mista, uma vez que essas 
organizações estão sujeitas a regime trabalhista. 
Por conseguinte, foi declarada a inconstitucionalidade do art. 40 do ADCT da 
Constituição do Estado de Minas Gerais, que assegurava a isonomia de remunera-
ção entre os servidores das entidades Caixa