APOSTILA DE DENTISTICA ADESIVA
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APOSTILA DE DENTISTICA ADESIVA


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As resinas atuais possuem excelente estética e boa resistência ao desgaste.
- As resinas de dentes posteriores devem apresentar radiopacidade igual ou superior a do esmalte. As resinas que liberam flúor são capazes de diminuir a incidência de cáries secundárias. Não é muito indicado resina de micropartículas para dentes posteriores devido a menor resistência.
MELHOR -> resina híbrida com grande quantidade de partículas de carga e com tamanho de partículas médio.
2.2 PROTOCOLO CLÍNICO
- Anti-sepsia bucal;
- Anestesia local;
- Profilaxia dos dentes (escova de Robson, taça de borracha, pasta profilática e jato de bicarbonato);
- Seleção de cores (o dentista pode testar a cor colocando um incremento do material na superfície oclusal e observar se é a certa, faz a polimerização por 60 segundos e observa a superfície umedecida por saliva. É necessário observar também se o esmalte é translúcido muito ou pouco);
- Demarcação dos contatos com os dentes antagonistas (deve ser feita antes de tudo. Devem ser marcados os pontos de contato com o antagonista e se possível essas áreas não devem ser envolvidas);
- Isolamento absoluto do campo operatório;
- Preparo cavitário.
3. RESTAURAÇÃO CLASSE I DE DENTE POSTERIOR
Ocorre envolvimento da parte oclusal do dente.
- O preparo deve ser restrito a área da lesão. Entretanto há situação onde é necessário ampliar o preparo para possibilitar a remoção de dentina cariada. Para a ampliação usa uma broca esférica ou uma ponta diamantada esférica em alta rotação sob refrigeração. Após o acesso à dentina infectada, está deverá ser removida com broca esférica lisa na baixa rotação, as curetas podem ser usadas para auxiliar na remoção da dentina amolecida. A cavidade final na superfície oclusal poderá ser única ou múltipla, ficar parte confinada em esmalte e parte em dentina e com ângulo cavossuperficial nítido e sem bizel.
4. RESTAURAÇÃO CLASSE II DE DENTE POSTERIOR
Envolve a oclusal e a proximal dos dentes.
- A via de acesso à lesão é que vai indicar o tipo do preparo. A via pode ser:
1) Direta -> cavidade estritamente proximal.
2) Através da ameia lingual ou vestibular.
3) Oclusal.
- O preparo exclusivamente proximal é a opção mais vantajosa e mais difícil. O acesso oclusal é visto como última opção, ele pode envolver ou não a crista marginal. O acesso pela crista marginal deve ser realizado com broca esférica lisa na alta rotação para o acesso e preparo da cavidade, ainda podem ser usadas as curetas de dentina.
OBS -> Durante a execução de preparos proximais deve-se tomar cuidado para as brocas não tocarem o dente adjacente. Para evitar protege-se o dente adjacente com uma matriz metálica.
- As cavidades oclusoproximais necessitam de matriz para serem restauradas. A matriz deve conter o material restaurador, a fim de minimizar o acabamento e assegurar a obtenção de forma e contorno proximais adequados. Junto da matriz é necessário o uso da cunha que melhora a adaptação proximal da matriz.
- O condicionamento ácido pode ser realizado antes ou depois de colocar a matriz. Aplica o ácido 30 segundos em esmalte e 15 segundos em dentina, em seguida lava-o e seca de modo que as paredes da dentina apresente um brilho acetinado. Para evitar a secagem excessiva usa-se bolinhas de algodão e papel absorvente. A aplicação do sistema adesivo deve seguir as orientações do fabricante, usando para aplicação pincéis e microbrush, evitando que o adesivo se acumule nas paredes cavitárias, principalmente no ângulo formado pela matriz e o cavossuperficial. Após a aplicação o adesivo deve-se apresentar brilhante. Aplique um jato de ar leve para volatizar o solvente e a água residual e fotopolimerize.
- A inserção da resina na cavidade deve ser feita em incrementos para que ocorra o alívio das tensões geradas pela contração de polimerização. Se as tensões não forem aliviadas o risco de fratura é maior.
- A técnica de inserção da resina será influenciada pelo tamanho e profundidade da cavidade; tipo de cavidade (oclusal ou proximal); o tipo de matriz; tipo de resina.
OBS -> Os primeiros incrementos de resina colocados na cavidade não devem tocar a região do ângulo cavossuperficial, deixando um espaço correspondente a espessura do esmalte, para ser ocupado depois por uma resina translúcida.
- Após a inserção da resina deve-se usar um pincel para levar as resinas em direção a margem e arredondar as arestas, melhorando assim a adaptação.
- Para a inserção de resinas em cavidades oclusoproximais usa-se a matriz metálica e a técnica de incrementos. Deve-se fazer o preenchimento da classe proximal primeiramente, retirar a cunha e fotopolimerizar, a fotopolimerização deve ser feita tanto pela vestibular quanto pela lingual. Em seguida, faz a restauração da caixa oclusal.
OBS -> A resina deve ser bem polimerizada, pois uma polimerização ineficiente pode resultar na fratura da restauração e alterar a sua adesão a estrutura dental. 
- Os objetivos da inserção e polimerização são diminuir ao máximo a contração de polimerização, maximizar a adaptação marginal e diminuir a infiltração marginal.
4.1 ACABAMENTO E POLIMENTO
- O acabamento e polimento é indicado para que se realize após 24 horas. Deve ser realizado com cuidado. O acabamento deve ser iniciado pelas cristas marginais que poderão ser esculpidas com pontas diamantadas ou discos flexíveis abrasivos. A escultura da superfície oclusal deve ser complementada sob alta velocidade com pontas diamantadas. O acabamento é finalizado com o uso de pontas siliconadas e pastas de polimento.
- Os excessos nas proximais podem ser retirados com lâminas de bisturi.
OBS -> O acabamento inicial deve ser realizado antes da remoção do dique quando a oclusão deverá ser checada.
- A oclusão deve ser ajustada e depois inicia-se o polimento que deve ser iniciado pelas cristas marginais com discos abrasivos. Já o polimento da superfície oclusal poderá ser iniciado com pontas abrasivas siliconadas e ser complementado com pastas abrasivas aplicadas com disco de feltro. 
 
5. PREPARO E RESTAURAÇÃO TIPO TÚNEL
- Preparo com acesso pela oclusal sem danificar a crista marginal e parede proximal de esmalte.
5.1 INDICAÇÕES
- Lesão cariosa na proximal de pré-molares e molares que apresentam crista marginal intacta;
- Lesões cariosas com cavitação na proximal;
5.2 CONTRA-INDICAÇÕES
- Crista marginal rompida pela lesão;
- Possibilidade de acesso proximal mais conservador;
- Lesão proximal que envolva todo o ponto de contato;
- Lesão proximal muito próxima a crista marginal.
5.3 VANTAGENS
- Menor dano ao dente adjacente;
- Melhor acabamento proximal;
- Maior resistência ao dente;
- Preparo mais conservador.
5.4 DESVANTAGENS
- Dificuldade na remoção e visualização do tecido cariado através da pequena abertura da cavidade de acesso oclusal o que aumenta a chance de cárie residual.
5.5 PROTOCOLO CLÍNICO
- Diagnóstico;
- Planejamento;
- Profilaxia;
- Anti-sepsia;
- Anestesia;
- Isolamento absoluto;
- Preparo cavitário tipo túnel -> o preparo deve iniciar com a broca esférica em alta rotação próximo a lesão na fossa. O ponto de acesso oclusal deve ficar aproximadamente 1,5 a 2 mm da crista marginal. Inicialmente a broca deverá ser posicionada em direção a lesão e não paralela ao longo eixo do dente para não remover tecido sadio ou fazer exposição pulpar.
- Após atingir a lesão a broca deve ser movimentada vestíbulo-lingualmente para ampliar a cavidade de acesso oclusal da lesão. A seguir a dentina cariada deve ser removida com brocas esféricas lisas na baixa rotação. A remoção do tecido cariado deve ser realizado com cautela para não fraturar a crista e áreas de esmalte sem apoio.
- Restauração -> condicionamento ácido e sistema adesivo. A resina deve ser condensada dentro do túnel por 60 segundos, fotopolimeriza e em seguida faz o preenchimento até a oclusal. Utiliza matriz e cunha. Após a inserção e fotopolimerização da resina a matriz e a cunha devem ser retiradas e deve-se fazer um acabamento cuidadoso, especialmente